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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Vitória heróica do Jaboticabal em cima do Olé Brasil!

Opa,

Na última sexta-feira resolvi sair da mesmice e fui fazer uma viagem para matar um time e um estádio, numa cidade que dificilmente aparece aqui no JOGOS PERDIDOS. Acordei cedinho e lá fui para a Rodoviária do Tietê garantir meu lugar num vazio ônibus até a cidade de Ribeirão Preto, para mais um jogo do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. A pedida do dia foi ver o jogo entre o Olé Brasil, time recém-profissionalizado, e o tradicionalíssimo Jaboticabal no Estádio Santa Cruz, casa do Botafogo local.

A viagem foi tranqüila, pois com pouco mais de meia hora dentro do busão apreciando a paisagem já caí no sono e só fui acordar na rodoviária de Ribeirão, perdendo a parada para o almoço e também a parada na Mini-Rodoviária, que fica mais perto do Santa Cruz. Mas isso não foi problema, pois como era feriado comemorativo dos 153 anos de Ribeirão Preto, o trânsito estava moleza, moleza. E cheguei no estádio cedo, a tempo de todos os trâmites já comuns aqui no JP.

Entrei logo no gramado no estádio e ainda vi um grande pedaço de um amistoso do futebol feminino, entre o próprio time do Olé Brasil e do PJVV, time de um projeto social da cidade. Pude constatar que o Santa Cruz realmente é um dos grandes estádios do nosso interior, e acho genial poder conhecer esses lugares nunca antes visitados.


Dois lances do jogo feminino entre Olé Brasil x PJVV, que rolou como preliminar do duelo da Segundona. Fotos: Fernando Martinez.

O jogo feminino logo acabou, com a vitória do time do Olé por 1x0, e agora era a vez do jogo de fundo rolar. E mais uma vez, com as equipes e o trio de arbitragem em campo, pude fazer as fotos oficiais e exclusivas que são cortesia aqui do JP.


Olé Brasil FC S/A - Ribeirão Preto/SP. Foto: Fernando Martinez.


Jaboticabal A - Jaboticabal/SP. Foto: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem da partida, de novo com o amigo Daniel Marques, e os capitães das equipes. Foto: Fernando Martinez.

Os dois times estão no difícil Grupo 2 da Segundona 2009, aonde somente o Tigre de Atenas não busca mais nada no campeonato. O time perdeu 18 pontos no TJD e todos seus nove jogos até a peleja de sexta-feira. A equipe mudou todo o time e agora joga com a equipe que vai dusputar o sub-20, para terminar o campeonato mais difícil de sua história de forma digna.

Para o Olé Brasil, a luta por uma vaga está acirrada, pois todos os outros times do grupo tem chance de classificação. Justamente por isso, jogar em casa com o lanterna do grupo era uma chance que não poderia ser desperdiçada em busca da vaga para a fase seguinte da competição. Mas nenhum jogo é ganho antes do apito final.


Atacante do Olé Brasil protegendo a bola de marcador do Jaboticabal. Foto: Fernando Martinez.

E numa temperatura extremamente agradável, diferente do que passei em Ribeirão no último mês de fevereiro, fui acompanhar o ataque do time da casa para ver o que iria acontecer. Um bom público também esteve presente no Santa Cruz para ver o jogão. E olha, com certeza o jogo que vi foi um dos meus Top 5 em 2009. Um belíssimo jogo de futebol, com muitas alternâncias no placar e muita raça dentro do gramado.


Chegada forte do ataque do time da casa. Foto: Fernando Martinez.

O Olé começou o jogo em cima do Jaboticabal, tentando marcar logo o primeiro gol para tentar jogar mais sossegado. E a tática deu certo, pois aos 12 minutos o jogador Érico recebeu passe longo e de fora da área chutou com estilo para deixar o Olé na frente do placar. O goleiro ainda tocou na bola, mas não teve como evitar o gol.


Lance que originou o primeiro gol do Olé Brasil no jogo. Foto: Fernando Martinez.

