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sábado, 9 de janeiro de 2016

Copa São Paulo: Goleada tricolor contra o Tiradentes/CE


O jogo que fechou a segunda rodada da primeira fase do Grupo 17 da Copa São Paulo de Futebol Júnior foi genial. Não pela presença do São Paulo, um dos eternos favoritos ao título da competição e figurinha carimbada por aqui, e sim pela presença da genial Associação Esportiva Tiradentes de Fortaleza, o 615º time a fazer parte da minha Lista.

Fundado em 1961, o Tigre da Polícia Militar tem grande tradição no futebol do seu estado (conquistou a segunda divisão em 1969 e em 2015 e foi campeão da primeira em 1992, dividindo o caneco com outras três equipes), mas fora do Ceará a coisa é bem diferente. O time participou apenas duas vezes de torneios nacionais - a Taça de Prata de 1982 e a Série D de 2013 - e nunca saiu do Nordeste para disputar torneios oficiais. Logo, a primeira participação do clube na Copinha merecia ser acompanhada bem de perto.


AE Tiradentes (sub-20) - Fortaleza/CE. Foto: Fernando Martinez.


São Paulo FC (sub-20) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times e quarteto de arbitragem. Foto: Fernando Martinez.

Pena que o time tenha caído numa chave tão difícil, que contou só com adversários paulistas. A missão da equipe na noite de terça-feira na Arena Barueri era uma daquelas dignas de roteiro do filme "Missão Impossível", já que derrotar o time do Morumbi era uma tarefa complicadíssima, ainda mais depois dos 4x0 sofridos na estreia.

Um grande público foi ao estádio e muitos não esperavam nada menos do que uma goleada. Mesmo sendo azarão, foi o Tiradentes quem criou a primeira grande chance, isso antes do primeiro minuto. O goleiro Lucas Perri foi bem e defendeu o chute de Mascote. Aos quatro minutos, outra oportunidade cearense, agora com João Gabriel. Essas acabaram sendo as melhores oportunidades do Tiradentes em toda a partida.

Passado o susto inicial, o São Paulo colocou a bola no chão e passou a interpretar o papel de ator principal da noite sem titubear. Lucas Fernandes abriu o marcador aos oito minutos com um golaço. Ele recebeu bola na esquerda e chutou colocado, encobrindo o arqueiro cearense Cezar com muita categoria.

Jogando na boa, os locais tiveram boa oportunidade aos 17 em cobrança de falta de Lucas Fernandes. O SPFC foi enfileirando chance atrás de chance, porém o segundo gol só foi acontecer aos 37 minutos. David Neres fez boa jogada pela direita e tocou para Matheus Queiroz ampliar com um grande chute. Antes do primeiro tempo acabar, Joanderson ampliou com um golaço de letra aos 43.


Detalhe do primeiro gol do São Paulo contra o Tiradentes/CE. O goleiro cearense nada pode fazer. Foto: Fernando Martinez.


Ataque são-paulino pelo meio. Foto: Fernando Martinez.


Chute perigoso a favor do onze paulista. Foto: Fernando Martinez.


Foguete encarando a marcação do Tiradentes. Foto: Fernando Martinez.


Outra chegada do São Paulo pela direita, agora com Artur. Foto: Fernando Martinez.

Após o tempo inicial chegar ao fim subi para o ponto mais alto da Arena Barueri e de longe, muito longe, acompanhei os 45 minutos finais ao lado do amigo Ricardo Espina. O São Paulo voltou mais sonolento e a primeira metade do segundo tempo seguiu de forma bastante arrastada. Praticamente nada se salvou.

Aos 25, finalmente os locais acordaram e Joanderson marcou seu segundo gol na noite. Dez minutos depois, Banguelê fez de cabeça o quinto. Nem bem o Tiradentes deu a saída e a bola foi perdida. Inácio recebeu e invadiu a área pela esquerda para fazer um belíssimo gol, mesmo chutando sem ângulo. Para fechar o massacre, Murilo fez o sétimo aos 46.



Duas chegadas perigosas do São Paulo no tempo final. Foto: Fernando Martinez.

O placar final de Tiradentes/CE 0-7 São Paulo colocou o tricolor na liderança do Grupo 17 após duas rodadas por conta do saldo de gols. O onze paulistano terminou a primeira fase como líder isolado da chave depois de derrotar o Grêmio Osasco Audax. Para variar um pouquinho, o time é um dos maiores candidatos ao título da Copa São Paulo 2016.

