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terça-feira, 25 de setembro de 2012

São Caetano firme e forte no G4 da Série B

Fala, pessoal! 

No sábado passado havia uma série de pelejas interessantes espalhadas pelos quatro cantos da Grande São Paulo. O cardápio era variado, indo de Copa Paulista até o estadual sub-17, passando pela primeira e segunda divisões do sub-20. Mas depois de descobrir que o Plano A tinha ido por água abaixo, acabei escolhendo ir acompanhar um jogo do Campeonato Brasileiro da Série B no Estádio Anacleto Campanella. O duelo reuniu o São Caetano e o CRB de Alagoas. 

Legal que esse foi o primeira vez que o Galo da Pajuçara entrou em campo podendo ostentar a alcunha de "centenário", já que alcançou essa espetacular marca na quinta-feira, 20 de setembro. Atual campeão estadual e também atual vice-campeão da Série C, o Clube de Regatas Brasil é um dos principais nomes do futebol da região Nordeste. O JP inclusive já teve o prazer de visitar o Estádio Severiano Gomes Filho com o Orlando em 2006. 

Devidamente credenciado para ficar dentro de campo num jogo da segundona nacional pela primeira vez em todos os tempos, foi um grande motivo de orgulho ter feito a imagem exclusiva do CRB posado na primeira peleja após completar 100 anos de existência. Como é de praxe em jogos "maiores", os fotógrafos presentes dificilmente resolvem fazer esse instantâneo. Ah, e para mostrar a falta de costume em jogos mais importantes por aqui, o Azulão não quis posar. 


CRB - Maceió/AL. Foto: Fernando Martinez. 


Quarteto de arbitragem e capitães de São Caetano e CRB. Foto: Fernando Martinez. 

Pena que para a grande torcida do CRB a época não seja de comemoração, já que o time está capengando nessa Série B. Atualmente ocupando o 16º lugar, o primeiro fora da zona de rebaixamento, o alvirrubro vê o Guaratinguetá se aproximar de forma perigosa. Faltando 13 jogos (contando o duelo do sábado) para o final da temporada, e somando três jogos sem vitória, a hora é de recuperação. 

Para o Azulão a situação é completamente diferente. A equipe do ABC paulista disputa ponto a ponto o acesso para a Série A com adversários de respeito, como Goiás, Atlético/PR e Joinville. Desde que deixou de disputar a elite nacional em 2006, o Azulão teve como melhor campanha na Série B apenas um sétimo lugar em 2009. Nunca a equipe esteve tão perto de voltar para a divisão mais importante do futebol tupiniquim. 


Ataque do Azulão pela direita no começo do jogo contra o CRB. Foto: Fernando Martinez. 

E comprovando a força atual da equipe no certame, o jogo começou com uma blitz ofensiva dos donos da casa e logo o atacante Somália abriu o marcador. A bola foi alçada na área aos 6 minutos e ele se antecipou ao goleiro para cabecear firme para o fundo do gol alagoano. Mesmo com a vantagem, a equipe continuou melhor nos primeiros minutos. 


Exato momento em que o camisa 9 Somália tocava de cabeça para fazer o primeiro do São Caetano contra o time alagoano. Foto: Fernando Martinez. 


Mais uma investida dos donos da casa. Foto: Fernando Martinez. 

Aos poucos porém, o time nordestino foi se acertando no gramado e passou a chegar de forma constante perto da meta defendida pelo goleiro Luiz. O time teve uma série de escanteios a seu favor e quase empatou a contenda em dois lances que a zaga esperta do Azulão salvou em cima da linha. 


Jogadores do Azulão e do CRB apostando corrida no gramado do Anacleto Campanella. Foto: Fernando Martinez. 

Além de não marcar, e para piorar a situação alagoana, no último minuto do tempo inicial o São Caetano fez o segundo. Quase num replay do primeiro tento, a bola foi cruzada pela direita e Gabriel se antecipou e colocou a pelota no canto do arqueiro visitante. O intervalo chegou com a vantagem parcial de 2x0 para o time paulista. 


Somália pedindo (para mim, com razão) marcação de falta perto da área. Foto: Fernando Martinez. 


