Procure no nosso arquivo

quarta-feira, 5 de abril de 2006

Juventus em Campeonatos Nacionais (parte 2 de 2)

Fala povo!

Continuando com a mini-série histórica que mostra alguns desempenhos juventinos ao longo dos tempos na Série B e Série C, e fazendo uma mistura com o arquivo de ingressos antigos do Mílton, hoje temos alguns dos anos de 1992, 1994 e 1996. Junto com uma pequena história do que aconteceu com o onze grená nesses campeonatos. Sem mais enrolação, vamos à eles:

1992


Ingresso do jogo Juventus 2-0 Criciúma, no dia 9 de fevereiro de 1992, pela Série B do Brasileiro, na Rua Javari. Lembrando que nessa época o Criciúma era o atual campeão da Copa do Brasil e participava da Libertadores 92. Reprodução: Fernando Martinez.


Ingresso do jogo entre Juventus 0-1 Coritiba, no dia 8 de março de 1992, na Rua Javari. Essa foi a última derrota do Juventus em Campeonatos Nacionais para times de fora de São Paulo até hoje. As duas depois dessa (em 96 e 2000) foram para o Rio Branco/SP. Reprodução: Fernando Martinez.

Esse foi o ano mais triste para o Juventus em disputas de Séries B's. Naquele ano, 32 times disputavam o campeonato. Dividos em 4 grupos, foi definido - lembrando que foi o primeiro ano em que o Grêmio disputou uma Segunda Divisão - que os três primeiros classificados de cada grupo seriam promovidos para a Série A em 1993. Num difícil grupo que contava, além do Criciúma e do Coritiba, com as equipes do União São João, Botafogo/SP, Noroeste, Bangu e Joinville, o time chegou na última rodada com chances claras de conseguir o tão sonhado acesso.

Disputando a vaga diretamente com o União São João, e em vantagem no número de pontos (15 a 13) e com melhor saldo de gols (4 a 2), o Juventus precisava de um empate, jogando fora de casa contra o Criciúma. Ao União, restava ganhar por uma boa margem de gols contra o Noroeste, em Bauru, e torcer contra o Juventus.

Até os 40 minutos do segundo tempo das duas partidas, o placar era Criciúma 1-1 Juventus e Noroeste 0-1 União São João, o que dava a classificação tranquila ao time grená. Mas, tragicamente, o time conseguiu aos 41 minutos, sofrer o segundo gol do Criciúma, mas mesmo assim ainda tinha chance de conseguir a vaga. Só que nos acréscimos lá em Bauru, o União fez o segundo gol. No final das contas, eles acabaram com os mesmos 15 pontos, e o União com vantagem de 4 a 3 no saldo de gols, conseguindo a tão sonhada classificação à Série A de 1993. Essa foi uma das maiores frustrações da história juventina.

1994


Ingresso do jogo Juventus 1-0 Figueirense, no dia 29 de outubro de 1994, na Rua Javari, pela Série C daquele ano. Reprodução: Fernando Martinez.

Nesse ano de 1994, o Juventus disputou a Série C do Brasileiro. Na primeira fase ficou em primeiro lugar, num grupo que tinha os times do Ituano, América/RJ e Santo André. Na segunda fase pegou o Figueirense (na sua fase negra) e ganhou seus dois jogos por 1 a 0. Na terceira fase, uma das mais sofridas derrotas juventinas de todos os tempos. Jogando contra o Valeriodoce, perdeu o primeiro jogo por 3 a 1 em Itabira.

Jogando na Javari, precisava de um placar de 2 a 0, já que nesse campeonato valia o esquema de gols fora. Nesse jogo (em tempo, nessa partida além do Mílton, o Jurandyr e o Estevan estavam presentes) o time jogou muito bem e fez o placar de 2 a 0, levando a classificação. Mas, numa infelicidade incrível, aos 48 do segundo tempo, perdeu uma bola no seu ataque, tomou um contra-ataque fatal e viu o Valeriodoce fazer um belíssimo gol de cobertura, eliminando os grenás em casa. Péssimo e traumático, até hoje quem estava lá não esquece desse jogo.

1996


Ingresso do jogo Juventus 2-0 Tupi/MG, no dia 14 de setembro de 1996, na Rua Javari. Detalhe que no ano seguinte esse jogo definiria uma vaga à Série B. Reprodução: Fernando Martinez.


Ingresso do jogo Juventus 4-2 Barra Mansa/RJ, no dia 29 de setembro de 1996, na Rua Javari. O último jogo da história do time do estado do RJ. Reprodução: Fernando Martinez.

