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segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Nacional perde outra na Copa Paulista, agora para o Mirassol

Texto e fotos: Fernando Martinez


Se dependesse de boa vontade eu não teria saído de casa no sábado em virtude do forte calor. que assola a capital bandeirante Só saí na base da teimosia para não quebrar a sequência de jogos consecutivos do Nacional atuando no Estádio Nicolau Alayon, agora em 51 pelejas. O desânimo é justificado, já que a campanha nacionalista na segunda fase da Copa Paulista promete ser incrível negativamente falando. Vindo de goleada sofrida contra o XV e atuando contra o Mirassol e suas duas vitórias, nada fazia crer que os paulistanos iriam surpreender.

Os times tinham se enfrentado treze vezes através dos tempos e o retrospecto mostrava quatro triunfos nacionalistas, seis do Mirassol e três empates. Eles não duelavam há doze anos. Também atuando na capital, em 14 de fevereiro de 2007 o onze interiorano fez 4x2, de virada, em duelo válido pela Série A2. Desde então, nunca mais se enfrentaram.Marcamos presença naquela peleja junto com a equipe da RedeTV. Saudosa época em que estávamos todos os domingos na TV aberta ao vivo e a cores para todo o Brasil.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Mirassol Futebol Clube - Mirassol/SP


O trio de arbitragem formado pelo árbitro Humberto Jose Junior e pelos assistentes Fernando Afonso de Melo e Evandro de Melo Lima posam para a foto junto com os capitães

Contando com o retorno do bom e velho comunista Milton Haddad, sempre com suas ideias de luta armada, aos campos, a partida começou com o Nacional abrindo o placar de forma inesperada logo aos dois minutos. Negueba recebeu bom passe na direita, entrou na área e chutou firme. O tento animou os presentes, todos incrédulos por estarem vendo o escrete ferroviário em vantagem no marcador. Foram poucas as vezes que isso aconteceu nesse terrível ano do centenário.

O choque de realidade durou pouco, pois dois minutos depois quase acontece o empate em finalização de Gabriel Taliari que Guilherme salvou em cima da linha. A partir daí, só deu Mirassol. O alvi-celeste não conseguiu criar praticamente nada e viu os visitantes dominarem por completo as ações ofensivas. Juninho aos 16 e Taliari aos 28, aqui com ótima defesa de Felipe Lacerda, tiveram as melhores oportunidades.

A insistência deu resultado aos 32 minutos quando Cleiton serviu Claudinho. O atleta entrou na área e chutou forte no canto esquerdo, finalmente deixando tudo igual. O Leão da Alta Araraquarense chegou perto da virada ainda na etapa inicial, mas ela ficou para o segundo tempo. No intervalo desisti de ficar no sol e subi até as sociais fazer companhia ao amigo que estava ausente das canchas há dois meses por conta de um problema de saúde.


A comemoração dos atletas nacionalistas pelo gol de Matheus Lu aos dois do primeiro tempo


Disputa de bola pelo alto no meio de campo


Agora a comemoração pelo gol de empate do Mirassol


Zagueiro visitante fazendo o desarme em ataque local pela direita

Dali vimos somente uma equipe buscar o gol. O clube verde e amarelo foi amplamente superior, criando a primeira clara chance aos seis minutos em tiro de Mota que passou perto da trave. Aos nove saiu o segundo e merecido tento em cabeçada perfeita de Reniê escorando cruzamento da esquerda. Apesar de agora estarem em desvantagem, os nacionalistas não foram capazes de assustar o setor defensivo do Mirassol em nenhuma situação.

Aos 15 quase Mota fez o terceiro em tiro que parou no travessão. Jogando na boa, a agremiação do interior do estado não teve trabalho e segurou com tranquilidade as tímidas e insípidas investidas paulistanas. Não foi dessa vez que o Nacional emplacou uma boa atuação em casa na Copa Paulista. Esse futebol deixa quem gosta do clube bem preocupado pensando na A3 de 2020.


Atletas apostando corrida dentro da área paulistana no início do tempo final


Poses plásticas no gramado da Comendador Souza. Aqui, o jogo ainda estava em 1x1


Detalhe da virada do Mirassol em gol de cabeça do camisa 4 Reniê. Ele subiu sozinho e só teve o trabalho de colocar na rede


O Nacional não foi capaz de pelo menos não sair de campo derrotado mais uma vez nessa Copa Paulista

Ao final dos 90 minutos, o Nacional 1-2 Mirassol manteve os 100% de aproveitamento do Leão na segunda fase. O Naça é último com um ponto e vai precisar de um milagre divino para conquistar uma vaga entre os oito. Dá para cravar com antecedência que são carta fora do baralho. A agenda futebolística do JP retornou com tudo no domingo com um joguinho genial do Paulista Feminino sub-17. Tinha cheirinho de goleada no Parque São Jorge e, felizmente para quem estava na Fazendinha, ela se confirmou.

