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sexta-feira, 26 de abril de 2019

Pelo Brasileiro sub-17, virada palmeirense contra o Peixe

Texto e fotos: Fernando Martinez


Todo mundo sabe que a CBF faz um sem número de bobagens. Mas uma coisa é certa: nos últimos anos a entidade vem montando um calendário bem legal pensando nas categorias de base. A maior novidade da atual temporada foi a criação do importante Campeonato Brasileiro sub-17. Na quarta-feira fui ao Estádio Oswaldo Teixeira Duarte debutar no certame com o clássico entre Palmeiras e Santos, válido pela segunda rodada.

Disputado por vinte clubes divididos em duas chaves. Eles jogarão um turno dentro do grupo e os quatro primeiros passam à segunda fase. A partir daí, quartas de final, semifinal e final. Palmeiras e Santos estão no Grupo A. Na rodada inicial, o verde derrotou o Vasco no Rio e o Peixe foi derrotado pelo Athletico como mandante. Reitero os parabéns à CBF pela criação do torneio... pena que aqui em São Paulo pouco esteja sendo realmente feito nesse sentido.


Sociedade Esportiva Palmeiras (sub-17) - São Paulo/SP


Santos Futebol Clube (sub-17) - Santos/SP


Capitães dos times e quarteto de arbitragem

Outra vez tive a companhia de Milton Haddad numa sessão futebolística e novamente o público foi diminuto. Também, a grande maioria dos torcedores não tem a menor ideia que esse campeonato exista. Fugir do lugar-comum com a imprensa que temos e com tudo sendo levado para o lado da "zoeira" é praticamente impossível. Quem se arriscou a ir na casa rubro-verde viu um jogo acima da média.

O Santos iniciou os trabalhos mais ligado e logo aos cinco minutos Kevin abriu o marcador. O camisa 8 chutou de longe, a bola quicou na frente de Mateus Oliveira e morreu no canto direito. O Peixe teve a chance do segundo aos 13, quando Marcos Leonardo recebeu livre, entrou na área mas, ao invés de concluir, esperou a zaga chegar e foi desarmado.

Aos poucos o Palmeiras foi se acertando e o empate saiu aos 26 minutos. Numa grande jogada de Gabriel Silva pela esquerda, ele entrou na área e cruzou por baixo. Ruan surgiu entre os zagueiros e fez o dele. Aos 34, quando era bem melhor em campo, saiu a virada. Após cruzamento da direita, Bruno Menezes tocou de leve, o arqueiro Gustavo resvalou na pelota. O camisa 11 aproveitou a sobra e marcou 2x1. O alvinegro ainda teve a derradeira chance aos 37 quando a finalização de Renyer bateu na rede pelo lado de fora.

No tempo final o duelo continuou bastante animado. Renyer teve a primeira boa chance aos dois minutos em tiro que passou perto da meta defendida por Mateus Oliveira. Aos 11, Pedro Henrique avançou pela esquerda e tocou para Kevin. A finalização foi em cima do goleiro palmeirense. Na sequência, a zaga santista salvou o terceiro tento adversário em cima da linha. No rebote, Gustavo fez milagre. Não demorou para o Santos responder à altura com um chute cruzado de Fernando e importante defesa de Mateus Oliveira. O arqueiro verde mostrou serviço mais uma vez aos 20 em novo chute de Fernando. Marcos Leonardo também teve ótimo momento aos 20 e, só pra variar, o camisa 1 verde foi preciso.

Aos 32, a zaga santista falhou e João Vieira recebeu um belo presente. Ele chutou da pequena área e a bola tinha endereço certo, porém um dos defensores conseguiu travar e a finalização saiu pela linha de fundo. Dois minutos depois, Fernando acertou belo chute da esquerda, o goleiro palmeirense deu rebote e Ruan marcou... só que ele estava impedido e o tento foi anulado.


Dividida em lance no meio de campo logo no começo de Palmeiras x Santos


Ruan, camisa 9 palmeirense, se livrando da marcação


O camisa 11 Bruno Menezes no lance do gol da virada alviverde no Canindé


Ataque santista pela esquerda no segundo tempo


O camisa 3 Henri cortando ataque visitante


Escanteio a favor do Peixe no final da peleja

No último lance, aos 45 minutos, o escrete local teve escanteio pela direita. A zaga bateu cabeça, não conseguiu afastar e Daniel Alves, camisa 13, se aproveitou e fez o terceiro. A peleja chegou ao fim com o placar de Palmeiras 3-1 Santos. Segunda vitória verde e segunda derrota do Peixe no Brasileiro sub-17. Ainda tem tempo de muita reviravolta acontecer até a última rodada. Vamos ficar de olho e tentar cobrir mais alguns joguinhos do torneio.

