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segunda-feira, 10 de março de 2008

Leão da Araraquarense pára Galo de Sorocaba

Olá,

Num final de semana que me possibilitou acompanhar uma jornada dupla, no sábado à tarde peguei a Rodovia Castello Branco e fui bater na progressista cidade de Sorocaba para conferir mais uma partida do Paulistão da Série A2. O meu destino final foi o Estádio Walter Ribeiro que foi palco da partida entre o C.A. Sorocaba contra o C.A. Taquaritinga, válida pela décima segunda rodada da primeira fase da competição.

Viajei levando comigo uma grande expectativa com relação a essa partida, pois tinha uma enorme curiosidade de ver em ação o time de Sorocaba que vem se mantendo nas primeiras colocações na tabela de classificação desde o início do campeonato e tem no seu elenco atletas experientes que com certeza devem estar fazendo a diferença, como são os casos do goleiro Buzzetto (ex-Guarani), Luciano Gigante (ex-Rio Claro) e Laércio (ex-Guaratinguetá), entre outros e, para começar nada melhor do que apresentar os artistas do espetáculo nas fotos abaixo que mais uma vez são EXCLUSIVAS:


C.A. Sorocaba - Sorocaba/SP. Foto: Orlando Lacanna.


C.A. Taquaritinga - Taquaritinga/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem formado por Alexandre Bigai Miranda, seus assistentes Hilton Francisco de Melo e Thiago Silva Egídio, além da árbitra reserva Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo, com os capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

Antes de falar da partida faço o registro de um fato curioso envolvendo a arbitragem que sofreu uma alteração de última hora, pois a assistente Tatiane Sacilotti não passou bem nos minutos que antecederam o início da partida e acabou trocando de função com o quarto árbitro Thiago S. Egidio que acabou assumindo o lugar dela que por sua vez desempenhou o papel do árbitro reserva.

A partida começou equilibrada, com as duas equipes se estudando, sendo que a primeira jogada mais aguda foi do Taquaritinga ao perder ótima chance aos 9 minutos num chute cruzado que percorreu toda extensão da pequena área sem que ninguém aparecesse para empurrar a bola para o fundo da meta. O Atlético chegou com um certo perigo ao gol adversário somente aos 15 minutos, quando conseguiu dar o primeiro chute ao gol.


Tentativa de início de ataque do Atlético. Foto: Orlando Lacanna.


Mais uma tentativa de ataque do Atlético. Foto: Orlando Lacanna.

Depois do primeiro ataque mais perigoso do Atlético, os sorocabanos começaram a gostar do jogo e passaram a dominar o CAT, tanto é verdade que abriram o placar aos 21 minutos num gol de cabeça de Gilberto aproveitando um cruzamento bem executado por Givanildo.

Em desvantagem, o Taquaritinga tentou ser mais agressivo, mas atacava de maneira atabalhoada, levando pouco perigo à meta de Buzzetto.


Jogada de ataque do CAT que não deu em nada. Foto: Orlando Lacanna.

Aos 33 minutos, o Atlético quase aumentou, mas o goleiro Guilherme praticou boa defesa e com isso a primeira etapa acabou mesmo com a vantagem de 1 a 0 a favor dos donos da casa. O segundo tempo começou e o Galo de Sorocaba foi com tudo para o ataque e só não aumentou o placar graças a outra boa defesa do bom goleiro Guilherme.


Boa defesa do goleiro Guilherme do CAT. Foto: Orlando Lacanna.

Após esse lance, para surpresa geral, o Atlético caiu assustadoramente de produção, permitindo ao Leão da Araraquarense passar a dominar a partida, tanto que, depois de perder algumas oportunidades, conseguiu chegar merecidamente ao empate através de um golaço de Junai aos 28 minutos numa cobrança de falta com maestria. Com o empate a partida entrou no seu melhor período, com as duas equipes se alternando em criar e desperdiçar oportunidades.


Excelente defesa de Buzzetto impedindo gol do Taquaritinga. Foto: Orlando Lacanna.