Nos dias 6 e 7 aconteceu a rodada final da primeira fase da Copinha, mas miseravelmente eu não pude ir em nenhuma partida graças a uma série de fatores, um deles, claro, a tabela mal feita. Voltei aos gramados novamente na segunda fase, com uma rara chance de colocar mais um time na Lista após a primeira etapa do campeonato.

Até lá!

Fernando

Copa São Paulo: GEO Audax goleia e se classifica no Grupo 17


A segunda rodada da primeira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior foi realizada nos dias 4 e 5 de janeiro, segunda e terça-feira. Como a tabela foi feita de forma bisonha e teve a fase inicial criminosamente encurtada, não tive muitas opções a não ser ir acompanhar o Grupo 17 do certame, sediado na Arena Barueri. Fui lá basicamente para colocar o genial Tiradentes/CE na minha Lista.

Como o time novo estava no jogo de fundo, abri os trabalhos na segunda rodada da chave com um duelo paulista entre Grêmio Osasco Audax e Paulista de Jundiaí. Contando os tempos em que ainda era uma equipe paulistana, essa é a nona participação do GEOA na Copinha, e as melhores participações aconteceram em 2011 e 2013, quando a agremiação alcançou as quartas-de-final. O Galo do Japi foi campeão em 1997 e terceiro em 1996, mas nos três últimos anos foi mal e não passou da primeira fase.


Grêmio E Osasco Audax (sub-20) - Osasco/SP. Foto: Fernando Martinez.


Paulista FC (sub-20) - Jundiaí/SP. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times e quarteto de arbitragem. Foto: Fernando Martinez.

Se dependesse da estreia, nada indicava que os jundiaienses pudessem quebrar a incômoda escrita em 2016, já que foram goleados pelo São Paulo por um sonoro 4x0. Com o GEO Audax a história foi outra, e a equipe começou sua campanha também marcando 4x0 contra o Tiradentes. Por conta disso, ficou fácil escolher qual ataque acompanhar durante a peleja. Peleja que, por sinal, foi muito boa, principalmente no tempo inicial.

O GEO Audax fez o que se esperava, e infernizou a zaga do Paulista com rápidos ataques concentrados pelas laterais. O Galo do Japi também mostrou qualidade e equilibrou as ações na primeira metade do tempo inicial. Favorito, o Audax abriu o marcador aos 18 com Willian Mococa. O que poucos esperavam era a reação quase automática da equipe interiorana com o gol de Matheus aos 20 minutos.

Depois de sofrer o empate, o onze osasquense acordou de vez. Nos últimos vinte minutos, o time aniquilou as pretensões do Paulista com mais três belos gols e uma atuação impecável do seu setor ofensivo. Willian Mococa fez o segundo dele e da equipe aos 28, o genial Chaveirinho marcou aos 33 e Pablo fez o quarto aos 39 minutos. A partida estava definida quando os times desceram para os vestiários.


Grande defesa do arqueiro do Audax em cobrança de falta. Foto: Fernando Martinez.



Willian Mococa fazendo o segundo do time osasquense no primeiro tempo e depois saindo para fazer a festa. Fotos: Fernando Martinez.


Bola escorada pelo camisa 9 do Grêmio no lance do quarto gol. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final o jogo caiu de produção. O Paulista não teve força para uma improvável reação e o GEO Audax se poupou segurando a imensa vantagem no placar. Ainda assim a equipe marcou mais duas vezes, aos 21 com Pablo e aos 40 com o camisa 6 Milioransa. No fim, o placar terminou com a enorme goleada do time-sede da chave: Grêmio Osasco Audax 6-1 Paulista.


Saída do Audax para o ataque no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Quinto gol, marcado por Pablo aos 21 do segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.


Investida osasquense pela direita. Foto: Fernando Martinez.

Junto com o resultado da segunda peleja, o tranquilo triunfo classificou os alvirrubros para a segunda fase da Copinha, etapa em que a equipe acabou sendo eliminada pelo Figueirense. O Galo do Japi emplacou a quarta edição do torneio sem passar da fase inicial. A previsão do tempo pelos lados do Jayme Cintra indica tempestade forte em 2016.

Nem bem os atletas tinham saído de campo quando as duas equipes do jogo de fundo foram ao gramado, jogo que teve o time de número 615 entrando na minha Lista.

Até lá!