Menos de 24 horas após esse cotejo, retornei ao Canindé na base da "sessão bônus", agora com o time feminino da Portuguesa em ação pela segundona do nacional.

Até lá!

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Ficha Técnica: Palmeiras 3-1 Santos

Competição: Campeonato Brasileiro sub-17; Local: Estádio Oswaldo Teixeira Duarte (São Paulo); Árbitro: Ilbert Estevam da Silva; Público e renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Gustavo Garcia, Vanderlan, Kaiky, Renan (Pal), Cadu, André, Ivonei, Renyer, Marcos Leonardo (San); Gols: Kevin 25, Ruan 26 e Bruno Menezes 34 do 1º, Daniel Alves 45 do 2º.
Palmeiras: Mateus Oliveira; Gustavo Garcia (Daniel Alves); Henri, Vanderlan e Renan (Robson); Kaiky, Gabriel (Kevyn), Fabinho e Gabriel Silva; Ruan (João Vieira) e Bruno Menezes (Thiago Santos). Técnico: Artur Akiyama.
Santos: Gustavo; André, Pedro Henrique (Rafael), Cadu e Barbosa; Sandry (Matheus), Ivonei, Kevin e Gabriel (Fernando); Marcos Leonardo e Renyer. Técnico: Márcio Griggio.
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segunda-feira, 15 de abril de 2019

Início do Paulista sub-20 com 0x0 entre Lusa e Taubaté

Texto e fotos: Fernando Martinez


Não ia ter futebol no sábado passado, algo de praxe nos últimos meses. De última hora a agenda profissional foi modificada e consegui uma brecha e fui acompanhar a jornada inicial do Campeonato Paulista sub-20 da Primeira Divisão. Sem ter muito o que escolher, fui ao Estádio Oswaldo Teixeira Duarte para o confronto entre Portuguesa e Taubaté, valendo pelo Grupo 3 da competição de base.

O estadual desse ano conta com 40 participantes divididos em cinco chaves com oito clubes cada. Os quatro melhores de cada grupo vão para a segunda fase junto com os quatro melhores quintos colocados. Lusa e Burro da Central estão junto com Primavera, Red Bull, Nacional, Juventus, Guarani e Bragantino. O Palmeiras é o atual bi-campeão da competição e você viu aqui no JP as duas conquistas com coberturas in loco. Em 2017, a Ponte Preta foi derrotada no Pacaembu e em 2018 o Corinthians chegou a vencer o primeiro jogo em casa, mas foi goleado na Arena Barueri e ficou com o vice.


Associação Portuguesa de Desportos - São Paulo/SP


Esporte Clube Taubaté - Taubaté/SP


Trio de arbitragem e capitães dos times

Voltando a 2019, tive a companhia do decano Milton Haddad nesse compromisso que teve presença quase nula de torcedores, algo que já estamos super acostumados. Felizmente poucos foram testemunhas de 90 minutos de um futebol fraco, sem inspiração e com vários erros dos dois lados. Ficamos com aquela famosa certeza que, se depender dos atletas que foram a campo, o futuro de Portuguesa e Taubaté não será dos melhores. Aliás, esse é o nível geral do nosso futebol, em todas as categorias e divisões.

Aos 17 minutos da etapa inicial, a Portuguesa teve o primeiro momento razoável quando um dos seus zagueiros finalizou e o goleiro taubateano quase deixou passar. Dois minutos depois, a zaga visitante cortou um cruzamento e os atletas locais pediram pênalti. Aos 28 Diego, 11 do Taubaté, recebeu bola alçada pela esquerda, cortou o defensor e chutou pela linha de fundo. Aos 41, a última chance rubro-verde com uma ótima cobrança de falta de Fabrício.João Marcos espalmou pra fora.

No tempo final pouco mudou. Foram poucos os momentos de perigo e foi uma tarefa hercúlea se manter acordado graças ao que (não) acontecia no relvado. Cada time teve um bom momento antes dos dez minutos. Aos dois, o Burrão teve sua maior chance com um chute certeiro que foi salvo em cima da linha. A Portuguesa respondeu oito minutos após quando a defesa recuou mal e genial Mandrak, o camisa 14, perdeu grande chance na pequena área.


Lance na lateral esquerda do ataque lusitano


Jogadores dentro da área taubateana


Paolo, 7 da Lusa, em bom lance de ataque


Zagueiro do Taubaté se esticando todo em busca do desarme


Bom corte do defensor visitante


Jogadores apostando corrida no ataque local

A partir daí pouco aconteceu. Estava mais animado acompanhar o Twitter e ouvir música do que acompanhar a peleja, totalmente ausente de emoções. Foi o tipo do jogo que a gente já sabia que não teria gol bem antes do final. O placar de Portuguesa 0-0 Taubaté não foi uma estreia dos sonhos de ambos no Paulista sub-20. Menos mal para o Burrão, que somou um ponto fora de casa pelo menos. O trabalho realmente está apenas no começo.

