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domingo, 30 de março de 2025

Nacional atropela o Azulão e está perto da semi da A4

Texto e fotos: Fernando Martinez


O mês de março está chegando ao fim, e junto com ele, o Campeonato Paulista da Série A4 entrou na fase de quartas de final. Meu plano inicial no último sábado era acompanhar uma rodada tripla, mas, no fim das contas, a cobertura ficou restrita a uma única partida: Nacional x São Caetano no Estádio Nicolau Alayon.

O time ferroviário terminou a fase de classificação na sexta colocação, enquanto o Azulão ficou em terceiro. Só que o vice-campeão da Libertadores de 2002 vinha de quatro jogos sem vencer, e o alerta amarelo estava ligado. Não que o Naça estivesse em alta, afinal, levou uma surra do VOCEM em casa e só empatou com o São-Carlense na rodada final, porém todo mundo imaginava que seria uma tarde complicada. As equipes já haviam se enfrentado na estreia da competição, quando o São Caetano venceu por 2 a 1 no mesmo Comendador Souza, em 22 de janeiro.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


São Caetano Futebol Ltda. - São Caetano do Sul/SP


O árbitro Gustavo Alencar Rodrigues, os assistentes João Petrucio Marimônio dos Santos e Anderson Lucas de Lima, o quarto árbitro Aparecido Pereira Bueno e os capitães dos times

O tradicional campo da Rua Comendador Souza recebeu um ótimo público (dentro dos seus padrões, claro), incluindo a rapaziada de sempre: a dupla alfabética Milton e Nilton, o rei do frango ensopado Ricardo Pucci e os amigos Victor e Eduardo. Ninguém esperava domínio total de um dos lados nem um placar elástico.

Quando a bola rolou, os visitantes começaram melhor e criaram três boas chances, a melhor delas em cabeçada dentro da pequena área. O Nacional se defendia e só se arriscava no ataque em momentos pontuais. Somente por volta dos 35 minutos os donos da casa passaram a se aventurar mais no setor ofensivo. Já nos acréscimos, o Naça teve um escanteio pela direita. A cobrança no primeiro pau teve um desvio de Gustavo Índio para o meio da área. Luiz Henrique, zagueiro do Azulão, rebateu, e a pelota, com um efeito absurdo, morreu no fundo das redes defendidas por Vinícius Ferrari. Meio sem querer, o Nacional fez 1 a 0.


Boa chance do Azulão pelo alto em cabeçada que levou perigo à meta local



Jogadores desfilando pelo gramado do Nicolau Alayon



Detalhe do gol sem querer do Nacional no primeiro tempo e a comemoração de Gustavo Índio

O gol mudou o cenário da etapa final. O Nacional voltou melhor e soube explorar as falhas do sistema defensivo adversário. Aos 19, Gustavo Índio recebeu um passe açucarado, finalizou, e o goleiro do Azulão aceitou — a bola passou debaixo do seu corpo. A festa foi grande pelo segundo gol. A comemoração aumentou cinco minutos depois, quando Kléber Balotelli aproveitou um rebote do camisa 1 e fez o terceiro. Nenhuma das torcidas acreditava no que via, cada uma de um jeito diferente.

O escrete visitante tentou diminuir o prejuízo e se lançou ao ataque, mas aí foi a vez da estrela do goleiro Luizão brilhar com defesas seguras e pouco perigo. A tensão dos torcedores locais só acabou com o apito final e a confirmação da vitória: Nacional 3-0 São Caetano.





Na etapa final, o Nacional foi melhor do que o São Caetano



O chute de Gustavo Índio e o segundo gol nacionalista em falha do goleiro Vinícius Ferrari




Detalhe do terceiro gol do Nacional, em rebote aproveitado por Kléber Balotelli e a comemoração do clube paulistano


O Nacional 3-0 São Caetano foi a maior vitória do time ferroviário contra um finalista de Libertadores em todos os tempos. Histórico!