Até lá!

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Ficha Técnica: Nacional 1-2 Mirassol

Competição: Copa Paulista; Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Humberto Jose Junior; Público: 204 pagantes; Renda: R$ 2.470,00; Cartões amarelos: Kevin, Leandro Caju, Denner (Nac); Cartão vermelho: Luciano Pintinho 48 do 2º; Gols: Matheus Lu 2 e Claudinho 32 do 1º, Reniê 9 do 2º.
Nacional: Felipe Lacerda; Veloso, Guilherme, Luiz Felipe e Denner; Kevin, Matheus Lu, Rogério Maranhão e Rodrigo Sabão (Emerson Mi); Laécio (Vinícius Faria) e Leandro Caju (Luciano Pintinho). Técnico: Felipe Alves.
Mirassol: João Paulo; Cleiton, Victor, Reniê e Reverson; Maicon, Gabriel Taliari (Victor Neves), Neto Moura (Talles) e Juninho (Guilherme); Bruno Mota e Claudinho. Técnico: Ricardo Catalá.
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sábado, 7 de setembro de 2019

Brasil vence a Colômbia em amistoso olímpico no Pacaembu

Texto e fotos: Fernando Martinez


Quinta-feira foi um dia complicado em São Paulo por conta do frio e de ter chovido o dia todo, aquele cenário que nos deixa com vontade de ficar deitado na cama coberto sem fazer nada. Como aqui é tudo pelo social e não costumo perder pelejas insólitas, encarei o clima desfavorável e fui ao Estádio Paulo Machado de Carvalho ver o genial amistoso entre as seleções olímpicas de Brasil e Colômbia.

De 1968 para cá, o escrete canarinho atuou no Pacaembu apenas duas vezes: em 2005 contra a Guatemala, naquela que foi a despedida de Romário com a camisa verde e amarela, e em 2011 contra a Romênia na despedida de Ronaldo. Tirando isso, nenhuma aparição, nem com as categorias de base. Algo normal levando em conta a inauguração do Morumbi em 1970. Além disso, em breve o velho estádio deixará de ser municipal e será provavelmente mutilado, então vamos aproveitar os últimos momentos da tradicional praça de esportes como conhecemos.


Seleções perfiladas para a execução dos hinos nacionais

Esse foi o terceiro duelo entre as duas seleções que acompanhei. O primeiro foi o famoso "jogo das bandeirinhas" em 15 de novembro de 2000 válido pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2002 - 1x0 sofrido com um gol de Roque Júnior no finalzinho. O segundo foi em 13 de agosto de 2016, um sábado à noite e válido pelas quartas de final da Rio 2016. O onze local venceu por 2x0, gols de Neymar e Luan. Com essa partida de agora, a Colômbia se tornou o segundo país sul-americano que mais assisti in loco: oito vezes. O primeiro, claro, é o Brasil com 19.

A minha empolgação em acompanhar esse amistoso internacional preparatório para o pré-olímpico de janeiro, que será realizado justamente em terras colombianas e dará duas vagas em Tóquio, não foi compartilhada com a torcida em geral. Apenas 2.165 pessoas pagaram ingresso. Na boa? Foi até muito pensando na divulgação nula, no horário ruim e na chuva que caiu o dia todo. De todos os amigos que curtem futebol, o trio Renato, Luiz e Pucci me fez companhia, enquanto o roqueiro Bruno estava sozinho na cadeira laranja.

Nem bem o jogo tinha começado e alguma alma abençoada decidiu abrir a numerada coberta para os pobres mortais que estavam se molhando. Diferente do que rolou no domingo, quando fiz malabarismo tentando fugir do temporal que caiu durante a final do Torneio Internacional Feminino, dessa vez ficaria de boa, sequinho. As almas presentes acabaram vendo uma peleja bem animada onde os comandados de André Jardine fizeram uma apresentação acima da média.




Assim como fizemos no Torneio Internacional Feminino, pegamos uma carona e fizemos as fotos oficiais de longe. Tudo bem, não é o ideal, mas vale mesmo assim

O primeiro lance de perigo saiu dos pés de Pedrinho em boa jogada na esquerda que bateu na trave superior. Aos 15, os atuais campeões olímpicos abriram o placar. Um dos zagueiros recuou a pelota de forma bisonha ao goleiro Luís Garcia, Matheus Cunha dividiu e a pelota sobrou para Paulinho, o atleta corintiano ídolo de Jamil Tanus, o rei do Tinder. O camisa 10 chutou colocado e contou com a ajudinha providencial do camisa 1, que escorregou quando tentou fazer a defesa.

