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terça-feira, 18 de novembro de 2014

GEO sai na frente do Ituano na semi do Paulista sub20

Fala, rapaziada!

Depois de mais de seis meses de bola rolando, no sábado passado começou a fase semi-final do Campeonato Paulista sub20 da 1ª divisão. Com dois jogos na Grande São Paulo, escolhi ir até a cidade de Osasco para o confronto entre o Grêmio local e o Ituano no belíssimo Estádio Cidade de Deus, o terceiro entre eles - o Galo venceu os outros dois - em 2014.

Fazendo uma competição impecável até aqui, o rubro-negro interiorano perdeu apenas uma partida antes desse jogo e passou de vento em popa da primeira fase até as quartas de final do certame. Com dez pontos conquistados a mais do que seu rival dessa semi, o time sem dúvida era o favorito para conquistar a vaga na decisão.


Grêmio E Osasco - Osasco/SP. Foto: Fernando Martinez.


Ituano FCL - Itu/SP. Foto: Fernando Martinez.

É, só que o GEO guardou suas melhores apresentações justamente para o mata-mata. Nas duas primeiras fases o time fez apenas o suficiente para se classificar, mas nas oitavas eliminou o poderoso São Paulo e nas quartas despachou o XV de Piracicaba com duas vitórias. A expectativa era de um grande jogo.


Trio de arbitragem e capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Junto comigo, o quarteto composto por Cosme, Colucci, Mílton e Pucci também foi ao campo do Bradesco curtir o feriado de 15 de novembro com uma sessão de bom futebol. A temperatura era muito agradável e exatamente às 16 horas o duelo começou. Os primeiros 15 minutos foram de total equilíbrio e a peleja ficou concentrada no meio-campo.


No início a marcação ituana deu resultado e o GEO demorou para conseguir criar boas chances. Foto: Fernando Martinez.

Com o primeiro terço do tempo inicial completado, o Grêmio Osasco passou a jogar melhor e dominou totalmente as ações ofensivas. O primeiro gol saiu aos 21 minutos com Diego aproveitando rebote do arqueiro ituano. Aos 38, em mais uma bola rebatida pelo camisa 1, Henrique Silva fez o segundo.


Saída do Grêmio para o ataque. Foto: Fernando Martinez.


Ataque do time osasquense pelo alto. Foto: Fernando Martinez.

O time visitante jogava muito mal mas diminuiu a contagem com o gol de cabeça de Leonardo aos 41. O tempo inicial acabou assim e então resolvi ir ver o jogo "do alto" nas arquibancadas. Na segunda etapa o GEO voltou de forma avassaladora e não deu o menor espaço para o Ituano. Os donos da casa chegaram fácil aos 4x1 com Henrique Silva aos 13 e Samoel Pizzi aos 16.


No começo do tempo final só deu Grêmio Osasco. Foto: Fernando Martinez.


Boa chance do Ituano pela direita. Foto: Fernando Martinez.

Estava fácil demais, e graças a essa enorme vantagem a concentração dos jogadores locais foi pro saco. O grito de "olé" da torcida empolgou demais os atletas e o Ituano acordou. Se o pessoal da Cidade dos Exageros estivesse com o pé mais calibrado, a situação do GEO poderia ter se complicado muito.


Pênalti bem cobrado por Clayson e segundo gol do Ituano. Foto: Fernando Martinez.


Escanteio perigoso para o Galo. Foto: Fernando Martinez.

Para a sorte do Grêmio, o escrete de Itu fez apenas mais um gol, marcado em cobrança de pênalti de Clayson aos 29 minutos. Não seria exagero nenhum se os visitantes tivessem pelo menos feito o terceiro. Como não o fizeram, o placar ficou mesmo em Grêmio Osasco 4-2 Ituano.

