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segunda-feira, 12 de março de 2018

Nacional empata desperdiça a chance de dormir líder na Série A2

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois do massacre contra o Penapolense no meio da semana passada, o Nacional voltou a campo no sábado para um duelo contra o Audax, antepenúltimo colocado do Campeonato Paulista da Série A2, com chances reais de se tornar líder ao final da 12ª rodada.

Não era exagero pensar nessa possibilidade levando em conta os cinco jogos de invencibilidade e nas três vitórias consecutivas, duas delas por goleada (4x1 contra o Batatais fora de casa e o 6x0 contra o CAP). É fato que o técnico Tuca Guimarães vem fazendo um belo trabalho e sonhar com o acesso no ano do centenário não é nenhum absurdo.


Grêmio Osasco Audax Esporte Clube - Osasco/SP


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Quarteto de arbitragem designado para a peleja com o árbitro Rodrigo Guarizo do Amaral, os assistentes Eduardo Vequi Marciano e Fausto Augusto Moretti e o quarto árbitro Rodrigo Pires de Oliveira junto com os capitães dos times

O grande problema é que o onze ferroviário historicamente adora se complicar atuando contra adversários que estão em situação pior do que a sua. Revivendo tempos não tão gloriosos de outrora, foi exatamente isso que vimos no gramado do Estádio José Liberatti em Osasco.

Precisando vencer para se afastar da zona de rebaixamento, o vice-campeão paulista de 2016 teve bons momentos durante todo o tempo inicial e o goleiro Maurício foi bastante acionado. Só que a primeira boa oportunidade foi do Nacional aos 10 minutos com um gol de Jeferson Souza que foi anulado pelo árbitro.

Dois minutos depois Robert, atacante do Audax, acertou boa cabeçada na trave. Aos 26, Denílson chutou de longe e Maurício fez ótima defesa. Não demorou pro Nacional responder com um chutaço de Bruno Xavier que também encontrou o travessão. O tempo inicial se encerrou com o marcador em branco.


Defensor do Audax mandando aquele corte esperto


Bruno Xavier chutando de longe e mandando a pelota na trave


Momento do gol visitante que foi anulado aos dez do tempo inicial


Ataque nacionalino pela direita

No segundo tempo o Nacional foi muito melhor e encaixou várias chances de abrir o placar. Antes dos dez minutos Thiago Santos e Samuel tiveram ótimas oportunidades porém desperdiçaram. Robert era o único nome perigoso no escrete local e aos 13 o camisa 9 acertou outra bola na trave.

A peleja foi seguindo com melhores momentos a favor do onze paulistano, só que faltava aquele lance mais agudo, aquele momento especial pro gol sair. Marcelinho, camisa 17, teve esse momento. Quando o relógio apontava 43 minutos, ele recebeu ótimo lançamento, driblou o arqueiro Jefferson e ficou com o gol aberto à sua disposição. Ao invés de chutar, ele esperou, esperou, esperou e com isso deu chance pro zagueiro Anderson impedir o tento que faria o clube dormir na liderança da Série A2.


Anderson, camisa 2 osasquense, afastando o perigo


Jefferson sai do gol para fazer a defesa


Chegada do Nacional pela esquerda do seu ataque


Mais um corte da zaga local dentro da área

O placar final de Audax 0-0 Nacional deixou um gosto de "quase" na boca de todos os torcedores visitantes que foram ao Rochdale. Ao término da 12ª rodada a equipe caiu para a quarta colocação com 21 pontos e o onze osasquense voltou pro Z2. Agora os paulistanos terão dois compromissos em casa na busca da classificação. Uma coisa é certa: o gol bisonhamente perdido fará falta no final da primeira fase, podem apostar.

Essa foi a única partida do final de semana em que marquei presença. Volto aos campos no meio da semana com uma rodada dupla na Libertadores com direito a time novo na Lista!

Até lá!

quinta-feira, 8 de março de 2018

Novo massacre do Nacional na A2, agora contra o Penapolense

Texto e fotos: Fernando Martinez


A tarde de quarta-feira reservou mais uma apresentação do Nacional no Campeonato Paulista da Série A2, o meu 28º jogo seguido do time atuando dentro de casa. Vindo de vitória contra o Juventus, o clube da Água Branca recebeu o Penapolense no Estádio Nicolau Alayon dependendo de uma vitória para entrar pela primeira vez no G4 do torneio.