O onze verde e amarelo continuou bem depois do gol e a Colômbia fazia muitas faltas, várias delas violentas, tentando parar o rápido ataque brasileiro. Apesar do domínio, o marcador foi alterado apenas aos 42 minutos. Matheus Cunha roubou e tocou para o são-paulino Antony na direita. Ele driblou o defensor e cruzou. Matheus Cunha surgiu no segundo pau e tocou firme. O atacante quase fez o terceiro nos acréscimos num chutaço que miseravelmente acertou a trave.

Com 2x0 a favor, o Brasil teve um segundo tempo mais cadenciado e jogando só na boa. Aos três minutos a arbitragem deveria ter expulsado o jogador Carrascal da Colômbia por uma dura entrada em Emerson, mas ele só levou o amarelo. Aos cinco, Douglas Luiz fez um golaço numa matada com estilo e chute de primeira. Só que ele matou com o braço e o tento foi anulado.

Aos 10 a Colômbia teve seu primeiro chute perigoso em finalização de Balanta que terminou com ótima defesa de Cleiton, goleiro do Atlético Mineiro. Na sequência quase sai o terceiro do Brasil quando Ditta tentou afastar e chutou contra sua meta. A bola bateu na trave e passeou em cima da linha. Daí até o final o que mais teve foi substituição e o Brasil segurando bem a vantagem construída na etapa inicial.


Ataque brasileiro pela direita no começo do amistoso olímpico contra a Colômbia


Paulinho (7) encarando a marcação colombiana


Boa chegada verde e amarela no segundo tempo


A Colômbia pouco fez e mais se preocupou em bater do que jogar

No fim, o placar ficou mesmo em Brasil 2-0 Colômbia, exatamente igual ao encontro dos dois na Olimpíada. Bom triunfo tupiniquim nesse início de trabalho visando os Jogos de Tóquio em 2020. Segunda-feira voltaremos ao Pacaembu para o segundo e último amistoso, dessa vez com o Chile. Antes disso, tem sofrimento nacionalista no sábado e provavelmente compromisso da base feminina domingo. O jogo 3.000 está chegando!

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Brasil 2-0 Colômbia

Competição: Amistoso Internacional; Local: Estádio Paulo Machado de Carvalho (São Paulo); Árbitro: Cristian Garay (Chi); Público: 2.165 pagantes; Renda: R$ 56.755,00; Cartões amarelos: Walce (Bra); Carrascal, Fuentes (Col); Gols: Pedrinho 15 e Matheus Cunha 42 do 1º.
Brasil: Cleiton, Emerson (Guga), Lyanco (Walce), Ibañez (Luiz Felipe) e Guilherme Arana; Douglas Luiz, Pedrinho (Mauro Júnior) e Wendel; Antony (Bruno Tabata), Paulinho (Artur) e Matheus Cunha. Técnico: André Jardine.
Colômbia: García, Ditta, Reyes, Ortiz (André Solano) e Fuentes (Ener Valencia); Atuesta, Rojas (Casierra), Carrascal (Barona) e Balanta; Cetré (Angulo) e Márquez (John Arias). Técnico: Arturo Reyés.
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sexta-feira, 6 de setembro de 2019

São Paulo na semi da Copa do Brasil sub-17 após derrotar o Tubarão

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na tarde fria da última quarta-feira voltei a acompanhar um campeonato que não pintava nas nossas páginas há dois anos, a Copa do Brasil sub-17. Fui ao Estádio Laudo Natel, também conhecido como CT de Cotia, para o confronto de volta das quartas-de-final entre São Paulo e CA Tubarão. Depois de perder o onze catarinense duas vezes esse ano - na Copinha e na Série D - finalmente eles entraram na minha Lista como o time de número 685.

Esse é o segundo time com esse nome a fazer parte da Lista. O primeiro foi o Tubarão FC, nascido em 1992 e falecido em 2005. Ele foi o sucessor do antológico EC Ferroviário, campeão estadual em 1970 e que sumiu pois quiseram criar um time "com maior apelo" usando o nome da cidade, algo que vira e mexe não dá certo. Em 11 de novembro de 2001 estive em Mogi Mirim e acompanhei o confronto do saudoso Sapão com o Tricolor pela Série C nacional. Não irei me estender, mas a história daquela tarde chuvosa de domingo fará parte do livro do JP quando ele ver a luz do dia. Foi um dos grandes momentos da minha longa presença nos estádios paulistas.