Os osasquenses agora vão jogar no Novelli Junior com a vantagem de poder perder por um gol de diferença para se garantir na final. Caso o antigo FAI vença por dois gols, ele que estará na decisão contra Corinthians ou São Caetano. Independente dos vencedores, já é certo que teremos uma final inédita.

Até a próxima!

Fernando

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O penúltimo capítulo lusitano no Canindé pela Série B

Fala, pessoal!

Terça-feira passada rolou a penúltima sessão futebolística no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte em 2014. Já rebaixada e cada vez mais afundada na lanterna, a Portuguesa recebeu o ABC de Natal para tentar a segunda vitória seguida e também aplacar um pouco a raiva da sua torcida.

Marcado para as sete e meia da noite, apenas 374 almas encararam a barra de pagar 40 reais para ver esse jogo, um quase-amistoso no Campeonato Brasileiro da Série B. Aliás, cobrar 40 bagarotes para um jogo desse naipe é muita crueldade, não? Bom, esqueci que para a diretoria o lance é deixar a torcida bem longe do Canindé.


Times da Portuguesa e ABC escutando atentamente o Hino Nacional. Foto: Fernando Martinez.

Cheguei no estádio após uma caminhada de cerca de trinta minutos iniciada no Metrô Tietê. Sem perder tempo, dei uma palavrinha rápida com a rapaziada presente para essa peleja - Mílton, Luiz, Paulo "Shrek" e Nílton (com seu filho Lucas) - e subi para as tribunas com o amigo Ricardo Espina.


Bola levantada na área da Portuguesa. Foto: Fernando Martinez.

Não demorou para a peleja começar. Junto com ela começou o show de horrores no gramado do estádio inaugurado em 1972. Os times fizeram uma apresentação horrorosa e os 90 minutos demoraram uma eternidade para passar. A sorte é que não estava sozinho, pois se estivesse tenho certeza que teria dormido a maior parte do tempo.


Outro ataque aéreo dos potiguares. Foto: Fernando Martinez.

Tirando uma chance para cada equipe no tempo final, absolutamente nada aconteceu. Os 22 atletas em campo maltrataram a pelota sem nenhuma piedade, algo digno de, no mínimo, uma prisão preventiva para cada um dos cruéis jogadores. O que salvou mesmo foi o sensacional show de stand-up do eterno campeão potiguar de futebol de botão durante o segundo tempo. Rafinha Bastos e Danilo Gentili são meros amadores perto do nosso amigo suzanense.


ABC em ofensiva pela direita. Foto: Fernando Martinez.

No fim dos 90 minutos regulamentares as redes permaneceram intocáveis com o Portuguesa 0-0 ABC. O resultado não mudou em nada a situação da lanterna Lusa e do time do Rio Grande do Norte, apenas cumprindo tabela até a rodada final. Os paulistas agora jogam duas vezes fora de casa antes da despedida melancólica contra o Vila Nova na sua casa.

Como o papo estava muito bom ainda estiquei a noite com a dupla Mílton e Luiz. Ficamos ainda um bom tempo numa casa de esfihas da região, naquele pós-jogo já tradicional por ali. Futebol em campo novamente só no final de semana com uma das semi do Paulista sub20.

Até lá!

Fernando

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

O antepenúltimo capítulo lusitano no Canindé pela Série B

Opa,

No último final de semana fui dominado completamente pela preguiça e a rodada futebolística ficou reduzida a apenas uma sessão noturna... mas absolutamente imperdível! Finalmente chegou a hora de assistir o jogo do Campeonato Brasileiro da Série B mais esperado do ano: Portuguesa x Luverdense no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte.


Times da Portuguesa e do Luverdense antes do início da partida. Foto: Fernando Martinez.

Quando a CBF divulgou a tabela do certame lá no começo do ano ninguém em sã consciência imaginava o estado em que o time rubro-verde se encontraria para esse confronto com o onze mato-grossense. Lamentavelmente essa foi a primeira partida que os paulistas disputaram já devidamente rebaixados para a terceirona nacional em 2015.

