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terça-feira, 22 de abril de 2008

Jabuca perde em casa na estréia da Segundona

Buenas!

Quase todo mundo aqui no JOGOS PERDIDOS fez sua estréia do Campeonato Paulista da Segunda Divisão e como não poderia deixar de ser, fui ver o meu querido Jabuca jogar. Desci para a baixada junto com o Orlando, mas nós tínhamos destinos diferentes, já que ele foi acompanhar a partida do São Vicente. Eu, é claro, fui acompanhar Jabaquara x Grêmio Osasco, no Estádio Ulrico Mursa, em Santos, já que o Estádio Espanha não será utilizado este ano.

Além de ser abertura do campeonato, o jogo ainda tinha uma motivação especial, pois seria a primeira partida oficial da história do Grêmio Osasco, que enfrentaria logo de cara, a equipe mais tradicional do torneio, o grande Jabuca. Então, vamos com as fotos oficiais da partida.


Jabaquara Atlético Clube - Santos / SP. Foto: Emerson Ortunho.


Grêmio Esportivo Osasco - Osasco / SP. Foto: Emerson Ortunho.


Trio de arbitragem, formado pelo árbitro Alysson Fernandes Matias e pelos assistentes Maria Nubia Ferreira Leite e Rubem Guimarães Marcondes Cezar, junto com os capitães das equipes. Foto: Emerson Ortunho.

O jogo começou num rítmo bem lento, as duas equipes se estudando, os jogadores se ambientando. Tudo totalmente aceitável, já que se tratava do início de uma competição. Porém, o jogo foi seguindo e o panorama da partida não mudava, o ritmo continuava lento, com um ligeiro domínio do Jabaquara.


Ataque do Jabaquara no primeiro tempo da partida. Foto: Emerson Ortunho.

Mesmo com esse domínio, o Jabaquara criou pouquíssimas chances de gol, só mesmo levando alguma vantagem na posse de bola. O único lance que animou a torcida só saiu no final da primeira etapa, quando o atacante Cobrinha, do Leão, acertou um meia-bicicleta, obrigando o goleiro do Grêmio a fazer uma boa defesa.


Tentativa de ataque do Grêmio Osasco no primeiro tempo. Foto: Emerson Ortunho.

No intervalo eu tive a oportunidade de conversar com meus grandes amigos lá da baixada, o meu xará EmersonPepeMarcelo e o 'seu' Sérgio Silveira, além do figuraça Hilário. No segundo tempo, o jogo teve pelo menos uns quinze minutos de equilíbrio. Depois disso, o Grêmio Osasco começou a gostar do jogo e a dominar a partida chegando com perigo à meta do Leão.


Jabaquara tenta tocar a bola para buscar o resultado. Foto: Emerson Ortunho.

Esse perigo ficou sério quando a equipe de Osasco mandou uma bola na trave no meio da segunda etapa. Nesse momento, os próprios torcedores do Jabaquara já começavam a ver que o empate não seria um mal negócio.


Disputa de bola na partida Jabaquara x Grêmio Osasco. Foto: Emerson Ortunho.

Mas não foi esse o resultado da partida, a equipe visitante acabou marcando o primeiro gol oficial da sua história, aos 40 minutos, através de Hugo Vieira. O jogador aproveitou de cabeça um cruzamento vindo da esquerda e mandou a bola para as redes. Depois do gol o Jabaquara tentou partir para cima, o Osasco ainda acabou tendo um jogador expulso, mas o placar não foi alterado.


Grêmio Osasco marca em cima para evitar o empate do Jabuca. Foto: Emerson Ortunho.

Final de jogo: Jabaquara 0 x 1 Grêmio Osasco. A equipe do Jabaquara começou mal o torneio, os jogadores não entraram efetivamente na competição e levaram a partida como mais um dos treinos da etapa de preparação. Agora o técnico Aaron vai ter que acordar a equipe, e pensar em reforços, pois o elenco se mostrou muito inexperiente. O Grêmio Osasco dá as caras no futebol profissional pensando em acesso e montou um time para isso, mescla jogadores jovens com outros mais experientes. Como todo início de competição a equipe também não mostrou um futebol de ponta, mas se o técnico souber trabalhar bem, o Grêmio Osasco deve crescer na competição.