Essa Série C aparece aqui só pela curiosidade, já que a campanha juventina foi pífia, uma das mais sem graça em todos os nacionais. O grupo, além do Tupi/MG e do grande Barra Mansa tinha o Paulista de Jundiaí e o Rio Branco de Americana (que acabaram classificados). Esse jogo marcou a última partida oficial do time do Barra Mansa, que depois disso sumiu dos noticiários. E marcou o dia em que eu conheci o Jurandyr, o Mílton e o Victor, graças ao Estevan. O embrião da insanidade nascia aí.

Supremacia Juventina

Outro dado que merece ser mencionado aqui, é a grande superioridade juventina nos jogos como mandante na história dos Campeonatos Nacionais. De 1980 a 2000, o time disputou 18 nacionais, entre Séries A, B e C (contando as Seletivas de 86 e 93). Nesses campeonatos o Juventus jogou 105 jogos como mandante - não necessariamente na Javari - e neles o time conseguiu 62 vitórias, 34 empates e apenas 9 derrotas. Isso mesmo, só 9 derrotas em 21 anos... além do time nunca ter perdido mais do que dois jogos como mandante no mesmo campeonato, ficou 23 partidas sem perder em casa, de 1996 a 2000.

Independente do time ter jogado com equipes de menor expressão do futebol nacional, é uma marca extremamente respeitável e que merece ser considerada. Acredito que seja uma das melhores do Brasil, de todos os times que já jogaram os diversos Brasileiros.

E foi só. Espero que tenham curtido essa mini-série e esperamos mais ainda que essas estatísticas possam aumentar nesse ano, com a participação juventina na Série C do Brasileiro. Forza Juventus!!!

Até

Fernando

terça-feira, 4 de abril de 2006

Juventus em Campeonatos Nacionais (parte 1 de 2)

Opa,

Hoje o JOGOS PERDIDOS, depois de "muuito" tempo, publica uma mini-série de ingressos antigos, cortesia da bela coleção do Mílton, lembrando o saudoso e falecido Histórias do Futebol (um blog irmão que parou de ser atualizado há exatamente um ano. Quem quiser conferir o que rolava lá, acesse http://www.historiasdofutebol.blogger.com.br/). Vamos então relembrar um tempo que não existe mais: o tempo em que o Juventus sempre disputava normalmente as Séries B de Brasileiros, e sempre fazendo boas campanhas (principalmente nos jogos em casa).

Nos idos do final dos anos 80 e começo dos anos 90, a Série B era bem diferente do que é hoje em dia: falta de patrocínio, mudança absurda de fórmulas, falta de divulgação por parte da imprensa, um descaso gigante por tudo e todos. Nesses tempos, os critérios para se jogar eram claros... quem quisesse jogar estaria lá. E nessas, o Juventus era tradicional no torneio. Então hoje vamos publicar aqui alguns ingressos da campanha juventina nas Séries B's de 1990 e 1991, aonde o time fez campanhas interessantes:

1990


Ingresso do jogo entre Juventus 1-0 Catuense, disputado na Rua Javari, em 15 de setembro de 1990. Reprodução: Fernando Martinez.


Ingresso do jogo entre Juventus 2-0 Operário/PR, disputado também na Rua Javari no dia 22 de setembro de 1990. Reprodução: Fernando Martinez.


Um jogo fantástico: Juventus 2-1 Itaperuna, na Rua Javari, em 6 de outubro de 1990. Reprodução: Fernando Martinez.


Já valendo pela segunda fase, Juventus 1-0 Central de Caruaru, no dia 9 de outubro de 1990, na Javari. Detalhe para a inscrição "Central Brasileira", o time de Cotia. A galera que imprimia os ingressos não manjava muito de futebol não. Reprodução: Fernando Martinez.


O ingresso do fantástico e impensável jogo para os dias de hoje Juventus 1-0 Ceará, na Rua Javari, em 7 de novembro de 1990. Nesse jogo o Mílton foi destaque na TV Cultura. Reprodução: Fernando Martinez.

Nesse ano de 1990, o Juventus disputou a Série B do Brasileiro, que contava com 24 participantes. Na primeira fase se classificou em 3º lugar no Grupo C (junto com Catuense, Operário/PR, Central/PE, Americano e Itaperuna), garantindo vaga na Segunda Fase num grupo nordestino, com Catuense, Moto Clube e Ceará. Como de praxe, em campanhas juventinas ao longo dos Brasileiros, o time acabou perdendo a vaga na Terceira Fase apenas no saldo de gols (-1 contra 0), para o Moto Clube e nisso perdia a chance de disputar um acesso direto para a Série principal do futebol brasileiro.

1991


Ingresso do jogo entre Juventus 1-1 Ubiratan. na Rua Javari, disputado pela primeira rodada da Série B daquele ano, na Rua Javari. Reprodução: Fernando Martinez.