Mesmo com a vantagem no marcador, o time da casa continuou jogando com mais posse de bola e chegando mais dentro da área adversária, mas pecava por certa afobação e por algum preciocismo. E conforme o tempo foi passando, o Jaboticabal passou a colocar as manguinhas de fora e também foi chegando dentro da área adversária. O Tigre de Atenas passou a assustar a defesa do Olé com boas chegadas, principalmente pela direita.


Detalhe do jogo entre Olé Brasil x Jaboticabal. Foto: Fernando Martinez.

E com tantas chances perdidas pelo time da casa, o castigo acabou vindo. Aos 35 minutos, o Jaboticabal chegou ao festejado empate com o jogador Alisson. A bola sobrou na esquerda e ele chutou cruzado no canto direito do goleiro do time de Ribeirão Preto. Tudo igual no placar do Santa Cruz. Mas o time visitante queria mais e conseguiu a inesperada virada aos 45 minutos, em mais um gol de Alisson, agora de voleio no mesmo canto direito.


Goleiro do Jaboticabal sai mais alto para evitar gol do time de Ribeirão Preto. Foto: Fernando Martinez.

Intervalo de jogo e vitória parcial para o time do Jaboticabal. Fui então descansar nos simpáticos bancos que ficam à beira do gramado, pois ali eram os únicos lugares com sombra por ali. E para o segundo tempo a certeza era que o Olé viria para cima, pois não estava nos planos da equipe perder pontos em casa para o último colocado do grupo.


Ótima chance de gol para o time da casa no começo do segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

E isso mesmo que aconteceu, com o time indo pra cima do Jaboticabal e criando muitas oportunidades de gol. O empate então saiu aos 8 minutos, para a festa da torcida presente. Depois de cruzamento da direita, aconteceu uma grande confusão dentro da área do time visitante, após isso a bola sobrou livre para o camisa 8 Canesin só tocou para o fundo das redes.


Momento do segundo gol do time do Olé Brasil. Foto: Fernando Martinez.

Com o empate, o time do Olé viu que daria para virar de novo o jogo e lançou com tudo ao ataque. O time chegava forte, mas a expulsão do camisa 11 Anderson aos 11 minutos deixou o time com a missão ainda mais complicada. E a grande chance para o time passar de novo à frente do marcador veio aos 29 minutos, num pênalti marcado pelo árbitro.

Na primeira cobrança o gol foi marcado, mas em vortude de um atleta do time ter invadido a área, a cobrança teve que ser repetida. Na segunda cobrança, a bola bateu caprochosamente na trave esquerda do goleiro e foi longe do alcance dos atacantes. Mas o time não desanimou, e dois minutos depois mais um pênalti foi marcado.


Falta que o zagueiro do Jaboticabal fez no jogador do Olé Brasil dentro da área, no segundo pênalti marcado em dois minutos. Foto: Fernando Martinez.

E agora novamente a estrela do time do Jaboticabal brilhou e ele fez uma espetacular defesa na cobrança da penalidade máxima. Acredito que eu nunca tinha visto um time perder dois pênaltis num espaço de tempo tão curto num jogo em estádio. Essa sequência de lances desanimou um pouco o time do Olé, que tentou, mas sem sucesso chegar ao terceiro gol.


Segundo pênalti perdido pelo Olé Brasil, aqui com defesa espetacular do goleiro. Foto: Fernando Martinez.

O jogo seguia ao seu final com o empate estampado no placar, e no último lance de ataque do Olé, o time teve um escanteio a seu favor. Todo mundo na área e a bola foi lançada para ver se o time garantia os três pontos. Mas a bola foi interceptada por um zagueiro do Jaboticabal e logo lançada ao jogador Éverton. Ele correu o campo todo com a bola, entrou dentro da área do Olé, driblou o goleiro e colocou a bola dentro do gol do adversário. Um golaço de craque, para a festa absoluta dos jogadores, comissão técnica e torcida do time do Jaboticabal.

Final de jogo: Olé Brasil 2-3 Jaboticabal. Vitória heróica e espetacular do Esquadrão de Aço fora de casa, marcando os primeiros pontos do time na Segundona 2009. Já o Olé Brasil não esperava mesmo perder essa partida, e viu a classificação para a fase seguinte do campeonato ficar bastante ameaçada.


