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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

JP em Itapevi, na estréia do sub-20 da Segunda Divisão

Fala pessoal!

No último sábado começou um dos campeonatos mais legais, e ao mesmo tempo perdidos, do estado de São Paulo. O Campeonato Paulista sub-20 da Segunda Divisão teve sua primeira rodada e eu fui verificar um jogaço entre dois times que não disputam o futebol profissional. Numa viagem por extremos da Grande São Paulo, fui até a cidade de Itapevi, mais precisamente no Estádio Municipal André Nunes Júnior, aonde Montana Itapevi e Embu-Guaçu jogaram em partida válida pelo Grupo 6.


Fachada do Estádio Municipal André Nunes Júnior em Itapevi. Foto: Fernando Martinez.

Sair do Jabaquara e chegar em Itapevi não é difícil, mas é extremamente demorado. Segui de metrô do Jabaquara até a Sé, dali até a Barra Funda e depois fui de trem até o "ponto final" da linha Diamante da CPTM, que é a própria Estação Itapevi. Do momento que saí de casa até chegar na porta do estádio, foram duas horas e quinze minutos de correria. Alguém que decolou para Buenos Aires no mesmo momento que saí de casa chegou antes na terra do tango do que eu em Itapevi.

Mas chegar no estádio é tranqüilo, já que andamos por volta de 10 minutos até chegar no estádio. Já tinha visitado o lugar em 2007, então ficou ainda mais fácil. E esse jogo era imperdível justamente por ter dois times que não jogam na Segundona e por poder fazer nossas perguntas de sempre sobre o futuro das equipes. E antes de falar sobre eles, seguem as fotos oficiais do jogo:


AA Montana Itapevi (sub-20) - Itapevi/SP. Foto: Fernando Martinez.


CA Embu-Guaçu (sub-20) - Embu-Guaçu/SP. Foto: Fernando Martinez.


Trio de arbitragem da partida com os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

E os dois times, mesmo fora do profissionalismo, pretendem jogar a nossa Segundona em breve. O Montana Itapevi nada mais é do que a antiga Cubatense, que disputou a Segunda Divisão somente em 2005 e desapareceu depois. O Montana não tem nenhuma relação com o time de Cubatão, mas utilizou a filiação dele para poder entrar como filiado na FPF. Falta dar um jeitinho no estádio, mas é questão de tempo. Ah, e é a estréia do time no sub-20.

Já o Embu-Guaçu disputou o sub-20 em 2008, mas não conseguiu jogar a Segundona desse ano por também problemas no seu estádio. Mas de acordo com o pessoal do clube, também é algo que vão resolver, pois a equipe quer jogar no profissional já em 2010. E se tudo der certo ainda visitaremos a cidade nesse campeonato.

Mas vontades à parte, o jogo do sábado foi a estréia dos times no Grupo 6, que também tem a presença dos times do Taboão da Serra, Elosport e Paulistano de São Roque. O campeonato terá a presença de 39 times (uma vez que o Atlético Araçatuba desistiu) divididos em sete grupos de cinco equipes e um de quatro agremiações. Para a Segunda Fase, os dois primeiros de cada grupo garantem vaga.


Zaga do Embu-Guaçu afastando o perigo. Foto: Fernando Martinez.

Por ser a primeira rodada nem imaginava o que veria em campo. E graças ao sol que estava fazendo fiquei ao lado do banco de reservas do estádio para acompanhar o jogo. E logo aos 2 minutos o Embu-Guaçu mostrou seu cartão de visitas e abriu o marcador. Num lançamento longo, a zaga do Montana tentou cortar, mas a bola bateu em jogador do time amarelo e sobrou livre para o camisa 15 Helinton encher o pé e deixar o time do Embu-Guaçu na frente do marcador.


Falta para o time visitante que levou bastante perigo ao gol dos donos da casa. Foto: Fernando Martinez.

