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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Linense consegue ótimo empate em Santa Bárbara D'Oeste

Olá,

Dando seqüência ao acompanhamento do Campeonato Paulista da Série A3, mais uma vez fui até Campinas para encontrar o amigo Luciano Claudino e de lá seguimos para Santa Bárbara D'Oeste, mais precisamente ao Estádio Antônio Lins Ribeiro Guimarães para conferir ao vivo a partida mais esperada da quarta rodada da primeira fase do campeonato. O jogo em questão foi União Agrícola Barbarense F.C. x C.A. Linense.

Essa partida era aguardada com muita expectativa pelo público e pela imprensa, pois reuniria duas equipes que estavam na ponta da tabela e com ótimas campanhas. Para começar apresento os protagonistas nas fotos abaixo:


União Agrícola Barbarense F.C. - Santa Bárbara D'Oeste/SP. Foto: Orlando Lacanna.


C.A. Linense - Lins/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem composto por Luciano Alves de Lima, seus assistentes Gilberto Corrale e Everaldo Jorge da Silva, além do quarto árbitro Rodrigo Pires de Oliveira. Foto: Orlando Lacanna.

A partida começou num ritmo alucinante imposto pelo "Leão da Treze" que não permitia ao Linense respirar em campo e, com isso, logo aos 2 minutos inaugurou o placar por intermédio do experiente Bortolato que escorou de cabeça um cruzamento perfeito vindo da esquerda. Mesmo com a vantagem no placar, o União continuou pressionando o adversário e logo em seguida, aos 8 minutos, chegou ao seu segundo gol através de Lucas que aproveitou outro ótimo cruzamento da esquerda em jogada praticamente idêntica à do primeiro gol.


Bola passando pelo goleiro e seguindo para o fundo da rede no segundo gol do União. Foto: Orlando Lacanna.

O Linense ficou meio atordoado em campo e tentava de todas as maneiras equilibrar as ações, mas não conseguia porque o time da casa estava numa tarde inspirada até então. Após o União ter desperdiçado uma ótima chance, aconteceu um lance polêmico que mexeu com o emocional do pessoal da casa. Tudo começou numa bonita jogada individual do bom jogador Lucas que passou por dois adversários e acabou se enroscando num zagueiro do Linense, caindo dentro da área e o árbitro corretamente nada marcou, pois não houve falta.


Lance polêmico que o União reclamou pênalti. Foto: Orlando Lacanna.

Essa jogada deixou a torcida e o banco de reservas do União irritados, tanto que o técnico do alvinegro reclamou diversas vezes da arbitragem e acabou sendo excluído da partida. Após ser comunicado da exclusão, adentrou ao gramado para continuar questionando a arbitragem, sendo retirado em seguida.


Técnico do União reclamando da arbitragem dentro do campo de jogo. Foto: Orlando Lacanna.

O lance polêmico e a exclusão do técnico contribuíram para a partida ficar mais nervosa, com muito mais disputa, porém o placar não foi mexido até o final dessa etapa, sendo que o União ainda teve o atleta Jorge expulso aos 45 minutos por ter recebido o segundo cartão amarelo.


Tentativa de ataque do União. Foto: Orlando Lacanna.

Durante o intervalo passei boa parte do tempo dialogando, junto ao alambrado, com alguns torcedores apaixonados do União que estavam um pouco exaltados, por terem me confundido com um repórter de rádio de Lins, que segundo eles, teria xingado alguns torcedores locais e ainda teria dado um "bico" num dos gandulas. Foi um sufoco, mas felizmente surgiram pessoas de bom senso e tudo acabou bem.

O segundo tempo começou e logo de cara foi possível perceber que o "Elefante da Noroeste" iria com tudo em busca de um melhor resultado, até porque estava com um atleta a mais. De fato isso aconteceu, porém foi o União que perdeu aos 13 minutos excelente oportunidade para marcar o seu terceiro gol em mais uma jogada de Lucas.


Grande oportunidade desperdiçada por Lucas no segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.