Placar final no Santa Cruz, mostrando um resultado totalmente inesperado. Foto: Fernando Martinez.

Satisfeito com o belíssimo jogo, só tive que aguardar agora o táxi chegar ao Santa Cruz para me levar até a Mini-Rodoviária da cidade para pegar meu ônibus para retornar à capital paulista. Nove horas de ônibus depois, cheguei à minha casa com a sensação de dever cumprido, mais uma vez. E com meu 488º time na Lista.

Até mais!

Fernando

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Portuguesa vacila e perde pontos preciosos no Canindé

Opa,

Na última terça-feira tivemos mais um jogo noturno aqui para o JP no Campeonato Brasileiro da Série B. E mesmo com frio, sono e cansado, lá fui eu agora para o longínquo Estádio do Canindé para um jogo válido pela 7ªrodada da competição reunindo as equipes da Portuguesa e do Brasiliense.

Detalhe que esse foi o primeiro jogo que vi no estádio rubro-verde desde que meu antigo QG no Pari, o lar que virou o "Cativeiro 1866" foi definitivamente desligado da Família Martinez. Por longos 23 anos morei ali e muita história deixei naquele lugar, inclusive com o Canindé sendo o estádio em que vi mais jogos in loco por isso. Mas tudo na vida é cíclico, e agora a fase é outra.

E cheguei cedinho no estádio para ver uma Portuguesa que vinha de boa vitória contra o Ipatinga jogando fora de casa e que tentava voltar ao G-4. Para o Brasiliense, que faz ótima campanha, os três pontos deixariam o time sozinho na segunda colocação da Série B mesmo após os jogos do final-de-semana.


Times (e as cheerleaders da Lusa) perfilados para o Hino Nacional. Foto: Fernando Martinez.

Percebi logo de cara que a diretoria da Lusa fez um favor para sua torcida e baixou o preço dos ingressos. Agora a arquibancada custa 20 reais, diferente dos jogos anteriores, com o absurdo preço de R$ 30,00. E mesmo com o frio, um público razoável foi ver a Portuguesa em ação. Mas olha, esse foi um daqueles jogos que nos fazem lembrar os piores dias nas Séries B que o time disputou de 2003 até 2007.


Goleiro da Lusa saindo para afastar o perigo. Foto: Fernando Martinez.

O time errava passes demais e irritava a torcida lusitana. E dar bobeira com um time que faz boa campanha, mesmo jogando em casa, pode ser fatal. E o time do Distrito Federal abriu o marcador aos 25 minutos, com o zagueiro Cláudio Luiz desviando de cabea uma falta cobrada pela direita. A Lusa tentou, mas o primeiro tempo ficou só nisso.


Muvuca na área no lance do gol do Brasiliense na partida. Foto: Fernando Martinez.

Prevendo que o segundo tempo seria complicado, lá fui eu comer alguma coisa para ficar tranqüilo nos minutos finais do jogo. E junto com a companhia do meu querido mp3, o segundo tempo chegou e a Portuguesa estava melhor em campo. Mas o goleiro do Brasiliense estava numa noite inspirada e salvou duas ótimas oportunidades do empate da Lusa.


Falta para a Portuguesa no segundo tempo de partida. Foto: Fernando Martinez.

O jogo ficou aberto, e o Brasiliense ficou com o contra-ataque todinho a seu favor. Em dois deles, o time desperdiçou ótima chance de ampliar. O jogo estava aberto, com os dois times criando chances claras para mais gols, mas a bola teimava em não entrar.


Ataque do time do Distrito Federal no final do jogo. Foto: Fernando Martinez.

Mas o tempo foi passando, e mesmo com a maior posse de bola do time da casa a torcida foi se irritando cada vez mais, e aos 33 minutos Kempes perdeu gol feito. Ali a gente percebeu que não era mesmo noite do time da casa. E no final não teve jeito: Portuguesa 0-1 Brasiliense. Derrota péssima para a Lusa, que continua em quinto, mas com vários times podendo ultrapassar depois do final-de-semana. O Brasiliense por sua vez se consolida na segunda colocação da Série B.

