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segunda-feira, 20 de abril de 2015

JP na grande partida de abertura da Segundona 2015

Fala pessoal!

Após mais de cinco meses de espera, na sexta-feira passada começou mais uma edição do genial Campeonato Paulista da Segunda Divisão, a 11ª em todos os tempos e a 11ª que o JP terá o prazer de acompanhar. Para deixar tudo mais legal, a abertura do certame aconteceu no Baetão, com o clássico do Grupo 3 entre São Bernardo, o querido Bernô, e Grêmio Mauaense, um duelo sempre repleto de rivalidade.

Apenas trinta equipes jogam a competição em 2015, nove a menos do que em 2014, mas é fato que a fórmula de disputa melhorou demais. Temos três chaves com dez times cada e os quatro primeiros se classificam. O grande barato é que agora ao invés de apenas oito ou dez partidas, todos jogarão dezoito vezes na fase inicial. Na segunda etapa os doze classificados serão divididos em dois novos grupos e os dois primeiros colocados de cada subirão para a A3 em 2016. O campeonato está previsto para acabar em 8 de novembro.

Quando estive no estádio para a cobertura da Copa São Paulo conversei com Gigio Sareto, atual "manda-chuva" do Vovô do ABC. Ele me disse na época que a chance da equipe jogar profissionalmente em 2015 era pequena, e por isso comemoramos tanto quando o alvinegro apareceu na tabela divulgada pela FPF em fevereiro. Uma salvadora parceria com uma empresa de Atibaia é a responsável pela sexta participação seguida da equipe na última divisão estadual, a primeira sem Júlio César Passarelli como técnico.

O Mauaense não cogitou ficar de fora, mas as notícias que vinham de Mauá relacionadas à montagem do time eram difusas. A informação mais "quente" foi a de uma parceria com o Santos, inclusive com a chegada do técnico Pepinho. No fim, isso não se confirmou e a Locomotiva firmou um acordo com o São Caetano, recebendo alguns atletas utilizados pelo Azulão na última Copinha.

Desde que a tabela foi confeccionada contava os segundos para o pontapé inicial do campeonato mais legal do estado. Para evitar qualquer atraso proporcionado pela véspera de feriado saí da Zona Norte bem cedo com destino ao Jabaquara. Eu esperava um cenário de guerra, mas de forma surpreendente eu e os amigos que encontrei - Rodrigo Leite, Colucci, Mário e Raul - não pegamos nenhuma fila no ponto e percorremos o trajeto de 45 minutos num ônibus relativamente vazio. Milagre.

Fomos a pé do Terminal São Bernardo do Campo até o estádio, e faltando mais de uma hora para o apito inicial já estávamos na salvadora barraquinha de cachorro-quente que sempre fica na porta do Baetão batendo aquela xepa ishperta. Satisfeito com o tardio almoço, fui então para o gramado sintético do Baetão.


Esporte Clube São Bernardo com suas meias azuis. Foto: Fernando Martinez.


Grêmio Esportivo Mauaense e sua belíssima camisa, uma das mais bonitas dos últimos tempos. Foto: Fernando Martinez.

Esse foi o 27º confronto entre os dois rivais em jogos do estadual. O Data JP informa que de 1986 até 2014 os times se enfrentaram por 26 vezes. A Locomotiva venceu dez, o Bernô seis e aconteceram dez empates. A maior vitória do Grêmio foi um 5x1 em 1996 e a maior alvinegra foi também um 5x1, esse em 2013. Em pelejas com mando do Vovô do ABC, o Mauaense também tem ampla vantagem: cinco vitórias em treze jogos e apenas duas derrotas.

Por se tratar de uma primeira rodada, muitas equipes ainda estão em formação, entre elas os times do jogo de sexta. A peleja não foi ruim, mas ficou claro que a falta de entrosamento ainda existe. Não vimos tanta qualidade técnica, mas isso foi compensado com muita garra e força de vontade dos dois lados.