A equipe visitante começou melhor, mas aos poucos o time do Montana foi equilibrando as ações. Ataque bem feitos pelas laterais deixavam a zaga e o técnico do Embu-Guaçu preocupados. E aos 21 minutos veio o empate. Num lançamento longo para o jogador Marcos, ele foi mais esperto que a zaga adversária, tirou do goleiro e correu para comemorar o seu gol. Festa da boa torcida do Montana nas arquibancadas.


Detalhe do gol de empate do Montana, marcado pelo jogador Marcos. Foto: Fernando Martinez.

O jogo continuou bastante equilibrado, com os dois times chegando forte e criando boas chances de gol. Mesmo com o insuportável calor, a partida teve um bom ritmo. Mas ao final dos primeiros 45 minutos, tudo igual no marcador. E lá fui eu buscar alguma coisa para me refrescar.


Chegada boa do time do Montana no primeiro tempo, mas com a marcação firme da zaga do Embu-Guaçu. Foto: Fernando Martinez.

Consegui achar um bebedouro ao lado dos vestiários, e ali mesmo fui conversar com o presidente do Montana, o sr. José Cândido. Muito simpático comigo, contou os planos do time e que pretende se tornar profissional no máximo em dois anos. Ele agradeceu bastante a presença do JP por lá e torcemos para que o time possa jogar a Segundona em breve. Encontrei por ali também o amigo Rodrigo Colucci, de olho nas camisas das duas equipes.


Atacante do Montana deixa marcador no chão e arma belo contra-ataque na segunda etapa.

O segundo tempo então veio com as duas equipes buscando a vitória, e vi o jogo da mesma agradável sombra. O ritmo diminui um pouco, talvez pelo forte calor, mas isso não signifca que a partida não foi boa. Foi um daqueles jogos muito bons de se ver.


Disputa de bola pelo alto. Foto: Fernando Martinez.

O placar após o segundo tempo poderia muito bem ter ficado em 3x3 ou até um 4x4, tamanha a quantidade de chances perdidas pelos dois ataques. O camisa 16 do Montana, Vítor, foi o destaque nessa segunda etapa. Ele entrou e fazia miséria no lado esquerdo do ataque do time local. Mas o ataque do Embu-Guaçu também aprontava das suas, e também levava bastante perigo.


Jogador do Montana sofrendo marcação "alada" do zagueiro do Embu-Guaçu. Foto: Fernando Martinez.

Mas ao final do segundo tempo não tivemos mais alteração no placar. Final de jogo: Montana Itapevi 1-1 Embu-Guaçu. Bom jogo na quente tarde de sábado, e os dois times vão em busca da vaga para a Segunda Fase do sub-20. Com certeza estaremos de olho e mais jogos vão aparecer por aqui.

Quando estávamos info embora encontramos o presidente do Embu-Guaçu, Roberto Carlos do Nascimento. Ele agradeceu bastante minha presença lá no jogo contra o Elosport, pelo sub-20 de 2008. Conversamos muito e ele confirmou que o time quer muito jogar no ano que vem. Bom, eles já tem também nossa torcida... sempre é bom ver times antigos que já jogaram no profissionalismo (o Embu jogou de 1986 até 1991) voltarem ao futebol. Também pediu nossa presença por lá nesse campeonato. Conseguindo armar um esquema legal estaremos lá.

Fui então com o Colucci fazer meu almoço do dia, e depois disso voltamos pelos trilhos da CPTM até São Paulo. Viagem tranqüila, com a conversa em dia e o belo entardecer... isso faz bem para a mente, sempre.

E no domingo ainda tive forças para acordar cedinho, cedinho para meu primeiro jogo na Copa Paulista 2009...

Até lá

Fernando

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Volta ao Passado, volume 34: AA Barra Bonita (Barra Bonita/SP)

AA BARRA BONITA


Escudo da A.A. Barra Bonita. Foto: Orlando Lacanna.