Após o jogo ainda fui passar na frente da minha antiga casa, apenas para ver ela lá, trancada, sem vida e ainda do mesmo jeito que deixamos no último dia que estivemos ali. Muito estranho...

Até a próxima!

Fernando

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Grêmio Barueri ganha a primeira na Série A

Opa,

Fechando os jogos do final-de-semana, no domingo tive a chance de ver um jogo que juro que se me falassem que aconteceria há oito anos atrás acharia um absurdo, uma ilusão, uma insanidade sem tamanho. Mas como esse "impossível" é mais que possível hoje em dia, segui até a cidade de Barueri para um jogo do Campeonato Brasileiro entre dois times que subiram para a elite do futebol brasileiro em 2009: Grêmio Barueri e Avaí, na Arena Barueri.

A primeira vez que vi o time de Barueri foi num genial Grêmio Barueri x Guaçuano, pela extinta Série B3 do Paulista em 2001. Desde então, o time conseguiu cinco acessos seguidos pelo Paulistão e dois acessos em Campeonatos Brasileiros. Uma ascenção fulminante pouca vezes vista em solo tupiniquim. E naquela tarde de quarta-feira, 23 de maio de 2001, nem sonharia que poderia ver o time disputando um jogo pelo principal campeonato do país. Tudo bem que foi o terceiro jogo do time em casa, mas para nós do JP a estréia foi essa contra o time catarinense.

Junto comigo o Mílton resolveu reaparecer das cinzas e ir junto seguindo de metrô e trem até a cidade da Grande São Paulo. Mesmo com o metrô lotado, a ida foi sossegada, e o caminho da Estação Jardim Belval da CPTM até a Arena Barueri foi feita sem nenhum percalço. Eu não ia lá desde setembro do ano passado, e pude ver que as obras da Arena estão indo a todo vapor. A arquibancada oposta às cabines de TV já estão com as obras adiantadas.

Chegamos a tempo de ver o começo do jogo e lá fomos nós para a arquibancada superior da Arena, que mesmo com uma temperatura de 14 graus estava agradável. O Mílton nunca tinha ido ali em cima e ficou impressionado com as instalações da Arena, muito acima dos padrões atuais dos estádios brasileiros e inclusive do estádio escolhido para jogos da Copa 2014 no estado de São Paulo, mas muito acima mesmo.


Jogador do Barueri sofrendo marcação firme da zaga catarinense. Foto: Fernando Martinez.

Bom, mas falando do jogo, a partida reunia os dois únicos times que ainda não tinham vencido na Série A 2009. Eram dez jogos sem nenhuma vitória conquistada, e o jogo do domingo era mais que importante para que um dos dois times pudesse sair da zona de rebaixamento do Brasileirão. E a partida começou num bom ritmo, e logo aos 7 minutos o primeiro zero saiu do placar.


Com as obras da Arena Barueri ao fundo, chute de longe do time da casa. Foto: Fernando Martinez.

E ele só saiu do placar graças a uma falha incrível do goleiro Renê, do Barueri. Depois de uma falta cobrada pelo jogador Marquinhos, um zagueiro do GRB resvalou na bola, e ao tentar encaixar a mesma, o arqueiro do time da casa deixou ela entrar no fundo das suas redes. Frangaço na Arena, e o time catarinense estava na frente do marcador.


Goleiro do Avaí fazendo ótima defesa em cobrança de falta do GRB. Foto: Fernando Martinez.

Enquanto o time da casa tentava sem sucesso chegar ao empate ainda no primeiro tempo, eu e o Mílton ficamos sabendo que o David também estava perdido por ali. Mas ele acabou escolhendo seu lugar na arquibancada inferior, pertinho do gramado da Arena. Mas sempre que vou ali eu prefiro ficar na parte superior graças ao grande conforto que temos por ali.


Ataque do Avaí contra o Grêmio Barueri pela Série A do Brasileiro. Foto: Fernando Martinez.