Desde a retomada da Série B após a Copa a gente imaginava que isso aconteceria, e quando houve a virada do primeiro para o segundo turno a única dúvida que restava era em qual rodada a queda aconteceria. Ela veio na 33ª com a inapelável derrota de 3x0 para o Oeste de Itápolis. Um triste desfecho para a temporada mais trágica da história do clube.

Enfim, o estrago já foi feito e agora resta ver os últimos passos lusitanos no Canindé atuando pela segundona. O antepenúltimo adversário foi a genial agremiação da cidade de Lucas do Rio Verde, na minha primeira chance de "tirar o J" do time. Explico: tinha visto o Luverdense apenas uma vez até hoje na cidade de Lençóis Paulista em jogo da Copinha (um sensacional 10x1 a favor do Paraná Clube).

Com o acesso de 2013, o Verdão do Centro Oeste se tornou o sexto time do Mato Grosso - os outros foram os tradicionais Mixto, Operário-VG, União de Rondonópolis, Dom Bosco e o Barra do Garças - a jogar uma segunda divisão nacional. A presença do alviverde quebrou um tabu de dezenove anos sem uma equipe do estado do Centro Oeste no campeonato.

Os mato-grossenses ocupam as posições intermediárias da tabelas desde as primeiras rodadas e ficarão na Série B em 2015. Um alento para um estado há tanto tempo fora dos holofotes da grande mídia. As coisas estão indo bem, mas ainda há espaço para histórias de sucesso de outros times locais.


Bola cruzada na área do Luverdense. Foto: Fernando Martinez.

Um surpreendente público de 361 almas pagou ingresso para ver um jogo aonde o onze visitante era favorito, afinal, a Portuguesa somava cinco meses e onze jogos sem vencer em casa e um total de catorze partidas consecutivas sem nenhum triunfo. O panorama não era animador, mas não é que finalmente consegui ver uma apresentação razoável do time rubro-verde?


Ataque mato-grossense no tempo inicial. Foto: Fernando Martinez.


Visão geral do Canindé vazio para Lusa x Luverdense. Foto: Fernando Martinez.

Tudo bem que o futebol apresentado não foi nenhuma Brastemp, mas perto do desastre que presenciei várias vezes ali nesse ano, a atuação lusitana foi satisfatória. O Luverdense não foi nada bem e assustou apenas no comecinho da peleja. Por volta dos 25 minutos a Portuguesa passou a jogar melhor do que seu oponente.


Lance no campo de defesa do Luverdense. Foto: Fernando Martinez.

A Lusa colocou uma bola na trave ainda no tempo inicial e no segundo abriu o marcador numa bela jogada do seu setor ofensivo. Bruno Ferreira avançou pela direita e cruzou na cabeça de Luan. O gol desanimou o time visitante e por pouco o time da casa não aumentou o placar.


ALELUIA! Finalmente vi a Portuguesa vencer um jogo na Série B 2014. Foto: Fernando Martinez.

Ao término dos 90 minutos, o placar do Canindé apontava o placar final de Portuguesa 1-0 Luverdense. Essa foi apenas a quarta vitória do time no certame, isso em 34 jogos disputados. A campanha continua vergonhosa mas pelo menos espantou brevemente a zica que pairava no ar do Canindé desde o mês de junho.

Até a próxima!

Fernando

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Nacional campeão da Segunda Divisão 2014

Fala, pessoal!

Sábado passado o JP chegou aos 10 anos de vida e nada melhor do que comemorar essa data histórica com uma final de Campeonato Paulista da Segunda Divisão, nosso campeonato favorito. O quase centenário Nacional Atlético Clube recebeu o "novato" Sport Club Atibaia em busca do seu primeiro título nesse século.