Foi um triunfo inquestionável dos paulistanos, que agora podem perder por até dois gols de diferença e, ainda assim, avançam à semifinal da Série A4. Já o Azulão precisa devolver o placar, pois o regulamento do torneio não prevê disputa por pênaltis. Vale destacar que esse 3 a 0 foi a maior vitória do Nacional na história do confronto e a mais expressiva contra um finalista de Libertadores em todos os tempos. Foram poucos confrontos, eu sei, mas não deixa de ser histórico.

Essa partida encerrou as coberturas de março, possivelmente o último mês tranquilo de 2025. Em abril, começa a Segundona, além dos Paulistas sub-15, sub-17 e sub-20. Aí o negócio vai ficar complicado de vez.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Nacional 3-0 São Caetano

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Gustavo Alencar Rodrigues; Público: 378 pagantes; Renda: R$ 5.020,00; Cartões amarelos: Felipe Brian, Guilherme, César Augusto, Luiz Henrique, Everton Dias, Tuca Guimarães e Dirceu Lima (Mas-SCa); Gols: Luiz Henrique (contra) 46 do 1º, Gustavo Índio 19 e Kléber Balotelli 24 do 2º.
Nacional: Luizão; Felipe Brian (Cauan), César Augusto, Renan e Lucas Roberto; Rômulo, Ronaldy, João Braga (Diogo Bolt) e Daniel Costa (Kléber Balotelli); Gustavo Índio (Paulo Vítor) e Nicollas (Guilherme). Técnico: Tuca Guimarães.
São Caetano: Vinícius Ferrari; Di Bonito, Everton Dias, Amaral e Leandro Gonçalves (Mateus Jatobá); Miguelzinho, Fábio Azevedo (Nicão), Luiz Henrique (Rafael Lendecker) e Walber Correa (Caio Felipe) (Phelipe Salioni); Vinícius Spaniol e Vitinho. Técnico: Carlinhos Alves.

sexta-feira, 28 de março de 2025

No Canindé (!?), goleada são-paulina contra o 3B pelo Brasileiro Feminino

Texto e fotos: Fernando Martinez


Quando fui acompanhar o empate entre Portuguesa e Novorizontino por 2 a 2 no último 18 de janeiro, achei que minha trajetória no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte tinha chegado ao fim. Foi a partida de número 445 que assisti no campo do time rubro-verde, que se despediu de sua casa inaugurada em 1972, passando a mandar seus jogos no recauchutado Pacaembu a partir dali. Não me imaginava voltando tão cedo ao bairro onde cresci para uma nova sessão de futebol.

Mas eis que, na última quinta-feira, de forma surpreendente, o glorioso Canindé recebeu outra partida pouco mais de dois meses após sua "despedida": São Paulo x Instituto 3B do Amazonas, válido pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro Feminino, a minha primeira cobertura de futebol das mulheres em 2025. Foi minha peleja de número 446 na cancha lusitana, e poucas vezes me surpreendi tanto com uma notícia.

Todo mundo, sem exceção, achava que o local não seria mais utilizado. O que poucos se atentaram é que a Portuguesa parou de usar seu estádio por decisão da SAF que comanda o clube desde o fim do ano passado, e não por estar interditado ou algo do tipo. Sem um local para mandar sua estreia com o mando de campo no principal certame feminino do país (o CT de Cotia recebeu um jogo do sub-20), o São Paulo entrou em contato com a Lusa para verificar a possibilidade de usar o Canindé. Como ainda restavam dois jogos a serem realizados ali, de um total de seis acordados entre as diretorias antes da transformação em SAF, a autorização foi concedida.


Não esperava frequentar esse espaço outra vez depois da "despedida" de janeiro

Obviamente, boa parte da torcida verde e vermelha não gostou da ideia. A bonita festa que vimos em janeiro no "adeus" ao campo, na realidade, funcionou como despedida apenas da Lusa, não do Oswaldo Teixeira Duarte em si. Eu, por outro lado, não vi problema algum e me mandei para essa partida simplesmente imperdível, que ainda contava com a presença inédita do 3B em sua estreia na elite nacional.