Ingresso do jogo entre Juventus 2-0 Bangu, acontecido no dia 23 de fevereiro de 1991, na Javari. Reprodução: Fernando Martinez.


No dia 23 de março de 1991, o Juventus empatou com o Londrina em 2 a 2 na Rua Javari. Esse é o ingresso daquela partida. Reprodução: Fernando Martinez.

Em 1991, a Série B contou com a participação de 64 times, divididos em 8 grupos de 8 times cada. O grupo juventino contava, além dos citados Ubiratan, Bangu e Londrina, com as equipes do Operário/PR, Campo Grande/RJ, Grêmio Maringá e São José/SP. Como em 1990, o time perdeu a vaga à Segunda Fase nos critérios de desempate, dessa vez para o Bangu. Ambos ficaram com 17 pontos, mas o Bangu tinha 2 vitórias a mais. Mais um ano e a mesma história de sempre.

Que saudade... tempos em que eu ligava o Rádio no plantão esportivo todo domingo à noite e acompanhava e anotava todos os resultados nas tabelas que vinham na Gazeta Esportiva. Mas realmente isso já não existe mais... Bom, o próximo post fala dos campeonatos de 1992, 1994 e 1996. Esses dois últimos jogando Séries C's. Fiquem ligados!

Abraços

Fernando

segunda-feira, 3 de abril de 2006

Paulista Série A1: Portuguesa 1-0 Ituano

Ufa...

Vamos com o último post (dos oito do blog) dos jogos do último fim-de-semana. Depois de ir para Osasco, rumar até São José dos Campos, agora foi a vez de correr pela Via Dutra de volta à São Paulo, para acompanhar uma rodada decisiva do Paulistão 2006, no jogo entre Portuguesa e Ituano no Canindé. Com certeza esse é o melhor paulistão dos últimos anos, e não tem como não estar in loco nessas últimas rodadas de emoções. Pra variar o Mílton foi junto e também o grande Jurandyr. Esse foi um jogo-chave para a Lusa, já que poderia terminar a rodada fora da zona de rebaixamento ou já rebaixada à série A2. O time não podia nem pensar em empatar, e com o Ituano, a certeza é sempre de jogo difícil.

A Portuguesa começou o jogo bem, parecido como começou a partida contra o Paulista na semana anterior. Nessa primeira etapa o grande nome foi o goleiro André Luís, que fez pelo menos três defesas importantíssimas. O Ituano também levou seu perigo em contra-ataques, mas em duas ótimas intervenções, o goleiro Gléguer também mostrou um bom desempenho.


Falta para a Portuguesa no primeiro tempo do jogo contra o Ituano. Foto: Fernando Martinez.

No segundo tempo, precisando desesperadamente do gol, a Portuguesa foi de vez pra cima do time de Itu, e logo aos sete minutos, conseguiu a marcação do seu gol. O bom jogador Diogo recebeu uma bola cruzada da direita e marcou, de virilha, o salvador gol lusitano. Mais do que merecido, a Lusa saía na frente no placar e ficava de ouvido no radinho, para saber dos outros jogos.

Mas o time não se preocupou em recuar, e sim em continuar dentro da área ituana, levando muito perigo ao gol defendido pelo André Luís. Em mais chances, a participação dele foi fantástica.


Ataque da Portuguesa no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

O Ituano ainda teve algumas chances no contra-ataque, mas todas chutadas nas arquibancadas. A Portuguesa não correu riscos e foi premiada com a importantíssima vitória no final da partida. Final de jogo: Portuguesa 1-0 Ituano. Uma leve vingança contra os 4 a 0 que sofreu na Série B de 2005 e um passo importante para fugir da A2 em 2007.


Escanteio para a Portuguesa no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Agora é só (!!!) ganhar do Santos na Vila que o time escapa do rebaixamento. Parece difícil? Sim, é "beeeeem" difícil, mas para um time que estava 100% rebaixado, longe de sair da zona de rebaixamento e acabou terminando a rodada em 16º lugar, nada parece impossível. Será um jogo fantástico na Vila.

Agora só nos resta esperar a semana - com Libertadores da América e time novo na Lista - passar para começarmos nossa jornada na magistral Segunda Divisão do Campeonato Paulista... tá chegando!

Por ora é só

Fernando

Paulista Série A3: São José 3-2 Mauaense

Fala povo!

Bom, continuando com a saga do dia 2 de abril, logo após sairmos - eu, o Seu Natal e o David - de Osasco, fomos questionados pelo amigo taxista se não queriamos ir para São José dos Campos, acompanhar o jogo entre São José e Mauaense. Só podemos deduzir pela oferta, que o Seu Natal já foi devidamente picado pela mosquinha do JP!

