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terça-feira, 6 de maio de 2008

Nacional se classifica de forma heróica na A3

Fala pessoal!

Seguindo agora com os posts de domingo, começando com o registro da chegada de mais uma herdeira do espólio do JP. Na madrugada tivemos o nascimento da filha do Emerson, a pequena Lorena. Parabéns a ele, e só podemos desejar toda a felicidade do mundo para a família, que agora possui três integrantes... Parabéns! E agora esperaremos a chegada do segundo filho, agora um menino, para que ele possa combinar com a irmãzinha e ter o lindo nome de Hepacaré.

Bom, voltando ao futebol, aonde o JOGOS PERDIDOS esteve presente na emocionante última rodada do Campeonato Paulista da Série A3, segui cedinho até o sempre presente Estádio Nicolau Alayon para um jogo extremamente decisivo entre Nacional e Flamengo. Antes de falar sobre o jogo, conseguimos obter de forma exclusiva as fotos oficiais da partida:


Nacional AC - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


AA Flamengo - Guarulhos/SP. Foto: Fernando Martinez.


Trio de arbitragem da partida com o árbitro Carlos Eduardo da Silva e os auxiliares Anderson Coelho e Marco Antônio Bagatella. Foto: Fernando Martinez.

Falando do jogo, o Flamengo já estava classificado e o Nacional ainda lutava pela vaga entre os oito times na Segunda Fase. Mesmo depois de perder pontos fáceis em casa, o time ressucitou ganhando fora da Itapirense e dependia de vencer o Flamengo e de uma combinação de resultados (a Francana não vencer o Linense principalmente). Muita emoção era esperada na Comendador Souza. Junto comigo então o David marcou presença e também o amigo Rafael Lusitano deu as caras por lá, junto com o vendedor de amendoim Édson Gaguinho, campeão de viagens doidas pelo interior paulista. E todos nós vimos o Nacional começar o jogo de forma incisiva, buscando o gol a todo custo.

Aos 10 minutos o Naça já chegou ao primeiro gol. Em pênalti infantil do goleiro do Fla, o atacante Rogério bateu com estilo no canto esquerdo do arqueiro e abriu o placar. Festa da torcida ferroviária e a alegria de ver o time jogar bem. A equipe então chegou logo ao segundo gol em mais uma boa jogada de Rogério aos 25 minutos. Ele entrou pela esquerda e tocou para Leandrão. Ele viu o canto esquerdo aberto e tocou com estilo para ampliar.


Cobrança de pênalti que originou o primeiro gol do Naça. Foto: Fernando Martinez.


Lance do segundo gol do Nacional, deixando sua torcida feliz. Foto: Fernando Martinez.

Fazia tempo que a gente não via o Nacional jogar dessa forma em casa. Com certeza jogando assim, o time não teria perdido pontos para equipes que ficaram lé embaixo na tabela, como o Palmeiras B e o Força, além do sofrido empate contra o rebaixado SEV. E depois do gol, o time administrou o placar, e viu o Flamengo criar uma ótima chance de gol, aonde brilhou a estrela do goleiro Aranha, fazendo belíssima defesa.


Escanteio perigoso para o Nacional, sempre tentando a marcação de mais gols. Foto: Fernando Martinez.

Com a partida no intervalo, fomos nos abastecer na lanchonete do Nicolau Alayon, mas as famosos salgadinhos de isopor estavam em falta, deixando grande parte do pessoal presente se sentindo órfãos. Também no intervalo encontramos muitos amigos do JP e muita conversa boa rolou. Também serviu para nos atualizarmos com os resultados e acabamos descobrindo que até ali o time estava classificado.


Chute do Nacional no segundo tempo de partida. Foto: Fernando Martinez.

Num jogo que estava tranqüilo, quase o Nacional se complica. Digo isso pois aos 6 minutos o atacante Rogério foi expulso de campo. Na súmula da arbitragem consta que o atleta recebu o segundo amarelo por ter saído de campo para trocar as chuteiras e retornou sem a autorização, sendo expulso por isso. Mas nós estávamos exatamente na frente no jogador e vimos claramente que o atleta NÃO saiu de campo. Ele ficou postado dentro das quatro linhas e tentou avisar o árbitro. Como a jogada foi rapidamente para o ataque do Flamengo ele não escutou.