A torcida estava confiante de acompanhar um novo triunfo, mas o que ninguém poderia esperar é que um raio estava prestes a cair pela terceira vez no mesmo lugar. Após destroçar o CA Votuporanguense por 5x1 e o Taubaté por 6x1, o Nacional simplesmente mostrou 20 minutos brilhantes e aniquilou uma das forças da A2 (o CAP ainda não havia saído do G4 até então).


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Clube Atlético Penapolense - Penápolis/SP


O árbitro Thiago Duarte Peixoto, os assistentes Marco Antônio Motta Junior e Leonardo Augusto Villa, a quarta árbitra Regildênia de Holanda Moura e os capitães dos times

Em quatro confrontos na história, os paulistanos nunca tinham vencido o adversário interioranos e quebraram esse mini-tabu pagaram a dívida com juros e correção. Logo aos seis minutos, a zaga visitante falhou e perdeu a bola para Bruno Xavier. Ele avançou pela direita e chutou cruzado, abrindo o placar. Pouco depois do gol, caiu um verdadeiro temporal no estádio e, sem guarda-chuva, fui obrigado a me abrigar na parte coberta.

O que se viu até os 24 minutos foi algo próximo do que podemos chamar de massacre propriamente dito. Bruno Xavier fez o segundo da tarde aos 18 num chute no canto direito. Aos 20, Emerson Mi recebeu ótimo passe da direita e chutou no canto. Quatro minutos depois Bruno Nunes deixou o dele após uma boa troca de passes do setor ofensivo.

Com o relógio marcando 24 minutos, o Nacional vencia por 4x0 e a vitória estava garantida. Não tinha como crer que o Penapolense pudesse ter forças para buscar melhor sorte dentro de campo. Jogando só na boa e se poupando, o Naça levou o restante do tempo inicial na base do banho-maria.


Chute de Bruno Xavier que originou o primeiro gol do massacre nacionalino


Chance do time da Água Branca pelo alto


O Penapolense foi completamente dominado durante todo o primeiro tempo

Na volta pro tempo final, os visitantes se mandaram na base do perdido por quatro, perdido por oito. Aos oito minutos Copetti recebeu bom passe de Branquinho e mandou na trave. Pouco tempo depois foi a vez dos paulistanos mandarem uma no travessão em lance onde um dos zagueiros do Penapolense quase faz contra.

Aos 20 minutos saiu o quinto gol com o camisa 8 Tiaguinho aproveitando belo passe de Emerson Mi. Mesmo com a enorme vantagem, parecia que quem estava vencendo era o onze visitante, tamanha a pressão dos locais. O melhor exemplo dessa brilhante atuação aconteceu aos 37. Um ataque em massa obrigou o goleiro Bruno a fazer duas belíssimas defesas em sequência, porém na terceira chance, Luiz Henrique acertou um chute no ângulo direito e deu números finais à goleada.


No segundo tempo o Nacional não diminuiu o ritmo e continuou atacando


Nesse lance quase saiu o quinto local. O zagueiro do CAP jogou contra a própria meta e a bola bateu na trave


A marcação do Penapolense deu vários espaços aos atacantes locais


Luiz Henrique chutando com estilo para fechar novo massacre do Nacional na Série A2

O placar final de Nacional 6-0 Penapolense quebrou uma série de marcas (mais uma vez) do onze ferroviário. É a primeira vez desde 1962 que a equipe fez cinco ou mais gols em três partidas no mesmo ano (e isso que estamos ainda em março), foi a primeira vitória contra o CAP em todos os tempos e foi apenas o quarto 6x0 aplicado pelo time na história, o primeiro na segunda divisão em 40 anos (o outro foi contra o Ginásio Pinhalense em 4 de junho de 1978).


Mais um jogo do Nacional no Nicolau Alayon em 2018 e mais uma goleada, a terceira

O triunfo colocou o Nacional na terceira colocação da Série A2 após 11 rodadas disputadas com 20 pontos ganhos. Faltando quatro compromissos, o clube da Água Branca tem tudo para se classificar entre os quatro melhores e disputar o acesso. Falta muito, mas estão deixando o pessoal sonhar.

Até a próxima!

terça-feira, 6 de março de 2018

Santos x Corinthians: o primeiro grande clássico no JP

Texto e fotos: Fernando Martinez


A sessão vespertina do último domingo foi um tanto quanto "alternativa" pra mim. Não que eu tenha ido em algum jogo perdido ou em algum estádio remoto da Grande São Paulo, e sim porque marquei presença numa peleja nada perdida, nada mais do que o clássico mais antigo do estado. Falo do Santos x Corinthians no Estádio Paulo Machado de Carvalho pelo Campeonato Paulista.