Detalhe do segundo gol do São Caetano, agora marcado por Gabriel (à esquerda na foto). Foto: Fernando Martinez. 

O CRB voltou para o tempo final com sua camisa mais tradicional, buscando melhor sorte em campo. Mas o Azulão não quis nem saber e marcou o terceiro antes do segundo minuto, em cobrança de falta perfeita de Éder. O jogo parecia estar liquidado para o onze local. 


Não adiantou o voo do arqueiro do CRB. Éder bateu falta de forma precisa e fez 3x0 para o time do ABC. Foto: Fernando Martinez. 

Os visitantes viram a vaca indo para o brejo e então se lançaram de forma kamikaze ao ataque. Segurando o jogo sob controle, o Azulão se segurava bem na defesa. Mas nos minutos finais o setor defensivo local deu pane e o CRB complicou o jogo de forma inesperada. Aos 41 Ronaldo completou de primeira cruzamento da esquerda e fez o dele. Aos 47, Ricardinho bateu pênalti e anotou o segundo dos alagoanos. 


Luiz pulando em bola que tirou tinta da trave do time local. Foto: Fernando Martinez. 

Se o jogo tivesse cinco ou dez minutos a mais, a coisa iria ficar feia para o time azul, mas no final, o marcador ficou mesmo em São Caetano 3-2 CRB. A vitória deixou o onze do ABC na quarta colocação na tábua de classificação, atrás do Goiás apenas no critério de gols marcados, ambos somando 49 pontos. O Galo da Pajuçara permaneceu com 28, três acima do Guaratinguetá, que também perdeu na rodada. 

Saí do estádio e ainda curti uma rodada de bate-papo noturno na casa de amigos, algo que há um bom tempo que não fazia. Graças a isso, a rodada vespertina do domingo foi cancelada, mas na parte da tarde passei um friozinho fantástico de novo no ABC, agora com o maior rival do São Caetano em campo pelo paulista sub-20. 

Até lá! 

Fernando

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Estádios pelo Brasil, volume 48: Estádio Municipal Antônio Pereira Braga (José Bonifácio/SP)

Olá, 

Em junho do ano passado viajei até a cidade de José Bonifácio, com o objetivo de acompanhar a partida do time local contra o Votuporanguense, válida pela Segundona 2011. Como dormi na região, tive a oportunidade de chegar bem cedo ao local da partida e aproveitei para fazer uma sequência de fotos visando apresentar aos amigos internautas que nos acompanham, mais um estádio espalhado pelo interior paulista e que serve de palco para partidas de competições profissionais. 

Dessa vez vou mostrar imagens e passar algumas informações do Estádio Municipal Antônio Pereira Braga, também chamado de Pereirão e que vem sendo utilizado pelo time da cidade, o José Bonifácio E.C., que disputa a Segunda Divisão. 


Entrada principal. Foto: Orlando Lacanna. 


Um dos lances de arquibancada, localizado próximo à entrada principal. Foto: Orlando Lacanna. 


Outro lance de arquibancada, agora localizado atrás da meta de entrada. Foto: Orlando Lacanna. 


Visão do meio de campo com um lance de arquibancada ao fundo. Foto: Orlando Lacanna. 


O mesmo lance visto do interior do gramado, com destaque para a pequena parte coberta. Foto: Orlando Lacanna. 

Antes de começar a falar sobre o estádio em si, deixo aqui algumas informações sobre a simpática cidade de José Bonifácio, também chamada de "Cidade Amizade", que está localizada na Região Norte/Nordeste do estado, mais precisamente na Microrregião de São José do Rio Preto. Sua população é em torno de 33.000 habitantes e está distante 480 km da Capital. Sua economia se concentra no setor de serviço, indústria e agropecuária. 


Imagem do gol da esquerda em relação ao setor de arquibancada que possui cobertura. Foto: Orlando Lacanna. 


Agora imagem da gol da direita. Foto: Orlando Lacanna. 


Mais outro lance de arquibancada, localizado no lado oposto em relação à parte coberta. Foto: Orlando Lacanna. 


