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terça-feira, 8 de abril de 2008

JP novamente no Módulo II Mineiro em Poços de Caldas

Fala pessoal!

Depois do genial amistoso do último sábado, domingo foi reservado para uma viagem interestadual e para a minha volta à Minas Gerais depois de um ano longe de acompanhar partidas por lá. Acordei cedinho e segui até o Terminal Tietê para garantir minha passagem para a bela Poços de Caldas. Tudo para ver o jogo entre o Poços de Caldas e o EC Itaúna, válido pelo Campeonato Mineiro do Módulo II.

A viagem foi extremamente tranqüila, e fiquei curtindo as belas paisagens dos caminhos que levam à cidade mineira. É uma boa forma de aliviar qualquer tipo de stress que é acumulado durante a semana. Isso faz bem demais. Bom, cheguei na Rodoviária de Poços de Caldas com tempo suficiente para fazer o meio-campo e garantir as fotos oficiais. E isso fica mais fácil ainda em Poços, já que a Rodoviária faz parte do quintal do estádio, ou vice-versa.

Chegando no belo Estádio Ronaldo Junqueira, já fui conversar com o pessoal dos clubes. O pessoal das duas equipes me tratou de forma bastante simpática: a comissão técnica do Itaúna já conhecia o trabalho do JP inclusive com o presidente da equipe tendo conversado conosco faz pouco tempo. O pessoal do Poços de Caldas também, na pessoa do assessor de imprensa Aílton, fez questão de que eu me sentisse em casa, dando qualquer tipo de apoio para que ficasse à vontade para realizar o trabalho. E realmente me sentindo em casa, fui devidamente autorizado a ficar no gramado para as fotos oficiais da partida e do trio de arbitragem:


Poços de Caldas FC - Poços de Caldas/MG. Foto: Fernando Martinez.


EC Itaúna - Itaúna/MG. Foto: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem com os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Agora falando do jogo, a partida era de vida ou morte para o Vulcão. O time ocupava o 11ºlugar na tabela, estando na zona de rebaixamento junto com o Passense (que desistiu do campeonato de vez e será rebaixado à Segundona em 2009). Já o Itapuna faz boa campanha e ocupava o 3ºlugar, atrás apenas do América e do Araxá na busca pelo acesso para a elite. A vitória dos donos da casa era essencial para uma melhora na tabela, ainda mais contando que o time não perderá nenhum ponto com a desistência do time de Passos, já que perdeu a partida contra eles enquanto quase todos os outros times ganharam.


Jogadores voando em disputa acrobática de bola. Foto: Fernando Martinez.

Mas tendo ganho apenas um jogo em dez disputados até ali, a partida prometia ser difícil. E ela começou complicada mesmo, com o Itaúna tomando as ações do jogo e criando oportunidades de gol logo no começo. Demorou um pouco para que o Vulcão entrasse no jogo e criasse as suas.

Mas depois de quinze minutos, o Itaúna viu o Poços de Caldas dominar territorialmente a partida, e mesmo com o time não criando chances tão agudas para a marcação do seu gol, o Itaúna passou alguns apuros. Efetivamente os anfitriões criaram três ótimas chances, mas o ataque do time não acertava o pé e deixava sua ótima torcida presente no estádio apreensiva.


Ataque perigoso do Vulcão no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.


Jogador do Poços arma chute de longe tentanto o primeiro gol. Foto: Fernando Martinez.

A emoção mesmo com gritaria e tudo acontecia quando o locutor do estádio imformava os gols da última rodada do Campeonato Paulista. Com gente torcendo para todos os times, ficou legal ouvir as reações da torcida quando os quatro maiores times de São Paulo marcavam ou sofriam gols.


Disputa de bola ríspida no ataque do Poços. Notem a fisionomia dos atletas. Foto: Fernando Martinez.

Aproveitando o embalo da torcida, o Poços buscava o gol de forma insistente, ou pelo enorme espaço que o Itaúna deixava na sua lateral direita ou em chances desperdiçadas em cruzamentos na área. O Poços até teve um gol anulado nesse primeiro tempo por impedimento. O Itaúna ainda teve mais duas boas chances de gol na primeira etapa, mas não chegou ao seu gol. E os primeiros 45 minutos acabaram sem a abertura do placar.



Ainda no primeiro tempo, falta perigosa para o Itaúna, sob o olhar atento do Quati atrás do gol. Foto: Fernando Martinez.