Depois regressei para Sampa para curtir o domingão.

Abraços!

Emerson

Deu empate no retorno do Paulistano ao profissionalismo

Olá,

Dando continuidade à cobertura monstro do JOGOS PERDIDOS à rodada inaugural do tão esperado Campeonato Paulista da Segunda Divisão, no domingo pela manhã fui até São Vicente, a 1ª Cidade do Brasil, para acompanhar no Estádio Mansueto Pierotti, o duelo entre o São Vicente A.C. contra o C.A. Paulistano da cidade de São Roque que estava ausente de competições profissionais há cinco anos, sendo que a sua última participação ocorreu em 2.002.

Desci a Serra do Mar de carona em companhia do Emerson que estava indo a Santos para conferir a estréia do glorioso Jabaquara contra o Grêmio Osasco, cujo post será feito por ele. Chegando à Baixada Santista nos despedimos e cada um seguiu para o seu destino. Antes de falar da partida, começo apresentando as equipes e o quarteto de arbitragem nas fotos que estão abaixo:


São Vicente A.C. - São Vicente/SP. Foto: Orlando Lacanna.


C.A.Paulistano - São Roque/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem composto por Luciano Guilherme Coelho, seus assistentes Daniel Paulo Ziolli e Humberto Lellis Talarico Leite, além do quarto árbitro Salim Fende Chavez, acompanhado pelos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

A bola começou a rolar e rapidamente as equipes saíram para o jogo de maneira super entusiasmada e, como o campo de jogo é pequeno, houve muito contato físico entre os atletas e muitas bolas saindo das quatro linhas e, com isso, o jogo ficou truncado com várias marcações de faltas e cobranças de arremessos laterais. Nessa toada, tudo indicava que os gols só sairiam em jogadas de bola parada e foi exatamente isso que aconteceu, com o São Vicente abrindo o marcador aos 8 minutos em cobrança de pênalti executada por Álvaro, pênalti esse muito contestado pelos atletas do Paulistano.


Árbitro indicando o meio de campo após pênalti convertido pelo São Vicente. Foto: Orlando Lacanna.

O time de São Roque não sentiu o golpe e rapidamente chegou ao empate, aos 11 minutos, através do seu zagueiro e capitão Daniel que escorou de cabeça um cruzamento que veio da meia direita em cobrança de falta. Com a igualdade no marcador, os dois times buscaram o gol de todas as maneiras e, numa dessas o São Vicente teve uma ótima oportunidade aos 21 minutos, mas a jogada parou na boa defesa do goleiro tricolor Müller. Apesar dos esforços, a igualdade no placar perdurou até o fim da primeira etapa, num jogo meio chato de assistir por conta do excesso de paralisações.


Uma das raras defesas do goleiro Leomir do São Vicente. Foto: Orlando Lacanna.


Disputa de bola junto ao meio campo. Foto: Orlando Lacanna.

Com o reinício da partida, voltava a esperança de que o jogo poderia melhorar no aspecto técnico, mas não houve jeito, pois o jogo continuou da mesma forma, ou seja, muito pegado, com várias faltas e quase nenhuma jogada mais elaborada.


Disputa de bola pelo alto. Foto: Orlando Lacanna.

Somente aos 27 minutos ocorreu o primeiro lance com um pouco de emoção, quando o Paulistano colocou uma bola no poste esquerdo do goleiro alvinegro numa jogada que nasceu de uma cobrança de falta em que o setor de defesa vicentino bobeou e quase tomou o gol. Aos 29 minutos, o time da casa voltou a marcar, novamente de pênalti, agora convertido por Luciano, colocando o São Vicente em vantagem no placar.


Segundo gol do São Vicente marcado em cobrança de outro pênalti. Foto: Orlando Lacanna.

A partir do segundo gol, os anfitriões se fecharam mais no seu campo de defesa visando garantir o resultado e, numa jogada mais afoita, o São Vicente teve o seu zagueiro e capitão Elton expulso por ter recebido o segundo cartão amarelo.

