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segunda-feira, 22 de julho de 2019

Na Comendador Souza, novo Juvenal com triunfo grená

Texto e fotos: Fernando Martinez


O final de semana de coberturas do Jogos Perdidos se iniciou na tarde de sábado com aquele dever cívico que sigo desde setembro de 2016: acompanhar todas as apresentações do Nacional no Estádio Nicolau Alayon. desta vez, o adversário foi o Juventus em nova edição do glorioso Juvenal, a segunda na atual temporada, pela quinta rodada do Grupo 3 da Copa Paulista.

Essa foi a primeira vez que os dois velhos conhecidos se enfrentaram após o fatídico jogo de março que decretou a queda do escrete ferroviário para a Série A3 (aliás, a torcida na Comendador Souza até hoje não engoliu o gol anulado que salvaria o clube do rebaixamento). Muito aconteceu depois daquele embate. A antiga parceria do time da Barra Funda agora está na Mooca e a rapaziada que toma conta do futebol nacionalista é uma enorme incógnita. Não dá hoje para ter a menor ideia de como será o futuro pelos lados da Zona Oeste da capital.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Clube Atlético Juventus - São Paulo/SP


O quarteto de arbitragem composto pelo árbitro Flávio Roberto Ribeiro, os assistentes Fernando Afonso de Melo e Paulo Cesar Modesto e o quarto árbitro Matheus Delgado Candançan posando para o JP junto com os capitães dos times

Falando de história, o primeiro duelo entre os dois aconteceu em 1934. De lá pra cá, o Juventus tem boa vantagem no número de vitórias e atualmente possuem uma sequência de três triunfos seguidos, algo que rolou antes apenas em 1942/1943 e 1947/1948. Um quarto resultado positivo se transformaria na maior sequência de todos os tempos. Da minha parte, esse foi o 13º Juvenal profissional que acompanhei (o 23º contando todas as categorias), de longe o confronto que mais vi em estádios.

Por ser um duelo de líderes da chave eu esperava ver uma peleja animada e com bons lances. Isso aconteceu, só que todos a favor do Juventus. Os locais fizeram um jogo bastante abaixo da média e conseguiram perder a invencibilidade na Copa mesmo atuando em casa. Os comandados de Alex Alves, com direito a vários ex-nacionalistas graças à troca de parceria, não deram chance ao inoperante adversário.

Só que não foi aquela coisa "nossa, que atuação magnífica da equipe da Mooca" pois também eles não mostraram um futebol primoroso e demorou para colocarem o pé na forma. A rapaziada mostrou serviço, atacou algumas vezes porém só aos 42 minutos conseguiram abrir o marcador com Thiaguinho. Na volta do intervalo nem deu tempo do Nacional pensar direito e já tomou o segundo. Júnior Mandacaru aproveitou vacilo da zaga da casa e tocou para Gil. Ele tocou na saída do goleiro, ampliando a vantagem.

Não restou outra alternativa ao onze local a não ser atacar, algo que ainda não tinham feito. O setor ofensivo timidamente chegou perto da área grená e aos 21 minutos diminuíram o prejuízo com Cajú. Os 719 pagantes chegaram a crer que a partida ganharia emoção... ledo engano. O que mais tenho visto em 2019 é jogo fraco e abaixo da média e esse Juvenal infelizmente seguiu esse lamentável cenário.


Escanteio a favor do Nacional e todo mundo se puxando dentro da área grená


Rogério Maranhão iniciando ataque nacionalista



Dois escanteios para os donos da casa no segundo tempo


Boa cobrança de falta a favor do Nacional em boa defesa de Rafael

O resultado de Nacional 1-2 Juventus deixou os grenás ainda mais líderes do Grupo 3 da Copa Paulista agora com 12 pontos, quatro à frente do vice-líder Desportivo Brasil. Os ferroviários caíram para a terceira colocação com os mesmos oito pontos do clube de Porto Feliz. Com essa rodada o primeiro turno acabou e semana que vem se inicia o returno. As últimas apresentações do antigo SPR não vem agradando e está na hora de mudarem o espírito.

O futebol continuou na pauta livre do JP, mas agora com as meninas do Brasileiro Feminino. Teve clássico nacional no gramado do Pacaembu no domingo de tarde. Um jogo genial que teve presença obrigatória da imensa equipe de reportagem do blog.

Até lá.

