Procure no nosso arquivo

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Águia Azul perde a invencibilidade diante da Briosa

Salve amigos!

Depois de muito tempo, completei duas rodadas seguidas de cobertura do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Afinal, depois de confirmar o Tanabi no meio da semana, eu não poderia deixar de acompanhar a SE Matonense, grata surpresa na competição após uma longa sequência de insucessos nos últimos anos, visitando a Portuguesa Santista após 11 anos.

A campanha, até então invicta, teve como destaque o 8x0 aplicado na Internacional de Bebedouro e a melhor performance entre os 45 times que jogaram a segundona após o final da primeira fase. Aliás, eu havia visto o time da Terra da Saudade uma única vez em partidas oficiais, uma vitória sobre a Lusa por 3 a 0 no Canindé no distante ano de 2000.


AA Portuguesa (foto exclusiva JP) - Santos/SP. Foto: Estevan Mazzuia.


SE Matonense - Matão/SP. Foto: Estevan Mazzuia.


Arbitragem formada por Ilbert Estevam da Silva, Mauro André de Freitas, Alexandre Basílio Vasconcelos e Edilar Ferreira, com os capitães Preto (AAP) e Cairo (SEM). Foto: Estevan Mazzuia.

Assim como na quarta-feira, a Briosa começou muito bem, dominando o adversário e criando chances de gol. Desta feita, entretanto, a bola entrou logo aos 14 minutos. Lançado pela esquerda, Guilherme Camargo inverteu a jogada para Vitor Santiago, do outro lado do campo. O lateral foi até a linha de fundo e atrasou a bola para Mike, na entrada da pequena área. O atacante desviou para o fundo das redes e partiu pra galera.


Arqueiro Cairo, um dos grandes responsáveis pela invencibilidade, até então, da Matonense. Foto: Estevan Mazzuia.

A Briosa estava muito melhor no jogo, merecendo a vitória, e ainda conseguiu acertar trave do time azul aos 29 minutos da etapa inicial, após cobrança de falta, quase um mini-escanteio, de Esquerdinha.


Detalhe da bola na trave. Foto: Estevan Mazzuia.

Totalmente envolvida, a Matonense levava pouco perigo à defesa rubro-verde, investindo em lances de bola parada. Mesmo assim, a primeira participação importante do goleiro Cléber na partida foi lá pelos 30 minutos da etapa inicial. Pouco a pouco, via sua invencibilidade no certame se esvair.


Foi essa a visão que Cléber teve da partida durante boa parte do jogo. Foto: Estevan Mazzuia.

Aos 37 minutos, a Briosa chegou perto de ampliar, com Guilherme Camargo novamente chegando com velocidade e batendo à esquerda do gol de Cairo, ex-Guarani e Ponte Preta. A Matonense quase empatou com Tatuí, pouco antes do final da primeira etapa, se aproveitando de uma falha de Vitor Camargo e obrigando Cleber a fazer uma boa defesa.


Quase 500 torcedores acordaram cedo pra ver a Briosa. Foto: Estevan Mazzuia.

Ainda antes do intervalo, a Briosa perdeu outra chance de marcar o segundo tento. Mike cruzou para o cabeceio fraco de Ygor Mineiro, no meio do gol. A torcida pede o gol, alegando que Cairo defendeu atrás da linha, e a marcação de uma penalidade, entendendo que um zagueiro haveria colocado a mão na bola no lance. O árbitro nada viu e mandou a partida seguir.

 

De Matão também veio um bom número de torcedores. Foto: Estevan Mazzuia.

Na segunda etapa a Matonense jogava contra o sol, e a Briosa contra fortes ventos que se iniciaram por volta dos 6 minutos, trazendo muita poeira para o gramado, e o prenúncio de uma tempestade que, felizmente, acabou não acontecendo.


Visão panorâmica da partida, no exato momento em que um jogador da Portuguesa perdeu sua perna. Foto: Estevan Mazzuia.

Aos 12 minutos, Mike cobrou falta, a defesa do SEMA se atrapalhou mas, mesmo com o goleiro Cairo vendido no lance, ninguém alcançou a bola. O ritmo da partida caiu bastante, como é praxe nas segundas etapas deste torneio, mas a Briosa seguiu fazendo jus ao resultado positivo.