Aí que aconteceu a confusão, pois o auxiliar número 1 foi avisado pelo goleiro do Flamengo da "irregularidade". O que deixou o pessoal do Nacional bastante irritado foi justamente o fato que não aconteceu irregularidade nenhuma. Sem tomar partido de A ou B, vimos que o jogador não saiu mesmo de campo, e nesse caso, o Nacional acabou sendo prejudicado.


Zaga do Flamengo tenta tirar a bola de atacante do Naça pela lateral. Foto: Fernando Martinez.

O prejuízo foi alto pois, com um atleta a mais, e mostrando a qualidade que levou o time à classificação antecipada, o Flamengo foi pra cima do time da casa e passou a ameaçar a classificação nacionalina. O rubro-negro então chegou ao seu gol numa cobrança de pênalti aos 26 minutos e aos 29 o Naça teve mais um atleta expulso, ficando agora com dois a menos.

Nem preciso dizer que a partir daí foi mesmo um jogo ataque contra defesa, com todos os atletas dos anfitriões na defesa e com o Flamengo querendo a todo custo o empate. Em chutes de longa distância acontecia o maior perigo e em três chances, o goleiro Aranha salvou a pátria ferroviária.


Em desvantagem numérica, o Nacional até tentava atacar, mas o Flamengo neutralizou todas as tentativas. Na foto, em três contra um tem-se o exemplo disso. Foto: Fernando Martinez.

O tempo não passava para o onze ferroviário, e com as notícias que chegavam de longe, o time ganhando estaria classificado. Com o coração na ponta da chuteira, o Nacional se segurou contra o poderio rubro-negro e saiu de campo feliz da vida: Nacional 2-1 Flamengo. Uma classificação heróica e que muita gente não acreditava para o Naça, que agora tem, além de São Carlos e União Barbarense, o mesmo Flamengo no grupo para mais dois duelos que serão emocionantes. E vale ressaltar também que o Naça não perdeu para nenhum dos times do seu grupo na competição.


Festa do pessoal do Nacional com sua torcida no final do jogo. Fotos: Fernando Martinez.

No outro grupo ficaram Linense, Votoraty, São Bernardo FC e Oeste Paulista. E o JP tem cobertura de um dos jogos decisivos de times que estão nesse grupo em post que será contado pelo Orlando. Bom, e depois do final do jogo do Naça, voltei para casa, mas logicamente não para assistir a final da Série A1, e sim para curtir uma boa tarde de sono.

Abraços

Fernando

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Santo André retorna à elite do futebol paulista

Olá,

Dando seqüência à minha jornada tripla do último final de semana, após ter ido no sábado pela manhã em São José dos Campos, à noite segui até o ABC Paulista, indo até a cidade de Santo André, mais precisamente ao Estádio Bruno José Daniel para conferir de perto uma partida válida pela última rodada da segunda fase do Campeonato Paulista da Primeira Divisão - Série A2. O jogo em questão foi entre o E.C. Santo André contra o União São João E.C. da cidade de Araras, valendo vaga para a Série A1 em 2.009.

A partida era aguardada com muita ansiedade pelos torcedores do Ramalhão, pois até com um simples empate o Santo André já carimbaria o seu passaporte à elite do futebol paulista no ano que vem. Dada a importância da disputa, o JP não poderia deixar de estar presente e, por conta disso, cheguei cedo ao estádio para o credenciamento de praxe e me posicionar no gramado para as fotos oficiais da partida que estão abaixo:


E.C. Santo André - Santo André/SP. Foto: Orlando Lacanna.


União São João E.C. - Araras/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem formado por José Henrique de Carvalho, seus assistentes Éverton Luiz Luquesi Soares e Marcelo Luís da Silva, além do quarto árbitro Aurélio Sant'Anna Martins. Foto: Orlando Lacanna.

A partida começou a mil por hora, com o Santo André colocando uma bola no travessão logo aos 2 minutos, aproveitando rebote do goleiro ararense que defendeu parcialmente um chute forte vindo de cobrança de falta na intermediária. O time da casa teve outra boa chance aos 13 minutos, quando o avante andreense chutou por cima do travessão uma bola ganha em disputa com o goleiro Carlos Carioca que saiu jogando errado com os pés.