Fundado como Associação Esportiva 3B da Amazônia em 2017, o clube bateu na trave duas vezes antes de conquistar o acesso em 2024. Em 2018, perdeu a vaga na elite para o Minas Icesp e, em 2023, para o Botafogo/RJ. No ano passado, disputou uma vaga com o Mixto e, após dois empates, eliminou as mato-grossenses nos pênaltis. Em sua estreia na primeira divisão, foi derrotado pelo Fluminense em casa.

Já o São Paulo iniciou a temporada quebrando a hegemonia do Corinthians na Supercopa, ficando com o título. Na segunda-feira, venceu o Flamengo fora de casa e buscava emplacar o segundo triunfo seguido. Pena que, como sempre, poucas pessoas – cerca de 100 – marcaram presença no Canindé para outro duelo do nacional em horário comercial e sem transmissão por nenhum tipo de mídia. Mais um oferecimento da pior gestão da CBF em todos os tempos, a do presidente Ednaldo, reeleito por aclamação na semana passada. Viva!




Apesar de não ter sido credenciado, fui de carona e peguei a fotos dos times posados no esquema "Olhar 43", "Aquela assim, meio de lado, já saindo, indo embora..."

Falando em CBF, eles me quebraram e não consegui me credenciar desta vez. O prazo ia até terça-feira, mas, do nada, simplesmente fecharam o credenciamento sem aviso na segunda. Ainda mandei um e-mail para saber o que tinha acontecido e, claro, sigo esperando a boa vontade de me responderem. Como há muito não acontecia, assisti à peleja da arquibancada junto com os amigos Milton, Pucci e o magnânimo Douglas Ramon, o maior são-paulino vivo do planeta.

Com a bola rolando, nenhuma surpresa. Foram 90 minutos de ataque contra defesa no gramado do Canindé. O 3B, que conta com a goleira Katelyn Kellogg, das Ilhas Virgens Britânicas (!), além da artilheira Sole Jaimes, praticamente não passou do meio-campo. Na etapa inicial, Dudinha fez as honras e marcou dois gols. O terceiro saiu dos pés de Aline.

No segundo tempo, Serrana também deixou sua marca, ampliando para 5 a 0 sem dificuldades. Sem muito ânimo ou empolgação, tudo indicava que terminaria assim. Do nada, um gás extra pintou nos minutos finais, e as são-paulinas anotaram outros três gols com Ravena, Carol Gil e Day. No fim, um inapelável São Paulo 8-0 3B colocou o time do Morumbi na liderança do torneio pelo saldo de gols, um acima do Corinthians.



Lances do começo do jogo no Canindé



Detalhe do primeiro gol da tarde, marcado por Dudinha



Momentos do tempo inicial na capital paulista




Na etapa final, o São Paulo seguiu comandando as ações em campo. O 3B passou do meio-campo em poucas oportunidades


Placar final da goleada são-paulina que colocou a equipe na liderança do Brasileiro Feminino

Saí do Canindé sem saber se desta vez foi realmente a despedida. Se for mesmo, foram 446 partidas ali desde 1983, uma marca de respeito. Fiz uma série de fotos do estádio antes de pegar o caminho do Metrô Armênia em meio aos inúmeros zumbis cracudos espalhados pelo bairro do Pari. O bairro onde morei faz tempo que não é mais o mesmo.

Paramos em uma lanchonete ao lado da estação para fazer uma boquinha antes de cada um seguir seu caminho. A noite de quinta-feira ainda reservava a decisão do Paulistão. Foi a primeira vez que o estadual foi decidido em uma quinta-feira desde 1978 (!), a primeira noturna em duelos de ida e volta desde 1986 e a primeira final à noite desde 1997. Sobre o jogo, só posso dizer: foi uma noite longa, muito longa.

Até a próxima!