Sob marcação cerrada dos atletas do time azul, árbitro consulta auxiliar antes de distribuir um cartão amarelo para o time visitante. Foto: Estevan Mazzuia.

Aos 30 minutos, Edson Pio cobrou uma falta com perigo, e Cairo mandou pra escanteio. Na cobrança, a bola sobrou para o sempre perigoso Mike, que bateu para nova defesa de Cairo.

 

Confusão na área da Matonense. Foto: Estevan Mazzuia.

Aos 49 a Briosa teve tudo pra jogar a pá de cal sobre os visitantes. A Matonense teve um escanteio a seu favor e todo o time, incluindo o arqueiro, foram para a área da Portuguesa. A bola sobrou para Mike, que começou a correr em direção ao gol do estacionamento dos caminhões, para desespero de todo o time interiorano. Mesmo com o gol aberto, Mike acabou sendo desarmado antes de arrematar.


Lance da segunda etapa. Foto: Estevan Mazzuia.


Detalhe de mais uma tentativa da Briosa. Foto: Estevan Mazzuia.

Mais uma vez a Briosa perdeu muitos gols, mas dessa vez teve melhor sorte. Fim de jogo, AA Portuguesa 1x0 SE Matonense. A Briosa voltou a entrar na briga, terminando o turno em segundo lugar no grupo 11, mas terá dois jogos difíceis no interior antes de decidir seu futuro em casa, contra o ECUS. Já a Matonense perdeu invencibilidade e terminou o turno na lanterna, mas ainda faz dois jogos em casa, o próximo contra a própria Portuguesa, e o decisivo, contra o Tanabi.

Foi isso.

Abraços

Estevan

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

ECUS e Tanabi jogam mal e ficam no zero em Suzano

Olá, pessoal!

Num final de semana em que acompanhei duas partidas válidas pelo Campeonato Paulista da Segunda Divisão, o sábado foi reservado para assistir pela terceira vez em todos os tempos o genial Tanabi Esporte Clube, que voltou a jogar na Grande São Paulo após dez anos de ausência. E foi o ECUS de Suzano, ausente das páginas do JP desde 2011 com seu time profissional, quem recebeu a equipe interiorana no belo Estádio Francisco Marques Figueira.


ECUS - Suzano/SP. Foto: Fernando Martinez.

Desde 14 de setembro de 2003, quando enfrentou o Força na cidade de Caieiras e saiu derrotado por 3x1, o Índio da Noroeste nunca mais tinha aparecido por essas bandas. Foram seis participações nas divisões menores do estadual de 2004 até 2012 e em nenhuma delas a equipe conseguiu passar da primeira fase.

Em 2013 finalmente o time conseguiu quebrar esse incômodo tabu após ficar em segundo lugar no Grupo 1. Aliás, a diretoria do time vem realizando um bom trabalho na luta para recolocar a equipe nos degraus mais altos do futebol paulista. Através dos tempos, o Índio soma dois títulos em campeonatos da FPF: a terceirona de 1956 e o campeonato sub20 da segunda divisão de 2000. Também foi vice da terceira em 1980 e da Série B3 em 2003.


Tanabi EC - Tanabi/SP. Foto: Fernando Martinez.

Mas o ponto mais alto e mais bem sucedido da história do time foi o terceiro lugar na segunda divisão de 1985. Naquele tempo, apenas duas equipes garantiam acesso para a elite e o Tanabi perdeu a vaga entre os maiores do estado no último jogo de um disputado quadrangular que também contava com a presença de Mogi Mirim, Novorizontino (que acabaram conquistando o acesso) e Taubaté. Nesse período glorioso, a equipe também teve boas participações em 1983 (6ºlugar), 1986 (8º), 1989 (7º) e 1991 (4º).

O adversário do Tanabi para o último jogo do turno da segunda fase do Grupo 11 possui um histórico bem mais modesto. O ECUS joga as divisões menores do estadual ininterruptamente desde 1998 e possui uma conquista, a taça da Série B2 de 2002. Em 2005 o time chegou a disputar a Série A3, mas mesmo fazendo uma campanha regular, o Leão do Colorado perdeu 12 pontos no TJD e foi rebaixado. Desde então, o onze suzanense só fez uma campanha realmente boa em 2007, quando terminou a segundona em 7º lugar.