Aos 33 minutos o Atlético teve o seu atleta Wanderson expulso, mas mesmo assim conseguiu segurar a bronca, não permitindo ao CAT o domínio total do jogo, mesmo jogando os últimos doze minutos com um homem a menos e, com isso o placar final ficou mesmo Atlético Sorocaba 1 - 1 Taquaritinga. No último minuto ainda ocorreu a explusão do zagueiro George do Taquaritinga.


Disputa de bola junto a lateral. Foto: Orlando Lacanna.

O empate decepcionou o razoável público presente que esperava mais do Atlético, mas mesmo assim os sorocabanos continuam na ponta de cima da tabela. Para o Taquaritinga o ponto conquistado fora de casa foi importante, mas não o suficiente para afastá-lo da 16ª posição, uma apenas acima da zona de rebaixamento.

Tão logo o árbitro encerrou a partida, voltei a botar o pé na estrada para iniciar meu retorno a São Paulo em busca de um bom descanso, pois no domingo cedo já estaria em outro estádio, em outra cidade para acompanhar mais uma partida pelo Paulistão da Série A3, mas isso é conversa para o próximo post. Foi isso.

Abraços,

Orlando

sexta-feira, 7 de março de 2008

Chapecoense segue na Copa do Brasil

Opa,

Fica difícil depois de um post e de um jogo como foi o do Juventus escrever qualquer coisa sobre uma partida de futebol, mais ainda quando ela não ajuda muito, mas mesmo assim agora conto a rodada noturna do JOGOS PERDIDOS na última quarta-feira. Saindo da Javari, o pessoal que esteve lá (Emerson, David e seu Natal) rumou até a Barra Funda para completarem a caravana comigo e com o Jurandyr, pois quarta à tarde significa trabalho para nós. Tudo para seguirmos num ritmo frenético até a cidade de Campinas para mais um jogo da Copa do Brasil 2008. A partida aconteceu no Estádio Brinco de Ouro e foi entre os times do Guarani e da Chapecoense.

A viagem foi rápida, mas o sempre insuportável trânsito de São Paulo nos impediu novamente de tirarmos as fotos oficiais, então coloquem a culpa nos 6 milhões de carros presentes nas ruas paulistanas e tudo fica perdoado. Bom, falando do jogo, era obrigatória a nossa presença por lá já que desde sempre simpatizamos com a equipe verde de Chapecó, e não teríamos como perder a chance de incluí-la na Lista.

E a partida seria complicada para o Guarani, já que no primeiro jogo, em Santa Catarina, a equipe foi derrotada por 3 a 1, e só a vitória interessava. O jogo ficava mais difícil ainda em virtude da campanha ruim que o Bugre faz no Paulistão. Na zona de rebaixamento, a Copa do Brasil era a última chance de tentar melhor sorte em 2008.


Visão geral de um Brinco de Ouro com pouco mais de 2 mil pessoas para ver Guarani x Chapecoense. Foto: Fernando Martinez.

O time até começou o jogo tentando impor um abafa no time de Chapecó, mas a pontaria do Bugre foi dando mostras que não estava nos seus melhores dias. Em duas chances claras de gol, em lances cara-a-cara com o goleiro catarinense, os atacantes bugrinos conseguiram o impossível e perderam a chance do primeiro gol. A torcida do Guarani até tentava incentivar o time, não deixando o time esmorecer.

A Chapecoense teve poucas chances e viu o Guarani perder mais gols ainda nos minutos finais do primeiro tempo. Depois de tantas chances perdidas, certa parte da torcida passou a xingar alguns dos atacantes que perderam tantos gols. E o jogo ficou sem a abertura de contagem nos primeiros 45 minutos.


Chegada do Guarani no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.


Falta para o Guarani. Mas o dia não era para cruzamentos na área. Foto: Fernando Martinez.