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Ficha Técnica: Nacional 1-2 Juventus

Competição: Copa Paulista; Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Flávio Roberto Mineiro Ribeiro; Público: 719 pagantes; Renda: R$ 9.210,00; Cartões amarelos: Rogério Maranhão, Luciano Pintinho, Felipe Lacerda, Rodrigo San (Nac), Paulo, Thiaguinho, Alê (Juv); Gols: Thiaguinho 42 do 1º, Gil 1 e Cajú 20 do 2º.
Nacional: Felipe Lacerda; Danilo Negueba, Rodrigo San, Luca Xuxa e Felipe Gregório; Rogério Maranhão (Laécio), Lucas Lu (Cajú), Allan Christian e Gabriel Mendes; Éder Paulista (Luciano Pintinho) e Vinicius Faria. Técnico: Ricardo Silva.
Juventus: Rafael; Thiaguinho, Róbson, Diego Sacoman e Paulo; Alê, Douglas (Dener), Gabriel e Gil; Ortigoza (Roger) e Mandacaru (Rocha). Técnico: Alex Alves.
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quarta-feira, 17 de julho de 2019

Em dia de aniversário, tudo igual entre Corinthians e Nacional

Texto e fotos: Fernando Martinez


Encerrei a semana alvinegra do JP - foi a quarta cobertura em seis dias - em grande estilo. Em plena tarde de segunda-feira fui ao Estádio José Liberatti em Osasco conferir de perto o duelo entre Corinthians e Nacional pela quarta rodada da Copa Paulista. Além de ser um confronto genial, ela aconteceu no dia 15 de julho, meu aniversário... uhú! No dia em que eu for presidente da FPF, sempre marcarei alguma partida nesse dia.

Foi a nona vez que isso aconteceu em todos os tempos. A primeira vez em 2003 num ótimo Portuguesa 4x0 Caxias pela Série B e a última em 2017, em meio à minha derrocada pessoal e financeira, no massacre nacionalista contra a Briosa por 5x0. No histórico, também tem uma maravilhosa rodada dupla no Pan do Rio em 2007: Colômbia 0x1 Jamaica e Estados Unidos 2x1 Venezuela. Só jogo legal.

Mais uma vez fui sozinho ao jogo que reuniu o líder e ainda invicto onze da Barra Funda contra o mosqueteiro, quarto colocado com duas derrotas nas três rodadas disputadas. O Timão não tem como atuar no Parque São Jorge pois não tem todos os laudos para a liberação em compromissos profissionais (expliquei o que acontece na matéria de Corinthians 3x2 Figueirense semana passada), então vai atuar sempre fora de casa. Pena somente pois essa partida não foi marcada para o Pacaembu, campo que o Nacional não atua desde 1968


Sport Club Corinthians Paulista - São Paulo/SP


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP

O público pequeno, 135 pagantes, viu uma peleja que, se não foi uma maravilha, teve seus bons momentos. O Nacional dominou as ações praticamente durante todo o tempo inicial. O time emendou ótimos ataques aos dois, seis e quinze minutos antes de abrir o marcador aos 17. Em escanteio da direita, a bola sobrou no segundo pau e Rogério, de cabeça, deixou os visitantes em vantagem.

O grande problema foi que os ferroviários não conseguiram segurar o resultado e sofreram o empate aos 24. Colman avançou pela esquerda, cruzou, o goleiro afastou e Gabriel Silva completou. Caio salvou em cima da linha, mas o árbitro confirmou o tento pois o assistente correu para o meio de campo. Quem estava próximo do lance garante que não entrou.


Bolo de jogadores dentro da área visitante após cruzamento


Atletas apostando corrida no gramado do Rochdale


Éder Paulista (9) em investida do Nacional no bom primeiro tempo do time visitante


Rogério Maranhão comemorando o gol nacionalista

Aos 30, o Corinthians quase virou em chute de Renan e grande defesa de Felipe Lacerda. Aos 34, pelota na trave local em finalização de Vinícius. Até o intervalo vimos boa movimentação de ambos os lados. Na segunda etapa, eu acreditava que o escrete ferroviária continuaria apresentando um futebol razoável, só que os comandados de Ricardo Silva voltaram ao gramado com um sono monstro e foram dominados completamente.