Voltando ao presente, os dois times fazem parte do Grupo 11 da competição junto com Portuguesa Santista e Matonense. Nas duas primeiras rodadas da segunda fase o ECUS somou dois empates e o Tecão empatou com a equipe de Matão e venceu fora de casa a Briosa. Jogando em casa, imaginava que o time de Suzano faria fazer valer o famoso esquema de "pressão".


Trio de arbitragem para a partida entre ECUS x Tanabi com o árbitro Leandro Carvalho da Silva e os assistentes Carlos Augusto Nogueira Junior e Marco Antonio Motta Junior e os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Mas infelizmente para a torcida local a equipe não foi nada bem e não conseguiu apresentar um bom futebol. O ECUS continuou mostrando os problemas ofensivos das partidas anteriores - a equipe marcou apenas três vezes nos seus cinco compromissos antes desse duelo - e não foi capaz de criar uma real chance de gol durante os 90 minutos.


Chute de longe para os donos da casa e que foi de encontro ao correspondente do JP para a peleja. Foto: Fernando Martinez.

O setor defensivo do Tanabi trabalhou bem e o arqueiro visitante não fez uma única defesa difícil. Mas enquanto a defesa jogava na boa, os atacantes também estavam numa tarde pouco inspirada. O Índio da Noroeste até chegou a ocupar a área local em algumas investidas pelas laterais, mas o último toque era falho.


Chance local pelo alto. Foto: Fernando Martinez.


Marcação firme da zaga do Tanabi. Foto: Fernando Martinez.

Nesse ritmo, o que valeu mesmo foi aquele papo com os amigos Nílton e Raul, figurinhas carimbadas em Suzano e Mogi das Cruzes. E seguindo uma tradição no Francisco Marques Figueira, o amigo potiguar/paraense brilhou como gandula. Nada melhor do que ver um joguinho dentro de campo e ainda por cima ganhar um troco por isso.


Falta para a equipe visitante. Foto: Fernando Martinez.


Uma das raras chegadas do time suzanense dentro da área do Tanabi no tempo final. Foto: Fernando Martinez.

E após 94 minutos de uma partida aonde a inspiração não apareceu, o resultado de ECUS 0-0 Tanabi foi também a nota da peleja. Esse foi o quarto jogo sem gols do time de Suzano - o terceiro seguido em casa - nos últimos seis compromissos. A equipe agora soma três pontos na disputa do Grupo 11 e com apenas um joguinho mais em casa, luta para conseguir uma vaga na terceira fase pelo menos como um dos quatro melhores terceiros colocados.


Atletas correndo atrás da pelota em ataque dos donos da casa. Foto: Fernando Martinez.

Falta para o Tanabi no último lance do fraco duelo em Suzano. Foto: Fernando Martinez.

O Tanabi, também ainda invicto nessa fase, somou seu quinto ponto e por enquanto ocupa a liderança provisória da chave na virada do turno. Diferente do seu rival, o time agora joga duas partidas seguidas dentro dos seus domínios e acredito que com uma vitória já se garanta entre os 16 classificados.

A volta para casa teve a companhia do seu Natal e do Colucci num verdadeiro inferno graças aos intermináveis trabalhos nos trilhos da CPTM durante os finais de semana. Cheguei no meu lar após quase três horas de viagem, obviamente destruído. Mas como a noite de sono foi bastante proveitosa, no domingo cedo me aventurei pela linha férrea e fui um pouco mais longe, mais precisamente até a cidade de Mogi das Cruzes.

Até lá!

Fernando

sábado, 3 de agosto de 2013

Em dois lances, Índio da Noroeste derrota a Briosa

Salve amigos!

Voltando a cobrir a Segundona Paulista, estive em Ulrico Mursa na última quarta-feira, pra finalmente ver o time profissional do Tanabi EC, uma vez que já havia visto o sub-20 no ano passado. Foi um dos clubes paulistas em atividade mais difíceis de entrar na minha lista, tendo em vista que foram poucas passagens pelo eixo Capital-Baixada nos últimos 20 anos. O adversário, claro, foi a Portuguesa Santista.

E por conta de uma apertadíssima pauta laboral, por muito pouco não foi dessa vez que atingi meu objetivo. Acabei chegando com cinco minutos de atraso, que custaram as fotos oficiais da partida. No intervalo, registrei o quarteto de arbitragem.