No intervalo até tentamos curtir o famoso pastel das cantinas do Brinco de Ouro, mas o valor de R$ 2,50 e a preguiça-monstro de descer o tobogã do Guarani e enfrentar uma fila gigante falou mais alto e ficamos por lá falando as bobagens de sempre mesmo. E no segundo tempo o que todos temiam aconteceu: o Guarani não voltou com a mesma dedicação da primeira etapa e além de perder mais gols incríveis, a Chapecoense também passou a criar seus momentos. O goleiro Gisiel fez ótimas defesas e impediu que os visitantes abrissem o placar.


Mais uma falta para o Guarani no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Com o segundo tempo mais morno, o seu Natal aproveitou para dar uma dormidinha básica enquanto um gol não saía. Muito papo atrasado foi colocado em dia pelo pessoal do JP, inclusive com muitas teorias para a façanha juventina à tarde. Mesmo para nós que não estivemos lá, a emoção ficou à flor da pele. Mas no meio das conversas havia um jogo, e o Guarani tentava, tentava, mas deixava claro que poderia estar jogando até agora que não faria gol nenhum. E ainda por cima quando conseguiu fazer um, com o atacante Henrique, ele foi anulado pelo árbitro, bem no final do jogo.


O seu Natal capotado nas arquibancadas do Brinco e um novo termo da língua portuguesa: "Décifit"... pena que não o encontrei no Aurélio. Fotos: Fernando Martinez.


Mais uma visão geral, agora já da desclassificação bugrina. Foto: Fernando Martinez.

E pela quinta vez nos meus últimos 10 jogos vistos em estádio, a partida não teve a abertura de contagem. O placar final de Guarani 0-0 Chapecoense eliminou os paulistas, classificou os catarinenses para enfrentar o Inter de Porto Alegre e garantiu mais um time na Lista de todos nós.

Mas o que fica do jogo é a tristeza de ver o Guarani, Campeão Brasileiro de 1978, Vice-Campeão Brasileiro de 1986, Vice Paulista de 1988 e de outras tantas glórias, definhar de forma tão triste depois de tantos mandos e desmandos de administração. Dá saudade de lembrar o Brinco de Ouro lotado e com os times visitantes penando para conseguir um mísero empate contra o Bugre Campineiro.

Torcemos para que o time volte pelo menos a tentar ser o que já foi, mas a tendência é que as coisas piorem, com tudo o que ouvimos pela imprensa e nos bastidores... Mas esperamos realmente que o grande Guarani volte a ocupar o lugar que merece no futebol paulista e brasileiro.

Bom, depois do jogo penamos para conseguir um posto de GNV em Campinas com os caminhos perdidos do Jurandyr e voltamos animados e pensando já em próximas viagens...

Até mais

Fernando

quinta-feira, 6 de março de 2008

A esperança não morre jamais: Juventus 5 x 1 Coruripe

Olá!

Nesta última quarta-feira, nós tínhamos um jogo histórico para acompanhar aqui em São Paulo: Juventus x Coruripe, pela rodada de volta da primeira fase da Copa do Brasil. E eu digo histórico, não pelo resultado que a partida poderia ter, ou por uma possível classificação do time da Mooca. O jogo já era histórico por ser a primeira vez que o time grená participava da Copa do Brasil, e por consequência ser a primeira vez que a Rua Javari sediaria o torneio, além de ser a volta do Juventus a um grande torneio nacional.

Para acompanhar tal momento histórico, representando o JOGOS PERDIDOS: eu, o David, e o Seu Natal. Os outros integrantes, Estevan, Fernando, Jurandyr, Orlando e Victor não puderam comparecer, por outros compromissos profissionais e só mesmo por telefone souberam um pouco do que se passava por lá. E além da turma do JP, compareceu também a galera tradicional: Milton, Fernando Correa, JR, Sergio Manjuillo, o Tio do Canolli (já cotado para ser o novo técnico juventino, caso o Juventus não fosse bem na partida).

Bom, e para começar com chave de ouro, o JP debutou nos gramados da Copa do Brasil e traz as fotos oficiais e exclusivas da partida.


C.A. Juventus - São Paulo / SP. Foto: Emerson Ortunho.


A.A. Coruripe - Coruripe / AL. Foto: Emerson Ortunho.