O mesmo lance visto de outro ângulo. Foto: Orlando Lacanna. 


Local reservado às emissoras de rádio/TV. Foto: Orlando Lacanna. 

Foi bastante complicado obter informações sobre o estádio através de pesquisa pela internet, mas alguma coisa deu para apurar, como por exemplo, que foi inaugurado com o jogo A.E. José Bonifácio x América F.C. também da cidade, porém não consegui a data, o resultado e nem quem fez o primeiro gol. 

Encontrei algumas informações desencontradas com relação à sua capacidade, indo de 10.000 (absurda) até 5.662 (mais real). Alguns chamam o estádio de "Toca da Serpente", por conta da mascote do atual time da cidade (José Bonifácio E.C.), que é a "Serpente do Vale" ou ainda "Zebão". Apurei ainda que o nome é uma homenagem ao doador do terreno para construção. 


Bancos de reservas. Foto: Orlando Lacanna. 


Visão geral estando próximo à uma das bandeiras de escanteio. Foto: Orlando Lacanna. 

Apurei também algumas informações sobre o futebol profissional da cidade, que atualmente é representado pelo José Bonifácio E.C., fundado em 01/02/61, tendo adotado as cores branca, vermelha e preta. Sua primeira participação ocorreu somente em 1972, tendo conquistado o título da Terceira Divisão daquele ano. Participou de 28 campeonatos profissionais desde aquele ano, alternando paradas e retornos ao longo dos anos. Esteve presente, além de 1972, em 1973/74, 1976, 1978/82, 1984/85, 1987, 1989/98, 2006/11 e está na terceira fase da Segundona 2012. 

O primeiro time profissional da cidade foi a A.E. José Bonifácio, que competiu uma única vez no ano de 1957. Quatro anos depois, fundiu-se com o América local (esses dois times inauguraram o estádio), dando origem ao time atual. 


Placar à moda antiga. Foto: Orlando Lacanna. 


Área localizada atrás do gol dos fundos ao lado dos vestiários. Foto: Orlando Lacanna. 

Depois do giro pelas dependências do estádio, permaneci no interior do gramado para observar e fotografar o jogão de bola protagonizado pelo time da casa contra um adversário duro, que foi o Votuporanguense. Fica registrado aqui nas telas do JP, um pedaço do universo que compõe o futebol paulista. 

Abraços, 

Orlando

terça-feira, 18 de setembro de 2012

"Amistoso" de luxo entre Palmeiras e São Bento pela Copa Paulista

Fala, pessoal! 

A coisa tá feia pelos lados de São Paulo. Com recorde de temperaturas dia após dia nesse inverno que está com mais cara de inferno, no domingo cedo escorri pela cama e segui debaixo de fortíssimo sol para um joguinho da última rodada da fase inicial da Copa Paulista 2012. A pedida foi ir até o Estádio Conde Rodolfo Crespi para curtir o duelo clássico entre Palmeiras e São Bento

Saí de casa em cima da pinta, e imaginei que não chegaria a tempo de fazer as fotos posadas. Logo, decidi ir para a peleja de bermuda mesmo para tentar não sentir tanto calor. Só que não contava com a inesperada rapidez da CPTM, e cheguei na Javari bem antes do começo do jogo, em tempo recorde de 33 minutos (o tempo mínimo anterior tinha sido de 42). Mesmo sem os times em campo, não consegui as imagens justamente por não estar de calça, naquela determinação que já conhecemos de longa data. 


Times perfilados para o Hino Nacional Brasileiro. Foto: Fernando Martinez. 

Sem as fotos posadas, fui garantir meu lugar nas arquibancadas da casa juventina e lá encontrei a dupla Mílton/Nílton, esse último em mais uma jornada sem fim desde Suzano até a capital paulista. E mesmo com a peleja sendo praticamente um amistoso de luxo, em virtude do Palmeiras já estar garantido na segunda fase e o São Bento eliminado, foi um bom jogo de futebol. 


Bola no alto do ataque palmeirense. Foto: Fernando Martinez. 


Chance de gol para o time paulistano. Foto: Fernando Martinez. 