Iniciando retorno do passeio pelo interior de São Paulo durante o feriado prolongado por conta do último Carnaval, montei um roteiro que me permitisse passar por cidades que já tiveram clubes que disputaram alguma competição profissional.

Ainda viajando pela Rodovia Marechal Cândido Rondon, agora no sentido do interior para Capital, fiz um desvio e entrei na turística cidade de Barra Bonita, distante 278 km de São Paulo, cuja localização fica mais ou menos no meio do caminho entre Bauru e Botucatu. Atualmente conta com 35.000 habitantes, sendo que as suas principais atividades econômicas são a agricultura com a cana-de-açúcar e o turismo. Cabe ressaltar que Barra Bonita também é chamada de "Cidade Simpatia" e tem como um dos seus filhos mais ilustres, o falecido locutor esportivo Fiori Giglioti, que tanto sucesso fez no rádio esportivo.


Trecho do Rio Tietê que circunda a cidade de Barra Bonita. Foto: Orlando Lacanna.

O meu objetivo nessa visita foi pesquisar sobre dois times que já participaram de competições profissionais. Comecei pela Associação Atlética Barra Bonita, que foi fundada em 21 de abril de 1.923, tendo disputado campeonatos de acesso por 8 anos consecutivos, começando em 1.977 e parando em 1.984. Sua trajetória no profissionalismo começou no dia 17/06/77, na cidade de Bariri, com a vitória de 2 a 1 frente ao Municipal, sendo que sua despedida aconteceu em 31/10/84, com uma derrota de 2 a 1 contra o Novorizontino. Nesses oito anos de disputa, conquistou o título da Terceira Divisão de 1.982, vencendo todas as partidas do quadrangular final que contou também com as participações do José Bonifácio, União Funilense de Cosmópolis e Palmeirinha de Porto Ferreira.

Atualmente a AABB é um clube voltado exclusivamente para a parte social, contando com cerca de 1.500 sócios e não disputa nenhuma competição de futebol, quer de adultos, quer nas categorias de base. Depois de um almoço espetacular à base de peixe num restaurante à beira do Rio Tietê, fui até o clube e lá encontrei tudo fechado e, só aí me dei conta que era quarta-feira de cinzas, dia que normalmente os clubes ficam fechados. Não me dei por vencido e insisti na campainha até que apareceu um senhor muito atencioso e permitiu minha entrada no clube, tendo inclusive me acompanhado na visita e mostrado todas as suas dependências.

O clube possui piscinas, quadras, ginásio, restaurante, lanchonete, sala de troféus, play-ground, campo de futebol society, academia de ginástica, cancha de bocha e por aí afora. Trata-se de um clube completo e bem conservado.


Visão do conjunto aquático. Foto: Orlando Lacanna.


Quadra de futebol society. Foto: Orlando Lacanna.


Quadra poliesportiva e palco de grandes bailes e carnavais. Foto: Orlando Lacanna.


Quadra descoberta. Foto: Orlando Lacanna.


Galeria de troféus. Foto: Orlando Lacanna.

Depois de visitar as dependências, indaguei meu cicerone sobre o estádio que a AABB utilizava quando disputava futebol profissional e descobri que o campo utilizado era o Estádio Municipal Vicente Antônio Zenaro Manin, também chamado de "Vicentão", localizado a algumas quadras da parte social e lá fui eu conhecê-lo. O estádio, que tem capacidade para 5.000 pessoas, foi inaugurado em 22/12/1.963 com a realização de três jogos: Funcionários da Prefeitura 2 - 1 Bancários (amador), Barra Bonita 2 - 3 Ponte Preta (juvenil) e Noroeste 2 - 2 XV de Piracicaba (amistoso profissional).


Entrada principal do Vicentão. Foto: Orlando Lacanna.

