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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Brasileiro Feminino: ADECO vence o Kindermann e espanta o fantasma de 2014


No último dia 9 começou a terceira edição do Campeonato Brasileiro Feminino, mais uma vez contando com vinte participantes divididos em quatro chaves com cinco times cada. Não consegui acompanhar a rodada de estreia, mas no domingo fui até Osasco para a "reprise" de uma das semi-finais do ano passado: Centro Olímpico x Kindermann no Estádio José Liberatti.

Após ser eliminada pelas catarinenses em 2014 o ADECO desfez seu time adulto e manteve apenas as categorias de base. Todo o pessoal acabou indo para o Grêmio Osasco Audax para a disputa do estadual da categoria. A equipe chegou até a fase semi-final, mas como não tinha vaga no nacional, a saída foi emprestar todo mundo de volta para o onze paulistano, campeão do Brasileiro em 2013 e que já tinha vaga garantida.

Agraciado novamente com um cada vez mais raro dia nublado e frio, fui para Osasco na boa e sem nenhum percalço. O caminho da estação até o Rochdale foi feito de táxi numa caravana com todos os vários amigos que marcaram presença. Enquanto todos foram para as tribunas, eu fui para o campo de jogo.


AD Centro Olímpico (feminino) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


SE Kindermann (feminino) - Caçador/SC. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times junto com o quarteto formado por Marcelo Prieto Alfieri, Regildenia de Holanda Moura, Marcia Bezerra Caetano e Renata Ruel de Brito. Foto: Fernando Martinez.

Lá eu vi uma peleja mais fácil do que imaginava a favor do time paulista. Atual campeão da Copa do Brasil Feminina, o Kindermann não conseguiu em nenhum momento atuar de forma convincente e não foi páreo para as aplicadas meninas locais. O Centro Olímpico fez bem o dever de casa e abriu o marcador logo aos 12 minutos com o gol de Gabi Nunes. Ela chutou forte da entrada da área e colocou a pelota no canto direito de Maike.

As locais tiveram outras oportunidades para marcar durante o tempo inicial, mas a rede só voltar a balançar no segundo tempo. Ingrid fez o segundo aos seis minutos e Byanca marcou o terceiro aos treze. Daí até o final o ADECO perdeu a oportunidade de fazer uma goleada ainda maior, pois o número de chances desperdiçadas foi alto.


Chute de Gabi Nunes e primeiro do Centro Olímpico na competição. Foto: Fernando Martinez.


Cabeçada perigosa no ataque local. Foto: Fernando Martinez.


Marcação firme da zaga catarinense. Foto: Fernando Martinez.


Ataque do Kindermann pela esquerda no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Boa oportunidade pelo alto. Foto: Fernando Martinez.


Escanteio para o time visitante na tentativa em diminuir o placar. Foto: Fernando Martinez.

No final, o placar de Centro Olímpico 3-0 Kindermann deixou o time do Sudeste na segunda colocação da chave após duas rodadas realizadas. As garotas caçadorenses ocupam a lanterna do Grupo depois de duas derrotas consecutivas. Com mais um revés, ficou complicada a chance de classificação. O líder por enquanto é o Flamengo, com dois triunfos e 100% de aproveitamento.

Até a próxima!

Fernando

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Tarde gelada com jogo perdido no Canindé entre GRB e Ituano


A sessão de futebol do último sábado foi uma daquelas jornadas surreais com jogo perdidaço em campo neutro. No gramado do Estádio Osvaldo Teixeira Duarte, o Grêmio Barueri recebeu o Ituano em peleja da penúltima rodada da primeira fase da Copa Paulista. Em meio a mais um infernal inverno na capital paulista, o terceiro seguido, tivemos uma rara trégua e o compromisso foi disputado sob uma sensacional temperatura de 13 graus.

Poucas pessoas foram ao estádio - obviamente - para acompanhar essa peleja, praticamente um amistoso. O time de Itu já está classificado para a segunda fase há muito tempo, enquanto o time da Grande São Paulo já está eliminado também faz muito tempo. Aliás, o GRB capenga no futebol profissional desde que voltou para Barueri após da malfadada mudança para Presidente Prudente, a maior bobagem já feita por um clube do estado.


