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quinta-feira, 16 de maio de 2019

Corinthians derrota o Santos em jogaço no Pacaembu

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na tarde da última quarta-feira, dando uma pausa no que realmente é importante, resolvi encarar uma sessão futebolística com direito a clássico pelo Campeonato Paulista Feminino. No velho Estádio Paulo Machado de Carvalho, as meninas do Santos receberam o Corinthians em duelo absolutamente imperdível reunindo as atuais campeãs paulistas e brasileiras. O encontro abriu o segundo turno do estadual.

Na disputa do Grupo 2, Sereias e Mosqueteiras vão nadando de braçada e certamente serão as duas primeiras colocadas da chave quando a fase chegar ao seu fim. No primeiro turno, o Corinthians venceu todos os jogos e o Santos perdeu apenas um, justamente contra as paulistanas, na rodada inicial. Campeãs em 2007, 2010, 2011 e 2018, as santistas buscam se tornar as maiores vencedoras da história e superar a Ferroviária, que também tem quatro conquistas.

O Corinthians nunca conseguiu levantar a taça da competição apesar das suas campanhas monstruosas desde que voltou à categoria em 2016. Foram duas eliminações na semi-final nos dois primeiros anos e na temporada passada perderam a decisão contra a agremiação de Vila Belmiro. Mesmo assim, o retrospecto é avassalador: 65 partidas disputadas, 49 vitórias, 12 empates e apenas quatro derrotas. Talvez dizer que elas são favoritas ao caneco não seja exagero.


Santos Futebol Clube (feminino) - Santos/SP


Sport Club Corinthians Feminino (feminino) - São Paulo/SP


Quarteto de arbitragem composto pelo árbitro Willer Fulgêncio Santos, os assistentes Bruno Bonani Munhoz e Luciana da Silva Ramos e o quarto árbitro Willians Costa Rocha posam junto com as capitãs dos times

Pena que outra vez foi pequena a presença de público no Pacaembu, algo já de praxe nos jogos da categoria. Cerca de 300 pessoas ficaram na arquibancada laranja, a maior delas torcedores de ocasião que passaram boa parte do tempo dizendo coisas do tipo "vai lavar roupa" ou "vai cuidar do marido e desiste do futebol". Esse tipo de gente só atrapalha a modalidade e não deveriam chegar perto dos estádios. Defendo a tese que colocar futebol feminino como preliminar do profissional é algo nocivo pensando no desenvolvimento do esporte muito por esse tipo de situação.

Falando do que rolou nas quatro linhas, quem foi à velha cancha acabou sendo premiado com uma belíssima partida, sem dúvida uma das melhores que acompanhei in loco em 2019. A técnica santista Emily Lima escalou um time reserva enquanto Arthur Elias colocou suas principais atletas em campo. Resultado: o Corinthians foi superior durante toda a etapa inicial. As Sereias até tentaram e tiveram seus momentos, mas a atuação visitante foi melhor.

Logo aos cinco minutos as mosqueteiras abriram o marcador. Em rápida cobrança de falta, Gabi Zanotti rolou para Giovanna Crivelari. A camisa 19 se antecipou à goleira Michelle e tocou por cobertura, fazendo um golaço. O Santos não desanimou e chegou próximo da área adversária algumas vezes. Ketlen, Amanda Gutierres e Paola Villamizar foram as donas das principais chances, só que na maioria das vezes ou a bola saiu pela linha de fundo ou a zaga neutralizou.

Aos 32, jogando na boa, o Corinthians chegou ao segundo gol depois de um vacilo monstro da arqueira local. O ataque pressionou o sistema defensivo santista, a goleira Michelle titubeou feio e a bola sobrou para Crivelari. Ela tocou de lado, Adriana recebeu e tocou com classe. No lance, a centroavante se chocou com a camisa 1 e teve que ser substituída. Após exames, foi constatada que a lesão foi grave e com isso ela está fora da seleção brasileira que disputará a Copa do Mundo da França.