Os refletores foram inaugurados em 1.973 com o amistoso Noroeste 2 - 2 Palmeiras. Quando da minha visita, em fevereiro último, as condições gerais do estádio não eram das melhores, necessitando de uma boa reforma para adequá-lo às condições mínimas de uso. Um zelador local afirmou que iria ser iniciada uma reforma semanas depois.


Do centro do gramado visão das arquibancadas cobertas. Foto: Orlando Lacanna.


As mesmas arquibancadas cobertas vistas da pista de atletismo. Foto: Orlando Lacanna.


Gol da direita com a trave inclinada. Foto: Orlando Lacanna.


Agora o gol da esquerda também com a trave inclinada. Foto: Orlando Lacanna.


Visão do campo de jogo com a grama alta. Foto: Orlando Lacanna.

Quando ainda estava no clube, fui apresentado ao Presidente da AABB que lá estava avaliando o resultado do baile carnavalesco realizado na noite anterior. Aproveitei a oportunidade para fazer a célebre pergunta sobre uma possível volta ao profissionalismo, e a resposta foi negativa, pois o clube atualmente só está voltado para o lazer dos seus associados e, além disso, o clube não tem condições financeiras de manter uma equipe profissional e o estádio está sem condições. Da minha parte, ficarei na torcida para que um dia essa situação possa mudar e tenhamos de volta o alvinegro de Barra Bonita desfilando pelos campos do interior.


Equipe de 1.956 na época do amadorismo. Foto: Arquivos da A.A. Barra Bonita. Reprodução: Orlando Lacanna.


Equipe Campeã da Terceira Divisão de 1.982. Foto: Arquivos da A.A. Barra Bonita. Reprodução: Orlando Lacanna.

Ao deixar o estádio fui em direção a outro bairro da cidade, agora a Vila Habitacional, para conhecer mais um estádio e a situação atual do segundo time de Barra Bonita que já militou no profissionalismo, mas essa história será mostrada em outro post da série "Uma Volta ao Passado". Aguardem.

Antes de encerrar, quero expressar meus agradecimentos especiais ao Zé Carlos "Sagui", bem como o Presidente da AABB, que gentilmente abriram as portas ao JOGOS PERDIDOS, num dia em que o clube estava fechado.

Abraços,

Orlando

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Guaratinguetá nas quartas-de-final da Série C do Brasileiro

Olá,

Seguindo com o meu final de semana futebolístico, no último domingo me dirigi ao Vale do Paraíba, viajando até a cidade de Guaratinguetá, para acompanhar no Estádio Prof. Dario Rodrigues Leite, também carinhosamente chamado de "Ninho da Garça", a partida Guaratinguetá F.L. x Ituiutaba E.C. válida pela última rodada da primeira fase do Campeonato Brasileiro da Série C.

Essa partida era decisiva para a definição da segunda equipe do Grupo C que se classificaria para a próxima fase da competição, sendo que os donos da casa tinham a vantagem do empate, enquanto os visitantes só se classificariam com a vitória. Com esses ingredientes, havia uma grande movimentação na cidade, bem como a expectativa de que a equipe local pudesse garantir a vaga.

Como comecei a viagem logo pela manhã, tive a oportunidade de fazer um "city tour" pela cidade e pude observar várias faixas espalhadas em diversos cruzamentos divulgando a partida. Além disso, também vi postos de venda antecipada de ingressos, ao preço único de R$ 5,00 que só valia para os homens, pois as mulheres não precisavam pagar ingresso. O público oficial divulgado foi de 5.474 pessoas, mas com certeza tinha mais gente.

Cheguei ao estádio com tempo de sobra e quando o horário das equipes entrarem em campo chegou, lá fui eu para a beira do gramado para fazer as tradicionais fotos oficiais da partida, que mais uma vez são exclusivas e estão abaixo:


Guaratinguetá F.L. - Guaratinguetá/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Ituiutaba E.C. - Ituiutaba/MG. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem. Foto: Orlando Lacanna.