Pela primeira vez em onze meses saí de uma partida num sábado à tarde sem correria e sem pressa. Voltei junto com o decano Milton e o grande Raul Dias, dono do melhor chuveiro do país, e ainda fiquei conversando com a dupla antes de pegar o caminho do QG da capital. Futebol de novo? Só Deus sabe...

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Portuguesa 0-0 Taubaté

Competição: Campeonato Paulista sub-20 Primeira Divisão; Local: Estádio Oswaldo Teixeira Duarte (São Paulo); Árbitro: Luiz Carlos Ramos Júnior; Público e renda: Portões abertos; Cartões amarelos: João (Por), Gabriel Davy (Tau).
Portuguesa: Rossi; Gegê, Artur (Ramalho), João (Tromba) e Roma (Davi); JP, Paolo (Léo Souza), Cabeça e Marques (Gian); Tortelli (Mandrak) e Fabricio. Técnico: Wendel de Freitas.
Taubaté: João Marcos; Arnon; Alberto; João Oliveira (Hiago) e Jonas Silva; Vitor, Luiz Fernando (Natha), Gláuber e Otávio; Gabriel Davy (Léo) e Diego (Rodrigo). Técnico: Frederico Junior.
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sábado, 13 de abril de 2019

JP na rota da Segundona em São Carlos (com meio jogo)

Texto e fotos: Fernando Martinez


Nos primeiros anos de Jogos Perdidos, vira e mexe rolava alguma cobertura que fugia da rotina ou com times diferentes do que mostrávamos no dia-a-dia ou com visita a alguma cidade distante de casa. Na última quinta-feira tivemos o prazer de emplacar uma cobertura digna do antigo "Especial do Mês" direto da cidade de São Carlos. Na pauta, o genial encontro entre São-Carlense e Catanduva FC na abertura da segunda rodada da fase inicial do Campeonato Paulista da Segunda Divisão.

Nunca tinha visto uma partida profissional em São Carlos. As três que tinha assistido no Estádio Luís Augusto de Oliveira foram válidas pela Copa São Paulo de Futebol Júnior (São Carlos 1-3 São Paulo e São Cristóvão 2-1 Comercial/MS pela edição de 2007 e Flamengo/RJ 0-0 Aquidauanense na edição 2012) e a única que vi no genial Zuzão, casa do falecido Estrela da Bela Vista, foi pelo Paulista sub-17 (Paulistinha 0-2 XV de Piracicaba em 2007). Levando em conta que só faltavam dois times novos na Segundona, justamente os adversários do duelo antecipado, o lance foi aproveitar a deixa e colocar ambos de uma vez na Lista.

Não foi difícil armar a caravana até a Capital da Tecnologia. Tivemos a presença do decano Milton Haddad, o amigo Renato Rocha e, na direção, a fênix Emerson Ortunho reaparecendo após alguns meses de hibernação futebolística. Deixamos a capital no começo da tarde e chegamos no destino por volta das 18 horas. Antes da ação fomos fazer uma boquinha, por coincidência no mesmo local visitado em 2012, também com a presença do amigo-abelha Renato. Lanchonete boa, barata e com um custo benefício espetacular.

Satisfeitos com a bela refeição, nos dirigimos ao Luís Augusto de Oliveira. O local existe como praça de esportes desde 1952 e o estádio como conhecemos foi inaugurado em 1968. Todas as equipes da história profissional da cidade atuaram ali: Estrela da Bela Vista, Bandeirantes, Madrugada, Sãocarlense - o mais famoso deles, que disputou várias divisões entre 1976 e 2004 -, São Carlos FL, Paulistinha e o Grêmio Desportivo São-Carlense. Fundado em 2016, ele é uma espécie de "sucessor" do antigo GES e está na sua segunda temporada pela FPF. No ano passado, fizeram uma campanha fraca e foram lanternas do Grupo 3.

Falando de Catanduva, a cidade tem um extenso rol de times que surgiram e sumiram sem vestígios do cenário futebolístico. Começando com o antigo Catanduva EC, que jogou de 1955 a 1968, passando pelo Botafogo, pelo genial GE Catanduvense e pelo CA Catanduvense, que virou Grêmio Catanduvense de Futebol em 2004. A história da nova agremiação da Cidade Feitiço vem de 2010, quando o padre Osvaldo de Oliveira Rosa criou uma escolinha de futebol como um projeto social para jovens. A empreitada deu resultado e a ideia de continuidade de trabalho foi a responsável pela profissionalização em novembro de 2017. Em 2018, estrearam oficialmente e foram eliminados na primeira fase.