Grêmio R Barueri - Barueri/SP. Foto: Fernando Martinez.


Ituano FL - Itu/SP. Foto: Fernando Martinez.

Só que a diferença técnica não entrou em campo durante o tempo inicial, e o Ituano teve dificuldade para superar o Barueri. Entre atletas negociados e suspensos, o técnico Tarcísio Pugliese ficou sem meio time e ele teve trabalho para completar o time titular.

Os locais mostraram muita força de vontade e por muito pouco não abriram o placar logo no início em chance de Iago muito bem defendida por Diego. A rigor, na maior parte do tempo foi o onze barueriense quem atacou mais. O Ituano pouco fez, mas na primeira real oportunidade o gol saiu. Marcão completou cruzamento da direita aos 42 minutos e levou a peleja para o intervalo com vantagem para o rubro-negro.


Atletas em campo e placar do Canindé anunciando um dos jogos mais perdidos de 2015. Foto: Fernando Martinez.


Ataque do Ituano pela lateral. Foto: Fernando Martinez.


Saída corajosa de Borges em ataque do Galo. Foto: Fernando Martinez.


Marcador barueriense olhando o camisa 2 do rubro-negro cabecear para o gol. Foto: Fernando Martinez.


Matada estranha na bola em investida visitante pelo alto. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final não houve surpresa e durante todo o tempo o onze de Itu ocupou o campo defensivo do GRB. O segundo gol era questão de tempo, e ele saiu aos 18 minutos em cabeçada de Jonatan Lima depois de escanteio da direita. Aos 37 aconteceu o terceiro em arrancada de Bassani que terminou com um belo tiro de fora da área.

Dois minutos mais tarde o Grêmio fez o de honra num golaço de Vinícius. Ele chutou da intermediária e colocou a pelota no fundo das redes do arqueiro Diego. Até o apito final o goleiro local Borges, ex-Palmeiras B, impediu que a vitória do Galo fosse ainda mais elástica com boas defesas.


Pega-pega dentro da área do GRB. Foto: Fernando Martinez.


Lance do segundo gol do Ituano, marcado por Jonatan Lima. Foto: Fernando Martinez.



Dois lances aéreos no ataque visitante. Foto: Fernando Martinez.


Vista de um Canindé vazio (a torcida ficou apenas no setor de visitantes) para GRB x Ituano. Foto: Fernando Martinez.

O placar final de Grêmio Barueri 1-3 Ituano confirmou a primeira colocação do Grupo 3 para o rubro-negro, que na segunda fase fará parte do Grupo 6 da Copa Paulista. Para o Barueri, esse foi o capítulo final na temporada 2015. O time sai da competição com apenas três pontos conquistados em 24 possíveis e um quase rebaixamento na A3. Um pálido coadjuvante no cenário estadual que não lembra em nada o time que se destacou dentro e fora de São Paulo, um período de glória infantilmente e prematuramente encerrado por culpa de seus próprios dirigentes.

Ainda com frio - e já com saudade dele - no domingo fechei as coberturas do final de semana com a nossa estreia no Campeonato Brasileiro Feminino na cidade de Osasco.

Até lá!

Fernando

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

O líder Bernô vacila e apenas empata com o Fernandópolis no Baetão


Teve muito trânsito, muito frio e muita chuva, mas na última sexta-feira superei esses adversários com louvor e mantive de forma hercúlea os 100% de aproveitamento (onze jogos vistos em onze realizados) nos compromissos do São Bernardo no Campeonato Paulista da Segunda Divisão atuando na Boate Baetão. O adversário pela quarta rodada do turno do Grupo 4 foi o Fernandópolis FC, num duelo que não acontecia desde o ano 2000.