Meninas corintianas depois do primeiro gol marcado por Giovanna Crivelari


Chegada corintiana pelo meio


Cida, 33 do Santos, fazendo o corte



Bola nas redes santistas no segundo tento corintiano, marcado por Adriana. No lance ela se contundiu e está fora da Copa do Mundo

Foi com o 2x0 que a peleja chegou ao intervalo e no descanso das atletas pintou uma chuva fora de hora. Fazia frio e o fato de ter ido de bermuda me complicou. Acabei então ficando debaixo da cobertura que tem atrás do gol reservada ao pessoal da imprensa. Quando o árbitro reiniciou o cotejo, logo vimos que o Santos era outro. As meninas voltaram com tudo e a primeira metade do tempo final foi toda do clube praiano. Logo aos dois minutos Villamizar chutou de longe com bastante perigo.

Seis minutos depois, Maurine tocou para Maria Dias e esta cruzou rasteiro para Amanda Gutierres. A atleta desviou com precisão e a goleira Lelê salvou a pátria corintiana. O bom momento foi premiado aos 12 com o bonito gol de Maria Dias. Sentindo que o empate era possível, a pressão continuou e aos 20 o marcador do Pacaembu foi igualado. A venezuelana Paola Villamizar recebeu grande passe e tocou com enorme categoria, fazendo a festa dos torcedores santistas. Agora, vale registrar um momento surreal que aconteceu pouco antes do empate. As mandantes fizeram várias substituições de uma vez e, por um vacilo da arbitragem, tivemos cerca de um minuto de bola rolando com doze atletas locais em campo. Genial!

O 2x2 diminuiu um pouco o ímpeto das Sereias e essa foi a deixa que o Corinthians esperava. Mesmo com as adversárias ainda melhores, as visitantes mostraram raça e conseguiram marcar pela terceira vez aos 31 minutos num gol de cabeça de Gabi Nunes, completando cruzamento de Marcela. A equipe de Emily Lima sentiu o tento sofrido e apesar de ainda continuarem dentro do campo de defesa visitante, o placar não foi mais alterado.


Jogada das mosqueteiras pelo meio


No tempo final, as Sereias voltaram mais inspiradas e logo chegaram ao empate


Ketlen tentando passar por duas zagueiras dentro da área visitante


Ataque do onze praiano pela esquerda

Ao fim dos eletrizantes 90 minutos o resultado final do ótimo jogo foi Santos 2-3 Corinthians. O escrete de Parque São Jorge permanece com 100% de aproveitamento na competição após seis compromissos, enquanto as garotas do litoral perderam pela segunda vez, novamente para seu maior rival. Aposto que até o final da primeira fase ambas não perderão mais pontos. Certamente elas estarão nas fases decisivas do certame.

Ainda demorei a sair do Pacaembu e tive a companhia do amigo Renato Rocha no ônibus que me levou de volta ao QG, Novamente não devo ver nada no final de semana, mas se tudo der certo, na quarta-feira que vem vou tentar emplacar uma cobertura num estádio nunca visitado por ninguém do Jogos Perdidos nos nossos quase 15 anos de vida.

Até lá!

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Ficha Técnica: Santos 2-3 Corinthians

Competição: Campeonato Paulista Feminino; Local: Estádio Paulo Machado de Carvalho (São Paulo); Árbitro: Willer Fulgêncio Santos; Público e renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Sandrinha (San), Juliete (Cor); Gols: Giovanna Crivelari 5 e Adriana 32 do 1º, Maria Dias 12, Villamizar 20 e Gabi Nunes 31 do 2º.
Santos: Michelle (Nicole); Leila (Maurine), Cida, Kelly (Gi) e Katielle (Dani); Sandrinha, Bebel (Glaucia) e Villamizar; Maria Dias, Ketlen e Amanda. Técnica: Emily Lima.
Corinthians: Lelê; Katiuscia, Erika, Pardal e Juliete; Grazi, Gabi Zanotti, Adriana (Cacau) e Giovanna Crivelari (Diany); Millene (Marcela) e Gabi Nunes (Monica). Técnico: Arthur Elias.
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segunda-feira, 13 de maio de 2019

Barcelona finalmente vence a primeira partida em 2019

Texto e fotos: Fernando Martinez


Terminou o primeiro turno da primeira fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Na tarde de sexta-feira bati o cartão outra uma vez no Estádio Conde Rodolfo Crespi pois era dia de ver nova apresentação do Barcelona "em casa" na última divisão. O adversário dos paulistanos foi o Jabaquara, num encontro que reuniu os dois últimos colocados do Grupo 6. Eles eram os únicos da chave sem nenhuma vitória conquistada no certame antes da sétima rodada. Agora, se tinha um jogo para o Elefante vencer na competição, com certeza era esse.