Times perfilados para o hino nacional antes do apito inicial. Sem conseguir a autorização para fazer as fotos oficiais, nos resta publicar essa mesmo

Assim como fez no sub-20, a CBF mudou a forma de classificação para as copas nacionais de base em 2019. De 2013 a 2018 participavam os 20 clubes da Série A e doze da Série B. Na atual temporada ela passou a ser uma Copa do Brasil de verdade com todos os 27 campeões estaduais e os cinco vices das melhores federações no ranking. Isso trouxe equipes geniais ao torneio como o o SEDUC/MS, Confiança da Paraíba, Porto Vitória/ES e o genial 1º BPM de Tocantins.

Campeão da competição em 2013, o São Paulo estava com 100% de aproveitamento antes dessa pessoa após eliminar 1º BPM e Atlético/GO nas fases anteriores. Os catarinenses derrotaram o Piauí na fase inicial e nas oitavas o Carajás/PA. Na partida de ida, triunfo paulista por 4x2 e a vaga quase na mão, já que perder por três gols de diferença em casa era altamente improvável. Nessa jornada tive a companhia do amigo-abelha Renato Rocha e do mago das Copas, Caio Buchala.

A dupla de amigos são-paulinos ficou feliz com a apresentação do time de coração. Em nenhum momento o tricolor sofreu pressão ou teve a classificação ameaçada. Eles foram amplamente superiores e criaram um rol de boas oportunidades de todas cores e sabores. João Adriano foi o autor da primeira boa chegada aos sete minutos em chute de longe. Aos 18, o mesmo João Adriano recebeu na entrada da área e dividiu com o goleiro. A bola sobrou para Talles Wander e o camisa 9, com o gol livre, só teve o trabalho de marcar.

O único lance perigoso do Tubarão aconteceu aos 21 minutos. Young, goleiro paulistano, pegou bem uma finalização da entrada da área. Na sobra, Douglas chutou e Luizão salvou em cima da linha. Aos 30, em ótima trama de todo o ataque tricolor, Pagé finalizou e a bola passou raspando. Quando o intervalo chegou, o marcador do CT de Cotia apontava a vitória parcial pela contagem mínima da agremiação do Morumbi.


Ataque catarinense pela esquerda no começo da peleja


O Tubarão tentou, mas a zaga são-paulina esteve bem postada durante todo o jogo


O camisa 3 local Pablo em um dos vários momentos de perigo no segundo tempo

Aproveitei a deixa e fui fazer uma boquinha. Aliás, se trabalhar ali é uma coisa simplesmente horrorosa de tão chata por conta de tanta frescura (não conseguimos nem foto da escalação local, para terem uma ideia), pelo menos a lanchonete é muito bem servida. Tive o prazer de degustar um dos melhores pastéis que já comi até hoje num campo de futebol. Recheio caprichado e massa saborosa, ganhou fácil o Selo JP de qualidade.

Satisfeito com a iguaria, voltei ao meu lugar e logo no primeiro lance da etapa final o São Paulo ampliou sua vantagem com um golaço de Pedrinho de fora da área. Nos minutos seguintes, mais dois tentos foram marcados, ambos anulados por impedimento. Aos 29, Théo acertou um tirambaço na trave e Pagé também parou no travessão aos 35. Foi somente aos 44 que o tricolor conseguiu fechar a fatura depois que Cachoeira completou de cabeça um cruzamento da direita e a pelota encobriu o goleiro, morrendo no fundo do gol.


Cachoeira (22) chutando colocado e levando perigo para a meta do Tubarão



Bola no fundo das redes do onze catarinense... mais um gol do São Paulo. Na segunda foto, a comemoração de Cachoeira

Placar final em Cotia: São Paulo 3-0 Tubarão. O triunfo tranquilo manteve o escrete paulista com 100% de aproveitamento no certame e classificado para a semi-final. O adversário agora será o Vasco da Gama, que tirou o Ceará nos pênaltis. A outra semi também será de paulistas contra cariocas com o duelo entre Palmeiras e Fluminense. Promessa de joguinhos legais à vista.

A pauta livre do JP voltou à atividade na noite de quinta-feira com um sensacional amistoso olímpico no Pacaembu, apenas a terceira vez que uma seleção brasileira masculina atuou na velha cancha nos últimos 51 anos. Apesar do horário e da chuva que caiu em São Paulo, não tinha como perder de jeito nenhum.

Até lá!