Ficha Técnica: São Paulo 8-0 3B

Local: Estádio Oswaldo Teixeira Duarte (São Paulo); Árbitra: Andressa Hartmann/RS; Público: 100 presentes; Renda: Portões abertos; Cartão amarelo: Ravena; Gols: Dudinha 15, 19 e Aline 23 do 1º, Serrana 8, 27, Ravena 39, Carol Gil 44 e Day 45 do 2º.
São Paulo: Carlinha; Bruna Calderan (Ravena), Kaká, Jé Soares e Bia Menezes (Carol Gil); Robinha, Karla Alves, Isa (Serrana) e Aline (Crivelari); Camilinha e Dudinha (Day). Técnico: Thiago Viana.
3B: Katy; Giovana, Natasha Rosas (Ysaura Viso), Rayane e Dani Silva (Giselinha); Camila Arrieta (Paulinha), Monique Peçanha (Maria Eduarda), Gabi e Carla Nunes; Kika e Sole Jaimes (Alanna). Técnico: Roberto Neves.

domingo, 23 de março de 2025

Em segundo tempo eletrizante, Azulão empata com a Inter de Bebedouro

Texto e fotos: Fernando Martinez


Última rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A4, e o JP não poderia deixar de acompanhar de perto. Fomos até o Estádio Anacleto Campanella ver o raro duelo entre São Caetano e Inter de Bebedouro: um classificado e outro buscando uma improvável vaga nas quartas de final da competição.

Não lembrava de um confronto recente entre os dois, então recorri aos meus alfarrábios. O histórico registrava apenas quatro encontros entre 1996 e 1998, com três vitórias do clube do ABC e uma do alvirrubro. No Anacleto, o último embate tinha sido em 23 de março de 1997, quase 28 anos atrás. Desde que o Azulão chegou aos principais certames do país e da América do Sul, nunca mais tinham ficado frente a frente.

Diferente do quórum altíssimo do sábado anterior no Nacional 0-3 VOCEM, fui só com o Milton nesta jornada. Antes de entrar no estádio, passei na padaria em frente ao portão principal para comprar algo para comer e, para minha total surpresa, achei um refrigerante GINI. Produto consumido em profusão dos anos 60 aos 80, ele depois sumiu das prateleiras. Para quem estudou em uma escola que só vendia Gini, Crush e Grapette na cantina, encontrar essa raridade foi sensacional. Vale registrar que o gosto continua o mesmo. Ganhou fácil o Selo JP de Qualidade.

Já nas dependências do Anacleto, vi que a peleja teria um bom público. Longe do padrão dos tempos de glória, mas um número interessante. Apesar de já classificado, o vice-campeão da Libertadores de 2002 vinha de três jogos sem vencer. Já a Inter precisava de um resultado melhor do que o Colorado, seu concorrente direto pela última vaga no mata-mata. Se vencesse, o time de Caieiras teria que empatar. Se empatasse, o Audax precisaria vencer o Colorado. Missão difícil.


São Caetano Futebol Ltda. - São Caetano do Sul/SP


Associação Atlética Internacional - Bebedouro/SP


O árbitro Clayton de Oliveira Dutra, os assistentes Douglas Marcel Borges e Elias Cedraz Carneiro, o quarto árbitro Alceu Lopes Junior e os capitães dos times

Aos três minutos, a Inter mostrou seu cartão de visitas e mandou uma na trave em chute de Portuga. Mas foi só. O São Caetano assumiu o controle da partida, e Fábio Azevedo, sempre ele, abriu o marcador aos 14, de cabeça, após cobrança de falta da direita. Gabriel Oliveira quase ampliou, também pelo alto, aos 22. A partir de então, nada aconteceu, e eu quase dormi acompanhando o ataque local.

No segundo tempo, ao invés de permanecer no campo, fui para a arquibancada. Foi um erro. Não pelo fato de ter encontrado a dupla Victor e Eduardo com suas respectivas caras-metades, mas porque estava um inferno. Tinha um pessoal tão sem noção ao nosso redor que fomos obrigados a ir para o canto, perto da torcida visitante.

Dali vimos um segundo tempo simplesmente espetacular. Já vi alguns períodos específicos muito bons neste ano, mas esse talvez tenha sido o melhor. São Caetano e Inter de Bebedouro jogaram como se fosse uma final, enfileirando chances de gol, ótimos lances e tentos belíssimos.

