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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

No 2000º jogo do JP, Bernô vence e continua vivo na Segundona!



Olá, pessoal!

Na última quarta-feira à noite o JOGOS PERDIDOS comemorou uma marca histórica, algo que poucos podem se orgulhar de alcançar. Chegamos ao nosso 2000º jogo (com a cobertura in loco sempre especial do blog) em menos de sete anos de existência. E nada melhor do que uma verdadeira decisão pelo Campeonato Paulista da Segunda Divisão para ser esse post especial. São Bernardo e Desportivo Brasil jogaram pela penúltima rodada do Grupo 10 no campo sintético do Baetão.

Mas diferente do que aconteceu na nossa partida de número 1000 (um Taboão da Serra x Itapirense também válido pela Segundona em setembro de 2007 e que contou com a presença de seis integrantes do JP), para essa peleja somente eu e o seu Natal nos fizemos presentes, muito por se tratar de um jogo numa quarta-feira à noite, horário complicado para os demais amigos do blog. Mas tivemos a companhia de amigos que nos acompanham desde os primórdios, como o Mílton (que foi do JP até 2007), Rodrigo Colucci e os torcedores fiéis do Bernô Thiago e Pedro, entre outros.

Em paralelo com a histórica data para o blog, o pessoal do Bernô estava com o Desportivo Brasil entalado na garganta, por causa de alguns acontecimentos chatos no jogo em Porto Feliz. Todos prometiam dar o sangue em campo para conquistar a vitória, caso contrário o time do ABC paulista seria eliminado da competição com uma rodada de antecedência. Deixo também um abraço ao técnico do Bernô Júlio César Passarelli, sempre fazendo questão de agradecer a nossa presença nos jogos do alvinegro.


EC São Bernardo - São Bernardo do Campo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Desportivo Brasil PL - Porto Feliz/SP. Foto: Fernando Martinez.


O árbitro Raphael Claus, os assistentes Alberto Poletto Masseira e Cláudio Roberto da Costa e os capitães. Foto: Fernando Martinez.

E diferente do que vi nos dois jogos anteriores do São Bernardo dentro de casa nessa segunda fase, o time foi com tudo pra cima do Desportivo Brasil, encurralando a equipe visitante no seu setor defensivo e dando mostras de que o time vermelho não teria sossego. Os jogadores do Bernô entraram em campo como se a partida valesse por uma final de campeonato, e não demorou muito para que o primeiro gol acontecesse.


Detalhe do jogo entre São Bernardo e Desportivo Brasil. Foto: Fernando Martinez.

Ele veio aos 19 minutos, numa belíssima jogada pela direita e que terminou com o chutaço de Diego no alto do gol. Numa grande blitz ofensiva, a equipe ampliou aos 24. Após escanteio pela direita, a bola foi alçada no segundo pau. Meio sem jeito, o jogador Wílson cabeceou firme no canto esquerdo do goleiro Juninho, fazendo a festa da torcida do Bernô.


Lance do primeiro gol do Bernô na partida, marcado pelo jogador Diego. Foto: Fernando Martinez.


Exato momento em que o jogador William cabeceava a bola para fazer o segundo gol dos donos da casa. Foto: Fernando Martinez.

Com 2x0 contra, o Desportivo passou a tentar diminuir o marcador, mas esbarrou na ótima atuação da zaga e do arqueiro do São Bernardo. O único lance a ser lamentado nessa etapa inicial foi o arremesso de uma latinha de refrigerante dentro do campo por algum infeliz que estava na parte coberta do Baetão. Para piorar, isso aconteceu bem na frente do árbitro da partida, que obviamente relatou o ocorrido na súmula. Com certeza o acéfalo que fez essa bobagem deveria ter sido enquadrado pelos policiais presentes no estádio. Mas isso não aconteceu, o que pode fazer o time do ABC perder algum mando de campo futuramente.


Zagueiro do Desportivo voando para afastar a bola de sua área. Foto: Fernando Martinez.

O primeiro tempo então se encerrou com a vitória parcial dos donos da casa, e eu resolvi acompanhar a segunda etapa nas arquibancadas tortas do estádio, sempre algo muito agradável. O Bernô voltou para os 45 minutos finais com uma postura mais defensiva, chamando o Desportivo Brasil para seu campo e ficando com o contra-ataque à disposição.


Falta para o Desportivo Brasil no começo da segunda etapa. Foto: Fernando Martinez.

Vimos um senhor jogo de futebol, com muita raça, jogadas ríspidas, torcida local fazendo uma enorme pressão no banco de reservas do time visitante e chances de gol para as duas equipes. O time de Porto Feliz era mais ofensivo, e por duas vezes seus atacantes tiveram ótimas oportunidades de diminuir o placar, mas não aproveitaram. Mesmo com menor posse de bola, o Bernô foi quem criou as melhores chances.


Lance na lateral direita do ataque do São Bernardo. Foto: Fernando Martinez.