Em desvantagem no placar e com um atleta a mais, o Paulistano foi com tudo ao campo de ataque e, na base do entusiasmo foi apertando a defesa vicentina, porém aos 42 minutos também teve o seu zagueiro Daniel expulso de campo, deixando tudo igual no número de atletas nos últimos minutos da partida.

Quando tudo indicava que o São Vicente sairia de campo com a vitória, o Paulistano chegou ao merecido empate aos 47 minutos num gol chorado marcado por Willian em jogada que nasceu na meia direita.


Bola indo para o fundo da meta do São Vicente no gol de empate do Paulistano. Foto: Orlando Lacanna.

Final de partida com o resultado de São Vicente 2 - 2 Paulistano que mostrou duas equipes extremamente aguerridas e que talvez num campo de maior dimensão, poderão mostrar um futebol de melhor qualidade.

Tão logo o jogo foi encerrado, comecei meu retorno a São Paulo, subindo a Serra do Mar para chegar em casa e ficar de boa no restante do domingão. Foi isso.

Abraços,

Orlando

Campinas empata com o Roma na estréia da Segundona

Fala pessoal!

Continuando com a saga do JP na primeira rodada do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, o domingo me reservou uma belíssima rodada dupla pelo interior. Saí cedo de São Paulo junto com o seu Natal, seguindo a recente tradição de que praticamente só vejo jogo com ele, até a cidade de Campinas, aonde veríamos no Cerecamp a estréia de um time que sempre entra como favorito e outro que jogaria sua primeira partida no profissionalismo: Campinas x Roma.

Em virtude da chuva e da morosidade do nosso querido metropolitano, chegamos à Campinas com o tempo extremamente contado, e com os segundos comprometidos em nome das fotos posadas. Mas lépido e faceiro, o seu Natal rumou como um ás no trânsito campineiro e cheguei a tempo das fotos tradicionais das equipes e do trio de arbitragem:


Campinas FC - Campinas/SP. Foto: Fernando Martinez.


Roma EC - Barueri/SP. Foto: Fernando Martinez.


O árbitro, os auxiliares e os capitães posando para as lentes do JP. Foto: Fernando Martinez.

Falar do Campinas é fácil: o time sempre vem bem na Segundona e chega perto do acesso, mas na hora da onça beber água a promoção não vem. Com um trabalho sempre sério, o time sempre entra como favorito e nesse ano a coisa não deve ser diferente, mas só com a bola rolando daria para ter uma idéia.

Falando do Roma, o time hoje está representando a cidade de Itapetininga, vai mandar seus jogos em Capão Bonito, mas tem sua filiação em Barueri. E como explicamos aqui faz um tempinho, o time nada mais é do que aquele Roma que foi campeão da Copa São Paulo de Juniores em 2001. O time iria jogar profissionalmente naquele ano, mas por alguns motivos não o fez. Muito legal então finalmente poder ver a estréia profissional da equipe de volta ao estado. Bem vindos!

Bom, já devidamente autorizado para ficar dentro do gramado, vi um jogo bastante disputado no gramado. O Campinas partiu pra cima do time visitante e começou a criar chances no ataque logo no começo, mas quem achava que o Roma não seria páreo para o time da casa se enganou. Jogando com bastante raça, o time verde deu trabalho na marcação. Mas quem acabou marcando primeiro foi o Campinas. Depois de uma falta bastante contestada pela esquerda, a bola foi cruzada na área e depois de um bate-rebate, o jogador Juba mandou para o fundo das redes dos visitantes. Festa na torcida presente e Campinas na frente.


Ataque do Campinas pela direita e cruzamento na área no começo de jogo. Foto: Fernando Martinez.


Goleiro do Roma corta cruzamento dentro da sua área. Foto: Fernando Martinez.

Mas o time campineiro perdia alguns ataques e a chance de ampliar o placar. O Roma então, jogando com bastante raça, passou a incomodar e a tentar colocar as manguinhas de fora. E no primeiro efetivo ataque do time aos 32 minutos, a equipe chegou ao empate. A bola foi tocada da direita e Juninho subiu mais alto do que todo mundo na área para colocar a bola no canto direito do goleiro e empatar o jogo.


