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sábado, 14 de maio de 2016

Ponte Preta joga pro gasto e elimina o Genus da Copa do Brasil

Texto: Fernando Martinez; Fotos: Fernando Martinez e Luciano Claudino


Depois de colocar o Parnahyba e o Santos do Amapá na Lista, a quinta-feira reservou a chance de ver o terceiro time novo na disputa da Copa do Brasil da atual temporada, algo que não acontecia há oito anos. A agenda marcou um duelo entre a Ponte Preta e o genial Sport Club Genus de Rondônia no Estádio Moisés Lucarelli.

Essa é a estreia do onze Genista na história da Copa do Brasil, cortesia do título estadual conquistado em 2015, o primeiro caneco de um time de Porto Velho no rondoniense desde 2002. Na fase inicial da Copa, os auri-grenás surpreenderam e eliminaram o ASA, se credenciando então para pegar a Macaca.



Associação Atlética Ponte Preta e Sport Club Genus de Porto Velho posados em fotos gentilmente cedidas por Luciano Claudino

O fato curioso é que, apesar de ser a primeira visita profissional do clube ao estado de São Paulo, não é a primeira vez que a equipe disputa um campeonato por aqui. Em 2007 o auri-grená da Capital veio jogar a Copa São Paulo, e enfrentou Rio Branco de Americana, Avaí e a própria Ponte, em jogo que teve cobertura do JP. Como eu não participei dessa matéria, não tinha como perder a chance de ver a equipe ao vivo, meu 633º time na Lista.

Fui para a Cidade das Andorinhas com a carona do ressurgido das cinzas $eu Natal, cada vez mais próximo da aposentadoria definitiva e cada vez mais sumido do nosso radar. Junto com ele, a dupla Mílton e Renato também resolveu encarar o frio campineiro para esse insólito joguinho. Na partida de ida, vitória alvinegra pela contagem mínima, e mesmo atuando com um time reserva, a desclassificação era uma hipótese bastante improvável.

O maior destaque - pelo menos para mim - acabou sendo a presença do Genus atuando perto de casa, pois a peleja em si foi bem sem vergonha. Os rondonienses não tiveram absolutamente nenhuma chance de gol durante os 90 minutos e a Ponte jogou só o suficiente para vencer e ir para a terceira fase.

O onze local teve duas boas chances aos 21 e 26 minutos e o gol acabou saindo aos 32. Matheus Jesus marcou seu primeiro tento como profissional em belo chute de fora da área. Foi com o magro placar de 1x0 que o jogo chegou ao seu intervalo. No segundo tempo a Macaca continuou senhora absoluta das ações ofensivas.


Escanteio a favor da Macaca no começo do jogo


Ataque ponte-pretano pela direita, sob a marcação da zaga rondoniense


Atleta do Genus tentando armar jogada ofensiva


Rara aparição do time visitante no campo de ataque

Aos 23 minutos a Ponte Preta fez o segundo com outro jogador vindo da base: Léo Cereja. Após ele chutar de longe, o goleiro do Genus deu rebote e ele mesmo apareceu para completar. Cinco minutos depois Matheus Jesus foi derrubado dentro da área. Pênalti para os paulistas.

Apesar da torcida ter gritado em peso o nome de Roger - artilheiro do Paulistão jogando pelo Red Bull com 11 gols - a cobrança ficou por conta do contestado Wellington Paulista. Cheio de firula na hora de bater, ele deslocou Alysson e colocou a pelota no canto direito.