Vale registrar que, antes do início da partida, a Diretoria do Guaratinguetá prestou uma homenagem aos seus atletas Rocha e Nenê, ao entregar para cada um deles, uma placa comemorativa por terem envergado a camisa do time da casa por mais de 100 vezes. No futebol atual, não deixa de ser uma marca expressiva. Parabéns a todos.


Os atletas Rocha e Nenê recebendo homenagem da Diretoria do Guaratinguetá. Fotos: Orlando Lacanna.

Bem, agora falando da partida, vi um início super movimentado, com o time da casa, mesmo jogando pelo empate, saindo com tudo para cima dos mineiros, tanto que, aos 11 minutos, o estádio explodiu de alegria com a marcação do primeiro gol dos anfitriões, marcado pelo avante Laécio. Aliás, foi um golaço, com o atacante pegando de primeira uma bola recebida de cabeça de Diego Dedoné que fez o papel de pivô.


Lance de perigo para a meta mineira no primeiro tempo. Foto: Orlando Lacanna.

O Ituiutaba assimilou o golpe e, apenas um minuto após, igualou o placar, num gol marcado por Paulinho Pedalada, calando a festa da torcida local que ainda comemorava o gol do seu time. A boa movimentação das equipes continuava sendo mantida, tornando a partida agradável de ser assistida, prendendo a atenção dos torcedores o tempo todo. Nessa toda, algumas chances foram criadas pelas duas equipes, como aconteceu pelo lado do Guaratinguetá, aos 16 minutos, numa cabeçada perigosíssima de Rocha que exigiu difícil defesa do goleiro mineiro Jônatas.


Jogada de ataque do Guaratinguetá pela esquerda. Foto: Orlando Lacanna.

A resposta mineira veio aos 24 minutos, num belo arremate do ala Betão que carimbou o travessão da meta paulista defendida por César. Os últimos vinte minutos também foram bem movimentados, porém as jogadas se concentraram nas intermediárias, com as equipes pecando um pouco no último passe antes do arremate final e, dessa forma, o empate de 1 a 1 foi mantido até o fim da primeira etapa.


Lance de perigo do ataque mineiro. Foto: Orlando Lacanna.

No intervalo deixei o gramado e fui acompanhar o segundo tempo de um outro ângulo e vi um Guaratinguetá determinado na busca da vitória, cuja missão ficou facilitada logo aos 8 minutos, quando o árbitro expulsou o zagueiro mineiro Neylor que recebeu o segundo cartão amarelo. Cinco minutos depois, o Ituiutaba teve o seu segundo jogador expulso, agora o ala Betão que também recebeu o segundo cartão amarelo, numa decisão equivocada do árbitro que exagerou no rigor, exibindo o cartão amarelo sem necessidade.

Com dois homens a mais, os donos da casa impuseram um ritmo ofensivo mais forte e naturalmente chegaram ao seu segundo gol, aos 19 minutos, marcado novamente pelo bom avante Laécio, ao aproveitar um passe açucarado de Nenê que roubou a bola do adversário próximo à grande área.


Início da jogada que resultou no segundo gol do Guaratinguetá. Foto: Orlando Lacanna.

Para piorar as coisas para o time mineiro, aos 23 minutos, houve um pênalti claro a seu favor não assinalado pelo árbitro carioca, numa jogada em que o zagueiro Samuel literalmente atropelou o atacante Jackson no interior da área.


Jogada faltosa no interior da área não marcada pelo árbitro. Foto: Orlando Lacanna.

Nos últimos quinze minutos, o Guaratinguetá criou cinco chances sucessivas de gol, mas seus atacantes não estavam numa tarde feliz no quesito finalização. No meio desse bombardeio, o Ituiutaba, que demonstrou um espírito de luta incrível, quase chegou ao seu gol de honra no final da partida.


Uma das várias oportunidades desperdiçadas pelo Guaratinguetá na etapa final. Foto: Orlando Lacanna.