Bola estufando a rede no primeiro gol do Campinas no jogo e no campeonato. Foto: Fernando Martinez.


Confusão na área do Roma e nesse lance o goleiro acabou machucando o braço. Foto: Fernando Martinez.

Com o jogo empatado, o Campinas se lançou ao ataque e perdeu no primeiro tempo boas chances para passar de novo à frente do marcador. Mas os seus atacantes pecavam no último toque e o jogo foi para o intervalo empatado em 1 a 1. Nesse intervalo matei a saudade dos famosos pastéis do Cerecamp e também aproveitei para encontrar o amigo Luciano Claudino e a ex-preparadora física do Independente e também nossa amiga Esperança...


Disputa de bola na lateral de campo no começo da segunda etapa. Foto: Fernando Martinez.

Bom, já satisfeito com os deliciosos pastéis, o segundo tempo começou com um Roma com mais garra ainda. O time teve problemas na documentação de alguns atletas e foi para Campinas somente com dois jogadores reservas, tanto que o goleiro Bruno jogou machucado a segunda etapa toda. Na base da superação total o time deu a alma em campo. E foi premiado com a virada aos 9 minutos, quando depois de um rápido contra-ataque, Wágner deu um passe perfeito para André. Ele deu um drible desconcertante do goleiro e tocou mansamente para o gol. Roma 2 a 1.


Ataque do Roma com a marcação da zaga do Campinas. Foto: Fernando Martinez.

Atrás no placar, o Campinas se jogou ao ataque, pois perder pontos em casa num campeonato como esse é algo complicado. E não demorou para empatar novamente, aos 15 minutos. O jogador José Paulo completou de forma precisa um ótimo cruzamento de Cleiton. Empate novamente. Daí para frente, os dois times criaram boas chances, com o Campinas sendo mais perigoso com seu ataque rápido e o Roma jogando com muita vontade e levando perigo nos contra-ataques. Os goleiros trabalharam bastante nesse período.

E quando o jogo parecia que seguiria em 2 a 2 até seu final, aos 40 minutos o Campinas virou novamente a partida. Depois de escanteio da esquerda, Moraes subiu mais alto do que todo mundo e cabeceou firme para deixar o time azul de novo na frente. Parecia que o jogo terminaria assim.


Final de jogo e empate dramático do Roma aos 47 minutos. Foto: Fernando Martinez.

Mas o Roma não se entregou, e de forma dramática conseguiu uma cobrança de pênalti aos 47 minutos, depois de uma falta boba da zaga campineira dentro da área. Na cobrança, Luiz Fernando bateu com classe e deixou tudo igual novamente, e não deixando tempo para mais nada. Final de jogo: Campinas 3-3 Roma. Pontos preciosos perdidos pelo Campinas em casa, mas o time tem bastante qualidade e vai dar trabalho. Já o Roma fica com o gostinho da vitória e a certeza que se jogar com a garra que jogou domingo vai longe na Segundona...

Bom, depois do jogo fomos almoçar em Campinas mesmo para seguirmos para nosso jogo da tarde, e mais uma estréia de equipe no profissionalismo...

Até lá

Fernando

sábado, 19 de abril de 2008

Capivariano vence a Saltense e estréia bem na Segundona

Olá,

Como finalmente chegou o dia do início do tão esperado Campeonato Paulista da Segunda Divisão, o JOGOS PERDIDOS saiu a campo para realizar a maior cobertura ao vivo e em cores da rodada inaugural da competição e a mim coube dar uma chegadinha até a simpática cidade de Capivari, indo até o Estádio Carlos Colnaghi e conferir a partida Capivariano F.C. x A.A. Saltense, sendo que antes passei em Campinas para mais uma vez encontrar o amigo Luciano Claudino e de lá seguimos juntos ao meu destino.

Como tem ocorrido em quase todas as cidades que o JP se dirige, em Capivari não foi diferente, pois fui muitíssimo bem recebido pela Diretoria do Capivariano em especial pelo seu Presidente o Sr. Osvaldo Riccomini, que fez questão de frisar que se sentia muito honrado com a presença do blog em sua cidade. Um abraço a todos e o meu muito obrigado pela hospitalidade.

