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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Corinthians perde mais uma e permanece na lanterna do Grupo 4 da Copa Paulista

Olá,

Apesar do início da terceira fase da Segundona, competição que estou acompanhando desde o começo, no último fim de semana não tive condições de viajar e, por conta disso, permaneci por perto da Capital e, no domingo pela manhã, acabei indo até a vizinha cidade de Guarulhos, para conferir a partida S.C. Corinthians Paulista x C.A. Taboão da Serra, válida pela 11ª rodada da 1ª fase, cujo palco foi o Estádio Antônio Soares de Oliveira.

Esse duelo chamou minha atenção, em razão da fraca campanha realizada pelo alvinegro de Parque São Jorge, que mesmo representado por um elenco alternativo (sub-23), os números surpreendem, pois entrou em campo na última (9ª) colocação com apenas 6 pontos obtidos em 9 jogos. Por outro lado, o Taboão da Serra pisou no tapete verde situado na 4ª posição, com 12 pontos. Se levássemos em conta apenas as campanhas, o time da Grande São Paulo era a favorita natural, mas como o Timão tem camisa, ficava a expectativa do que poderia acontecer durante os 90 minutos.

Com a Via Dutra praticamente vazia, fiz o trajeto de São Paulo a Guarulhos em menos de 40 minutos, chegando com tempo suficiente para tomar o café-da-manhã, à base de pastel e caldo-de-cana, numa barraca localizada no estacionamento em frente ao estádio. Depois disso, fui para o interior do estádio e ainda tive tempo para curtir bons papos com algumas pessoas ligadas ao futebol. Bem, agora sem mais demora, vamos com as tradicionais fotos oficiais, sempre uma cortesia do JP, as quais, mais uma vez, são exclusivas:


S.C. Corinthians Paulista - São Paulo/SP. Foto: Orlando Lacanna.


C.A. Taboão da Serra - Taboão da Serra/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem comandado por José Roberto Marques, ao lado dos dois capitães. Foto: Orlando Lacanna.

Com a bola em movimento, logo nos primeiros minutos, o time visitante tomou iniciativa de ir ao ataque, sendo que aos 8 minutos, criou o primeiro bom momento, através do lateral esquerdo Zanella, que se infiltou pela esquerda e mandou um tiro cruzado, exigindo boa defesa do goleiro-capitão André Dias. Dois minutos após, a rede balançou pela primeira vez, com a marcação do gol inicial do CATS, anotado pelo camisa 10 Yannick. Ele recebeu a bola na entrada da área, limpou a zaga e tocou para o gol, com a bola ainda resvalando num zagueiro e matando o goleiro do Timão.


Yannick arrematando da entrada da área, com a bola tocando na zaga e....Foto: Orlando Lacanna.


.....entrando mansamente na meta corintiana no 1º gol do CATS. Foto: Orlando Lacanna.

Mesmo sofrendo o primeiro gol, o Corinthians continuou tímido na partida, permitindo que o adversário comandasse as ações. Somente aos 20 minutos, os donos da casa arremataram pela primeira vez contra o gol adversário, por intermédio do ala Allan (desculpem o trocadilho!), com a bola indo pela linha de fundo. A partir desse lance, o alvinegro passou ter mais presença ofensiva, porém nada muito contundente.


Tentativa de ataque do Corinthians ainda na 1ª etapa. Foto: Orlando Lacanna.


Agora a zaga taboanense afastando cruzamento do ataque alvinegro. Foto: Orlando Lacanna.

A segunda metade do primeiro tempo foi disputada de maneira bem aguerrida, porém sem grandes chances para movimentação do placar e, em sendo assim, a vantagem mínima dos visitantes foi mantida até o encerramento dos primeiros 45 minutos, ficando para o tempo final a expectativa se o Corinthians iria reagir.

A etapa final começou com os dois times dando sinais que voltaram com a firme disposição de chegar ao gol rapidamente. O Corinthians mostrava que estava mais solto, tentando sair em velocidade tão logo recuperasse a posse de bola.