Lutando por uma vaguinha na A3 de 2016, o Bernô estava na vice-liderança da chave antes dessa rodada com sete pontos. A líder era a Inter de Bebedouro com a mesma pontuação, mas com um saldo maior, e logo depois o Fefecê era o terceiro colocado com seis pontos. Um triunfo alvinegro jogando contra um adversário direto pela vaga era essencial.

Cheguei no estádio debaixo de um temporal, e como há tinha me molhado o suficiente não teve como ir para o inundado gramado sintético do local para fazer as fotos posadas. Uma pena, ainda mais por ter perdido a imagem oficial do time visitante. Aliás, vale registrar como está horrível a camisa da gloriosa agremiação interiorana. Tudo bem, entendemos que o clube precisa de grana e a iniciativa é válida, mas é inegável que o manto do Fefecê está completamente deformado. Retrato do futebol atual.


Times perfilados para o Hino Nacional Brasileiro. Foto: Fernando Martinez.

O público mais uma vez decepcionou - apenas 91 pagantes - e o primeiro tempo também foi muito abaixo do esperado. Os times não conseguiram driblar o pesado gramado e a peleja praticamente não teve emoção. Difícil relatar algo de positivo a não ser o sempre agradável papo com a rapaziada presente. Obviamente o tempo inicial ficou no 0x0.

No segundo, já sem chuva e com o gramado menos encharcado, o São Bernardo voltou muito melhor do que o Fernandópolis. O setor ofensivo local infernizou a zaga visitante levando muito perigo à meta defendida por Rafinha. Logo no começo o alvinegro quase abriu o placar em chute de longe que tirou tinta da trave.

Aos 11, o meia Chuck sofreu pênalti, mas a arbitragem nada marcou. Aos 17 a maior e mais cristalina chance do Bernô... aliás, não foi uma, e sim três oportunidades seguidas para o time do ABC abrir o marcador. Primeiro Rafinha fez grande defesa em chute cruzado. No rebote, Washington mandou na trave sem marcação. Ele mesmo pegou a sobra na pequena área e chutou por cima. Um lance surreal.

O Fefecê não conseguia passar do meio-campo e então finalmente aos 33 minutos o onze da Grande São Paulo fez o primeiro. Dênis cobrou falta na área e Diego Araújo desviou no meio do caminho para colocar a pelota no canto esquerdo do gol.

Depois de sofrer o gol, não restou alternativa para o Fernandópolis a não ser sair para o ataque. Mesmo assim, a pressão foi meia-bomba e nenhuma oportunidade real foi criada. Aos 44, na primeira chance importante do time durante toda a partida, o empate aconteceu. A bola foi cruzada da direita e Netinho apareceu entre os zagueiros para tocar e deixar novamente tudo igual. Um duro castigo para o Bernô e seu gol de gols perdidos por todo os 45 minutos finais.


Bola zanzando na área do São Bernardo no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.


Ataque do Bernô pela direita, já no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.


Rara chegada do Fefecê no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Cobrança de falta de Dênis que originou o primeiro gol do São Bernardo. Foto: Fernando Martinez.


Disputa de bola pelo alto dentro da área visitante. Foto: Fernando Martinez.

O placar final de São Bernardo 1-1 Fernandópolis foi um banho de água fria para a torcida que foi ao Baetão. Pela segunda vez seguida como mandante o Bernô saiu na frente e tomou o empate atuando contra adversários diretos em busca do acesso. A equipe fecha o turno visitando o Manthiqueira no próximo final de semana.

O cronograma inicial de partidas não reservava nada para o sábado, mas no meio da semana pintou uma peleja muito perdida no Canindé válida pela Copa Paulista. Nada melhor do que curtir uma tarde de muito frio com jogo quase vazio.

Até lá!

Fernando

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Portuguesa joga bem e goleia o Juventude em busca da classificação


Decisão. Essa foi a palavra que melhor definiu o confronto entre Portuguesa e Juventude na noite de segunda-feira, válido pela 15ª rodada da primeira fase do Campeonato Brasileiro da Série C. Mesmo debaixo de uma chuva que durou todo o feriado de 7 de setembro, enfrentei a fria noite para acompanhar de perto a penúltima peleja - pelo menos nessa fase - do onze rubro-verde no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte.