Início de mais uma jogada ofensiva pela direita do Santo André. Foto: Orlando Lacanna.

O Santo André não parava de atacar e aos 19 minutos quase chegou ao seu gol, não fosse o milagre praticado pelo goleiro adversário que conseguiu defender uma cabeçada à queima-roupa de Márcio Mixirica desferida próxima à pequena área. Os donos da casa não davam trégua ao setor defensivo dos visitantes e, finalmente aos 22 minutos chegaram ao seu gol, numa jogada espetacular de Antônio Flávio pela esquerda que culminou num chute bem colocado que entrou no canto esquerdo da meta do União São João.


Cobrança de um dos vários escanteios a favor do Ramalhão. Foto: Orlando Lacanna.

Depois de sofrer o gol, o time de Araras saiu mais para o ataque, tornando a partida eletrizante, deixando o público presente ligado no jogo o tempo todo, por conta dos vários lances perigosos criados pelas duas equipes.


Jogada de ataque do União São João pelo meio. Foto: Orlando Lacanna.

Quando a primeira etapa se encaminhava para o final, o União São João chegou ao empate num belo gol marcado por Marcelo Toscano aos 45 minutos em jogada que nasceu na meia direita e foi concluída com um belo chute cruzado, levando para o intervalo a igualdade no marcador.

A segunda etapa começou e o ritmo do jogo continuou o mesmo, com as duas equipes mantendo o apetite em busca do gol da vitória. Ao longo dos 45 minutos finais, as equipes criaram pelo menos meia dúzia de oportunidades que não foram aproveitadas, sendo que a mais clara foi uma do ataque do Santo André aos 39 minutos, quando Élton num rápido contra-ataque chegou sozinho na cara do gol, mas foi infeliz na conclusão chutando para fora.


Márcio Mixirica tentando fazer o giro para criar outro ataque do Santo André. Foto: Orlando Lacanna.

O público presente de 3.980 pagantes não parava de gritar e incentivar os atletas do Santo André que demonstravam uma vontade incrível de conseguirem o tão sonhado acesso à Série A1. Por outro lado, o União São João também lutava com bravura em busca do seu segundo gol, mas esbarrava num time muito determinado e, com isso as suas chances em conseguir o acesso iam se esvaindo com o passar do tempo.


Início de mais um ataque do Ramalhão pela direita. Foto: Orlando Lacanna.


Outra jogada ofensiva do Santo André agora pela meia esquerda. Foto: Orlando Lacanna.

O último lance de emoção aconteceu aos 43 minutos com o avante Élton marcando o segundo gol andreense que acabou não sendo validado pela arbitragem que marcou impedimento. Fim de jogo com placar eletrônico marcando Santo André 1 - 1 União São João que foi suficiente para o Ramalhão voltar ao mais alto escalão do futebol paulista, além de se credenciar para a disputa do título da Série A2 em dois jogos contra o Oeste de Itápolis que também ascendeu à Série A1 juntamente com o Mogi Mirim e Botafogo de Ribeirão Preto.

Tão logo o árbitro encerrou a partida, a festa dos atletas do Santo André começou, inclusive contando com a presença do seu maior astro Marcelinho Carioca que acabou não jogando por estar contundido. O gramado foi tomado por dirigentes e alguns torcedores que não cabiam em si pela importante conquista. Parabéns do JOGOS PERDIDOS a todos os integrantes do Santo André e das demais equipes promovidas.


Cena da comemoração pelo acesso. Foto: Orlando Lacanna.

Partida encerrada e imediato retorno a São Paulo para finalmente desfrutar de um breve descanso, pois no domingo cedo voltaria a botar o pé na estrada para cobrir mais uma decisão, só que dessa vez pela Série A3, mas isso fica para outro post.