Barcelona Esportivo Capela Ltda - São Paulo/SP


Jabaquara Atlético Clube - Santos/SP


O árbitro Gilmar Pedroso Rocha, os assistentes Leonardo Augusto Villa e Adilson Roberto de Oliveira, o quarto árbitro José Donizete da Silva e os capitães dos times posando para as lentes do JP

O clube da capital somava quatro pontos até então com quatro empates e apenas uma derrota. Já o outrora poderoso Leão da Caneleira conquistou apenas um ponto e vem fazendo mais uma campanha bem abaixo da média, algo comum nos últimos anos. Já se foi o tempo em que os rubro-amarelos tinham relevância no cenário estadual. É triste ver uma agremiação tão importante e sensacional na história do futebol paulista transformar sua relevância em pó. Sinceramente não acho que eles possam voltar a ter campanhas minimamente decentes a curto/médio prazo.

De novo na companhia do decano Milton Haddad, a Rua Javari recebeu um pequeno público que viu uma partida até que bastante razoável. Por incrível que pareça o Jabaquara foi quem atuou melhor durante boa parte da etapa inicial. O Barcelona teve enormes dificuldades de criar bons momentos atuando contra um oponente limitadíssimo. A melhor chance visitante aconteceu aos 30 minutos quando Thallis acertou a trave num belo chute de fora da área. O Elefante melhorou um pouco no final, porém o marcador continuou em branco.


Artur, 13 do Barcelona, dominando a pelota na esquerda do ataque


Cristopher (2), lateral do Jabuca, tentando sair do seu campo de defesa


Bom desarme na marcação visitante em chegada local


Mais uma investida de Artur pelo setor esquerdo do ataque paulistano

Na segunda etapa o onze santista retornou ao gramado ainda melhor e com mais posse de bola. Apesar de sofrer pressão, o Barcelona conseguiu abrir o placar aos 16 minutos mesmo sem merecer. Em jogada pela esquerda, Gérson Orelha passou por três adversários, entrou na área e finalizou com sucesso. O Jabuca sentiu o golpe por pouco tempo e não demorou para manter sua boa atuação. Os visitantes tentavam o empate principalmente em bolas alçadas dentro da área local.

Quando a peleja se encaminhava ao seu final, a insistência jabaquarense deu resultado precisamente aos 43 minutos com Saraiva completando cruzamento dentro da área e deixando tudo igual. Com o cotejo prestes a acabar, quase todos os presentes já contavam com outra partida sem vitória para o onze da capital bandeirante. O que ninguém esperava era que, mostrando uma sorte incomum, o Barcelona afastasse a zica com o gol de Johnny aos 47. O Jabuca não merecia esse castigo no último lance da tarde.


Ainda no tempo inicial, Erick (4) se preparando para mandar a bola longe da área do Jabaquara


Jogadores do Barcelona e do Leão da Caneleira apostando corrida no gramado da Javari


A comemoração do primeiro gol local, marcado por Gérson Orelha


Escanteio a favor do onze santista no fim do jogo

Não foi brilhante e nem merecido, porém o resultado final ficou em Barcelona 2-1 Jabaquara. O resultado, pasmem, colocou o Barça no quinto lugar da chave com sete pontos, a mesma pontuação do Guarulhos, quarto colocado. Findado o primeiro turno, será que o Elefante terá condições de lutar pela classificação? Melhor aguardamos as cenas dos próximos capítulos. O Leão da Caneleira... bom, o time segue na lanterna com um ponto conquistado rumo a mais uma eliminação na fase inicial da última divisão, a terceira seguida. É uma pena, é triste, mas não podemos alterar a realidade tétrica do rubro-amarelo.

No final de semana não teve futebol na pauta, só para não fugir à regra. A agenda aponta uma nova cobertura do JP no meio da semana com um joguinho de favoritos pelo Campeonato Paulista Feminino. Teremos clássico nas páginas do blog.