Quarteto de arbitragem da partida. Foto: Emeson Ortunho.

Antes de falar propriamente da partida, vale lembrar que todos sabiam que a tarefa do Juventus seria praticamente impossível, já que o esquadrão da Mooca teria que reverter o trágico placar de 4 a 1 a favor do Coruripe, obtido na partida de ida no Estado de Alagoas. E dava para se notar que apesar da esperança ser a última que morre, muitos juventinos estavam lá para prestigiar a partida inédita, independente do resultado, e até mesmo por agradecimento a equipe pela brilhante conquista da Copa Federação Paulista, que deu a vaga ao Juventus para o torneio nacional. Mas aí que estava a chave da questão, quem esteve na final da Copa FPF, sabia que num jogo do Juventus tudo poderia acontecer.

O primeiro tempo começou como já era de se esperar, com o Juventus tentando tomar a iniciativa da partida e o Coruripe fechadinho na defesa, admistrando a sua folga conquistada no placar da primeira partida. Mas, mesmo a equipe da casa procurando o jogo, a preocupação já começava a se estampar na cara dos torcedores, pois com aquele futebol seria muito difícil chegar nos 3 a 0, ou nunha diferença maior que três gols, ainda mais que o Coruripe mostrava não ser uma equipe fraca e chegava com perigo por várias vezes nos contra-ataques.


O Juventus tenta levar a bola para o campo de ataque. Foto: Emerson Ortunho.


Grande chance perdida pelo Juventus no começo do jogo. Foto: The Watcher.

Mesmo não apresentando um bom futebol, chegando em alguns momentos até a ser dominado pelo visitante, o Juventus acabou conseguindo chegar ao primeiro gol, aos 22 minutos, através do capitão Dedimar, em cobrança de pênalti. Nesse momento a esperança se acendeu na Rua Javari, mas poucos minutos depois ela já começou a se apagar, já que o Coruripe não se abateu e partiu para o ataque. A equipe de Alagoas imprimiu um maior ritmo de jogo e aos 28 minutos chegou ao empate com Joelson, numa bola confusa que desviou e atrapalhou o goleiro Marcelo.


Dedimar marca de pênalti o primeiro gol do Juventus. Foto: The Watcher.

O time grená sentiu o banho de água fria e começou a entregar os pontos num abatimento geral. E ainda de cabeça quente o time sofreu outro baque: João Paulo parou com falta um rápido contra-ataque do Coruripe e recebeu o cartão vermelho por ser o último homem. Com o placar de 1 a 1, um homem a menos e um futebol apenas razoável, o jogo seguiu para o vestiário com praticamente tudo perdido.


O Juventus tenta impor o seu ritmo de jogo. Foto: Emerson Ortunho.

Na volta do intervalo o Juventus veio com uma novidade, o tetra-campeão mundial Vampeta entrou na equipe. E não é que o velho Vamp, mesmo com seus quilinhos a mais, mudaria o panorama da partida? Logo aos três minutos a esperança começava a renascer, Lima recebeu na área e acabou chutando mal em cima do goleiro, mas por sorte juventina, a bola bateu no defensor do Coruripe, que acabou marcando contra.

O gol logo no começo deu uma injeção de ânimos na equipe, e com o Vampeta articulando quase todas as jogadas do meio de campo, o Juventus foi acuando o Coruripe no campo de defesa sem que eles se dessem conta do que estava acontecendo. E não demorou muito para vir o terceiro gol, desta vez Lima recebeu na direita e bateu cruzado, sem chances para o goleiro do Coruripe.


A hora do chute que originou o terceiro gol juventino. O milagre ainda era possível. Foto: The Watcher.


O Coruripe tentava segurar o jogo com uma forte marcação. Foto: Emerson Ortunho.

O jogo seguiu em ritmo frenético e nessa hora, equipe e torcida já acreditavam que o milagre era possível. E a devolução do placar de 4 a 1 chegou, aos 22 mnutos, com o meia Kanu, que acertou um "pombo sem asas" no ângulo do goleiro.


Kanu que foi dos destaques da partida disputa a bola. Foto: Emerson Ortunho.