Atualizando a situação dos dois no certame, na rodada anterior a Lusa foi imensamente prejudicada jogando contra o Tupi em Juiz de Fora e saiu de campo derrotada pela contagem mínima. O Juventude goleou o Madureira e pulou para a quarta posição. O time gaúcho somava então 22 pontos conta 21 do time paulista antes desse confronto. Uma vitória lusitana colocaria a equipe novamente no G4 do Grupo B.


A Portuguesa de Desportos - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Pela primeira vez, o Esporte Clube Juventude de Caxias do Sul aparece posado no JP. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times junto com o árbitro Johnn Herbert Bispo e o assistentes Elicarlos Franco de Oliveira, ambos baianos, e os paulistas Leandro Matos Feitosa e Leandro Bizzio Marinho. Foto: Fernando Martinez.

Essa foi a quinta partida que vi da Portuguesa nessa Série C e posso dizer seguramente que foi a melhor de todas elas. Foi a noite perfeita para devolver os 3x2 no jogo do turno e também para chegar mais perto no número de vitórias da história do confronto: antes desse duelo, o Juventude "vencia" a disputa por sete a cinco.

Sem deixar o escrete gaúcho respirar, a Portuguesa abriu o marcador logo aos cinco minutos com o maior nome do elenco nesse campeonato. A zaga visitante deu um vacilo monstro e a pelota sobrou para Guilherme Queiroz. O camisa 7 não desperdiçou e chutou para fazer seu 11º gol na competição, gol que o deixou na liderança da tábua de artilheiros junto com Leandrão, ex-Brasil e hoje no Vasco da Gama.

Nos minutos seguintes a Lusa continuou jogando bem, sem dar chances para o Juventude. Aos 27, por muito pouco a equipe não ampliou em lance aonde o goleiro visitante Elias teve ótima participação. Pena para a torcida local que aos 32 o time gaúcho deixou tudo igual na sua primeira chegada real de perigo. Hélder cruzou da direita e Zulu cabeceou firme no canto. O primeiro tempo acabou com o empate por um gol.


Zaga da Portuguesa protegendo a pelota. Foto: Fernando Martinez.


Jogadores aguardando cobrança de escanteio dentro da área local. Foto: Fernando Martinez.


Lance no campo defensivo lusitano. Foto: Fernando Martinez.


Saída para o ataque da Portuguesa. Foto: Fernando Martinez.

No segundo, a partida voltou mais equilibrada por poucos minutos, mas não demorou para a Lusa passar de novo à frente. Renan aproveitou buraco na defesa e chutou firme para marcar o segundo aos sete. Vendo que a peleja estava ficando complicada, o técnico Antônio Carlos Zago fez várias alterações na equipe do Sul em busca de melhor sorte.

Mesmo não jogando bem, aos 29 minutos nova igualdade aconteceu. O camisa 11 Kelvy recebeu passe na entrada da área, e marcado por três defensores paulistas, ele conseguiu chutar no canto direito de Anderson. Um vacilo que por pouco não custa caro para a Portuguesa. Na tribuna de imprensa a certeza era uma só: que jogaço!

Não acontece sempre, mas de vez em quando a sorte está do lado da Associação Portuguesa de Desportos. Ainda atuando de forma mais centrada e com mais objetividade, o time voltou a ter vantagem no placar quando Hugo fez o terceiro aos 38 minutos. Na desesperada busca pela nova igualdade, o Juventude se abriu todo e num contra-ataque ligeiro aos 45, Willen completou a grande vitória lusitana numa partida simplesmente eletrizante.


Lance no meio de campo já no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Zaga paulistana cortando cruzamento. Foto: Fernando Martinez.


Bola levantada na área do Juventude. Foto: Fernando Martinez.


Boa saída de Anderson. Foto: Fernando Martinez.