Os donos da casa tiveram mais posse de bola e o time visitante levava perigo nos contra-ataques. A primeira grande oportunidade de gol da pugna aconteceu aos 15 minutos e foi a favor do Mauaense numa bola que bateu na trave após cabeçada do zagueiro Pedro Galli. Esse acabou sendo o lance mais inspirado do primeiro tempo, já que nenhum dos dois chegou próximo de abrir o marcador. O óbvio 0x0 estava estampado no marcador quando o intervalo chegou.


Pedro Galli subindo de cabeça e quase abrindo o placar para o time visitante. Foto: Fernando Martinez.


Marcação firme da zaga do Mauaense. Foto: Fernando Martinez.


Ataque do Bernô pela direita e visão da genial arquibancada torta do Baetão. Foto: Fernando Martinez.


Atleta do São Bernardo armando aquela bicuda. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final a peleja melhorou demais e não demorou para a Locomotiva inaugurar o placar. Kauê foi derrubado dentro da área - muitos acharam que não houve penalidade, mas como eu estava longe não posso dar uma opinião mais precisa - e ele mesmo cobrou com classe para fazer o primeiro do Grêmio em 2015. Eram decorridos cinco minutos de partida.

Essa acabou sendo a primeira a última chegada incisiva do onze mauaense no campo de ataque. No restante do tempo o Bernô não deu nenhum espaço e obrigou o adversário a permanecer todo o tempo no seu campo defensivo. O problema é que todas as boas chegadas foram desperdiçadas em sequência.

A missão são-bernardense ficou menos complicada aos 29 minutos com a expulsão de Claudião depois dele tomar o segundo cartão amarelo. A Locomotiva até conseguiu segurar a bronca com onze em campo, mas com um a menos não teve jeito. Aos 37 Gabriel deixou tudo igual, para a festa da animada torcida local.


Gol de Kauê para a Locomotiva aos cinco do segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.


O São Bernardo tentou o empate muitas vezes pelo alto. Foto: Fernando Martinez.


Mais um ataque aéreo dos donos da casa. Foto: Fernando Martinez.


Classe e muito conhecimento no alto quórum presente no Baetão para a abertura da Segundona 2015. Foto: Wesley.

Sem maiores emoções até o último trilar do apito, a peleja ficou em São Bernardo 1-1 Mauaense, um empate de bom tamanho para os dois times. Na segunda rodada o Bernô pega o Manthiqueira fora de casa enquanto o Grêmio fará sua estreia no Pedro Benedetti no sábado jogando contra o CAD. Os dois voltarão a se enfrentar na primeira rodada do returno, isso em 20 de junho.

O quórum elevado de amigos e colegas presentes no Baetão se despediu do estádio algum tempo depois do apito final e dali fizemos todo o percurso de volta para a capital. No caminho, muita surrealidade, bom papo e aquela alegria já característica quando todos se encontram. E pensar que esse foi apenas o primeiro jogo da Segundona...

No sábado a jornada continuou e a pedida foi seguir para outro "clássico" da última divisão estadual na cidade de Guarulhos.

Fernando!

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Grande virada do Paulista contra o Catanduvense no Jayme Cintra

Opa!

Fechando a rodada esportiva do último final de semana, no domingo de tarde - um horário sensacional para um jogo de futebol - peguei a estrada e fui até a cidade de Jundiaí para um jogo do Campeonato Paulista da Série A2. Na pauta, o duelo entre Paulista e Catanduvense pela 16ª rodada do genial certame. A equipe da Cidade-Feitiço foi a 38ª a entrar na lista do Projeto 40.

O Galo nunca foi um habitué do JP nos nossos dez anos de atividade, muito por conta da equipe sempre ter jogado a A1 nesse período. Na nossa história cobrimos apenas dez partidas do time profissional do Paulista dentro da sua casa, a última delas em 2011. Já a minha pessoa não via uma partida da equipe ali há mais tempo ainda, desde 2009.