Início de ataque alvinegro no começo do segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.

Apesar do Corinthians ter voltado mais agressivo, quem foi com tudo pra frente e criando perigo, foi o Taboão da Serra, como aconteceu na marca dos 3 minutos, numa cabeçada do zagueiro Givanildo, que só não se transformou no segundo gol por um verdadeiro milagre, com a bola tirando tinta do poste direito da meta corintiana. Um minuto após, o goleiro alvinegro praticou excelente defesa, dando rebote ao atacante Vinicius que foi derrubado dentro da área. O árbitro, bem colocado, marcou pênalti que foi convertido, aos 5 minutos, pelo volante Fernando, aumentando a vantagem do Taboão da Serra.


Chance de ouro desperdiçada por Givanildo do CATS. Foto: Orlando Lacanna.


Fernando cobrando pênalti e aumentando a vantagem do Taboão da Serra. Foto: Orlando Lacanna.

Com a vantagem de dois gols, o CATS assumiu uma postura mais cautelosa, chamando o Corinthians pra cima, visando surpreender em contra-ataques. Nesse contexto, os anfitriões não tiveram escolha e foram pra frente, tendo conseguido diminuir a diferença, aos 23 minutos, através do camisa 9 Claudir, num bonito gol de cabeça, aproveitando cruzamento, sob medida, vindo da direita.


Goleiro Cidão no ar e a bola no fundo da rede no 1º gol corintiano. Foto: Orlando Lacanna.

Logo depois do gol do Corinthians, o árbitro deu um "stop" na partida, para os atletas tomarem uma água, pois o calor estava forte. Ao reiniciar o segundo tempo, os alvinegros procuraram chegar à igualdade, mas encontravam dificuldades, uma vez que o CATS estava bem postado na defesa, mas não tinha outra opção, ou seja, o negócio era atacar e tentar evitar o contra-ataque do bom time vermelho.

O tempo ía passando e nada do gol de empate acontecer, sendo que na marca dos 38 minutos, o camisa 13 Fusca, marcou o terceiro gol taboanense, praticamente liquidando a fatura. O atleta do CATS subiu sem marcação alguma e, de cabeça, mandou a bola contra o travessão. O rebote voltou para ele mesmo e, ainda sem marcação, tocou para o fundo da rede.


A bola não aparece, mas está no fundo da meta no 3º gol do CATS, anotado por Fusca, que levantou poeira. Foto: Orlando Lacanna.

O terceiro gol do CATS deu uma esfriada no time corintiano, que tentou reagir, mas não teve jeito, pois alguns minutos depois, o árbitro deu por encerra a partida com o marcador indicando Corinthians 1 - 3 Taboão da Serra, resultado que colocou a time da Grande São Paulo na 3ª posição com 15 pontos. Essa derrota foi a sexta do time corintiano na competição, que faz uma campanha pífia, com apenas uma vitória e três empates em dez jogos. Convenhamos que é muito pouco para um time de uma camisa de peso como um Corinthians, que continua na lanterna do grupo, com apenas 6 pontos.

Partida encerrada, sendo que dessa vez não retornei de imediato a São Paulo, pois permaneci em Guarulhos para participar de um almoço com pessoas muito queridas, que há tempos eu não via. Foi isso.

Abraços,

Orlando

ECUS e Briosa ficam no zero no início da terceira fase da Segundona

Olá,

Após a infrutífera jornada no sábado à tarde, cortei meu planejamento para o futebol no dia seguinte. Mas logo após levantar bem cedo no domingo, o seu Natal resolveu me chamar para acompanhar em Suzano a partida ECUS x Portuguesa Santista, válida pela primeira rodada da terceira fase do Grupo 15 do Campeonato Paulista da Segunda Divisão.