O Portuguesa 4-2 Juventude recolocou o onze paulista no G4 da sua chave, agora com 24 pontos ganhos e faltando três partidas para o final da primeira fase. O time visita Guarani e Caxias e recebe o Tombense na última rodada. Sete pontos classificaram a equipe sem depender dos resultados do Periquito. Os gaúchos recebem Tupi e Guará, visitam o Tombense e torcem contra a Lusa. É, amigos... com certeza virão dias mais emocionantes por aí.

Até a próxima!

Fernando

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Feriado de Independência com Série D do nacional em Poços de Caldas


A cidade de Poços de Caldas é destino certo de turistas de todos os lados, ainda mais num feriado prolongado como foi o de 7 de setembro. Mas enquanto 99 % das pessoas que visitam a Cidade das Flores vão até lá em busca de descanso, eu fui fazer aquele famoso "turismo futebolístico" hoje em dia tão ausente aqui nas nossas páginas. Na pauta, um jogo sensacional com cheirinho do saudoso "Especial do Mês" válido pelo Campeonato Brasileiro da Série D: Caldense x Aparecidense/GO.

Não visitava o belo Estádio Municipal Dr. Ronaldo Junqueira desde 2008, quando vi o falecido Poços de Caldas vencer o Itaúna pela contagem mínima. Já a Veterana eu não via atuando ali desde o comecinho de 2007, num jogo do campeonato mineiro com derrota por 1x0 para o Guarani de Divinópolis. Desde então planejei muitas viagens até lá que (obviamente) não deram certo, mas essa precisava rolar de qualquer jeito, afinal, foi a primeira chance razoável para colocar o time goiano na Lista, que agora conta com 598 equipes.

Fundada em 1985 e no futebol profissional desde 1992, a Aparecidense disputou apenas estaduais até 2011. Em 2012 o time estreou em nacionais jogando a última divisão. O time ficou conhecido em todo país na Série D de 2013, quando o massagista Esquerdinha impediu um gol do Tupi nas oitavas. A equipe acabou sendo eliminada no STJD e voltou ao nacional apenas nessa temporada, depois de ter conquistado o vice-campeonato no goiano.

Diferente do Camaleão, a Caldense tem mais tradição dentro do seu estado. Campeã mineira em 2002 e vice estadual nessa temporada, a Veterana atuou na véspera do seu aniversário de 90 anos, uma marca invejável. Apesar de tamanha história dentro das Minas Gerais, o alviverde participa do Brasileiro apenas pela quarta vez. Dá para citar todas as participações aqui sem gastar muitas linhas: Série A em 1979, Taça de Prata em 1980 e Série C em 1995.

O curioso é que em todas essas participações o time mineiro nunca tinha sido derrotado com o mando de campo... até 2015. O tabu de catorze partidas foi quebrado no revés para o Comercial de Campo Grande no dia 16 de agosto. Buscando a vaga antecipada para a segunda fase, bastava não ser derrotada novamente que a vaga entre os dezesseis melhores estaria garantida.


AA Caldense - Poços de Caldas/SP. Foto: Fernando Martinez.


AA Aparecidense - Aparecida de Goiânia/GO. Foto: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem com o árbitro paulista Marcelo Prieto Alfieri e os mineiros Frederico Soares Vilarinho, Wesley Moreira de Carvalho e Renato Cardoso da Conceição junto com os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Para esse duelo eu tive a companhia do trio Mílton, Luiz e $eu Natal no pinga-pinga que o ônibus da Cometa faz até Poços de Caldas. A viagem que poderia levar cerca de três horas sem paradas dura quase cinco por conta dos vários pit-stops. Como deixamos a capital bandeirante bem cedo, chegamos na rodoviária local meio destruídos mas com tempo suficiente para fazer aquela boquinha esperta.

Com o estômago cheio voltei para o estádio - um caminho muito distante, cerca de 400 metros - e logo fui para o gramado. Tudo bem, demorou um pouco para que conseguisse o credenciamento, mas no fim tudo deu certo.