Estava na hora de voltar, ainda mais depois do rebaixamento de 2014. Já tinha programado essa viagem há muito tempo, também pelo fato que essa foi a vez em que o time de Catanduva chegou mais perto da capital na temporada, uma grave distorção da tabela montada pela FPF. Ia sozinho, mas ganhei a companhia da dupla Renato/Nílton de última hora. Seguimos via Cometa e chegamos na Terra da Uva sem problemas.

Fomos até o Estádio Doutor Jayme Cintra de táxi e faltando uma hora para o começo do jogo já estávamos na famosa lanchonete que fica ali. Deu tempo de matar a sede e conversar com vários integrantes da torcida do Galo, todos agradecendo de forma muito simpática a presença do JP na cidade depois de tanto tempo. Recepção mais legal do que essa impossível.


Paulista FC - Jundiaí/SP. Foto: Fernando Martinez.


G Catanduvense de F - Catanduva/SP. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times com o árbitro Luciano Monteiro dos Santos e os assistentes Mauro André de Freitas e Daniel Luis Marques. Foto: Fernando Martinez.

A expectativa do pessoal em torno da campanha do Paulista não era das melhores antes do começo da A2. Todos já imaginavam que 2015 seria uma temporada de recuperação depois da catastrófica campanha do ano passado. Só que nem o mais pessimista torcedor imaginava que o time iria jogar tão mal no início da competição. Nas sete primeiras rodadas o Galo venceu apenas uma vez e foi parar da zona de rebaixamento.

Aos poucos o time engrenou e nas oito últimas pelejas a equipe saiu de campo derrotada apenas duas vezes, lembrando que no mesmo período aconteceram cinco vitórias. Se não deu para lutar pelo acesso, pelo menos a equipe se afastou da zona de rebaixamento e vai conseguir se manter na A2 em 2016, ano em que o planejamento promete ser melhor.

Se pelos lados do Jayme Cintra as coisas melhoraram, em Catanduva a história é outra bem diferente. Na sua 12ª temporada consecutiva, o time que disputou a A1 em 2012 faz a sua pior campanha em todos os tempos. O Grêmio venceu apenas três dos quinze jogos disputados e praticamente é certo que disputarão a A3 em 2016. Existe salvação ainda? Sim, mas a cada dia que passa ela fica mais longe.

E na bela tarde de outono em Jundiaí presenciei mais um jogo muito bom pela segunda divisão estadual. Os dois times iniciaram os trabalhos com um jogo mais embolado no meio-campo e bastante equilibrado. O que mudou esse cenário foi a expulsão de Alemão, camisa 5 do Catanduvense, aos 19 minutos de partida. Era tudo que o Paulista precisava para passar a dominar a peleja.

O que se viu a partir desse momento foi um daqueles jogos de "ataque contra defesa" com o Galo ocupando todo o campo visitante e o Grêmio se defendendo e tentando armar algum bom contra-ataque. Dois minutos após a expulsão vi um dos lances mais surreais até aqui em 2015. Num período de dez segundos o Paulista colocou uma bola na trave e o goleiro Guilherme fez duas grandes defesas à queima-roupa. Inacreditável.

Aos 30 a zebra resolveu das as caras no Jayme Cintra. Num raro ataque visitante, a bola foi levantada na área e o camisa 11 apareceu livre para cabecear para o fundo das redes. Esse gol foi um balde de água fria nos atletas locais, que demoraram alguns minutos para assimilarem o susto.

Quando a cabeça voltou ao lugar, finalmente o Paulista deixou tudo igual numa boa troca de passes do seu setor ofensivo. Erik Mamadeira tocou, recebeu de volta e chutou firme para vencer o arqueiro da Bruxa e levar o jogo em 1x1 para o intervalo.


Boa saída de Guilherme, goleiro do Catanduvense. Foto: Fernando Martinez.


Lance que originou a expulsão de Alemão aos 19 minutos. Foto: Fernando Martinez.


Fabinho, camisa 9 da Bruxa, se aventurando na defesa. Foto: Fernando Martinez.


Mais um ataque perigoso do Paulista. Foto: Fernando Martinez.