O mosqueteiro criou pelo menos seis ótimas oportunidades para o segundo gol que daria o triunfo de virada, só que o arqueiro nacionalista segurou com muita competência o ataque adversário. O fato de estarem na liderança não adiantou muito e o clube da Zona Oeste tem que agradecer ao céu o fato de não ter perdido a invencibilidade nesta rodada.


Desarme de atleta alvinegro no começo do tempo final


Zagueiro local cortando tentativa de ataque do Nacional


Emerson (5) se preparando para mandar a bola longe com a marcação de Matheus Lu (7)


Bola cruzada na área local em bom momento do Nacional

No fim, o Corinthians 1-1 Nacional tirou os visitantes da liderança do Grupo 3 da Copa Paulista, agora ocupada pelo Juventus. A equipe de Parque São Jorge continua em quarto, agora junto com o Taubaté. Na próxima rodada o Naça recebe o líder da chave enquanto os corintianos visitarão o Desportivo Brasil.

Saí de Osasco e ainda consegui comemorar de forma simples meu aniversário antes de partir para a labuta. Ossos do ofício. Já com 4.3 na bagagem volto com as coberturas futebolísticas do JP com mais uma edição do Juvenal.

Até lá!

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Ficha Técnica: Corinthians 1-1 Nacional

Competição: Copa Paulista; Local: Estádio José Liberatti (Osasco); Árbitro: Alessandro Darcie; Público: 135 pagantes; Renda: R$ 1.650,00; Cartões amarelos: Rodrigo Figueiredo, Del'Amore, Altair (Cor), Caio Mendes (Nac); Gols: Rogério Maranhão 17 e Gabriel Silva 24 do 1º.
Corinthians: Filipe; Renan Brainer (Luan), Igor Morais, Del'Amore (Jordan) e Kauê (Rodrigo); Emerson, Jorge Colman, Warian e Rodrigo Figueiredo; Altair e Gabriel Silva. Técnico: Edson Leivinha.
Nacional: Felipe Lacerda; Danilo Negueba, Felipe, Lucas Augusto e Caio Mendes; Rogério Maranhão, Matheus Lu (Laécio), Allan Cristian e Patrik (João Lucas); Eder Paulista (Luciano) e Vinícius. Técnico: Ricardo Silva.
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terça-feira, 16 de julho de 2019

Na Arena Corinthians, a gloriosa estreia do CSA no Jogos Perdidos

Texto e fotos: Fernando Martinez


Desde que a Portuguesa deixou de participar da Série A do Campeonato Brasileiro eu praticamente parei de assistir jogos do mais importante certame nacional. Desde o ano em que sediamos a Copa do Mundo, foram apenas quatro pelejas que acompanhei in loco, três em 2014 e uma em 2017. O número voltou a aumentar no domingo passado com a esperada (e demorada) inclusão na Lista do time profissional do CSA atuando contra o Corinthians. Além disso, é a primeira vez que aparecem aqui no Jogos Perdidos.

Tinha visto o onze alagoano apenas duas vezes até hoje, as duas pela Copa São Paulo. A primeira em 2001 numa derrota contra o Capivariano em Capivari e um empate por 2x2 com o Vasco da Gama em Barueri no ano seguinte. Depois disso o time sumiu do mapa, pelo menos por aqui. O clube chegou a atuar perto da capital nos últimos anos, mas não tinha conseguido organizar uma cobertura. Mais de 17 anos após ter visto a gloriosa equipe pela última vez, nada melhor do que "tirar o J" em grande estilo na Arena Corinthians.


Times perfilados antes do começo do jogo

O alviceleste não jogava contra o mosqueteiro na capital paulista desde 1983, quando perdeu por 4x2 no Morumbi pela Taça de Ouro. O histórico contava com quatro duelos e quatro triunfos corintianos. Com certeza esse é o confronto mais legal do alvinegro na sua casa na atual edição da Série A. Por vários motivos eu não podia perder. O bom é que por ser uma partida com menor apelo, consegui comprar o ingresso sem nenhuma dificuldade apesar da cancha receber novamente um bom público.

Fui sozinho até a Arena e o clima foi, claro, bem diferente do que encontrei ali durante a Copa América nas três partidas que assisti ali (na ordem: Peru 0x5 Brasil, Colômbia 0x0 Chile e Argentina 2x1 Chile). Sem estrangeiros, sem bandeiras de países diferentes e apenas o preto e branco dando a tônica. Meu lugar foi próximo do que fiquei na goleada tupiniquim contra os peruanos que fechou a primeira fase e dali vi um jogo em que apenas uma equipe atacou.