Nessa hora a torcida enlouqueceu, pois pelos a disputa por pênaltis já estava garantida. Mas os heróis grenás queriam mais, e aos 43 minutos, após um lançamento para a área do Coruripe, a bola sobrou para o ataque juventino que chutou para a defesa do goleiro, no rebote Kanu mandou para o fundo das redes. Eram os inacreditáveis 5 a 1 no placar e uma inédita classificação.

Na sequência, o Coruripe que não conseguia entender o que estava acontecendo, ainda foi para cima criando algumas chances. Mas ninguém na Javari acreditava que algo poderia mudar o jogo, até que veio o apito final, quando também os bravos jogadores puderam comemorar. Alguns simplesmente desmoronando no chão, outros chorando, outros se abraçando, outros agradecendo o apoio incondicional da torcida. Épico!


Goleiro do Coruripe se erforça para segura o ataque juventino. Foto: Emerson Ortunho.

Final de jogo: Juventus 5 x 1 Coruripe. A equipe paulista que debutou no torneio, vai para a segunda fase e agora vai pegar outra pedreira, o Náutico de Pernambuco. Quanto ao Coruripe, não se pode falar em salto alto, nem em síndrome do já ganhou, pois a equipe veio para jogar certinha. Tanto que fez um ótimo primeiro tempo com o regulamento em baixo do braço. Mas ninguém poderia esperar que o velho Vamp e seus moleques travessos lhes pregariam uma peça.

Bom, e o que dizer desse resultado? É mais uma página de ouro na história do Juventus e da encantadora Javari. Depois da estonteante final da Copa FPF, eu achava que nada mais poderia chegar tão perto em emoção. Porém, o Juventus é realmente um moleque que irrita sua torcida com a traquinagem de estar na zona de rebaixamento do paulistão, mas ao mesmo tempo encanta seus admiradores com suas travessuras ingênuas de um autêntico moleque travesso, e que hoje, fez mais uma das suas grandes molecagens.

Parabéns Juventus! Todos sabem que a equipe talvez nunca dará aos seus torcedores um título mundial, entretanto consegue trazer uma alegria talvez até maior, com uma simples partida de futebol jogada com amor a camisa, e não ao dinheiro e aos holofotes, hoje tão latentes.

Abraços emocionados!

Emerson

terça-feira, 4 de março de 2008

São Carlos se aproxima do G8 do Paulistão da Série A3

Olá,

Após participar de um evento social na cidade de Assis que me impossibilitou de acompanhar jogos de futebol durante o sábado, segui no domingo pela manhã, "voando" pelas estradas da região, até a acolhedora cidade de Santa Cruz do Rio Pardo, para acompanhar a partida A.E. Santacruzense x São Carlos F.L. que foi realizada no Estádio Municipal Deputado Leônidas Camarinha, valendo pela sétima rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A3.

Cheguei ao estádio em cima da pinta, mas mesmo assim consegui as tradicionais fotos dos times posados e da arbitragem, graças ao empenho e habilidade da pilota que estava conduzindo a viatura do JP. Ah, já ia me esquecendo, as fotos são exclusivas e estão abaixo:


A.E. Santacruzense - Santa Cruz do Rio Pardo/SP. Foto: Orlando Lacanna.


São Carlos F.L.- São Carlos/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem composto por Vinicius Furlan, seus assistentes Claudio Roberto da Costa e João Edilson de Andrade, além do quarto árbitro Alexandre Bigai Miranda com os capitães das equipe. Foto: Orlando Lacanna.

Antes de começar a falar da partida, faço questão de registrar o bom público presente (3.000 pessoas aproximadamente), apesar da campanha irregular do time da casa. Parabéns aos torcedores locais que enfrentaram filas, um sol escaldante e ainda assim torceram com muito entusiasmo pela sua equipe.

Bem finalmente chegou o momento de começar a falar de bola rolando, numa partida que começou com as duas equipes mostrando muita vontade. Não demorou muito e o placar foi inaugurado, aos 7 minutos pelo São Carlos, numa cobrança de pênalti convertido pelo avante Marcelo Dias.


