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terça-feira, 23 de maio de 2017

No apagar das luzes, Barcelona empata com o Guarulhos

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fechando a rodada dupla de sábado no Estádio Nicolau Alayon, o Campeonato Paulista da Segunda Divisão pediu passagem para mais uma apresentação do Barcelona Capela como mandante. O adversário da vez foi o Guarulhos em encontro válido pelo Grupo 3. Foi o 105º jogo dos paulistanos na história e o 36º em que estive presente.

O time guarulhense é um dos que luta cabeça a cabeça por uma vaga na segunda fase da competição. Antes dessa rodada, a última do turno, a ADG estava na quarta colocação com dez pontos, mesma pontuação de Elosport, Primavera e Itararé. O Barcelona, como todo mundo que acompanha o blog sabe, segura a lanterna da chave, porém é fato que o futebol apresentado pelos seus atletas tem mostrado evolução.


Barcelona Esportivo Capela Ltda. - São Paulo/SP


Associação Desportiva Guarulhos - Guarulhos/SP


Quarteto de arbitragem composto por Daniel Carfora Sottile, Bruno Silva de Jesus, Orlando Coelho Junior e Hércules Ribeiro Paulino junto aos capitães das duas agremiações

Esse foi o quinto encontro entre os dois em todos os tempos e nos quatro anteriores os paulistanos nunca venceram. Em 2004 foram dois empates (um deles com direito a uma surreal agressão do técnico Pachani ao árbitro, ato que valeu um ano de gancho em julgamento do STJD) e duas vitórias guarulhenses em 2009.

A tarde estava super agradável e os 97 torcedores que pagaram ingresso viram uma partida muito boa, bem melhor do que a final da A3 disputada ali na parte da manhã. O Guarulhos foi melhor na etapa inicial, mas isso não quer dizer que o Barcelona tenha jogado mal, pelo contrário.

Os visitantes atacaram bastante pela esquerda, principalmente com o camisa 11 Romarinho, aquele mesmo que atuou nas categorias de base do Palmeiras desde o sub-15 até o sub-20. O setor defensivo local conseguiu segurar bem a onda e o goleiro Alexandre, quando acionado, participou bem.

Já o ataque local levou perigo à meta defendida por Bruno em dois bons lances pelo meio. Apesar do bom nível, o tempo inicial se encerrou com o marcador inalterado. Já no segundo tempo a peleja ficou ainda melhor pois os atacantes voltaram ao gramado nacionalino mais inspirados.


Detalhe surreal do placar do Nicolau Alayon informando a realização do confronto entre Barc e Uarullim. Tudo bem, fecharam a porta e não tinha como mudar os nomes, mas para ficar assim, seria melhor ter deixado Nacional x Inter mesmo


Goleiro guarulhense vendo a bola passar perto da sua meta


Ofensiva visitante pela lateral


Tentativa de bicicleta no ataque do Guarulhos


Disputa de bola na linha lateral

Aos cinco minutos o onze visitante saiu na frente com um belo gol de cabeça do zagueiro Victor. Ele completou um escanteio da esquerda e tirou o primeiro zero do placar. O Barça apostava nos contra-ataques e enquanto isso, o Guarulhos teve boas chances de ampliar, a melhor delas numa cobrança de falta que explodiu na trave.

Só que o Elefante não desanimou em nenhum momento e aos 44 pintou a melhor oportunidade para deixar tudo igual numa falta na entrada da área. O camisa 9 Ícaro bateu com enorme estilo e colocou a pelota no ângulo esquerdo. Se o time sofreu o empate no finalzinho do duelo contra o Osasco FC, a igualdade no sábado veio na mesma moeda.


A firma marcação da zaga do Barcelona


Detalhe do primeiro gol da tarde, marcado por Victor aos cinco do tempo final


Zagueiro paulistano fazendo a carga em cima de atacante adversário



A belíssima cobrança de falta e a comemoração de Ícaro pelo gol de empate aos 44 do segundo tempo

O placar de Barcelona 1-1 Guarulhos manteve o clube da Grande São Paulo na quarta colocação, agora com onze pontos, na virada do turno. Já os paulistanos seguem na lanterna e ainda sem nenhuma vitória (já são treze jogos sem triunfos), porém é fato que a equipe melhorou demais no decorrer da Segundona.