Detalhe do gol de empate do Galo, marcado por Erik Mamadeira. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final a pressão local ficou mais intensa e o Grêmio não conseguiu mais passar do meio-campo. Os jundiaienses foram responsáveis por uma blitz interminável no campo defensivo do time azul e branco. O Catanduvense se segurava como podia e à medida que o tempo passava, a equipe acreditava que poderia somar um pontinho precioso.

O técnico Roberval Davino, veterano nas divisões de acesso do Paulistão, realizou uma série de trocas que deixaram o time da casa vivo até os últimos momentos. E justamente dois dos atletas que entraram durante o tempo final que decidiram a partida a favor do Galo na base do sufoco.

Primeiro foi Felipe Diadema que virou a peleja, isso já quando o relógio marcava 42 minutos (!) do segundo tempo. Ele aproveitou um rebote do goleiro Guilherme e tocou firme para o fundo do gol. O Grêmio desabou e três minutos depois sofreu o terceiro quando Jader aproveitou um cruzamento da esquerda.


Briga dentro da área da Catanduvense no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.


Ataque pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


O Paulista tentou a virada de forma insistente em todo o tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Detalhe do gol de virada do Galo, marcado no sufoco por Felipe Diadema. Foto: Fernando Martinez.


Comemoração do camisa 13 do Paulista de Jundiaí com o segundo gol do time. Foto: Fernando Martinez.

O placar final de Paulista 3-1 Catanduvense foi conquistado na raça e deixou a certeza que se o time tivesse começado a A2 mostrando essa vontade e esse futebol certamente estaria lutando pelo acesso. Pelo menos o fim da disputa da competição será num bom nível. Para o Grêmio, infelizmente a A3 em 2016 está cada vez mais perto.

Enfim, com o jogo terminado ainda ficamos ali conversando com os amigos torcedores antes de voltar para a rodoviária da cidade. O taxista que nos levou de volta foi o mesmo da ida, um carioca alucinado que mora há 30 anos em Jundiaí e que com certeza estava sob efeito de algum aditivo. Menos mal que o motorista do Cometão estava "limpo" e nos trouxe até a capital sem problemas.

Até a próxima!

Fernando

terça-feira, 14 de abril de 2015

Juventus derrota a Inter em outra manhã de festa na Javari

Fala, pessoal!

Depois de uma jornada sensacional no sábado, o domingo reservou uma genial rodada dupla capital-interior. De manhã fui mais uma vez ao Estádio Conde Rodolfo Crespi para uma apresentação do Juventus, o grande líder e maior destaque da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A3. O adversário dessa vez foi a claudicante Inter de Limeira.

Antes de falar do jogo em si, vale ressaltar que ao ver o time limeirense, eu "completei a coleção" da A3 em 2015. Pela terceira temporada seguida vi pelo menos um jogo de cada um dos participantes da terceira divisão estadual. Além disso, o Leão da Paulista foi o time de número 37 a entrar para o Projeto 40. Para concluir a missão, agora só faltam três times da A2.


CA Juventus - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


AA Internacional - Limeira/SP. Foto: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem com o árbitro Carlos Roberto Júnior, os assistentes Eduardo de Souza Neto e Ricardo Ferreira da Cruz e o quarto árbitro Douglas Marcussi junto com os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Outra vez a Rua Javari recebeu um belíssimo público. Três mil pagantes esgotaram os cannolis, camisas retrô e produtos na lanchonete e assistiram mais uma boa apresentação da equipe juventina, algo normal nessa A3. Vindo de uma derrota no grande clássico contra o Nacional, o Moleque Travesso não queria perder a invencibilidade de cinco partidas em casa.

Já a Inter, apontada como uma das forças da competição até algumas semanas atrás, patinou nas últimas três rodadas. A equipe perdeu duas vezes em casa e somou apenas um ponto em nove possíveis. A classificação praticamente certa passou a ficar ameaçada nessa verdadeira loucura que está sendo a primeira fase da Série A3. Mesmo sem a Super Xuxa, um resultado positivo fora de casa ajudaria demais na luta contra o baixo astral.