Convite prontamente aceito, logo segui até a estação Corinthians-Itaquera do metrô para me encontrar com o amigo taxista. O horário marcado não era muito propício para que chegássemos a tempo das fotos posadas, a não ser que fizéssemos uma viagem muito rápida. O seu Natal se embrenhou por avenidas e ruas intocadas na Zona Leste paulistana e estávamos seguindo com um bom tempo, mas uma curva errada na cidade de Poá complicou o cronograma.

Perdemos cerca de 10 minutos nessa brincadeira, tempo que fez nossas chances de conseguir as imagens oficiais cair para quase zero por cento. Mas o seu Natal superou as expectativas, e chegamos na porta do Estádio Francisco Marques Figueira na hora em que o Hino Nacional era executado. Saí do carro com o mesmo ainda em movimento e num sprint final digno de recorde brasileiro, talvez sul-americano, consegui fazer as fotos no último segundo disponível para isso... Ufa!


ECUS - Suzano/SP. Foto: Fernando Martinez.


AA Portuguesa - Santos/SP. Foto: Fernando Martinez.


Os capitães dos times de Suzano e de Santos, o árbitro Carlos Roberto dos Santos Júnior, os assistentes Daniel Ziolli e Claudenir Donizeti da Silva e o quarto árbitro Maurício Fioretti posando de forma exclusiva para o JP. Foto: Fernando Martinez.

Falando agora do campeonato em si, o funil apertou um pouco mais, e apenas 12 clubes permanecem no torneio. O Grupo 15 é composto, além das duas equipes já citadas, pelo Independente de Limeira e pelo Olímpia. O público compareceu em bom número para ver a estreia da equipe suzanense em casa. Lá estavam os amigos Raul e Nílton, sempre presentes em partidas no local.


Ataque da Briosa no começo da partida, quando a equipe ainda era um pouco melhor. Foto: Fernando Martinez.

O primeiro tempo começou com a Portuguesa atacando no gol da entrada do estádio, e lá permaneci por algum tempo. A peleja foi equilibrada nos primeiros minutos, com as duas agremiações se estudando bastante e concentrando as ações no meio de campo. A Briosa até tentou chegar dentro da área do ECUS, mas a boa atuação do sistema defensivo local neutralizava as investidas santistas.


Disputa de bola no meio de campo. Foto: Fernando Martinez.


Escanteio cobrado por Michel pela esquerda do ataque suzanense. Foto: Fernando Martinez.

Após essas fracas tentativas da Portuguesa, o ECUS colocou a cabeça no lugar e passou a criar mais chances de gol. A primeira delas numa belíssima cobrança de falta que foi encontrar a trave. Mais oportunidades foram criadas, todas mostrando grande qualidade dos seus bons jogadores. O time visitante não se acertava, e chegou perto de marcar o seu apenas por uma vez, num bom contra-ataque armado pela esquerda que não foi bem finalizado.


Detalhe da cobrança de falta em que a bola foi encontrar a trave da Briosa. Foto: Fernando Martinez.


Disputa pelo alto. Foto: Fernando Martinez.

O intervalo chegou com o ECUS melhor, mas com o zero ainda estampado no placar do estádio. No segundo tempo fui para as arquibancadas acompanhar o jogo junto aos meus amigos. E dali vimos 45 minutos daquele famoso "ataque contra defesa". O onze local foi dono absoluto das ações ofensivas durante todo o tempo, e a Briosa teve uma postura completamente defensiva.


Zaga da Portuguesa sofreu na segunda etapa e chamou o ECUS para seu campo defensivo. Foto: Fernando Martinez.

Bom, a Briosa até teve uma boa oportunidade nos primeiros minutos do segundo tempo, mas nada assim uma Brastemp. O ECUS conseguiu neutralizar o meio-campo e o ataque rubro-verde mas não conseguiu furar o ferrolho santista. Os chutes ao gol eram concentrados pelo meio, mas como numa máquina antiga de pinball, rebatiam nos zagueiros visitantes e não chegavam perto do gol defendido pelo arqueiro João Paulo.