Tem gente que gosta, mas eu nunca gostei de assistir clássico. Sempre tem muvuca, é difícil para chegar e pra sair e mais um monte de coisa chata. Tanto que dos meus mais de 2.850 partidas, tinha ido apenas em dois até então: Um amistoso entre Corinthians x Palmeiras em 1990 (2x1 pro Timão) e um 0x0 entre o time de Parque São Jorge e o São Paulo pela Taça Campanha do Agasalho (!) em 1994 (0x0 e triunfo alvinegro nos penais). 24 anos depois, hora de fechar a trilogia. Dito isso, vale lembrar também que é a primeira vez que o JP publica um post sobre um clássico entre os maiores clubes paulistas.

Resolvi encarar meu primeiro confronto entre o Mosqueteiro e o Peixe muito por conta do ineditismo e também pelo aniversário de 50 anos da quebra do tabu, um fato que corintianos que viveram naquele tempo não esquecem jamais. Meu pai e meu avô, os dois que já não estão mais entre nós, estavam no Pacaembu na noite de 6 de março de 1968 e eu cresci escutando várias histórias do que significou aquela antológica noite. Foi uma homenagem minha aos dois.

Pena que meio século depois o estadual tenha perdido tanta importância. Arrisco a dizer que em 2018 estamos assistindo o pior Paulistão em todos os tempos, primeiro pelo descaso absoluto dos grandes com o torneio e depois pelo fraquíssimo futebol apresentado pelos times do interior. Já passou da hora desse formato ser alterado, caso contrário a distância dos quatro pros demais será cada vez maior.


Domingo à tarde com jogo no Pacaembu é uma das coisas mais sensacionais que se pode ter na cidade


Corinthians trocando passes no seu campo de ataque


Ataque santista pelo alto no começo do segundo tempo

Num Pacaembu repleto de santistas por causa da bobagem de torcida única, acabei vendo provavelmente o melhor duelo do campeonato. O Corinthians mostrou aquele futebol de sempre e terminou o primeiro tempo vencendo o onze santista pela contagem mínima num golaço de Renê Júnior aos 19 minutos.

No intervalo fui ao Salão Nobre do Pacaembu para tomar um cafezinho, beber uma água e sentir um pouco do ar imperial dos figurões e aspones de plantão. Lá estava o "glorioso" futuro ex-prefeito paulistano João Dória Jr. com seu sapatênis, sua calça de seda e sua camisa de cashemira brindando com seus convivas. Que delícia ser bilionário!

Extasiado com tanta elegância, na volta pro tempo final me instalei na numerada coberta do estádio e dali vi o clássico conseguir ficar ainda melhor. O Corinthians recuou, o Santos foi pra cima e a peleja ficou bem movimentada. O que quebrou o esquema foi a queda de energia (a terceira em 2018) e a paralisação de 49 minutos.


Pela terceira vez no ano acabou a luz do Pacaembu num jogo de futebol, justamente num local que querem passar para a iniciativa privada... coincidência?


O Corinthians teve seus momentos para ampliar a vantagem depois que a luz voltou


Bola que tirou tinta da trave de Cássio

Já sem nosso querido futuro ex-prefeito na cancha (ele se mandou quando a luz apagou... malandramente), a luz voltou após uma reza coletiva muito forte e o Santos passou a dominar completamente as ações, só que deixando um espaço monstro no contra-ataque. Os dois times tiveram chances de marcar, porém foi o Peixe quem fez aos 42 minutos com o camisa 40 Diogo.

O placar final de Santos 1-1 Corinthians classificou os praianos para a segunda fase e praticamente colocou o onze de Parque São Jorge lá. Ainda restam duas rodadas da modorrenta e ridícula fase inicial do Paulistão antes do mata-mata. Alô times do interior, quando vocês irão acordar desse sono que parece ser eterno?

Como meu lance é mesmo ver jogo perdido, a Série A2 pedirá passagem no meio da semana com mais uma apresentação nacionalina. Tem duelo decisivo à vista!