Até lá!

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Ficha Técnica: Barcelona 2-1 Jabaquara

Competição: Campeonato Paulista Segunda Divisão; Local: Estádio Conde Rodolfo Crespi (São Paulo); Árbitro: Gilmar Pedroso Rocha; Público: 124 pagantes; Renda: R$ 1.195,00; Cartões amarelos: Luiz Vinicius, Johnny (Bar), Rogério, Thallis, Felipe, Gabriel Saraiva (Jab); Gols: Gerson 17, Gabriel Saraiva 43 e Johnny 46 do 2º.
Barcelona: Alexandre; Cristopher; Alessandro; Guilherme e Gerson; Luiz Vinicius, Felipe, Romilson (Felix) e Guilherme; Artur (Johnny) e Geovani (Edilson). Técnico: Murilo Souza.
Jabaquara: Matheus; Caique, Gabriel Saraiva, Erick e Rogério (Robinho); Weliton, Maycon Douglas, Vinicius e Mateus Souza (Felipe); Joilson (Matheus Aragão) e Thallis. Técnico: Ricardo Gonçalves da Silva.
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quinta-feira, 9 de maio de 2019

Com gol no fim, Corinthians empata com o Inter no sub-17

Texto e fotos: Fernando Martinez


Quarta-feira rolou outra folga na agenda e pela segunda vez emplaquei uma cobertura do Campeonato Brasileiro sub-17 (a primeira foi no clássico entre Palmeiras e Santos pela segunda rodada) na atual temporada. No histórico gramado do Estádio Alfredo Schurig, a Fazendinha, o Corinthians recebeu o Internacional de Porto Alegre, respectivamente sexto e quinto colocados do Grupo B. O duelo foi válido pela quarta rodada e coloquei essa peleja na agenda pois sempre é um enorme prazer visitar a antiga cancha.

Nas três rodadas anteriores, o alvinegro atuou como mandante apenas uma vez e venceu o São Paulo por 2x1. Jogando fora, empate contra a Chapecoense e derrota para o Flamengo. Os colorados também tinham quatro pontos, conquistados com um triunfo em cima do Bahia como mandante e empate na Boa Terra contra o Vitória. Fechando a campanha, foram derrotados pelo Grêmio. Apesar de ter importantes desfalques, o Timão queria vencer pela segunda vez.


Sport Club Corinthians Paulista (sub-17) - São Paulo/SP


Sport Club Internacional (sub-17) - Porto Alegre/RS


Quarteto de arbitragem e capitães dos times

Graças a um presente dos céus, os deuses nos presentearam com um tempo frio... pena que esse também foi o clima da peleja em si. Vimos relativo equilíbrio misturado com pouca inspiração de ambas as equipes. Os gaúchos estavam na boa e sabiam que um pontinho já estaria de bom tamanho. O problema mesmo foi a atuação desconexa do ataque corintiano e um crônico problema na armação das jogadas. Mesmo assim, a primeira chance foi paulistana aos oito minutos em bom chute de Rodrigo Varanda.

O escrete gaúcho teve seu primeiro bom momento aos 17 numa cobrança de falta. Vidmar bateu com categoria e abriu o marcador colocando a pelota no canto direito de Davi. Com a vantagem, o Inter passou a ocupar ainda mais o campo de defesa e, por conta da absoluta falta de inspiração corintiana, não correu tantos riscos. O melhor momento local foi aos 44 minutos em finalização de Julio. Tirando isso, muitos erros e nada digno de registro.


Ataque corintiano pela esquerda e a visão da numerada coberta da Fazendinha



Vidmar se preparando para a cobrança de falta que abriu o placar no Alfredo Schurig e a bola, mesmo um pouco escondida, entrando no gol de Davi


Tiro livre indireto cobrado dentro da área colorada

Nos últimos 45 minutos resolvi fazer companhia ao decano Milton Haddad nas arquibancadas. Não esperava muito, porém felizmente o jogo melhorou. Nada brilhante, nada antológico, mas pelo menos a molecada mostrou um pouco mais de qualidade técnica. Aos sete minutos o Inter chegou perto do segundo tento com Vinicius Mello. O camisa 7 saiu livre, driblou o arqueiro e na hora de finalizar perdeu o ângulo, mandando pela linha de fundo.