O camisa 7 Chuck infernizava a zaga do Desportivo com seus piques mortais recheados de perigo. Aos 14 e 15 minutos ele fez jogadas incríveis, e por muito, mas muito pouco, o São Bernardo não ampliou o placar. A primeira chance parou na trave do goleiro Juninho, e a segunda, brilhantemente concluída pelo camisa 2 Diego, tirou tinta da trave esquerda.


Chegada do time de Porto Feliz pelo meio do campo. Foto: Fernando Martinez.

Enquanto o jogo rolava, fui acompanhar de perto a pressão da torcida do Bernô nos reservas e no técnico do Desportivo Brasil. Não sei de onde o pessoal do time vermelho conseguiu se concentrar para poder passar instruções aos atletas que estavam em campo... Eu não conseguiria.


O seu Natal "animado" como só a hiena Hardy poderia estar no alambrado do Baetão e a torcida do Bernô infernizando sem parar a comissão técnica e jogadores reservas do Desportivo Brasil. Fotos: Fernando Martinez.

O clima era tenso, mas mesmo com a tensão presente no Baetão, o placar não foi mais alterado. Final de jogo: São Bernardo 2-0 Desportivo Brasil. Essa suada e merecida vitória do alvinegro, somada com a vitória do Tupã contra o Jacareí, deixou os quatro times do Grupo 10 com os mesmos 7 pontos, a uma rodada do final da segunda fase. Embora Jacareí e Desportivo joguem por empates na rodada do domingo, tudo pode acontecer, já que o Bernô e o Tupã mostraram que tem time para conquistarem triunfos mesmo fora de casa. Legal ver que no jogo 2000, tivemos a vitória de um dos times mais queridos pelo pessoal do JP.

A respeito dessa fantástica marca vale também dizer que nesses quase sete anos de vida, já estivemos presentes em vários estados da Federação e no exterior também. Aparecemos na TV, internet, rádio, jornal e revistas e somos indiretamente responsáveis pelo surgimento de um sem número de blogs e sites direcionados ao futebol "perdido". Fora o enorme contingente de amigos que fizemos pelos campos da vida nesse tempo todo.

Isso nos deixa muito orgulhosos, e com certeza o legado do JP no futebol paulista e brasileiro é uma realidade. Fizemos com que várias equipes "órfãs" em qualquer tipo de mídia aparecessem para um número muito maior de pessoas. Continuaremos firmes e fortes com esse trabalho, sempre com muito respeito, irreverência e lembrando que o futebol "menor" é a verdadeira essência do futebol brasileiro! E que venha o jogo 3000!

Até lá!

Fernando

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Guarujá assume liderança do Grupo 9 da Segunda Divisão num jogão de bola

Olá,

A segunda fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão está chegando ao fim, sendo que na última quarta-feira foi realizada a penúltima rodada (5ª) com a realização de 7 jogos no período da tarde e 5 à noite. Diante disso, desci a Serra do Mar em direção à cidade do Guarujá, com o objetivo de cobrir a partida A.D. Guarujá x Sumaré A.C., válida pelo Grupo 9, realizada no Estádio Antônio Fernandes.

O citado confronto colocou frente à frente o 3º colocado do grupo (Guarujá) com 4 pontos, contra o 4º e último (Sumaré) também com 4 pontos, porém, perdendo no número de vitórias. Por conta do equilíbrio na tabela de classificação, a conquista dos três pontos nessa partida era de fundamental importância para as equipes seguirem lutando, ponto à ponto, na definição dos dois classificados à próxima fase, que na verdade, só ocorrerá no próximo domingo na última rodada (6ª).

Por conta da instabilidade do tempo, saí de São Paulo com grande antecedência de tempo em relação ao horário do início da partida, uma vez que desconfiava que haveria neblina da serra e não deu outra. A descida foi lenta, mas, mesmo, assim, cheguei ao meu destino com folga. Lá chegando, fui direto ao vestiário do Guarujá para obter a escalação e cumprimentar o técnico Marcos Bruno, que deu uma de Felipão e foi suspenso por dois jogos, obrigando-o a orientar a sua equipe das arquibancadas. Depois disso, me dirigi ao vestiário do Sumaré com os mesmos objetivos e cadê o time? Até as 14:15 horas não havia chegado ninguém. Só depois de alguns minutos, a delegação chegou toda apressada, pois o motorista do ônibus errou o roteiro e acabou se perdendo pelo caminho. Felizmente, no fim deu tudo certo.

Após conseguir a escalação do Sumaré, fui para o gramado aguardar a presença das equipes e dos árbitros, para fazer as tradicionais fotos oficiais e lá pude constatar o quanto a cancha estava pesada, com muitas poças de água e lama. Com certeza iríamos presenciar um jogo com muito contato físico e com muitos chutões. As fotos são exclusivas e estão apresentadas abaixo:


A.D. Guaruja - Guarujá/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Sumaré A.C. - Sumaré/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Trio de arbitragem formado por Leonardo Ferreira Lima, seus assistentes Alex Alexandrino e Osny Antonio Silveira, ao lado dos dois capitães. Foto: Orlando Lacanna.