Fui para Capivari carregando uma curiosidade imensa em rever a Saltense que não disputava uma competição profissional desde 1.993, quando participou da Segundona pela última vez e, nos contatos com o pessoal de Salto, fui informado que o retorno da equipe ao profissionalismo se deu graças a uma parceria com uma empresa de gerenciamento esportivo e ao patrocínio de uma grande universidade. Fui informado também que a Saltense deverá, a partir do segundo ou terceiro jogo como mandante, utilizar o Estádio Amadeu Mosca localizado em Salto.

Bem, sem mais demora, vamos com as fotos das equipes e do trio de arbitragem que estão abaixo:


Capivariano F.C. - Capivari/SP. Foto: Orlando Lacanna.




A.A. Saltense - Salto/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Trio de arbitragem formado por Marcos Alves da Silva e seus assistentes Rafael Luiz da Silva e Fábio Rogério Baesteiro, acompanhados pelos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

A bola começou a rolar e logo de cara as duas equipes demonstraram uma disposição incrível, como é típica em jogos dessa divisão. No meio dessa vontade toda, surgiram algumas boas jogadas do ataque da Saltense que logo aos 7 minutos teve uma boa oportunidade, mas o goleiro Salem do Capivariano praticou boa defesa com o pé direito. Não demorou muito e os visitantes abriram a contagem aos 20 minutos por intermédio de Diego Borges, aproveitando um rebote defensivo e chutando sem chance de defesa ao goleiro adversário.


Jogada perigosa do ataque da Saltense. Foto: Orlando Lacanna.


Momento exato do primeiro gol do time de Salto. Foto: Orlando Lacanna.

Após sofrer o gol, os donos da casa se mostraram mais afobados do que estavam enquanto a partida estava empatada. O Capivariano teve nessa primeira etapa 8 escanteios a favor, numa demostração de que jogava ofensivamente, mas mesmo assim não conseguia chegar ao gol, principalmente por conta de uma grande ansiedade e, dessa forma o primeiro tempo acabou com a vantagem mínima a favor da Saltense que demonstrava muita raça com os seus jovens atletas vibrando a cada jogada que a sua zaga conseguia neutralizar.


Um dos vários cruzamentos do ataque do Capivariano. Foto: Orlando Lacanna.

Durante o intervalo passei o tempo conversando com o Luciano sobre a Segundona e ouvindo o Hino do Palmeiras o tempo todo, pois o serviço de som do estádio teimava em tocá-lo sem parar, talvez comemorando antecipadamente a conquista da vaga para a final do Paulistão.

A segunda etapa começou e foi fácil notar que o Leão da Sorocabana tinha voltado com outra postura e disposto a mudar a história da partida, tanto que logo aos 4 minutos chegou ao empate num golaço do ala esquerdo Jeferson que aproveitou um cruzamento para trás que nasceu numa boa jogada pela direita feita por Willian.


Bola estufando a rede da Saltense no gol de empate do Capivariano. Foto: Orlando Lacanna.

A Saltense sentiu o gol, mas mesmo assim procurou manter a tranqüilidade e foi ao ataque, conseguindo colocar uma bola no poste direito do goleiro da casa, numa jogada que pareceu meio casual, uma vez que fiquei com a impressão que o atleta da Saltense tentou cruzar.

Aos 20 minutos, o Capivariano chegou ao seu segundo gol, dessa vez marcado pelo zagueiro Eduardo que escorou de cabeça cruzamento vindo da esquerda numa cobrança de escanteio.


Bola balançando a rede da Saltense no segundo gol do Leão da Sorocabana. Foto: Orlando Lacanna.

Com a virada no placar consumada, o Capivariano não demorou muito para chegar ao seu terceiro gol que foi marcado por Vanderson, aos 28 minutos também de cabeça, sendo que nesse gol a bola antes de entrar, bateu no poste direito e em seguida nas costas do goleiro da Saltense Diego, indo morrer mansamente no fundo do gol dos visitantes.


Bola indo ao poste antes de entrar no terceiro gol do Capivariano. Foto: Orlando Lacanna.

