Texto e fotos: Fernando Martinez
O mês de março está chegando ao fim, e junto com ele, o Campeonato Paulista da Série A4 entrou na fase de quartas de final. Meu plano inicial no último sábado era acompanhar uma rodada tripla, mas, no fim das contas, a cobertura ficou restrita a uma única partida: Nacional x São Caetano no Estádio Nicolau Alayon.
O time ferroviário terminou a fase de classificação na sexta colocação, enquanto o Azulão ficou em terceiro. Só que o vice-campeão da Libertadores de 2002 vinha de quatro jogos sem vencer, e o alerta amarelo estava ligado. Não que o Naça estivesse em alta, afinal, levou uma surra do VOCEM em casa e só empatou com o São-Carlense na rodada final, porém todo mundo imaginava que seria uma tarde complicada. As equipes já haviam se enfrentado na estreia da competição, quando o São Caetano venceu por 2 a 1 no mesmo Comendador Souza, em 22 de janeiro.
Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP
São Caetano Futebol Ltda. - São Caetano do Sul/SP

O árbitro Gustavo Alencar Rodrigues, os assistentes João Petrucio Marimônio dos Santos e Anderson Lucas de Lima, o quarto árbitro Aparecido Pereira Bueno e os capitães dos times
O tradicional campo da Rua Comendador Souza recebeu um ótimo público (dentro dos seus padrões, claro), incluindo a rapaziada de sempre: a dupla alfabética Milton e Nilton, o rei do frango ensopado Ricardo Pucci e os amigos Victor e Eduardo. Ninguém esperava domínio total de um dos lados nem um placar elástico.
Quando a bola rolou, os visitantes começaram melhor e criaram três boas chances, a melhor delas em cabeçada dentro da pequena área. O Nacional se defendia e só se arriscava no ataque em momentos pontuais. Somente por volta dos 35 minutos os donos da casa passaram a se aventurar mais no setor ofensivo. Já nos acréscimos, o Naça teve um escanteio pela direita. A cobrança no primeiro pau teve um desvio de Gustavo Índio para o meio da área. Luiz Henrique, zagueiro do Azulão, rebateu, e a pelota, com um efeito absurdo, morreu no fundo das redes defendidas por Vinícius Ferrari. Meio sem querer, o Nacional fez 1 a 0.
Boa chance do Azulão pelo alto em cabeçada que levou perigo à meta local
Jogadores desfilando pelo gramado do Nicolau Alayon
Detalhe do gol sem querer do Nacional no primeiro tempo e a comemoração de Gustavo Índio
O gol mudou o cenário da etapa final. O Nacional voltou melhor e soube explorar as falhas do sistema defensivo adversário. Aos 19, Gustavo Índio recebeu um passe açucarado, finalizou, e o goleiro do Azulão aceitou — a bola passou debaixo do seu corpo. A festa foi grande pelo segundo gol. A comemoração aumentou cinco minutos depois, quando Kléber Balotelli aproveitou um rebote do camisa 1 e fez o terceiro. Nenhuma das torcidas acreditava no que via, cada uma de um jeito diferente.
O escrete visitante tentou diminuir o prejuízo e se lançou ao ataque, mas aí foi a vez da estrela do goleiro Luizão brilhar com defesas seguras e pouco perigo. A tensão dos torcedores locais só acabou com o apito final e a confirmação da vitória: Nacional 3-0 São Caetano.
Na etapa final, o Nacional foi melhor do que o São Caetano
O chute de Gustavo Índio e o segundo gol nacionalista em falha do goleiro Vinícius Ferrari
Detalhe do terceiro gol do Nacional, em rebote aproveitado por Kléber Balotelli e a comemoração do clube paulistano

O Nacional 3-0 São Caetano foi a maior vitória do time ferroviário contra um finalista de Libertadores em todos os tempos. Histórico!
Foi um triunfo inquestionável dos paulistanos, que agora podem perder por até dois gols de diferença e, ainda assim, avançam à semifinal da Série A4. Já o Azulão precisa devolver o placar, pois o regulamento do torneio não prevê disputa por pênaltis. Vale destacar que esse 3 a 0 foi a maior vitória do Nacional na história do confronto e a mais expressiva contra um finalista de Libertadores em todos os tempos. Foram poucos confrontos, eu sei, mas não deixa de ser histórico.
Essa partida encerrou as coberturas de março, possivelmente o último mês tranquilo de 2025. Em abril, começa a Segundona, além dos Paulistas sub-15, sub-17 e sub-20. Aí o negócio vai ficar complicado de vez.
Até a próxima!
Ficha Técnica: Nacional 3-0 São Caetano
Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Gustavo Alencar Rodrigues; Público: 378 pagantes; Renda: R$ 5.020,00; Cartões amarelos: Felipe Brian, Guilherme, César Augusto, Luiz Henrique, Everton Dias, Tuca Guimarães e Dirceu Lima (Mas-SCa); Gols: Luiz Henrique (contra) 46 do 1º, Gustavo Índio 19 e Kléber Balotelli 24 do 2º.
Nacional: Luizão; Felipe Brian (Cauan), César Augusto, Renan e Lucas Roberto; Rômulo, Ronaldy, João Braga (Diogo Bolt) e Daniel Costa (Kléber Balotelli); Gustavo Índio (Paulo Vítor) e Nicollas (Guilherme). Técnico: Tuca Guimarães.
São Caetano: Vinícius Ferrari; Di Bonito, Everton Dias, Amaral e Leandro Gonçalves (Mateus Jatobá); Miguelzinho, Fábio Azevedo (Nicão), Luiz Henrique (Rafael Lendecker) e Walber Correa (Caio Felipe) (Phelipe Salioni); Vinícius Spaniol e Vitinho. Técnico: Carlinhos Alves.