No intervalo fui tomar uma água na lanchonete do estádio. Notei ali algo que dificilmente vemos hoje em dia nos estádios: uma barraca com souvenirs do clube sendo vendidos. Sem questionar preço ou coisa assim, é fantástico ver algo que sempre falamos colocado em prática. Não seria legal viajar pelo interior e conseguir comprar a camisa do time, um boné ou mesmo uma bandeira? Alguns clubes novos e com visão comercial fazem isso, mas a grande maioria ignora a torcida. Alô, alô clubes! Vamos copiar isso, não custa nada!


Goleiro do Itaúna tenta salvar seu time de sofrer um gol. Foto: Fernando Martinez.

Bom, para o segundo tempo, tínhamos a certeza que o jogo seria melhor, já que o Poços iria pra cima desde o começo enquanto o Itaúna tentaria se defender a todo custo para garantir um pontinho sofrido. E logo aos três minutos a certeza se confirmou com o gol dos donos da casa. Depois de lançamento longo pela esquerda, a bola encontrou o camisa 11 Renatinho pela direita. Ele tocou para o meio da área e o camisa 17 Braitner, que tinha entrado no intervalo só tocou para o fundo das redes. Alteração precisa do técnico João Carlos (aquele mesmo ex-zagueiro do Cruzeiro, Corinthians e Seleção) e vantagem para o Vulcão.


Lance do jogo no meio-de-campo no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Depois do gol o jogo abriu e os dois times criaram chances para marcar. O Itaúna mais tímido e o Poços ansioso para ampliar o placar. O time da casa criou ótimas chances para fazer o segundo, mas o dia estava complicado para seus atacantes, inclusive com eles perdendo duas chances praticamente sem goleiro.

Mas a ansiedade ia chegando e a vitória tão sonhada estava cada vez mais perto. Com a chegada do final do jogo, foi a vez do Itaúna acordar e ir para cima do Vulcão. Muito sofrimento foi visto em chances boas perdidas pelo ataque do time visitante. O Poços ainda teve mais um gol anulado, o que aumentou o nervosismo.


Jogada do segundo gol do Poços, mas que foi anulado pelo árbitro. Foto: Fernando Martinez.

O jogo foi para os acréscimos com o Itaúna em cima do Vulcão. Aos 46 minutos quase que a torcida local morre de emoção, quando num ataque ótimo dos visitantes, a bola sobrou livre para o jogador Nildo, que chutou na trave. Alívio mesmo só na hora do apito final: Poços de Caldas 1-0 Itaúna. Vitória-chave para o Vulcão, que (caso os times percam mesmo os pontos dos jogos contra a Passense) pula para o 7º lugar na tabela.

Depois do jogo só recebi mais elogios pelo nosso trabalho, e o diretor da equipe, Tiago Granato, fez questão de me presentear com a camisa da equipe. Só tenho a agradecer a hospitalidade do pessoal do Poços de Caldas e tamanha simpatia não vemos em qualquer esquina. Um abraço a eles! Bom, depois do jogo então fui pegar meu lugar no ônibus voltando para São Paulo com a sorte de ninguém ter comprado o lugar ao meu lado. Sozinho e bastante confortável curti as quatro horas de viagem tranqüilamente, já sentindo falta de novo de viagens assim. Mas com a segundona mais viagens dessa estão programadas!

Até mais

Fernando

Águia do Vale vacila e perde a vaga na A2

Olá,

Continuando com a cobertura dos campeonatos de acesso do futebol paulista, no domingo peguei a Rodovia Ayrton Senna e segui rumo à importante cidade de São José dos Campos, indo até o Estádio Martins Pereira para conferir o jogo decisivo São José E.C. x G. Catanduvense F. que valeu pela última rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A2.

Ao chegar próximo ao estádio, observei um movimento muito grande de torcedores que se espalhavam por quase duas quadras, comprando bandeiras, camisas, lanches, cerveja, etc e fazendo uma festa bem animada, até porque uma vitória simples daria a vaga ao time local. Na portaria do estádio foram formadas filas de torcedores de razoáveis tamanhos, o que garantia a presença de um bom público torcendo pelo São José.