Abraços,

Orlando

Primeira Camisa supera o Guarulhos fora de casa

Opa,

Depois do jogão na manhã do sábado, abdiquei de uma festona para curtir mais um jogo do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Saímos correndo da Javari e fomos buscar o ponto-e-vírgula mais famoso do JP, o perdido Jurandyr. Muito trânsito e muito sol depois, seguimos de novo até o Estádio Antônio Soares de Oliveira, em Guarulhos, para o primeiro jogo da história entre Guarulhos e Primeira Camisa de São José dos Campos.

Chegando lá, e além do David e do seu Natal, encontramos o Victor por lá para tirar o "J" do time do interior. Além de todo o pessoal do JP, o Mílton reapareceu das cinzas e se fez presente no estádio. E como de praxe no blog seguem as fotos dos times e do trio de arbitragem. E dessa vez novamente de forma exclusiva.


AD Guarulhos - Guarulhos/SP. Foto: Fernando Martinez.


FC Primeira Camisa - São José dos Campos/SP. Foto: Fernando Martinez.


O árbitro Cléber de Carvalho e os auxiliares Rogério Zanardo e Marcelo Santos com os capitães das duas equipes. Foto: Fernando Martinez.

O jogo reunia dois times que tinham campanhas idênticas na Segundona: dois jogos e uma vitória fora e uma derrota em casa. Dava para perceber que o fator campo não faz muita importância para os times. E durante o jogo iríamos confirmar se isso aconteceria novamente. Das arquibancadas ensolaradas mas frias do estádio, vimos um jogo bem chatinho na primeira etapa.


Lance do jogo entre Guarulhos e Primeira Camisa. Foto: Fernando Martinez.

Os times entraram em campo sem muita inspiração e durante muito tempo ficaram basicamente se estudando. Sem chances de gol, as equipes faziam um duelo no meio-de-campo e isso deixou com que nós ficássemos mais interessados em colocar o papo em dia do que efetivamente acompanhar o que rolava no gramado. Pelo que podíamos perceber, o Primeira Camisa tinha um leve domínio e tocava melhor a bola, mas sem muita efetividade.


Falta que levou perigo para o time da casa. Foto: Fernando Martinez.

E o jogo só deu um alento aos torcedores aos 36 minutos, com o time vermelho abrindo o placar. O camisa 9 Vandinho recebeu e chutou da entrada da área. Primeira Camisa 1 a 0 e primeiro tempo sem nenhuma emoção a mais. Durante o intervalo continuamos com nossa conversa insólita, o que obrigou a muitos saírem de perto de nós, não agüentando conversas sobre o campeonato amazonense ou sobre alterações na Lista de jogos de cada um. Não é qualquer um que agüenta.

Bom, já no segundo tempo de jogo, e com o arsenal de papo carregado, os times melhoraram bastante o futebol e elevaram o nível da partida. E o Primeira Camisa foi quem chegou ao gol primeiro. Aos 9 minutos, em jogada rápida pela direita, o jogador Diego entrou na área e chutou para fazer o segundo dos visitantes. Com 2 a 0 contra, o Guarulhos foi para cima e logo em seguida teve a chance de diminuir em cobrança de pênalti do camisa 4 Lucas. Mas a paradinha não funcionou e o goleiro do time visitante fez a defesa.


Lance em que o jogador Lucas desperdiçou cobrança de pênalti. Foto: Fernando Martinez.


Momento do terceiro gol do Primeira Camisa, praticamente decretando a vitória. Foto: Fernando Martinez.

O Guarulhos sentiu o gol e desanimou um pouco, graças a isso sofreu o terceiro gol aos 26 minutos. Em jogada ótima pela esquerda, Vandinho chutou cruzado e marcou seu segundo gol e o terceiro do Primeira Camisa. O Guarulhos tentou se lançar ao ataque procurando o milagre, mas esbarrava na ótima postura da defesa visitante. Mas de tanto bater, o gol de honra saiu aos 39, quando o mesmo Lucas aproveitou bate-rebate na área e finalmente marcou o seu.


Mais uma vez o Guarulhos tentava diminuir o placar sem sucesso. Foto: Fernando Martinez.


Nos acréscimos da partida ainda tínhamos boas disputas de bola em campo. Foto: Fernando Martinez.