Tão logo o árbitro autorizou o início da partida, as duas equipes saíram com tudo na busca do ataque, fazendo com que o jogo se tornasse super movimentado, apesar das dificuldades dos atletas em dominarem a bola. Logo aos 11 minutos, o Guarujá inaugurou o marcador, através do zagueiro Xandão, numa cobrança de falta com muita categoria, tirando da barreira e enganando o goleiro Matheus.


Xandão arrumando a bola com carinho antes da cobrança da falta que originou o 1º gol da ADG. Foto: Orlando Lacanna.


Agora a bola indo morrer no fundo da meta do Sumaré na abertura do placar. Foto: Orlando Lacanna.

O time do interior não sentiu o golpe e foi à luta, tanto que, aos 14 minutos, chegou ao empate, numa bela trama pela esquerda, culminando em cruzamento rasteiro que foi aproveitado pelo camisa 8 Xavier, deixando tudo igual.


Detalhe do gol de empate do Sumaré anotado por Xavier. Foto: Orlando Lacanna.

Apesar do péssimo estado do gramado, o jogo era muito bom, com os dois times mostrando uma disposição incrível, criando jogadas de perigo para os dois goleiros. Aos 29 minutos, o time do interior teve a oportunidade de virar o placar, através da cobrança de um pênalti, muito bem marcado pelo árbitro, mas o goleiro Fofão foi mais esperto e segurou a cobrança do camisa 10 Terrão (ex-Taboão da Serra).


Goleiro Fofão indo em direção à bola e defender o pênalti cobrado por Terrão. Foto: Orlando Lacanna.

Da cobrança do pênalti até aos 40 minutos, o Sumaré teve mais presença no campo de ataque e acabou chegando ao seu segundo gol, anotado por Terrão, aproveitando cruzamento vindo da direita, após excelente arrancada do camisa 9 Felipe.


Bola na rede e o goleiro caído no 2º gol do Sumaré. Foto: Orlando Lacanna.

Agora foi a vez do Guarujá demonstrar que não sentiu ter sofrido o gol e foi pra frente, empurrando o Sumaré para o seu campo de defesa, que já administrava o tempo visando encerrar a primeira etapa em vantagem no placar. Na marca dos 43 minutos, a ADG deixou tudo igual novamente, num gol marcado por Vandré, aproveitando uma sobra de bola, após bate-rebate no interior da área. A jogada original nasceu de uma cobrança de falta pela meia-direita.


Outra bola no fundo da rede, agora no 2º gol do Guarujá. Foto: Orlando Lacanna.

Logo depois do intervalo, conversei com o preparador físico do Sumaré, Cesar Mendes, e fui informado que meio time do interior é composto por campeões da Segundona de 2.010 defendendo o Taboão da Serra. Dos 11 que estavam jogando, 5 levantaram o título do ano passado. São eles: o goleiro Matheus, o camisa 3 Brumatti, o camisa 5 Tiago, o camisa 10 Terrão e o camisa 2 Wellington. Está explicada a boa campanha do time de Sumaré, que normalmente não tem feito boas campanhas ao longo dos anos.

Com a bola voltando a ser movimentada, deu para perceber que o ritmo não era o mesmo, mas, mesmo assim, a partida continuava muito boa, com as equipes se alternando no campo de ataque, com um ligeiro predomínio do Sumaré, que criou dois bons momentos, aos 22 e 24 minutos, através de jogadas com as participações de Wellington e Terrão, sendo que no primeiro lance a bola passou muito perto e no segundo, o atacante foi travado no momento do arremate.

Nos últimos quinze minutos, a partida voltou a pegar fogo, com o surgimento de vários lances importantes, como aconteceu aos 30 minutos, quando o Guarujá saltou à frente no marcador, através da marcação do seu terceiro gol, por intermédio do camisa 17 Elói, escorando um desvío de cabeça, após cobrança de escanteio pela esquerda.


Mais um gol na partida, agora o 3º do Guarujá anotado por Elói. Foto: Orlando Lacanna.

Mesmo á frente no marcador, o Guarujá não abdicou do ataque e, aos 39 minutos, aconteceu o lance capital da partida, quando o goleiro Matheus recebeu o cartão vermelho, por ter impedido uma ação clara de gol, praticando a defesa com as mãos, mas fora da grande área. Como o técnico Sandro Miranda já havia feito as três substituições, o jeito foi improvisar um goleiro e, o camisa 7 Mauricio, foi para a meta, porém não deu sorte, pois na cobrança pelo camisa 4 Xandão, a bola morreu no fundo da sua meta, decretando o 4º gol da ADG, sendo o segundo de falta de Xandão na partida. Tudo isso na marca dos 41 minutos.


Mais um gol de falta de Xandão, agora o 4º, com goleiro improvisado. Foto: Orlando Lacanna.