Com a derrota no jogo de ida (2x1 para o time laranja), o time ferroviário ficou obrigado a vencer essa partida no Estádio Nicolau Alayon para ser campeão, algo que não acontecia desde o ano 2000. O bom time do Falcão jogava pelo empate e prometia sair da Comendador Souza com seu primeiro caneco em quase nove anos de vida.

 

Belos troféus para o campeão e vice da Segunda Divisão 2014. Fotos: Fernando Martinez.

Marcada para o ingrato horário das 10h45 do sábado (!), a decisão recebeu um belíssimo público para os padrões normais: 1.039 pagantes. A torcida local encheu a arquibancada coberta e também parte do gol "da direita". Os torcedores do Falcão compareceram em ótimo número e ficaram do lado oposto às sociais.

A atmosfera, como não poderia deixar de ser, era eletrizante. Confesso que poucas vezes vi um clima tão legal por ali, isso contando as finais da Copa São Paulo de Juniores de 2008 e da Copa Paulista de 2012. Cheguei cedo e logo encontrei muitos amigos e conhecidos por ali, e depois de uma rápida resenha fui para o campo de jogo.


Nacional AC - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


SC Atibaia - Atibaia/SP. Foto: Fernando Martinez.

Devidamente credenciado, aguardei já no gramado a entrada das equipes para o hino nacional e as fotos oficiais (nem tinha como ser diferente). Como o calor ainda não tinha apertado, resolvi permanecer em campo e fui acompanhar o ataque do Nacional.


Quarteto de arbitragem da final com o árbitro Rodrigo Guarizo do Amaral, os assistentes Tatiane Sacilotti Camargo e Eduardo Vequi Marciano e o quarto árbitro Salim Fende Chavez. Junto a eles, os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

É, mas ali o jogo quase não aconteceu, pois o time comandado pelo técnico Luiz Muller - aquele mesmo ex-Bragantino e ex-Sport - encurralou os donos da casa e criou quatro ótimas chances de gol na primeira metade do tempo inicial. O goleiro Carlão teve bastante trabalho.


A zaga do Atibaia segurou o ataque do Nacional por grande parte do primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

Aos 29, o ataque atibaiense armou uma grande troca de passes que terminou com o arqueiro nacionalino cometendo pênalti. Fernando Gaúcho bateu com classe no inuto seguinte e abriu o marcador. Se não estava fácil a vida do Nacional com o empate sem gols, agora o drama era maior.


Fernando Gaúcho no pênalti que abriu o marcador para o Atibaia. Foto: Fernando Martinez.

Até o fim do primeiro tempo os locais finalmente chegaram com perigo em dois ataques pela direita. Em ambos o goleiro Wálter fez brilhantes defesas. Ao fim dos 45 minutos iniciais, o marcador apontava 0x1 e somente uma virada daria o título para o Nacional.


Presença do atacante Sócrates no ataque local. Foto: Fernando Martinez.

Alguns já mostravam um semblante bastante preocupado nas arquibancadas imaginando que talvez não fosse possível emplacar a quarta virada do time em pouco mais de um mês. Não era mesmo uma situação "tranquila", mas é fato que não tinha como colocar em dúvida a capacidade de reação nacionalina depois das antológicas viradas contra Barretos (para muitos, o jogo do acesso), União Mogi e Grêmio Prudente.


Bola cruzada na área atibaiense. Foto: Fernando Martinez.

A conversa no vestiário deve ter sido sensacional, pois o time ferroviário voltou para o tempo final num ritmo alucinante. Mostrando um futebol extremamente empolgante, os atletas encurralaram a equipe do Atibaia e viraram o marcador em apenas 15 minutos.


Bruno Silva na grande área momentos antes de tocar por cobertura e empatar o jogo. Foto: Fernando Martinez.

O gol de empate saiu aos cinco quando Bruno Silva recebeu lançamento preciso de Gindre pela direita e tocou por cobertura na saída do arqueiro visitante. Aos 14, Wálter bateu roupa em cobrança de falta e Fernando, um dos destaques da equipe, completou.