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Ficha Técnica: São Paulo 3-0 Tubarão

Competição: Copa do Brasil sub-17; Local: Estádio Marcelo Portugal Gouvêa (Laudo Natel) (Cotia); Árbitra: Regildenia de Holanda Moura (SP); Público e renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Léo, Marquinhos, Pablo (SP), Jadson, Breno (Tub); Cartão vermelho: Breno 40 do 2º; Gols: Talles Wander 18 do 1º, Pedrinho 1 e Cachoeira 44 do 2º.
São Paulo: Young; Flávio, Pablo, Luizão e Gabriel; Léo (Théo), Pedrinho (Palmberg), Pagé (Lucas) e João Adriano (Maioli); Marquinhos (Cachoeira) e Talles Wander (Cauê). Técnico: Rafael Paiva.
Tubarão: Davi; Wesley, Breno, Mateus Magallanes e Hyago (Marquinhos); Paulo, Jadson (Ruggere), Douglas (Ian Abreu) e Jean Lucca; Eduardo Tanque (Cryzan) e Kassio Nathan (Lucas Oliveira). Técnico: Alysson Silveira.
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terça-feira, 3 de setembro de 2019

Chile vence nos penais e conquista o título do Torneio Internacional

Texto e fotos: Fernando Martinez


Nem bem a decisão de terceiro lugar do Torneio Uber Internacional de Futebol Feminino tinha terminado com a vitória da Costa Rica em cima da Argentina e o céu paulistano começou a ficar super carregado, confirmando a previsão do tempo. Pouco antes da decisão entre Brasil e Chile, o Estádio Paulo Machado de Carvalho recebeu uma daquelas tempestades dignas de verão que ajudou a complicar bastante a tarefa de curtir a final na boa sem nenhum perrengue.

Como não consegui credenciamento, comprei ingresso na numerada descoberta. O que me salvou foi ficar espremido no limite da cobertura do local e também a aquisição de uma capa de chuva a dez reais (!). O aperto foi enorme, pois a rapaziada que estava por ali teve a mesma ideia que eu. Da entrada das seleções no gramado até o intervalo consegui fazer poucas fotos. Há muito eu não passava tanta dificuldade num jogo de futebol. Ossos do ofício.

Tudo isso para acompanhar a primeira decisão de Pia Sundhage no comando da seleção brasileira jogando contra as freguesas chilenas. Em toda a história, a equipe verde e amarela conquistou treze vitórias nos treze duelos entre as duas, marcando 51 gols e sofrendo apenas cinco. Vindo de um 5x0 em cima da Argentina, era natural considerar o Brasil super favorito ao caneco do Torneio Internacional pela oitava vez em nove edições realizadas.


Seleções perfiladas para a execução dos hinos nacionais




Debaixo de uma chuva absurda, a foto oficial das brasileiras, chilenas e do quarteto de arbitragem com as capitãs

É, pena que esse favoritismo tenha ficado apenas no papel e, atuando com muitas modificações feitas pela técnica sueca, em nenhum momento as jogadoras locais mostraram inspiração suficiente para vencerem as adversárias durante os 90 minutos. Tudo bem, o gramado atrapalhou a atuação brasileira, não há como negar, mas a falta de entrosamento ficou evidente no altíssimo número de passes errados.

O público compareceu em ótimo número e apoiou durante todo o tempo (ah, como a torcida do futebol feminino é diferente) mesmo com as atletas não acertando praticamente nada no relvado. Bia criou a primeira chance verde e amarela aos dois minutos e Endler fez boa intervenção. A arqueira apareceu bem novamente aos 17 em falta de Mônica. No derradeiro minuto, Bia recebeu passe de Ludmilla da direita e perdeu um gol absurdo com a meta aberta. Pouco para quem era tão favorita.


Boa parte do primeiro tempo foi disputada debaixo de um temporal que deixou o gramado encharcado, prejudicando a ação


Yessenia López (11) avançando sob o olhar de Formiga (8) e Millene (18)


Seleção brasileira atacando pela direita

No intervalo a chuva deu finalmente uma trégua e pudemos nos sentar novamente. Não sem a capa de chuva, a fiel companheira da tarde, já que algumas gotas ainda caíam do céu nublado. A drenagem do Pacaembu funcionou e a expectativa geral era que o Brasil melhorasse. É, pena que o que já era ruim piorou, e a pouca inspiração dos primeiros 45 minutos ficou nos vestiários, deixando a peleja num cenário árido de emoções. As locais chegaram perto do gol apenas uma vez, aos cinco minutos, quando Chú avançou pelo campo de defesa chileno e arriscou de longe. Endler, mais uma vez, fez boa defesa.