O Corinthians emplacou um sem número de chances e alugou o campo de defesa adversário. O problema, só para variar, foi um problema que é crônico há meses e meses: a criação de ataques realmente bons. Os comandados de Fábio Carille mostraram uma enorme dificuldade em finalizar de forma decente e as investidas foram meia-bomba. Na primeira etapa o maior lance foi com Vágner Love e uma cavadinha que foi salva em cima da linha.

No segundo tempo o cenário não mudou, e com isso a torcida foi perdendo o bom humor a cada finalização pela linha de fundo. Eu estava numa relax, numa tranquila e numa boa, sossegado por ver o CSA principal pela primeira vez, só que o número de gols perdidos pelo escrete local foi de tirar do sério até quem estava desencanado. A tarde estava tão zicada que aos 26 minutos,o árbitro não marcou pênalti claro a favor do Corinthians. Parecia que seria uma tarde de horror contra um dos piores colocados da competição.


Bola levantada dentro da área do CSA


Jonatan Gómez, 29 alagoano, em lance pela esquerda


Ralf (15) disputando a bola pelo alto no meio-campo


Gil, zagueiro mosqueteiro, se aventurando no ataque


Ótima defesa de Jordi, goleiro do CSA, em cobrança de falta

Foi apenas aos 32 minutos que a torcida pôde comemorar quando Vágner Love recebeu bom passe de Boselli e encheu o pé direito, inaugurando o marcador na Arena. Pouco depois a arbitragem anulou o que seria o segundo gol. No fim, o placar ficou mesmo no magro Corinthians 1-0 CSA e que serviu para o alvinegro subir na tábua de classificação. Os alagoanos estão na 19ª posição e são candidatos fortes ao rebaixamento. Apesar do jogo sofrido, foi legal ter ido lá.

A "semana" mosqueteira no JP. que se iniciou na semana passada. terminou na tarde de segunda-feira com um joguinho da Copa Paulista em Osasco. A quarta cobertura corintiana foi no meu aniversário. Sempre é muito legal ver futebol ao vivo quando completamos outro ano de vida.

Até lá!

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Ficha Técnica: Corinthians 1-0 CSA

Competição: Campeonato Brasileiro; Local: Arena Corinthians (São Paulo); Árbitro: Wagner Reway (PB); Público: 33.952 pagantes; Renda: R$ 1.392.676,36; Cartões amarelos: Sornoza, Fagner (Cor); Ricardo Bueno, Alan Costa, Nilton, Cassiano, Luciano Castán, Celsinho (CSA); Gol: Vágner Love 32 do 2º.
Corinthians: Cássio; Fagner, Manoel, Gil e Danilo Avelar; Ralf (Régis), Júnior Urso e Sornoza; Pedrinho (Boselli), Clayson e Vagner Love (Gabriel). Técnico: Fábio Carille.
CSA: Jordi; Celsinho (Cassiano), Alan Costa, Luciano Castan e Rafinha; Naldo, Nilton (Jeankléber), Jonatan Gómez (Victor Paraíba) e Apodi; Alecsandro e Ricardo Bueno. Técnico: Argel Fucks.
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sábado, 13 de julho de 2019

Boa vitória corintiana na despedida do Brasileiro de Aspirantes

Texto e fotos: Fernando Martinez


Não fiquei nem um dia longe do Estádio Alfredo Schurig. Depois de ir na casa alvinegra na quarta-feira, retornei ao local na quinta para nova apresentação do Corinthians, agora pelo Campeonato Brasileiro de Aspirantes. Já eliminados, os paulistanos receberam o Figueirense pensando numa despedida digna. Foi apenas a segunda vez que acompanhei in loco um jogo deste torneio. O primeiro foi em 26 de outubro de 2017, um São Paulo 1x1 Internacional no Canindé.

Atuando em paralelo com a Copa Paulista, o elenco sub-23 do mosqueteiro não fez um bom nacional. Foram apenas nove pontos em sete rodadas e a eliminação matemática após a derrota contra o Sport na rodada passada. Vale lembrar que o certame tem 16 participantes divididos em duas chaves e os quatro primeiros vão à segunda fase. Os times não jogaram entre si e sim com as agremiações da outra chave. O Figueirense chegou na Fazendinha classificado por antecedência e garantido na liderança do Grupo B.


