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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

A líder Inter de Limeira sofre, mas derrota o Catanduvense

Texto e fotos: Fernando Martinez


O cronograma inicial do Projeto 40 apontava a cobertura de Juventus x Guarani na tarde do sábado de Carnaval. Jogo perto, sem viagem e com mais dois times "novos" para a lista. De última hora, porém, tive que mudar tudo e trocar os planos com uma ida inesperada até a cidade de Limeira. Lá, Internacional e Grêmio Catanduvense foram a campo no Estádio Major José Levi Sobrinho pela sétima rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A3.

A escolha não foi à toa, já que o time de Catanduva está com uma grande chance de ser eliminado do estadual no julgamento que será realizado no dia 6 de março. Isso acontece porque o time deu dois WO's e essa situação, de acordo com o regulamento geral das competições, é passível de exclusão (Em tempo: em 2015 o Cotia foi excluído da A3 exatamente por esse motivo).

Vale aqui explicar toda a bagunça: no primeiro compromisso como mandante o Grêmio atuou em São José do Rio Preto por falta de laudos na sua casa. No segundo - dia 15 de fevereiro contra o CATS - a diretoria tentou a liberação do Estádio Silvio Salles. A vigilância sanitária e os bombeiros liberaram, só que a PM não. Sem o aval da polícia e sem que o time tivesse indicado outro estádio para jogar, a FPF cancelou a peleja um dia antes dela acontecer e deu a vitória pro time taboanense.

No dia 16, quinta-feira, a PM finalmente vistoriou o estádio e, surpresa!, não o liberou. No dia 17 a diretoria tentou obter uma liminar para adiar o duelo contra o São Carlos já que não havia (de novo) indicado outro campo como alternativa. Não houve sucesso, logo, o jogo do dia 19 também foi cancelado pela FPF e o segundo WO estava consumado. Na tarde do dia 20, segunda-feira, jogadores e funcionários do clube foram dispensados. Parecia o fim.

Acontecer uma situação assim num campeonato profissional no estado mais rico do país é algo absolutamente lamentável e, puxando a sardinha pro meu lado, fiquei bastante chateado pois a conclusão do Projeto 40 estaria comprometida com a exclusão da equipe. A luz no fim do túnel surgiu durante a semana quando a FPF avisou que o clube estava liberado para atuar até o julgamento. Cruzei os dedos e fui ver na tabela aonde o pessoal iria atuar na rodada do Carnaval. Por uma sorte do tamanho do mundo, a partida seria contra a campeã paulista de 1986 no Limeirão. Um lugar relativamente fácil de ir.

Caso não seja excluído no TJD, o Grêmio virá até a região da Grande São Paulo nos dias 12 e 19 de março. Como eu não poderia dar bobeira, cancelei a ida até a Rua Javari e coloquei o pé na estrada para incluir as figurinhas de número 26 e 27 no álbum do Projeto 40.


Associação Atlética Internacional - Limeira/SP


Grêmio Catanduvense de Futebol - Catanduva/SP


O árbitro Rodrigo Batista da Silva e os assistentes Edislândio Nunes Bernardo e Weverton Soares de Sousa posando junto com os capitães dos times

Por causa do Carnaval comprei minha passagem um dia antes da viagem, como toda pessoa prevenida tem que fazer. A ida teve um ônibus lotado e nenhum percalço. Cheguei em Limeira faltando uma hora para o apito inicial e ainda deu tempo de almoçar antes de ir ao gramado. A primeira coisa que fiz chegando perto da entrada principal foi ver se o onze visitante havia chegado. Foi um alívio saber que a equipe estava já se aquecendo.

A Inter era a líder invicta da Série A3 antes dessa partida com 14 pontos conquistados em seis rodadas e contra uma equipe que não atuava há duas semanas o favoritismo era enorme. O último compromisso do Grêmio Catanduvense tinha acontecido em 11 de fevereiro, quando derrotaram o Atibaia pela contagem mínima em Indaiatuba. Sem saber se continuarão no certame até o fim, os atletas queriam pelo menos fazer uma apresentação digna.

Mais de mil pessoas pagaram ingresso e viram um primeiro tempo aonde a Inter dominou as ações por completo. Apesar de ficar muito mais tempo com a bola, os locais marcaram apenas uma vez. Carlão recebeu passe quase no círculo central e resolveu arriscar o chute mesmo assim. Esteban estava um pouco adiantado e não conseguiu impedir o belo gol do zagueiro aos 17 minutos.

A pressão foi grande, mas ao mesmo tempo insípida. Confesso que não foi uma atuação das mais animadoras da atual líder da competição. No tempo final o panorama não mudou e a diferença ficou por conta que dessa vez começamos a ver chances mais claras para o Leão ampliar o marcador.


Zaga do Catanduvense afastando o perigo


Internacional de Limeira atacando pela esquerda


Chute de longe a favor dos locais

Só que a cada gol perdido a torcida ficava mais impaciente. A cada passe errado o pessoal na arquibancada ficava mais irritado. Tudo bem, não foi a apresentação dos sonhos, porém na minha humilde visão tamanho auê foi meio desmedido. O clima já estava pesado e aos 30 minutos tudo ficou ainda pior com o empate do Bruxo.