Depois desse gol, os donos da casa passaram a tocar mais a bola, fazendo o tempo passar e administrando o resultado, porém, nos acréscimos a Saltense conseguiu diminuir a diferença com a marcação do seu segundo gol, através de Rodrigo em boa jogada executada pela direita que culminou com um chute cruzado.

Após esse gol, não houve tempo para mais nada, e a partida foi encerrada com o resultado Capivariano 3 - 2 Saltense que mostrou um ótimo poder de reação da equipe de Capivari que poderá se animar e realizar uma boa campanha na competição. Com relação à Saltense, ficou a impressão de que a equipe caiu de rendimento físico na segunda etapa, pois jogou muito menos comparado ao futebol que apresentou na primeira etapa e, além disso, foi possível notar que o time deu uma parada, demonstrando menos voluntariedade, talvez pelo consaço.

Apito final e imediato retorno a São Paulo, novamente via Campinas, para o tradicional descanso, até porque no domingo pela manhã já iria para outra cidade para acompanhar outro jogo da Segundona envolvendo mais um time que retornou ao profissionalismo nesse ano, mas isso fica para depois.

Abraços,

Orlando

Vitória do União Suzano no grande início da Segundona

Fala pessoal!

FINALMENTE começou o carro-chefe do JOGOS PERDIDOS para 2008, o genial Campeonato Paulista da Segunda Divisão. O verdadeiro futebol brasileiro dá as caras em gramados paulistas e o JP não poderia ficar fora dessa. Em algumas frentes, nos dividimos para curtir o começo do campeonato. Eu segui junto com o seu Natal até a cidade de Guarulhos, mais precisamente no Estádio Antônio Soares de Oliveira, para a estréia de dois times que estão entre os preferidos do pessoal por aqui: Guarulhos x União Suzano. Chegamos cedo, só para já sentirmos o clima da partida e para matar a saudade dos gramados.

E lá vimos um bom público para a partida. Com certeza mais de 300 pessoas estavam presentes, num dos melhores públicos que vi em jogos do AD Guarulhos nos últimos meses. Bom sinal, e esperamos que isso seja uma tônica em jogos da equipe. E de forma muito mais tranquila como de costume, e como já de praxe aqui no JP, seguem agora as fotos dos times e do trio de arbitragem:


AD Guarulhos - Guarulhos/SP. Foto: Fernando Martinez.


União Suzano AC - Suzano/SP. Foto: Fernando Martinez.


O árbitro Eduardo Dul e o os auxiliares Newton Barreira e Orlando Nassola Júnior posam para o JP com os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Por ser primeira rodada, não tínhamos como apostar em nenhum dos lados, e só no final da partida poderíamos dar um parecer sobre o que os times podem fazer na competição. Pelo histórico dos dois, o Guarulhos poderia ser taxado como favorito, já que faz muito tempo que o USAC não assustava ninguém nos campeonatos. Mas a partida começou com um União Suzano em cima dos donos da casa e logo aos 2 minutos já teve um gol anulado. Isso deixou a torcida do time de Suzano (isso mesmo... tinha muita torcida de Suzano lá) bastante animada desde o começo.


Ataque do União Suzano logo no começo da partida. Foto: Fernando Martinez.

Mas o Guarulhos chegou a equilibrar a partida, mas não conseguia cruzar dentro da área de forma precisa. O time até que chegou bastante, mas não aproveitou as oportunidades. Mas ficou bastante claro para nós que os times estavam bem postados e bem armados em campo. O mais "estranho" para nós foi o bom nível do futebol suzanense. Estamos acostumados a sempre ver quase catados do time de Suzano que ver o time jogar bem é gratificante.

E o bom futebol do time acabou gerando resultados aos 32 minutos. Num pênalti bobo cometido por um zagueiro do ADG, que bateu a mão na bola dentro da área, o jogador Douglas bateu com categoria no meio do gol e abriu o placar para os visitantes.


Zaga do Guarulhos afasta perigo de dentro da área. Foto: Fernando Martinez.