Chute para o ECUS na entrada da área, em mais um momento pinball da zaga santista. Foto: Fernando Martinez.

Quando a bola chegava na pequena área, o goleiro fazia uma partida segura. E ele acabou tendo participação importante na melhor chance do ECUS no tempo final. Após cobrança de falta na intermediária, a bola foi cruzada e um dos atacantes cabeceou firme para o gol. Mas João Paulo fez uma defesa milagrosa, para a festa da pequena, mas barulhenta, torcida da Briosa presente em Suzano.


A chance de ouro para o ECUS no segundo tempo, mas o goleiro João Paulo fez milagre. Foto: Fernando Martinez.

Os locais insistiram muito, mas não conseguiram fazer a festa da torcida. O apito final veio com uma mistura de desânimo e decepção com o placar de ECUS 0-0 Portuguesa Santista. Tudo bem que dos 12 times dessa fase, 8 passam para a próxima, mas não é nada legal perder ponto em casa. Mas independente do resultado, o time de Suzano jogou muito bem, e caso acerte as finalizações pode ter sucesso ao final das seis rodadas.

Falando da Briosa, esse foi o quinto jogo que acompanhei da equipe ao vivo nesse ano de 2011, e mais uma vez não tive boa impressão. Amigos que já acompanharam a equipe in loco também não falaram maravilhas sobre o futebol da equipe. Mas como não há um grande bicho-papão no certame (talvez os grandes favoritos sejam o Barretos e o Independente), a Briosa ainda pode sonhar com o acesso para a A3 em 2012.

Nos despedimos dos amigos suzanenses e voltamos para a capital paulista sem percalços, mas já com o calor atrapalhando o bem estar do que vos escreve. O resto do domingo foi sem mais emoções no conforto do meu lar, e já com a cabeça preparando a rodada de futebol no feriado de 7 de setembro.

Até a próxima!

Fernando

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Capivariano dá WO e é eliminado do Paulista sub-20

Olá,

A partida marcada para a minha sessão vespertina do último sábado já fazia parte do meu cronograma de jogos desde que a tabela do Campeonato Paulista sub-20 da 2ª divisão foi divulgada. Armei todo o esquema para seguir até Mauá conferir o jogo Mauaense x Capivariano, sempre no gramado do Estádio Municipal Pedro Benedetti. Foi a última rodada da primeira fase do certame, aqui no seu Grupo 4.

Graças a isso, após o apito final do jogo matutino fui direto para Mauá e como ainda faltava muito tempo para a peleja começar (mais de duas horas), fiquei ensebando na estação de trem e depois fiz um almoço hiper demorado. Já fazia calor, e o cansaço já começava a tomar conta do meu ser. Mas como ainda havia um joguinho de futebol na pauta, não desanimei tanto assim.


Arquibancadas do Pedro Benedetti vazias para o duelo válido pela última rodada da primeira fase do sub-20. Foto: Fernando Martinez.


Detalhes exclusivos de TODOS os torcedores presentes em Mauá para o jogo entre Mauaense e Capivariano. às 15 horas, exatamente quatro pessoas se encontravam por ali. Fotos: Fernando Martinez.

Entrei no vazio estádio cerca de 30 minutos antes do apito inicial e fui muito bem recebido pelo diretor do Grêmio, Gílson, que nos parabenizou pelo trabalho do JP nos jogos menores. Após o papo, fiquei me protegendo do sol no banco aonde ficam os maqueiros e o quarto árbitro. Mas logo notei que somente o Mauaense estava se aquecendo, e quando me dirigi aos vestiários do time visitante notei que eles ainda não tinham chegado.

Pelo fato do Capivariano ainda lutar por uma vaga, imaginei que era questão de minutos para eles aparecerem. Enquanto o tempo passava, o trio de arbitragem e o Grêmio Mauaense entraram em campo no horário marcado. Aproveitei e logo fiz a foto oficial dos donos da casa.