Sport Club Corinthians Paulista (aspirantes) - São Paulo/SP


Figueirense Futebol Clube (aspirantes) - Florianópolis/SC

O bizarro é que a Fazendinha estava vazia, já que tivemos os portões fechados ao público, diferente do dia anterior. Porque pode ter torcida no sub-20 e no sub-23 não? Eu não sabia até ontem. O antigo juniores é amador, logo, não precisa de cobrança de ingresso e com isso o número de exigências é menor. O aspirante já é futebol profissional, então é obrigatório ter cobrança de ingresso além de mais laudos e mais exigências. Dessa forma a casa corintiana só tem como receber público em campeonatos amadores como os de base e feminino.

Confesso que pelo panorama geral eu não esperava muito da peleja, mas no fim ela foi acima da expectativa. Não demorou para que os locais tomassem conta das ações e aos 28 minutos Jorge Colman deixou o alvinegro em vantagem em chute da entrada da área. Aos 34, Gabriel Silva quase amplia em tiro na trave. O Figueirense não resistiu aos bons avanços do setor ofensivo local e pouco fez.


Escanteio a favor do Corinthians no começo da partida


Alessandro (4) encarando a marcação corintiana


Eduardo, goleiro catarinense, voando bonito dentro da área

Se o primeiro tempo foi bom, o segundo foi ainda melhor. Aos quatro minutos da etapa final Christofer, goleiro do Corinthians, derrubou Alipio dentro da área... pênalti. Ele mesmo cobrou e deixou tudo igual. O Figueira se animou, porém o alvinegro emplacou dois tentos em sequência, complicando a situação visitante. Jorge Colman fez o segundo aos 12 após rebote dentro da área. Aos 14 Rodrigo Figueiredo chutou rasteiro e ampliou.

Aos 19, mostrando que não estava morto, o escrete catarinense teve novo pênalti marcado a seu favor quando Del'Amore derrubou Gustavo. Poffo bateu bem e diminuiu. O clube do sul do país por pouco não empatou outra vez em finalização de longe que bateu na trave aos 29 minutos. Depois desse lance os corintianos se seguraram bem e confirmaram a vitória.


Rápido ataque mosqueteiro no começo do segundo tempo


Alípio, atleta do Figueirense, deixando tudo igual aos cinco da etapa final


Detalhe do terceiro gol corintiano, marcado por Rodrigo Figueiredo


O segundo gol do Figueira foi marcado por Poffo, também de pênalti


Apesar da vitória, o Corinthians se despediu do campeonato na primeira fase

O placar de Corinthians 3-2 Figueirense não adiantou nada em termos de classificação pois o triunfo tardio deixou os paulistas na sexta colocação do Grupo A com 12 pontos ganhos mas pelo menos injetou ânimo para a sequência da Copa Paulista. Os catarinenses, líderes do Grupo B, estarão com Internacional, Vitória e Santos no Grupo D da segunda fase. O C terá Grêmio, Bahia, Goiás e Avaí.

Essa foi a segunda cobertura corintiana pelo segundo dia seguido. Nos próximos dias os alvinegros continuarão na berlinda aqui no JP, inclusive com chance de "tirar o J" de uma gloriosa equipe do nordeste do país pelo Campeonato Brasileiro da Série A.

Até lá!

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Ficha Técnica: Corinthians 3-2 Figueirense

Competição: Campeonato Brasileiro de Aspirantes; Local: Estádio Alfredo Schurig (São Paulo); Árbitro: Lucas Canetto Bellote (SP); Público e renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Altair, Christofer, Emerson, Rodrigo (Cor), Poffo (Fig); Gols: Jorge Colman 28 do 1º, Alípio (pênalti) 5, Jorge Colman 12, Rodrigo Figueiredo 14 e Poffo (pênalti) aos 19 do 2º.
Corinthians: Christofer; Renan Brainer, Igor Morais, Del'Amore e Kauê; Emerson, Altair (Rodrigo), Warian e Rodrigo Figueiredo; Jorge Colman (Hugo Borges) e Gabriel Silva (Luan). Técnico: Edson Leivinha.
Figueirense: Eduardo; Kauê, Hélinton, Alessandro (Damaceno) e Renner; Pierre, Poffo (Gustavo), Carlinhos (Lucas Henrique) e Bruno; Alípio (Polidoro) e Echaporã (Davi Alves). Técnico: Rodrigo Casarin.
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sexta-feira, 12 de julho de 2019

Na volta à programação normal, Timão derrota a Chape no Parque

Texto e fotos: Fernando Martinez


Encerrada a grande cobertura que fizemos na Copa América, voltamos com a programação normal aqui no Jogos Perdidos. Normal mesmo, pois depois de muito tempo volto a ter como emplacar coberturas no período da tarde sem me preocupar com folgas em dias específicos da semana, uma alegria sem tamanho. Na tarde de quarta-feira fui até o Estádio Alfredo Schurig cobrir o duelo entre Corinthians e Chapecoense válido pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro sub-20.