O glorioso Gênesis – resta saber se ele prefere a formação da banda inglesa com Peter Gabriel ou a fase com Phil Collins nos vocais – deixou tudo igual com uma conclusão da pequena área. Aos 15, grande defesa de Bruno em chute de Nicão. Aos 23, a virada da Inter, em um belo gol olímpico de Mateus Goiano. Passei muitos anos sem ver gols assim na lista. De 2023 para cá, já foram quatro ou cinco in loco. Tipo de lance que sempre é legal presenciar de perto.

O São Caetano foi atrás do empate e conseguiu em finalização de Vinícius Spaniol, que acertou o canto direito do arqueiro visitante. Na sequência, uma série de boas chances, grandes defesas dos dois goleiros e uma bola na trave do Azulão. O 2 a 2 foi pouco pelo número de oportunidades criadas. Um 4 a 4 teria sido mais justo.



Lances do começo de jogo no Anacleto Campanella



Fábio Azevedo, de cabeça, fez seu 12º gol na Série A4 e ainda jogou uma camisa para a torcida




Mais lances da etapa inicial no ABC




O segundo tempo foi simplesmente sensacional, talvez os melhores 45 minutos que vi em 2025 até agora. O 2 a 2 foi pouco levando em conta o tanto de oportunidades criadas

O empate eliminou o alvirrubro e colocou o Azulão em terceiro lugar. Agora, enfrentarão o Nacional nas quartas. De todos os possíveis confrontos do time da Barra Funda, esse era o que eu menos queria. Os outros duelos serão União Barbarense x Colorado, Taquaritinga x Araçatuba e Joseense x Paulista. A sorte do mata-mata está lançada.

Depois da partida, ainda fiz uma boquinha com o Milton na mesma padaria. Ficamos ali um bom tempo antes de pegarmos o caminho de volta. Em um março super mega devagar, ainda não sei quando será a próxima cobertura. Quarta? Quinta? Fim de semana que vem? Não faço ideia.

Até a próxima!

Ficha Técnica: São Caetano 2-2 Inter de Bebedouro

Local: Estádio Anacleto Campanella (São Caetano do Sul); Árbitro: Clayton de Oliveira Dutra; Público: 668 pagantes; Renda: R$ 3.025,00; Cartões amarelos: Fábio Azevedo, Nicão, Portuga, Fernando e Robert; Gols: Fábio Azevedo 15 do 1º, Genesis 7, Vinícius Pequeno 24 e Vinícius Spaniol 32 do 2º.
São Caetano: Vinícius Ferrari; Kauan Sales, Rafael Lendeker, Amaral e Leandro Gonçalves; Gabriel Oliveira (Caio Felipe), Fábio Azevedo, Luiz Henrique e Walber Corrêa (Robert Taylor); Vinícius Spaniol e Phelipe Salioni (Nicão). Técnico: Carlinhos Alves.
Inter de Bebedouro: Bruno; Vini Sousa (Ramos), Fernando, Lucas Kevin e Anthony (Portela); Roger, Kiko, Portuga (Marcinho) e Mateus Goiano (Vinícius Pequeno); Genesis (Maçola) e Robert. Técnico: Édson Vieira.

terça-feira, 18 de março de 2025

VOCEM atropela o classificado Nacional na Comendador Souza

Texto e fotos: Fernando Martinez


No sábado, como de praxe, fui cobrir a última apresentação do classificado Nacional no Estádio Nicolau Alayon na primeira fase do Campeonato Paulista da Série A4. O inédito confronto contra o VOCEM na capital foi o primeiro desde que o time ferroviário garantiu vaga entre os oito melhores do torneio.

A classificação veio com o triunfo por 2 a 0 sobre o Audax no meio de semana, algo raro considerando a história de sufoco e perrengue do antigo SPR nas divisões de acesso. Difícil ver uma vaga assegurada com duas rodadas de antecedência. Esse foi apenas o segundo duelo entre Naça e o glorioso Vila Operária. No primeiro, em 2024, os grenás venceram por 4 a 3 em Assis.