Fim de jogo com o marcador mostrando Guaratinguetá 2 - 1 Ituiutaba que classificou o time paulista para as quartas-de-final, quando enfrentará o time gaúcho do Caxias em jogos de ida e volta, decidindo uma das quatro vagas para o Brasileiro da Série B em 2.010. Deixo claro que os equívocos da arbitragem não tiraram os méritos da vitória do Guaratinguetá que foi merecida, pois foi melhor durante o jogo, inclusive quando estava onze contra onze.

Partida encerrada e início de mais uma viagem de retorno para São Paulo e, como sempre, já pensando nas próximas coberturas.

Abraços,

Orlando

Fernandópolis vence o Mauaense de virada pelo Grupo 10 da Segundona

Opa,

Nesse último final-de-semana só estive presente em uma partida, mas uma das mais legais que aconteceram pelo Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Segui pelos trilhos do metrô e da CPTM até a cidade de Mauá, e depois de andar um pouco já estava no Estádio Pedro Benedetti, aonde jogaram Mauaense e Fernandópolis, em jogo válido pela terceira rodada da segunda fase do Grupo 10. Já não via o time do Fefecê desde 2002, e minha presença era obrigatória, além de tudo porque a equipe leva meu nome.

Mas olha, sempre me esqueço do tempo que leva para chegar na cidade do ABC paulista. Levei mais de duas horas de casa até a porta do estádio, e graças a isso, cheguei com o jogo já começado. Dessa vez infelizmente ficaremos sem as fotos oficiais. Mas acho que mesmo se tivesse chegado cedo não iria enfrentar o "mangue" e me sujar todo na lama que virou o antigo gramado mauaense. Não havia a menor condição de pisar na maior parte do campo.


Duas imagens que mostram bem o estado do gramado (?) do Estádio Pedro Benedetti. Não ia entrar nessa lama nem amarrado. Fotos: Fernando Martinez.

E o jogo seria decisivo, pois os dois times ainda não tinham somado pontos nessa segunda fase. A vitória aqui poderia ser o último suspiro de alguma das equipes em busca da classificação. Mesmo com o atraso dos salários e tudo mais, o Mauaense tentaria a superação para conseguir os três pontos. Para o Fefecê então, uma vitória fora de casa seria perfeito.


Lance do jogo entre Mauaense e Fernandópolis. Foto: Fernando Martinez.

Ao chegar já encontrei o pessoal que administra o estádio, sempre simpático comigo. Fui então para as arquibancadas, e encontrei um perdido seu Natal por lá. Vi então um jogo bastante disputado na primeira etapa. Não muito após a minha chegada, o Mauaense abriu o marcador, através do jogador Diego. Isso aconteceu aos 17 minutos.


Saída do goleiro do time da casa em ataque do Fernandópolis. Foto: Fernando Martinez.

Mas a festa durou pouco, já que o Fernandópolis empatou aos 21 minutos. O jogador Rodriguinho aproveitou bobeada da zaga mauaense e chutou sem marcação para o fundo das redes do time da casa. O time de Mauá sentiu o gol, e os visitantes passaram a dominar o jogo. Ainda na primeira etapa, o time poderia ter virado o marcador, mas não conseguiu o segundo gol.

O Grêmio ainda criou uma chance de gol, mas seus jogadores não conseguiam completar as jogadas de ataque, deixando a torcida local bastante irritada. Mas o intervalo veio com o empate em 1x1 no placar. Aproveitei então para descer no gramado (?) para o segundo tempo. Ia tentar as fotos dos times quando eles voltassem para o campo. Mas as condições eram impraticáveis para qualquer tipo de foto, então depois de examinar o estado do lamaçal, desisti da idéia.


Jogador do Fernandópolis, completamente limpo, tentando se desvencilhar da marcação de atleta do Mauaense. Foto: Fernando Martinez.