A Inter teve um lateral a seu favor no campo de ataque e a pelota foi jogada dentro da área. A zaga cortou, a bola parou no meio de campo e então foi tocada em profundidade para Walker. O camisa 10 estava livre pela esquerda, avançou e tocou na saída de Rafael Pim, deixando tudo igual no marcador.

Daí pra frente o que se viu foi um clima muito tenso nas arquibancadas do Limeirão. Alguns torcedores se postaram no alambrado próximo ao banco de reservas do time da casa e ali ficaram fazendo pressão na comissão técnica. Teve até começo de confusão e a presença da "turma do deixa disso" para apaziguar os ânimos.

A Inter foi seguindo na base da insistência, lutando contra o relógio e contra a firma zaga visitante. A insistência foi enorme, e aos 48 minutos finalmente o goleiro Esteban foi vencido novamente. A bola foi cruzada da direita na cabeça de Tom. Ele tocou de leve e o camisa 1 ainda tocou na bola antes dela morrer dentro do gol.

O comandante alvinegro João Valim e vários integrantes da comissão técnica lavaram a alma com uma comemoração alucinada no alambrado, na frente dos torcedores que estavam ali com direito a muito xingamento. A festa foi enorme dentro e fora de campo numa mistura de alegria e alívio.


Lance do gol de empate do Catanduvense em chute de Walker




Por baixo e pelo alto, durante o tempo final a Inter criou um sem número de chances de gol

O placar final de Inter de Limeira 2-1 Catanduvense manteve o Leão na liderança da primeira fase da Série A3 após sete rodadas realizadas mesmo sem apresentar um futebol brilhante. O Grêmio permanece com três pontos ocupando a 19ª colocação. O time ainda tem mais um jogo antes do julgamento. Independente disso, a minha missão de colocá-los na lista do Projeto 40 foi concluída com sucesso.

Saí do Limeirão junto com a feliz massa de torcedores e então fiquei esperando a hora do meu ônibus passar. Voltei na boa, sem correria e já deixando ligado o esquema Carnaval total: muita música, descanso e pesquisas sobre a história das divisões de acesso. É, teremos novidades em relação a isso em breve!

Até a próxima!

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Nacional empata com o CATS e segue em terceiro na A3

Texto e fotos: Fernando Martinez


Ah, o Carnaval! Como não poderia ser diferente, aproveitei o sábado longe da folia e fiz uma rodada dupla pelo Campeonato Paulista da Série A3. Pela manhã segui mais uma vez até o Estádio Nicolau Alayon para o encontro entre Nacional e Taboão da Serra, esse o time de número 25 do Projeto 40, pela sétima rodada da fase inicial.

Esse duelo não estava na programação original do Projeto 40, mas por causa da televisão o horário foi alterado (televisão que no fim não fez a transmissão). Bom porque valeu para colocar o CATS no álbum do Projeto 40 e também por manter os 100% de aproveitamento quando o confronto é realizado na capital. Antes desse sábado, os dois já haviam se enfrentado ali em jogos válidos pela Segundona. A saber: 1x1 em 22 de maio de 2010, 2x1 em 18 de setembro do mesmo ano e 1x0 em 19 de abril de 2014.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Clube Atlético Taboão da Serra - Taboão da Serra/SP


Capitães dos times junto ao árbitro Marcos Silva Gonçalves, os assistentes Rodrigo Crosara e Jony Shin Iti Kamakura e o quarto árbitro Felipe Barros

O time ferroviário ostentava uma série de cinco partidas sem derrota e com um triunfo poderia chegar à liderança nessa rodada. O CATS queria fazer a trinca - venceu o Catanduvense por WO e fez 3x0 na Briosa - e se afastar de vez da zona de rebaixamento. Vale lembrar que o time taboanense tem Acosta no comando do ataque e Axel, ídolo de Mílton Haddad, como técnico.

Apesar de atuar de casa, o Nacional saiu atrás do placar aos seis minutos. Danilo atacou pela esquerda e cruzou. Jeferson tentou tirar e mandou a pelota para dentro das próprias redes. Mesmo em desvantagem o onze ferroviário não sentiu o gol e passou a dominar a peleja em busca da igualdade.

O goleiro Thiago mostrou bastante serviço e parou o ataque nacionalino durante a maior parte do primeiro tempo. Quando o arqueiro não aparecia, eram os atacantes quem desperdiçavam. Independente disso, dava pra sentir que o empate era questão de tempo.

Dito e feito: num ataque pela esquerda aos 35 minutos o onze local teve pênalti marcado a seu favor quando Negueba foi derrubado dentro da área. Luciano Pintinho bateu bem e igualou. No último momento do tempo inicial, o Naça conseguiu desperdiçar dois chutes na pequena área, fazendo com que o jogo chegasse no intervalo no empate por um gol.