O Corinthians respondeu à altura aos 25 quando Rodrigo Varanda chutou à queima-roupa e obrigou Anthony a fazer brilhante defesa. Aos 32 foi a vez de Cauê levar bastante perigo. O camisa 9 recebeu entre os zagueiros, avançou sozinho e tocou com classe por cobertura. Caprichosamente a bola não entrou e tirou tinta da trave esquerda colorada. A insistência deu resultado aos 43 minutos quando Mangueira cruzou da direita e Gabriel completou na pequena área. Nos acréscimos quase saiu a virada em novo lance que envolveu todo o setor ofensivo alvinegro.


Escanteio a favor do Corinthians ainda no primeiro tempo


No tempo final, o Corinthians voltou mais inspirado e criou alguns bons momentos


Tavares, 9 do Inter, em investida pela esquerda


Bola alçada dentro da área mosqueteira

No fim, o Corinthians 1-1 Internacional teve uma etapa inicial nota três e um segundo tempo nota sete. Na média, a nota cinco fez os dois times passarem de ano raspando, quase precisando do conselho de classe. Ao final da quarta rodada, cada um subiu uma posição. Ainda faltam cinco e os quatro melhores de cada chave (são duas com dez clubes cada) se garantem nas quartas. No Grupo B, Grêmio, Flamengo e São Paulo despontam como favoritos. Na outra chave, o grande nome é o Palmeiras.

O futebol vai pedir passagem novamente aqui no JP na sexta-feira possivelmente com mais uma apresentação do Barcelona Capela na Segundona Paulista. Não está fácil, só que o dever cívico de acompanhar todos os compromissos do Elefante na Rua Javari sempre pede passagem.

Até lá!

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Ficha Técnica: Corinthians 1-1 Internacional

Competição: Campeonato Brasileiro sub-17; Local: Estádio Alfredo Schurig (São Paulo); Árbitro: Rodrigo Gomes Paes Domingues; Público e renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Riquelme, Rodrigo Varanda (Cor), Praxedes, Vidmar, Carlos Mesaque (Int); Gols: Vidmar 17 do 1º, Gabriel 43 do 2º.
Corinthians: Davi; Julio (Mangueira), Bruno, Belezi e Arthur Neves (Renan Chaves); Riquelme, Rodrigo Varanda (Gabriel), Pedrinho e David (Denilson); Cauê e Adriano (Brendon). Técnico: Gustavo Almeida.
Internacional: Anthony; Bernardo (Ruan), João Pedro, João Felix e Vidmar; Luis Rodrigo, Vinicius Mello (Roger), Carlos Mesaque (Igor) e Praxedes; Tavares (Stevanato) e Alisson. Técnico: Gabriel Carvalho.
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sexta-feira, 3 de maio de 2019

Tudo igual na primeira decisão da A3 entre Audax e Monte Azul

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fechando a genial rodada tripla da quarta-feira, a cereja do bolo das coberturas do Jogos Perdidos. Na sessão noturna de futebol, a agenda reservava a primeira partida da decisão do Campeonato Paulista da Série A3. Em campo, os surpreendentes e recém-promovidos Audax e Monte Azul, respectivamente oitavo e sétimo colocados na primeira fase, buscando um título que parecia impossível há algumas semanas.

O Monte Azul fez uma campanha na fase inicial apenas razoável e se classificou na penúltima rodada. Já o Audax passou perrengue e conquistou um lugar nas quartas apenas no último compromisso contra o Primavera. No duelo, que contou com a cobertura do JP, a equipe vencia por 3x1, tomou o empate e quase foi eliminada num lance nos acréscimos. O 3x3 garantiu a vaga no sufoco. Por conta do conjunto da obra, parecia que os dois eram carta fora do baralho já nas quartas de final.

É, mas o que se viu na segunda e terceira fases foi algo que desafia a lógica futebolística. Primeiro o onze osasquense enfrentou o até então invicto Velo Clube, empatou o jogo de ida sem gols e na volta emplacou uma histórica e improvável vitória por 2x0 em Rio Claro. Na semi, derrota em casa contra o Barretos pela contagem mínima e novamente um triunfo por 2x0 longe dos seus domínios, resultado que garantiu o acesso. Depois a queda em 2018, o alvirrubro retorna à A2 no ano que vem.