Reinaldo, camisa 6 da Ponte, em lance pela esquerda


Léo Cereja iniciando a jogada do segundo gol da Macaca


Carlos Alberto, camisa 8 dos auri-grenás, recebendo passe no campo de defesa


Placar final da partida no Majestoso com a classificação da Ponte para a terceira fase da Copa do Brasil

No fim, o placar final da partida em Campinas ficou em Ponte Preta 3-0 Genus. Na próxima fase da Copa do Brasil os alvinegros irão enfrentar Figueirense ou Sampaio Corrêa. Os catarinenses fizeram 2x1 no Maranhão e o jogo de volta no Sul acontece apenas em julho. Se a avassaladora maioria dos presentes saiu do Majestoso reclamando da vida, para mim o que valeu mesmo foi ver de perto o escrete auri-grená em mais uma chance única para acompanhar um time desse naipe em terras bandeirantes.

Depois da maratona com o absurdo número de dezenove equipes novas vistas no período de um mês, agora o panorama dá uma tranquilizada por aqui. Time novo apenas na Série D, e olhe lá, e um pouquinho depois na Olimpíada. Estaremos de olho.

Até a próxima!

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Barcelona tenta, mas perde mais uma como mandante na Segundona

Texto e fotos: Fernando Martinez


No domingo rolou a primeira decisão do Paulistão e mais uma vez eu não fiz questão de acompanhar o encontro entre Audax e Santos. Assim como aconteceu na semana anterior, fui até o Estádio Conde Rodolfo Crespi para o segundo jogo do Barcelona como mandante no Campeonato Paulista da Segunda Divisão. O adversário da vez foi o Osasco FC.

O time osasquense foi adversário do Elefante nos três primeiros anos deste clube no profissionalismo. Nos seis jogos realizados entre 2004 e 2006, aconteceram dois triunfos do Barcelona, três empates e apenas uma vitória do então tricolor da Grande São Paulo. A boa atuação contra o Desportivo Brasil na rodada anterior deixava no ar esperança de quebrar a sequência de dezessete jogos sem vitória a favor dos paulistanos.


Barcelona Esportivo Capela e sua bela combinação de uniforme


Osasco Futebol Clube


O árbitro Maicon Osvaldo da Silva, os assistentes Fábio Banciella de Salles e Thales José Pinheiro, o quarto árbitro Fábio Oliveira Mendes e os capitães dos times

Sob uma temperatura bastante agradável, Barcelona e Osasco fizeram um jogo bom, movimentado e que teve o onze local atuando melhor. Sim, o time da Zona Sul foi bem, teve mais posse de bola e criou boas chances, mas infelizmente aquele velho problema das finalizações voltou a aparecer.

O Osasco jogava na boa e passou o tempo se segurando na defesa e apostando nos contra-ataques. O tempo inicial teve bons ataque do Barça, só que o goleiro Gabriel Miotti trabalhou bem e impediu que os locais abrissem o marcador no tempo inicial.


Atleta osasquense tentando recuperar a posse da bola


Lateral do Osasco iniciando ataque


Boa chegada dos visitantes no final do primeiro tempo

No segundo o Barcelona voltou ainda melhor, e desde os primeiros movimentos obrigou a zaga visitante a trabalhar muito. É, só que o bom e velho "quem não faz, toma" não perdoa quem joga seus ataques no lixo e aos oito minutos o alvinegro abriu o marcador com Jorge em cobrança de pênalti. Foi o primeiro e mais perigoso ataque do time no jogo.

O Barcelona não sentiu o gol e continuou em cima da zaga da Águia, pecando, pra variar, no toque final. Quando os atacantes não desperdiçavam as oportunidades, era o assistente número 1 que atrapalhava marcando impedimentos inexistentes.

O Osasco FC voltou ao ataque aos 20 minutos, e na base dos 100% de aproveitamento, o camisa 11 Diego marcou o segundo na segunda chance de perigo da equipe. Se não sentiu o primeiro gol, nesse não teve como ficar de boa, e mesmo ainda mostrando bastante força de vontade, o Barcelona não conseguiu fazer nem seu gol de honra.


Jorge cobrou bem o pênalti e abriu o marcador na Javari


O Barcelona até que foi bem, mas pecou demais nas finalizações


Investida do Elefante pela esquerda


Domingo com temperatura agradável e jogo perdidão na Javari... precisamos de algo mais?