GE Mauaense (sub-20) - Mauá/SP. Foto: Fernando Martinez.

Mas sem notícia alguma por parte do Leão da Sorocabana, o que restou ao árbitro e aos jogadores da Locomotiva foi aguardar a boa vontade da equipe do interior paulista. Foi aguardado o tempo regulamentar de 30 minutos, com muita apreensão por parte de todos.


Jogadores do Mauaense conversando com o trio de arbitragem e num animado "bobinho", tudo esperando a chegada do Capivariano. Fotos: Fernando Martinez.

E pontualmente às três e meia da tarde, o árbitro Alexander Roberto Segundo deu por encerrado o "confronto". Se meu ânimo já não era dos maiores, imaginem como ele ficou após essa situação. Profundamente lamentável ver algo assim acontecer com uma equipe que disputa acesso para a Série A3 com seu time profissional. É complicado a gente dispor tempo, gastar dinheiro com condução, almoço, passar calor e no final das contas acompanhar um triste WO por parte de um tradicional clube paulista.

Fui informado que o time visitante chegou no estádio em Mauá por volta das quatro da tarde num ônibus escolar. Tentamos saber o que aconteceu, mas não houve explicação oficial para o ocorrido. Pior é ver o meu segundo "quase-jogo" em 20 dias, e na mesma competição. O chato é que ninguém é punido e fica tudo por isso mesmo no final das contas. Repito aqui o que escrevi no meu primeiro WO do ano, semanas atrás: Perdi meu tempo, minha paciência e o dinheiro da condução por causa dessa (nova) lambança.

Bom, graças ao WO, o Mauaense acabou tendo o placar de 3x0 a seu favor nas estatísticas. A equipe ficou na primeira posição do Grupo 4 e agora enfrenta o Tupã em duas partidas geniais pelas oitavas de final da competição. Jogos interessantes irão acontecer, inclusive um histórico Palestra x São Bernardo (e espero muito que dessa vez chegue uma ambulância no Baetão).

O "não-jogo" me desanimou bastante, e quando cheguei em casa o ânimo chegou a níveis abaixo de zero quando soube que o jogo no Baetão tinha sido 9x0 (!) para o Palestra. Decidi então que não iria ver nada no domingo, mas graças a um convite de última hora do seu Natal fui ver a estreia da terceira fase da Segundona Paulista...

Até lá!

Fernando

Bom jogo e vitória do Tigre contra o Batatais pelo sub-20

Fala, pessoal!

Num final de semana que trouxe mais um lamentável WO para a história do JP, começaremos a sequência de matérias com o meu jogo matutino do último sábado. Caí da cama cedinho para um jogo bem legal válido pelo Campeonato Paulista sub-20 da 1ª divisão. Um insólito e incomum confronto estava marcado para o gramado sintético do Baetão: São Bernardo FC x Batatais.

Num tempo em que a maioria do pessoal do blog está com outras prioridades na vida, novamente fui sozinho no já manjado caminho composto por trem e ônibus. Saí tão cedo de casa que deu tempo até de tomar um bom café perto do estádio, e sem correria entrei nas dependências do templo são-bernardense com muito tempo de antecedência. Para variar, foi tranquilo fazer as imagens em jogos dessa categoria, novamente exclusivas. Aproveito e deixo um abraço ao trio de arbitragem do jogo, todos com o novo endereço do blog na ponta da língua.


São Bernardo FC (sub-20) - São Bernardo do Campo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Batatais FC (sub-20) - Batatais/SP. Foto: Fernando Martinez.


O simpático trio de arbitragem composto pelo árbitro Rodrigo Pires de Oliveira e os assistentes Everaldo Jorge da Silva e Fernando Batista de Oliveira posando para o blog junto aos capitães dos clubes. Foto: Fernando Martinez.