Vindo de um sonoro 3x0 aplicado contra o Operário de Várzea Grande na semana anterior, a Caldense decepcionou os quase mil pagantes que foram ao Ronaldão. O time não mostrou um futebol vistoso e se apresentou burocraticamente pensando apenas na classificação. A Aparecidense precisava vencer para manter vivo o sonho da vaga, mas também não fez muita coisa.

Os visitantes tiveram duas boas chances na primeira metade do tempo inicial, a melhor delas aos 17 minutos num milagre de Neguett após cabeçada venenosa de Dinei Correa. Jogando sem inspiração, a Veterana só assustou o goleiro Darci aos 41 minutos numa improvável bicicleta de Ewerton Maradona. O arqueiro goiano fez sua primeira boa defesa aos 46 depois de cobrança de falta local.


Estava com saudade dessa vista, uma das mais geniais em estádios que já visitei. Foto: Fernando Martinez.


Ataque da Caldense pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


Agora a Veterana atacando pela direita. Foto: Fernando Martinez.


Boa saída de Darci na cabeça de Amoroso. Foto: Fernando Martinez.


Francismar sob marcação da zaga da Aparecidense. Foto: Fernando Martinez.


Darci evita o gol local no último lance no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final a equipe mineira melhorou um pouquinho seu futebol e quase abriu o marcador aos sete minutos com o camisa 5 Marzagão. Aos doze aconteceu o lance mais insólito do jogo quando o árbitro paulista Marcelo Alfiéri se lesionou, tendo então que ser substituído pelo quarto árbitro. Em mais de 2.500 jogos vistos in loco, foi a primeira vez que acompanhei isso acontecer.

Daí pra frente a peleja ficou bem morta até os 35 minutos. Depois de um lance aonde o onze visitante reclamou de falta de fair play local, Claytinho deu um pontapé desleal em Luiz Henrique, sendo expulso de forma instantânea. Com um a menos, o time goiano quase tomou o gol minutos depois numa oportunidade em que a zaga salvou em cima da linha.

Sem ânimo e sem ter como se aventurar mais no campo ofensivo, os visitantes apenas esperaram o jogo terminar. A Veterana teve boas chances em alguns contra-ataques, mas eles foram desperdiçados de forma bisonha. No fim, vi meu meu primeiro jogo sem gols em quase cinco meses: Caldense 0-0 Aparecidense.


Zaga goiana subindo para cortar cruzamento mineiro. Foto: Fernando Martinez.


Momento em que o árbitro Marcelo Alfiéri era atendido em campo, mas mesmo assim ele não continuou no jogo e foi substituído. Foto: Fernando Martinez.


Disputa de bola na linha de fundo. Foto: Fernando Martinez.


Escanteio para a Veterana interceptado pela zaga visitante. Foto: Fernando Martinez.


Investida pela lateral direita. Foto: Fernando Martinez.


A melhor chance de gol da Caldense aconteceu nesse lance. Após cruzamento de letra na área, a zaga salvou em cima da linha. Foto: Fernando Martinez.


Início de ataque da Aparecidense no fim do jogo. Foto: Fernando Martinez.

Tudo bem que o resultado garantiu a classificação mineira para as oitavas-de-final, mas ninguém nas arquibancadas ficou satisfeito com o fraco futebol apresentado pela equipe da casa. Vaias foram ouvidas e muitos estão apreensivos para saber qual será o adversário da agremiação na próxima fase. Tudo será definido na última rodada que será realizada no próximo domingo.

Após o apito final fui com os amigos para me abastecer com uma série de guloseimas no super-mercado perto da rodoviária antes de pegar o busão para voltar a São Paulo. Só assim e com o sempre agradável papo com a rapaziada para aguentar de forma minimamente decente as quase cinco horas do percurso. Cheguei em casa depois da meia-noite completamente destruído, mas feliz com mais um time novo na Lista.

Mesmo ainda bastante moído, na segunda-feira rolou nova jornada futebolística debaixo de chuva e frio, agora com bela atuação rubro-verde na Série C do nacional.

Até lá!

Fernando