Então, logo aceitamos a oferta e seguimos pela Via Dutra rumo ao nosso interior, para a bonita São José dos Campos. Chegamos dentro do horário esperado e já fomos direto ao Martins Pereira. Não via um jogo lá desde 2003, pela Copa SP de Juniores daquele ano. E foi a primeira vez que vi um jogo de paulistão lá, e o primeiro do São José. Genial!

E, ainda por cima, o jogo poderia ter sido bem comum, mas acabamos acompanhando uma partida fantástica, com muita emoção, chances perdidas para os dois lados e um ótimo futebol apresentado pelas duas equipes.


Ataque perigoso da Mauaense logo no início da partida contra o São José no Martins Pereira. Foto: Fernando Martinez.

De cara, a Mauaense partiu com tudo pra cima do São José e dominou a partida. Depois de mandar uma bola na trave, e do goleiro do São José ter feito duas belíssimas defesas, finalmente o time marcou seu primeiro gol. Um golaço nota 10, num chute de fora da área do jogador Di, que acertou o ângulo do goleirão do time joseense.

Continuando com a pressão, a Mauaense chegou fácil e rápido ao seu segundo gol. Numa jogada quase perdida, o grande jogador Max, esperto e ligeiro, roubou a bola, se antecipou ao zagueiro, driblou o goleiro e fez calmamente 2 a 0. O goleiro ainda tentou tirar de cima da linha, mas a bola realmente entrou.


Ataque do São José no primeiro tempo ainda com o jogo em 2 a 0 para a Mauaense. Foto: Fernando Martinez.

Claro que depois do gol o São José foi com tudo ao ataque, mas a bem postada defesa da Mauaense não deu chances aos atacantes do São José. Na única chance e bobeada da zaga da Mauaense, o jogador Edmílson apareceu livre depois de um chutão e fez o primeiro gol do time da casa. E o jogo foi assim para o intervalo.

No segundo tempo, por motivos óbvios, o jogo aconteceu quase todo dentro da área da Mauaense, com o São José desesperado buscando o empate, e possivelmente a virada. Mas seus atacantes ainda mostravam um último toque, falho, e ainda por cima, a Mauaense começou a levar algum perigo com seu contra-ataque.


Placar do Martins Pereira, ainda com a derrota do time da casa. E o Seu Natal e o David na arquibancada, momentos antes do "Momento Profeta 2006" do David. Fotos: Fernando Martinez.

Mas, como que um profeta, o grande David soltou, aos 35 minutos: "O problema da Mauaense é seu preparo físico, visto que o time perde os jogos sempre no final". Dito e feito: quando o jogo seguia para a derrota do time da casa, aos 41 minutos a luz pintou no final do túnel. Depois de uma boa cobrança de falta na lateral, o jogador Flávio empatou o jogo e levou ao delírio o povo joseense.


Cobrança de falta que originou o segundo gol do time do São José. Foto: Fernando Martinez.

E não foi só, empolgados com a emoção da partida, o São José continuou com tudo no ataque e fez o goleiro de Mauá praticar duas ótimas defesas em dois minutos. Mas, aos 47 minutos, a sorte definitivamente foi para o lado dos mandantes: o jogador Bruno, numa jogada individual pela direita, marcou o terceiro gol do São José, virando o jogo, e causando um delírio coletivo no Martins Pereira.


Festa em São José: Bruno marca o terceiro gol do time da Águia no apagar das luzes! Foto: Fernando Martinez.

E foi isso. De forma épica, o São José conseguiu sua vitória e ficou claro que: se os jogos tivessem 80 minutos, e não 90, a Mauaense estaria bem na tabela. O preparo físico realmente deixa a desejar. Final de jogo: São José 3-2 Mauaense. O São José volta à zona de classificação e a Mauaense continua seu caminho à Segunda Divisão, mesmo tendo um time não tão ruim assim.

Depois do jogo ainda voltamos pela Via Dutra correndo, tudo para que eu visse o terceiro jogo do dia. Assunto para o post seguinte.

Até lá

Fernando

Paulista Série A3: Ferroviária 0-0 Francana

Olá,

Depois de ter assistido a um bom jogo no período da manhã, saí de São Carlos e fui até a cidade de Araraquara, no Estádio da Fonte Luminosa, para acompanhar o jogo Ferroviária 0 - 0 Francana, que valeu pela décima terceira rodada, da primeira fase, do Campeonato Paulista Série A3.

Lá chegando, tive o prazer de conhecer o Sr. Valdemar Zanette, que é o Diretor Geral do programa Debate Esportivo da Rádio São Carlos, que prometeu divulgar o JP no seu programa de rádio.

Falando do jogo, atrevo-me até a afirmar que foi um dos piores que assisti nos últimos meses. E não foi apenas a falta de gols que tornou o jogo ruim, mas também o pobre futebol apresentado pelas duas equipes, em especial pela Ferroviária, de quem se esperava mais, pois jogava em casa, vindo de uma boa campanha na competição com 23 pontos, ocupando assim a terceira colocação na tabela. O time afeano não jogou nada e decepcionou o público presente, inclusive a mim.