Voltei pra casa após essa rodadinha dupla genial já armando um esquema ninja pro domingo. Teve viagem, Série D do Brasileiro e time novo, um dos mais antigos do país, na Lista.

Até lá!

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Inter de Limeira sai na frente na decisão da Série A3

Texto e fotos: Fernando Martinez


Dois anos e meio depois de conferir o Nacional numa decisão de campeonato (os dois confrontos decisivos da Segundona de 2014 contra o Atibaia), no sábado de manhã vi novamente a equipe da Água Branca numa final, agora do Campeonato Paulista da Série A3. O adversário dos paulistanos foi a Internacional de Limeira, os dois recém-promovidos para a A2 do ano que vem.

Nos quase treze anos de vida do JP essa é nada menos do que a 82ª cobertura de alguma partida válida pela final de uma competição, a oitava na Série A3 (estivemos presentes nas decisões de 2005, 2008, 2009, 2010, 2011 e 2012). Da minha parte é o meu retorno após doze anos, já que vi apenas o título do Grêmio Barueri em 2005.

Na história das divisões de acesso essas duas agremiações ostentam um currículo com conquistas importantes: a Inter foi campeã da segunda divisão em 1996 e 2004, da terceira em 1966 e, claro, teve seu maior momento com o título paulista de 1986. Já o Nacional ganhou a A3 em 1994 e 2000 e a última divisão em 2014. Não à toa, os dois juntos somam "apenas" 202 anos de tradição.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Associação Atlética Internacional - Limeira/SP


Capitães dos times junto com o árbitro Rodrigo Gomes Domingues, os assistentes Vitor Carmona Metestaine e Fausto Augusto Moretti e o quarto árbitro Márcio Roberto Soares

Falando no retrospecto histórico, o primeiro duelo entre os dois pelas divisões de acesso do estado data de junho de 1967. Desde então foram 22 encontros com ampla vantagem para a agremiação limeirense: doze vitórias contra cinco do Nacional além de cinco empates. A maior vitória da Inter foram dois 3x0 em 1978 e 2010 e o maior triunfo nacionalino foi também um 3x0 em 2004, jogo que contou com a minha presença num tempo que o blog ainda nem existia.

Voltando ao presente, em 2017 os paulistanos eliminaram Rio Branco e Olímpia no mata-mata fazendo os resultados sempre fora de casa. Nas 23 partidas disputadas até a semi foram onze vitórias, cinco empates e sete derrotas. O Leão despachou Desportivo Brasil e Monte Azul, somando treze triunfos, seis empates e apenas quatro derrotas. No fim das contas, e apesar do pessoal de Olímpia não concordar, os acessos foram merecidos.

Achei que o Estádio Nicolau Alayon iria receber um público muito bom, mas apenas 1.228 pessoas pagaram ingresso e acompanharam a 12ª apresentação do Nacional na Comendador Souza na temporada (todas com a devida cobertura do blog, vale o registro). Um jogo como esse merecia pelo menos o triplo.

Com a bola rolando, os visitantes não se fizeram de rogados e parecia que estavam atuando dentro do Limeirão. Aos doze minutos, num rápido ataque pela direita, a bola foi cruzada na área e Éder Paulista apareceu no meio dos zagueiros pra tocar de cabeça e abrir o marcador. O setor defensivo do Naça reclamou bastante desse lance alegando que o camisa 9 estava em posição de impedimento. Vendo com calma depois, tive praticamente a certeza que o atleta realmente estava adiantado na hora em que a pelota foi alçada.

O tempo inicial seguiu com o Leão melhor e o time paulistano com enorme dificuldade no último toque. Aos 43 minutos, como se não bastasse a polêmica validação do gol visitante, o árbitro Rodrigo Gomes Domingues deixou de marcar um pênalti claríssimo pros donos da casa. Negueba recebeu bola lançada na direita e tentou passar por um dos zagueiros, só que o defensor cortou com a mão dentro da área. Penalidade máxima! Mesmo de frente pro lance, o árbitro nada marcou e deixou a peleja seguir. Fica difícil jogar sofrendo um gol irregular e não tendo um penal marcado a seu favor.