Passando pelos mesmos perrengues, o Monte Azul perdeu a ida da segunda fase em casa contra o Capivariano pela contagem mínima e venceu por inesperados 2x0 fora de casa. Na disputa direta do acesso contra o Desportivo Brasil, empatou sem gols como mandante e derrotou o time de Porto Feliz no Ernesto Rocco, também se garantindo na A2 de 2020. Resumindo: ambos não venceram com o mando de campo e fizeram o serviço longe das suas cidades.


Grêmio Osasco Audax Esporte Clube - Osasco/SP


Atlético Monte Azul - Monte Azul Paulista/SP


Capitães dos times junto ao árbitro Leandro Carvalho da Silva, os assistentes Mauro André de Freitas e Fabio Rogerio Baesteiro e o quarto árbitro Alysson Fernandes Matias


As taças para o campeão e vice da Série A3 de 2019

Bom, eu não estava afim de perder esse cotejo de forma alguma, então saí do Canindé após a vitória santista em cima da Portuguesa pelo Paulista Feminino e peguei um táxi junto com o Milton até o Estádio José Liberatti. Chegamos cedo e o clima era incrível, bem diferente do público praticamente inexistente na cancha durante o decorrer do certame. No total, 3,792 torcedores pagaram ingresso e ocuparam bem as arquibancadas do Rochdale. 

Para delírio da boa parte dos presentes, o primeiro tempo foi todo do Audax. Danrley Marreta teve a primeira grande chance da noite, porém ele escorregou na hora H. Aos onze, os donos da casa abriram o marcador. Num lançamento pela direita, o lateral cruzou da linha de fundo pro meio da área, a pelota passou por um atacante e sobrou para Giovanni. Ele chutou e, no caminho o tiro foi desviado por um defensor, indo morrer no fundo da rede do goleiro Caio.

Aos 21, o mesmo Giovanni obrigou o camisa 1 visitante a fazer nova defesa e no rebote ele desperdiçou. Aos 26, o merecido segundo gol saiu. Numa grande investida pela esquerda, a bola foi cruzada e mais uma vez encontrou Giovanni. Ele chutou firme, vencendo o arqueiro Caio e colocando a bola no canto direito. Antes do fim da etapa inicial, Marcondele quase fez o terceiro em lance que tirou tinta da trave. No intervalo, vantagem tranquila de 2x0 a favor do onze da Grande São Paulo.


Goleiro Caio subindo no segundo andar para defender cruzamento na área


Chute de Giovanni no segundo gol osasquense



A alucinada comemoração dos atletas do Audax pelo segundo gol praticamente em cima da imensa equipe de fotógrafos do JP


O primeiro tempo foi todo dos donos da casa. O 2x0 foi pouco

A segunda etapa começou com o Audax ainda melhor. Aos três e aos cinco minutos os osasquenses chegaram bem perto de ampliar o marcador. Primeiro foi numa chegada cara-a-cara de Matheus Azevedo que terminou em cima de Caio e a segunda com Marcondele, também jogando fora ótimo momento. O Monte Azul tomou sufoco por dez minutos e depois finalmente se achou no gramado do Rochdale. 

Como quem não quer nada, o alvi-azul reduziu o prejuízo aos 15 minutos após escanteio pela direita que terminou com cabeçada de Lucas Cezane. Encurralando o Audax, na sequência Luizinho cobrou falta com perigo e Jeferson Romário apareceu bem. Aos 26 minutos não teve como o arqueiro osasquense impedir o empate visitante. Em boa jogada pela esquerda, a bola foi alçada e Túlio, camisa 8, meteu a cabeça, fazendo o segundo do Azulão.

Os locais sentiram o golpe e não passaram mais do meio-campo, confirmando o retrospecto negativo dos promovidos no mata-mata da A3 atuando como mandantes. O pior é que nem podem reclamar, já que o Monte Azul chegou perto da virada aos 34 e 43 minutos. No primeiro, Jonathan ganhou na velocidade dos seus marcadores, entrou na área e mandou a bola perto da trave, No segundo, Danilo Medeiros teve o gol aberto à sua disposição e conseguiu a proeza de concluir pela linha de fundo.