Daí até o final os dois times acabaram perdendo algumas chances, mas o placar não foi mais alterado, ficando em Guarulhos 1-3 Primeira Camisa. A escrita dos times de derrotas em casa e vitórias fora continua e agora o time de Guarulhos é o sexto classificado no grupo 4, enquanto o time de São José dos Campos está em segundo lugar. Bom, e depois da partida cada um foi para seu canto curtir a gelada noite de sábado. E eu ainda encontrei forças para curtir a emocionante última rodada da primeira fase da A3 em campo.

Até mais

Fernando

Joseense continua sem vencer na Segundona

Olá,

Em outro final de semana repleto de cobertura por parte do JOGOS PERDIDOS, sendo que dessa vez envolvendo diversas competições oficiais, a mim coube novamente uma jornada tripla que começou no sábado pela manhã, quando mais uma vez peguei a Via Dutra e fui até a importante cidade de São José dos Campos, indo até o Estádio Martins Pereira para acompanhar a partida C.A. Joseense x S.C. Atibaia válida pela terceira rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão.

Ao chegar no estádio, tive o prazer de rever várias pessoas ligadas aos dois times que acompanham o nosso trabalho e que disseram que estavam sentindo falta da presença do JP nos seus jogos. Depois dos cumprimentos habituais, fui para o gramado para fazer as fotos dos times e do quarteto de arbitragem que estão abaixo:


C.A. Joseense - São José dos Campos/SP. Foto: Orlando Lacanna.


S.C. Atibaia - Atibaia/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem formado por Leonardo Rofino, seus assistentes Edson Rodrigues dos Santos e Silvio Aurélio de Lira, além do quarto árbitro Renato Pereira Messias Mota acompanhado pelos capitães das duas equipes. Foto: Orlando Lacanna.

A partida começou equilibrada com os times demonstrando a vontade de sempre que acaba, no geral, resultando em muita correria, mas com pouca criatividade, tanto é verdade que somente aos 28 minutos surgiu o primeiro lance com relativo perigo criado pelos visitantes numa cobrança de falta que acabou sendo defendida pelo goleiro da casa Adriano.


Disputa de bola no meio de campo. Foto: Orlando Lacanna.

O Joseense se esforçava, porém era nítida a dificuldade para articular alguma jogada mais trabalhada e que resultasse em perigo e, por conta disso, somente aos 32 minutos deu seu primeiro chute ao gol do Atibaia, também na cobrança de uma falta.


Uma das raras tentativas de ataque do Joseense. Foto: Orlando Lacanna.

Ao longo dessa etapa o Atibaia se mostrou um pouco mais ousado, tendo conseguido manter a posse de bola mais tempo em seu poder, porém com poucos lances de maior perigo.


Um dos raros momentos de perigo do ataque do Atibaia. Foto: Orlando Lacanna.

Resumindo o primeiro tempo, posso dizer que houve muita transpiração e pouca inspiração e, com isso o resultado não poderia ser outro a não ser o empate sem gols.


Pequena mas exigente torcida do Joseense e bola furada e presa no alambrado depois de ser chutada contra a arquibancada. Fotos: Orlando Lacanna.

A partida foi reiniciada e logo de cara deu para perceber que os times voltaram com o firme propósito de mudar a história do jogo e, partiram mais decididos ao campo de ataque e, dessa maneira a partida ganhou um pouco mais de emoção com alguns ataques dos dois lados.


Tentativa de armação de jogada do Joseense com forte marcação do Atibaia. Foto: Orlando Lacanna.

Depois de muito esforço, o Joseense chegou ao seu gol, aos 32 minutos, marcado através de Rafael Paulista cobrando pênalti sofrido pelo atacante Neto.


Bola balançando a rede do Atibaia no gol do Joseense. Foto: Orlando Lacanna.

Logo em seguida ao gol inaugural, nasceu o melhor período da partida, pois o Atibaia queria o empate e o Joseense não só tentava manter a vantagem que lhe daria a primeira vitória na competição, como também procurava aumentá-la e, dessa forma o jogo ficou emocionante com boas jogadas de lado a lado.


Ataque perigoso do Atibaia pela esquerda. Foto: Orlando Lacanna.