Ataque da Ferroviária na partida contra a Francana. Foto: Orlando Lacanna.

Durante os 90 minutos, a Francana foi um pouco melhor e poderia ter vencido se tivesse tido um pouco mais de ousadia. A Feiticeira criou algumas chances de gol que não foram aproveitadas e não forçou mais, dando a entender que estava satisfeita com o empate.


Disputa de bola na partida Ferroviária x Francana. Foto: Orlando Lacanna.


Num dos poucos lances de perigo a Francana acerta uma bola na trave após cobrança de falta. Foto: Orlando Lacanna.

Com o término da partida, ficou a certeza que o time de Franca luta apenas para não ser rebaixado à Segunda Divisão, e que o time de Araraquara terá que melhorar muito seu futebol se quiser brigar de igual para igual com seus concorrentes, visando o acesso à Série A2.

Bem, depois da jornada dupla de domingo, o negócio foi voltar para São Paulo e começar os preparativos para o início da magnífica Segunda Divisão, no próximo final de semana.

Abraços,

Orlando

Paulista Série A3: São Carlos 3-1 XV Jaú

Olá,

Iniciando mais um domingão com muito futebol, de manhã fui até a cidade de São Carlos, no Estádio Prof. Luiz Augusto de Oliveira, o popular Luizão, onde assisti mais um jogo do Campeonato Paulista Série A3. O jogo em questão foi São Carlos 3 - 1 XV de Jaú, que valeu pela décima terceira rodada da primeira fase. Lá chegando encontrei o Fábio Guidugli e a equipe da TV Comunitária de Jaú, encontro esse que acabou rendendo um bom bate papo. Abraços a todos!

O jogo era de vida ou morte para o São Carlos, pois a equipe estava na quinta posição na tabela de classificação, com sete pontos atrás do XV e caso fosse derrotada, a diferença subiria para dez pontos e aí praticamente estaria eliminada da competição. Era o chamado choque direto, ou seja, jogo de seis pontos.

No primeiro tempo, o time da casa tomou iniciativa de ir ao ataque, mas o fazia de forma desorganizada e quase não levou perigo à meta do goleiro Dida, do XV. As poucas estocadas do time visitante foram mais perigosas. Porém, aos 31 minutos, o zagueiro Bobi cobrou arremesso lateral, que foi um verdadeiro cruzamento e colocou a bola na cabeça do avante Valdeci, que muito bem posicionado dentro da área, abriu o placar para o São Carlos, que até então não jogava bem.


Lance do primeiro gol do São Carlos contra o XV de Jaú. Foto: Orlando Lacanna.

Aos 45 minutos, o XV chegou à igualdade com um gol de cabeça do centro-avante Douglas Richard, no que foi o lance mais polêmico do jogo, pois o time inteiro do São Carlos reclamou veementemente a validade desse gol, alegando impedimento. No intervalo, vendo as imagens na TV, constatei que o gol foi legal.


Gol de empate do XV corretamente confirmado pela arbitragem. Foto: Orlando Lacanna.

Depois do intervalo, com os ânimos acirrados por causa do gol do XV, o São Carlos voltou para o tudo ou nada e, logo aos 6 minutos, novamente Valdeci, marcou o segundo gol do time anfitrião, aproveitando cruzamento vindo da direita. O Galo da Comarca sentiu o golpe e começou a errar muitos passes, até que aos 14 minutos, outra vez Valdeci, marcou o terceiro gol em jogada que nasceu num erro de passe do XV, no meio de campo.


Bola no fundo das redes do XV de Jaú no terceiro tento do time de São Carlos. Foto: Orlando Lacanna.

Esse lance foi fatal, pois o time auriverde morreu em campo e não ameaçou a vitória do São Carlos, que passou a administrar a partida, chegando nos últimos minutos a trocar passes em seqüência, levando seus torcedores ao delírio com gritos de "olé". Gostei muito do jogo, cujo destaque não poderia ser outro a não ser Valdeci, o Eto'o de São Carlos, autor dos três gols do seu time.


Cruzamento dentro da área do XV. Foto: Orlando Lacanna.

Bem, depois foi pegar uma carona providencial com o pessoal da TV Comunitária de Jaú e me preparar para ir ao jogo da tarde em outra cidade, mas isso é assunto para outro post. Aguardem.

Abraços,

Orlando

Paulista Série A3: EC Osasco 1-2 Itararé

Opa...