Arbitragem formada por Flávio Rodrigues de Souza, Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo, Paulo de Souza Amaral e Raphael dos Santos Alves. Foto: Estevan Mazzuia.

Devidamente acomodado, pude acompanhar o domínio da Briosa nos primeiros 15 minutos, comandada pela boa movimentação de Mike e pela experiência do zagueiro-capitão Preto, bicampeão brasileiro pelo Santos FC.


Matheus (4) e Ygor Mineiro (9), no primeiro tempo. Foto: Estevan Mazzuia.

Durante toda a primeira etapa, a Briosa criou muito e levou bastante perigo à defesa esmeraldina, mas não conseguiu fazer o gol. Aos 40 minutos o Tecão foi ao ataque e quase abriu o placar num chute de fora da área que acabou desviando na zaga e passou à direita de Cléber, que já estava fora da jogada.


Por baixo e por cima, a Briosa perturbou o goleiro Paulo Vitor. Foto: Estevan Mazzuia.

No minuto seguinte, Paulo Vitor, que com esse nome só poderia ser um grande goleiro, fez uma defesa “a la” Gordon Banks. A torcida reclamou que ele havia ultrapassado a linha da meta, mas o marcador ficou mesmo sem alteração.


Maykon (2) marcando a saída de bola. Foto: Estevan Mazzuia.

Na segunda etapa a Briosa seguiu atacando, e logo aos 6 minutos teve uma bola na trave, após cobrança de falta da direita. A bola ainda cruzou a frente da meta já desguarnecida, mas não havia ninguém na sobra. Aos 12 minutos, foi a vez de Ygor Mineiro receber um cruzamento da direita e cabecear nas mãos do arqueiro caipira.


Bola fácil para o goleiro do Tanabi. Foto: Estevan Mazzuia.


Alan (3) e Guilherme (11): dois dos marcadores da partida. Foto: Estevan Mazzuia.

O Curumim só conseguia assustar nas bolas paradas, e foi em uma cobrança de escanteio que, surpreendentemente, abriu o placar, aos 18 minutos, com Alan. Nove minutos depois, Jean derrubou Eduardo dentro da área. O próprio centroavante cobrou a penalidade e aumentou para os visitantes.


Árbitro observa jogador da Portuguesa no gramado. Foto: Estevan Mazzuia.


Eduardo cobra pênalti e marca o segundo pro Tanabi. Foto: Estevan Mazzuia.

O jogo, que parecia se encaminhar para uma fácil vitória lusitana, ganhou contornos de tragédia com o placar que, indiscutivelmente, não traduzia o que se vira em campo até então. Os atletas da AAP se mostravam assustados com o revés repentino e injusto, e o Tanabi se aproveitava, subindo ao ataque com mais confiança.

Após 5 minutos, a Briosa voltou a demonstrar tranquilidade e dominar a partida, mas faltava pontaria, e sobrou preciosismo em alguns momentos.


Três simpáticos quero-queros observaram a partida. Foto: Estevan Mazzuia.


Visão panorâmica de Ulrico Mursa, por ocasião da partida. Foto: Estevan Mazzuia.

Aos 44 minutos, Guilherme pegou uma sobra após cruzamento da direita, se aproveitando de um cochilo na defesa verde, e diminuiu, mas não houve tempo para o empate.


Lance da segunda etapa. Foto: Estevan Mazzuia.

Final de partida, AA Portuguesa 1x2 Tanabi EC. A Briosa poderia ter construído a vitória na primeira etapa, mas acabou surpreendida por dois lances de bola parada, e não teve forças para impedir a derrota. Em uma fase de tiro curto, perder em casa é um resultado muito ruim, mas a Portuguesa tem história, tradição, estrutura e torcida pra reverter a situação e ainda brigar pelo acesso.



Torcida do Tecão marcou humilde presença na partida, para prestigiar o grupo unido que se reuniu no centro do gramado após a importante vitória e também posou para as lentes do JP de forma exclusiva. Fotos: Estevan Mazzuia.

O Tanabi não deve ir muito longe pelo que demonstrou, mas deu um passo importante para avançar na competição, e possui um grupo muito unido, que pode evoluir bastante e surpreender ainda mais.

Foi isso.