No fim, o Barcelona 0-2 Osasco FC mantém a enorme sequência dos paulistanos sem vencer como mandante, aumentando a contagem para dezoito partidas. Além disso, o time completou um ano sem nenhum triunfo. Desde que venceu o Palmeirinha em 1º de maio de 2015 por 4x1, o Elefante emplacou uma série de três empates e impressionantes quinze derrotas. Já está na hora da equipe voltar a vencer, e podem apostar que a torcida para que isso aconteça é enorme.

Saindo da Rua Javari ainda fui fazer aquela boquinha sempre interessante com a rapaziada presente acompanhando de fundo o segundo tempo da final do Paulistão. É decisão, jogo importante e tudo mais, mas eu não troco um joguinho perdido por nada.

Até a próxima!

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Duelo abençoado pela Copa do Brasil na Vila Belmiro

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fechando a semana de forma primorosa, na quinta-feira rolou um daqueles jogos geniais que somente a Copa do Brasil pode nos proporcionar. A sessão noturna no Estádio Urbano Caldeira trouxe pela primeira vez um time profissional do Amapá para atuar no estado de São Paulo em todos os tempos. O abençoado duelo entre Santos e Santos já entra na lista de jogos mais geniais de 2016.

Apenas duas vezes na história uma equipe paulista enfrentou um time amapaense numa Copa do Brasil, o São Paulo contra o Ypiranga em 1999 e a Portuguesa conta o próprio Santos no ano passado, e nas duas vezes lamentavelmente não houve jogo de volta. Contando com a torcida de todo mundo que ama um jogo perdido, o time reserva do Peixe não conseguiu fazer o placar necessário para evitar o confronto na Vila Belmiro e com isso não tive outra alternativa a não ser descer a serra para ver de perto essa peleja.

(Em tempo, com a vinda do Santos do Amapá, Roraima passou a ser o único estado da federação que nunca teve um time profissional atuando no estado de São Paulo. Em 2010 a Portuguesa eliminou o Atlético com um massacre por 7x0. Em 2011 a Ponte fez apenas 1x0 e não evitou o jogo de volta contra o Baré, mas o time roraimense foi eliminado no TJD pois todos seus atletas estavam irregulares (!) no 0x1. Em 2014, a Macaca eliminou o Náutico com um triunfo por 4x1)


Santos Futebol Clube (o de São Paulo)


Nenhum fotógrafo se dignou a fazer a foto posada do Santos do Amapá, um absurdo. Segue então a imagem do time perfilado para o Hino Nacional Brasileiro


Capitães dos times e trio de arbitragem

Tive a companhia do Mílton nessa jornada até o litoral, uma viagem sossegada de pouco mais de uma hora e sem nenhum perrengue. Chegamos na rodoviária na boa e dali pegamos um táxi até a Vila. A movimentação era tranquila e não demorou para que eu chegasse no meu lugar na parte coberta do estádio. Fiquei ali na boa esperando o apito inicial. Vale lembrar que foi meu 17º jogo ali, o 13º de futebol masculino, sempre matando alguma equipe desde janeiro de 2007.

O 1x1 do jogo de ida não preocupava os mais de cinco mil pagantes, todos já dando como certa a classificação para a segunda fase. Só que o Santos visitante não foi um adversário qualquer e conseguiu segurar durante quase todo o primeiro tempo o onze local, esse atuando novamente com uma equipe reserva.

Demorou um pouco para o Peixe acertar o pé, e embora tenha chegado com perigo algumas vezes no gol defendido por Zé Maria, as oportunidades não foram aproveitadas. O Santos amapaense foi heroico, só que no último lance do tempo inicial sofreu o primeiro. Elano cruzou na direita e Luiz Felipe pulou meio sem jeito. Ele errou a cabeçada, porém por sorte ela bateu em Jari e entrou no gol, colocando os locais mais perto da segunda fase.