Lance do gol da virada do Nacional, marcado pelo camisa 5 Fernando. Foto: Fernando Martinez.

O Atibaia sentiu demais esse gol e passou um bom tempo zonzo em campo. Sócrates, artilheiro do campeonato com 16 gols (mas sem marcar desde 24 de agosto), recebeu um passe açucarado de Bruno Silva pela direita e chutou na trave na maior chance para definir de vez a final. A equipe da casa sobrava em campo.


Zagueiro do Falcão tentando se livrar da marcação de Sócrates. Foto: Fernando Martinez.

O Falcão voltou a chegar perto da área local somente após os 35 minutos, mas a pressão era fugaz e a cada minuto que passava ficava mais próximo o esperado título do onze paulistano. A cada virada do ponteiro a torcida se animava ainda mais.


Momentos finais da decisão da Segundona 2014. Foto: Fernando Martinez.

Então as 12h36 da tarde de sábado, 1º de novembro de 2014, o árbitro Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral trilou seu apito pela última vez e a torcida pôde soltar o grito de "CAMPEÃO" no Nicolau Alayon. A Segundona Paulista da atual temporada terminou com o título paulistano.

O placar final de Nacional 2-1 Atibaia deu ao onze ferroviário a terceira conquista profissional em todos os tempos. O primeiro aconteceu após uma vitória contra o Bernô na rodada final da A3 de 1994 e o segundo numa vitória contra o Garça no ano 2000, também na Série A3.

A comemoração foi enorme dentro e fora de campo. Em reconhecimento aos torcedores, os atletas se dirigiram ao gol da direita, local aonde estava a maior parte dos nacionalinos, para fazer a festa com o pessoal. Por pouco não aconteceu uma tragédia por conta da queda do alambrado. Por sorte nada pior aconteceu, e como o clima era de festa tudo virou graça.

Não demorou para a cerimônia de premiação das duas equipes começar. Primeiro o elenco do Atibaia subiu ao pódio para receber as medalhas e o troféu pelo vice-campeonato. De negativo somente o fato que faltou medalha para todo mundo. Uma enorme bola fora.



Elenco do Atibaia no pódio armado pela FPF e o capitão do clube levantando a taça de vice-campeão. Fotos: Fernando Martinez.

Logo após a premiação do onze atibaiense, foi a vez do grande campeão da Segunda Divisão subir no palco montado pela FPF. A alegria não parou por um segundo e foi bonito ver o goleiro-capitão Carlão - um dos atletas há mais tempo no clube - levantar a bela taça.



Festa dos jogadores campeões da Segundona e o capitão Carlão levantando a taça. Fotos: Fernando Martinez.

Apesar de algumas cenas tristes durante a cerimônia a festa foi muito bonita e mais do que merecida. Torci bastante para o acesso do Nacional durante as cinco temporadas na Segundona. Dos 108 jogos disputados nesses anos, estive em 54. Nesse tempo todo o JP foi o único veículo aonde o tradicional clube da Zona Oeste teve uma cobertura realmente digna. Para nós, algo bastante honroso.


Atletas nacionalinos indo comemorar com a torcida. Foto: Fernando Martinez.

Com a saída dos fiscais da FPF da cancha, todos os amigos que estavam do lado de fora entraram em campo para também participarem da festa. Fiquei muito tempo por ali confraternizando com todos, num dos maiores quóruns já montados em todos os tempos.


Parte da turma presente no Nicolau Alayon para a grande final. Foto: Fernando Martinez.

Se já não bastasse toda a emoção pela final em si, posso dizer em nome de todos do blog que chegar aos 10 anos de Jogos Perdidos é algo muito legal. Ninguém imaginava isso lá em 2004 e por mais que nos últimos anos a equipe tenha diminuído bruscamente - quase um "exército de um homem só" - o nosso ideal ainda está mais vivo do que nunca.