Grêmio Desportivo São-Carlense Ltda. - São Carlos/SP


Catanduva Futebol Clube - Catanduva/SP


Capitães dos times junto com o árbitro Rafael Emilio Acerra, os assistentes Leonardo Lourenço Marchiori e Adilson Roberto de Oliveira e o quarto árbitro Luciano Alves de Lima

Foi de boa entrar na cancha e mais ainda chegar ao gramado. Lá encontrei integrantes das duas comissões técnicas, entre eles o Gustavo Curvelo, responsável pela assessoria de imprensa do São-Carlense. Trocamos algumas palavras antes das equipes subirem ao relvado. Logo fiz os instantâneos oficiais e fui pegar meu lugar acompanhando o ataque local. Fiquei à frente da torre de iluminação oposta à esquerda das cabines... mal sabia que ela se transformaria na maior personagem da noite em breve.

O jogo começou bom e com grande movimentação, principalmente por parte dos visitantes. Aos 10 minutos, Angelo, camisa 10 do onze quadricolor, chutou de longe e a bola bateu na trave. No rebote, Canela não conseguiu finalizar com sucesso e mandou pela linha de fundo. Na sequência ele mesmo cabeceou firme e a pelota tirou tinta do travessão. A torcida, que compareceu em número razoável, já mostrava sinais de preocupação.

O São-Carlense assustou pela primeira vez aos 11 minutos numa falta marcada pelo setor esquerdo do ataque. O goleiro catanduvense Daniel fez ótima defesa e afastou. Aos 13, novo bom momento tricolor em nova cobrança de falta de Cowboy (!), o genial camisa 8 do tricolor. O arqueiro foi ainda melhor e mandou pela linha de fundo. A partir daí, muita entrega dos atletas das duas agremiações e poucos momentos de real emoção.

Jogando sem se importar com o fato de estar longe da sua casa, o Catanduva FC voltou a incomodar a defesa adversária aos 31, quando o camisa 7 Cristian foi lançado pela direita. Ele entrou na área e finalizou para fora com perigo. O São-Carlense teve mais uma falta perigosa aos 34 e novamente o camisa 1 visitante mostrou serviço. Aos 38, nova chance do CFC quando Daniel Junio recebeu no meio, driblou o zagueiro e chutou por cima.

Aos 40 minutos finalmente o placar foi inaugurado e quem fez foi o escrete catanduvense. Angelo, honrando a camisa 10, recebeu pelo meio, tirou com classe do defensor e arriscou da entrada da área. Ele colocou um efeito incrível na pelota e ela encobriu o goleiro Gabriel Silva. Um golaço que colocou o onze amarelo em vantagem. Sem maiores chances, o São-Carlense viu o intervalo chegar em desvantagem no marcador.


Lance pelo alto no ataque do Grêmio São-Carlense


Bruno Jackson, camisa 6 do Catanduva FC, encarando a marcação adversária


Zaga visitante afastando o perigo


Outra boa chegada local em bola alçada na área


Momento em que a bola entrou no gol de Gabriel Silva no golaço de Angelo


Uma visão mais aberta do Luís Augusto de Oliveira na noite de quinta-feira

No intervalo eu fui perto da entrada principal bater um papo com os amigos da caravana e com integrantes da direção do Grêmio. Também aproveitei e comprei uma camisa da equipe. Pena que ela vai ficar numa das várias caixas de papelão, local que minha coleção se encontra desde 2017. A torcida é para que todas voltem a ver a luz do sol em breve. Enquanto a conversa rolava, notei meio sem querer que a torre que ficou atrás de mim nos primeiros 45 minutos estava apagada.

Com os times em campo, o árbitro não autorizou o reinício da peleja e resolveu esperar os refletores voltarem a funcionar. Em poucos minutos quatro deles acenderam, enquanto os outros oito continuavam apagados. A meu ver a bola poderia ter rolado assim, porém o senhor juiz estava irredutível. O tempo foi passando e o pessoal do Catanduva FC começou a se preocupar pensando num eventual adiamento da etapa final, afinal, eles não estavam preparados para passarem a noite longe.

Teve muita conversa de tudo que é lado e então o árbitro, atendendo os pedidos de ambos os clubes, resolveu chamar os dois capitães e os dois goleiros para, com a aprovação dos quatro, reiniciar o cotejo. Os capitães e o goleiro do CFC disseram que não teria problema, só que o arqueiro local, Gabriel Silva, disse que a falta de todos os refletores acesos dificultaria sua performance. Resumindo: nada feito. Como desgraça pouca é bobagem, logo depois dessa reunião os quatro refletores que estavam ligados apagaram de novo.