Aos 40 minutos, o Atibaia chegou ao empate por intermédio de Thiago numa jogada que começou pelo meio e terminou num chute cruzado desferido de dentro da área pelo lado esquerdo. Depois do empate, o jogo pegou fogo de vez e cada equipe desperdiçou uma ótima oportunidade para pular na frente no placar. E quando tudo levava a crer que a partida terminaria empatada, aos 49 minutos o Falcão de Atibaia chegou ao seu segundo gol, marcado novamente por Thiago que aproveitou uma sobra de bola pelo lado esquerdo, após ligeiro desvio do goleiro do Joseense.

Final de jogo com o marcador apontando Joseense 1 - 2 Atibaia que manteve o time da casa na última colocação do Grupo 4 sem nenhum ponto e colocou o Atibaia na zona de classificação à próxima fase que ainda está longe, num jogo que na média ficou devendo, apesar dos esforços dos atletas das duas equipes. Apito final e início da correria para chegar logo em São Paulo para um pit stop em casa, pois à noite iria acompanhar outra partida, sendo que dessa vez valendo o acesso para a série A1 em 2.009, mas isso fica para depois. Foi isso.

Abraços,

Orlando

Juventus vence o Jabuca no começo do sub-17

Fala pessoal!

No final-de-semana em que mais uma herdeira do JP veio ao mundo, vamos começar com a leva de matérias com os jogos em que estivemos presentes. Eu comecei a correria no sábado cedo com a rodada inaugural de um dos torneios mais legais que temos para assistir: o Campeonato Paulista sub-17 (e o sub-15 também). Graças a ter ido dormir tarde na sexta-feira, abdiquei do jogo do sub-15, mas a partida na Rua Javari entre Juventus e Jabaquara pelo paulista sub-17 era imperdível.

Muito pois os dois times não disputavam uma partida oficial por um campeonato da FPF havia muito tempo e outra porque já estava com saudade de ver um jogo no estádio juventino (em tempo, já tinha mais de três meses que não aparecia lá). Junto comigo o David e o seu Natal também foram acompanhar o esperado jogo. Já o Emerson, ferrenho torcedor do Jabuca, não esteve presente pois sua filha estava prestes a nascer.

Bom, e feliz em poder entrar no campo sem percalços, fiz as fotos oficiais e exclusivas da partida:


CA Juventus (sub-17) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Jabaquara AC (sub-17) - Santos/SP. Foto: Fernando Martinez.


O trio de arbitragem da partida com os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Nos campeonatos sub-15 e sub-17 temos 62 times divididos em 8 grupos. Eram 64 mesmo, com oito equipes em cada um, mas na semana os times do Fernandópolis e do Taubaté desistiram da disputa. E os campeonatos seguem em várias fases até as finais em 14 de dezembro. Ou seja, muitos jogos desses torneios aparecerão durante 2008 aqui no JP. Valendo como registro, o jogo do sub-15 terminou com vitória grená por 1 a 0.

Mas no sub-17 a história prometia ser outra, e já instalados nas tribunas da Javari, vimos um jogão de futebol. Logo aos dois minutos, num lançamento longo para Marquinhos, a zaga do Juventus pediu impedimento mas ele, sem pestanejar, invadiu a área e chutou colocado para abrir o placar para o Jabuca.


Lance do primeiro gol do Jabuca no exato momento do chute. Foto: Fernando Martinez.


Jogadores fazendo careta em disputa de bola. Foto: Fernando Martinez.

O Juventus então sentiu o gol, e durante o resto da primeira etapa viu o Jabaquara dominar a partida, mas ao mesmo tempo perder muitas chances de ampliar. O camisa 11 Marquinhos era o melhor em campo, mas pecava algumas vezes pelo excesso de individualismo. O Jabaquara poderia ter feito mais dois ou três gols que não seria nenhum exagero. Mas o jogo foi para o intervalo com a vantagem mínima para o leão da Caneleira.


Ataque do Jabuca ainda no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

No intervalo fomos tomar um saboroso café da manhã na lanchonete do estádio regados a coca-cola e salgadinhos. Mais natural impossível. Nesse intervalo também o técnico juventino Nelsinho (aquele ex-lateral esquerdo do São Paulo e Corinthians) tentou acertar o time grená buscando a virada.