A partir desse lance, o União praticamente "morreu" ofensivamente, assumindo uma postura tática totalmente defensiva, permitindo ao Linense um domínio quase total e o seu primeiro gol era uma questão de tempo, apesar da boa atuação do goleiro Tiago do time da casa.


Mais uma arrancada do time de Lins no segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.

De tanto insistir, os visitantes chegaram ao seu gol inicial aos 31 minutos, através de um gol contra marcado pelo zagueiro Edson Lima que foi infeliz ao desviar cruzamento que nasceu na direita. Esse gol deu mais força ao Linense que saiu para o abafa, conseguindo o empate, já nos acréscimos, por intermédio de Fausto que escorou outro cruzamento vindo da direita.

Mesmo com o golpe de ter sofrido o empate, o alvinegro ainda teve forças para ir ao ataque e quase desempatou e aí fica a pergunta que foi feita por diversos torcedores que deixaram o estádio indignados com a maneira como o União jogou quase todo segundo tempo: Se não tivesse jogado tão recuado na etapa final, não poderia ter vencido mesmo com um atleta a menos?

Depois de toda a luta das duas equipes, o placar ficou mesmo em União Barbarense 2 - 2 Linense que manteve as duas equipes invictas na competição, além de deixá-las nas primeiras posições na tabela de classificação, tendo tudo para conseguirem vagas à próxima fase da competição. Após o apito final, iniciei meu retorno, passando por Campinas e São Paulo para curtir um ótimo final de semana em Jacareí com muito sossego e gastronomia de primeiro time.

Aproveitando deixo aqui um lembrete aos amigos do JP, para não deixarem de participar do sorteio da camisa oficial do Clube Atlético Sorocaba. Para participar, basta clicar no ícone "Sorteio JP" que está no lado esquerdo da página. É muito fácil.

Abraços,

Orlando

Força e Osvaldo Cruz não saem do zero pela A3

Olá!

No último sábado pela manhã eu fui até o Estádio Municipal Carlos Ferracini, em Caieiras, para acompanhar a partida Força x Osvaldo Cruz. E eu tinha um motivo especial para acompanhar esse jogo, colocar o Osvaldo Cruz na Lista. É, já fazem alguns anos que a equipe está no profissional, e eu nunca tinha acompanhado o time ao vivo. Agora, todos os times do Campeonato Paulista da Série A3 estão na minha Lista. Então, vamos com as fotos oficias da partida, feitas de forma exclusiva, já que o jogo teve portões fechados, pois o estádio está passando por algumas reformas.


Força E.C. - São Paulo / SP (mandando os jogos em Caieiras / SP). Foto: Emerson Ortunho.


Osvaldo Cruz F.C. - Osvaldo Cruz / SP. Foto: Emerson Ortunho.


Trio de arbitragem da partida formado pelo árbitro Cleverson Inácio e pelos assistentes Tercio Roberto Thomson Nogueira e Robson da Costa. Foto: Emerson Ortunho.

O jogo começou com o Força partindo para cima do time do interior. Foi pelo menos uns vinte minutos de pressão, com a equipe do Osvaldo Cruz acuada na defesa, obrigando o goleiro Henao, a praticar algumas boas defesas.


Goleiro Henao acompanha chute para fora contra a sua meta. Foto: Emerson Ortunho.


A zaga do Osvaldo Cruz afasta o perigo de sua meta. Foto: Emerson Ortunho.

Mas foi na metada da primeira etapa que aconteceu o lance que iria mudar o panorama da partida. Após uma entrada um pouco mais ríspida de um jogador do Osvaldo Cruz, um atleta do Força resolveu revidar com uma cotovelada. Conclusão: amarelo para o jogador do Osvaldo e vermelho para o atleta do Força.


Goleiro do Força faz boa defesa no final da primeira etapa. Foto: Emerson Ortunho.

Depois da expulsão o comando da partida se inverteu, e o time do interior foi para cima, chegando por várias vezes com perigo na meta do time da capital. Mas o gol acabou não saindo e o jogo foi empatado para o intervalo.


Jogo com portões fechados não significa jogo sem público, a turma deu um jeito e viu o jogo dos barrancos. Uma das poucas sombras do estádio pode se tornar perigosa aos distraídos, já pensou uma jacada na cabeça? Fotos: Emerson Ortunho.