Apesar de desclassificado, o São Bento começou melhor, e logo aos 10 minutos abriu o placar com um gol de Tiago Tremonti. O Palmeiras não conseguia se armar e só teve motivos para comemoração aos 21, quando o atacante sorocabano Gabriel foi expulso após dar um tapa num atleta palmeirense. 


Confusão dentro da área do São Bento sob o forte sol de inverno em São Paulo. Foto: Fernando Martinez. 

Mas nem com um jogador a mais em campo o esquema mudou, e o intervalo chegou com a vitória parcial do São Bento. Na segunda etapa porém, o alviverde melhorou e empatou a contenda aos 4 minutos com o gol de Francisco Clavero. A partida então ficou aberta e com muitas emoções. 


Aviso sensacional no vestiário juventino. Mas essa conversa com a pelota não deu muito resultado, já que o time foi eliminado da Copa Paulista. Foto: Fernando Martinez. 


Jogador sorocabano tocando de cabeça. Foto: Fernando Martinez. 

O time sorocabano teve a chance de fazer o segundo em chute à queima-roupa que Giovanni defendeu, novamente do perigoso camisa 7 Tiago Tremonti. O Palmeiras também levou bastante perigo à meta defendida pelo arqueiro Henal, infelizmente para sua torcida sem conseguir concluir uma eventual virada. 


Boa chance de gol para o Palmeiras no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez. 


A melhor chance de gol para o time visitante no tempo final, mas o goleiro Giovanni fez bela defesa. Foto: Fernando Martinez. 

No final, a peleja ficou em Palmeiras 1-1 São Bento. A equipe paulistana terminou essa fase na segunda posição do Grupo 4 e se classificou para a nova etapa junto com o líder Sorocaba e Audax e Grêmio Osasco (que se registre também a lamentável pipocada juventina). Na próxima fase o alviverde estará no Grupo 7 junto com XV de Piracicaba, América e Velo Clube. Uma chave simplesmente genial. 

Bom, depois do apito final resolvemos esticar a jornada e fomos bater uma xepa esperta na Esfiha Juventus. Degustando a deliciosa iguaria ficamos um bom tempo ali conversando sobre a vida, os planetas e também sobre os pássaros, assuntos sempre em voga nas rodadas do JP. Sempre é bom ter os amigos perto para fazer nossa terapia semanal. 

Até a próxima! 

Fernando

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

JP visita (mas não entra em campo) o Estádio Laudo Natel

Fala pessoal!

No último sábado resolvi acompanhar in loco algum jogo do Campeonato Paulista sub-20 da 1ª divisão. Por se tratar da última rodada da primeira fase, todas as pelejas foram marcadas para a tarde do dia 15. Acabei escolhendo ir, junto com o amigo Paulo "Shrek", acompanhar o jogo entre São Paulo e Taboão da Serra, já que nunca tínhamos visitado o Estádio Laudo Natel, dentro do CT de Cotia. 


Visão geral do gramado do Estádio Laudo Natel, situado dentro do CT de Cotia. Foto: Fernando Martinez. 

Só que essa provavelmente foi a primeira e última vez a curto/médio prazo que resolvi ver um jogo por ali. Chegamos em cima da pinta, então resolvemos que tentaríamos captar algumas imagens de dentro do campo no tempo final, algo que sempre dá certo em partidas do sub-20. Mas lamentavelmente não fui autorizado pela assessoria de imprensa das categorias de base, Ana Luiza Rosa

Não adiantou mostrar a credencial que me deixaria entrar em campo numa eventual final de Libertadores ou num clássico decisivo entre Corinthians x Palmeiras válido por qualquer campeonato. Simplesmente era uma questão de "não pode" e pronto. Além do motivo alegado ter sido algo sem sentido algum, ouvimos ao final do jogo ainda um "na verdade nem sei por qual motivo vocês vieram acompanhar esse jogo". 

O que ela não sabia é que um dos principais motivos da minha ida foi, além de visitar pela primeira vez o estádio inaugurado em 2011, a chance de ver um duelo que não acontecerá na próxima temporada. Graças ao rebaixamento na A3 desse ano, o CATS só terá a oportunidade de enfrentar novamente o time do Morumbi a partir de 2014. Além disso, o duelo colocou frente a frente o líder do Grupo 4 do certame com 28 pontos ganhos e o lanterna, com apenas 7. 