Aos 36 minutos, o time catarinense foi prejudicado num lance que o árbitro se enganou por completo. Ele deu falta na entrada da área e ainda por cima expulsou o zagueiro do Avaí. Mas na hora já vimos que nem falta tinha sido. O time azul de Santa Catarina acabou sentindo a falta desse atleta no segundo tempo. Mas para a primeira etapa, o jogo seguiu com a vitória parcial do time visitante.

Para o intervalo fomos na fantástica lanchonete da Arena Barueri e o Mílton ficou abismado com o conforto que é proporcionado ao torcedor por ali. As já citadas aqui no JP mesinhas, bancos para todos e um grande espaço para que as pessoas possam ficar ali sem apertos. Será que um dia veremos esse tipo de conforto em algum outro estádio em São Paulo?


Sempre é bom mostrar o conforto que os torcedores do Barueri tem na arquibancada superior e na foto seguinte o David perdido na arquibancada inferior. Fotos: Fernando Martinez.

O segundo tempo então veio com o time barueriense melhor em campo, aproveitando ao máximo a chance de ter um jogador mais em campo. A equipe criou e jogou em cima do time catarinense desde o começo, mas só aos 17 minutos chegou ao esperado empate, com o golaço de Ewerton no ângulo direito do goleiro Eduardo Martini.


Ataque avaiano na segunda etapa da partida. Foto: Fernando Martinez.

Todos ali sentiam que a vitada poderia chegar, e ela finalmente veio aos 38 minutos, já no apagar das luzes. E o artilheiro do time Pedrão foi quem virou o marcador para os donos da casa. Ele aproveitou cruzamento da esquerda e com a bola ainda tocando na zaga avaiana, ele só teve o trabalho de empurrar para as redes. E para fechar o caixão catarinense, no minuto seguinte o GRB aumentou com Marcos Pimentel tocando na saída do goleiro.


Detalhe do terceiro gol do Barueri, através do jogador Marcos Pimentel. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Grêmio Barueri 3-1 Avaí. A vitória do time da casa deixou o time fora da zona de rebaixamento e fez com que o time ganhasse seu primeiro jogo na elite do futebol brasileiro. Um dis histórico para o Grêmio e que foi muito legal estarmos presentes. Quem sabe a equipe não descola uma vaguinha na Sul-Americana do ano que vem?

Após a partida lá fomos nós finalmente encontrar o David na porta do estádio. Dali, novamente seguimos a pé até a Estação Jardim Belval rumo à cidade de São Paulo na fria noite de domingo. No trem, já falamos muito sobre os jogos das próximas semanas... provavelmente teremos coisas boas aqui no JP.

Abraços à todos!

Fernando

Leão da Caneleira joga fora a chance de assumir a liderança

Olá, amigos do JP!

Quem é vivo sempre aparece, e cá estou eu, depois de um longo e tenebroso inverno, ou melhor, durante, para relatar mais uma contenda futebolística, que teve lugar no Estádio Ulrico Mursa, na cidade de Santos. Em mais uma partida do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, enfrentaram-se o Jabaquara Atlético Clube e o Palestra de São Bernardo e, em minha companhia, meu querido primo Santiago “Foca” Robles, e o jabaquaríssimo Emerson.

Após as conversas de praxe, o assunto colocado em dia, e o terreno preparado para mais uma matéria, fui fazer as fotos oficiais da partida:


Jabaquara AC - Santos/SP. Foto: Estevan Mazzuia.


Palestra SB - São Bernardo do Campo/SP. Foto: Estevan Mazzuia.


O árbitro Leomar Oliveira Neves, os assistentes João Paulo Spim Redondo e Fábio Luiz Freire e o quarto árbitro Róbson Fioretti junto com os capitães dos times. Foto: Estevan Mazzuia.

Com a surpreendente derrota do Mauaense em casa para o Barcelona, o Jabaquara assumiria a liderança em caso de vitória. Já para a equipe do ABC, a vitória seria importante para aproximar-lhe dos líderes, e não perder contato com Barcelona e Guarulhos, que também surpreendeu o Taboão da Serra. Antes do início, Emerson “Bocarra” profetizou: “o jogo mais difícil do Jabuca, até aqui, foi contra esse Palestra, apesar da vitória, no Baetão, por 3 a 2” .