A FPF tomou seus cuidados e escalou para esse verdadeiro clássico do interior, um quarteto de arbitragem da pesada, incluindo o 4º árbitro no ranking e um assistente que pertence ao quadro da FIFA. Esse quarteto posou para as lentes do JP e está retratado numa das fotos abaixo, juntamente com as fotos dos dois times. Ah! Já estava esquecendo, são EXCLUSIVAS.


São José E.C. - São José dos Campos/SP. Foto: Orlando Lacanna.


G. Catanduvense F. - Catanduva/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem formado por Otávio Corrêa da Silva (4ª posição no ranking), seus assistentes Ednilson Corona (assistente FIFA) e Sérvio Antônio Bucioli, além do quarto árbitro Thiago Duarte Peixoto, acompanhados pelos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

Toda expectativa demonstrada pelos torcedores era plenamente justificada, dada a importância da partida, uma vez que estava em jogo a oitava e última vaga à próxima fase da competição.

A partida teve início e com ela veio uma chuva chata que não parava um segundo, deixando os atletas ainda mais ariscos com o entusiasmo tomando conta do jogo. Como era de se esperar, o São José, empurrado pela sua inflamada torcida, foi logo à frente e tentava de todas as maneiras abrir o placar, mas esbarrava num sólido sistema defensivo de time muito bem armado e que também buscava a vitória que lhe daria a tão sonhada classificação.


Jogada de ataque do São José. Foto: Orlando Lacanna.

Além da boa postura defensiva dos visitantes, o São José esbarrava na ansiedade e na pressa para executar as jogadas e, com isso, errava muitos passes e mesmo assim criou pelo menos dois bons momentos para marcar. Somente aos 32 minutos, a Águia do Vale fez o estádio explodir de alegria com a marcação do seu primeiro gol, após cobrança de escanteio pela esquerda. Eu e os demais repórteres que estavam atrás da meta do Catanduvense, achamos que o gol teria sido do nº 11 Bruno, mas na súmula constou como gol contra do zagueiro Rodrigo Alemão.

Seja como for, o placar tinha sido inaugurado e era isso o que importava aos alegres torcedores que não cabiam em si de tanta felicidade, inclusive por conta da derrota parcial do União São João contra a Inter de Limeira em outra partida que interessava ao São José e ao Grêmio Catanduvense.


Bola estufando a rede do Catanduvense no gol do São José. Foto: Orlando Lacanna.

Após o gol, os visitantes adiantaram a marcação e saíram em busca da igualdade, mas não a conseguiram e dessa forma o 1 a 0 perdurou até o final da primeira etapa. Com esse resultado os joseenses estavam classificados.


Jogada de ataque do Catanduvense. Foto: Orlando Lacanna.

Passei a maior parte do intervalo me enxugando e tentando secar as lentes da minha máquina fotográfica no único período de tempo que a chuva cessou. A segunda etapa começou e com ela o retorno da chuva. Não deu tempo nem de me ajeitar atrás da meta do goleiro Leandro Bahia do Catanduvense e no gol oposto, logo aos 2 minutos, os visitantes chegaram ao empate através de Marcelo, desviando de cabeça uma cobrança de falta pela meia direita. Esse gol deixou todos da casa, torcida e jogadores, atônitos, sem saberem exatamente o que tinha ocorrido, pois pegou a todos de surpresa.


Tentativa de ataque do São José por intermédio de Bruno. Foto: Orlando Lacanna.

Daí em diante foi aquele "Deus nos acuda", com o São José indo para cima, mas o fazia de maneira apressada e com isso errava muitos passes e as conclusões, deixando seus torcedores impacientes.


Cruzamento perigoso na área do Catanduvense. Foto: Orlando Lacanna.

Por outro lado, o Catanduvense jogava plantado na sua defesa e saía em rápidos contra-ataques, chegando inclusive a marcar outro gol que não foi validado pela arbitragem por ter sido marcado impedimento.


Atleta do Catanduvense tentando armar jogada ofensiva. Foto: Orlando Lacanna.

Partida encerrada com o placar indicando São José 1 - 1 Catanduvense que fez com que os dois times morressem abraçados na competição, pois a oitava vaga ficou com o União São João de Araras que virou para cima da Inter, marcando 3 a 1 e vai disputar a semifinal que promete ser sensacional na definição dos quatro times que ascenderão a Série A1 em 2.009 nos lugares de Juventus, Sertãozinho, Rio Preto e Rio Claro, rebaixados à Série A2.