Até lá!

segunda-feira, 5 de março de 2018

Nacional vence e mantém o tabu contra o Juventus na Rua Javari

Texto e fotos: Fernando Martinez


Por nunca terem sido grandes rivais, chamar o duelo entre Juventus e Nacional de clássico talvez seja meio forçado, mas é fato que um confronto com tanta história merece um lugar de destaque nos nossos corações. No domingo cedo aconteceu o primeiro "Juvenal" de 2018 no Estádio Conde Rodolfo Crespi, valendo pelo Campeonato Paulista da Série A2.

Desde 2005 os dois não se enfrentavam pela segunda divisão estadual. Na época, o Juventus estava numa maré muito melhor e não foi derrotado nas duas pelejas disputadas: 0x0 no Nicolau Alayon, a partida que levou o JP até as páginas da revista Placar, e um 4x2 na Javari que terminou com pancadaria.

O Nacional foi parar na última divisão em 2010 e somente em 2015 o confronto voltou a ser realizado com frequência. A partir daí o onze ferroviário não sofreu nenhuma derrota. Aliás o momento atual é o melhor período do time da Água Branca contra o Moleque Travesso na história: cinco jogos com três triunfos e dois empates. Nunca o Nacional ficou tanto tempo invicto contra o Juve.


Clube Atlético Juventus - São Paulo/SP


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Os capitães dos times junto com o árbitro José Cláudio Rocha Filho, os assistentes Mauro André de Freitas e Osvaldo Apipe Filho e o quarto árbitro Willer Fulgêncio Santos


Encontro dos dois campeões da Série A2 2017 no gramado da Rua Javari: Tuca Guimarães e Alex Alves 

Graças à bela performance até então na A2, a equipe da Água Branca era favorito aos três pontos contra um Juventus que luta apenas para não ser rebaixado. Um dos destaques da partida ficou nos bancos de reservas com a presença de Tuca Guimarães e Alex Alves, os dois campeões da A3 de 2017. O atual técnico grená dirigiu o Naça nas treze primeiras rodadas da campanha vitoriosa e depois Tuca entrou em seu lugar.

Mais uma vez a Rua Javari recebeu um público alto e a grande massa local até que se animou - com moderação - com a atuação grená. O Nacional foi ao gramado com uma postura bem defensiva e chamou o Juventus pro seu campo. Os atletas locais ficaram a maior parte do tempo com a bola nos pés, mas não souberam o que fazer com ela. Chance de gol real só uma, com João Victor.

O onze visitante jogava na boa e apostava na estrela dos artilheiros Bruno Nunes e Bruno Xavier. Foi numa saída errada da zaga do Moleque, isso com o relógio mostrando 44 minutos, que o primeiro avançou dentro da área, tirou de André Dias e tocou para abrir o marcador. Foi o quinto gol do jogador de 27 anos na atual edição do certame.


Disputa de bola dentro da área do Juventus


Bola lançada na esquerda do ataque do Nacional




O gol nacionalino em três tempos: Bruno Nunes tocando pro fundo da meta, saindo para comemorar e a alucinada festa da torcida visitante na Rua Javari

Com um sol fortíssimo, subi até a cabine de imprensa de Javari pro segundo tempo e dali vi o Nacional recuar ainda mais durante os 45 minutos finais. No primeiro lance, o Juventus teve a chance de mudar sua sorte quando Jean Carlos foi derrubado dentro da área. Ele mesmo cobrou o pênalti, porém tirou demais do goleiro Maurício e mandou pra fora.

A pressão local foi enorme e a torcida nacionalina sofreu durante todo o tempo. Por sorte, a qualidade das finalizações juventinas foi muito ruim, e provavelmente os comandados de Alex Alves poderiam estar em campo até agora que dificilmente o empate teria saído. Resumindo: nada de novo no front grená.


Jean Carlos chutou um pênalti pra fora no começo do tempo final e jogou no lixo a maior chance juventina na partida


Aquela marcação firme de um defensor grená no tempo final


Uma das boas chegadas do Nacional dentro da área visitante no segundo tempo


A zaga visitante afastando o perigo

O placar final de Juventus 0-1 Nacional colocou os ferroviários na porta do G4 agora com 17 pontos ganhos, dois abaixo de Guarani, Sertãozinho e Penapolense. Os grenás estão fora do Z2 com nove pontos, um acima da Portuguesa e dois do Água Santa. Além de tudo isso, o Naça manteve o tabu de não ter perdido pro rival desde que saiu da Segundona.

A sessão vespertina do domingo teve outro clássico na pauta, esse com rivais de verdade e marcando minha volta a um jogo entre os quatro grandes do estado depois de 24 anos.

Até lá!