Nos últimos minutos o Sumaré ainda tentou diminuir a diferença e, nos acréscimos, chegou ao seu 3º gol, numa cobrança de pênalti executada por Felipe, que mandou a bola no alto da rede da meta defendida por Fofão, que conseguiu tocar na bola, mas ela tinha o endereço certo.


Bola no alto da rede no 3º gol do Sumaré. Foto: Orlando Lacanna.

Logo depois da cobrança do pênalti, o árbitro encerrou esse jogão, com o placar registrando Guarujá 4 - 3 Sumaré, resultado que deixou o time praiano na 1ª colocação com 7 pontos e apenas a um empate no último jogo no próximo domingo em Limeira, para garantir a sua vaga à terceira fase. Quanto ao Sumaré, ainda há chances matemáticas, porém não depende mais de si. Se ocorrer um empate na partida Independente x Guarujá, o time de Sumaré estará eliminado. Precisará vencer o Primeira Camisa, em casa, por uma boa margem de gols e torcer para que o Guarujá vença em Limeira e aí se classificar pelo saldo de gols. Ficou difícil.

Partida encerrada e início da subida da serra, agora sem neblina e lembrando dos lances desse verdadeiro jogão, não só pelos 7 gols anotados, mas, principalmente pela garra e disposição mostradas pelos dois times. Fazia tempo que eu não presenciava uma partida tão movimentada e cheia de alternativas. Valeu demais ter ido ao Guarujá. Foi isso.

Abraços,

Orlando

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Santo André cede empate no fim e se complica na Série C do Brasileiro

Olá.

Após ter visto de perto, no sábado à tarde, mais uma partida pela Segundona (Capivariano x Guaçuano), no domingo, após o almoço, rumei ao ABC Paulista, mais precisamente à cidade de Santo André, com o objetivo de cobrir mais uma partida do Campeonato Brasileiro da Série C, que foi realizada no Estádio Bruno José Daniel, valendo pela 6ª rodada da 1ª fase, em seu Grupo D. O jogo em questão foi E.C. Santo André x Joinville E.C.

Esse confronto reuniu duas equipes com campanhas bem diferentes, num grupo muito equilibrado, pois enquanto o time da casa estava na penúltima (4ª) colocação com apenas 3 pontos e flertando com a zona de rebaixamento, o time catarinense era o líder com 8 pontos, buscando uma das duas vagas do grupo à próxima fase. Portanto, os três pontos eram vitais para os dois times na sequência da competição. Um querendo escapar da degola e outro brigando pela classificação.

Mesmo com muito frio e uma chuvinha chata, fui para o gramado aguardar a entrada dos protagonistas, visando fazer as fotos oficiais, cujas imagens foram registradas com exclusividade pelas lentes do JP. Vale ressaltar que o Joinville, do mesmo jeito que o Brasil de Pelotas, fez questão de posar para a foto, tendo a sua torcida ao fundo e, por conta disso, posou na pista de atletismo. As fotos exclusivas estão apresentadas abaixo:


E.C. Santo André - Santo André/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Joinville E.C. - Joinville/SC. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem composto por Wagner do Nascimento Magalhães (RJ), seus assistentes Marçal Rodrigues Mendes (RJ) e Ricardo Pavanelli Lanutto (SP), além do 4º árbitro Leandro Bizzio Marinho (SP), ao lado dos capitães Ramon (JEC) e André Luís (Santo André). Foto: Orlando Lacanna.

A partida começou com alguns dos jogadores do Santo André, talvez pressionados pela situação na tabela de classificação, demonstrando muito nervosismo e isso ocasionou uma expulsão logo aos 6 minutos, quando o camisa 7 Negretti, do Ramalhão, recebeu o cartão vermelho direto por ter dado uma "pegada" forte no meia Ramon (ex-Vasco, Vitória, etc), deixando sua equipe com um homem a menos desde o início da partida e, com certeza, essa situação iria dificultar as coisas para o time da casa.


Confusão entre os atletas após falta que resultou na expulsão relâmpago de Negretti, do Ramalhão. Foto: Orlando Lacanna.

Com um homem a mais, o Joinville assumiu o controle das ações, empurrando o Santo André para o seu campo de defesa e obrigando o time da casa a se redobrar para evitar a queda da sua meta. A disputa pela bola era intensa e, nesse contexto, na marca dos 19 minutos, o time catarinense só não abriu a contagem, por conta de um milagre operado pelo goleiro e capitão André Luís, que saltou como um gato no canto esquerdo e desviou um arremate, à queima-roupa, do experiente meia Ramon, que já estava correndo para comemorar o gol. Foi uma defesa espetacular.


Disputa de bola pelo alto. Foto: Orlando Lacanna.


Defesa milagrosa do goleiro André Luís, evitando o gol catarinense. Foto: Orlando Lacanna.