Não havia eletricista no estádio e Marcelo, encarregado do Luisão, ficou com a missão de consertar tudo. Começou uma enorme correria para conseguir um alicate e descobriram que tinha um dentro do carro do funcionário que estava estacionado na rua. O problema foi que a moça do portão não deixou ele sair pois teria que pagar ingresso (!) caso quisesse adentrar as dependências novamente. Foram alguns minutos perdidos nessa surreal situação. Quando finalmente o rapaz estava munido da tal ferramenta, começou a sair fumaça da caixa de força. Enquanto tentava uma última cartada, um curto-circuito geral fez com que o heroico moço desistisse de vez.


O papo entre o quarteto de arbitragem, capitães dos times e os dois goleiros na tentativa da continuidade da peleja


Os quatro refletores sobreviventes. Na boa? Dava pro jogo ter rolado apenas com eles


O papo de dirigentes, arbitragem, atletas e imprensa sob a não-luz da torre com curto-circuito


Não foi do jeito que esperávamos o desfecho da partida, mas a viagem valeu mesmo assim

Foi o detalhe que faltava para o árbitro dar por suspensa a peleja e, pelo regulamento, a segunda etapa seria jogada na sexta-feira às 15 horas. Um triste e lamentável desfecho após 250 quilômetros percorridos pela caravana da coragem da vez. Ainda ficamos fazendo aquela famosa social com os presentes e também emplacamos um pit-stop para degustar o bom e velho Guaraná Poty, uma tradição nas nossas viagens.

Entre vários assuntos no caminho da volta, afirmei que cortaria um braço se o resultado do primeiro tempo permanecesse no segundo, já que eu tinha absoluta certeza que rolariam mais gols. Dito e feito: saíram mais três. Os donos da casa deixaram tudo igual aos 20 minutos com Matheus Ferreira. Nos acréscimos, precisamente aos 48, os visitantes voltaram à frente com Caio, porém, na saída de bola, Jeferson deu números finais à partida de dois dias no Luis Augusto de Oliveira: São-Carlense 2-2 Catanduva FC. E aí, vale colocá-los na Lista tendo visto só os primeiros 45 minutos? Cartas para a redação.

Espero do fundo do coração que a gente consiga emplacar mais viagens em breve. Por enquanto, vamos no esquema que faço desde maio de 2018: presença quando a agenda profissional permite. Como o futebol (infelizmente) não paga minhas contas, não resta outra opção.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: São-Carlense 2-2 Catanduva FC

Competição: Campeonato Paulista Segunda Divisão; Local: Estádio Luís Augusto de Oliveira (São Carlos); Árbitro: Rafael Emilio Acerra; Público: 153 pagantes; Renda: R$ 1.265,00; Cartões amarelos: Pedro Bispo e Jeferson (Sao), Daniel Junio, Daniel, Douglas, Caio e Lucas (Cat); Gols: Angelo 40 do 1º, Matheus Ferreira 20, Caio 48 e Jeferson 49 do 2º.
São-Carlense: Gabriel Silva; Yure, Pedro Bispo, Gustavo Henrique e Alison; Rezende (Eric), Joel, Cowboy e Hugo (Matheus Ferreira); Vagner (Kaio) e Jeferson. Técnico: Anderson Ré Fiorentino.
Catanduva FC: Daniel; Douglas (Ventura), Léo Cruz, Gil e Bruno Jackson; Daniel Junio, Cristian (Caio), Mineiro e Angelo; Canela e Kitinho. Técnico: Macena.
Obs: O jogo foi interrompido no intervalo por falta de energia elétrica em 11 de abril. O segundo tempo foi disputado na tarde de 12 de abril.
Obs²: O cartão amarelo para Lucas, do Catanduva FC, foi dado em virtude de infração na comemoração do gol. O atleta era o goleiro reserva do time.
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terça-feira, 9 de abril de 2019

Barcelona e Guarulhos ficam no zero na Rua Javari

Texto e fotos: Fernando Martinez


No final de semana, enquanto a bola rolou nas fases decisivas da A2 e A3, começou o outrora carro-chefe do JP, o Campeonato Paulista da Segunda Divisão, absurdamente limitado a atletas sub-23 desde o ano passado. Não fui em nenhum jogo no sábado e no domingo, porém na segunda-feira, enfrentando frio, chuva e uma preguiça do tamanho do mundo, fui até o Estádio Conde Rodolfo Crespi. Ali, Barcelona e Guarulhos estrearam pelo Grupo 6.

A Segundona deste ano tem a presença de 41 clubes e conta com a presença de inúmeros baluartes do interior paulista, como América, Bandeirante, Francana, Taquaritinga, XV de Jaú, Paulista, São José, Marília, entre outros, além dos "estreantes" Rio Branco e União Barbarense. Todos ostentando grande história e sabendo que precisam sair da última divisão o quanto antes. De longe é o campeonato mais difícil do estado, sem sombra de dúvida. 