Visão geral da parte coberta do Nicolau Alayon


Nikão, camisa 4, se preparando para mandar a bola longe sob a marcação de Laécio


Torcida da Inter comemorando o gol de Éder Paulista e os atletas do Nacional reclamando (com razão) com o assistente


Início de ataque a favor dos locais

Na saída pro intervalo, o locutor do estádio pediu para a torcida vaiar a saída do quarteto de arbitragem. Enquanto rolam sorteios, brincadeiras e afins tudo bem, o que não pode é alguém com um microfone na mão fazer isso. O árbitro relatou isso na súmula e se bobear o Nacional ainda pode sofrer alguma punição pelo fato.

No segundo tempo o onze ferroviário voltou mais ligado e encurralou a Internacional no seu campo de defesa. O grande problema foram, novamente, as falhas de finalização. Vimos várias oportunidades serem criadas, porém nenhuma concluída com sucesso. A melhor chance de gol dos últimos 45 minutos saiu dos pés de Éverton, camisa 5 local. Ele saiu do campo de defesa, driblou três defensores e chutou de longe. A bola tirou tinta da trave e assustou o goleiro Rafael Magrão. Pouco para quem buscava pelo menos a igualdade.


Lucas Douglas subindo pata fazer o corte


Outra bola levantada na área do Leão durante o segundo tempo


Ataque do time ferroviário pela esquerda


Placar final do jogo de ida da grande decisão da Série A3 de 2017

O resultado de Nacional 0-1 Inter de Limeira é um grande passo pro alvinegro conquistar seu segundo título da terceira divisão em todos os tempos, já que atuará dentro dos seus domínios precisando de um empate para levar o caneco. É, mas pra quem fez o que fez longe da capital, não é nenhum absurdo dizer que o Naça tem plenas condições de ser campeão. O ponto é: tudo está em aberto.

A rodada no Nicolau Alayon não terminou depois desse confronto. Na parte da tarde aconteceu mais uma apresentação do querido Barcelona Capela com o mando de campo e, claro, não tinha como ficar de fora.

Até lá!

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Grande jogo e triunfo lusitano pelo Brasileiro Feminino A2

Texto e fotos: Fernando Martinez


Pensem num certame genial e muito, mas muito perdido. Na tarde da quarta-feira fiz a minha estreia num deles, o Campeonato Brasileiro Feminino A2, a segunda divisão do futebol das meninas no país. A primeira cobertura foi no genial encontro entre Portuguesa e Caucaia do Ceará no Estádio Nicolau Alayon valendo pela segunda rodada.

Antes de falar do jogo em si, vale mencionar que a CBF reorganizou os certames da categoria em 2017. A entidade ampliou o nacional e criou mais uma divisão, além de extinguir a Copa do Brasil feminina. De 2013 a 2016, vinte times participaram do Brasileiro e agora em 2017 são 16 equipes em cada uma das duas divisões. Doze clubes a mais no total.

A entidade separou as agremiações da seguinte forma: Na primeira divisão ficaram o último campeão da Copa do Brasil e o campeão brasileiro de 2016, os oito melhores colocados no ranking nacional de clubes e os seis melhores ranqueados que participam da Série A masculina. Na novíssima A2, os dezesseis primeiros do RNC a partir do nono colocado, excluindo obviamente os que ficaram na A1.

Isso fez com que o Centro Olímpico, campeão do primeiro brasileiro em 2013 fosse parar na segundona, assim como figurinhas carimbadas que estiveram em todas as edições até então, como o Viana do Maranhão, Pinheirense, Duque de Caxias e o Caucaia, time que atuou pela primeira vez na capital paulista na sua história.