E não é que ele conseguiu? A equipe voltou muito mais ligada em campo e passou a encurralar o Jabaquara no seu campo de defesa. Aos 7 minutos então o time chegou ao empate, quando depois de belíssima jogada pela esquerda do jogador Wágner, ele tocou para Felipe, que tirou do goleiro e empatou.


Mais uma tentativa do Jabuca, agora no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

E o time grená virou o jogo aos 11, quando em mais uma assistência de Wágner pela esquerda, a bola foi tocada para Rodrigo, que chutou forte de fora da área e virou a partida. festa na Javari e o Juventus não se acomodou com a vantagem mínima. Aos 16 marcou então o terceiro em outra assistência do nome do jogo Wágner. E o gol pareceu os anteriores, com o passe pela esquerda e o jogador Eric entrando em marcação e fazendo mais um.


Terceiro gol do Juventus, parecido com os anteriores. Foto: Fernando Martinez.

O Juventus então passou a administrar sua vantagem, mas ampliou de novo aos 30 minutos, quando Eric marcou de novo em boa jogada na entrada da área e em mais um passe de Wágner. Juventus 4 a 1. O time grená mostrou bons valores, tanto com o camisa 11 Wágner, o rei das assistências, como no seu ataque, bastante rápido e preciso.


Segundo gol do Jabaquara, mas já era tarde... Foto: Fernando Martinez.

O Jabaquara só foi dar seu primeiro chute no gol aos 32 minutos. E ainda ganhou a chance de diminuir aos 42, em cobrança de pênalti. Na batida, o camisa 11 Marquinhos bateu e definiu o placar final da partida: Juventus 4-2 Jabaquara. O Juventus fez barba e cabelo em cima do Jabuca na Javari e dá boas esperanças aos seus torcedores de um bom campeonato. Para o Jabaquara fica a certeza de que a equipe precisa aprimorar os chutes a gol. Acertando isso, também pode dar trabalho. Mas o campeonato ainda tem muitas rodadas e tudo pode acontecer.

Depois desse jogo fomos fazer então um carreto para curtir o segundo jogo o dia. Dessa vez uma partida da querida segundona paulista!

Até lá

Fernando

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Vitória heróica do Sapão em Sorocaba

Olá,

Com a chegada dos jogos decisivos do Campeonato Paulista da Série A2, o JP não poderia deixar de marcar presença numa partida que poderia definir o acesso de pelo menos uma equipe à elite do futebol paulista em 2.009. Por conta dessa possibilidade, na última quarta-feira à noite segui até a progressista cidade de Sorocaba, mais precisamente ao Estádio Walter Ribeiro para fazer a cobertura da partida E.C. São Bento x Mogi Mirim E.C. válida pela penúltima rodada da segunda fase da competição.

Chegando ao meu destino, fui muito bem recepcionado pelo pessoal da FPF e pelo Presidente do São Bento, o Sr. Davi Ferrari Júnior. Além da boa recepção, pude observar uma certa tensão no ar, aliada a uma enorme preocupação com a segurança, visando evitar que houvesse repetição dos fatos lamentáveis ocorridos há dias numa briga envolvendo jogadores e comissões técnicas do próprio Mogi Mirim e do Atlético Sorocaba, numa pancadaria generalizada.

Bem, deixando de lado esses fatos, vamos com as fotografias dos times e do quarteto de arbitragem, que dessa vez não ficaram grande coisa por conta da iluminação que não ajudou.


E.C.São Bento - Sorocaba/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Mogi Mirim E.C. - Mogi Mirim/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem formado por: Antônio Rogério Batista do Prado, seus assistentes Maria Eliza Correia Barbosa e Giovani César Canzian, além do quarto árbitro Edson Reis Pavani Júnior. Foto: Orlando Lacanna.

Com a partida era decisiva, o público compareceu em bom número e viu dois times que saíram com tudo, com o Mogi Mirim dando sinais claros de que lutaria muito pelos três pontos, pois só a vitória o deixaria vivo na competição, e por conta disso, os visitante deram calor ao sistema defensivo do Bentão nos primeiros dez minutos.


Visão geral do bom público presente. Foto: Orlando Lacanna.