Bola no fundo da meta da Santacruzense no primeiro gol do São Carlos. Foto: Orlando Lacanna.

A marcação desse gol não abateu a equipe da casa que rapidamente chegou à igualdade no marcador aos 11 minutos por intermédio de Neto Mineiro que concluiu com perfeição boa jogada que nasceu pela direita.


Bola estufando a rede do São Carlos no gol de empate da Santacruzense. Foto: Orlando Lacanna.

Depois do empate, a partida entrou numa fase de equilíbrio, com alguns períodos de ligeiro domínio da Santacruzense que não conseguia criar jogadas de maior perigo. Aos 39 minutos, o São Carlos teve o seu atleta Jé expulso por ter recebido o segundo cartão amarelo, aumentando a esperança do torcedor local em ver a primeira vitória da Santacruzense.


Disputa de bola junto ao meio de campo. Foto: Orlando Lacanna.

Durante o intervalo, além do tradicional consumo de água e sorvete, tive a oportunidade de conhecer alguns torcedores, em especial uma figuraça que vestia uma fantasia de padre, carregava um cajado e um rádio ligado na transmissão da partida e passava pelas arquibancadas "benzendo" todos os presentes. Além dessa figurinha carimbada, uma outra cena curiosa fotografada pelas lentes do JP foi a "turma da laje" fazendo um churrasquinho enquanto assistia a partida sem ter que enfrentar fila e pagar ingresso.


Galera da laje curtindo o jogo e um churrasquinho. Torcedor figurinha carimbada da Santacruzense. Fotos: Orlando Lacanna.

A segunda etapa teve início e logo de cara, aos 5 minutos, a Santacruzense criou uma chance de ouro para desempatar, mas a jogada acabou morrendo nas mãos do bom goleiro Edney do São Carlos que praticou excelente defesa, deixando o grito de gol preso na garganta dos torcedores da "Locomotiva". Em seguida a esse lance, o "Sanca" chegou ao seu segundo gol, aos 6 minutos, marcado por Carlos Eduardo aproveitando uma bobeira geral do sistema defensivo dos anfitriões.


Tentativa de ataque da Santacruzense pelo lado esquerdo. Foto: Orlando Lacanna.

Com o placar desfavorável e com um atleta a mais, a Santacruzense saiu com tudo para tentar o empate, mas suas jogadas ofensivas acabaram prejudicadas pelos erros de passes e também pelo excesso de ansiedade dos atacantes locais. Até a metade dessa etapa, o São Carlos esteve mais próximo de marcar o seu terceiro gol do que sofrer o empate, pois a Santacruzense mantinha mais tempo a bola em seu poder, porém os visitantes quando a recuperava, eram mais perigosos nos contra-ataques.


Chance de ouro desperdiçada pelo São Carlos num rápido contra-ataque. Foto: Orlando Lacanna.

Nos últimos 15 minutos a Santacruzense foi para o famoso "perdido por um, perdido por mil", levando os seus torcedores ao desespero por não conseguir chegar ao empate, graças a afobação nas conclusões das jogadas e algumas boas intervenções do goleiro visitante.


Mais um ataque da Santacruzense que morreria nas mão do goleiro do São Carlos. Foto: Orlando Lacanna.

Final de partida com o placar apontando Santacruzense 1 - 2 São Carlos que manteve o time de Santa Cruz do Rio Pardo na última colocação com apenas 1 ponto e desde já se tornando candidato sério ao rebaixamento à Segunda Divisão. Por outro lado, o São Carlos chegou aos 10 pontos, alcançando a nona posição na tabela e chegando muito perto da zona de classificação. Se não bobear poderá chegar entre os oito classificados à segunda fase.

Após o encerramento da partida, fui até a cidade de Ourinhos para desfrutar de um bom almoço em família e em seguida encarar mais 380 Km para finalmente chegar em São Paulo. Foi isso.

Abraços,

Orlando

segunda-feira, 3 de março de 2008

Palmeiras B vence na bacia das almas

Fala povo!