No segundo tempo, a boa movimentação da primeira etapa não se repetiu e o jogo começou a se arrastar, o Força se fechou um pouco para tentar compensar a falta de um jogador e por sua vez o Osvaldo Cruz não tinha força para atacar (trocadilho inevitável).


Lance da partida Força x Osvaldo Cruz. Foto: Emerson Ortunho.

Com isso o jogo transcorreu sem grandes emoções, até que o Força acabou perdendo outro jogador por expulsão. Com isso, ficou a impressão que o jogo iria pegar fogo, pois com dois jogadores a mais era de se esperar um abafa do Osvaldo. Mas, menos de cinco minutos depois, um jogador do Osvaldo deu uma cotovelada numa disputa de bola e também foi expulso. Com dez contra nove o jogo voltou ao marasmo que estava e se arrastou até o final sem abertura de contagem.


Disputa de bola e forte marcação na partida. Fotos: Emerson Ortunho.

Final de jogo: Força 0 x 0 Osvaldo Cruz. A equipe da capital, que é estreiante na A3, tem que melhorar muito se quiser pensar em acesso, se continuar jogando assim deve apenas permanecer na divisão. Quanto ao Osvaldo Cruz, dá para se perceber que ainda é uma equipe em formação, que precisa melhorar inclusive no aspecto físico, mas se não houver evolução, é séria candidata ao rebaixamento.

Depois da partida, a volta para São Paulo foi tranqüila. E só lembrando: não esqueçam de paticipar do Sorteio do Jogos Perdidos que está dando uma camisa do Atlético Sorocaba. É só clicar no ícone "Sorteio JP" no lado esquerdo da página e ler as instruções.

Abraços!

Emerson

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Fim-de-semana sem gols (Parte II): Juventus irrita a torcida na Javari

Fala povo,

Depois da rodada do sábado à tarde, domingo cedo foi palco do segundo jogo do final de semana. Tudo estava armado para seguir até a cidade de Guarulhos ver um jogo da A3, mas por alguns probleminhas de agenda, acabei tendo que escolher um jogo do Campeonato Paulista Série A1 2008. Fui então pela primeira vez ver um jogo do Juventus na Rua Javari no ano, com os grenás jogando contra o Grêmio Barueri.


Times perfilados para o Hino Nacional. Foto: Fernando Martinez.

Pelo horário apertado e por ter decidido em cima da hora, resolvi mesmo ir como torcedor, e olha, vi que a Javari lotada é pior que o Morumbi e o Pacaembu juntos. E isso nos leva a uma constatação triste: a Javari não é mais palco de futebol perdido, pelo menos no Paulistão. Compra de ingressos completamente desorganizada, uma muvuca absurda para entrar no estádio e total desconforto para ver o jogo foram a tônica do dia. Tudo bem que adoro a Javari e que ver jogo lá é mágico, mas que foi um sofrimento entrar lá e conseguir um lugar, isso foi.

Lá dentro só encontrei o David do pessoal do JP. Além dele, o amigo Maurício "Nassau", o sempre presente Sérgio Manjuillo e seu fiel escudeiro Luiz e muitos torcedores de ocasião, que já tem um tempo que aparecem por lá. Bom, mas mesmo depois desse aperto, era a hora do jogo.

Jogo que era decisivo para o Juventus e que poderia colocar o time perto do G-4. E também um dos famosos "jogos de seis pontos", já que o Barueri tinha os mesmos pontos dos grenás. E o Juventus começou detonando, com três claras chances de gol nos primeiros minutos, todas defendidas pelo goleiro do Barueri Renê, que se transformaria no nome do jogo.


Jogador do Juventus resolve fazer um "montinho" em atleta do Barueri bem no meio do jogo. Foto: Fernando Martinez.

O Juventus não dava espaços ao time visitante e criava várias oportunidades de gol, mas o ataque não ia bem, assim como o Nacional no sábado. Os jogadores Marcus Vinícius e o "que-seria-xingado-demais" Allan Dellon perdiam todas as chances de gol. Duas em especial levaram todos à loucura, uma de cada jogador citado.