Após esse lance a peleja ficou modorrenta e repleta de passes errados. O Chile estava na sua e só se defendia. O Brasil tentava e nada conseguia. O papo na arquibancada estava melhor do que a inspiração das atletas em campo e antes do apito final, as chilenas quase tiraram o zero do placar numa bobeada da zaga brasileira. Lara mandou na área, Formiga desviou, a pelota tocou em Bruna e tirou tinta da trave. Seria um bizarro gol contra.


Agora um ataque aéreo do Brasil no segundo tempo


Uma das poucas chegadas do Chile durante toda a peleja

O empate sem gols levou a decisão aos pênaltis. Não ter vencido o Chile pela primeira vez na história indicava que o final poderia não ser feliz. Na primeira cobrança, Endler defendeu o chute de Raquel. Na sequência Lara, Mônica, Balmaceda, Chú, Hidalgo e Bia fizeram, deixando a disputa em 3x3. Aline defendeu a quarta cobrança chilena de Pardo. Luana poderia ter igualado as coisas, mas chutou pela linha de fundo a última cobrança brasileira.

Endler foi para o chute decisivo e Aline pegou pela segunda vez. Nos tiros alternados Bruna perdeu e de novo o Chile poderia ter garantido o caneco, porém Roa também desperdiçou. Fabiana fez 4x3, Aedo empatou em 4x4. Joyce bateu mal e Endler defendeu. As chilenas tiveram nos pés de Toro a terceira oportunidade de conquistarem o título e dessa vez não desperdiçaram.



Joyce perdendo o último pênalti a favor do Brasil - grande defesa da goleira Cristiane Endler - e Javiera Toro convertendo e dando o título ao Chile


Mesmo de longe, vale o registro da festa chilena pelo improvável título da edição 2019 do Torneio Internacional

Fim de papo no Pacaembu com o placar de Brasil 0-0 (4-5) Chile. O triunfo nos penais deu o título ao escrete azul e vermelho, frustrando os mais de 16 mil presentes que tomaram muita chuva a apoiaram as meninas locais durante toda a tarde. É o começo do trabalho de Pia Sundhage e é óbvio que não tem como reclamar, dito isso, é fato que que todo mundo foi embora com um gosto amargo na boca. Agora, em nove edições do Torneio Internacional de Futebol Feminino, as brasileiras tem sete conquistas e dois vices. O outro "intruso" na lista de vencedores é o Canadá.

Ainda fiquei um bom tempo na velha cancha buscando ingressos e souvenirs perdidos pela numerada. Também dei um pulo no Salão Nobre ver o que os VIPs tinham deixado para trás. Após de tanta chuva eu merecia um pouco de luxo. Enquanto me esbaldava, a chuva voltou com tudo e retornar ao QG não foi moleza. Depois de um 0x0 no sábado com um calor insano e outro no domingo debaixo de um dilúvio, só queria descansar.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Brasil 0-0 (4-5) Chile

Competição: Torneio Uber Internacional de Futebol Feminino; Local: Estádio Paulo Machado de Carvalho (São Paulo); Árbitra: Débora Cecília Correia (Bra); Público: 15.047 pagantes; Renda: R$ 174.073,00; Cartões amarelos: Rocío Soto e Camila Sáez (Chi).
Brasil: Aline; Fabiana Baiana, Mônica Hickmann, Bruna Benites e Joyce; Formiga, Aline Milene (Luana), Debinha (Ludmilla) e Andressa Alves (Raquel); Bia Zaneratto e Millene (Chú). Técnica: Pia Sundhage.
Chile: Christiane Endler; Francisca Lara, Rosario Balmaceda, Javiera Toro e Daniela Pardo; Yasmín Torrealba (Javiera Roa), Rocío Soto, Francisca Mardones e Yanara Aedo; Camila Sáez e Yesenia López (Fernanda Hidalgo). Técnico: José Letelier.

Obs: Nos pênaltis, o Chile venceu por 5x4. Francisca Lara, Rosario Balmaceda, Fernanda Hidalgo, Yanara Aedo e Javiera Toro marcaram, enquanto Daniela Pardo, Christiane Endler e Javiera Roa perderam. No Brasil, Mônica, Chú, Bia Zaneratto e Fabiana fizeram, enquanto Raquel, Luana, Bruna Benites e Joyce desperdiçaram.
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Costa Rica fica em terceiro no Torneio Internacional Feminino

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na manhã do último domingo o Torneio Uber Internacional de Futebol Feminino chegou ao fim numa rodada dupla que acabou sendo um programa de índio monstro, principalmente por tudo o que aconteceu no jogo de fundo. Antes do perrengue, as seleções da Costa Rica e da Argentina decidiram o terceiro lugar. O palco, claro, foi o Estádio Paulo Machado de Carvalho, provavelmente respirando os seus últimos dias como um campo municipal.