Associação Portuguesa de Desportos (feminino) - São Paulo/SP


Caucaia Esporte Clube (feminino) - Caucaia/CE


O trio formado pela árbitra Adeli Mara Monteiro e as assistentes Fabrini Bevilaqua Costa e Leandra Aires Cossette junto com as capitãs dos times

O Grupo 2 do torneio é formado, além da Lusa e da Raposa Metropolitana, por CRESSPOM/DF, Aliança de Goiás, ADECO, América Mineiro, UDA/AL e Botafogo da Paraíba. A primeira fase é jogada em turno único e as duas melhores colocadas se classificaram para a semi. Na rodada de estreia as rubro-verdes empataram com o Centro Olímpico longe de casa e as cearenses derrotaram o Coelho.

O estádio nacionalino estava praticamente vazio, porém todos os presentes, incluindo o amigo Ricardo Espina, viram 90 minutos muito bons, com várias chances de gol e com muita disposição das atletas das duas agremiações. Em tempos de jogos bem mais ou menos, esse valeu demais a pena. Dá até gosto falar sobre um jogo assim.

O Caucaia começou os trabalhos jogando melhor e dominou as ações durante os dez minutos iniciais. A Portuguesa se defendeu bem e no primeiro ataque que conseguiu armar saiu na frente. O relógio marcava onze minutos quando Juliana aproveitou escanteio pela esquerda e inaugurou o marcador.

As cearenses não se importaram com o tento sofrido e no lance seguinte Damiana perdeu um gol feito. Aos 14, Vanusa fez justiça e deixou tudo igual. A bola foi levantada da direita, a camisa 9 tocou meio sem querer e a pelota encobriu a goleira Bruna. Três minutos depois quase saiu a virada num chutaço de longe que bateu na trave.

O ritmo era eletrizante e a zaga lusitana não conseguia parar as rápidas investidas adversárias. Depois de suportar a pressão, foi a vez da goleira Edleia fazer milagre e impedir o segundo gol local aos 33 minutos. Apesar de mais bons momentos pros dois lados, o tempo inicial terminou com o 1x1 estampado no placar.


Jogadora da Portuguesa protegendo a pelota



Lance do gol que abriu o placar no Nicolau Alayon e a comemoração das atletas locais


A zaga lusitana afastando o perigo


Valeska, camisa 6 do Caucaia, atacando pela esquerda

No tempo final a partida continuou muito boa e Fernanda recolocou o clube do Canindé em vantagem aos oito minutos. Lucélia recebeu bom passe pela esquerda, foi para dentro da área e só rolou para a camisa 11 tocar pro fundo das redes, livre de marcação. Na saída de bola a mesma Lucélia foi expulsa e deixou a Portuguesa com dez em campo.

Só que aos 16 o Caucaia sofreu novo castigo e tomou o terceiro. Numa falta pela esquerda, Dani escorou no primeiro pau e colocou a bola no canto de Edleia. Não restava outra opção pras visitantes a não ser montar um esquema priorizando somente o ataque.

O que se viu a partir daí foram várias oportunidades a esmo e uma segura atuação da goleira Bruna. A atuação defensiva da Portuguesa, somada a uma pitadinha de sorte, impediu que o Caucaia diminuísse. Aos 40 minutos Fernanda Marques foi expulsa e as rubro-verdes ficaram com nove em campo.

Foi assim que as nordestinas chegaram ao segundo gol através de Fafá aos 42. O que se viu nos sete minutos restantes foi uma pressão absurda na luta pelo empate. O momento mais inacreditável da tarde aconteceu aos 46, quando a bola bateu duas vezes na trave de Bruna em dois chutes seguidos. Realmente não era dia das meninas do Ceará.


Num dos primeiros ataques do tempo final, a camisa 9 Vanusa se aproxima da área


Lucélia entrando na área pela esquerda e tocando para Fernanda fazer o segundo gol da Lusa




Três boas chances de gol do time cearense durante o segundo tempo

No fim, o Portuguesa 3-2 Caucaia marcou a primeira vitória paulistana no Brasileiro Feminino A2, colocando a equipe na vice-liderança provisória do Grupo 2 com quatro pontos, atrás apenas do CRESSPOM com seis. Na próxima rodada a Lusa visita o América Mineiro e as nordestinas enfrentam o Centro Olímpico em São Bernardo do Campo.