Mesmo com 10 homens, o Santo André lutava bravamente e, em alguns momentos, conseguia arquitetar uma ou outra jogada ofensiva, tanto que, aos 22 minutos, o camisa 11 Raul (ex-São Bernardo) inaugurou o placar, aproveitando cruzamento de Vanderley caído pelo lado esquerdo. Aos 26 minutos, o zagueiro andreense Daniel Gigante chegou um segundo atrasado e não aproveitou, de cabeça, um cruzamento vindo da intermediária em cobrança de falta. A cabeçada foi de raspão e, se o zagueiro pegasse em cheio na bola, poderia ter anotado o segundo gol dos anfitriões.

Nos últimos 20 minutos, a posse de bola era quase sempre do JEC, que dominava, rodava, mas não conseguia penetrar com perigo no setor defensivo do Santo André. A exceção ficou por conta do lance que aconteceu aos 45 minutos, quando o camisa 8 Ricardinho, desperdiçou uma chance de ouro, concluindo para fora uma bola recebida na cara do gol. Diante disso, o primeiro tempo foi encerrado com a vantagem mínima a favor do Ramalhão.


Zagueiro andreense impedindo avanço do atacante catarinense. Foto: Orlando Lacanna.

Durante o intervalo, o treinador andreense Rotta deu uma entrevista a uma rádio local, dizendo com todas as letras, que iria voltar para o segundo tempo, com duas linhas de quatro defensores, deixando só o camisa 9 Vanderley no ataque, visando aproveitar alguma bola esticada. Ficava claro que os 45 minutos finais seriam de um time atacando e outro se defendendo.

Com a bola voltando a rolar, logo de cara ficou claro que seria uma etapa de "aluga-se meio-campo", com o Santo André todo atrás e despachando a bola do jeito que fosse possível. Aos 9 minutos, Ramon realizou ótima jogada individual pelo meio, mas a finalização não teve o endereço certo.


Uma das avançadas do Joinville na segunda etapa. Foto: Orlando Lacanna.

Com o passar do tempo, o domínio do Joinville ía crescendo cada vez mais, mas oportunidade real de gol, não aparecia, uma vez que o esquema defensivo do Santo André não permitia aos atacantes do tricolor chegarem com perigo. Aos 27 minutos, o camisa 9 Vanderley do Santo André, teve a chance de marcar o segundo gol, num contra-ataque pelo meio, porém na hora da finalização faltou perna e, com isso, o atacante se enrolou todo e permitiu a defesa do goleiro Ivan (ex-Lemense).


Defesa do goleiro do Santo André com o meia Ramon se aproximando. Foto: Orlando Lacanna.

O tempo ía passando e nada do Joinville chegar ao seu gol, com o Santo André rezando para o tempo passar o mais rápido possível. O camisa 2 Eduardo do Joinville, percebendo a dificuldade dos atacantes em concluir, passou a arriscar arremates de meia distância, como aconteceu aos 30 e 37 minutos, sendo que as duas conclusões passaram muito perto.


Outro ataque do Joinville, agora pelo lado esquerdo. Foto: Orlando Lacanna.

A partida já estava chegando ao seu final, quando na marca dos 40 minutos, o atacante Vanderley do Santo André, recebeu um ótimo lançamento de Henrique, porém, mais uma vez, não conseguiu dominar a pelota e a chance de liquidar a fatura foi embora. Dois minutos depois. o Joinville chegou ao gol de empate, anotado pelo zagueiro Renato Santos, provocando um desabamento geral no ânimo do time do Santo André, com a sua torcida ficando na bronca.


Jogada aérea que originou o gol de empate do Joinville ao final da partida. Foto: Orlando Lacanna.

Mais alguns minutos e a partida foi encerrada com o placar registrando Santo André 1 - 1 Joinville, resultado que colocou o time paulista na última (5ª) colocação, agora com 4 pontos e correndo sérios riscos de ir para a Séria D em 2.012, a não ser que haja uma reação imediata nos três jogos restantes, sendo que dois deles serão fora de casa. Para os catarinenses, o ponto ganho fora de casa foi suficiente para manter a liderança do grupo, subindo para 9 pontos.

Alguns minutos após o término da partida, enquanto eu permanecia no gramado guardando a máquina fotográfica e devolvendo o colete ao fiscal da FPF, teve início um tumulto envolvendo alguns torcedores e atletas do Santo André, que resultou em pancadaria, vidros quebrados e muito corre-corre. A confusão começou quando membros de uma torcida organizada desceram aos vestiários, invadindo o local e partindo para o confronto com os jogadores. Na verdade eu não vi tais cenas, pois ainda permanecia no gramado. Apurei que a confusão teria origem numa suposta ofensa de um atleta à torcida. As informações eram desencontradas, mas na verdade a coisa ficou feia e só acalmou com a chegada dos policias.

Após deixar o estádio iniciei o retorno para Capital em companhia do amigo do JP, Milton Haddad, com o papo girando em torno dos incidentes entre torcida e jogadores. Na próxima 4ª feira haverá rodada da Segundona e, mais uma vez, o JP se fará presente. Aguardem...