Detalhe do gol do União Suzano aos 32 minutos do primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

Até o final do primeiro tempo, o Guaruhos tentou mas não conseguiu chegar ao gol de empate. Já o União Suzano teve mais um gol anulado, e a partida foi para o intervao com a vitória parcial do time de Suzano. No intervalo encontrei o pessoal da torcida do Guarulhos, e descobri que um amigo de velhos tempos faz parte a torcida. E, o mundo é praticamente um ovo. E também conseguimos alguns doces num mercado perto para matarmos um pouco a já tradicional fome de tarde.


Goleiro do União sai e tira a bola em ataque guarulhense no final do primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

No segundo tempo o Guarulhos voltou disposto a empatar a partida, mas sofreu um baque logo aos 10 minutos, quando por discussão com o árbitro o jogador Herbert, atacante, foi expulso e o time perdeu sua referência no ataque. O time sentiu a expulsão mas continuou em cima dos visitantes. Mas sem um atacante dentro da área, a equipe sofreu bastante, e em cruzamentos e chutes de longe a equipe não foi feliz. O União por sua vez, passou a levar bastante perigo nos contra-ataques, em rápidos toques dos seus atacantes e em boas intervenções da defesa do ADG.


Mais uma boa saída do goleiro visitante na tentativa de empate do time da casa. Foto: Fernando Martinez.


Cabeçada que passou perto do gol do União Suzano. Foto: Fernando Martinez.

E nos contra-ataques o União Suzano acabou sendo premiado e marcou seu segundo gol aos 36 minutos. Numa rápida escapada pela esquerda, a bola foi tocada para o meio da área e encontrou o jogador Gabriel para chutar e marcar o seu. De forma justa, o time visitante chegou ampliou o placar mostrando um jogo muito eficiente.

Daí até o final, o Guarulhos ainda tentou fazer o gol de honra, mas já era tarde para qualquer movimentação no placar. Final de jogo: Guarulhos 0-2 União Suzano e os primeiros três pontos para o time do USAC. Aliás, fazia muito tempo que o time não ganhava um jogo fora de casa e eu nunca tinha visto uma vitória do time em 10 anos vendo a equipe.


Festa do time do União Suzano depois do apito final. O seu Natal curtindo a volta da Segundona com a torcida do AD Guarulhos ao fundo. Fotos: Fernando Martinez.

Depois então voltei para casa feliz com o reinício da melhor competição do ano já pensando na rodada de domingo...

Até mais

Fernando

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Santos vira jogo e se classifica na Libertadores

Fala pessoal!

Quarta-feira com rodada decisiva pela Taça Libertadores da América e por mais que o torneio não seja de forma nenhuma um torneio perdido, o JOGOS PERDIDOS esteve presente. Desci a serra para acompanhar na Vila Belmiro o jogo entre Santos e Cúcuta Deportivo, importantíssimo para o time praiano, já que poderia eliminar a equipe da competição. Com a carona do amigo Fernando Correia, seguimos pela Rodovia dos Imigrantes com muita garoa e neblina para a bela Santos.

A viagem foi tranqüilíssima, e com bastante antecedência chegamos na cidade para a partida. Já conseguimos um lugarzinho no bom e velho Ulrico Mursa para deixar o carro e de lá seguimos por poucos metros para a Vila. Tudo para ver mais um time inédito e garantir mais um trunfo para a Lista.

Mesmo num jogo decisivo e com bastante público, a compra de ingressos foi muito tranqüila e não demorou nada, cerca de cinco minutos. E como estávamos adiantados, resolvemos matar a fome nas barraquinhas na frente do estádio. Enquanto tive coragem de degustar dois ótimos churrasquinhos, o meu xará ficou no famoso sanduba de perfil. E não sei foi a fome ou não, mas o meu churrasquinho ganhou fácil o selo JP de qualidade!

Bom, com a fome já saciada, entramos numa Vila lotada e apreensiva com a situação atual do Santos na Libertadores. Para não depender de ninguém, o time precisava ganhar do Cúcuta, líder do grupo e último invicto da competição. E como o time santista está longe de ser a oitava maravilha do mundo, a certeza era de bastante emoção.


Tentativa de contra-ataque santista no começo de jogo. Foto: Fernando Martinez.