Na volta então para a segunda etapa conversei rapidamente com o árbitro Guilherme Cereta de Lima, já velho conhecido do pessoal aqui do JP. E então foi a vez do tempo final começar. E desde o começo, o Fernandópolis já tomou conta do jogo, não dando muitos espaços ao time mandante.


Ótima chance dos visitantes, com a bola passando muito perto do gol. Foto: Fernando Martinez.

A Águia jogava muito melhor, e muitas chances de gol apareceram. O time colocou bola na trave, fez blitz em escanteios seguidos, mas a virada não chegava. Mesmo assim a equipe não desanimou. E aos 27 minutos o time finalmente fez seu segundo gol. Após boa jogada de todo ataque, Alex acertou chute colocado de fora da área no canto direito do goleiro do Mauaense e deixou o time visitante na frente do placar.


Mais uma boa saída do goleiro do time da casa, salvando mais um gol da Águia. Foto: Fernando Martinez.

A festa aumentou aos 37, quando o jogador Pedro Paulo engatilhou um perfeito contra-ataque e tocou na saída do goleiro. Sem mais nada a fazer, o Mauaense se lançou ao ataque. O time até conseguiu diminuir com Fábio aos 44 minutos, num gol em que a bola ainda tocou na trave antes de entrar, mas era tarde.


Exato momento do chute que originou o terceiro gol do Fernandópolis, marcado por Pedro Paulo. Foto: Fernando Martinez.


Quase o time visitante ainda marca o quarto gol nos acréscimos da partida. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Mauaense 2-3 Fernandópolis. O Fefecê ainda respira no grupo 10, e com dois jogos em casa, ainda sonha com a vaga para a Terceira Fase. Para o Mauaense, o campeonato parece terminado, restando quatro jogos para que o tim acabe a competição com dignidade. Sempre torcemos pelo time de Mauá, mas nesse ano acho que não dá mais. Ao ir embora, ainda fiz a foto oficial do quarteto de arbitragem... e na lama, como fez questão de frisar o árbitro.


Foto oficial do quarteto de arbitragem da partida, com o árbitro Guilherme Cereta de Lima, os auxiliares Maria Eliza Correia Barbosa e Junivan Rodrigues de Sousa e o quarto árbitro Luciano Monteiro dos Santos. Foto: Fernando Martinez.

Bom, voltei então para São Paulo com uma boa carona do seu Natal para descansar vendo alguns filmes no sábado à noite. E no domingo a minha atual condição financeira não me deixou ver nenhum jogo... mas faz parte.

Até a próxima

Fernando

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Lemense vence em Atibaia e assume liderança do Grupo 9

Olá,

No último sábado teve início a terceira rodada da segunda fase da Segunda Divisão paulista e, dando sequência ao acompanhamento da competição, viajei até a simpática cidade de Atibaia, indo ao Estádio Salvador Russani, para conferir o que rolou durante a partida S.C. Atibaia x C.A. Lemense, válida pelo Grupo 9.

Chegando ao estádio, encontrei o colega do JP, Victor Minhoto, vindo diretamente das terras mineiras. Colocamos o papo em dia e, juntos, fizemos a fotos oficiais da partida, as quais apresento abaixo:


S.C. Atibaia - Atibaia/SP. Foto: Orlando Lacanna.


C.A. Lemense - Leme/SP. Foto: Orlando Lacanna.


O árbitro Dabid Ricardo Mioto e os assistentes Fábio Aparecido Ribeiro e Alberto Poletto Masseira junto com os capitães dos times. Foto: Orlando Lacanna.

Como o Atibaia ainda não havia pontuado nessa fase e também pelo fato de estar jogando em casa, saiu com tudo para o ataque desde os primeiros minutos, tendo criado um bom momento, logo aos 6 minutos, numa cobrança de falta por intermédio de André que tirou tinta do poste direito da meta defendida por Alex, dando esperança de vitória à animada torcida do "Falcão de Atibaia".


Cobrança de falta que levou perigo à meta do Lemense. Foto: Victor Minhoto.