Pra fechar, deixo um abraço pro Edson de Lima, dono da página A Vitrine Do Futebol Feminino do Facebook e grande divulgador da categoria e também pro Borracha, preparador de goleiros e goleiras que está trabalhando na Portuguesa que conheço desde os tempos de Grêmio Mauaense. Sempre faz bem rever os amigos pelos gramados da vida.

Até a próxima!

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Corinthians e Chapecoense terminam iguais na Arena

Texto e fotos: Fernando Martinez


Nesse último final de semana não teve jogo perdido na pauta, e sim um duelo de campeões pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro 2017. Corinthians e Chapecoense, respectivamente os vencedores dos certames paulista e catarinense, duelaram na Arena Corinthians na primeira apresentação da Chape na Série A depois da tragédia de novembro.

Assim como todo mundo, fiquei muito mal com tudo o que aconteceu na noite de 29 de novembro e aquilo me abalou mais do que eu poderia acreditar. Virei sócio do clube após o acidente para, mesmo que de forma simbólica, ajudar na reconstrução do time. Por tudo isso eu não queria ficar de fora da primeira apresentação da equipe na capital bandeirante pós-acidente.

Não via um joguinho dos atuais campeões da Copa Sul-Americana desde 2013, numa noite aonde eles venceram o São Caetano no ABC pela Série B. Na minha lista, conto com mais duas apresentações do time e nenhuma derrota: um 0x0 contra o Guarani pela Copa do Brasil 2008 e um triunfo contra o Santo André pela Série C de 2011. Já estava na hora de ver novamente o alviverde em campo.

Fazia tempo que eu não via uma peleja da Série A in loco (a última tinha sido um Palmeiras x Grêmio no Pacaembu em 2014). Aliás, vale mencionar que após a queda da Portuguesa em 2013, eu tinha ido em apenas três até então. Taí um campeonato que cada vez tenho menos vontade de acompanhar, muito pela dificuldade de credenciamento e muito também por ser difícil demais ver algum jogo dos "Grandes" não sendo sócio-torcedor.

Consegui um ingresso na raça com o auxílio do amigo Bruno, figurinha carimbada na Arena Corinthians desde sua inauguração. Fechando o quórum da noite, o Fiel Torcedor Ricardo Pucci. Um público pagante de 31.470 torcedores foi ao estádio para acompanhar a primeira apresentação do Mosqueteiro dentro dos seus domínios depois do título conquistado na semana anterior.

Mas o time de Parque São Jorge não repetiu as boas atuações de ultimamente, principalmente as fora de casa. Os comandados de Fábio Carille viram a Chape criar as melhores chances da peleja e, somado à péssima arbitragem, a noite não teve muitos momentos felizes a favor dos locais. Os visitantes quase fizeram o primeiro aos cinco minutos num chute de Rossi na trave.


Ataque aéreo do Timão no primeiro tempo


Zaga da Chapecoense afastando a bola da área

Apesar dos visitantes insistirem bastante, foi o alvinegro quem abriu o marcador com um belo gol de Jô aos 22 minutos. Atuando de forma mais incisiva do que o adversário, os catarinenses viram o intervalo chegar com a derrota parcial. Na volta pro segundo tempo o Corinthians quase amplia em cabeçada de Rodriguinho.

Só que no lance seguinte, o empate da Chapecoense saiu dos pés de Wellington Paulista, velho conhecido do blog nos tempos em que ele comandava o ataque do Juventus no meio dos anos 2000. Daí pra frente o jogo foi nervoso, tenso e com o árbitro Elmo Alves Cunha mandando muito mal. Sem maiores emoções, assim que a peleja chegou ao seu final.


Visão geral da Arena Corinthians com mais de 30 mil pagantes para o confronto de campeões estaduais


Ataque corintiano pela esquerda no tempo final

O Corinthians 1-1 Chapecoense foi um resultado bem mais ou menos pro time paulista, e os dois pontos perdidos podem fazer muita falta em dezembro ao término das 38 rodadas. Falando da Chape, serviu para quebrar uma série de três derrotas e conquistar um pontinho fora de casa, algo sempre legal no longo nacional.