Abraços

Estevan

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Portuguesa vacila e perde dois pontos no Canindé

Opa,

Após conferirmos o duelo entre Taboão da Serra e Assisense em Jundiaí, enfrentamos uma verdadeira maratona para chegar a tempo do segundo jogo do dia. Encaramos sem medo o trânsito avassalador de São Paulo até o Estádio Osvaldo Teixeira Duarte para mais uma apresentação da Portuguesa no Campeonato Brasileiro. O adversário da vez foi o Criciúma, equipe recém-promovida da segunda divisão nacional.

E conforme o esperado, não foi nada fácil chegar ao estádio, ainda mais se levarmos em conta que saímos além do horário dos arredores do Jayme Cintra. Como niguém havia almoçado, tivemos a ideia natural de fazer uma boquinha por lá. O que não sabíamos era que a velocidade de atendimento estava aquém do esperado. Resultado: o pedido demorou demais, atrasando todo o cronograma em 50 minutos (!).

Após pegarmos alguns atalhos pela Zona Oeste da capital, chegamos no Canindé milagrosamente às 19 horas e 30 minutos, horário marcado para o início da partida. Até todos os integrantes da caravana - eu e os amigos Sérgio e Raul - entrarem no estádio, perdemos cerca de 7 e 8 minutos da peleja.


Ataque catarinense no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

E no fim das contas não perdemos muito, pois o jogo foi fraquíssimo. Tanto a Lusa quanto o seu rival catarinense não jogaram absolutamente nada durante a etapa inicial. O confronto foi de uma qualidade técnica sofrível, deixando claro que o objetivo da equipe paulista será mesmo lutar contra o rebaixamento. Nem a estreia do técnico Guto Ferreira animou os presentes.


Mais uma vez o Criciúma tentou atacar, porém a noite estava sem nenhuma inspiração para as equipes. Foto: Fernando Martinez.

Claro que diante desse panorama, o tempo inicial terminou sem gols. O segundo tempo começou no mesmo martírio, pois a inspiração estava longe do Canindé. A primeira real chance de gol de todo o jogo aconteceu aos 23 minutos somente e nela a Portuguesa abriu o marcador. Bruno Henrique chutou de longe e, contando a o auxílio luxuoso do arqueiro do Criciúma, colocou a Lusa em vantagem.


Boa saída do arqueiro visitante em ataque local no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

A partida parecia definida... Parecia. Seguindo com o estigma de sofrer gols nos minutos finais, o time rubro-verde deu uma bobeira monstro e passou a sofrer uma incômoda pressão após o quadragésimo minuto. Como prêmio por tamanho lapso defensivo, a equipe da casa sofreu o empate aos 47 na cabeça de Élton, contando também com a falha do goleiro Lauro.


Visão geral de um Canindé com pouco mais de 1200 torcedores para Lusa x Criciúma. Foto: Fernando Martinez.

No fim, o placar de Portuguesa 1-1 Criciúma deixou o time paulistano na penúltima colocação do Brasileirão 2013, ainda com apenas uma vitória em 10 jogos disputados. Para o time de Santa Catarina, vale aquela máxima de "ponto fora de casa é sempre comemorado".

Até a próxima!

Fernando

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Taboão da Serra e Assisense ficam no empate em Jundiaí

Opa,

Na última quarta-feira à tarde acompanhei um daqueles joguinhos sensacionais que poucos tem o dom de assistir in loco. Afinal, sair de casa para ver uma peleja do Campeonato Paulista da Segunda Divisão em campo neutro e relativamente distante da capital não é o programa ideal para a maioria das pessoas. Para nós, porém, esse é o cenário dos sonhos.

No possante do quase aposentado seu Natal, eu, Rodrigo Colucci e Sérgio Oliveira seguimos até o belo Estádio Jayme Cintra na cidade de Jundiaí para o surreal confronto entre Taboão da Serra e Assisense, válido pela segunda rodada do Grupo 9, que também conta com Fernandópolis e Diadema. Na primeira fase, o Assisense foi terceiro do Grupo 2, enquanto o CATS terminou como líder do Grupo 5.


Fachada do Estádio Jayme Cintra em Jundiaí, palco do jogo perdidaço entre Taboão da Serra e Assisense. Foto: Fernando Martinez.