Bola levantada na área do Santos... paulista


Jogadores amapaenses trocando passes dentro do círculo central


Outro ataque do time visitante no tempo inicial


Momento em que Luiz Felipe cabeceou a pelota para marcar o primeiro gol do time da Vila Belmiro

No segundo tempo não teve surpresa. Os visitantes recuaram e o Santos cozinhou o Galo, ou melhor, o Peixe visitante, aguardando o tempo passar para sacramentar a classificação. Após alguns gols perdidos, Ronaldo Marques fez um golaço aos 21 minutos em boa jogada pela direita.

Os amapaenses ainda tentavam o golzinho de honra, mas Vladimir se mostrava seguro. Para fechar a fatura, o zagueiro Pretão resolveu dar um presentaço para o atacante Joel. Ele recuou mal uma bola da intermediária e o camaronês driblou o goleiro e tocou tranquilamente para definir o marcador.


Maxi Rolón, camisa 31 do Santos paulista, chutando da entrada da área


Visão geral da Vila recebendo um bom público para o abençoado encontro de Santos na Copa do Brasil


Joel chutando para fechar a fatura na Vila Belmiro


Placar final do genial duelo entre Santos e Santos, um dos jogos mais legais de 2016

O placar final de Santos 3-0 Santos/AP marcou o 22º jogo invicto dos paulistas atuando como mandantes na Copa do Brasil (a última derrota foi para o CSA em 2009). Na próxima fase, a equipe enfrentará o Galvez do Acre. Independente do resultado, deixo os parabéns para os amapaenses, pois só quem é do ramo sabe das dificuldades de fazer futebol longe dos grandes centros. Chegar a jogar na Vila Belmiro já foi um enorme feito para o longínquo time fundado em 1973.

Com os dois times da semana mais tudo que vi na Argentina, somei em abril 16 times novos na Lista, um recorde histórico. Parecia que os 14 que vi em janeiro de 2001 - isso com a ajuda da Copa São Paulo, sempre um mês bastante interessante - permaneceriam no topo dessa lista por mais tempo. Mais de quinze anos depois, foi muito bom ter conseguido quebrar essa marca.

Até a próxima!

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Vitória histórica do Nacional impede (por enquanto) o acesso do Sertãozinho

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de ver um time novo na terça à noite, a agenda da quarta-feira reservou uma partida que poderia ser histórica no Campeonato Paulista da Série A3. Precisando de uma simples vitória para conquistar o acesso, o Sertãozinho visitou o Nacional no Estádio Nicolau Alayon pela penúltima rodada da segunda fase.

Só que não seria nada fácil para o Touro dos Canaviais sair da Comendador Souza com os três pontos. O time ferroviário foi bem demais na goleada contra a Matonense e esperava repetir a dose para adiar a disputa do acesso até a rodada final. Nos dois jogos disputados entre os dois na temporada, duas vitórias do time grená.


Nacional Atlético Clube


Sertãozinho Futebol Clube


Capitães dos times junto com o árbitro Douglas Marques das Flores, os assistentes Orlando Massola Junior e Edson Rodrigues dos Santos e o quarto árbitro Danilo da Silva

Uma das coisas mais legais da partida é que ela foi disputada - finalmente - sob uma temperatura decente e condizente com a época em que estamos. Sem aquele calor absurdo, os times ganharam um reforço antes mesmo da bola rolar. Quando a peleja começou, não demorou para o Sertãozinho mostrar um futebol melhor.

O Nacional sofreu bastante na primeira metade do tempo inicial e a maior chance de gol para os grenás aconteceu em tiro de Luan na trave. Depois dos 25 minutos os paulistanos equilibraram as ações. Aos 44 o árbitro anulou um gol de Anderson Magrão. De aonde estava pareceu que foi normal, mas o ângulo não ajudava muito, e depois confirmamos que ele tocou sim com a mão na pelota.