Começando então com os posts da cansativa, mas fantástica rodada tripla que fiz no último domingo. Na manhã do último dia 2, caí da cama, depois de ir dormir "beem" tarde na madrugada, e junto com o Mílton, segui rumo à cidade de Osasco, mais precisamente no Estádio José Liberatti, aonde fomos acompanhar o jogo entre EC Osasco e AA Itararé, pelo Paulistão da Série A3. Lá, encontramos perdidaços o Seu Natal e o David, e ainda depois o Luís Pires, sempre presente nos jogos do ECO.

Falando do jogo, o que poderíamos esperar de uma equipe na ponta da tabela, com apenas uma derrota e em segundo lugar do seu grupo, jogando contra outra que há algumas rodadas se encontrava na zona de rebaixamento e com apenas duas vitórias em doze jogos? Logicamente uma supremacia da primeira equipe, mas de uma forma surpreendente, o que aconteceu foi justamente o contrário.

Desde o início da partida, o Itararé se mostrou dono do jogo e não deu espaços ao time do ECO. O time da casa não mostrou um bom futebol e foi irritante em vários momentos do jogo, mostrando uma inoperância absurda.


Lance do ataque do ECO no primeiro tempo do jogo contra o Itararé. Foto: Fernando Martinez.

Durante toda a primeira etapa, o time do interior perdeu boas chances de abrir o placar. O único momento perigoso para o time do ECO, foi uma bola cruzada dentro da área que o atacante furou na hora da conclusão. Tirando isso, nada mais foi feito.

Depois de tanta sonolência, o ECO foi castigado merecidamente com o gol do Itararé. Na verdade um golaço, marcado pelo jogador Fernando, depois dele ter acertado um chutaço no ângulo. O jogo foi para o intervalo com a vantagem - justa - do Itararé.


No início do segundo tempo, mesmo atrapalhado pelas bandeiras, esse é o registro de uma perigosa falta para o ECO. Foto: Fernando Martinez.

No intervalo, aproveitamos para saborear os deliciosos hambúrgueres do estádio. Por R$ 1,50, um pão com carne que matou a fome de muita gente, mesmo com sua simplicidade. Melhor do que em locais tipo o Pacaembu, aonde pagamos 4 pilas por sanduíches frios e sem recheio.

Devidamente alimentados, pudemos ver um segundo tempo ainda melhor e com muita movimentação. Igualmente ao primeiro tempo, o ECO voltou sonolento e sem inspiração, enquanto o Itararé dominava a partida. O ECO fez uma pressão não tão eficiente e deixou o contra-ataque aberto, e isso causou calafrios na sua torcida.


Ataque inoperante do ECO no segundo tempo do jogo. Foto: Fernando Martinez.

Insistindo bastante, mas sem inspiração, o ECO irritou a torcida presente por lá. Destaque negativo para o naipe dos xingamentos do povo com a auxiliar número 1, Márcia Simionato Viana. Sem ela ter influído em nada no placar, ou em alguma marcação, ela foi alvo de xingamentos que não tenho o dom nem em repetir para um cara. Nota 0 para a educação de parte da torcida osasquense.


Lance perigoso para o EC Osasco buscando o empate a todo custo. Foto: Fernando Martinez.

Bom, e depois dessa insistência do ECO, o time ainda conseguiu empatar, num belo gol do atacante Rogério, que ainda deixa saudades nos torcedores do Nacional. Felicidade no José Liberatti! Pena para todo mundo por lá, pois menos de cinco minutos depois, o Itataré marcou seu segundo gol - com o jogador Éder Paulista, depois de bobeada da zaga osasquense - e fechou o caixão do time de Osasco.

Final de jogo: EC Osasco 1-2 Itararé. Um resultado surpreendente pela campanha dos dois times e não dá para entender como o time do Itararé está em posição tão ruim na tabela.

Depois do jogo, eu e o David pegamos uma carona com o Seu Natal até a região da minha casa, aonde eu descansaria um pouquinho. Mas, do nada, e picado pela mosquinha do JP, o Seu Natal acabou resolvendo ir num jogo completamente perdido, que acabamos ganhando como bônus no domingo... mas isso fica para o próximo post

Até

Fernando

Paulista Série A2: Nacional 4-4 União Barbarense

Fala povo,

Começando com os posts dos grandes jogos que vi na última semana, vamos com o que estive no último sábado. Mais uma vez, o sábado à tarde foi data para curtirmos um dia muito agradável na Comendador Souza. O jogo entre Nacional e União Barbarense foi o motivo da nossa ida até lá, e com a esperança de que finalmente o time da Barra Funda fizesse uma boa apresentação, coisa que não acontece faz tempo. Junto comigo, o Mílton, o Jurandyr e o David perdidos nessa bela tarde.