Na primeira, Marcus Vinícius pegou rebote do goleiro pela esquerda, e mesmo com Renê caído, o camisa 10 juventino chutou por cima. E na maior delas, os dois saíram sozinhos em contra-ataque e o camisa 10, que deve ter pensado que não perderia outro, tocou a bola para Allan Dellon. Quando todos já se preparavam para comemorar o gol certo, o camisa 8 escorregou de forma ridícula e a bola passou sem que ninguém a tocasse. No mínimo, irritante.


Escanteio e zaga dos visitantes afasta o perigo. Foto: Fernando Martinez.

Bom, sem a abertura do placar, no intervalo fui fazer as vezes de ajudante do Sérgio com seus adesivos e camisas da Ju-Jovem, já que o "ajudante oficial" Jurandyr não deu as caras por lá, talvez já prevendo a avalanche de gols perdidos do Juve. E olha, até que consegui vender alguns adesivos para o Blaze Bailey da Móoca, para a alegria do bolso do mesmo.


Todos esperando atentamente o escanteio. Foto: Fernando Martinez.

Bom, na volta do segundo tempo continuamos literalmente fritando no sol de meio-dia com seus 32 graus centígrados. Tudo bem, se pelo menos o jogo melhorasse para os donos da casa. Mas além do Barueri ter melhorado, a irritante falta de precisão do ataque juventino continuou. Nos contra-ataques e em alguns bons ataques, o Barueri assustou a defesa juventina também criando chances boas de gols, com o goleiro grená fazendo pelo menos duas ótimas defesas. Mas do lado da zaga do Barueri, o goleiro Renê continuava fazendo das suas e defendia bolas absurdas.

E nesse esquema de gols e mais gols perdidos o Juventus foi levando o jogo debaixo do calor na Javari lotada. O time ainda teve azar na única vez que a bola passou pelo goleiro e aonde acabou batendo na trave. Mas para desespero e desânimo de todos presentes lá, nenhum gol foi marcado.


Uma das 714 chances perdidas pelo Juventus no jogo. Essa em cobrança de falta rente à linha da grande área. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Juventus 0-0 Grêmio Barueri. Nunca é bom perder pontos em casa, ainda mais com um adversário direto. Mas esperamos que o ataque do Juve coloque o pé na forma durante a semana para que na próxima partida tudo volte ao normal. Já o Barueri tem que comemorar mesmo o ponto conquistado.

Bom, depois do jogo voltei para casa e muitas tarefas domésticas me esperavam, e tais tarefas me impediram de curtir mais um jogo no dia. Ossos do ofício...

Até mais

Fernando

Itapirense entra no G8 após vitória contra o Taubaté

Olá,

Dando continuidade à cobertura do Campeonato Paulista da Série A3, no domingo bem cedinho fui até Campinas para encontrar um dos amigos do JP, o Luciano Claudino, para de lá seguirmos até a simpática cidade de Itapira, indo ao Estádio Cel. Francisco Vieira para acompanhar a partida S.E. Itapirense x E.C. Taubaté que valeu pela terceira rodada da primeira fase da competição.

Ao chegar no estádio fui recepcionado pelo Prefeito local, o Toninho Bellini que fez questão de mostrar as reformas já realizadas no estádio por conta do acesso à Série A3, bem como fez uma explanação sobre os projetos em andamento que incluem a reforma total dos refletores, visando possibilitar a realização de jogos noturnos. Gostei muito do que presenciei e dá gosto ver o progresso de uma equipe que ficou fora do profissionalismo desde 1.969, só retornando em 2.006. Parabéns a toda comunidade itapirense.

Ao me dirigir ao gramado, tive o prazer de conhecer pessoalmente mais um amigo do JP, o Bruno Lemos, de Taubaté que contou muitas novidades sobre o futebol da região. Um abraço a ele. Bem, agora deixando a parte social de lado, vamos de futebol, começando com a apresentação dos participantes do espetáculo que estão nas fotos abaixo:


S.E. Itapirense - Itapira/SP. Foto: Orlando Lacanna.