É, o plano da Internacional era fazer um jogo melhor, mas isso não chegou nem perto de acontecer. A equipe até conseguiu segurar o ataque grená no tempo inicial, nada além disso. Junto com os amigos Mílton, Ricardo Espina e o grande Maurício "Nassau", vi o Juventus levar bastante perigo para a meta defendida pelo goleiro Nunes.

O camisa 1 do Leão teve sucesso em frear as investidas ofensivas do time da casa. O ataque liderado pelo veterano Gil não teve aquele apetite voraz de outras jornadas durante os primeiros 45 minutos, mas mesmo assim foi responsável por alguns "UHHH" nas arquibancadas. Ao final do tempo inicial, o placar não-eletrônico marcava aquele sempre murcho 0x0.


Daniel Costa e uma das primeiras chances de gol do Juventus na partida. Foto: Fernando Martinez.


Outra oportunidade desperdiçada, agora pelo alto. Foto: Fernando Martinez.


Ataque perigoso pela direita e bola na rede... mas do lado de fora. Foto: Fernando Martinez.


Gil sendo desarmado no meio de campo. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final o Juventus colocou a cabeça no lugar e jogou muito, mas muito melhor do que seu adversário. A Inter praticamente não passou do meio-campo e viu os locais atacarem impiedosamente em busca da 12ª vitória no certame. E, meu amigo, quando o Moleque está afim de jogo, está difícil para os adversários pararem a máquina grená.

Aos 17 minutos não teve como o alvinegro segurar a onda e o Juventus abriu o placar. A bola foi cruzada da direita e Adiel, com um toque de muita classe, tirou de leve do goleiro e marcou seu terceiro tento na competição. Se o ambiente já estava animado na cancha grená, depois do gol virou uma festa completa.

O camisa 9 Gil ampliou a vantagem aos 31 minutos e matou qualquer chance de reação da Internacional. Os poucos contra-ataques foram neutralizados pelos zagueiros locais e os atacantes ainda perderam três claras chances do terceiro. O triunfo poderia ter sido por um placar ainda mais elástico.


A zaga da Internacional se descabelou para parar o ataque grená no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Bola no fundo das redes no primeiro gol grená, marcado por Adiel. Foto: Fernando Martinez.


Gil saindo para comemorar o segundo do Juventus. Foto: Fernando Martinez.


Insaciável, o Juventus não parou de atacar por nenhum momento no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

No fim, o Juventus 2-0 Inter de Limeira confirmou o primeiro lugar grená na tábua de classificação ao término da primeira fase. O escrete paulistano terá a vantagem de jogar a partida decisiva da segunda fase em casa, algo sempre muito bem vindo. Fazendo sua melhor campanha estadual desde 2005, não há como negar que o time chega como "o" grande favorito para o título da A3.

A Internacional teria se complicado bastante com a nova derrota, mas a exclusão do Cotia após o julgamento no TJD na segunda acabou classificando o Leão mesmo sem ele jogar na rodada final. Se bem que ainda temos que esperar a confirmação oficial por parte da FPF, já que no site da entidade nada foi alterado.

Saí da Javari em meio à massa presente e fui fazer um almoço saudável ali perto. Sem bobear, comi rapidinho e segui até a Rodoviária do Tietê para iniciar a jornada para a segunda peleja do domingo.

Até lá!

Fernando

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Água Santa vence o Rio Branco e volta a se aproximar do G4 na A2

Opa,

Fazia tempo que não tinha um final de semana cheio por aqui. Nesse sábado e domingo vi três partidas em três estádios diferentes, dois deles que não havia visitado em 2015. A jornada mais complicada logisticamente falando foi justamente a primeira. O cronograma do Projeto 40, chegando rapidamente no destino final, reservava o encontro entre Água Santa e Rio Branco no Estádio Distrital do Inamar, respectivamente os times 35 e 36 da lista.