Até a próxima!

domingo, 14 de maio de 2017

Barcelona sofre empate no fim e não quebra jejum na Segundona

Texto e fotos: Fernando Martinez


A sexta rodada do Campeonato Paulista da Segunda Divisão teve início na noite de sexta-feira com um encontro de velhos conhecidos no Estádio José Liberatti. Em partida válida pelo Grupo 3, Osasco FC e Barcelona foram a campo com objetivos bastante distintos para o decorrer do certame, pelo menos nesse momento.

O onze osasquense luta cabeça a cabeça com Elosport, Primavera, Guarulhos e Itararé por um lugar na próxima fase, enquanto o Elefante, lanterna da chave, somava apenas um ponto em cinco jornadas e busca apenas fazer uma campanha digna. Nos dois compromissos anteriores do OFC em casa, uma vitória e uma derrota e ninguém do alvinegro admitia a hipótese de perder pontos para o último colocado.

Para essa peleja tive a companhia do Emerson, mas infelizmente o trânsito estava surreal (sete da noite de sexta-feira é um convite a chegar atrasado) e chegamos na cancha com a bola rolando. O Data Fernando informa que esse foi o 104º jogo do Barcelona Capela em todos os tempos e o 35º que contou com a minha presença. Também foi o nono confronto entre os dois rivais (o terceiro time que o Barcelona mais enfrentou até hoje, atrás de Jabaquara e Taboão da Serra) na história e até então total equilíbrio com dois triunfos para cada lado e quatro empates.

O pequeno público viu um leve equilíbrio no gramado e o Osasco FC tentando fazer aquela pressão por atuar em casa e o Barcelona se preocupando primeiro em se defender e só depois pensando em atacar. E foi num contra-ataque rápido aos 17 minutos que o onze visitante teve um pênalti marcado a seu favor.

John foi para a cobrança e colocou a pelota no ângulo direito do arqueiro local, deixando o Elefante em vantagem. No restante do tempo inicial os alvinegros não deram mais espaços ao Barcelona, porém o empate não aconteceu. No intervalo subi para as cabines do Liberatti e acompanhei dali o tempo final junto com o mago dos ingressos Ricardo Espina.


Barcelona atacando pela direita no primeiro tempo


Bela cobrança de pênalti de John no primeiro gol paulistano


Zaga do Osasco marcando em cima

O Osasco FC manteve a atitude ofensiva durante todo o segundo tempo, mas, diferente do que vimos contra o Primavera, o Barcelona conseguiu suportar a pressão e segurou sua vantagem com unhas e dentes. Perto do fim do tempo regulamentar o ímpeto local se intensificou.

Aos 44 minutos o goleiro Alexandre acabou fazendo um milagre num chute à queima-roupa e tudo indicava que o Barcelona iria quebrar o jejum de onze jogos sem vencer. Só que a arbitragem prorrogou o sofrimento visitante e deu seis minutos de acréscimo. No último ataque local, mais precisamente aos 50 minutos, o camisa 4 Vinícius acertou um belo chute de longe e deixou tudo igual.


Atletas espalhados pelo gramado do Rochdale


Vinícius cobrando falta a favor dos donos da casa


Bola alçada dentro da área visitante no fim do jogo

O placar final de Osasco FC 1-1 Barcelona fez com que os osasquenses caíssem para a sexta colocação do Grupo 3, agora com oito pontos e dois atrás dos seus quatro concorrentes diretos. O Elefante é o lanterna com dois e ainda buscando seu primeiro triunfo na Segundona.

O final de semana acabou nem tendo na programação nenhum jogo perdido, já que fui conferir apenas a minha primeira partida de Campeonato Brasileiro em quase três anos. Teve duelo de campeões estaduais na pauta.

Até lá!

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Defensa y Justicia e sua histórica noite no Morumbi

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na noite da quinta-feira passada rolou uma daquelas partidas simplesmente imperdíveis com direito a time novo na Lista... e que time! Logo na estreia em competições internacionais na sua história, tive a chance de ver o primeiro jogo do genial do Club Social y Deportivo Defensa y Justicia fora da Argentina na sua história enfrentando o São Paulo no Estádio Cícero Pompeu de Toledo.