Mas pelo fato da assessora mostrar completo desconhecimento, não saber do procedimento correto e imagino nem acreditar que alguém realmente se interesse na cobertura de um jogo desses, dessa vez não teremos as fotos posadas dos times e do trio de arbitragem, que contou com a presença do amigo assistente Daniel Marques. É uma pena, mas isso só deixa a gente mais certo que ver jogo de time grande, mesmo nas categorias de base, é uma coisa muito chata. E só pra deixar claro, óbvio que o time principal do Tricolor do Morumbi não faz parte da linha editorial do JP. Já o noticiário sobre os juniores do São Paulo é nulo nos veículos de imprensa.


Ataque são-paulino no começo do jogo. Foto: Fernando Martinez. 

Bom, independente dos problemas, o Estádio Laudo Natel é muito, mas muito bonito. Inaugurado em 16 de abril de 2011 com o jogo São Paulo 4-0 Sport Barueri, válido pelo Paulista sub-15, o local serve de casa para as categorias de base do time do Morumbi. Com capacidade para 1500 pessoas, o lugar é de acesso praticamente impossível para quem está de condução, mas relativamente tranquilo para quem tem carro e possui um GPS. Graças ao milagroso aparelho chegamos ali na boa. 


Troca de passes no meio de campo. Foto: Fernando Martinez. 


Ataque do Tricolor no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez. 

Pena que a beleza um tanto quanto bucólica do lugar não serviu de inspiração para os atletas durante os 90 minutos. Olha, o jogo foi muito, mas muito fraco. Por estar classificado e com a primeira posição garantida, o Tricolor não utilizou seus principais atletas da categoria. Sérgio Baresi usou jogadores reservas e alguns do time sub-17 que já foi eliminado do respectivo certame. 


Melhor chance de gol nos 90 minutos. A bola ficou zanzando na área do time local e o Taboão da Serra chutou na trave. Foto: Fernando Martinez. 


Atleta do time do Morumbi tentando furar o bloqueio defensivo do CATS. Foto: Fernando Martinez. 

Com isso, o futebol da equipe local foi previsível e sem inspiração alguma. O Taboão da Serra, se despedindo melancolicamente da triste temporada de 2012, se aproveitou disso e fez uma peleja equilibrada. Durante os 90 minutos o Tricolor não criou nenhuma chance digna de registro, e o CATS conseguiu uma bola na trave no tempo final... E só. 


Bola no céu e jogadores atentos ao movimento da mesma. Foto: Fernando Martinez. 

Final de jogo: São Paulo 0-0 Taboão da Serra. O modorrento jogo sem gols não influiu em nada na tábua de classificação do Grupo 4, já que o SPFC já havia garantido a liderança há tempos. O CATS por sua vez termina o certame com 8 pontos ganhos em 12 jogos disputados. Resta ao time da Grande São Paulo aguardar 2013 para ver se dias melhores virão. 

Após o final da peleja ainda voltamos a conversar com a assessora de imprensa do clube antes de voltarmos para a capital paulista. Apesar de em nenhum momento agir sem cordialidade ou de forma incorreta com ela, a mesma ainda achou que eu fui mal-educado. Bom, qualquer um que me conhece sabe que não sou de ficar tratando mal ninguém, então deixo ao público do JP fazer o julgamento. Uma pena, mas reitero, não volto mais lá para nenhum jogo. Bom, e derretendo graças ao calor sem sentido nessa época do ano, cheguei em casa e passei um sábado na maior morgação, já pensando na rodada decisiva da Segundona de domingo. 

Até lá! 

Fernando

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

JP de volta à Santa Rita do Sapucaí na Segundona Mineira

Fala, pessoal! 