EC Água Santa - Diadema/SP. Foto: Fernando Martinez.


Rio Branco EC - Americana/SP. Foto: Fernando Martinez.


Público sensacional para o jogo de sábado no Inamar. Foto: Fernando Martinez.

Essa foi minha quarta visita ao estádio e a primeira em que tive que encarar o trajeto na base do transporte coletivo. Como não sabia o que esperar, saí super cedo de casa. Na real, o esquema em si é bem mais trabalhoso do que difícil. Primeiro fui de metrô até o Terminal Jabaquara e dali segui até o Terminal Diadema via trólebus. Nesse terminal peguei o ônibus 182.

Esse coletivo percorreu caminhos surreais e cerca de meia hora depois da partida desci a cerca de 800 metros do Inamar. A distância é relativamente pequena, mas para chegar no campo precisei escalar uns 400 metros de uma subida simplesmente absurda, que faz a famosa ladeira do Pacaembu parecer brincadeira de criança. Com o forte calor que fazia, cheguei no portão de entrada praticamente me arrastando.

Faltava meia hora para o apito inicial quando fui ao gramado e a solitária arquibancada local já estava recebendo um público formidável. Essa foi a quarta partida do Netuno no Inamar na competição e a média - já incluído esse jogo de sábado - está em 4.508 pagantes por partida. Um número sensacional que torna o time um dos campeões de bilheteria entre os pequenos contando todos os estaduais do país.

Contando com o apoio da massa diademense, o Água Santa queria voltar a vencer depois de ter perdido de virada para o São Caetano, também na sua casa, na rodada anterior. Um triunfo recolocaria a equipe próxima do G4. Já o Rio Branco começou bem a A2 mas caiu demais de produção, chegando a perder seis jogos seguidos. Hoje o time busca apenas terminar a competição numa posição digna.

A diferença na campanha acabou ficando fora do gramado - agora não mais sintético - do Inamar. O Rio Branco jogou melhor durante todo o tempo inicial e o Água Santa não conseguiu fazer uma boa apresentação. Só que como no futebol a justiça não acontece sempre, quem fez o primeiro foi justamente o Netuno.

Makanaki avançou pela direita e cruzou para a área. Romário tentou cortar e colocou a pelota dentro do próprio gol. O 1x0 contra não desanimou o Tigre, que deu bastante trabalho para o goleiro Maurício e para todo o setor defensivo local. Não foi fácil para a equipe da Grande São Paulo manter a vantagem até a chegada do intervalo.


Zaga do Água Santa fazendo o desarme de forma perfeita. Foto: Fernando Martinez.


Maurício e mais uma boa intervenção no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.


Bola levantada na área local. Foto: Fernando Martinez.


Outro ataque do Rio Branco no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

E o gol de empate que não saiu no primeiro tempo acabou saindo logo no comecinho do tempo final. O alvinegro armou uma boa troca de passes no setor ofensivo que terminou com o chute de Norton. A bola ainda bateu num do zagueiros e atrapalhou o arqueiro de Diadema.

O empate deixou o Rio Branco com uma postura mais cautelosa e foi aí que o Água Santa começou a jogar melhor. Sabendo que não poderia dar o luxo de perder mais pontos dentro de casa, o Netuno finalmente passou a empolgar a grande massa diademense. Mesmo assim, o Rio Branco ainda assustava nos contra-ataques.

Aos 22 minutos acabou acontecendo o lance mais polêmico da tarde. A bola foi alçada na área e bateu num atleta do time visitante. O árbitro marcou pênalti para a completa revolta de todos os atletas do Rio Branco. Vendo o lance pela internet, me pareceu claramente que o lance foi legal. Toda a reclamação não deu em nada e Júlio bateu bem o pênalti para deixar novamente o Água em vantagem.


Makanaki atacando pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


Jogadores dentro da área do Rio Branco no lance do polêmico pênalti. Foto: Fernando Martinez.


Todos atletas do Rio Branco fazendo pressão no árbitro por conta da penalidade máxima. Foto: Fernando Martinez.