A Costa Rica foi derrotada pelo Chile na quinta-feira mesmo merecendo ter melhor sorte e, na minha humilde opinião, eram favoritas ao triunfo contra a esforçada e limitada Argentina. Os 5x0 sofridos pelas hermanas contra o Brasil ficaram até barato por conta do domínio enorme do selecionado tupiniquim. Com um Pacaembu ainda recebendo um público tímido, logo quando a peleja começou ficou claro que colocar as centro-americanas como favoritas não era nenhum absurdo.

Melhor postadas em campo, as costarriquenhas abriram a contagem aos 27 minutos com um gol de Priscila Chinchilla. As argentinas até chegaram a equilibrar as ações após o tento adversário, porém o intervalo chegou com o 1x0 contrário no marcador. Como desgraça pouca é bobagem, nem bem o segundo tempo tinha começado e o segundo tento saiu, novamente dos pés da jovem camisa 14.


A goleira costarriquenha Noelia Bermudez rasgando tudo para afastar a pelota da área


Milagros Menéndez (11) cabeceando em chegada argentina pelo alto

A massa que chegava ao velho estádio torcia em sua totalidade para a Costa Rica, só que Sole James, atleta santista e melhor jogadora da seleção portenha, devolveu a esperança de um melhor resultado diminuindo a contagem aos 12 minutos. O 2x1 deixou o cotejo um pouco mais equilibrado e bastante animado. Teve chance dos dois lados e ambas mereciam pelo menos outro golzinho para animar a manhã.

Na base do abafa as portenhas se mandaram ao setor ofensivo nos minutos finais buscando a todo custo o empate que levaria a decisão para a marca da cal. O problema é que o setor defensivo ficou completamente desguarnecido, e com isso a Costa Rica tinha o contra-ataque todo à sua disposição. Foi aos 51 minutos que as centro-americanas deram o golpe de misericórdia com o tento de Daphne Herrera.


Bola no campo de defesa argentino em lance do segundo tempo


Zagueira portenha fazendo o corte em chegada da Costa Rica



Costa Rica e Argentina, respectivamente terceira e quarta colocadas do Torneio Internacional, posando com as suas medalhas após a partida

O placar de Costa Rica 3-1 Argentina deu o terceiro lugar do mini-certame para a seleção da América Central, enquanto as nossas vizinhas ficaram na lanterna. Resultado justo pelo que as duas apresentaram nas duas partidas. É, só que a rodada dupla que se mostrava promissora se transformou num enorme programa de índio em questão de minutos, mas conto o motivo no próximo post.

Até lá!

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Ficha Técnica: Costa Rica 3-1 Argentina

Competição: Torneio Uber Internacional de Futebol Feminino; Local: Estádio Paulo Machado de Carvalho (São Paulo); Árbitra: Rejane Caetano da Silva (Bra); Público: 15.047 pagantes; Renda: R$ 174.073,00; Gols: Priscila Chinchilla 27 do 1º e 4 do 2º, Sole James 11 e Melissa Herrera 51 do 2º.
Costa Rica: Noelia Bermúdez; Gabriela Guillén, Carol Sánchez, Stephannie Blanco (Fabíola Sánchez) e Lixy Rodríguez; Daphne Herrera, Mariana Benavides, Raquel Rodríguez e Priscila Chinchilla; Shirley Cruz e Sofía Varela (Maria Paula Salas). Técnica: Amelia Valverde.
Argentina: Solana Pereyra; Gabriela Chávez, Agustina Barroso, Adriana Sachs e Eliana Stábile; Vanesa Santana (Lorena Benítez), Miriam Mayorga (Milagros Díaz), Mariana Larroquette (Milagros Menéndez) e Yamila Rodríguez; Yael Oviedo (Dalila Ippolito) (Micaela Cabrera) e Soledad Jaimes. Técnico: Carlos Borrello.
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segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Início de segunda fase da Copa com fraco 0x0 na Comendador Souza

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de se classificar no sufoco, quebrando uma série de sete compromissos sem vitória derrotando o Juventus longe de casa, o Nacional fez a sua estreia na segunda fase da Copa Paulista sábado passado. A equipe ferroviária recebeu o Água Santa buscando emplacar uma boa atuação no Estádio Nicolau Alayon, algo raro na atual temporada.