Na chave 6, além do Elefante e do escrete guarulhense estão Flamengo, Mauaense, Jabaquara, Mauá FC e o genial União Suzano, retornando às competições da FPF após quatro anos. As equipes estão divididas em seis chaves e as quatro melhores se classificam. Diferente do bisonho "sorteio" do ano passado, nessa temporada haverá a famosa "mistura" de times na segunda fase. Se o fato de ser sub-23 torna o certame uma anomalia, pelo menos esse fato é algo legal.


Barcelona Esportivo Capela Ltda - São Paulo/SP


Associação Desportiva Guarulhos - Guarulhos/SP


Capitães dos times e o quarteto de arbitragem composto por Matheus Delgado Candançan, Helio Antônio de Sá, Rafael de Souza Penatte e Alef Feliciano Pereira

A peleja era pra ter sido realizada domingo cedo, mas como o Juventus recebeu o XV pelas quartas da A2, o confronto foi então remarcado para segunda às três da tarde, aquele horário espetacular preferido de dez entre dez desempregados e desocupados de plantão. Apesar do dilúvio que desabou na capital, não deixei de ir pois queria manter os 100% de aproveitamento de compromissos do Barcelona Capela como mandante desde sua volta em 2015. Foi a 30ª apresentação seguida com a minha presença e por consequência, com matéria aqui no Jogos Perdidos.

Quando estava no caminho da Rua Javari encontrei o metaleiro Renato Rocha e o seu rol de momentos surreais. Chegamos na cancha e nada indicava que uma partida oficial seria realizada ali, algo totalmente esperado, já as bilheterias estavam vazias e a movimentação era nula. Esse fato fez com que eu me surpreendesse com a boa presença de público na parte coberta - bom para os padrões do Barcelona e da competição, que fique claro -. Logo fui ao gramado e permaneci ali pelos 45 minutos inciais acompanhando o ataque local.

O primeiro tempo foi de grande movimentação, mas poucos momentos interessantes. Aos seis minutos Johnny, camisa 7 do Barcelona, chutou de longe e o goleiro Alex fez defesa segura. Quatro minutos depois, o Guarulhos atacou pela esquerda e a finalização saiu por cima do gol. Aos 13, nova chance visitante quando, após escanteio da esquerda, um dos avantes subiu sozinho e cabeceou firme, só que a bola saiu pela linha de fundo. A partir desse lance, muita chuva, sono e ação concentrada no meio de campo.


Johnny, 7 do BEC, enfrentando a marcação adversária


Samuel (9) e Jonatan (4) disputando a bola pelo alto


Zagueiro do Guarulhos sendo acossado por atletas paulistanos


De novo Samuel no ataque do Elefante, agora com a marcação de Guilherme (3)


Alex (6) tentando se desvencilhar da marcação de Wesley (2)

O aguaceiro piorou no intervalo e desisti de seguir captando as imagens de perto. A etapa final foi disputada debaixo de muito mais água e mesmo assim o panorama melhorou. O Barcelona criou duas boas oportunidades nos primeiros minutos e em ambas Alex trabalhou bem. Aos sete, faltou um detalhe para o placar ter sido inaugurado. Num escanteio a favor do Guarulhos pela esquerda, o camisa 4 Jonatan escorou no segundo pau e Weider perdeu na pequena área. Aos 10, Vinicius bateu falta a favor do Barcelona e o arqueiro visitante fez ótima defesa.

No minuto seguinte a bola foi cruzada na área paulistana e nenhum atleta do Guarulhos conseguiu completar. Weider, o principal nome do onze visitante, arriscou um tiro aos 12 e a pelota tirou tinta da trave. Aos 22, outro lance de bastante perigo a favor do tricolor da Grande São Paulo. Weider fez ótima jogada pela esquerda e obrigou Alexandre a mostrar serviço novamente. Luís Henrique ficou com o rebote e, com um toque de classe, ele tentou encobrir o camisa 1. A bola saiu por centímetros. Ali eu vi que o 0x0 seria praticamente inevitável.


No segundo tempo, o Guarulhos foi melhor do que o Barcelona


Uma das várias chegadas visitantes pelo alto


Atletas do Guarulhos se preparando para mandar a bola na área local

O cotejo continuou bem movimentado e com os visitantes mais dispostos. No fim, minha expectativa se confirmou com o resultado de Barcelona 0-0 Guarulhos. Os líderes da chave são Flamengo, que derrotou o Mauá FC, e o União Suzano, que venceu por WO o Mauaense pois o Pedro Benedetti não estava com os laudos em dia. A primeira fase vai terminar no longínquo 30 de junho, no meio da Copa América. O próximo compromisso do Elefante dentro de casa será no feriado de 1º de maio. Após esse jogo, os demais serão nas sextas (!) de tarde. Prevejo dor de cabeça para manter a sequência que vem desde 2015.