Das 2.666 partidas que cobrimos nesse período, cerca de 2.350 foram realmente "jogos perdidos", a maioria com relatos e fotos exclusivas. Não há como negar que nosso banco de dados e imagens é um dos maiores em se tratando de times pequenos e competições que são jogadas longe dos holofotes da grande mídia. Até onde for possível estaremos na ativa e contando com a audiência de todos.


Uma imagem que dispensa maiores comentários. No sábado, o JP também foi um pouco campeão. Foto: Miguel Ferreira.

Com esse relato fechamos as coberturas da Segunda Divisão na atual temporada. Nossa próxima meta é fazer uma Série A2 e A3 geniais antes do início da Segundona 2015, sem dúvida o estadual mais difícil do país.

Até a próxima!

Fernando!

sábado, 1 de novembro de 2014

10 anos de Jogos Perdidos!



Se alguém me dissesse em 1º de novembro de 2004 que o Jogos Perdidos iria chegar aos 10 anos de vida eu daria muita risada. Não por não achar que um dia o assunto acabaria - pois isso é impossível - e sim por achar esse tempo todo (10 ANOS) algo longo demais para um mundo tão efêmero como esse mundo virtual.

E não é que o décimo aniversário chegou? Claro que a realidade hoje é que aquele "grupo de malucos que vai em jogos diferentes" não existe mais. Os "fundadores" Jurandyr, Emerson, Orlando, Mílton (esse muito próximo novamente, mas sem participar como colaborador do blog), Victor e David já deixaram o barco e não fazem mais coberturas. Além de mim, claro, apenas o Estevan participa do site com suas esporádicas e importantes matérias vindas do litoral. O trabalho de formiguinha ficou ainda maior.

Quase 2.700 jogos depois daquele Taboão da Serra x Itararé na final da B2 2004, cá estamos mais vivos do que nunca. Cobrimos inúmeras finais, vimos dezenas e dezenas de campeonatos diferentes, de Amador do Estado até Copa do Mundo (nosso maior momento), em muitos estados do país e no exterior e também mostramos partidas de 613 equipes diferentes.

Não há como negar que os números são superlativos, mas o maior presente que ganhamos foi ter feito tantas amizades por conta do trabalho feito aqui. Conhecemos vários torcedores de diversas equipes, dirigentes, inúmeros integrantes da arbitragem e vários colegas da imprensa. Essas dezenas e dezenas de novas amizades são nosso maior troféu.

Não tenho a menor ideia se o Jogos Perdidos ainda existirá em 1º de novembro de 2024, mas até lá vamos seguir com a fórmula que deu certo até hoje, sempre - e isso é essencial - curtindo a vida adoidado e fazendo nosso garimpo histórico no meio do verdadeiro futebol brasileiro.

Vida longa ao JOGOS PERDIDOS!

Fernando!

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Copa Sul-Americana no Morumbi em noite de time novo na Lista

Fala, pessoal!

É cada vez mais difícil chegar a essa época do ano e ter a chance "matar" uma equipe. Por sorte, a boa campanha do São Paulo na Copa Sul-Americana trouxe mais um time legal ao Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o 587º da minha Lista. Depois de ver os chilenos do Huachipato na fase anterior, dessa vez os paulistas enfrentaram o genial Emelec, time oriundo da Empresa Eléctrica del Ecuador.

Essa foi apenas a terceira vez que o time equatoriano jogou em São Paulo por uma competição da Conmebol. Nas duas anteriores os Elétricos enfrentaram os dois rivais do trio de ferro. O Palmeiras foi o adversário em 1995 e o Corinthians em 2012, essa durante a vitoriosa campanha na Libertadores.


Times perfilados no gramado do Morumbi. Foto: Fernando Martinez.