Antes de falar do jogo em si, vale registrar que essa foi a 50ª cobertura seguida do JP na casa nacionalista. Pensei que eu voltaria com a sequência somente em 2020, porém a classificação deu uma sobrevida a essa longa série iniciada em 24 de setembro de 2016 com o 1x1 entre Nacional e Red Bull, também pela segunda fase da Copa. Quase perdi a sequência mais de uma vez, mas por enquanto ela segue em plena atividade.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Esporte Clube Água Santa - Diadema/SP


O quarteto de arbitragem composto pelo árbitro Vinicius Gonçalves Araujo, os assistentes Risser Jarussi Corrêa e Fabrini Bevilaqua Costa e o quarto árbitro Rodrigo Pires de Oliveira posam para o JP com os capitães dos clubes

O triunfo em cima do Moleque Travesso foi surpreendente e ,apesar da classificação, eu não consigo crer na ida dos nacionalistas à terceira fase. Pode ser puro pessimismo, tudo bem, só que realmente não consigo. O retrospecto ruim e o fato de ter feito apenas uma apresentação realmente decente dentro de casa - a vitória de 3x0 em cima da Inter de Limeira pela A2 - além de ter conquistado só dois triunfos longe dos seus domínios em 2019, não credencia a equipe como postulante a uma das duas vagas do Grupo 6.

Quando a bola rolou, a baixa expectativa se confirmou. A partida foi fraca, com poucos lances realmente interessantes e o forte calor deixou o cenário ainda mais desolador. O Nacional teve só uma chance digna de registro nos 90 minutos e vimos problemas em todos os setores do time. Sorte que o Água Santa também pouco fez, caso contrário a situação paulistana certamente iria se complicar.

A primeira boa oportunidade saiu aos dois minutos após cruzamento da esquerda e finalização ruim do camisa 3 Luizão. A única chegada digna de registro a favor dos locais aconteceu aos 20. Veloso avançou pela direita e cruzou na área. Gabriel Mendes matou e rolou na esquerda. Caio Mendes chutou cruzado e a pelota passou perto da meta defendida por Thomazella.

O Água Santa jogava só na boa e o Naça tentou duas investidas, Denner aos 36 em cobrança de falta e Laécio de longe aos 47, ambas tímidas e sem sucesso. Foi com o marcador em branco que a peleja chegou ao intervalo. Se a coisa já foi ruim na etapa inicial, no segundo só piorou. O calor apertou e as emoções sumiram de vez. O que vimos foi uma eterna troca de passes sem objetivo algum.

O Netuno foi responsável pelo melhor e solitário momento perigoso do tempo final aos 30 minutos. Jonathan recebeu na direita e cruzou alto, no segundo pau. Anselmo Tadeu surgiu atrás da zaga e finalizou. A bola tocou no goleiro, na trave e saiu pela linha de fundo. Assim como aconteceu nos outros dois jogos da Copa realizados no mesmo horário, nenhum gol saiu, só confirmando que a nível geral do nosso futebol atual é bastante fraco.


Marcação firme da zaga do Netuno


Boa defesa do goleiro visitante Thomazella em chute de longe


Ataque nacionalista pela direita


João Paulo (4) cabeceando para longe do seu campo sob a pose plástica de Laecio (18)


Mais uma boa intervenção do goleiro diademense, agora no tempo final


O Nacional tentou, mas outra vez saiu de campo sem marcar nessa Copa Paulista

Quando o cotejo chegou ao fim, o placar de Nacional 0-0 Água Santa marcou o quarto resultado em branco dos paulistanos na atual edição da Copa Paulista. Aliás, a performance ofensiva no certame é horrorosa, pois a rapaziada marcou apenas nove vezes em onze confrontos. Seguindo desse jeito, a classificação para a terceira fase, que já não é fácil por si só, será praticamente uma missão impossível.

Saí da Comendador Souza passando mal de tanto calor e voltei ao QG praticamente me arrastando. Coroando o final de semana (de maneira negativa, claro), no domingo a rodada dupla que fechou o Torneio Internacional de Futebol Feminino foi um dos maiores programas de índio que fiz... um perrengue só.

Até lá!

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Ficha Técnica: Nacional 0-0 Água Santa

Competição: Copa Paulista; Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Vinicius Gonçalves Araujo; Público: 240 pagantes; Renda: R$ 2.810,00; Cartão amarelo: Rodrigo Sam (Nac).
Nacional: Felipe Lacerda; Veloso, Guilherme, Rodrigo Sam e Denner; Felipe Gregório, Rogério Maranhão, Caio Mendes e Gabriel Mendes (Matheus Lu); Laécio (Luciano Pintinho) e Vinícius Farias (Negueba). Técnico: Felipe Alves.
Água Santa: Thomazella; Genilson (Jonathan), Luizão, João Paulo e Denis Neves; Diogo, Luan (Carlos Alberto), Johnnattan e Raphael (Índio); Anselmo Tadeu e Uederson. Técnico: Fernando Lavagnolli.
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