Quando a peleja acabou a chuva que já estava forte ficou ainda pior. Fui obrigado a pegar um 99 da Mooca até o Morumbi para não chegar tão atrasado no trabalho. Apesar dos inúmeros problemas que tenho passado ali, é o que está me segurando financeiramente falando, então vamos engolindo aquele sapo maroto todo santo dia que a situação do país não está nada fácil.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Barcelona 0-0 Guarulhos

Competição: Campeonato Paulista Segunda Divisão; Local: Estádio Conde Rodolfo Crespi (São Paulo); Árbitro: Matheus Delgado Candançan; Público: 203 pagantes; Renda: R$ 1.530,00; Cartões amarelos: Rafael e Vinícius (Bar), Tuono (Gua).
Barcelona: Alexandre; Wesley, Gerson, Alê e Rafael (Japa); Vinicius, Felix e Gui; Johnny, Samuel (Alemão) e Roni. Técnico: Adauto Marinho.
Guarulhos: Alex; Alanderson, Guilherme, Jonatan e Alex (Weider); Victor, Breno, Deivision e Luis Henrique (Arthur); Tuono (Matheus) e Guedes. Técnico: José Eduardo de Miranda.
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segunda-feira, 8 de abril de 2019

Juventus vai bem, mas perde a vaga na semi para o XV

Texto e fotos: Fernando Martinez


A volta das quartas de final do Campeonato Paulista da Série A2 pediu passagem na manhã do domingo aqui no JP. Fui pela primeira vez na atual temporada acompanhar uma peleja do Juventus no Estádio Conde Rodolfo Crespi com direito à definição de uma vaga na semifinal do certame. O sempre genial XV de Piracicaba visitou o onze grená num duelo tradicionalíssimo, repetido por várias décadas na primeira divisão e recheado de grandes momentos.

O primeiro Juventus x XV que assisti foi em 13 de fevereiro de 1999, um sábado de Carnaval. Choveu muito,o o público foi bem pequeno e os grenás venceram pela contagem mínima, gol de Gabriel, um camisa 9 bastante contestado na época. O destaque da partida foi a presença do saudoso Zé Carlos, ex-Flamengo e um dos goleiros da Copa de 1990, na meta do alvinegro. Ele foi super simpático durante todo o jogo e no fim ainda veio conversar com quem estava no alambrado. Além desse encontro, acompanhei mais três, todos com vitória paulistana: 3x1 pela Copa Estado de São Paulo em 19 de julho de 2003, outro 3x1 em 27 de setembro de 2007 pela Copa FPF e um 2x1 válido pela Série A3 em 10 de fevereiro de 2010.

Voltando a 2019, na quinta-feira o Nhô Quim derrotou o Moleque Travesso pela contagem mínima e chegou na Rua Javari precisando apenas de um empate para se garantir na semi. Sendo assim, os grenás tinham que vencer por dois gols de diferença e o triunfo por um tento levaria a decisão aos pênaltis. Um total de 4.217 pessoas pagaram ingresso e encheram a casa juventina nessa decisão. A torcida piracicabana, como não poderia deixar de ser, também marcou presença em peso.


Clube Atlético Juventus - São Paulo/SP


Esporte Clube XV de Novembro - Piracicaba/SP


O árbitro Thiago Duarte Peixoto, os assistentes Miguel Cataneo da Costa e Daniel Luis Marques, o quarto árbitro Thiago Lourenço de Mattos e os capitães dos times

Cheguei na cancha por volta das 9h30 e minutos depois já estava no relvado. O número de gente na parte coberta era enorme, e entre as autoridades, vale registrar a presença do presidente da FPF Reynaldo Carneiro Bastos e do ex-jogador Casagrande. Muito mais importantes do que os dois, também contamos com a presença do seu Natal, o taxista do milênio, o decano Milton Haddad e, na torcida do XV, o amigo Mário e sua simpaticíssima namorada, Monique. De ruim, só o mormaço que queimou até pensamento.

Fiz as imagens dos times e do trio de arbitragem e fui pegar meu lugar no ataque local. O primeiro ataque perigoso foi do XV no primeiro minuto. A finalização foi precisa e um dos zagueiros conseguiu salvar em cima da linha. Após esse lance, o Juventus ficou cerca de meia hora com o absoluto domínio territorial. Só que a pressão foi um tanto quanto sem inspiração e todas as chances foram desperdiçadas. Luiz Fernando, goleiro visitante, trabalhou duas vezes em chutes de longe.

Aos 35, foi Paulo Vítor que fez uma das defesas mais impressionantes dos últimos tempos. Mizael recebeu bom passe de Macena, avançou pela esquerda e cruzou para Ronaldo. O camisa 9 chutou firme à queima-roupa, mas o camisa 1 juventino conseguiu espalmar pela linha de fundo de forma absolutamente inacreditável. Nos minutos restantes, nada de relevante. Quando o intervalo chegou, o marcador ainda estava inalterado.