Se nos primeiros 45 minutos a partida já tinha sido nem movimentada no segundo a coisa melhorou de vez. Jogo disputadíssimo, várias chances de gol e muita emoção, num dos melhores jogos que acompanhei até aqui em 2016. Na atual maré de jogos mais ou menos, foi genial voltar a ver uma partida boa.


Marcação do Sertãozinho em ataque nacionalino


Meio sem jeito, jogador do Nacional sobe para cabecear a pelota


Rafael Novais, camisa 4 do Sertãozinho, em lance no meio-campo


Atletas ferroviários contestando a anulação do gol de Anderson Magrão

Aos nove minutos o Nacional teve um pênalti a seu favor marcado corretamente pela arbitragem. Lucas bateu firme no canto direito e colocou os locais na frente. Com a vitória parcial da Matonense em cima do Flamengo, o Sertãozinho precisava apenas empatar para garantir o acesso. Aos poucos a equipe foi se reorganizando em busca da igualdade.

O tempo foi passando com emoções para todos os gostos e aos 30 minutos o Touro dos Canaviais chegou ao empate com o gol de cabeça do zagueiro Rafael Novais. Agora restava ao onze grená segurar a pressão paulistana por pouco mais de 15 minutos para o acesso sair de forma antecipada.

Só que o Nacional foi forte, bravo e não desistiu do jogo em nenhum segundo. Mesmo com o relógio andando rápido, os locais não desanimaram em busca do gol que manteria o sonho do acesso vivo para a última rodada. O arqueiro Márcio mostrou serviço e conseguiu parar todos os ataques nacionalinos.

Por volta dos 47 minutos a torcida visitante soltou o grito da garganta e passou a comemorar o acesso, iniciando a festa nas arquibancadas com o canto "o Sertãozinho vai subir".... é, só faltou combinar o script com o camisa 10 paulistano Emerson Mi. No último ataque da partida, ele recebeu um bom passe pelo meio e resolveu arriscar de longe. Ele colocou a bola milimetricamente entre a trave direita e o camisa 1 grená. Era o segundo gol do Nacional.


O segundo tempo de Nacional x Sertãozinho foi sensacional, algo raro na atual temporada das divisões de acesso


Zaga do onze grená cortando cruzamento dentro da área


Não deu para Marcão... Emerson Mi acertou um chute antológico, deu a vitória ao Nacional e impediu o acesso do Sertãozinho na quarta-feira

Sem tempo para mais nada, o árbitro encerrou a peleja na saída de bola com o placar final de Nacional 2-1 Sertãozinho. A heroica e magnífica vitória manteve o time ferroviário na luta pelo acesso para a A2 em 2017. A equipe precisava vencer o Fla e torcer por uma vitória da SEMA no domingo, lembrando que o Sertãozinho sobe com um empate. Não será nada fácil, mas a esperança pelos lados da Água Branca é a última que morre.

Da minha parte, voltei pra casa na boa ainda curtindo uma merecida semana de descanso. Na quinta a correria da semana teve continuidade com mais um time novo na Lista, inédito em vários aspectos.

Até lá!

quarta-feira, 27 de abril de 2016

No sufoco, Portuguesa elimina o Parnahyba da Copa do Brasil

Texto e fotos: Fernando Martinez


A Copa do Brasil sempre foi um campeonato que colocou muitos times novos - trinta, para ser mais preciso - na minha Lista, do Ubiratan em 1999 até o Goianésia em 2014. Só que nos últimos cinco anos a minha performance foi muito abaixo da média, e vi apenas quatro de 2011 até o ano passado.

Dito isso, nada melhor do que aumentar essa média com duas equipes inéditas na mesma semana, a começar pela sessão noturna de futebol da terça-feira no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte. A Portuguesa recebeu o genial Parnahyba do Piauí, terceiro maior campeão piauiense, na sua primeira visita ao estado de São Paulo em todos os tempos.