E.C. Taubaté - Taubaté/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem comandado por Luciano Calabietto Quilichini, seus assistentes Marinaldo Silvério e Ricardo Pavanelli Lanutto, além do quarto árbitro Cleber Oliveira de Carvalho. Foto: Orlando Lacanna.

Debaixo de um sol para ninguém botar defeito, a partida começou com amplo domínio da Itapirense que nos primeiros vinte minutos só não abriu a contagem por conta dos erros de finalização e pela atuação segura do goleiro taubateano Igor.


Ação ofensiva da Itapirense pelo lado direito. Foto: Orlando Lacanna.

Apesar do total domínio dos donos da casa, a maior chance de gol aconteceu aos 24 minutos a favor do Taubaté, quando o zagueiro Bruno salvou de cabeça em cima da linha fatal um chute do avante Sérgio Müller, em lance que nasceu de uma saída em falso do goleiro Samir.


Lance que originou a oportunidade perdida pelo Taubaté. Foto: Orlando Lacanna.

Esse lance animou o time do "Burro da Central" que passou a exercer um maior domínio e, por aqueles caprichos do futebol, acabou sofrendo o primeiro gol justamente no seu melhor momento durante essa etapa. O gol foi marcado aos 34 minutos por Paulinho aproveitando rebote vindo do travessão após recuo imprudente da zaga visitante para seu goleiro. Esse gol mexeu com o ânimo do Taubaté que não demorou muito para sofrer o segundo gol, marcado por Faísca aos 42 minutos em cobrança de pênalti, deixando escrito no placar 2 a 0 para a Itapirense até o final do primeiro tempo.


Bola no fundo do balaio do Taubaté no segundo gol da Itapirense. Foto: Orlando Lacanna.

O segundo tempo começou com as duas equipes desperdiçando uma chance cada uma logo nos primeiros cinco minutos. Daí em diante a SEI voltou a dominar a partida, mas numa toada mais lenta, pois o ritmo da partida caiu muito por conta do forte calor.


Mais uma jogada de ataque da Itapirense dentro da área. Foto: Orlando Lacanna.

Após a parada técnica, o Taubaté tentou diminuir a diferença saindo mais decididamente para o ataque, mas nada conseguiu. Dos vinte e cinco aos trinta e cinco minutos, a Itapirense ficou tocando mais a bola, enquanto o Taubaté já demonstrava sinais de cansaço e pouca força para reagir. Somente nos últimos cinco minutos a partida voltou a ganhar emoção com a Itapirense criando e desperdiçando duas boas chances e o Taubaté acabou colocando uma bola no travessão do goleiro Samir.


Uma das chances desperdiçadas pela Itapirense na segunda etapa. Foto: Orlando Lacanna.


Disputa de bola junto à lateral. Foto: Orlando Lacanna.

Partida encerrada com o marcador indicando Itapirense 2 - 0 Taubaté que colocou o time da casa no grupo das equipes que estariam classificadas à próxima fase caso a primeira fase tivesse sido encerrada e deixou o Taubaté numa posição intermediária na tabela, mas ainda muita água vai rolar, pois faltam 16 jogos para cada equipe.

Tão logo o árbitro encerrou a partida iniciei meu retorno a São Paulo, via Campinas, sendo que durante o trajeto o Luciano e eu já começamos a traçar planos para a escolha dos jogos da próxima rodada. Foi isso.

Abraços,

Orlando

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Fim-de-semana sem gols (Parte I): Nacional decepciona em casa

Fala povo,

No último sábado, parte do pessoal do JOGOS PERDIDOS esteve em mais uma partida do Campeonato Paulista da Série A3. Num calor dos infernos, fomos até o Estádio Nicolau Alayon para acompanhar um jogo de dois rebaixados em 2007: Nacional x Osvaldo Cruz. Junto comigo, David, Jurandyr e o seu Natal foram lá e junto com nosso amigo Mílton, fomos ver a partida, uma das mais esperadas do ano para nós. Tanto que figuras carimbadas do Naça, como o Guilherme e o Paolo Gregori também estavam lá.