Disputa de bola no campo de defesa quinzista


Zaga do XV afasta bola levantada em cobrança de escanteio


Zagueiro do Nhô Quim sendo driblado por atleta juventino


Chute de longe no ataque grená que passou bem longe da meta


Falta em cima de Potiguar pela direita

A entrada de Ramón na etapa final foi o ingrediente que faltava para o Juventus finalmente começar a levar perigo de verdade. No primeiro ataque Romarinho recebeu, tirou do zagueiro e chutou. A bola bateu na rede pelo lado de fora e a ilusão de ótica fez com que boa parte do estádio comemorasse o gol. Falando em gol, aos seis os grenás abriram o marcador. Romarinho deu grande passe para Ramon na área e o camisa 17 tocou por baixo. Grande festa dentro e fora de campo com o tento que levava a decisão da vaga para a marca de cal.

O XV sentiu o golpe e continuou sem mostrar nenhum poder ofensivo, além de não ser capaz de frear o rápido ataque local. Aos 19, Ramón lançou Romarinho na área e o camisa 7 foi derrubado pelo goleiro. Pênalti. A batida ficou por conta do camisa 10 Potiguar. O atleta até que bateu bem, porém Luiz Henrique fez uma estupenda defesa com os pés e impediu que o Juventus ampliasse. Esse lance acabou dando um alento ao time interiorano e, apesar de não conseguirem sucesso na criação de bons momentos, ao menos equilibraram a posse de bola.

O XV esperava um lance, aquela chance de contra-ataque marota, para buscar o gol da classificação. Aos 35 minutos ele aconteceu e o onze comandado por Tarcísio Pugliese não desperdiçou. Misael lançou Macena, ele ganhou de Lucão na corrida e chutou cruzado, no canto de Paulo Vítor. O atleta também tinha marcado o gol da vitória no Barão de Serra Negra e saiu do gramado histórico da Javari como o heroi da classificação (junto com Luiz Henrique, claro).

Ramón poderia ter saído como tal dois minutos depois, só que o atleta mandou por cima uma preciosa oportunidade na pequena área. Ele tentou bater com força quando o jeito era a melhor escolha para concluir. No tempo que restava os paulistanos tentaram sem sucesso a marcação do segundo tento. Por mais que merecessem melhor sorte, quando o árbitro apitou pela última vez na quente manhã de domingo, a eliminação se tornou realidade.


Lance do gol do Juventus, marcado por Ramon aos seis do tempo final


Durante a primeira metade do segundo tempo o escrete grená dominou por completo a partida e chegou várias vezes perto de ampliar


Pênalti perdido por Potiguar com defesa sensacional de Luiz Henrique


Zaga travando o que seria uma boa finalização grená


Comemoração do gol de empate piracicabano. O gol que levou o XV à semifinal

O placar de Juventus 1-1 XV de Piracicaba colocou o Nhô Quim na semifinal da Série A2. Agora o adversário direto em busca de uma vaga na A1 de 2020 será a Inter de Limeira. Os piracicabanos não disputam a principal competição do estado desde 2016, enquanto os limeirenses desde 2005 (!). A outra vaga sairá do encontro entre Água Santa e Santo André. E vale lembrar: por enquanto não existe nada de terceira vaga. O que saiu na imprensa até aqui não passa de boato.

Foi isso. Na tarde de segunda-feira retornei à Javari para iniciar os trabalhos na querida Segundona Paulista. Teve chuva, frio e muito perrengue, mas outra vez marquei presença numa apresentação do Barcelona Capela "em casa".

Até lá!

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Ficha Técnica: Juventus 1x1 XV de Piracicaba

Competição: Campeonato Paulista Série A2; Local: Estádio Conde Rodolfo Crespi (São Paulo); Árbitro: Thiago Duarte Peixoto; Público: 4.217 pagantes; Renda: R$ 69.600,00; Cartões amarelos: Cesinha e Roger (Juv), Walfrido, Kadu Barone, Macena, Luiz Fernando e Robertinho (XVP); Gols: Ramon 6 e Macena 36 do 2º.
Juventus: Paulo Vitor; Thiaguinho, Robson, Diego Sacoman e Roger (Paulo); Alê, Douglas, Romarinho (Lucão) e Potiguar; Cesinha e Adilson (Ramon). Técnico: Alex Alves.
XV de Piracicaba: Luiz Fernando; Jefferson Feijão, Douglas Marques (Paulão), Gilberto Alemão e Robertinho; Fraga, Walfrido (Cássio Gabriel) e Misael; Kadu Barone (Bruninho), Macena e Ronaldo. Técnico: Tarcísio Pugliese.
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