Tão logo o árbitro encerrou a partida, voltei para São Paulo todo molhado, mas gratificado por ter visto de perto mais uma ótima partida de futebol. Foi isso.

Abraços,

Orlando

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Amistoso com ar de nostalgia num sábado à tarde no Jaçanã

Opa,

Um clima de nostalgia foi a tônica desse último fim-de-semana nos jogos em que estive presente. No sábado comecei o dia perdendo um jogo de manhã graças ao cansaço que o trabalho me proporcionou na semana. Mas tudo bem, o jogo principal rolaria à tarde e era algo que nós do JP adoramos: um amistoso propriamente dito! Sem perder tempo, segui até o bairro do Jaçanã aonde, no Estádio Aníbal de Freitas, curti um amistoso genial entre o CCAA Guapira contra o Pão de Açúcar EC.

É pessoal, o Guapira ainda tem seu time jogando por aí e serviu como preparação para o pessoal do Pão de Açúcar testar o time na Segundona, que começa em duas semanas. Mais do que esperando de forma ansiosa por esse campeonato, o JP sempre incentiva os amistosos em geral, e não aqueles bisonhos "jogos-treino" sem trio de arbitragem e nem uniforme oficial. O pior é que lendo notícias por aí, ninguém sabe mais diferenciar o que é um ou outro. Amistoso de verdade tem trio de arbitragem oficial e uniforme oficial das duas equipes... tirando isso é roubada e estamos completamente fora!

Mas voltando ao fato, ficamos extremamente felizes com o convite do pessoal do Guapira para ver o jogo. Sentimos falta das partidas no Jaçanã nas tardes de sábado pelos campeonatos de acesso. E torcemos sempre pela volta da equipe, uma das mais especiais para nós do JOGOS PERDIDOS. Então é sempre um prazer poder ver o time desfilando no seu estádio. Fica aqui também um abraço a todo pessoal do Pão de Açúcar, sempre simpáticos conosco e muito prestativos.

Bom, mas o amistoso é que interessa e junto comigo o David e o seu Natal foram curtir a partida. E como não poderia deixar de ser, seguem agora as fotos exclusivas dos times posados e do trio de arbitragem:


CCAA Guapira (Amador) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Pão de Açúcar EC - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


O trio de arbitragem da partida com os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Com clima de nostalgia no ar, o jogo começou com o Pão de Açúcar tomando a dianteira das ações do jogo desde o começo. A equipe tem como base o time que disputou a Copa São Paulo desse ano. Posso dizer que o time tem muita qualidade e com certeza dará trabalho na esperada Segundona 2008. Mas o Guapira mostrou que sabe jogar também, criando chances de marcar seu gol.


Camisa 10 do Pão de Açúcar perde gol sem goleiro no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.


Toque de bola no meio-de-campo. Foto: Fernando Martinez.

E quem acabou abrinco primeiro o placar foram mesmo os visitantes, através de Baiano aos 21 minutos. Mesmo depois do gol, o Pão de Açúcar continuou criando, mas durante o resto da primeira etapa não marcou mais. Ficou a impressão de que o Guapira focado numa competição poderia fazer bom papel também.


Bola disputada na lateral já na segunda etapa. Foto: Fernando Martinez.

No intervalo fomos conversar com o Newton, já velho conhecido do JP e membro da diretoria do Guapira. Ele nos deu idéias do futuro do clube e sobre a sempre esperada volta do clube. Difícil sempre é, mas nunca devemos perder as esperanças do clube voltar ao profissionalismo. Também conversamos com o preparador físico dos visitantes, o Altair Ramos, famoso dos tempos de São Paulo. Ele mostrou que o time amarelo vem para buscar o acesso à A3 de 2009. Sabemos que o time é bom, e vamos ver durante o campeonato se tudo isso se concretiza em campo. Abraços!


Banco do Guapira acompanhando a partida. Foto: Fernando Martinez.


Escanteio que levou bastante perigo ao gol do Guapira. Foto: Fernando Martinez.

Bom, no segundo tempo da partida o Guapira cansou e o Pão de Açúcar dominou o jogo. Logo aos 4 minutos, o jogador Piovesan (ex-ECUS) marcou em boa jogada do seu ataque. Mas mais legal do que o jogo, foi curtir a tarde em si, e com todos nós relembrando vários sábados em que vimos partidas por lá. Inclusive com muitos times na Lista de todos matados por ali.