Depois do jogo do sábado, o domingo cedo nos reservou mais uma rodada do Campeonato Paulista Série A3. E mais uma vez em campo neutro, na genial Rua Javari. Graças ao show do Iron Maiden no Palestra Itália (que infelizmente não teve a minha presença, mesmo já tendo visto quatro vezes o pessoal), o jogo entre Palmeiras B e SEV foi transferido para o estádio grená. Mais fácil de chegar portanto.

Mas graças a uma festa no sábado à noite, não cheguei a tempo para as fotos posadas, fato que será devidamente corrigido na próxima semana. Chegando na Javari, encontrei muitos amigos presentes, como o Rodrigo Colucci, Fernando Correia, Mílton e Fernando Galuppo e o David e o seu Natal como membros do JP.


Jogador do SEV tenta assustar atleta palmeirense, mas a tática não mostrou resultado. Foto: Fernando Martinez.


Falta para o SEV durante o primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

Debaixo de um sol insuportável, o 18º e o 8º colocados se enfrentaram buscando melhorar a situação na tabela. Mas como falei no post anterior, o nivel técnico está sofrível, e as duas equipes praticamente cometeram o jogo nos primeiros 45 minutos. A partida foi de uma inoperância irritante, deixando os 63 pagantes presentes sem muito o que fazer. A saída foi colocar a conversa em dia, planejar viagens em rodadas da segundona e exercitar o repertório de piadas. O resto da torcida lá também teve suas formas de passar o tempo.


Por isso uma mulher prevenida vale por duas: jogo ruim signifca um tempo esperto para fazer suas unhas. Fotos: Fernando Martinez.

Praticamente sem nenhum lance de perigo, o jogo foi para o intervalo sem a abertura do placar. No intervalo não fizemos nada além de conversar, já que outro produto que tinha ganho o selo JP de qualidade sumiu de vista: o sanduba de mortadela que estava sendo vendido em 2007 na Rua Javari. Infelizmente a iguaria sumiu, para infelicidade de todos nós, amantes de um bom tira-gosto.


Boa defesa do goleiro do SEV após cruzamento na área. Foto: Fernando Martinez.

Com a sede extinta voltamos às numeradas da Javari para ver o segundo tempo, que infelizmente não teve muitas alterações em relação ao primeiro. Depois da parada técnica somente que a partida foi melhorar, com os dois times perdendo gols feitos em chances ótimas de gols.


Mais um ataque no segundo tempo de jogo; Foto: Fernando Martinez.

Achei que teria mais um final-de-semana sem gols, como aconteceu no começo do mês. Conforme o tempo ia passando essa era praticamente uma certeza. Mas como a esperança é a última que morre, aos 43 minutos o jogo finalmente teve seu momento de apogeu. Num lançamento primoroso, a bola sobrou para Chicão que entrou pela esquerda de cobertura da saída do goleiro. Golaço e festa para todos na Javari!


Jogadores levitando no meio de campo. Foto: Fernando Martinez.

Ufa! Pelo menos um golzinho para animar o final-de-semana, e nessas quase vejo o segundo, numa boa chance desperdiçada de novo pelo time verde no finalzinho. Mas no final o jogo ficou mesmo Palmeiras B 1-0 SEV.

Foi a segunda vitória alviverde na competição, que está bastante equilibrada e que nem temos como deduzir o que irá acontecer até o final das 19 rodadas. Mas esperamos (novamente) que o nível técnico ainda melhore mais. Bom, depois fiquei de bobeira durante o resto do domingo fazendo contas para a rodada do final-de-semana que vem. Tem jogo bom vindo por aí...

Até lá

Fernando

Força e Independente não saem do zero em Guarulhos

Opa,

Mesmo com a falta de mais jogos na Grande São Paulo e na espera ansiosa pela Segundona 2008, nesse final-de-semana tivemos mais uma rodada, mesmo que reduzida, aqui no JOGOS PERDIDOS. Caí da cama no sábado cedo para acompanhar mais um jogo do Campeonato Paulista da Série A3. E como não deixamos jogo em campo neutro de lado, fomos para o Estádio Antônio Soares de Oliveira em Guarulhos para o jogo entre Força e Independente de Limeira.