Times perfilados antes da partida

O momento do onze rubro-verde é um dos piores de sua quase centenária história, então uma classificação para a segunda fase já valeria uma comemoração, ainda mais levando em conta que isso significaria 150 mil reais a mais para os combalidos cofres da agremiação. Se o valor vai para o saco sem fundo das dívidas lusitanas é outra história, mas é fato que cairia muito nem no atual cenário.

No jogo de ida o Tubarão do Litoral venceu por 2x1 e quebrou um imenso tabu na Copa do Brasil. Até então nunca uma equipe piauiense havia vencido uma paulista pelo certame, isso num total de vinte confrontos de 1989 até 2013. Contando também os Brasileiros das várias divisões, desde 1984 um piauiense não ganhava de um time bandeirante. O último triunfo tinha acontecido em 1984, num 3x2 do extinto Auto Esporte contra a própria Portuguesa.

As últimas quatro eliminações lusitanas na primeira fase aconteceram no Canindé, todas inesquecíveis pelo lado negativo da coisa: a derrota nos pênaltis para o Icasa em 2009, a eliminação para o Bangu em 2011, o empate amargo contra o Naviraiense em 2013 e a vitória que nada adiantou contra o Potiguar de Mossoró em 2014. três com coberturas do JP.

Num primeiro momento, o confronto seria realizado com portões fechados, mas horas antes da peleja a ordem foi revogada. Os 338 torcedores que pagaram ingresso na terça não queriam que o retrospecto negativo dos últimos anos se repetisse. E foi sofrido, no sufoco, na raça, mas no fim tudo deu certo.

Como era esperado, a Portuguesa dominou as ações durante a maior parte do tempo, só que o elenco não é assim uma Brastemp, e, junto com a grande atuação do goleiro Fábio, o jogo foi um tanto quanto dramático. O arqueiro piauiense fez duas grandes intervenções, uma no início e outra no último lance do tempo inicial, e foi o principal responsável pelo marcador não ser inaugurado nos primeiros 45 minutos.


Jogador do Parnahyba fazendo o corte dentro da pequena área


Defesa segura de Fábio, goleiro piauiense

No segundo tempo a Portuguesa foi melhor, mas ainda esbarrava numa atuação segura do setor defensivo do Parnahyba. No comecinho, Rian salvou gol em cima da linha. Aos 15 Luciano foi expulso e com um a menos os piauienses abdicaram de qualquer ida ao ataque.

O relógio era implacável e a cada minuto que passava parecia que o filme das eliminações surreais para equipes alternativas se repetiria mais uma vez no Canindé. Faltando seis minutos para o final do tempo regulamentar, a Portuguesa então finalmente pôde comemorar um gol... e que gol bizarro.

Depois de escanteio pela direita, a bola ficou sem dono num bate-rebate surreal dentro da pequena área. Bruno Nunes acabou conseguindo finalizar na marra num chute mascado que venceu a zaga do Tubarão do Litoral. A festa nas arquibancadas foi digna de Copa do Mundo, e a sensação de alívio estava estampada em cada rosto.



Duas chegadas lusitanas pelo alto no segundo tempo do jogo


Jogada do bizarro gol da Portuguesa que colocou a equipe na segunda fase da Copa do Brasil


O Parnahyba tentou o empate de forma desesperada mas acabou eliminado da competição

O Portuguesa 1-0 Parnahyba colocou o time paulista na segunda fase da Copa do Brasil. Agora a equipe enfrenta o Vitória da Bahia, que vem de duas vitórias conta o Náutico de Roraima. Jogo bastante tradicional que já apareceu por quatro vezes nas nossas páginas. Se a agenda permitir, tentarei marcar presença mais uma vez.

