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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Nacional x Comercial: 24 horas e nenhum gol na capital

Texto e fotos: Fernando Martinez


No último fim de semana rolou apenas uma cobertura por aqui. O cronograma original contava com duas, mas São Pedro apareceu chutando o balde sem piedade e complicou a minha agenda. Pela terceira rodada da fase inicial do Campeonato Paulista da Série A3, o Nacional recebeu o Comercial de Ribeirão Preto pela terceira rodada da primeira fase querendo repetir a boa atuação que teve contra o Olímpia na quarta-feira anterior.

Antes de falar sobre o que passei no sábado/domingo, vale dizer que durante o duelo contra o Galo Azul comentei com os amiguinhos presentes que estávamos prestes a completar um ano do "jogo de dois dias", o 0x0 contra o Rio Claro pela A2 que foi interrompido por conta da chuva e que teve o segundo tempo disputado no dia seguinte. No melhor esquema "boca santa", mal sabia que estava prestes a passar pela mesma sensação já na peleja seguinte. Premonição total.

Já estava tudo nublado no caminho até o Estádio Nicolau Alayon e era certeza que a chuva viria logo. Cheguei cedo e não demorei a encontrar a dupla Mílton e Bruno perdida nas arquibancadas. Além deles, o alvinegro Sérgio Oliveira também se fez presente. Uma pesquisa do sempre ligeiro Data Fernando apurou que o Nacional ostentava uma invencibilidade de 19 anos contra o Bafo. O último triunfo do clube de Ribeirão Preto foi em 2001, um absurdo 5x4 também na capital pela A2. Pena que hoje em dia ver um placar desses é praticamente como achar uma agulha num palheiro.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Comercial Futebol Clube - Ribeirão Preto/SP


O árbitro Márcio Mattos dos Santos, os assistentes Denis Antonio Mistrelo e Matheus Delgado Candançan, o quarto árbitro Ademílson Lopes Filho e os capitães dos times no gramado do Nicolau Alayon

Depois que fiz as fotos oficiais consegui ficar pouco dentro de campo, já que a chuva chegou dando trabalho antes do esperado. A primeira etapa foi razoável enquanto a bola conseguiu rolar sem dificuldade. Léo Ribeiro criou o primeiro bom momento local aos 14 minutos em conclusão que foi bem defendida por Iago. O Bafo teve uma chance com Welder, nada que preocupasse o goleiro Luís Henrique.

Foi por volta dos 20 minutos que a chuva apertou e se transformou no segundo dilúvio bíblico. O gramado a princípio segurou bem a bronca, mas aos poucos foi ficando impraticável, principalmente do lado direito do ataque visitante, à direita das cabines. Como acontece desde o tempo da onça, não demorou para inundar tudo. O árbitro levou a ação até o intervalo. Como o ritmo da chuva - viva Demétrius - permaneceu inalterado, os presentes já estavam com a sensação que o cotejo seria interrompido.


Início de jogo com o gramado ainda intacto antes do temporal


O primeiro tempo começou num ritmo menos intenso e os times criaram pouco


Já debaixo do dilúvio, chegada nacionalista dentro da área do Bafo


Aquela famosa desinteligência pouco antes do fim da etapa inicial


O Comercial tentou de longe, porém o chute não levou perigo


Para variar só um pouquinho, o gramado não segurou a onda no dilúvio e o lado direito ficou nesse estado

Quando as equipes retornaram ao relvado a chuva tinha piorado e a inundação se alastrado. Ficou claro que não dava mais. A autoridade máxima ainda esperou a meia hora regulamentar até que foi obrigado a confirmar o óbvio. Uma sensação de frustração e de plena decepção, sem sombra de dúvida. Não tive escolha a não ser cancelar a rodada do domingo de manhã para poder ver o tempo final do encontro da Comendador Souza, com início marcado às 15 horas.

Por sorte as nuvens carregadas não se viraram chuva na hora marcada e o Nacional x Comercial pôde continuar na boa. As agremiações voltaram ao agora seco gramado sem alterações, apenas com o Bafo usando meias pretas já que as brancas não secaram a tempo. Com tudo em ordem, os 45 minutos finais foram muito bons. Os visitantes voltaram inspirados e assustaram os poucos torcedores presentes, cerca de 50, com duas finalizações de Daniel Bueno e Zé Andrade.

O escrete ferroviário respondeu à altura aos 24 quando Thiago Pereira, não o famoso nadador, cruzou e Léo Ribeiro cabeceou na trave. Pouco depois o Comercial chegou a abrir o marcador, porém o tento foi anulado por impedimento. A partida seguiu com lances relevantes a favor de ambos. Só que assim como no ano passado, o jogo de dois dias na Comendador Souza terminou sem a abertura da contagem.


Já no domingo, o segundo tempo começou muito melhor. Aqui, atleta comercialino corta chegada local


Bola alçada na área visitante


Aqui uma perigosa chegada do Nacional, para desespero dos defensores do Bafo


Disputa de bola na direita do ataque paulistano

O resultado de Nacional 0x0 Comercial colocou os paulistanos na quinta colocação agora com cinco pontos. Com dois, o Bafo está perigosamente perto da zona de rebaixamento. Também ampliou o tabu nacionalista contra o rival interiorano. Na próxima rodada o Naça visita o Desportivo Brasil e o alvinegro recebe o Velo Clube. 

Saí do Nicolau Alayon e rapidinho passou meu ônibus com destino à Zona Oeste. Passei num mercado da região para comprar alguns víveres e foi só entrar no QG que a chuva voltou com tudo. Nada melhor do que cair o mundo e estarmos em casa sem precisarmos sair novamente. Falando em sair, o cronograma será retomado na quarta-feira com a minha estreia na A2 em 2020. Tem duelo lusitano na pauta livre.

Até lá!

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Ficha Técnica: Nacional 0x0 Comercial

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Márcio Mattos dos Santos; Público: 367 pagantes; Renda: R$ 4.410,00; Cartões amarelos: André Rocha, Romarinho.
Nacional: Luís Henrique; Alanderson, Gabriel, Diego Chiclete e Thiago Pereira; André Rocha, Édson Capa (Gustavo Índio), Matheus Teta e Emerson Mi; Vinícius e Léo Ribeiro (Ricardinho). Técnico: Tuca Guimarães.
Comercial: Iago; Welder (Laionel), Gut, Rodrigo Sabiá e Brayan; Romarinho, Juninho, Ademir e Bruno Sabiá; Daniel Bueno (Jeferson Garcia) e Zé Andrade (Cesinha). Técnico: Roberval Davino.
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