Dois momentos de um simpático cãozinho vendendo bebidas no Nacional. O único problema é que ele sempre erra no troco. Fotos: Fernando Martinez.

Chegando cedo como de costume, além de ver um cachorro vendendo bebidas, também garanti as fotos oficiais dos times posados, cortesia exclusiva do JP. Ah, e vale registrar os uniformes diferentes dos times. O Nacional jogando de camisas brancas como há muito não jogava e o Osvaldo Cruz com uma camisa listrada a là San Telmo da Argentina:


Nacional AC - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Osvaldo Cruz FC - Osvaldo Cruz/SP. Foto: Fernando Martinez.

Falando do jogo, o Nacional vinha de um empate em casa e ainda invicto e o Osvaldo Cruz que ainda não pontuou na A3. Poderíamos então esperar um jogo com domínio do time da casa e sufoco para o time do interior. E no começo parecia realmente que o Naça iria golear, já que dominava as ações e criava boas chances.


Zaga do Naça afasta tentativa de ataque do Osvaldo Cruz. Foto: Fernando Martinez.


Quase um gol contra para o Osvaldo Cruz. A zaga do Nacional estava afim de presentear os visitantes. Foto: Fernando Martinez.

Mas desde os primeiros movimentos, o ataque do Nacional irritou todos os presentes perdendo chances e mais chances de gol. O pior era que o time da casa também via o Osvaldo Cruz assustar devido ao imenso espaço que deixava para contra-ataques.

Por volta dos 25 minutos a sorte parecia que iria mudar para o time ferroviário, com a marcação de um pênalti e a chance de abrir o placar. Mas na cobrança o jogador do Naça conseguiu jogar a bola na trave e viu o primeiro gol descer pelo ralo. Daí até o final do primeiro tempo foi uma avalanche de gols perdidos para os dois times, principalmente para o Nacional, que não tinha seus atacantes em bom dia mesmo. O intervalo então chegou sem a abertura do placar.


Pênalti perdido pelo Nacional que faria muita falta no final do jogo. Foto: Fernando Martinez.


Escanteio para o Nacional no primeiro tempo de jogo. Foto: Fernando Martinez.

No intervalo, como de praxe, ficamos ao léu conversando as besteiras de sempre e vendo que as tardes de sábado combinam 100% com a Comendador Souza. Também encontramos o pessoal da comunidade Futebol Alternativo do orkut ali, sempre sedentos por um futebol perdido.


Boa saída do goleiro visitante em confusão na área. Foto: Fernando Martinez.

Na volta para o segundo tempo, parecia que a sorte iria mudar, mas essa percepção durou pouco, já que os mesmos erros de conclusão ainda eram crônicos para o Naça. Era gol perdido atrás de gol perdido, irritando até os mais calmos que assistiam o jogo. E o Osvaldo Cruz aproveitou e por muito, mas muito pouco, não chegou ao seu gol, sempre contando com a ajuda amiga da defesa dos anfitriões. A dupla de ataque do Naça por sua vez foi bastante homeneagada pela fiel torcida que pagou ingresso para ver o jogo.


Mais um ataque do Nacional e mais um gol perdido, sob o implacável olhar do placar mostrando o 0 a 0. Foto: Fernando Martinez.

Com 15 minutos vimos que daquele mato não sairia coelho nenhum e passamos a discorrer sobre os mistérios da sexualidade humana enquanto o Nacional perdia a chance de fazer três pontos em casa. De maneira óbvia, o jogo terminou mesmo no modorrento Nacional 0-0 Osvaldo Cruz.

Jogo sem a abertura de placar debaixo desse sol é coisa difícil de curtir, ainda mais perdendo dois ônibus na hora de voltar para casa. Mas para quem acha que desgraça pouca é bobagem, o pior ainda viria no domingo...