Na quarta-feira não teve time novo na programação, mas teve um dos melhores jogos que acompanhei em 2016... e creiam, isso está difícil demais de acontecer.

Até lá

terça-feira, 26 de abril de 2016

Campeonato novo, tabu antigo: Barcelona segue sem vencer em casa

Texto e fotos: Fernando Martinez


No último domingo fiz a minha estreia no sempre legal Campeonato Paulista da Segunda Divisão, o último degrau futebolístico do estado. E foi um début de gala já que o genial Barcelona Capela estava envolvido. Fazendo seu primeiro jogo na história como mandante no Estádio Conde Rodolfo Crespi, o time da zona sul paulistana recebeu o Desportivo Brasil.

Na temporada passada acompanhei in loco os nove jogos do Barcelona na sua "casa" até então, o Estádio Nicolau Alayon. Para 2016 a equipe irá mandar suas partidas na Rua Javari, e com certeza pretendo me fazer presente no maior número de pelejas possível. É o quarto estádio que o Elefante irá usar como mandante - isso sem contar a temporada cigana de 2009 - em todos os tempos.

Falando nisso, a última vitória do time da capital com o mando de campo aconteceu em 17 de junho de 2007, num 2x0 contra o Pão de Açúcar, hoje Audax. Desde então foram dezesseis compromissos e nenhum triunfo. O time passou os certames de 2009 e 2015 sem uma vitoriazinha sequer e agora em 2016 espero sinceramente que esse incômodo tabu vá para o espaço. Contra o Desportivo, além de querer quebrar essa marca, a equipe queria encerrar a série de treze derrotas seguidas na Segundona.


Barcelona Esportivo Capela Ltda - São Paulo/SP


Desportivo Brasil Participações Ltda - Porto Feliz/SP


Capitães dos times e quarteto composto por Marcio André Moreira, Diogo Correia dos Santos, Domingos da Silva Chagas e Fernanda dos Santos

Estive no Nacional no empate de 1x1 entre eles pela Segundona 2015, campeonato em que os dois foram os últimos colocados do Grupo 2 e posso dizer que aquele jogo deixou bastante a desejar. Ainda é cedo para dizer, mas parece - parece, que fique bem claro - que o negócio melhorou um pouquinho em 2016. O jogo foi até que razoável, principalmente por conta da atuação do Barcelona.

O Elefante sofreu uma goleada de 5x0 para o CA Lemense na estreia, então confesso que não esperava muita coisa de positivo. Só que os atletas do time atuaram bem e mostraram bastante força de vontade no gramado juventino. Junta-se isso à boa participação do Desportivo e temos um jogo interessante com os dois jogando relativamente bem.


Jogadores do Desportivo Brasil e do Barcelona - com seu belíssimo uniforme - em lance no meio de campo


Corte preciso do atleta portofelicense


Disputa de bola pelo alto


Atleta do Barcelona tentando passar por dois defensores do Desportivo Brasil

Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, porém um problema crônico do futebol deu as caras na Javari: as finalizações. Apesar de criarem algumas chances claras para abrirem o placar, os atacantes de Barcelona e Desportivo pecaram demais no último toque.

Se contarmos os ataques de cada um durante os 90 minutos, creio que os locais levam vantagem, mas isso não adiantou muita coisa. Teve bola na trave, chute de longe brilhantemente defendido pelo arqueiro e muita bola alçada na área, mas no fim, o placar ficou em branco.


Bola zanzando no campo defensivo do time visitante


Grande chance de gol para o onze local


Aqui oportunidade perigosa a favor do Desportivo. O arqueiro do Barcelona fez defesa segura

O Barcelona 0-0 Desportivo Brasil marcou meu sétimo placar em branco em 2016, um recorde. Foi o primeiro ponto do time paulistano e o segundo do onze porto-felicense e ambos continuam sem vencer. Independente do marcador, estou na torcida para que o Barça possa fazer bonito na Segundona.

Até a próxima!