Por estar na última colocação disparado e ser o primeiro eventual rebaixado à A3 em 2007, não esperávamos muita coisa da Barbarense, mas no começo do jogo, ficamos relativamente espantados com a facilidade da equipe de Sta. Bárbara em chegar ao gol nacionalino. "Relativamente", porquê nada no Nacional nos assusta mais. Essa facilidade gerou o primeiro gol da Barbarense, numa boa jogada do ataque e numa falha generalizada da equipe do Naça.


Comemoração do time da União Barbarense com a marcação do primeiro gol contra o Nacional. Foto: Fernando Martinez.

Mas o gol foi o que bastou para o Nacional acordar no jogo. Em cinco minutos, a equipe acabou virando a partida de forma fácil, com dois gols em belos chutes dos atacantes dentro da área, e contando com uma bela ajuda da zaga barbarense. Até o fim dessa primeira etapa, o time azul e branco ainda perdeu duas ou três chances que fariam falta no fim da partida.


Bola disputada no meio-campo, na primeira etapa do jogo entre Nacional e União Barbarense. Foto: Fernando Martinez.

Agora, mal esperávamos o que aconteceria na segunda etapa. Um jogo vibrante e recheado de emoções, completamente histórico. A Barbarense acordou e levou muito perigo à fraca zaga nacionalina. Aos oito minutos então, aconteceu o gol de empate do União.

Em desespero, o Nacional foi ao ataque e deixou todo o contra-ataque para o alvinegro. Isso deixou o jogo com chances claras de gol para os dois times. De tanto insistir, o Naça acabou conseguindo um pênalti a seu favor aos 22 minutos. Betão na cobrança e 3 a 2 para os mandantes.


O Nacional marca, de pênalti, seu terceiro gol contra a Barbarense. Alívio geral - mesmo que momentâneo - na Comendador Souza. Foto: Fernando Martinez.

Parecia que o jogo estava decidido. Parecia... A Barbarense não se intimidou e continuou levando perigo no ataque. Para variar, depois de outra bobeada da zaga do Naça, o time marcou e empatou de novo o jogo, num bom chute do jogador Fabiano, aos 31 minutos.

Num toma lá, dá cá, genial, o Naça continuou no seu desespero de ataque. E depois de uma cobrança de escanteio e uma completa confusão dentro da área barbarense, o jogador Marcelo marcou o quarto gol do time ferroviário. Delírio e um alívio no Nicolau Alayon.


Lance do quarto gol do Nacional. Depois de grande confusão na área, o Naça faz mais um tento na partida. Foto: Fernando Martinez.

De novo sem se entregar, e escapando num belo contra-ataque, o jogador Fábio Duarte entrou sozinho na área do Naça e fuzilou: 4 a 4. Tirando o fato que o resultado foi desastroso para o Nacional, não conseguimos ficar tristes, já que o único presente que tinha visto um jogo 4 a 4 era o Jurandyr, e mesmo assim há 21 anos. Eu (em 984 jogos), o Mílton (em 36 anos de futebol) e o David, nunca tínhamos visto esse placar em estádio.


Detalhe do placar histórico, fantástico e ao mesmo tempo trágico para o Nacional na Comendador Souza. E o David, o Jurandyr e o Mílton curtindo o jogo. Fotos: Fernando Martinez.

Tudo bem que o David ficou um tanto quanto indignado conosco pela efêmera felicidade, mas faz parte. Final de jogo então: Nacional 4-4 União Barbarense. O Nacional está pedindo para ser rebaixado. Essa semana é decisiva para o time da Comendador Souza.

E foi só. Daqui a pouco tem os posts da minha fantástica e inesperada rodada tripla (!!) do domingo. Até lá.

Fernando

domingo, 2 de abril de 2006

Paulista Série A3: São Bernardo FC 3-2 Flamengo

Fala pessoal!

Mesmo tendo ido dormir às altas horas da madrugada após curtir os embalos de sábado a noite, acordei cedo e fui assistir a partida São Bernardo FC x Flamengo de Guarulhos. O jogo foi realizado no Estádio 1º de Maio, em São Bernardo da Borda do Campo, valendo pelo Campeonato Paulista da Série A3.

Devidamente acomodado no lendário estádio da Vila Euclides, palco do levante mais importante da classe operária brasileira, quando no final dos anos 70, mesmo em regime militar, os metalúrgicos do ABC se revoltaram e iniciaram um movimento grevista para dar um basta na exploração patronal exercida pelas multinacionais lá instaladas.

Deixando a história de lado, vamos ao jogo, que começou com um domínio natural do São Bernardo, já que era o mandante da partida. Mordendo e chegando mais, o tigre do ABC chegou ao seu primeiro gol até com certa tranquilidade.


Ataque do São Bernardo FC no início da partida. Foto: Emerson Ortunho.