Disputa de bola na primeira etapa. Foto: Estevan Mazzuia.

Com a bola rolando, o que se viu foi muita vontade e pouca qualidade. Os visitantes atacavam mais, mas as melhores chances foram santistas. O jogo foi para o intervalo sem abertura de placar, de forma justa, mas desagradável a ambas equipes.


Arqueiro defende boa cobrança de falta rubro-amarela. Foto: Estevan Mazzuia.

O domingo ensolarado tinha uma temperatura agradável, mas o segundo tempo, iniciado em torno do meio dia, variou entre morno, frio, e gelado. A tônica da primeira etapa foi mantida, exceção feita à velocidade das jogadas, que diminuiu de forma inversamente proporcional ao aumento de passes errados.


Ataque jabaquarense na segunda etapa. Foto: Estevan Mazzuia.

Na metade da segunda etapa, o Palestra abriu o placar através de Lucas, e passou a administrar o resultado, enquanto o Jabaquara tentava criar, mas sem grande perigo ao gol verde. A emoção aumentou nos dez minutos finais quando, sentindo a derrota, o Leão foi para o abafa, mas não conseguiu sequer o gol de empate.


Lance da segunda etapa. Foto: Estevan Mazzuia.

Resultado final: Jabaquara 0x1 Palestra. Esse resultado contribuiu para embolar o Grupo 6, em que só o São Vicente, que folgou na rodada, parece não ter forças para buscar a classificação. Mas como ainda faltam cinco rodadas para o fim da primeira fase, tudo pode acontecer.

Abraços!

Estevan

Monte Azul Campeão da Série A2 2009

Olá,

No último domingo pela manhã, foi realizado o jogo de volta da decisão do Campeonato Paulista da Série A2 e, mais uma vez, o JOGOS PERDIDOS compareceu com o objetivo de acompanhar ao vivo a definição do Campeão de uma competição tão importante como essa, que abre as portas à elite do futebol paulista.

A minha viagem começou na noite do sábado e se estendeu durante a madrugada do domingo, sendo que depois de mais de seis horas de estrada, finalmente cheguei ao meu destino que era a pequena, mas acolhedora cidade de Monte Azul Paulista, distante 412 km da Capital. Após um breve descanso num hotel da cidade, segui até o Estádio AMA, local da realização da partida decisiva entre o A. Monte Azul contra o Rio Branco E.C. Vale ressaltar que essa foi a primeira vez que o JP esteve em Monte Azul Paulista.


Fachada do Estádio AMA. Foto: Orlando Lacanna.

Minha jornada teve início com um fato curioso, pois quando estava embarcando em São Paulo, notei um senhor com uma caixa de papelão nas mãos, tentando convencer o motorista do ônibus a levar tal caixa até Monte Azul, para ser entregue a uma pessoa ligada ao time local. Achei aquela conversa curiosa e acabei comentando com o senhor que eu estava indo até aquela cidade para cobrir o jogo para o JP e aí foi aquele alívio para ele, que na verdade era um representante do fornecedor de material esportivo que veste o Monte Azul e, naquela caixa, estavam os pares de meias que iriam ser usadas no jogo da manhã seguinte. Resumo da história, as meias usadas pelos atletas do Monte Azul foram levadas pelo blog.

Bem, voltando ao domingo pela manhã, ao chegar no estádio fui muito bem recebido pelo pessoal do Monte Azul que não se cansava de me agradecer por ter levado as tais meias. Depois dos cumprimentos e dos agradecimentos, fui fazer a foto dos troféus e, em seguida me posicionei à beira do gramado, aguardando a entrada das equipes e do quarteto de arbitragem para fazer as tradicionais fotos dos participantes da partida, as quais estão abaixo:


Troféus de Campeão e Vice-Campeão. Foto: Orlando Lacanna.