Júlio cobrou a fez o segundo do Água Santa. Foto: Fernando Martinez.

A peleja continuou muito boa com oportunidades para os dois lados. A maior delas ficou por conta de Makanaki, camisa 18 local, que cabeceou pra fora uma bola levantada na área mesmo com o gol aberto. O placar acabou não sendo mais alterado e o público comemorou bastante o resultado de Água Santa 2-1 Rio Branco.

O time da Grande São Paulo subiu para a quinta colocação após esse triunfo com 29 pontos, apenas um atrás do Novorizontino, quarto colocado. O Água ainda tem pela frente Sorocaba e Velo Clube fora de casa e o Monte Azul no Inamar, os três times presentes na metade de baixo da tabela. Resumindo: se não bobear, o time tem tudo para conquistar o surreal acesso para a Série A1 em 2016.

O relógio marcava cinco da tarde e chegou o momento de fazer todo o caminho de volta para casa. Agora mais tranquilo, levei cerca de duas horas (!) para chegar na região central da capital paulista com mais duas equipes rumo à conclusão do Projeto 40. No domingo a missão continuou à mil com mais duas partidas.

Até lá!

Fernando

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Na cabeça e na raça, deu São José de virada contra o Primavera

Fala, pessoal!

Nem deu tempo de ficar com saudade do Estádio Martins Pereira. Menos de duas semanas depois de ter visitado o local pela primeira vez depois da sua reforma, voltei ali para dessa vez conferir uma peleja do São José Esporte Clube, para a grande maioria o verdadeiro time da cidade. Em meio ao Projeto 40, fui ver a Águia em ação jogando contra o Primavera, o 34º time a entrar para a listinha.

Por se tratar da equipe mais tradicional da Capital do Vale e também por conta do bom momento vivido pelo time na disputa do Campeonato Paulista da Série A3 esperava a presença de um ótimo público. Tudo bem, 851 pagantes é pouca coisa, mas a Águia merecia mais. Um desses pagantes foi o $eu Natal, o salvador da noite. Caso ele não tivesse se animado, veria o Fantasma somente no dia 19 de abril.

A equipe azul e branca começou mal a competição e ficou próxima da zona de rebaixamento em grande parte da primeira metade dessa fase. Nas onze primeiras rodadas o time venceu apenas duas vezes - uma delas por WO - e somou apenas onze pontos. Já nas últimas cinco pelejas, quatro vitórias seguidas e um revés. Os doze pontos conquistados no período levaram o time para a parte de cima da tabela.

Com o Fantasma a coisa foi bem parecida. A equipe teve uma performance irregular nas nove primeiras rodadas. Depois o time engrenou e venceu cinco dos sete jogos seguintes. Recém-promovida da Segundona, a equipe de Indaiatuba luta ferozmente por um lugar na segunda fase. Falando no time, deixo os parabéns aos responsáveis pela volta do escudo e uniforme tradicionais que estão sendo utilizados em 2015.

Essa foi a sétima vez que as duas equipes se enfrentaram na história do estadual. Nas seis vezes anteriores, todas válidas pela atual A2, o São José soma uma ampla vantagem com quatro vitórias, um empate e apenas uma derrota. Além disso, o time do Vale ganhou os três confrontos realizados como mandante.


São José EC - São José dos Campos/SP. Foto: Fernando Martinez.


EC Primavera - Indaiatuba/SP. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times e quarto de arbitragem com Thiago Lourenço de Mattos, Ricardo Pavanelli Lanutto, Márcio Dias dos Santos e Willer Fulgêncio Santos. Foto: Fernando Martinez.

Só que não foi nada fácil o São José manter essa escrita. Os locais tiveram mais posse de bola mas foram envolvidos pelo bom toque de bola do Primavera. Os visitantes jogaram bem demais e mostraram uma qualidade técnica muito apurada durante os primeiros 45 minutos.