Participando pela 10ª vez das divisões menores do certame estadual até hoje, essa foi apenas a terceira vez que o time de Assis ultrapassou a barreira da primeira fase. Nas duas vezes anteriores o time chegou a jogar perto da capital em duas oportunidades: a primeira em 2004 na cidade de Campinas e a segunda numa manhã de sábado de 2005 na cidade de Caieiras. Os adversários foram os falecidos Campinas FC e Força EC e nas duas eu marquei presença. Desde então, o Falcão do Vale nunca mais tinha aparecido por essas bandas.

Já a equipe tricolor da Grande São Paulo tem um histórico muito mais positivo. Na disputa da sua 11ª temporada consecutiva, o time já disputou por três vezes a Série A3 e com o bom trabalho feito atualmente quer voltar já em 2014 à terceira divisão. Vale mencionar que esse é o último jogo do CATS fora do Estádio Vereador José Feres. No próximo sábado a principal casa do futebol taboanense será reinaugurada com novo gramado e iluminação.

Voltando à atualidade, seguem as fotos das equipes e do trio de arbitragem:


CA Taboão da Serra - Taboão da Serra/SP. Foto: Fernando Martinez.


CA Assisense - Assis/SP. Foto: Fernando Martinez.


Trio de arbitragem com o árbitro Andre Luis Riquena e os assistentes Giulliano Neri Colisse e Orlando Massola Junior junto aos capitães das equipes. Foto: Fernando Martinez.

Na rodada inicial dessa chave o Taboão foi derrotado pelo Diadema fora de casa e o Assisense empatou dentro dos seus domínios jogando contra o Fefecê. Por jogar "em casa", o CATS quis mostrar serviço logo no começo, mas quem marcou logo no segundo minuto foi o Assisense. Após escanteio da direita, o jogador Jaílton apareceu livre no meio da área e cabeceou firme para abrir o marcador.


No canto esquerdo da imagem, Jaílton aparece para fazer o primeiro gol do Assisense em Jundiaí. Foto: Fernando Martinez.


Comemoração dos atletas do Falcão do Vale. Foto: Fernando Martinez.

Esse lance foi o solitário destaque do tempo inicial, pois durante os 44 minutos restantes o Assisense se defendeu de forma precisa, não dando espaços para a equipe "da casa". Sem criar boas oportunidades de gol, o CATS viu o primeiro tempo terminar com a vantagem mínima para a equipe visitante.


Ataque do CATS pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


Boa defesa do goleiro visitante, Foto: Fernando Martinez.

Saí de campo e fui fazer companhia às 21 testemunhas que pagaram ingresso para ver essa partida. Perdido entre eles encontrei o amigo Raul Dias, vindo diretamente da capital federal. Dali vimos um segundo tempo muito melhor e totalmente dominado pela equipe da Grande São Paulo.


A marcação firme da zaga visitante foi a marca do primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.


Corte preciso do zagueiro do Assisense. Foto: Fernando Martinez.

Só que para desespero dos seus poucos, mais fiéis, torcedores, o Taboão da Serra abusou do direito de desperdiçar ótimas chances de gol. A eficiência defensiva do Assisense já era coisa do passado e a zaga não conseguia frear o ímpeto dos "donos da casa". Tamanha insistência deu finalmente resultado aos 20 minutos, quando Willian avançou pela esquerda e chutou cruzado para empatar o jogo.


Ataque perigoso do Taboão da Serra no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Chance do empate pelo alto. Foto: Fernando Martinez.

Mas a reação parou por aí, já que os atacantes continuaram pecando no toque final. Ao término dos 90 minutos regulamentares, o time visitante conseguiu conquistar um resultado bastante precioso em busca de uma vaga na terceira fase.


Mais uma da série de gols perdidos pelo time "local" no segundo tempo, aqui em cobrança de falta num vazio Jayme Cintra. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Taboão da Serra 1-1 Assisense. Com a vitória do Fernandópolis em cima do Diadema, a chave agora conta com o Fefecê líder somando quatro pontos. O Imperador do ABC tem três, o Assisense dois e o CATS está na lanterna apenas com um pontinho somado. Faltam quatro jogos para essa fase terminar.

Como a caravana estava sem almoço, fomos então fazer uma boquinha no trailer que fica na entrada do estádio. Pena que o pedido demorou demais para ficar pronto, e quando finalmente ele veio, vimos que os sandubas não estavam com o Selo JP de qualidade. Tivemos que engolir nossas refeições pois a agenda marcava o complemento da rodada para o Canindé.

Até lá!

Fernando