Abraços,

Orlando

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Capivariano conquista vaga na terceira fase da Segundona

Olá,

Depois de uma semana ausente das páginas virtuais do JP, no último fim de semana, retornei às atividades futebolísticas e, para variar um pouquinho, fui ver de perto mais uma partida do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. A pedida foi retornar, no sábado à tarde, pela terceira vez nesse ano, à simpática cidade de Capivari, mais precisamente ao Estádio Carlos Colnaghi, para conferir a partida Capivariano F.C. x C.A. Guaçuano, válida pela quarta rodada da segunda fase, em seu Grupo 07.

Nesse confronto já poderia ser definda uma das vagas à terceira fase da competição, por conta do resultado da outra partida do grupo, realizada no dia anterior (Bandeirante 2 - 0 Guariba). O Capivariano pisou no tapete verde ostentando a liderança do grupo com 9 pontos, enquanto o time de Mogi-Guaçu defendia a vice-liderança com 6 pontos. Pontanto, um simples empate colocaria o time da casa na terceira fase, pois chegaria a 10 pontos, abrindo um diferença de 7 pontos em relação ao 3º colocado do grupo (Bandeirante), não podendo mais ser alcançado, uma vez que restariam apenas mais dois jogos.

A viagem até Capivari, via Campinas, foi realizada debaixo de chuva, mas, mesmo assim, cheguei com tempo de fazer as tradicionais fotos oficiais, as quais estão apresentadas abaixo:


Capivariano F.C. - Capivari/SP. Foto: Orlando Lacanna.


C.A. Guaçuano - Mogi-Guaçu/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem formado por Flávio Rodrigues de Souza, seus assistentes Carlos Barbosa de Oliveira e Danilo Ricardo Simon Manis, além do quarto árbitro Eduardo César Maximiniano ao lado dos dois capitães. Foto: Orlando Lacanna.

Tão logo o árbitro autorizou o início da partida, o Guaçuano foi com tudo ao ataque e, com menos de um minuto, criou o primeiro momento de grande perigo à meta do Capivariano, numa ação ofensiva que nasceu pela esquerda, com uma rápida virada de jogo para a direita, culminando num arremate perigosíssimo de Thiago que passou muito perto, assustando a boa torcida local. Aliás, nos primeiros cinco minutos, o Guaçuano deu um verdadeiro sufoco na defesa anfitriã.

No primeiro ataque do Capivariano, o placar foi inaugurado, aos 6 minutos, num gol que nasceu através de uma rápida escapada de Alamir pela direita, resultando num cruzamento milimétrico até a cabeça do camisa 9 Romão, que mandou a bola para o fundo da rede, provocando uma grande alegria à torcida do "Leão da Sorocabana".

Logo após o gol, a chuva apertou de tal maneira, que me obrigou a deixar o gramado e me instalar numa das várias cabines de imprensa. Lá de cima, observei que o Guaçuano não sentiu o gol e continuou em cima da defesa adversária. O ataque do Capivariano também dava o ar da graça, tornando a partida emocionante.


Lá de cima, visão de uma ação ofensiva do Capivariano. Foto: Orlando Lacanna.

Mesmo em desvantagem no placar, o "Mandi" mandava na partida, só não chegando ao empate, graças às excelentes defesas do goleiro Douglas, que estava numa tarde inspirada. Aos 9 minutos, o goleiro praticou um verdadeiro milagre ao desviar um tiro, à queima-roupa, desferido por Thiago próximo à pequena área. Aos 15 minutos, foi a vez do camisa 7 Guilherme acertar o poste direito de Douglas, ao cobrar uma falta com categoria. Além de pegar tudo, o goleiro local também estava com sorte.

A chuva continuava forte e o ritmo do jogo também, com o Guaçuano chegando cada vez mais próximo de chegar ao gol de empate, só não o conseguindo aos 23 minutos, graças a mais uma ótima defesa de Douglas, que desviou um belo tiro de Bruninho desferido da entrada da área.

De tanto insistir, finalmente, o Guaçuano chegou ao empate, aos 29 minutos, através de um gol de cabeça do grandalhão camisa 9 Tiago Chulapa, que aproveitou um cruzamento vindo da cobrança de escanteio pelo lado esquerdo. Dois minutos depois, a virada aconteceu, num outro gol que nasceu da cobrança de outro escanteio, agora pelo lado direito. O zagueiro Gustavo, do time verde, aproveitou um sobra de bola, após um bate-rebate e encheu o pé, estufando a rede adversária pela segunda vez em dois minutos. Naquela altura da partida, o resultado era totalmente merecido a favor dos visitantes.


Detalhe do gol de empate do Guaçuano anotado por Tiago Chulapa. Foto: Orlando Lacanna.


Agora a bola estufando a rede no gol da virada do Guaçuano. Foto: Orlando Lacanna.