Os dois times fazem parte do Grupo 12 dessa competição, junto com Americana e Grêmio Barueri. Na rodada anterior, o Tigre empatou fora de casa com o ex-Guaratinguetá, enquanto o Batatais perdeu para os baruerienses dentro dos seus domínios. A partida prometia muito, e fui então acompanhar o ataque local durante a etapa inicial.


Jogadores apostando corrida na lateral do gramado. Foto: Fernando Martinez.


Boa chegada do Tigre pela direita. Foto: Fernando Martinez.

Nesse primeiro tempo o Tigre, que tem um ótimo conjunto, criou um maior número de oportunidades, sempre em ótimas investidas dos seus habilidosos e rápidos atacantes. O Batatais também levou relativo perigo à meta local em contra-ataques. Mas apesar do jogo acima da média, com muita movimentação e grandes chances criadas para as duas equipes, o placar não saiu do zero após os primeiros 45 minutos.


O arqueiro do Batatais saiu bem do gol e fez essa boa intervenção em bola cruzada na área da equipe. Foto: Fernando Martinez.


Atletas apostando corrida no campo defensivo do time visitante. Foto: Fernando Martinez.

O sol forte era acompanhado de um ventinho frio, mas no intervalo o vento passou a ficar mais quente. Não estava no pique de mais 45 minutos no sol, então fiz apenas alguns instantâneos atrás do gol defendido pelo arqueiro do Batatais. O Tigre continuava melhor, e chegou muito perto de abrir o marcador em duas oportunidades antes dos 10 minutos da segunda etapa.


Boa jogada pela esquerda do ataque do Tigre. Foto: Fernando Martinez.

E no mesmo momento em que resolvi sair do gramado e ir para as cabines de imprensa do Baetão, o São Bernardo FC abriu o marcador. O camisa 11 Jhonatas recebeu um ótimo lançamento em profundidade no meio da zaga do Batatais, entrou livre na área e tocou por cobertura na saída do goleiro. Mas o arqueiro do Fantasma acabou atingindo fortemente o atacante local, que não conseguiu nem comemorar a marcação do seu gol.


Grande chance pelo alto para o São Bernardo FC. O atleta local teve a impulsão digna de um atleta de vôlei. Foto: Fernando Martinez.

O atacante acabou voltando para a partida com um enorme curativo no rosto, além daquela famosa atadura em torno da cabeça. O atleta acabou ficando isolado no ataque, já que o Batatais foi pra cima do Tigre buscando o empate. Mas as finalizações do onze interiorano não eram boas, e a grosso modo, o arqueiro local não teve tanto trabalho, mesmo com essa blitz ofensiva do adversário.


Uma das oportunidades do Batatais no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Aos 32 minutos o esforço e a raça do jogador Jhonatas foram premiados com mais um gol do atacante. Ele recebeu um longo passe pela direita, entrou na área, deu um fantástico drible no zagueiro e tocou por baixo do arqueiro adversário. O São Bernardo FC ampliava a vantagem e praticamente consolidava a vitória.


Aqui, quem chegou perto do gol foi o time local. Foto: Fernando Martinez.

Nos minutos finais o Fantasma continuou tentando ao menos diminuir o marcador, mas quem chegou mais perto de marcar mais gols foi justamente o time amarelo. Assim, o placar final não poderia ser outro: São Bernardo FC 2-0 Batatais. A vitória deixou a equipe do ABC na segunda posição do Grupo 12, com 4 pontos, o mesmo número do Americana. Já o Fantasma fica na lanterna, com nenhum ponto ganho em dois jogos.

Tinha a chance de permanecer em São Bernardo do Campo para a sessão vespertina do sábado, mas resolvi acompanhar um jogo do sub-20 da 2ª divisão em Mauá... Pena que nem imaginava o que rolaria, pois se fosse assim teria permanecido no Baetão.

Até lá!

Fernando

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Estádios pelo Brasil, volume 44: Estádio Fernando di Marco (Capivari/SP)

Fala, pessoal!