Outra coisa relativamente rara é um time desse país jogar por aqui nos últimos tempos (registrando que perdi o LDU de Loja contra o mesmo São Paulo em 2012). O último time equatoriano a entrar na minha Lista havia sido o Barcelona de Guaiaquil num jogo contra o Santos na Vila Belmiro, isso em março de 2004. Somando todas essas informações, minha presença no Morumbi era obrigatória.

A quinta-feira foi bastante complicada e mesmo com todos os fatores já citados por muito pouco não desisti da jornada. Graças a vários percalços, confirmei minha ida ao estádio somente às sete da noite, faltando pouco mais de uma hora para o apito inicial. Junto com o trio Renato, Mílton e Nílton, sofri bastante para chegar na casa são-paulina por conta do horário e da falta de táxis disponíveis na região do Metrô Butantã.

Apesar da correria tudo deu certo e estava devidamente instalado no meu lugar antes mesmo das equipes entrarem em campo. Assisti o tempo inicial na companhia dos Beatles e dos Rolling Stones e vi o São Paulo arrasar o Emelec nos primeiros 45 minutos. Sem sofrer sustos, os paulistas chegaram fácil aos 3x0 sem a menor resistência do adversário.


A zaga do Emelec tomou sufoco durante todo o primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.


Um raro ataque equatoriano no tempo inicial. Foto: Fernando Martinez.

Michel Bastos abriu o placar aos 11, Hudson ampliou aos 34 e Alan Kardec marcou o tento mais bonito da noite aos 44. Estava fácil demais. No intervalo encontrei o amigo tricolor Ricardo Espina caçando ingressos no anel central do estádio. Ele também achava que a peleja estava definida.


Terceiro gol do São Paulo, de longe o mais bonito da noite. Foto: Fernando Martinez.

O que ninguém esperava era que o São Paulo deixaria seu futebol nos vestiários. Em pouquíssimo tempo a vitória certa se transformou num pesadelo. O Emelec marcou com Bolaños aos dois e Mena aos nove e complicou a vida dos locais. A sorte do São Paulo é que o onze equatoriano não é tudo isso, pois o empate não aconteceu por falhas de finalização.


Investida aérea do time paulista no tempo final. Foto: Fernando Martinez.

Num pequeno espasmo de bom futebol, os locais chegaram ao quarto gol numa cabeçada precisa de Antônio Carlos aos 24. O tento acordou a torcida e tirou a esperança de um eventual empate dos equatorianos.


Zaga são-paulina negando o ataque do Emelec. Foto: Fernando Martinez.

No fim, a partida acabou com o marcador mostrando o resultado de São Paulo 4-2 Emelec. Para o jogo de volta os equatorianos precisam vencer por três de diferença caso queiram chegar na semi-final ou por dois a partir de 5x3. O time da Fé pode perder por um gol que passará de fase. Vamos falar a real? Dificilmente o Tricolor perde essa vaga.

Com essa partida, finalizamos a primeira década de coberturas do JOGOS PERDIDOS. No sábado, 1º de novembro, chegaremos ao nosso décimo aniversário com a presença na grande final da Segundona Paulista em 2014. Nada melhor do que chegar a essa histórica marca com um jogo desses, certo?

Até lá!

Fernando

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Vantagem mínima para o Centro Olímpico na semi do Brasileiro

Fala pessoal!

O Campeonato Brasileiro Feminino chegou à sua fase semi-final e no meio da semana o JP foi até o Estádio Paulo Machado de Carvalho ver o encontro de ida entre as paulistanas do Centro Olímpico e as catarinenses do Kindermann. Não foi um jogo tão perdido assim por conta da transmissão ao vivo pela televisão, mas não dava para ficarmos de fora do mesmo jeito.

O Kindermann se classificou como líder do Grupo 5, um ponto à frente do Botafogo/RJ. O ADECO ficou em segundo do Grupo 6, três pontinhos atrás da Ferroviária. Aliás, não houve nenhuma surpresa na segunda fase e os quatro melhores times confirmaram o enorme favoritismo. Para esse jogo de ida no Pacaembu, a palavra de ordem no Centro era uma vitória, se possível por boa margem de gols.