Detalhe do terceiro gol do jogo, no finalzinho da partida. Foto: Fernando Martinez.


Cruzamento para dentro da área dos anfitriões. Foto: Fernando Martinez.

A partida continuou com o domínio visitante e aos 35 minutos o placar foi fechado. Em boa jogada de Murilo, ele entrou livre e tocou na saída do goleiro, com a bola morrendo no canto direito do Guapira. Final de partida: Guapira 0-3 Pão de Açúcar. Boa vitória do time do mercado, que vem forte para a Segunda Divisão.

Apesar de derrotado em campo, o Guapira merece os elogios, porque mesmo não disputando campeonatos profissionais devido às grandes dificuldades financeiras que todos nós sabemos de cor e salteado, mantem um time amador e não deixa a chama da sua volta apagar. E mais do que nunca, sempre irão encontrar um dos maiores apoios para a volta com o pessoal do JOGOS PERDIDOS.


Seu Natal e Fernando e depois o David e o seu Natal curtindo o parquinho do Guapira. Fotos: David Libeskind e Fernando Martinez.

Depois do jogo fui ficar de bobeira o resto do sábado para me preparar para um jogo fora de São Paulo no domingo, coisa que não fazia faz tempo...

Até lá

Fernando

São Bernardo vence Nacional com autoridade

Olá,

Na seqüência do Campeonato Paulista da Série A3, no sábado a tarde foi realizado no Estádio 1º de Maio, o jogo entre o São Bernardo F.C.L. contra o Nacional A.C. valendo pela décima quarta rodada da competição e, lá fui eu até a cidade de São Bernardo do Campo para conferir de perto essa partida que marcou a reabertura do estádio após um bom tempo sem uso por conta de uma reforma. Além da curiosidade de ver como ficou o estádio, havia uma outra particularidade que envolvia essa partida, principalmente para quem curte dados históricos, que foi o marco inicial dos confrontos entre essas duas equipes.

Para marcar essa data, o JP registrou as imagens dos participantes dessa partida nas fotos abaixo que para variar são EXCLUSIVAS.


São Bernardo F.C.L. - São Bernardo do Campo/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Nacional A.C. - São Paulo/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem formado por Marcos Silva dos Santos Gonçalves, seus assistentes Alex Alexandrino e Leandro Matos Feitosa, além do quarto árbitro Júnior César da Silva. Foto: Orlando Lacanna.

Bem, agora vamos de bola rolando e com ela em jogo só deu São Bernardo nos primeiros quinze minutos que permaneceu mais tempo com a pelota nos pés e prensava o Nacional no seu campo de defesa que somente conseguiu dar uma equilibrada no jogo quando resolveu se arriscar um pouquinho mais no ataque, mas esse equilíbrio não demorou nem cinco minutos.


Defesa do Nacional cercando atacante do São Bernardo. Foto: Orlando Lacanna.

Aos 19 minutos, os donos da casa perderam ótima oportunidade em jogada pela direita que terminou com chute cruzado que passou muito perto da meta dos visitantes. Aos 30 minutos, o goleiro do time paulistano evitou a abertura da contagem praticando difícil defesa com o pé, desviando chute colocado de Juninho que invadiu a área pelo lado esquerdo.

O primeiro gol do Tigre do ABC estava amadurecendo e acabou acontecendo aos 28 minutos através de Renato Peixe em ótima jogada pela direita que foi concluída com um tirambaço que entrou no canto superior esquerdo do goleiro Aranha que nada pôde fazer.


Bola estufando a rede do Nacional no primeiro gol do Tigre do ABC. Foto: Orlando Lacanna.

Depois de aberto o placar, o Nacional procurou sair mais para o jogo, tendo conseguido apenas alguns chutes de meia distância ao gol do São Bernardo que não levaram muito perigo ao goleiro Igor e, com isso a primeira etapa terminou mesmo com o magro 1 a 0 a favor dos anfitriões.


Um dos raros chutes do Nacional contra a meta do São Bernardo. Foto: Orlando Lacanna.


Linda bandeira da torcida local. Apesar da reforma no estádio o placar continua o mesmo. Fotos: Orlando Lacanna.