A. Monte Azul - Monte Azul Paulista /SP. Foto: Orlando Lacanna.


Rio Branco E.C. - Americana/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem com o árbitro Marcelo Rogério, os assistentes Maria Eliza Correia Barbosa e Luis Alexandre Nilsen e o quarto árbitro Sérgio da Rocha Gomes junto com os capitães dos times. Foto: Orlando Lacanna.

A bola começou a rolar e de imediato o Monte Azul assumiu as rédeas da partida, até porque, somente a vitória lhe daria o título, pois havia sido derrotado no jogo de ida realizado na semana anterior em Americana. Logo aos 4 minutos, o avante Jales mandou de cabeça uma bola contra o poste esquerdo da meta defendida por Cristiano, incendiando ainda mais a torcida local que compareceu em massa.


Bola se chocando contra o poste após cabeçada do avante Jales no início da partida. Foto: Orlando Lacanna.

A galera local não parava um segundo de incentivar sua equipe, que fazia uma verdadeira blitz contra a defesa do Rio Branco. Nessa toada, aos 6 minutos, o Monte Azul chegou perto novamente de abrir a contagem, agora nos pés de Marcelinho, que só não conseguiu o seu intento por conta de uma defesa milagrosa do goleiro americanense Cristiano.


Goleiro Cristiano no chão após praticar milagrosa defesa. Foto: Orlando Lacanna.

Até os primeiros vinte minutos só deu Monte Azul, porém, com o passar do tempo, o Rio Branco foi esfriando o ritmo da partida e, aos poucos foi segurando o ímpeto inicial do Monte Azul. Após um período de equilíbrio, o Monte Azul voltou a forçar as jogas ofensivas e, numa dessas, chegou ao seu gol inaugural, aos 35 minutos, anotado por Bruno ao concluir uma jogada que nasceu na ponta-esquerda.

A plateia fez uma festa incrível, mas a decepção não demorou muito a chegar, uma vez que, aos 37 minutos, os visitantes chegaram ao empate num gol contra marcado por André Bilinha, que foi infeliz ao tentar interceptar um tiro cruzado de Carlinhos, fazendo a alegria dos seus quase 200 torcedores presentes.


Gol de empate do Rio Branco marcado contra por André Bilinha. Foto: Orlando Lacanna.

Mesmo tendo sofrido o impacto do gol de empate, o Monte Azul foi para cima, criando pelo menos dois momentos de perigo ao setor defensivo dos visitantes, como ocorreu aos 41 e 43 minutos, em jogadas que tiveram as participações de Rodrigo Alemão e Marcelinho, mas em ambas oportunidades, as conclusões não foram boas e, com isso as chances foram desperdiçadas.

Quando tudo indicava que o primeiro tempo terminaria empatado, eis que aconteceu o que poucos esperavam, ou seja, o Rio Branco virou o marcador, anotando o seu segundo gol, aos 44 minutos, numa cobrança de falta executada por Junai, deixando o goleiro Leandro Santos pregado no chão e, com isso, levou para o intervalo a vantagem de 2 a 1 para a equipe de Americana.


Segundo gol do Rio Branco marcado por Junai em cobrança de falta. Foto: Orlando Lacanna.

Ao longo do intervalo fiquei conversando com os repórteres e fotógrafos presentes e, a tônica da conversa foi que nada estava decidido e, com certeza os donos da casa viriam com tudo buscando desvirar o placar. O Monte Azul voltou rapidamente ao gramado e tão logo o árbitro autorizou o reinício da partida, saiu com tudo para cima do Rio Branco, chegando rapidamente ao empate, aos 5 minutos, num verdadeiro golaço de Bruno que acertou um torpedo de fora da área, colocando a bola no ângulo superior esquerdo de Cristiano, que voou bonito, mas nada pode fazer. Esse gol voltou a incendiar a torcida local que gritava sem parar, incentivando o seu time na busca pela vitória.


Golaço de Bruno no empate do Monte Azul. Foto: Orlando Lacanna.