Fernando

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

A volta do genial Fast Clube aos gramados paulistas após 38 anos


O ápice do fim de semana futebolístico ficou reservado para a última partida. Desde pequeno queria ver um jogo do genial Nacional Fast Clube in loco, e a edição 2016 da Copa São Paulo de Futebol Júnior me deu a oportunidade de finalmente colocar o time na minha Lista. O Rolo Compressor enfrentou o Figueirense no Estádio Vereador José Feres pelo Grupo 18.

Podemos dizer que assistir uma apresentação do Rolo Compressor por essas bandas é algo muito, muito complicado. A última vez que o tricolor atuou em território paulista (com seu time profissional, é claro) foi em maio de 1978, visitando o XV de Piracicaba pelo Brasileiro. Desde então, nunca mais o Fast veio pra cá, independente da categoria. Entre várias equipes que nunca tinha visto, a escolha do Fast era um tanto quanto óbvia.

A classificação para a Copinha - a primeira em todos os tempos - veio com o título estadual de juniores em 2015, conquistado de forma invicta e com uma goleada de 6x0 na decisão contra o Nacional, o amazonense que mais participou da Copa São Paulo. O Figueira, surpreendente campeão em 2008, joga a competição pela 17ª vez.


Figueirense FC (sub-20) - Florianópolis/SC. Foto: Fernando Martinez.


Nacional Fast Clube (sub-20) - Manaus/AM. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times e trio de arbitragem. Foto: Fernando Martinez.

Além de incluir o time de número 614 na Lista, um dos pontos altos do final da tarde foi o tempo em Taboão da Serra. Quando a peleja começou, garoava e o termômetro apontava 20 graus de temperatura. Uma verdadeira dádiva em pleno mês de janeiro e um pequeno presente dos céus depois de todo o calor que passei em Indaiatuba no dia anterior.

Acabei vendo um jogo muito bom, o melhor da minha primeira rodada. O Fast foi um adversário de muita qualidade para o onze catarinense, e a tônica da peleja foi o equilíbrio. Ambos mostraram muita qualidade e competitividade, mas foi o Figueirense quem saiu na frente com o gol de Igor, aproveitando rebote do arqueiro amazonense, aos 22 minutos.

Num dos últimos lances do tempo inicial o Fast Clube deixou tudo igual. A bola foi levantada na área depois de um escanteio da esquerda e Eler apareceu no primeiro pau para cabecear e fazer o primeiro do tricolor. No segundo tempo a chuva apertou e fui para as cabines. A partida ficou ainda melhor.


Artilharia aérea do Figueirense. Foto: Fernando Martinez.


Ataque do Figueira pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


Setor defensivo do Fast marcando firme o ataque do alvinegro catarinense. Foto: Fernando Martinez.


Lance dentro da área do onze amazonense. Foto: Fernando Martinez.

Tanto o Figueira quanto o Tricolor de Aço chegaram perto do segundo gol algumas vezes, porém o jogo foi seguindo com o 1x1 ainda resistindo no marcador. Os minutos finais foram eletrizantes e quase que o Fast vira o placar em dois contra-ataques criminalmente desperdiçados. Aos 49, quando a igualdade parecia inevitável, o Tricolor do Boulevard sofreu um duro golpe.

Num escanteio que não aconteceu, a bola foi alçada na área e o zagueiro Pereira subiu para cabecear firme e dar a vitória para o alvinegro. O placar final de Figueirense 2-1 Fast Clube colocou o Furacão na liderança da chave, liderança que foi confirmada ao final da primeira fase com mais duas vitórias e 100% de aproveitamento. O Rolo Compressor chegou perto de se classificar para a segunda fase, mas perdeu a vaga para o CATS no número de gols marcados.


Chance perigosa a favor do Furacão no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Uma das boas chances que o Fast teve para fazer o segundo gol durante o segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Com esse jogo finalizei a cobertura da primeira rodada da Copinha, e só voltei a campo mais uma vez, mais precisamente na cidade de Barueri na terça-feira. Não vi outros jogos muito por conta da tabela pessimamente confeccionada. Pode soar repetitivo, mas é algo que precisa ser dito toda vez que possível.

Até a próxima!

Fernando

Copa São Paulo: No sufoco, CATS bate o XV com gol no fim


Por conta da tabela pessimamente confeccionada, o domingo da Copa São Paulo de Futebol Júnior teve 56 partidas, a maior parte delas marcadas para o mesmo horário. O negócio foi montado de uma forma tão porca que havia apenas uma opção para cobrir dois grupos na Grande São Paulo. Deixo aqui parabéns a todos os envolvidos por terem cometido a competição dessa forma.