Após um intervalo sem ter tido nada para fazer, a partida foi reiniciada num ritmo mais cadenciado, com o Nacional procurando mais o ataque e o São Bernardo mais plantado em sua defesa. Aos 7 minutos, o zagueiro Eder do Tigre do ABC foi expulso por ter recebido o segundo cartão amarelo e, a partir daí, o time ferroviário teria quase todo o segundo tempo para pressionar a defesa do São Bernardo. Certo? Mais ou menos. O time do ABC se fechou, dando campo ao Naça que tinha mais posse de bola, porém não conseguia, mesmo com um atleta a mais, criar perigo aos donos da casa que procuravam sair em rápidos contra-ataques e chegaram pelo menos duas vezes com perigo na área do Nacional.


Goleiro Igor do São Bernardo defendendo cruzamento. Foto: Orlando Lacanna.

O golpe de misericórdia aconteceu aos 36 minutos, com a marcação do segundo gol do São Bernardo pelo ala esquerdo Biro em cobrança de falta da intermediária, que apesar de ter sido bem batida, contou com a infelicidade do goleiro Aranha que falhou no lance.


Bola indo para o fundo do gol do Nacional em cobrança de falta por Biro. Foto: Orlando Lacanna.

Depois desse gol, o Nacional que já não fazia uma boa partida, morreu de vez em campo e o São Bernardo quase chegou ao seu terceiro gol, incendiando a torcida que não parava de gritar "vamos subir Bernô".


Defesa do goleiro Aranha neutralizando ataque perigoso do São Bernardo. Foto: Orlando Lacanna.

Partida encerrada com o placar que não foi reformado, marcando São Bernardo 2 - 0 Nacional que foi super merecido, não só pelo rendimento do time da casa em campo, como também pelo que o Nacional não fez e esse resultado o tirou do G8. Fica esperto Nacional, senão corre o risco de ficar de fora da etapa decisiva do campeonato.

Fim de jogo com imediato retorno para São Paulo, já pensando na partida decisiva pela Série A2 que teria cobertura no domingo, mas isso fica para depois. Aguardem.

Abraços,

Orlando

quinta-feira, 3 de abril de 2008

São Paulo no sufoco em jogo de mais um time na Lista

Fala povo!

Depois da rodada noturna da terça-feira, aonde coloquei meu 450º time na Lista, a quarta-feira reservou mais uma chance para aumentar o número de times vistos em campo. E novamente vi um deles num torneio nada perdido, a Taça Libertadores da América. Acabei correndo até o Estádio do Morumbi para ver o jogo entre São Paulo e Sportivo Luqueño do Paraguai.

Desde moleque, com minha velha coleção de escudinhos, tive a vontade de ver um jogo desse time paraguaio. Talvez por causa da cor, ou até mesmo pelo nome, mas sempre quis ver a camisa do time de Luque em campo. E para vê-lo, até mesmo o sacrifício de ir num jogo do São Paulo no seu campo.


Placar do Morumbi anunciando o jogo tão esperado por nós do JP. Foto: Fernando Martinez.

Não falando especificamente em relação ao time, e sim pelo velho sofrimento que vemos em jogos "grandes" e com a maioria da mídia presente. Chegamos lá e vimos um mar sem fim de guardadores de carro infestando as ruas, tomando conta dos arredores do Morumbi com a anuência dos PMs, que só olhavam esse pessoal extorquir os torcedores. E pensam que os velhos 10 reais satisfazem esses guardadores? Nada... hoje em dia a tabela diz que 20 reais é o preço mínimo para deixar o carro na mão desses figuras que só estão lá para azucrinar a vida dos outros. Temos que ir nas profundezas das ruas do Morumbi para encontrar um lugar livre da ação desses rapazes.

E caso você não queira parar na rua, resta a opção "oficial" de estacionamentos perto do estádio. Mas para parar lá você tem que desembolsar 50 reais (?!), isso mesmo 50 reais (!?!). E não estamos falando de um estacionamento com funcionários bem vestidos, protegidos da chuva, com van para te levar no seu portão não, e sim apenas um muro com dois figuras dentro. Sem comentários...


Visão geral do jogo no Morumbi. Foto: Fernando Martinez.

E o pior é que tem gente que ainda acha que nós que somos "loucos" de ir em jogos sem torcida, sem imprensa, sem uma grande cobertura. Tsk, tsk... não há a menor comparação de satisfação em irmos num jogo menor. Mas como de vez em quando vamos em jogos grandes para matar times, o esquema é nem esquentar a cabeça, já que isso não adiantaria nada e além de tudo cria rugas desnecessárias.