A partida continuava num ritmo alucinante, quando, aos 11 minutos, o Rio Branco quase conseguiu ficar novamente em vantagem no marcador, numa outra cobrança genial de falta por intermédio de Junai, que obrigou o goleiro Leandro Santos a se esticar todo e fazer em leve desvio, o qual foi suficiente para a bola sair da sua trajetória e explodir contra o travessão, assustando a torcida do Azulão.


Defesa espetacular de Leandro Santos com a bola indo contra o travessão. Foto: Orlando Lacanna.

Refeito do susto, o Monte Azul continuou mandando na partida, empurrando o Rio Branco para o campo de defesa que, por sua vez procurava bloquear os ataques dos locais e sair em contra-ataques, porém essa estratégia não deu certo, pois a defesa do Monte Azul não dava espaço para os atacantes visitantes.

O tempo ia passando e nada do terceiro gol do Monte Azul acontecer e isso começou a angustiar a torcida da casa que já dava sinais de preocupações. Aos 32 minutos o estádio quase veio a baixo, com a marcação do terceiro gol do AMA, anotado, de cabeça, pelo ala Maurício que aproveitou um cruzamento da esquerda e, de peixinho, mandou a bola para o fundo do gol dos visitantes.


Gol da desvirada do Monte Azul. Foto: Orlando Lacanna.

A torcida enlouqueceu de vez, mas tomou outro susto aos 36 minutos, quando o meia Junai cobrou outra falta com perigo, com a bola passando muito perto. Aliás, vale ressaltar que o meia Junai do Rio Branco é um excelente cobrador de faltas.

Os últimos minutos foram dramáticos, pois aos 39 e 41 minutos, o Monte Azul chegou bem perto do seu quarto gol, em jogadas com as participações de Bruno e Alessandro Ferrari, mas novamente as conclusões deixaram a desejar. Finalmente, aos 45 minutos, o Rio Branco quase empatou numa cabeçada perigosa do centro-avante Lincon que passou por cima do travessão, quase matando do coração alguns torcedores do AMA.

Mais alguns minutos de sofrimento, mas finalmente a partida foi encerrada com o placar mostrando Monte Azul 3 - 2 Rio Branco que deu o título de Campeão da Série A2 ao time da casa, coroando uma campanhas espetacular de 17 vitórias, 6 empates e apenas 4 derrotas, num total de 27 partidas, conquistando 57 pontos e fechando com a melhor campanha entre todos os participantes. Foi um título merecido e, agora só resta reformar/ampliar o seu estádio para confirmar o acesso e fazer parte da elite do futebol paulista, juntamente com o Rio Branco (Vice-Campeão), Rio Claro e Sertãozinho que também participarão da Série A1 em 2.010.

Tão logo o árbitro encerrou a partida, começou uma grande comemoração, ainda no interior do gramado, se estendendo pelas arquibancadas e fechando com chave de ouro com o recebimento do troféu e das medalhas pela conquista. É claro que a tradicional volta olímpica não faltou.


Comemoração no interior do gramado.Foto: Orlando Lacanna.


Equipe do Rio Branco com o troféu de Vice-Campeão.Foto: Orlando Lacanna.


Atletas do Monte Azul comemorando a conquista.Orlando Lacanna.


Volta olímpica dos Campeões. Foto: Orlando Lacanna.


Mais uma pose do time Campeão ostentando as medalhas e o troféu. Foto: Orlando Lacanna.

Quero deixar registrados meus cumprimentos ao elenco do Monte Azul, sua comissão técnica, seus dirigentes e, em especial aos seus fiéis torcedores pela magnífica conquista que muito dignifica a cidade que conta com apenas 19.000 habitantes. Foi uma conquista memorável para todos da cidade.

Bem, depois de uma longa viagem, um jogo emocionante e uma comemoração efusiva, nada melhor do que um bom almoço numa churrascaria que me foi indicada por duas gentis senhoras que, além disso, ainda me deram uma carona até a Rodoviária local. Depois de comer muita carne, só me restava enfrentar mais quase sete horas de estrada no retorno para São Paulo. Foi uma viagem cansativa, mas valeu muito a pena, pois além do excelente jogo, conheci uma nova cidade e um novo estádio. Foi isso.

Abraços,

Orlando