No tempo final o Audax até começou bem, mas depois dos dez minutos o Monte Azul passou a jogar melhor


Caio fazendo fácil defesa em raro lance de ataque local


Chegada do Audax pelo meio da defesa do Monte Azul... mas o atacante estava impedido

O placar de Audax 2-2 Monte Azul foi um resultado importante para os interioranos... pelo menos no papel. Como sabemos, jogar em casa não diz muita coisa, então o clube de Osasco, que vem de duas vitórias antológicas longe dos seus domínios, vai ao Otacília Patrício Arroyo com todas as chances de conquistar o título. Certamente teremos uma peleja bastante interessante no próximo domingo.

Da minha parte, novamente foi bem legal poder acompanhar bem de perto outra decisão das divisões de acesso de São Paulo. Sempre assistia esses jogos pela televisão quando era criança e, com o ocaso da imprensa esportiva em geral, me sinto honrado em levar ao grande público as emoções de um cotejo desse porte. Como não estamos no "país do futebol" de verdade, sigo fazendo uma tremenda força para que a memória do futebol paulista seja devidamente registrada. Posso dizer que é um enorme prazer.

A agenda esportiva até tem pauta no final de semana, só que a chance de acompanhar algo in loco é pequena. Certo mesmo é retornar aos gramados na quarta-feira que vem com o Brasileiro sub-17 no Parque São Jorge. Está muito mais fácil ver futebol no meio de semana do que de domingo...

Até lá!

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Ficha Técnica: Audax 2-2 Monte Azul

Competição: Campeonato Paulista Série A3; Local: Estádio Prefeito José Liberatti (Osasco); Árbitro: Leandro Carvalho da Silva; Público: 3.792 pagantes; Renda: R$ 22.030,00; Cartões amarelos: Bruno Higor (Aud), Caio Martins (Mon); Gols: Giovanni 11 e 26 do 1º, Cezane 15 e Túlio 25 do 2º.
Audax: Jeferson Romario; Fabio K, Lucas Andrade, Bruno Higor (Wesley Bolinha) e Kallyl; Giovanni, Pablo, Azevedo e Marcondele; Danrley (Gabriel) e Samoel. Técnico: Cavalinho.
Monte Azul: Caio; Léo Felix (Danilo Mederos), Trevisan, Cezane e Gelsinho (Alan Miranda); Hugo, Tulio e Caio Martins; Jhonatan, Vinicius Piveta (Luisinho) e Gabriel Souza. Técnico: Régis Angeli.
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quinta-feira, 2 de maio de 2019

Santos derrota fácil a Portuguesa pelo Paulista Feminino

Texto e fotos: Fernando Martinez


Seguindo na rota da rodada tripla feita na quarta-feira, dia 1º de maio, a sessão vespertina reservou nova cobertura do Jogos Perdidos no Campeonato Paulista Feminino. No gramado do Estádio Oswaldo Teixeira Duarte, a Portuguesa enfrentou o Santos novamente com as duas agremiações em situações totalmente diferentes na disputa do estadual, algo que estamos acostumados a ver há bastante tempo.

A Lusa começou o estadual com três derrotas e só venceu pela primeira vez - 2x1 em cima do Taubaté - na quarta rodada. O cenário provavelmente será esse até o final da primeira fase. Pelo andar da carruagem, dificilmente as comandadas de Prisco Palumbo lutarão por uma vaga entre as oito melhores do certame. Já as Sereias, quanta diferença... Após perderem para o Corinthians na estreia, elas conquistaram três triunfos seguidos e certamente seguirão firmes em busca do bi.


Associação Portuguesa de Desportos (feminino) - São Paulo/SP


Santos Futebol Clube (feminino) - Santos/SP


Capitães das duas equipes junto com o árbitro Luciano Silva, os assistentes Adriano Stange e Sidney Tadeu de Oliveira e o quarto árbitro Gustavo Holanda Souza

Falando um pouco da história desse embate no estadual feminino, o retrospecto é avassalador a favor do Santos. Tirando um empate por 1x1 no primeiro encontro acontecido em 2001, as alvinegras venceram nada menos do que todos os 14 duelos seguintes entre 2010 e 2018. Foram 43 gols marcados e apenas cinco sofridos. No ano passado cobrimos os compromissos de ida e volta: 5x0 com mando santista no Pacaembu no turno e uma surra implacável de 10x0 no Canindé no returno. Nada indicava que o primeiro confronto entre as duas na atual temporada tivesse outro desfecho.