A CBF escutou apelos de vários clubes e fez uma coisa decente, mudando a fórmula da competição em 2019. No lugar dos horrorosos quatro grupos com cinco times cada, que levava os eliminados a jogarem apenas quatro vezes em todo o torneio, agora os 20 participantes jogam todos contra todos em turno único, classificando os oito primeiros para a segunda fase. Sem dúvida um enorme ganho para todos os clubes. Nesse formato, o certame vai acabar provavelmente em dezembro.


Sport Club Corinthians Paulista (sub-20) - São Paulo/SP


Associação Chapecoense de Futebol (sub-20) - Chapecó/SC


Quarteto de arbitragem e capitães dos times

O escrete mosqueteiro iniciou o torneio com duas vitórias, enquanto a Chape venceu um e perdeu seu outro compromisso. Jogando em casa, claro, o Timão contava com o favoritismo. Além disso, a atual campanha no Paulista sub-20, doze vitórias e dois empates, deixava claro que o alvinegro realmente era o maior candidato aos três pontos.

Um público bom foi à Fazendinha porém a maioria não se animou muito com o que viu no gramado. Eu acompanhei o setor ofensivo local e por várias vezes os avantes criaram momentos de perigo contra a meta defendida pelo goleiro Igor Campos. Foi numa das primeiras chegadas, exatamente aos oito minutos, que o Corinthians saiu na frente. Ruan Oliveira recebeu bom passe, entrou na área e tocou na saída do goleiro.

Sem conseguir ampliar a vantagem no tempo inicial apesar de criar lances perigosos, os locais diminuíram demais o ritmo na etapa final. A Chapecoense também não teve uma atuação nada brilhante e a peleja caiu bastante de produção. Nem o ataque corintiano e muito menos o visitante mostrou qualidade para que o marcador fosse alterado novamente. Nesse cenário e mostrando uma completa ausência de emoções, não tinha como acontecer muita coisa de bom.



Dois lances aéreos no começo do confronto entre Corinthians e Chapecoense pelo Brasileiro sub-20


Detalhe do gol corintiano marcado por Ruan Oliveira


Boa jogada de Madson pela direita


Investida alvinegra pela lateral do gramado


Lucas Pitno, 6 corintiano, em lance no segundo tempo


Ataque da Chapecoense no fim da partida no Parque São Jorge

Placar final: Corinthians 1-0 Chapecoense. Se não foi uma apresentação maravilhosa, garantiu novo triunfo no Brasileiro sub-20. Além do alvinegro, Flamengo e Vasco da Gama são as outras equipes que depois da terceira rodada seguraram os 100% de aproveitamento. Na próxima rodada os corintianos visitarão o Cruzeiro. Confronto perigoso que é uma ameaça à invencibilidade.

Pouco menos de 24 horas após sair do Alfredo Schurig, retornei ao estádio para outra partida, agora valendo pelo Campeonato Brasileiro de Aspirantes. Teve novo confronto mosqueteiro contra uma agremiação catarinense na pauta livre do JP.

Até lá!

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Ficha Técnica: Corinthians 1-0 Chapecoense

Competição: Campeonato Brasileiro sub-20; Local: Estádio Alfredo Schurig (São Paulo); Árbitra: Adeli Mara Monteiro; Público e renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Igor (Cor), Lima (Cha); Gol: Ruan Oliveira 8 do 1º.
Corinthians: Diego; Igor, Léo Paraíso, Ronald e Lucas Piton; Xavier, Rael (Lucas Pires), Ruan Oliveira e Adson (Gabriel Pereira); Nathan (Sandoval) e Madson (João Celeri). Técnico: Diego Coelho.
Chapecoense: Igor Campos; Caio (Ludke), Alemão, Vítor e Fernando; Ned (Luzzi), Paulinho, Lima e Paulista (Péricles); Pato (Conte) e Rafael (Vitor Frezza). Técnico: Max Sandro Oliveira.
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segunda-feira, 8 de julho de 2019