Procurando nos nossos arquivos "perdidos", com fotos antigas que nunca foram publicadas pelo JP, publico hoje mais um post da série "Estádios pelo Brasil". Na última vez que estive na cidade de Capivari, isso em 2008, fiz fotos do estádio aonde o Capivariano FC mandava suas partidas antes da inauguração do estádio atual. A "cancha" em questão é o Estádio Municipal Fernando di Marco.


O nome da cidade logo na entrada do munícipio, uma tradição no estado de São Paulo. Foto: Fernando Martinez.


Portão principal do Estádio Fernando di Marco. Foto: Fernando Martinez.

O estádio fica localizado no bairro Estação e não muito longe da atual casa do CFC. Pelo nome dá para deduzir que a antiga estação ferroviária fica por lá. Infelizmente o local está em estado de abandono, sem os antigos trilhos desde o começo dos anos 80 e sem previsão de que um dia algum trem volte a passar por ali, devido ao inexplicável abandono das ferrovias no nosso país. Essa proximidade do estádio com a estação deu o apelido da equipe, "Leão da Sorocabana".


Arquibancada que fica atrás do gol "da entrada" do estádio e ao fundo a administração do local. Foto: Fernando Martinez.


Agora o outro lado da arquibancada "da entrada" do Fernando di Marco. Foto: Fernando Martinez.


Gol da entrada do estádio. Foto: Fernando Martinez.

Quando da minha visita, o local se mostrava em razoáveis condições, e ainda era palco de jogos das escolinhas municipais e particulares, além de partidas amadoras. Fui muito bem recebido pelo caseiro do Fernando di Marco e também por sua família, que moram numa casa humilde que fica literalmente ao lado do portão principal do estádio.


Árvores e muito verde no que seria a "arquibancada oposta" do estádio e refletores. Foto: Fernando Martinez.


Parte coberta. Foto: Fernando Martinez.


Bancos de reservas do local. Fotos: Fernando Martinez.

O local tem uma parte coberta relativamente bem cuidada e arquibancadas de concreto atrás das duas metas. O que seria uma "arquibancada oposta" tem árvores em toda a extensão da linha lateral, numa paisagem bela e não tão frequente nos estádios do nosso interior. Infelizmente o local não teria como abrigar jogos da Segundona em virtude da pequena capacidade, mas nada que algumas arquibancadas tubulares não resolvessem a questão.


Mais uma visão da parte coberta do Fernando di Marco. Foto: Fernando Martinez.


Gol "dos fundos" do estádio, sempre com muito verde. Foto: Fernando Martinez.

Andei por todos os cantos do Fernando di Marco, tentando imaginar como deveria ter sido as tardes de domingo por ali ainda com o futebol profissional desfilando pelo gramado. Não deveria ser fácil para os adversários do Capivariano jogar ali nos tempos do profissionalismo.

Foi justamente ali que o Capivariano se tornou Campeão Paulista da Terceira Divisão em 1984, jogando um final contra o Garça e saindo vitorioso na disputa de penalidades máximas. A equipe mandou suas partidas lá até o ano de 1992, e em dezembro daquele ano o Estádio Carlos Colnaghi foi inaugurado, e o CFC nunca mais mandou seus jogos no antigo campo.


Outra visão dos refletores do estádio. Algo que não temos nem na Javari, nem no Nicolau Alayon. Foto: Fernando Martinez.


Antigo placar, aqui sem utilidade. Foto: Fernando Martinez.


Uma visão do gol "dos fundos" visto da parte coberta do Fernando di Marco. Foto: Fernando Martinez.

As fotos mostram o local antes de uma reforma que foi programada para o ano de 2010. Não tivemos a chance de visitar mais o histórico estádio municipal, mas esperamos ansiosamente a primeira chance possível para que isso possa acontecer. De qualquer forma, espero que os amigos tenham curtido essa agradável visita que fizemos a um dos palcos históricos do interior paulista, o Estádio Fernando di Marco.

Até a próxima!

Fernando