Com tantas pelejas sendo realizadas ao mesmo tempo, decidi seguir para Taboão da Serra, sede do Grupo 18 da Copinha. Fazia tempo que não ia lá - desde 2013, num jogo do falecido Cotia FC contra o Tupã pela Segundona Paulista - e defini minha ida por conta da visita de um time genial, mas essa história deixo para o próximo post. Antes do prato principal, Taboão da Serra e XV de Piracicaba se enfrentaram abrindo os trabalhos da chave.


CA Taboão da Serra (sub-20) - Taboão da Serra/SP. Foto: Fernando Martinez.


EC XV de Novembro (sub-20) - Piracicaba/SP. Foto: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem junto com os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Se no futebol profissional o Nhô Quim tem muito mais história e tradição do que o CATS, levando em conta apenas a Copa São Paulo, a situação é diferente. O alvinegro participa do certame pela 15ª vez em todos os tempos, e apenas em uma o time se classificou para a segunda fase, isso no longínquo 1990. Desde então, foram doze eliminações seguidas na fase inicial.

O CATS joga a competição pela 11ª vez, e a melhor campanha foi o quinto lugar de 2014. Além disso, o time já passou de fase quatro vezes. Esperando se classificar pela quinta vez, o onze taboanense queria fazer valer o fator campo, já que o Estádio Vereador José Feres recebeu um grande público para a estreia das duas agremiações.

Fui para essa partida junto com o Mílton, e enquanto ele foi tentar a sorte na apinhada arquibancada eu fui para o campo de jogo. Como aconteceu no sábado, o jogo foi apenas razoável. Jogando com um belo uniforme igualzinho do Bangu, o CATS não conseguiu transformar o enorme domínio territorial em gols.

A rigor, o time local teve somente duas grandes oportunidades para abrir o placar. A primeira aos 16 minutos em belo chute de Giba que bateu na trave direita. Depois aos 28, em bola que ficou pulando na área e que ninguém apareceu para concluir. O XV nada fez e se deu por satisfeito em levar o jogo empatado para o intervalo.


Bola sambando na pequena área do XV. Foto: Fernando Martinez.



Dois ataques do CATS pela esquerda no tempo inicial. Fotos: Fernando Martinez.

No tempo final o panorama foi o mesmo. O CATS quase marcou aos dez e aos treze minutos, porém em ambas o arqueiro piracicabano Felipe mostrou serviço. Falando em XV, aos 22 aconteceu a primeira e única oportunidade digna de registro do time visitante. Após escanteio da direita, Wágner subiu sozinho, mas cabeceou pra fora.

O tempo passava rápido e parecia que veria meu primeiro 0x0 no ano logo no terceiro jogo. Bruno Casão resolveu quebrar meu galho aos 41 minutos e, depois de grande jogada individual pela esquerda, invadiu a área e chutou no canto esquerdo de Felipe. Ufa!



A marcação do XV de Piracicaba trabalhou bem e neutralizou quase todas as ofensivas do CATS. Foto: Fernando Martinez.


Bruno Casão, aqui encoberto pelo camisa 2 do XV, no lance que originou o único gol da peleja. Foto: Fernando Martinez.

O placar de Taboão da Serra 1-0 XV de Piracicaba foi sofrido mas deu a primeira vitória para o CATS na Copinha 2016. Ao término da primeira fase, essa acabou sendo o único triunfo do time taboanese, e a classificação para a segunda fase aconteceu por conta do número de gols marcados. O Nhô Quim acabou eliminado como lanterna da chave.

Logo após o apito final os times do jogo de fundo já foram a campo para o confronto mais genial do dia/noite. Não dava pra perder a volta do Fast Clube aos gramados paulistas depois de 38 anos de ausência.

Até lá!

Fernando

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Copa São Paulo: Virada heroica do Avaí em cima do Paraná


Fechando a jornada inicial do Grupo 14 da Copa São Paulo de Futebol Júnior, o Estádio Ítalo Mário Limongi foi palco de um confronto direto do Sul do país: Avaí x Paraná Clube. Jogo legal que aparece pela segunda vez na história por aqui. Os times já haviam se enfrentado pelas quartas-de-final da edição 2009 da Copinha. Naquela ocasião, os catarinenses venceram por 2x1.