Argentina perde Messi, mas fica com o terceiro lugar da Copa América

Texto e fotos: Fernando Martinez


No final de semana a Copa América 2019 chegou ao seu final e eu me despedi do torneio na gloriosa decisão do terceiro lugar. A Arena Corinthians recebeu a reedição das últimas duas decisões, em 2015 e 2016, com o encontro entre Argentina e Chile. Por mais que a maioria ache que esse jogo não tem sentido, eu particularmente acho genial. Vi o Brasil x Holanda da Copa do Mundo de 2014 e agora ganho outro na coleção.


Placa informativa do trem expresso na Estação da Luz

Os vermelhos são velhos fregueses dos portenhos. Levando em conta apenas confrontos na Copa América a diferença é brutal: de 1916 a 2016 foram 27 partidas com 19 vitórias argentinas e oito empates. Isso mesmo, em 100 anos de disputas os vermelhos nunca saíram de campo com uma vitória. Contando a história geral, foram apenas seis triunfos chilenos em 82 (!) pelejas. Não à toa o bicampeonato conquistado em cima dos velhos rivais teve um sabor tão especial.

Falando especificamente sobre a edição 2019 da Copa América, os adversários de sábado não fizeram uma campanha tão inesquecível. O Chile iniciou sua trajetória com duas vitórias nos dois primeiros compromissos - 4x0 contra o Japão e 2x1 em cima do Equador - e um revés contra o Uruguai fechando a fase inicial. Nas quartas eliminaram a Colômbia nos pênaltis após 0x0 no tempo normal e tomaram um sonoro 3x0 do Peru na semi.

A Argentina estreou com derrota para a Colômbia, apenas empatou com o Paraguai e derrotou o Catar por 2x0. Nas quartas venceu a Venezuela e na semifinal levaram a pior contra o Brasil no Mineirão. A presença do gênio Lionel Messi não adiantou e o jejum de títulos dos bicampeões mundiais completou 26 anos. Nova chance de quebrarem a marca só ano que vem na Copa América que será disputada em casa e simultaneamente na terra de Carlos Valderrama.

Falando do camisa 10, esta foi a terceira vez que ele se apresentou na capital bandeirante, todas na cancha mosqueteira. As duas anteriores foram pela Copa do Mundo de 2014: 1x0 contra a Suíça nas oitavas e empate sem gols com a Holanda na semi. Eu estive no duelo contra os suíços e na ocasião disse que o craque do século XXI nunca mais apareceria no JP. Mal sabia que cinco anos depois eu teria esse privilégio de novo.


Torcida chegando na fria Arena Corinthians para saber quem seria o terceiro colocado da Copa América 2019


Telão da casa corintiana na decisão de terceiro lugar


Lionel Messi no telão da Arena Corinthians. Uma cena não tão comum de acontecer


Seleções perfiladas para a execução dos hinos nacionais

Cerca de 44 mil pessoas estavam presentes na Arena e apesar disso chegar no estádio foi super de boa. O céu azul de um dia muito frio ajudou a compor o clima. Meu lugar era do lado direito da TV e tive o prazer de ter do meu lado o amigo-abelha Renato. Foi bom, pois ficou menos complicado acompanhar os 90 minutos com tanto maluco sem noção ao nosso redor. Jogo grande de seleções é sempre assim.

A bola começou a rolar no horário e não demorou para a Argentina tomar conta da peleja. O Chile estava dormindo e quando viu, já estava tomando 2x0 na moleira. Aos 11 Messi cobrou falta rapidamente e deixou Agüero cara-a-cara com Arias. O atacante driblou o goleiro e abriu o marcador sem problemas. Messi quase amplia aos 19 em tiro que desviou e Arias defendeu. Dois minutos depois Lo Celso lançou Dybala em profundidade. O atleta dominou com classe e tocou por cima.