No final do sábado já tinha programado tudo para o domingo futebolístico. Mas uma ligação às 5 da matina me fez mudar toda a agenda. Ao invés de ficarmos em terras paulistas, fomos (depois de muito tempo) até o estado de Minas Gerais para um joguinho do genial Campeonato Mineiro da Segunda Divisão. A pedida foi seguir até a aprazível Santa Rita do Sapucaí para assistir o jogo Santarritense x União Luziense, pela 4ª rodada da Chave A. 

Legal que também foi a primeira viagem inter-estadual da novíssima "Viatura JP #2" do Emerson. E diferente do que acontece na maioria das vezes, dessa vez o seu Natal foi de carona, batendo uma soneca depois de uma noite bem agitada. Tomamos um café da manhã esperto na Rua São Jorge e dali saímos para percorrer os 220 quilômetros de distância que separam a capital bandeirante 

Os 220 quilômetros de distância foram percorridos de São Paulo até a "Capital da Tecnologia" com um papo completamente cultural e trilha sonora de Ramones, The Who e Beatles, entre outros. Faltando cerca de 20 minutos para o apito inicial, já nos encontrávamos nas dependências do simpático Estádio Coronel Erasmo Dias Cabral. 

Nem bem entramos em campo e um dos diretores da Santarritense, José Romildo Bueno, o Bugalu, veio nos receber e agradecer a visita. É uma tônica sermos muito bem recebidos em Minas Gerais, nos diversos estádios que já visitamos. Ele também forneceu uma camisa da gloriosa agremiação para sortearmos numa data futura. Um prêmio absolutamente imperdível. 


Genial trator com um mecanismo para molhar o gramado em escala industrial. Nem assim ajudou muito, já que o clima seco dos últimos tempos está insuportável. Foto: Fernando Martinez.

Logo os times entraram em campo e também fomos gentilmente reconhecidos pelo preparador de goleiros do União Luziense, que foi muito simpático e gostou de saber que o JP estava por lá. A equipe de Santa Luzia foi fundada em 1973 e tem parceria com o Cruzeiro. O Lobo Guará bateu na trave em 2011 e quase subiu para o Módulo II, mas foi eliminado pelo Araxá na semi-final. Nesse ano, o time é líder da Chave A, que também conta com Guaxupé e Jacutinga. Ah, e pra variar só nós fizemos as imagens oficiais: 


Santarritense FC - Santa Rita do Sapucaí/MG. Foto: Fernando Martinez. 


União Luziense EC - Santa Luzia/MG. Foto: Fernando Martinez. 


Trio de arbitragem da partida junto com os capitães. Foto: Fernando Martinez. 

Precisando da vitória para não ficar numa situação complicada no certame, o Santarritense não conseguiu superar a boa atuação da zaga do onze visitante. O pessoal local tentou, tentou, tentou, mas não chegou nem perto de abrir o marcador. O União Luziense jogou mais bola e conseguindo se adaptar melhor ao forte calor, criou chances, mas pecou no toque final. 


Chegada ofensiva do União Luziense no comecinho da peleja. Foto: Fernando Martinez. 

Durante o jogo, conversava com o Emerson sobre as condições do Coronel Erasmo Dias Cabral. A capacidade máxima do local não deve ultrapassar a marca de mil pessoas, alguns alambrados estão desgastados e as instalações são acanhadas. Só que isso não impede da partida transcorrer de forma normal e sem maiores problemas. 


Troca de passes na defesa do onze local. Foto: Fernando Martinez. 


Goleiro do União subindo no terceiro andar para fazer a defesa. Foto: Fernando Martinez. 

Diferente do que acontece nas divisões inferiores do campeonato paulista, aonde um clube precisa comprovar uma capacidade de cinco mil pessoas no seu estádio caso queira disputar a última divisão, em Minas Gerais isso não acontece. A FMF, assim como várias outras federações pelo país, não tem essa obrigatoriedade. Ali, se um time indicar um campo com uma capacidade qualquer, pode jogar sem problemas desde que comprove a segurança do público, sendo de 100 ou 1000 pessoas. 

Ao nosso ver, e junto com o baixo valor da taxa de filiação (que é assunto para outra hora) essa é a melhor forma de fazer com que times antigos e equipes novas possam fazer parte do futebol profissional. Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, etc, etc, fazem... Então por qual motivo São Paulo não pode seguir nessa mesma toada? 