Jogada ofensiva do Atibaia pela direita.Foto: Orlando Lacanna.

Até o vigésimo minuto, as ações foram equilibradas, com ligeiro predomínio do Atibaia que não conseguia ser objetivo nas conclusões. Aos 22 minutos, a primeira grande chance do Lemense surgiu por conta da marcação de um pênalti, que foi cobrado e desperdiçado pelo artilheiro Henrique, com a bola saindo à esquerda da meta do Atibaia, frustrando os torcedores que vieram de Leme.


Pênalti desperdiçado por Henrique, do Lemense. Foto: Orlando Lacanna.

Curiosamente, após a perda do pênalti, o time que cresceu em campo foi o Lemense, tendo passado a ter o domínio, criando situações de perigo ao goleiro Rafael, como aconteceu aos 27 minutos, em jogada com a participação do zagueiro Lucas.


Lance de perigo na área do Atibaia. Foto: Orlando Lacanna.

O fim do primeiro tempo se aproximava e na marca dos 41 minutos, o artilheiro Henrique, casualmente, se redimiu do pênalti perdido, anotando o primeiro gol do Lemense, num lance no mínimo engraçado, pois o goleiro do Atibaia foi defender com o pé direito uma cabeçada despretensiosa do atacante e, para sua infelicidade, a bola passou por baixo do seu pé e foi morrer no fundo da rede da sua meta, causando surpresa geral aos presentes. Logo em seguida, o árbitro encerrou a primeira etapa com os visitantes levando para o descanso regulamentar a vantagem mínima, que quase foi perdida no último lance, numa cabeçada perigosa Ésio que passou muito perto.

Durante o intervalo o Victor e eu ficamos próximos aos torcedores da casa que estavam fulos da vida com o goleiro Rafael por conta da falha no gol dos visitantes. Quando a bola voltou a rolar, nos dez minutos iniciais, o Atibaia apresentou maior volume de jogo, mas continuou com pouco poder de finalização.


Ação ofensiva do Atibaia no início da etapa final. Foto: Orlando Lacanna.

Com o passar do tempo, o Lemense reassumiu o controle do jogo e, aos 13 minutos, chegou à marcação do seu segundo gol, anotado por Carlos Eduardo que recebeu uma bola enfiada pelo meio e tocou com categoria na saída do goleiro.


Bola passando pelo goleiro Rafael no segundo gol do Lemense. Foto: Orlando Lacanna.

Em vantagem de dois gols no placar, o time visitante passou a jogar ainda mais tranquilo, saindo para o ataque com muita consciência, tendo chegado perto do seu terceiro gol, aos 17 minutos, numa conclusão de cabeça próxima à pequena área do artilheiro Henrique, que foi milagrosamente defendida por Rafael, se redimindo da falha no primeiro gol.

A partir da metade da etapa final, a partida entrou num ritmo mais cadenciado, porém prevaleceu o maior domínio do Lemense, que acabou ampliando a contagem, aos 41 minutos, num belo gol marcado por Vanderlan, num chute colocado desferido da meia direita, com a bola tocando no poste direito antes de morrer no fundo da meta do Atibaia.

Jogo encerrado com o placar indicando Atibaia 0 - 3 Lemense que colocou o time de Leme no topo do seu grupo com 7 pontos e aumentou enormemente suas chances de chegar à terceira fase. Com relação ao Atibaia, a situação ficou complicada, pois o time ainda não conquistou nenhum ponto nessa fase, embora tenha um jogo atrasado a ser realizado contra o Guarulhos, cuja vitória será imprescindível para continuar sonhando em seguir na competição.

Tão logo o árbitro apitou pela última vez, pé na estrada novamente, com destino a São Paulo, pois no dia seguinte a jornada continuaria e, dessa vez, o destino seria uma cidade do Vale do Paraíba, local da realização de uma partida decisiva para definição de vaga numa competição nacional. Aguardem.

Abraços,

Orlando