Troca de passes no setor direito do ataque argentino


Agora os hermanos atacando pela esquerda


Durante a Copa do Mundo de 2014 mencionei aqui que seria a única vez que o camisa 10 da Argentina apareceria no JP. Estava enganado. Olha aí Lionel Messi de novo nas nossas páginas


Erick Pulgar (13) no campo de defesa chileno


A triste confusão que terminou com Messi expulso de campo

Os vermelhos perderam a cabeça e foram responsáveis por jogadas ríspidas, como quando Medel se enroscou com Messi aos 36 minutos e o árbitro lamentavelmente expulsou os dois. Apenas o chileno merecia o cartão e com isso o paraguaio Mario Díaz de Vivar estragou a festa do pessoal que tinha ido ao estádio somente ver o camisa 10 argentino. Teve gente que chegou a ir embora, um exagero a meu ver. Foi apenas o segundo cartão vermelho que Messi tomou na sua longa história pela seleção. Ele foi expulso na estreia no selecionado nacional, um 1x2 sofrido contra a Hungria em 16 de agosto de 2005.

O sol se foi, a noite chegou e na etapa final o frio se intensificou. O que não mudou foi a postura da Argentina, ainda com o domínio das ações. Acontece que o Chile teve um pênalti a seu favor aos 13 e Vidal converteu. Os vermelhos equilibraram as ações por 15 minutos... e só. Depois dos 30 os argentinos retomaram as rédeas da partida. Agüero foi o avante mais perigoso e dos seus pés saíram as duas melhores oportunidades de gol até o apito final.


Vidal marcando de pênalti aos 14 do segundo tempo


Boa cobrança de falta a favor da Argentina


O Chile tentou chegar ao empate, mas não foi capaz de superar a zaga da Argentina


Visão geral da Arena Corinthians em seu último jogo na Copa América

No fim, o Argentina 2-1 Chile manteve a freguesia e deu o terceiro lugar da Copa América 2019 aos nossos vizinhos. Foi uma campanha abaixo da média, mas o bronze foi garantido. Os chilenos foram mal e encerraram a participação com quatro (!) jogos sem vitória. O fato é que nem eram para ter passado da Colômbia, seleção que mostrou um futebol melhor. Enfim, após terem ficado de fora da Copa do Mundo do ano passado, os vermelhos precisam melhorar se quiserem estar no Catar em 2022.



Com a decisão de terceiro lugar, São Paulo encerrou sua participação na competição de seleções mais antiga do mundo. Foram seis jogos, os seis com a minha presença. Podem achar o que for, mas pelo menos para mim a Copa América vai deixar saudade

Com essa cobertura o JP encerra o glorioso e histórico ciclo de grandes competições realizadas no país desde o Panamericano de 2007. Você viu aqui a Copa das Confederações de 2013, a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016. Na Copa América foram nove coberturas e todas as doze seleções apareceram em matérias nas nossas páginas. Isso não é pouco. Foi um período sensacional que qualquer um que ame esportes viveu no Brasil. Nunca mais viveremos uma época similar, então nos resta lembrar de tudo que vivemos e dos momentos únicos que fomos capazes de registrar aqui no blog. O orgulho que sinto por tudo que fizemos é enorme.

Durante a semana voltaremos à programação normal com um joguinho do Campeonato Brasileiro sub-20.

Até lá!

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Ficha Técnica: Argentina 2x1 Chile

Competição: Copa América; Local: Arena Corinthians (São Paulo); Árbitro: Mario Diaz de Vivar (Par); Público: 44.269 presentes (41.573 pagantes/2.696 não pagantes); Renda: R$ 7.180.385,00; Cartões amarelos: Germán Pezzella, Leandro Paredes, Juan Foyth, Nicolás Tagliafico (Arg), Jean Beausejour, Arturo Vidal, Erick Pulgar (Chi); Gols: Sergio Aguero 12 e Paulo Dybala 22 do 1º, Arturo Vidal (pênalti) 14 do 2º.
Argentina: Franco Armani; Juan Foyth, Germán Pezzella, Nicolás Otamendi e Nicolás Tagliafico; Rodrigo de Paul, Leandro Paredes e Giovani Lo Celso (Ramiro Funes Mori); Lionel Messi, Paulo Dybala (Ángel Di María) e Sergio Aguero (Matías Suárez). Técnico: Lionel Scaloni.
Chile: Gabriel Arias; Gary Medel, Gonzalo Jara (Guillermo Maripán) e Paulo Diaz; Erick Pulgar, Mauricio Isla, Charles Aranguiz (Nicolás Castillo), Arturo Vidal e Jean Beausejour; Eduardo Vargas e Alexis Sanchez (Junior Fernandes). Técnico: Reinaldo Rueda.
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