Santarritense tentando marcar pelo alto. Foto: Fernando Martinez. 

O papo ainda fluía sobre isso quando o árbitro encerrou o tempo inicial sem a abertura do marcador. No intervalo fomos fazer o abastecimento com refrigerantes comum em temperaturas altas como a que estava. Fomos também andar um pouco pelas dependências do local. Vimos então uma situação absolutamente surreal. 


Cobrança de falta para os donos da casa no tempo final. Foto: Fernando Martinez. 

Na saída do time do União Luziense para os vestiários, um torcedor acabou xingando um dos atletas, e foi prontamente detido (!) pelos policiais locais. Isso mesmo, o cara só deu uma xingadinha básica e acabou sendo levado para o xilindró. A turma do deixa disso apareceu e tentou convencer as autoridades desistirem do ato, mas nada adiantou. No final das contas, e sem entender o motivo real disso, ele foi levado ao vestiário da arbitragem (!), e depois de alguns minutos de confabulação desapareceu sem deixar rastros. Bizarro. 


Momento em que o "infrator" foi levado pelos policiais para conversar com autoridade máxima em campo, o árbitro. Não, nós também não entendemos o motivo. Foto: Fernando Martinez. 

Na volta para o tempo final o União Luziense continuou melhor, travando todo o jogo do Santarritense e não deixando que o time local conseguisse èxito nas investidas ofensivas. A torcida já estava um tanto quanto impaciente quando, por volta os 25 minutos, o onze visitante teve uma sequência de sete ou oito escanteios seguidos a favor. 


Disputa de bola no meio de campo. Foto: Fernando Martinez. 

A equipe do Sul de Minas conseguiu se segurar até o penúltimo, mas no último córner o União marcou o primeiro. A bola foi alçada da direita e depois de um dos jogadores do time tocar no primeiro pau, ela foi parar livre no segundo, e Rodrigo Vítor, livre de marcação, só teve o trabalho de cabecear para as redes. Eram corridos 28 minutos do tempo final. 


Detalhe do lance que originou o gol do União no jogo. À direita na foto, o camisa 7 do União Rodrigo Vítor estava a segundos de marcar o seu. Foto: Fernando Martinez. 


Lance de Santarritense x União Luziense. Foto: Fernando Martinez. 

Atrás no marcador, o time da casa tentou fazer uma blitz para ao menos buscar o empate. Mas a manhã não era mesmo para o time azul e amarelo, e ao final dos 90 minutos o jogo terminou mesmo em Santarritense 0-1 União Luziense. Após esse triunfo, o time de Santa Luzia somou oito pontos na tábua de classificação. Com a vitória no meio de semana contra o Guaxupé a equipe garantiu o primeiro o lugar na Chave A e uma vaga na segunda fase. O time de Santa Rita do Sapucaí empatou no meio de semana e foi eliminado da competição sem vitórias e sem marcar nenhum gol, ainda faltando um jogo para acabar a fase. 

Conversamos novamente com o José Romildo Bueno antes de irmos embora, e notamos que o clube é mais um daqueles que vive em virtude da boa vontade de alguns abnegados. Não é fácil manter um time profissional na organização atual do futebol brasileiro. Por isso, independente de campanha dentro das quatro linhas, temos que aplaudir de pé o esforço árduo dessas pessoas, que ainda deixam vivos os sonhos de muitos. 

O papo estava bom, mas era hora de ir embora. Fomos então conhecer a pequena e simpática cidade de pouco mais de 40 mil habitantes. Almoçamos num belíssimo e fantástico restaurante da cidade e dali pegamos a estrada com destino à capital paulista. Por se tratar de volta de feriado, fizemos um "pequeno" desvio de 100 quilômetros pela Serra da Mantiqueira para fugir da Fernão Dias e vimos paisagens absolutamente fantásticas antes de cairmos na Via Dutra. Sete horas depois, chegamos em casa mais uma vez com aquela sensação de dever cumprido. 

Esperamos outras dessas em breve! 

Até a próxima! 

Fernando