Enquanto a Águia ficava sem conseguir armar uma jogada interessante, o Fantasma chegava com perigo em contra-ataques muito bem armados. A primeira chance real para o placar ser inaugurado aconteceu aos 14 minutos numa bola pelo alto em que um dos zagueiros locais salvou em cima da linha.

Aos 30 o bom futebol visitante foi premiado com o gol. Paulo fez boa jogada pela esquerda e cruzou na área. Cortez se aproveitou da indecisão da zaga e apareceu no segundo pau para cabecear firme e colocar o Primavera na frente. O tempo inicial terminou com essa vantagem parcial para o Fantasma.


Zaga do Primavera sofrendo pressão. Foto: Fernando Martinez.


Pelota pingando na área do time visitante. Foto: Fernando Martinez.


Boa chance do Fantasma pelo alto. Foto: Fernando Martinez.


Boa saída do goleiro do Primavera. Foto: Fernando Martinez.

Mal o árbitro encerrou os trabalhos e ainda dentro de campo começou uma enorme discussão entre atletas e comissões técnicas dos dois times. Muitos chegaram às famosas vias de fato e teve gente tomando soco e pescoção sem nem saber a origem. Como agora a saída das equipes é feita pelo mesmo túnel, demorou para a treta terminar.

O clima ficou bem pesado e na volta do descanso os ânimos ainda não tinham voltado ao normal. Antes do segundo tempo começar Thiago Lourenço de Mattos expulsou um atleta de cada lado. Com dez para cada time, o jogo ficou mais aberto. E se não dava na técnica, teria que dar na raça para a Águia.

O time da casa mostrou uma raça sensacional e deixou tudo igual aos 17 minutos com o gol de cabeça do zagueiro Rocha, completando um escanteio da esquerda. Dois minutos depois quase aconteceu a virada em cobrança de falta. O Fantasma esteve poucas vezes a bola no pé, mas em todas as vezes criou grandes momentos.

Num período de dois minutos, o tricolor perdeu três chances daquelas que não se pode perder. Aos 28, foram duas no mesmo lance. A bola foi cruzada da esquerda e primeiro Renan, chutando sem direção, depois Kaíque, chutando da pequena área em cima do arqueiro local, desperdiçaram. O pessoal de Indaiatuba reclamou bastante dessa defesa alegando que o goleiro tirou a pelota já de dentro do gol. Vendo o lance fiquei em dúvida.

No minuto seguinte aconteceu o momento mais absurdo de todos. A bola foi chutada de longe, bateu na trave, e no rebote novamente Kaique, completamente sem marcação e com todo o gol à sua disposição, chutou pelo alto, muito alto, jogando a pelota nas arquibancadas.

O São José colocou a cabeça no lugar em seguida e continuou mostrando uma disposição sobrenatural. A torcida não arredou o pé do Martins Pereira esperando a virada. Nos acréscimos a expectativa foi correspondida e Rafael Silva fez o segundo. O capitão joseense completou de cabeça um cruzamento da direita e iniciou o carnaval no Vale.


No segundo tempo o São José voltou a campo baseado na raça. Foto: Fernando Martinez.


Lance do primeiro gol da Águia. O gol foi marcado pelo camisa 4 Rocha. Foto: Fernando Martinez.


Cobrança de falta que levou perigo à meta visitante. Foto: Fernando Martinez.


Na base do sufoco Rafael Silva virou a peleja para os donos da casa nos acréscimos. Foto: Fernando Martinez.

O São José 2-1 Primavera foi heroico e colocou a Águia novamente com grandes chances de conquistar uma vaga entre os oito times que se classificam para a segunda fase da competição. O time de Indaiatuba perdeu mas ainda está no G8. Agora faltam apenas dois jogos para o final dessa fase.



Comemoração do capitão joseense e a torcida presente no Martins Pereira. Foto: Fernando Martinez.

Saímos do estádio sem pressa e logo já estávamos na Via Dutra a caminho de casa. Como não poderia deixar de ser, com ouvidos ligados na rodada final da primeira fase do Campeonato Paulista.

Até a próxima!

Fernando