Goleiro do Sportivo Luqueño fazendo cera no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

Menos mal que para entrar no Morumbi não tive problema e da cadeira amarela, que fica no anel do meio, atrás do gol, pude ver de forma sossegada um jogo de futebol. Jogo que foi bem fraco para o padrão tricolor que acostumou sua torcida em 2006/2007. O time não se acertava no ataque e durante o primeiro tempo levou perigo em três chances, todas de fora da área. Mas o goleiro paraguaio salvou a pátria do Sportivo Luqueño e levou o jogo para o intervalo sem abertura do placar.


Cruzamento para dentro da área paraguaia na primeira etapa. Foto: Fernando Martinez.


Detalhe da heróica e animada torcida paraguaia no Morumbi. Eles não pararam nenhum minuto. Foto: Fernando Martinez.

No intervalo descobri que os repórteres da Rádio Bandeirantes não estavam dentro do campo, e sim tomando uma boa e velha Tubaína nas cadeiras mesmo. De lá, faziam as inserções com a mesma visão que eu tinha. E ouvindo o rádio, nem parece que eles estão fora do campo. A magia do rádio é mesmo genial... Bom, o segundo tempo então veio e o São Paulo partiu de vez pra cima do Sportivo, que não se dignava a passar do meio de campo, deixando o terreno para o tricolor dominar completamente o jogo. Mas o gol não saia, e o time da casa fazia questão de perder, perder e perder mais gols.


Ainda no primeiro tempo, falta que o time da casa desperdiçou. Foto: Fernando Martinez.

A torcida presente começou a ficar um tanto quanto impaciente com tantos gols perdidos e também com a grande atuação do goleiro do Sportivo. Mas algo me dizia que o jogo não terminaria sem a abertura do placar. E como a minha boca estava santa, o jogador Adriano se encarregou de fazer a festa aos 48 minutos do segundo tempo, marcando o gol da vitória tricolor. Final de jogo: São Paulo 1-0 Sportivo Luqueño.

E a noite realmente não foi boa para o JP: Juventus eliminado da Copa do Brasil, Fast Clube (um possível adversário do Corinthians) eliminado no primeiro jogo, o Palmeiras tirando a minha chance de ver o Central pela primeira vez... Só a Portuguesa fez a parte dela e se classificou para as oitavas da Copa do Brasil, menos mal...

Bom, depois voltei para o metrô paulistano já cansado demais para pensar em qualquer outra coisa. E nesse final de semana teremos muita coisa boa por aqui!

Abraços

Fernando

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Santos massacra o San José na Vila Belmiro

Fala pessoal!

Depois de um final de semana muito sem graça, aonde não vi NENHUM jogo de futebol, a semana (que promete bastante) começou cedo e já na terça-feira tive uma partida para acompanhar aqui para o JOGOS PERDIDOS. Tudo bem que nem o jogo era perdido e muito menos o campeonato é perdido, mas para aumentar a nossa Lista vale o sacrifício. Fui ver na Vila Belmiro o jogo entre Santos e San José da Bolívia pela Taça Libertadores da América 2008. E o time boliviano foi meu 450º visto em campo, o 450º incluído na Lista, uma marca difícil de ser alcançada.

Dessa vez não tive a companhia de nenhum membro do JP, tampouco algum amigo avulso. E como não tenho carro, me aventurei de ônibus mesmo até a baixada para ver um time novo. Não tinha como perder o jogo do time boliviano, só visto antes pelo Jurandyr no longínquo 1992, quando o time jogou contra o São Paulo (que seria o campeão daquele ano) no Morumbi. Voei do serviço até o Terminal Jabaquara e num combo metrô-ônibus-táxi, cheguei com tempo suficiente para ver a partida desde seus primeiros momentos.

Vale registrar a facilidade para comprar o ingresso antes da partida. Faltando cerca de 15 minutos para a partida, as filas eram pequenas e a tranqüilidade reinava nas bilheterias. Sendo um jogo da Libertadores, me surpreendi positivamente no momento, e mais ainda na hora de entrar, já que nenhuma fila era vista. Isso para um público total de quase 9 mil pessoas. Bem que no jogo contra o Cúcuta podia estar assim também...


Times alinhados para o começo do jogo em que matei meu 450º time ao vivo. Foto: Fernando Martinez.