Conseguimos então um lugar nas espremidas arquibancadas do Urbano Caldeira e de lá vimos um jogo difícil para o Peixe nos primeiros 45 minutos. O time tinha maior posse de bola e chegava mais dentro da área colombiana, mas o Cúcuta armou seu time com oito (!) jogadores em duas linhas na defesa e isolava qualquer chance santista. Aos poucos, isso foi minando o poderio do Peixe e o time começou a tocar a bola no meio campo sem objetividade.


Falta para o Santos que não levou muito perigo. Foto: Fernando Martinez.

O Cúcuta não queria nada com nada, e tinha o contra-ataque a seu favor. Num deles, ganhou uma cobrança de falta e nessa cobrança o jogador Henry bateu com extrema perfeição e calou momentaneamente a Vila. O gol foi sentido pelo pessoal santista e durante o resto do primeiro tempo o time quase se arrastou em campo sem objetividade nenhuma. Pior ainda que vinham notícias da Bolívia que o Chivas ganhava do San José, resultado que combinado com a derrota parcial em casa eliminava o Peixe.


A foto está tremida, eu sei, mas esse foi o gol do Cúcuta, em belíssima cobrança de falta. Foto: Fernando Martinez.


Pelo que eu sabia, os uniformes da arbitragem e dos times tem que ser diferentes. Mas aí está a prova da irregularidade na Vila: o árbitro e o goleiro praticamente idêntivos. Ou será, o goleiro e o árbitro? Fotos: Fernando Martinez.

No intervalo a diversão foi ver o pessoal das arquibancadas xingando o povo do camarote. Legal que os xingamentos sempre começam do nada e sem ninguém saber quem estão xingando. Mas valeu para passar o tempo rapidinho. Então na volta para o segundo tempo o que se esperava era uma reação urgente do Santos. Mas o time não voltou ligado, e conforme o tempo passava, o Cúcuta ficava mais tranqüilo no jogo.


No começo do segundo tempo o jogo ficou parado em virtude da fumaça de fogos de artifício que não dispersou de forma rápida. A visão era essa... Foto: Fernando Martinez.

Mas aí o nosso lado profeta falou mais alto. Cantei a bola que o Santos não estava morto ao ver o time colombiano desperdiçar chances claras de gol e contra-ataques preciosos. Parecia mesmo que o time não queria fazer o gol, e isso animou ainda mais a torcida. E quando o jogo parecia morto, e um minuto após eu dizer para o pessoal em volta que "o Santos ainda não tinha morrido", o Peixe chegou ao empate. Aos 23 minutos, depois de linda jogada de Wesley pela direita, o atacante Kléber Pereira encheu o pé e empatou.


Jogada do Santos pela esquerda, local de onde se originou o gol de empate. Foto: Fernando Martinez.

Isso animou ainda mais a torcida presente, que diga-se de passagem não deixou de apoiar o time nem por um minuto. Com o jogo empatado, o Cúcuta teve uma chance de ouro de passar à frente do placar mas pareceu mesmo que a equipe não queria fazer mais gols, já que seus atacantes fizeram uma lambança geral e perderam a oportunidade.

E quando a partida estava no seu crepúsculo (boa essa), o Santos conseguiu a virada épica. Num cruzamento longo pela esquerda, o goleiro colombiano falhou e deixou a bola nos pés de Tripodi. Ele pegou então um voleio fantástico e aos 43 minutos virou a partida e garantiu a classificação do time santista. Festa na Vila!


Disputa de bola na lateral de campo. Um dos pontos legais da Vila é a proximidade com o gramado. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Santos 2-1 Cúcuta. Os dois times estão classificados, e dependendo das combinações ao final da primeira fase, eles tem grande chance de jogar novamente. Mas o time santista precisa abrir o olho, já que os mata-matas são muito mais difíceis do que essa primeira fase. Bom, voltamos depois para São Paulo no gás e depois de pegarmos N desvios pela cidade, finalmente cheguei ao meu doce lar. E pensando na Segunda Divisão, que começa no próximo sábado e terá ótima cobertura do JOGOS PERDIDOS.

Até lá

Fernando