Esse duelo aconteceu graças às mudanças que a Conmebol promoveu na Copa Sul-Americana, extinguindo aquela horrorosa fase nacional e misturando todo mundo desde o início. O nível de alternatividade dessa competição a torna muito mais legal do que a Libertadores, sem sombra de dúvida. Esquadrões como os bolivianos do Nacional Potosí, os colombianos do Patriotas, os uruguaios do Boston River e os equatorianos do Fuerza Amarilla merecem um lugar de destaque em qualquer torneio que participem.

Voltando a falar do Defensa y Justicia, o genial time verde e amarelo de Florencio Varela foi fundado em 1935 e até 2014 nunca tinha jogado a principal divisão do seu país. Isso até a temporada 2014/2015, quando terminou a Primera B Nacional (aonde é até hoje o clube que mais disputou o certame com 24 participações) como vice-campeão e conquistou o acesso.

Em 2014, o Defensa foi 18º colocado no certame local, em 2015 foi 21º e em 2016 a equipe conseguiu um histórico oitavo lugar e com isso se classificou para a sua primeira competição internacional. No jogo de ida, empate por 0x0, logo, qualquer empate com gols no Morumbi levaria a rapaziada do país vizinho pra segunda fase.




É, não foi jogo perdido, mas rola foto posada do São Paulo, do Defensa y Justicia e do quarteto de arbitragem por aqui. As fotos são de longe, mas valem mesmo assim

Desde que vi o Independiente jogando e vencendo o Corinthians pela falecida Copa Mercosul em 1999 a minha Lista conta com 37 equipes da Argentina (fora a seleção, claro)... bom, agora 38, já que não tinha conseguido colocar o DYJ no rol de times vistos em nenhuma das duas vezes que fui ao país vizinho. No geral, agora a listinha chegou ao número 654.

Vi essa sessão de futebol junto com a armada são-paulina formada pelo decano Mílton, os jovens Mário, Pucci e Luigi e vários parentes dos mesmos. Todos, sem exceção, ficaram super felizes com mais uma atuação primorosa da equipe comandada pelo ídolo Rogério Ceni em 2017... só que não. O negócio foi feio.

O São Paulo até que começou bem e fez nove minutos muito bons. Aos 30 segundos Lucas Pratto teve um gol anulado e aos cinco minutos Thiago Mendes acertou um pombo sem asa no canto direito de Gabriel Arias. E foi só. A partir daí, o tricolor conseguiu a proeza de ser dominado dentro de casa pelo humilde adversário.

Os argentinos criaram duas boas chances na sequência do tento local e aos dez Castellani se aproveitou de uma falha monstro da zaga paulistana e deixou tudo igual. Apesar de ter a bola mais tempo nos pés, o São Paulo mostrou uma apatia absurda e nada fez de útil. Mílton Haddad, veterano de pelejas do time do Morumbi, não ficou muito feliz com o que viu no gramado.

No tempo final os locais continuaram na base do sono monstro e não chegaram nenhuma vez com perigo dentro da área visitante. A torcida ficou indignada com atuação tão insípida da equipe. E detalhe: o empate ainda saiu barato, já que os argentinos tiveram a grande chance de virarem o marcador aos 19 minutos, mas Elizari chutou da pequena área em cima de Renan Ribeiro.


Atleta do time argentino dominando a bola no meio de campo


A comemoração dos jogadores do Defensa no gol de Castellani


Visão geral de um Morumbi com público apenas razoável para a peleja: 14.999 pagantes


Ataque do São Paulo pela direita no tempo final


No fim, quem fez a festa na casa são-paulina foi o pequeno time argentino... vimos a história ser escrita

Após 90 minutos de futebol, vimos a história ser escrita na nossa frente. O placar final de São Paulo 1-1 Defensa y Justicia eliminou os brasileiros num Vexame com "V" maiúsculo, apesar de seu técnico dizer o contrário. Ao mesmo tempo, esse foi o maior momento dos 82 anos de história dos argentinos e com certeza a data será lembrada para sempre pelos seus torcedores. É muito legal poder acompanhar de perto momentos assim.

Na noite do dia seguinte voltei aos gramados, saindo de uma competição internacional para um joguinho perdido da boa e velha Segundona Paulista.

Até lá!