Avaí e Paraná Clube posam para as fotos oficiais antes do jogo. Fotos: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem e capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Assim como na preliminar, não sabia o que esperar do jogo, mas torcia para que pudesse ver 90 minutos no mínimo interessantes. Não dei sorte, pois a peleja foi bem mais ou menos na maior parte do tempo. Na primeira etapa o sono imperou e a emoção passou longe da sede de Indaiatuba. Tanto Avaí quanto Paraná concentraram as ações em lances no meio-campo, longe do campo ofensivo.

No único lampejo de criatividade, o escrete paranista abriu o marcador. Após boa jogada pela direita, o camisa 9 Guga apareceu entre os zagueiros e inaugurou o placar. Com a vantagem mínima, o tempo inicial chegou ao seu final. No comecinho do segundo, Emanoel, goleiro paranaense, salvou o empate quase certo.

A tônica dos 45 minutos finais foi a seguinte: O Paraná recuado demais e o Avaí ocupando o campo adversário. O que pegou foi a pouca inspiração do ataque catarinense. O murcho confronto foi seguindo sem maiores emoções até os 41 minutos. Daí para frente, os times acordaram e vimos dez minutos de pura emoção.

Aos 41 o Leão da Ilha conseguiu um pênalti a seu favor. Raphinha cobrou bem e deixou tudo igual. O Avaí se mandou ao ataque em busca da virada e quase tomou o segundo logo em seguida. Aos 46 Gabriel foi expulso e deixou os catarinenses com um a menos. Dois minutos depois, o alviazul conseguiu emplacar um contra-ataque sensacional que terminou com o chute milimétrico de Juninho no canto direito de Emanuel.


Falta para o Avaí no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.


Outra falta a favor dos catarinenses, agora pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


Ataque paranista no tempo final. Foto: Fernando Martinez.



Após ficar na defesa durante todo o segundo tempo, o Paraná só foi ao ataque depois de sofrer o empate. Não deu certo. Fotos: Fernando Martinez.

Essa reação heroica fez com que a partida terminasse em Avaí 2-1 Paraná Clube. O Time da Raça terminou a rodada inicial na liderança da chave, mas foi ultrapassado pelo Primavera no confronto direto entre os dois, realizado na última jornada. Na segunda fase, o Avaí vai enfrentar o invicto Água Santa sábado em Capivari. O Fantasma pega o Fluminense na sexta-feira.

Sem tempo para embaçar depois do atraso no jogo inicial, voltei para a rodoviária da cidade rapidinho junto com os amigos presentes e dali peguei o ônibus de volta para a capital. Após dois jogos debaixo de um calor senegalesco, o que mais queria era um bom banho e cama. A noite foi muito bem dormida, e no domingo foi a vez de colocar outro time genial na Lista.

Até lá!

Fernando

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Começa a 47ª Copa São Paulo de Futebol Júnior 2016


Mais um ano se inicia e mais uma vez abro os meus trabalhos futebolísticos em jogos da sempre legal Copa São Paulo de Futebol Júnior, torneio que em 2016 chega à sua 47ª edição. Pena que nesse ano a FPF tenha errado feio no regulamento e na confecção da tabela, dando munição para a cambada de acéfalos da "mídia especializada" que amam repetir os mesmos clichês negativos, a maioria sem sentido, sobre a competição ano após ano.

Não há como negar que hoje a Copinha é o torneio mais democrático do país. Também é um torneio aonde os representantes de cada estado - pelo menos a grande maioria deles - são definidos de acordo com os resultados nos campeonatos estaduais da categoria, ou seja, através de critérios técnicos. Se levarmos em conta o tamanho do país, o número de participantes, 112, nem é tão grande assim.

Só que reside no grande número de participantes o verdadeiro problema da competição, já que não faz mais nenhum sentido espremer a Copa em pouco mais de 20 dias. Como ninguém quer adiar a data da final e ela tem que acontecer obrigatoriamente em 25 de janeiro, passou da hora da FPF antecipar o começo do certame e tentar dar mais qualidade técnica para a Copinha.

Poderiam muito bem fazer uma grande fase preliminar ou até mesmo juntar todo mundo, "grandes" e "pequenos", e preencher o mês de dezembro com jogos espalhados pelo estado. Seria bom para todos: jogadores, que teriam mais tempo em atividade e mais tempo de exposição, imprensa, que lotaria a sua modorrenta grade de programação do último mês do ano e torcedores, que certamente encheriam os estádios assim como fazem em janeiro.