Tigre mantém a liderança da A2 após empate contra o Oeste

Texto e fotos: Fernando Martinez


Chegamos no mês de março e somente uma equipe entre as 52 que disputam as três principais divisões do nosso estadual. Falo do São Bernardo FC, líder isolado do Campeonato Paulista da Série A2. No último sábado, o Tigre do ABC visitou o Oeste buscando manter essa marca em confronto da 10ª rodada da fase inicial.

Nas nove rodadas realizadas até então, o onze do ABC venceu seis compromissos (como o duelo contra o Guarani, que teve cobertura do blog) e empatou outros três (um deles na abertura do certame contra o Nacional, também com matéria aqui no JP). Já o Oeste começou avassalador com treze pontos conquistados nas cinco primeiras jornadas (com direito a um 3x0 em cima da Portuguesa no Canindé). Depois, um ponto em doze possíveis e a queda para a sexta colocação.


Oeste Futebol Clube - Barueri/SP


São Bernardo Futebol Clube Ltda. - São Bernardo do Campo/SP


Quarteto de arbitragem designado para a peleja com o árbitro Leandro Bizzio Marinho, os assistentes Rafael Tadeu de Souza e Paulo Cesar Modesto e o quarto árbitro Jefferson Dutra Giroto. Junto a eles, os capitães dos times

A Arena Barueri não recebeu - pra variar - um público bom para essa partida e quem foi até que viu um jogo razoável. Não que ambos tenham mostrado uma atuação antológica, muito pelo contrário, mas pelo menos teve chance de gol e movimentação ofensiva durante a maior parte do tempo. Sem dúvida algo bem acima da média do que tenho visto no paupérrimo futebol tupiniquim.

O Oeste pressionou bastante, porém nos contra-ataques o Tigre levou perigo à meta defendida por William Menezes. Aos 28 minutos Willian Lira marcou pros visitantes, porém o tento foi anulado por impedimento. Aos 40, a zaga visitante falhou e a pelota sobrou pro atleta Bruno Lopes. Ele invadiu a área e chutou no canto esquerdo de Daniel.


Ataque do Oeste no começo da peleja sob o olhar atento do defensor naquela escuridão característica da Arena Barueri


Zagueiro do Tigre subindo pra fazer o corte



Bruno Lopes chuta e sai para comemorar o primeiro gol da noite em Barueri. Notem que o zagueiro do São Bernardo FC literalmente se atirou na bola pra tentar fazer o corte

No segundo tempo pintou aquela preguiça de ficar de pé e lá fui eu, como de praxe, até a parte coberta da Arena curtir dali o tempo final. O Oeste voltou disposto a resolver a parada, quebrar a invencibilidade do Tigre e voltar a vencer. A boa atuação empolgou a torcida local.

O rubro-negro perdeu duas oportunidades absurdas de ampliar a vantagem no começo dos trabalhos. Como não fez, o São Bernardo FC se encontrou no gramado e então passou a dar trabalho aos defensores baruerienses. Na base da insistência, Alvinho conseguiu deixar tudo igual aos 26 minutos em tiro cruzado pela direita.

Com o 1x1 obtido, os visitantes recuaram e novamente o Oeste passou a tomar conta da peleja. Aí vimos outros dois ótimos momentos pro segundo gol local, ambos miseravelmente desperdiçados por Marcinho, esse na pequena área, e Bruno Lopes. Quando o árbitro encerrou os trabalhos, o empate foi confirmado.


Bola no fundo das redes do Oeste... era o gol de empate do invicto São Bernardo FC


Aqui um dos melhores momentos pro Oeste fazer o segundo gol no sábado. Pena que o atacante conseguiu chutar pra fora mesmo com o goleiro Daniel vencido


Visão geral da vazia Arena Barueri sob o atento olhar da lua

O resultado final de Oeste 1-1 São Bernardo FC manteve o Tigre como líder isolado da primeira fase da Série A2 com 22 pontos após dez rodadas. O Oeste permaneceu em sexto com quinze e sem vencer desde 30 de janeiro. Faltando cinco jogos, muita coisa ainda vai mudar na tábua de classificação, podem anotar.

A volta pra capital foi feita naquele velho esquema maluco de todo sábado à noite junto com o trio Mílton, Espina e Bruno, os três já prontos para arrasarem na madrugada na base da loucura total. Da minha parte não teve bagunça e nem curtição, já que na manhã do domingo tinha duelo imperdível na pauta, também pela A2, na Rua Javari.

Até lá!