O jogo aconteceu lá em virtude do campo em Caieiras ainda estar em reformas e conforme uma resolução de 2006 da FPF, um time não pode jogar mais de dois jogos com portões fechados. A partir do terceiro obrigatoriamente o time deve indicar outra praça de esportes, tudo para que a torcida possa estar presente e incentivar a equipe. Uma boa resolução, e que fará o JP ficar de olho quando a Segundona começar.

Bom, dessa vez não teremos as fotos oficiais do jogo graças a um trânsito monstro na via Dutra e que fez com que o seu Natal ficasse sem alternativas para um caminho "B". Mas chegamos lá a tempo de ver o jogo todo, e esperando que os times pudessem mostrar um pouco mais do que já mostraram até aqui.


Ataque do Força no começo de partida. Foto: Fernando Martinez.

Mas a partida começou meio morna, com o Força tendo mais iniciativa, mas sem acertar nenhum ataque efetivo. O Independente por sua vez também não mostrava muita coisa e o jogo foi se arrastando durante alguns minutos. O melhor do jogo era acompanhar os comentários dos profissionais de rádio de Limeira, que faziam a cobertura por lá. Durante esse período modorrento, ele soltou uma pérola: "Os times estão com pouca degustação nos seus ataques". Bom, o que ele quis dizer com isso? Acredito que nem ele mesmo saiba.


Bola disputada pelo alto. Foto: Fernando Martinez.


Mais um ataque do Força, agora pela direita. Foto: Fernando Martinez.

Para o final do primeiro tempo o Força perdeu uma ótima chance em cabeçada na pequena área que foi para fora e o Independente deu alguns chutes de longe para defesas tranqüilas do goleiro da casa. E foi só, e o jogo foi para o intervalo sem gols.

No intervalo encontrei amigos nas arquibancadas do estádio que já não via faz tempo. Bom saber que os mesmos estão bem encaminhados profissionalmente e só temos q desejar aqui sucesso a todos. Também no intervalo confirmei que o queijo-quente tão elogiado aqui em jogos do ano passado parece ser carta fora do baralho em 2008. Justamente quando o bar de lá ganhou o selo JP de qualidade, agora temos que voltar a comer os salgadinhos de isopor...


Mais uma disputa de bola, agora no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Bom, na volta do segundo tempo o que parecia impossível aconteceu: o jogo piorou, e muito! Os times pareciam que ingeriram uma feijuca monstro no vestiário e nada foi feito para que o placar fosse alterado. Talvez o calor também seja motivo, mas o jogo ficou duro de assistir.


Falta para o Independente que passou longe do gol. Foto: Fernando Martinez.

Então os melhores momentos se voltaram novamente ao comentarista da rádio de Limeira falando sobre "deslocações" de jogadores, ao invés de deslocamentos, e longos trechos em que o mesmo falava sobre "as novas cabines de imprensa do estádio". Novas se levarmos em conta que os últimos 10 anos não existiram.


O seu Natal ouvindo a brilhante narração da partida para arquivo pessoal de alguém. Foto: Fernando Martinez.

E nessas, o jogo só melhorou um pouco por volta dos 35 minutos, com algumas chances boas criadas pelas duas equipes. Mas nada que pudesse alterar o placar geral da partida. E como já está sendo uma constante nesse ano de 2008, o placar final foi Força 0-0 Independente. Rodada após rodada constatamos que nesse ano o nível técnico está baixo demais, talvez o pior dessa década. Muitos 0 a 0 e um futebol abaixo da crítica. Não sabemos o motivo ainda, mas que temos muitos jogos horríveis isso temos. Esperamos que tudo mude em breve...

Depois voltamos para casa já pensando na rodada do domingo, já que o resto do sábado foi destinado a uma festa social, comum em sábados e que servem para atrapalhar as rodadas do JP...

Até mais

Fernando