Em resposta, o Mengo Guarulhense reverteu o domínio da partida, passando a buscar com mais vontade o gol de empate. O jogo ficou muito bom e uns 10 minutos depois a equipe visitante empatou através de uma penalidade máxima, muito bem marcada pelo árbitro.


Pênalti convertido pelo Flamengo empatando a partida. Foto: Emerson Ortunho.

O jogo seguiu equilibrado e qualquer uma das equipes poderia chegar ao segundo gol, mas quem marcou foi o Flamengo, num gol que protagonizou um dos lances mais bizarros que eu já vi em estádios. O jogador Tom, do Flamengo, recebeu um lançamento, ganhou na corrida de um zagueiro, fintou o goleiro e quando era para estar com o gol livre, apareceu o gandula na sua frente. Tom sem perder o embalo, deslocou também o gandula e mandou para o fundo das redes. O idiota do gandula que tentou estragar o espetáculo, para ter cinco minutos de fama, foi prontamente expulso pelo árbitro.


Jogadores das duas equipes fazem poses plásticas para as câmeras do JP. Foto: Emerson Ortunho.

Atrás no marcador, o São Bernardo foi para cima, mas não acontereram mais gols na primeira etapa e o placar foi em 2 a 1 para o intervalo.

Logo no primeiro minuto do segundo tempo, numa grande bobeada da zaga visitante, o São Bernardo que voltou xingado por parte dos seus torcedores, empatou a partida. Na sequência do jogo, o Flamengo mostrou que ficaria satisfeito com o empate e rucuou bastante sua equipe. Ao Tigre não restou outra alternativa, senão atacar. De tanto tentar, a equipe da casa acabou chegando ao gol da virada, quando o relógio já marcava 40 minutos do segundo tempo.


Disputa de bola na partida entre São Bernardo FC e Flamengo de Guarulhos. Foto: Emerson Ortunho.

O Flamengo até esboçou uma reação, mas não houve tempo para mais nada e o justo placar final foi: São Bernardo FC 3 x 2 Flamengo. Depois fui fazer uma boquinha e seguir para o meu plantão. É, domingão também é dia de batente.

Abraços!

Emerson

sábado, 1 de abril de 2006

Paulista Série A2: Guaratinguetá 4-2 XV Piracicaba

Olá,

No último sábado retornei à cidade de Guaratinguetá, no Estádio Prof. Dario Rodrigues Leite e acompanhei a mais uma partida válida pelo Campeonato Paulista Série A2. O jogo em questão foi: Guaratinguetá 4 - 2 XV de Piracicaba, que valeu pela décima terceira rodada da primeira fase.

Foi um belo jogo, seis gols e com alternância de domínio de posse de bola entre as equipes. Durante os 30 primeiros minutos da etapa inicial, só deu XV, porém foi o Tricolor do Vale quem abriu o placar, em cobrança de pênalti, aos 31 minutos, através de Alê.


A equipe de Guará abre o placar em penalidade máxima. Foto: Orlando Lacanna.

Nem deu tempo para comemoração, pois logo em seguida, aos 33 minutos, Paulinho empatou de cabeça, aproveitando cruzamento originado de uma cobrança de falta pela direita. Daí em diante, o time da casa começou a mandar no jogo, mas sem conseguir marcar, o jogo foi para o intervalo com o resultado de 1 a 1, contudo com perspectiva de um bom segundo tempo.


Cobrança de falta para a equipe quinzista. Foto: Orlando Lacanna.

Na etapa final, logo aos 3 minutos, Alê marcou novamente, colocando o Guaratinguetá numa vantagem que não foi mantida, pois aos 25 minutos o Nho-Quim empatou, com o jogador Paulinho marcando novamente de cabeça.


Paulinho marca para o XV de Piracicaba empatando em 2 a 2 a partida. Foto: Orlando Lacanna.

O jogo continuou sensacional, com as duas equipes apresentando um futebol de bom nível. Tanto uma, quanto a outra poderia finalizar a partida com a vitória. Assim, as atuações individuais é que acabaram por definir a partida para o time da casa. Na defesa, com o goleiro Willian (ex-Juventus) segurando tudo e parando o ataque do XV, e no ataque, com o centro-avante Vagner Carioca em jornada inspirada, marcando aos 36 e aos 48 minutos, os gols que selaram a vitória do Guaratinguetá por 4 a 2.


Já nos descontos o Guarantinguetá marca o quarto gol fechando o placar. Foto: Orlando Lacanna.

Ao apito final do árbitro, o público ficou satisfeito com o bom futebol apresentado, em especial pelo Guará, que teve como destaque o goleiro Willian e os atacantes Alê e Vagner Carioca. Pelo XV, Paulinho merece o destaque.

Bem, por ora é só e agora é aguardar os posts dos jogos de domingo.

Abraços,

Orlando