Até lá

Fernando

Tigre do ABC vence Pantera da Noroeste de virada

Olá,

Após ter curtido uma semana de sol e praias em Aracaju e também duas partidas pelo Campeonato Sergipano, voltei à minha rotina em solo paulista, envolvendo inclusive o futebol e, sendo assim, no sábado à tarde segui até o ABC, mais precisamente até a progressista cidade de São Bernardo do Campo, indo até o tradicional Baetão, que desde novembro do ano passado passou a se chamar oficilamente Estádio Gilio Portugal "Pichinin", local da partida entre São Bernardo F.C.L. e C.A. Penapolense, válida pela terceira rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A3.

Lá chegando, após o credenciamento de praxe, dei uma volta completa ao redor do "gramado", pois foi a primeira vez que pisei num gramado artificial e achei o piso um barato. Após o "city-tour" pelo campo, me posicionei para as fotografias tradicionais dos times posados e do quarteto de arbitragem que estão abaixo:


São Bernardo F.C.L. - São Bernardo do Campo/SP. Foto: Orlando Lacanna.


C.A. Penapolense - Penápolis/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem composto por Alysson Fernandes Matias, seus assistentes Rafael Ferreira da Silva e Luciana da Silva Ramos, além do quarto árbitro Ulisses Antônio Zampieri. Foto: Orlando Lacanna.

A partida nem bem tinha começado e, logo aos 4 minutos, o Penapolense abriu o marcador através de Ederson de cabeça, aproveitando uma bobeira geral da defesa do São Bernardo em lance que nasceu numa cobrança de arremesso lateral pelo lado direito. A equipe da casa não se abateu e chegou rapidamente ao empate aos 11 minutos, por intermédio de Rafael que aproveitou cruzamento em jogada iniciada pela ponta esquerda.


Bola balançando a rede do Penapolense no primeiro gol do Tigre do ABC. Foto: Orlando Lacanna.

Durante essa etapa, o São Bernardo teve um domínio quase absoluto, sendo que o seu segundo gol era uma questão de tempo e, acabou acontecendo aos 31 minutos, novamente marcado por Rafael que escorou com perfeição uma bola recebida da linha de fundo que foi cruzada para trás pelo lado direito.


Detalhe do segundo gol do São Bernardo. Foto: Orlando Lacanna.

Desse gol em diante, o Tigre do ABC continuou dominando a equipe visitante que se mostrava muito tímida no setor ofensivo, mas não concretizou esse domínio em mais gols e, com isso o placar de 2 a 1 foi mantido até o final dessa etapa.


Início de mais um ataque do São Bernardo pela esquerda. Foto: Orlando Lacanna.

Para a segunda etapa o Penapolense voltou com Viola (ex-Campinas e Lemense) em seu ataque e com isso ficou mais atrevido nas jogadas ofensivas, tendo inclusive em menos de quinze minutos, colocado duas bolas no travessão do goleiro Fernando Henrique.


Ataque do Penapolense no segundo tempo pela esquerda. Foto: Orlando Lacanna.

O São Bernardo se encolheu e tratou de fechar os espaços, só saindo em contra-ataques e, numa dessas quase marcou seu terceiro gol, que foi evitado graças à boa intervenção do goleiro Rogério do CAP.


Boa defesa de Rogério evitando o terceiro gol do time da casa. Foto: Orlando Lacanna.

Após a parada técnica, os donos da casa conseguiram equilibrar as ações, deixando o jogo em aberto, pois tanto uma equipe quanto a outra poderia chegar às redes do adversário. A partida ficou emocionante e no finalzinho o Tigre quase chegou ao terceiro gol, numa chance incrível desperdiçada pelo seu zagueiro Fernando, que além de perder um gol certo, acabou se contundindo, sendo substituído.


Cruzamento perigoso rondando a área do São Bernardo. Foto: Orlando Lacanna.

Mesmo com as várias chances criadas na segunda etapa, a partida foi encerrada com o placar apontando São Bernardo 2 - 1 Penapolense, que representou a primeira vitória dos anfitriões na competição e, em contrapartida deixou os visitantes sem vencer, gerando preocupação com relação à seqüência do campeonato.

Fim de espetáculo e início de retorno para São Paulo, já arquitetando os planos para a partida a ser acompanhada no domingo pela manhã, cuja história será contada em outro post.

Abraços,

Orlando