Bom, dentro da Vila Belmiro, já descolei um lugar estratégico para ver o jogo em que o Santos prometia devolver a derrota contra os bolivianos no jogo de ida em Ururo. Geralmente os times da Bolívia jogam com 12 jogadores em casa (a altitude vem como bônus) e fora dificilmente fazem algo digno de registro. E para delírio de toda a torcida santista, o jogo foi fácil demais.

O San José demonstrou que fora de casa não joga um Paulista da Série A3 direito. Perderia fácil para o Linense em Lins, para a Francana em Franca, para o União Barbarense em Santa Bárbara, entre outros. O time não viu a cor da bola e o Santos, mesmo não tendo o time dos sonhos da torcida, destruiu qualquer chance dos bolivianos fazerem algo de útil no jogo.


Ataque do Santos no começo do jogo, já destruindo o time do San José. Foto: Fernando Martinez.


Jogadores do Santos se preparando para bater a falta ensaiada que originaria o primeiro gol. Foto: Fernando Martinez.

O time da casa também aproveitou uma noite inspirada do seu atacante Molina, que embalado pela trilha sonora do Creedence Clearwater Revival cantando a música que leva seu nome, foi a referência da noite no ataque santista. Mas foi o zagueiro Domingos quem abriu o placar depois de ótima cobrança de falta aos 17 minutos. Então Molina, aos 22 e 32, ampliou fácil para 3 a 0. O jogo ficou ainda mais fácil quando Palácios foi expulso ainda na primeira etapa. O jogo então foi para o intervalo com festa da torcida do Peixe.

Intervalo que contou ainda com a constante chegada de torcedores bolivianos. Desfalcando as confecções e bares da região do Pari e do Brás em São Paulo, cerca de 2 mil torcedores visitantes ocuparam completamente o espaço destinado a eles e marcaram presença. Mesmo tomando uma goleada, os felizes bolivianos não pararam de gritar olé, até mesmo nos 15 minutos de descanso.


Para desfalque dos bares e confecções do Pari e do Brás, detalhe da enorme caravana boliviana na Vila. Foto: Fernando Martinez.


Mais um ataque perigoso do time da casa no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

Na volta para o segundo tempo, o Santos voltou pensando mais em tocar a bola e deixar o tempo passar. Sem forçar a barra, deixou o San José tentar alguns ataques, mas eles foram completamente sem perigo, tanto que o goleiro Fábio Costa nem tocou na bola, a não ser em cobranças de tiro de meta.


Jogador do San José tenta algo, mas estava difícil. Foto: Fernando Martinez.

Quando o jogo seguia nesse ritmo, mais um gol de Molina aos 18 minutos. Na toada dos 4 a 0, parecia que nada mais aconteceria. Mas faltava ainda para a festa da torcida o gol do atacante Kléber Pereira. Ele fez o dele, impedido, aos 36 e começou mais uma blitz santista. Em seis minutos o time chegou ao placar histórico. Aos 36, Michael Jackson Quiñonez deixou a zaga boliviana parecendo os zumbis do "Thriller" e fez o sexto. E para fechar a festa, aos 41 mais um gol do artilheiro da noite Molina. Seu quarto gol no jogo e sétimo do Peixe.


Ataque (?) do San José no segundo tempo. Mas nenhum perigo para os donos da casa. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Santos 7-0 San José. Resultado que devolve com juros e correção monetária a derrota santista na Bolívia e coloca o time em segundo lugar do grupo. Falando agora em números, essa foi a sétima goleada de 7x0 na história da Libertadores e a maior goleada brasileira na competição desde o 9 a 1 do Santos no Cerro Porteño em 1962 (igualando um 7x0 do Palmeiras no El Nacional em 1995) e a segunda maior goleada brasileira da história.

Foi também a maior goleada na Libertadores desde 1985, quando o Blooming ganhou do Deportivo Italia de 8 a 0, igualando um Boca Juniors 7-0 Bolívar do ano passado. E para fechar, foi a sétima maior goleada de toda a história da Libertadores desde 1960. A maior delas? Um surreal Peñarol 11-2 Valencia em 1970. Ufa!

Bom, depois do jogo voltei até a Rodoviária de Santos aonde num confortável ônibus pude seguir novamente até a cidade de São Paulo. E agora perto do metrô Jabaquara, cheguei em casa rapidinho, já pronto para o trabalho nosso de cada dia e para mais um jogo na quarta à noite!

Até lá e abraços à todos!

Fernando