Quando o jogo começou, a expectativa se confirmou rapidamente. Desde o começo as Sereias tomaram conta da peleja e, mesmo sem conseguirem criar chances efetivas, elas mostraram um futebol muito mais organizado. Aos oito minutos, as visitantes marcaram e o tento foi anulado por impedimento. Aos 11, Claudia Soto finalizou e tirou tinta da trave. Aos 29, Ketlen chegou tarde e não conseguiu completar um bom cruzamento.

A Lusa apenas se defendia e não conseguia emplacar um ataque sequer. Quando parecia que o tempo inicial terminaria empatado, saiu o primeiro gol visitante aos 43 minutos. Leila surgiu pela direita e cruzou para Amanda Gutierres. A centroavante emendou de primeira e fez um belo tento. Na etapa final as locais retornaram ao gramado um pouco mais inspiradas e criaram duas grandes oportunidades aos seis e aos oito minutos. Em ambas, a goleira Nicole (que havia entrado no intervalo) mostrou serviço.

Não demorou muito e o Santos cortou o barato das paulistanas. Aos 12 minutos a artilheira Amanda Gutierres ampliou a vantagem em cobrança de pênalti depois que a zaga colocou a mão na pelota dentro da área em chute de Paola Villamizar. O segundo tento sofrido desanimou as donas da casa e o Santos chegou perto de aumentar a vantagem em vários momentos. Villamizar chegou a marcar aos 26, mas o gol foi anulado. Aos 30, Dani Silva cobrou uma falta precisa e Letícia Rodrigues defendeu bem.


Chute de longe no ataque santista


Raro momento em que a Portuguesa passou do meio de campo na primeira etapa


Marcação rubro-verde pela direita do setor ofensivo das Sereias


Ketlen perdendo a bola para sua marcadora


Cadê a bola? Amanda Gutierres fez o segundo tento do Santos no começo do segundo tempo. A cobrança de pênalti foi tão rápida que pegou até o fotógrafo desprevenido



Dois bons momentos das Sereias com a camisa 25 Gláucia, um dos destaques da equipe do tempo final

Aos 40 Alanna recebeu na área, cortou com classe e chutou na trave. Aos 45 Glaucia entrou na área pela direita, driblou a defensora e finalizou com força, obrigando a goleira rubro-verde a trabalhar outra vez. Novamente Alanna teve outro bom momento aos 47 finalizando pela linha de fundo. No fim, o placar final de Portuguesa 0-2 Santos ficou barato pelo grande número de bons momentos criados pelas Sereias. As duas equipes só voltam a atuar pelo Paulista na segunda metade do mês. Antes disso, compromissos importantes de ambas pelas Séries A1 e A2.

Sem tempo a perder, peguei um táxi junto com o Milton até a cidade de Osasco. Fechando a rodada tripla genial do feriado, a primeira final da Série A3 Paulista pediu passagem. Foi uma noite sensacional e que será contada em detalhes no próximo post.

Até lá!

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Ficha Técnica: Portuguesa 0-2 Santos

Competição: Campeonato Paulista Feminino; Local: Estádio Oswaldo Teixeira Duarte (São Paulo); Árbitro: Luciano Silva; Público e renda: Portões abertos; Gols: Amanda Gutierres 43 do 1º e 12 do 2º (pênalti).
Portuguesa: Leticia Rodrigues; Naty, Edna, Bru e Avelar (Rubia); Pequena, Silmara (Steh), Abacaxi e Pires; Lins e Laiane. Técnico: Prisco Palumbo.
Santos: Michelle (Nicole); Leila, Cida (Monique Peçanha), Kelly e Katielle (Maria Dias); Claudia Soto, Rita Bove (Alanna) e Bebel; Villamizar, Ketlen (Dani Silva) e Amanda Gutierres (Glaucia). Técnica: Emily Lima.
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