Um quórum de amigos como há muito não se via compareceu à Rua Comendador Souza para acompanhar a peleja. O sumidaço Luiz, recém-convertido à igreja evangélica, o homem-carnaval Bruno, os sempre presentes Milton e Pucci, Paulo "Shrek", presidente do maior fã-clube do Guns N' Roses no Brasil, o Mário, maior consumidor de vídeos gravados no sudeste asiático, o aniversariante Raul e o novato guarulhense Gustavo.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Vila Operária Clube Esporte Mariano - Assis/SP


Os capitães do Nacional e do VOCEM junto com o árbitro Jose Luiz Aparecido Miranda, os assistentes Luiz Henrique Rodrigues Pimentel e Elias Cedraz Santiago Carneiro e o quarto árbitro Rodrigo Santos


A cambada de criminosos presente no Alayon para Nacional x VOCEM

Além da rapaziada, o Alayon recebeu um público razoável. Pena que todos assistiram a uma das piores atuações do Nacional nos últimos tempos, certamente a pior de 2025, superando até a derrota para o Colorado em Caieiras. Não sei se a classificação desconcentrou o elenco, mas o fato é que o time foi aniquilado pelos visitantes, comandados pelo técnico Paulinho McLaren, presença obrigatória nos meus campeonatos de futebol de botão no começo dos anos 90.

No primeiro tempo, inoperância ampla, total e irrestrita dos mandantes. O VOCEM, ainda lutando contra a queda, não quis saber e chegou fácil aos 2 a 0. Poderia ter feito mais e decidido sua sorte na etapa inicial. Ela acabou selada no primeiro bom ataque do tempo final, quando Nikolas ampliou a vantagem.

O Nacional até tentou reagir. Teve uma bola na trave e alguns ataques mais ou menos pelo lado direito, nenhum digno de registro. O que valeu, como sempre, foi o papo maroto e cheio de picardia com os amigos presentes. Tardes de sábado no Nicolau Alayon com essa turma sempre valem a pena.


Paulinho McLaren, ícone dos anos 90, no banco de reservas do VOCEM







O Nacional, já classificado, foi atropelado pelo VOCEM. Fica o alerta para não desconcentrarem no mata-mata. Se jogarem parecido, caem nas quartas

No fim, Nacional 0-3 VOCEM derrubou os paulistanos da terceira para a quinta colocação. A surra pode custar a realização do jogo de volta da segunda fase na capital, um vacilo imperdoável. Resta ver se contra o São-Carlense, na rodada derradeira, o time voltará a jogar bem. Já o clube assisense se livrou da queda e pulou para o 11º lugar com 17 pontos. Em 2026, estarão novamente na quarta divisão do Paulistão.

Parte do grupo foi embora após o apito final, mas eu, Luiz e Pucci seguimos com Raul para comemorar o aniversário do maior anfitrião do Distrito Federal. Fomos à Pizzaria Castelões, mesmo local que há quase 100 anos batizou um dos times de várzea da região do Brás. Além de nós quatro, duas amigas do aniversariante se juntaram à celebração. Uma noite muito legal com os amigos, algo que não fazemos sempre. Futebol? Só na semana que vem.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Nacional 0-3 VOCEM

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: José Luiz Aparecido Miranda; Público: 254 pagantes; Renda: R$ 3.290,00; Cartões amarelos: Rômulo, Tallyson e Antenor; Gols: Jonatan da Ora 23 e Gustavo 46 do 1º, Nikolas 3 do 2º.
Nacional: Luiz Carlos; Cauan (Felipe), César Augusto, Tallysson e Lucas (Natan Pereira); Rômulo, Ronaldy, Renan (João Vítor) e Nicollas; Victor Sales (Kléber) e Paulo Vitor (Nathan). Técnico: Tuca Guimarães.
VOCEM: Rafael Cristino; Fernandinho, Dudu Bahia, Antenor e Gustavo; Pedro (Diogo), Jonatan da Ora, Ibson (Giovani) e Chileno (Diego); Rafael Tanque (Alexandre) e Nikolas (Vinícius). Técnico: Paulinho McLaren.