AD Centro Olímpico (Feminino) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


SE Kindermann (Feminino) - Caçador/SC. Foto: Fernando Martinez.

E só porque falei bem da temperatura na semana anterior, nessa fui brindado com um calor insuportável. Menos mal que a partida foi marcada para as 16h30, mas mesmo assim a coisa foi complicada. O que restou foi procurar as preciosas sombras das torres de iluminação do velho estádio.


Capitãs dos times junto ao quarteto de arbitragem paulista com a árbitra Regildênia de Holanda Moura e as assistentes Tatiane Sacilotti Camargo e Renata Ruel de Brito e o quarto árbitro Aurelio Santana Martins. Foto: Fernando Martinez.

Como agora não há mais moleza no Brasileirão, a peleja foi muito disputada. As meninas do Sul conseguiram equilibrar o jogo durante os primeiros 15 minutos, mas depois o Centro Olímpico foi melhor. A presença da camisa 77 Darlene foi essencial para que o ataque local criasse grandes chances.


Jogadora do Kindermann neutralizando ataque local. Foto: Fernando Martinez.

O jogo seguiu sem o gol por causa da boa atuação da goleira Bárbara e também de certo preciosismo das atacantes locais. Em algumas oportunidades, ao invés de chutarem no gol rolava a tentativa de um desnecessário toque a mais, uma opção que se mostrou sempre equivocada.


Marcação forte da camisa 8 Mayara. Foto: Fernando Martinez.


Darlene armando o trio dentro da área catarinense. Foto: Fernando Martinez.

No apagar das luzes do primeiro tempo finalmente o placar foi inaugurado com a única falha de Bárbara em todo o jogo. Ela errou o tempo de bola e saiu mal do gol para tentar cortar um cruzamento da direita. A zagueira Érika, ligada demais no lance, surgiu por trás da arqueira e cabeceou firme para para marcar o primeiro.


Detalhe do gol do Centro Olímpico marcado por Érika. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final o sol deu uma sumida, mas o Centro Olímpico continuou superior. O Kindermann teve mais posse de bola, mas chance de gol clara que é bom não aconteceu. As locais perderam a oportunidade de construírem uma grande vantagem para a peleja de volta em Santa Catarina.


Bola alçada na área do Kindermann. Foto: Fernando Martinez.


A melhor chance do ADECO no tempo final começou com esse drible de Darlene na goleira Bárbara. Foto: Fernando Martinez.

A melhor oportunidade para o segundo gol saiu de uma jogada de classe de Darlene e conclusão de Tamires. A camisa 77 avançou pela esquerda, driblou a goleira e tocou para o meio da área. Com o gol completamente aberto a camisa 33 chutou por cima e jogou fora a chance para ampliar a vantagem paulistana.


Várias defensoras tentando parar a camisa 77 do Centro Olímpico. Foto: Fernando Martinez.


A camisa 8 do Kindermann procurando a bola. Foto: Fernando Martinez.

No fim, o placar terminou com a vantagem mínima construída ainda no tempo inicial: Centro Olímpico 1-0 Kindermann. No jogo de volta, o ADECO joga pelo empate e também pode perder por um gol de diferença desde que marque (1x2, 2x3, etc...). Ao Kindermann cabe vencer por dois gols de diferença ou repetir o placar do Pacaembu para levar a disputa para a cobrança de pênaltis.

O sol ainda reinava potente no céu paulistano e dali segui junto com o amigo Cosme de volta para o Bom Retiro. Luiz Fôlego já nos aguardava para um bate-papo com uma sensacional pizza de bacon num restaurante da região. Quase três horas depois finalmente estava em casa para uma merecida noite de descanso.

No dia seguinte teve mais futebol, agora com mais uma equipe nova na Lista, cortesia da Sul-Americana.

Até lá!

Fernando