Como eu não trabalho do departamento técnico da FPF, não sobra outra opção a não ser acompanhar a Copinha do jeito que ela está. Com a primeira fase criminalmente espremida em seis dias, fui obrigado a abrir mão de ver alguns times bem legais, mas os que sobraram já valeram a pena. Para abrir o ano já colocando time na Lista, fui até o Estádio Ítalo Mário Limongi depois de seis anos de ausência para ver de perto o genial Boca Júnior de Sergipe. O adversário foi o time da casa, o Primavera.



Primavera e Boca Júnior posados antes da partida que abriu o ano por aqui. Fotos: Fernando Martinez.


Capitães dos times e quarteto de arbitragem. Foto: Fernando Martinez.

As duas equipes fazem parte do Grupo 18 e essa é a primeira vez que o time nordestino participa da Copinha em todos os tempos, sendo o oitavo time do estado a disputar a competição. O Boca já havia aparecido nas páginas do JP numa matéria do Orlando de 2008, em jogo válido pelo estadual. Na época, o time era de Cristinápolis, e em 2011 a agremiação se mudou para Estância.

Para variar um pouquinho, a rodada foi disputada debaixo de muito, mas muito calor mesmo. Fui de ônibus até Indaiatuba pela primeira vez e confirmei o que já tinha ouvido falar várias vezes: chegar no estádio é a maior moleza. A rodoviária fica a três quadras do campo e o percurso é percorrido em pouco mais de cinco minutos andando sem pressa.

Junto com um time de respeito composto pelo quarteto Mílton, Mário, Pucci e o curioso Victor de Andrade entrei nas dependências do estádio bem antes do apito inicial, já sofrendo por conta do sol forte. Para dar uma piorada, a partida ainda começou com 26 minutos de atraso por falta de ambulância e depois porque o desfibrilador não ligava. Foi necessário um esquema ninja para conseguir fazer o aparelho funcionar.

Quando o jogo começou, o Primavera animou a torcida que lotou o estádio e fez crer que poderia golear. Logo aos seis minutos, Goteira, o glorioso camisa seis do onze local, avançou pela direita e chutou forte, colocando a pelota no canto direito do arqueiro sergipano. Nos minutos seguintes o Fantasma poderia ter chegado aos 3x0 sem problema, mas os atacantes foram displicentes demais e desperdiçaram as oportunidades.

Como castigo, o time sofreu o empate no primeiro ataque do Boca Júnior. Thiago deixou tudo igual aos 20 minutos, e com esse gol o jogo ficou igual. O Primavera não conseguia mais atacar com qualidade e o Boca, bem distribuído em campo, mostrava muita força de vontade.


Goteira armando o chute que abriu o marcador em Indaiatuba. Foto: Fernando Martinez.


Aqui o Primavera jogou a chance de fazer 2x0. Foto: Fernando Martinez.


Disputa pelo alto no ataque primaverino. Foto: Fernando Martinez.


Esse era o cenário quando o tempo inicial terminou. Foto: Fernando Martinez.

O primeiro tempo chegou ao fim e com ele o sol deu uma sumida. Tudo por conta nuvens muito carregadas que se aproximavam rapidamente ao estádio. Nem bem o tempo inicial começou e o dilúvio chegou com tudo. Por sorte consegui um lugarzinho na concorrida tribuna de imprensa e dali vi quinze minutos de uma chuva surreal.

Em meio ao temporal, o Primavera quase fez o segundo gol num chute de longe de Mariano que encontrou a trave. Com quinze minutos a chuva parou, o gramado ficou encharcado, a peleja caiu de produção e as emoções deram um tempo. Somente nos cinco minutos finais o Fantasma voltou a assustar e teve mais duas chances claras para conquistar a vitória. O arqueiro do Boca salvou a lavoura e impediu que sua equipe saísse de campo sem nenhum ponto.


Dilúvio no Ítalo Mário Limongi. Foto: Fernando Martinez.


Boa chegada do Boca Júnior pela direita. Foto: Fernando Martinez.


Nesse lance muitos viram pênalti do defensor local no atacante sergipano. Foto: Fernando Martinez.


Último ataque visitante. Foto: Fernando Martinez.

O placar final ficou como no primeiro tempo: Primavera 1-1 Boca Júnior. Após as três derrotas de 2015, o Fantasma começou bem a disputa da Copinha e depois desse empate, o time venceu seus dois jogos seguintes, conquistando a primeira colocação do seu grupo. Já o Boca perdeu as duas pelejas restantes por goleada e terminou a fase na última colocação da chave.

Já no jogo de fundo aconteceu um duelo direto do sul do país, num confronto que já havia aparecido aqui uma vez, também válido pela Copa São Paulo.

Até lá!

Fernando