Nos últimos quinze minutos, a partida permaneceu intensamente disputada, porém o placar não foi mexido e, com isso, os visitantes levaram para o intervalo a merecida vantagem de 2 x 1, ficando para a segunda etapa a expectativa de como os times de comportariam.


Uma das várias defesas do goleiro Douglas do Capivariano. Foto: Orlando Lacanna.

Durante o intervalo, a chuva deu uma parada e, com isso, retornei ao gramado para ver mais de perto o que aconteceria ao longo do segundo tempo, uma vez que a torcida local mantinha a esperança de que seu time chegaria ao empate e conquistaria uma das vagas à terceira fase do campeonato. Era esperar pra ver.

Com o reinício da partida, o Capivariano foi logo tomando a iniciativa de ir ao ataque, tanto que, já no primeiro minuto, chegou com muito perigo, numa jogada que teve seu nascedouro pelo lado direito, cujo cruzamento quase foi aproveitado por Alamir, num toque magistral de letra, mas o goleiro Dida estava esperto e conseguiu segurar. Teria sido um golaço. O gol não saiu, mas esse lance foi o "cartão de visita" do time da casa, sinalizando qual seria a postura do time vermelho ao longo do segundo tempo.


Bola alçada na área do Guaçuano no início da segunda etapa. Foto: Orlando Lacanna.

O gol não saiu, mas o lance acima serviu para incendiar a torcida local, que não parava de incentivar o seu time. Aos 8 minutos, o zagueiro Kelisson ajeitou no peito e mandou um tirambaço que tirou tinta do travessão da meta do Guaçuano.


O camisa 2 Oliveira fazendo cruzamento para a área do Guaçuano. Foto: Orlando Lacanna.

Embora o ritmo da segunda etapa não fosse o mesmo do primeiro tempo, a partida continuava muito interessante, com um desenho muito claro, ou seja, um time buscando o gol (o Capivariano) e o outro (Guaçuano) procurando segurar e sair em contra-ataque. Nesse contexto, os donos da casa insisitiam nas jogadas pelos lados do campo, porém, no último passe, a defesa adversário conseguia se antecipar e acabar com o ataque. Aos 19 minutos, a tentativa de jogada pela ponta direita quase deu certo, porém, não hora do arremate, o camisa 14 João Paulo não foi feliz e a chance foi embora.


Mais uma jogada aérea do ataque do Capivariano na segunda etapa. Foto: Orlando Lacanna.

O domínio territorial do Capivariano era evidente, mas o time da casa não conseguia criar tantas chances assim e, com isso, a partida ía se aproximando do seu final, com a tendência de que terminaria com a vitória verde. Mas como no futebol o jogo só acaba quando termina, na marca dos 40 minutos, o árbitro marcou uma falta na intermediária pelo lado direito a favor do Capivariano, cuja cobrança ficou à cargo do camisa 9 Romão, que soltou uma bomba que o goleiro Dida não conseguiu segurar, dando rebote. Houve outro arremate, também defendido pelo goleiro que deu outro rebote e, na terceira tentativa, não teve jeito, pois o camisa 3 Kellison fuzilou e decretou o empate, levando à loucura os torcedores locais.


Defesa parcial do goleiro Dida, que na sequência de rebotes resultou no gol de empate do Capivariano. Foto: Orlando Lacanna.

Partida encerrada com o placar mostrando Capivariano 2 - 2 Guaçuano, resultado que manteve o time de Capivari na liderança, agora com 10 pontos, garantindo vaga à próxima fase com duas rodadas de antecedência. O empate não foi ruim para o Guaçuano, uma vez que manteve a 2ª posição, com 7 pontos, abrindo uma diferença de 4 pontos em relação aos seus concorrentes.

Tão logo a partida foi encerrada, aquela velha história de início de viagem de retorno a São Paulo, via Campinas, já traçando planos para a cobertura de domingo, que iria envolver uma equipe da Grande São Paulo numa competição de âmbito nacional. Aguardem...

Abraços,

Orlando

Briosa, aos trancos e barrancos, vence mais uma

Salve, amigos!

No último sábado estive em Ulrico Mursa para acompanhar o duelo entre a A. A. Portuguesa e o C. A. Votuporanguense Ltda., válido pela primeira rodada do returno da segunda fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão de Profissionais de 2011. Seguem as fotos oficiais da partida, acompanhada por 280 pagantes:


AA Portuguesa - Santos/SP. Foto: Estevan Mazzuia.


CA Votuporanguense - Votuporanga/SP. Foto: Estevan Mazzuia.


Arbitragem, conduzida por Márcio Roberto Soares, assistido por Marco Antônio de Andrade Motta Júnior e Caio Mesquita de Almeida, ladeando os goleiros-capitães Luciano (APP) e Cairo (CAV). Foto: Estevan Mazzuia.

A partida transcorreu debaixo de uma chuva que reduziu em muito a sensação térmica de uma já baixa temperatura, e deixou o gramado encharcado e em condições impraticáveis para o bom futebol. Mas pra Segunda Divisão, a ordem é jogar.