Com o passar do tempo, o São Bento foi criando corpo e passou a dominar a maioria das ações, tendo chegado à marcação do seu gol aos 19 minutos, através do bom atacante Renatinho aproveitando uma sobra de bola que veio rebatida após se chocar contra o poste direito da meta defendida pelo goleiro Fernando.

Após o gol inaugural, o Bentão se animou e continuou em cima da defesa do Mogi Mirim, mas não conseguiu aumentar o placar, sendo que num rápido contra-ataque o Sapão chegou ao empate, aos 34 minutos por intermédio de Robinho.


Tentativa de ataque do São Bento. Foto: Orlando Lacanna.

Mesmo tendo sofrido o empate, o Azulão continuou em cima e quase desempatou aos 38 minutos numa outra boa jogada de Renatinho que parou na defesa do goleiro Fernando e, com isso a primeira etapa terminou empatada em 1 a 1, deixando tudo em aberto para ser decidido na etapa final.


Jogada ofensiva do São Bento pela esquerda. Foto: Orlando Lacanna.

A partida foi reiniciada e aí presenciei um fato inusitado que em mais de 40 anos de estrada nunca havia acontecido. Simplesmente o Mogi Mirim voltou a campo com dois dos seus atletas usando camisas com o número 8. Aos 3 minutos, um dos assistentes se tocou e avisou ao árbitro que paralisou a partida para fazer a conferência e foi até engraçado quando o quarto árbitro foi ao vestiário buscar as fichas dos atletas para ver qual dos dois era o autêntico número 8 que na verdade era Cléber Oliveira. O "falso" número 8 era Gil que originalmente estava com a camisa número 5 e, após vestir a camisa certa, foi premiado com o cartão amarelo que foi o seu segundo no jogo e, por conta disso, acabou sendo expulso.

Com a expulsão, a lógica indicava que o Azulão teria tudo para voltar a ter vantagem no placar, mas aconteceu exatamente o contrário, com o Mogi Mirim criando perigos sucessivos para a meta defendida por Alencar que praticou pelo menos duas ótimas defesas.


Defesa mogiana cortando ataque sorocabano. Foto: Orlando Lacanna.

Apesar de contar com um atleta a mais, o Bentão não conseguia traduzir essa vantagem na criação de jogadas mais perigosas, gerando com isso uma certa decepção junto aos seus torcedores que compareceram em bom número, tendo sido registrados 4.563 espectadores.


Mais uma tentativa infrutífera de ataque do Bentão. Foto: Orlando Lacanna.

Quando tudo indicava que a partida fosse terminar empatada, aos 41 minutos o Mogi Mirim chegou ao seu segundo gol, numa excelente jogada individual de Lins pelo lado direito do ataque. Em desvantagem no placar, o São Bento foi com tudo para cima e mesmo desordenadamente criou pelo menos duas boas chances que não foram aproveitadas.


Outra tentativa de ataque do São Bento que não deu em nada. Foto: Orlando Lacanna.

Para piorar as coisas, o São Bento teve o seu atleta Renan expulso, deixando tudo igual em termos de número de jogadores para cada time e, além disso, o Mogi Mirim se aproveitou do nervosismo do Azulão e chegou a marcar o seu terceiro gol, aos 51 minutos novamente através de Lins, sepultando de vez as pretensões do São Bento na partida.

Logo após esse gol, o árbitro encerrou a partida com o placar indicando São Bento 1 - 3 Mogi Mirim que deixou em aberto a definição das duas equipes do Grupo 3 que ascenderão a Série A1 no próximo ano. O time da casa desperdiçou excelente oportunidade de carimbar o passaporte para a elite do futebol paulista, pois uma vitória simples o teria reconduzido à Série A1. Com relação ao Mogi Mirim, essa vitória de virada o recolocou no páreo e uma vitória sobre o Oeste de Itápolis em casa no próximo sábado o levará ao topo do futebol de São Paulo.

Tão logo o árbitro encerrou a partida, regressei de imediato a São Paulo para curtir o feriado descansando, mas não deixando de pensar nos jogos que serão acompanhados no fim de semana. Foi isso.

Abraços,

Orlando