Panorâmica de Ulrico Mursa, por ocasião da partida. Foto: Estevan Mazzuia.

Antes da bola rolar, um pequeno desentendimento provocado pelo lateral do CAV, Manjinha, esquentou o clima entre os atletas, e o jogo começou tenso, com as equipes se estranhando. Em 4 minutos, a Briosa levou dois cartões amarelos: primeiro pra Filipi, que tentou cavar pênalti, depois pra Mineiro, por reclamação.


Ataque da Briosa na primeira etapa. Foto: Estevan Mazzuia.

O CAV jogava melhor, concentrando a posse de bola no campo de ataque. Foi da equipe a primeira chance real de gol, aos 15 minutos, fazendo Luciano executar bela defesa. Aos 27 minutos, nova chance desperdiçada.


Magno (APP) em disputa de bola na primeira etapa. Foto: Estevan Mazzuia.

Aos 34 minutos Manjinha deu um carrinho em Magno, junto à linha de fundo, recebeu o segundo amarelo e saiu de campo batendo boca e trocando cusparadas com a torcida, demonstrando imensa falta de maturidade, e prejudicando o onze alvinegro, que vinha melhor na peleja. A Portuguesa teve uma chance de abrir o placar aos 40 minutos, mas a primeira etapa terminou mesmo sem gols.


Manjinha cobrando lateral, ante de ir para o chuveiro mais cedo. Foto: Estevan Mazzuia.

No intervalo, troquei algumas palavras com a boa torcida visitante, que estava indignada por viajar cerca de 600 quilômetros , pagar R$ 20,00 pelo ingresso, e ficar debaixo de chuva e frio. Realmente, acho que nenhum deles passou tanto frio na cidade, cujo nome, em tupi, significa “brisas suaves”.


Torcida Raça Alvinegra: boa presença e indignação com as instalações oferecidas. Foto: Estevan Mazzuia.

Na etapa final, a tônica da primeira etapa se manteve. As equipes trocaram os uniformes e entraram em campo limpinhas e cheirosinhas. Por pouco tempo. Com um jogador a menos, a Águia parecia decidida a levar um pontinho para o interior. A Briosa queria fazer a lição de casa, mas quando conseguia criar algo, esbarrava nas incontáveis poças d’água de Pinheiro Machado.


Condições precárias do campo. Foto: Estevan Mazzuia.

Aos 20 minutos, o treinador da Briosa promoveu duas alterações, e no minuto seguinte teve grande chance de abrir o placar. Filipi cruzou da esquerda para o chute de Leandro Kivel, mas o chute foi interceptado pela zaga.


Lance da segunda etapa. Foto: Estevan Mazzuia.

Aos 26 minutos, Lomba, que havia entrado, chuta forte da entrada da área, mas Cairo, firme, segura. Aos 30 minutos, nova chance da Briosa, depois de um cruzamento da esquerda, em que a bola cruzou a área, mas foi arrematada pra fora. Pouco depois, uma grande blitz rubro-verde, mas o gol teimou em não sair.


Cairo apreensivo sob as traves. Foto: Estevan Mazzuia.

Aos 34 minutos a Briosa foi para o tudo ou nada e, 5 minutos depois, conseguiu o gol em lance complicado. Após a cobrança de falta da intermediária, a bola sobrou para Mineiro, livre, entrar com bola e tudo. Houve reclamação pela marcação de impedimento mas, na interpretação da arbitragem, o atleta estava em posição legal na ocasião da cobrança. Ainda, se assim não fosse, a bola teria sido tocado pelo goleiro Cairo, em dividida, e Mineiro teria se aproveitado, apenas, da sobra do lance.


Cairo divide a bola com atacante, enquanto Mineiro espera sozinho dentro da pequena área. Foto: Estevan Mazzuia.


Mineiro corre pra comemorar, enquanto os visitantes reclamam a marcação de impedimento. Foto: Estevan Mazzuia.

Aos 40 minutos, o Votuporanguense perdeu Lucas, expulso de forma direta por dar um tapa no rosto de Alison. Não houve tempo para mais nada, a não ser muita discussão entre torcedores da Briosa e atletas do Votuporanguense, que foram acuados na entrada de seu vestiário.


Detalhe da confusão no final da partida. Foto: Estevan Mazzuia.

Fim de jogo, Portuguesa 1x0 Votuporanguense, resultado que deixa a Briosa mais perto da terceira fase. Mas a tranqüilidade observada na vitória sobre o Olé Brasil passou longe do onze lusitano desta vez. A torcida está mais confiante e a cobrança diminuiu.

Mas ainda acho que o time não leva jeito de bicho-papão, o que foi agravado pela saída do treinador Douglas Neves alegando interferência da diretoria, seguida por um massacre sofrido em Votuporanga. O Votuporanguense joga fora contra o Brasilis no meio da semana e decide a vaga em casa, contra o Olé Brasil. Foi isso!

Abraços

Estevan