Ataque nacionalino pela direita no começo do confronto contra o Taboão da Serra


Bola alçada na área do CATS e o goleiro Thiago saindo para afastar


Tudo igual no Alayon com o gol de pênalti de Luciano Pintinho 


A melhor chance da virada no tempo inicial foi desperdiçada no último lance

No tempo final a partida ficou ainda melhor. O Nacional voltou com tudo e aos 14 minutos quase acontece a virada num ótimo chute de Rodrigo que bateu na trave. Aos 26, foi a vez do CATS assustar em tiro de Danilo e boa intervenção de Carlão. Dois minutos depois David obrigou Thiago a fazer nova defesa importante.

O ritmo era intenso e o veterano Acosta quase fez o segundo do Taboão aos 30 minutos numa cabeçada que saiu por cima. Nos acréscimos aconteceu a maior chance de gol a favor do time da capital. Após grande confusão dentro da área, a bola sobrou livre para o camisa 16 Bruninho. Sem goleiro e com o gol aberto, ele chutou por cima.


Mais da metade dos atletas de Nacional e CATS dentro da área do primeiro no tempo final


Aqui quase o segundo do Taboão em cabeçada de Acosta


Início de ataque local no finalzinho da partida

No fim, o placar de Nacional 1-1 Taboão da Serra ampliou a série invicta dos paulistanos para seis pelejas. O clube agora soma 14 pontos e está em terceiro lugar, atrás de Inter de Limeira e Olímpia. Já o CATS chegou aos oito pontos e voltou para a zona de rebaixamento, ocupando agora a 16ª posição.

No meu esquema original do Projeto 40 o jogo da tarde era pertinho. É, era... só que por motivos de força maior mudei todo o cronograma e peguei a estrada para colocar mais dois times na lista, um deles correndo sérios riscos de ser excluído da competição no começo de março.

Até lá!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Oeste e Batatais maltratam a bola e ficam no zero em Barueri

Texto e fotos: Fernando Martinez


Mesmo me sentindo como um zumbi por conta de uma noite muito mal dormida, o Projeto 40 pediu passagem na tarde do último domingo. Fui pela terceira vez no ano até a Arena Barueri, dessa vez para o encontro entre Oeste e Batatais, o 24º time da lista, valendo pelo Campeonato Paulista da Série A2.

A ida até Barueri foi cheia de percalços por conta da operação tartaruga da CPTM. Junta-se a isso o absurdo calor e um sono enorme e sai uma mistura absolutamente sensacional... só que não. Desci na Estação que tem o nome da cidade e encontrei Mílton Haddad, o mito da Aclimação, para fazer uma boquinha e dali seguir até o belo estádio.


Oeste Futebol Clube - Barueri/SP


Batatais Futebol Clube - Batatais/SP


Quarteto de arbitragem da partida com o árbitro Rafael Gomes da Silva, os assistentes Daniel Luís Marques e Leandra Aires Cossette e o quarto árbitro Camilo Morais Zarpelão junto aos capitães dos times

Antes da rodada o rubro-negro era 17º colocado com cinco pontos ganhos e apenas uma vitória em cinco pelejas. Já o Batatais estava no G4, ainda invicto com nove pontos conquistados e na quarta posição. Mais uma vez o público não se animou a ir ao campo para acompanhar o ex-time de Itápolis. Se o cenário geral já não ajuda, a campanha com certeza torna as coisas mais difíceis. 

Fui ao gramado e assisti o tempo inicial espremido numa sombra salvadora no ataque local. Agora, pena que o jogo foi muito, mas muito ruim. Os times foram a campo sem nenhuma inspiração e abusaram do direito de errar. Teve erro de tudo, passe, chute, cabeçada, tudo mesmo.

O Fantasma da Mogiana foi levemente melhor, mas nada assim uma Brastemp. Wesley foi o dono da única jogada de destaque a favor dos visitantes nos primeiros 45 minutos, em chute que Rodolfo defendeu. O Oeste... bom, o Oeste teve um chute cruzado no começo que Thiago cortou com sucesso e nada mais.


Malabarismo de zagueiro do Batatais tentando desarmar jogador do Oeste


Ataque rubro-negro na entrada da área


Boa chegada dos locais pela esquerda


Disputa de bola pelo alto sob o forte sol de domingo

No tempo final o Rubrão ficou mais tempo com a bola nos pés, só que as melhores chances foram do Batatais. Porém, o panorama geral ainda contou com muitos erros e o futebol apresentado deixava a quase certeza que o gol não sairia. Para piorar, o calor não diminuiu e isso tornou a experiência de estar dentro de campo em algo difícil de lidar.

Os 45 minutos pareceram 180, e no último lance o Oeste teve a oportunidade de salvar a tarde no lance mais agudo a favor do time local. Depois de cobrança de falta, o goleiro Thiago espalmou e a pelota sobrou livre para um dos atacantes só tocar e sair para o abraço. Só que ele teve o dom de chutar pra fora e me dar a primeira partida sem gols do Projeto 40 em 2017.


Zagueiro do Fantasma mandando a bola para longe


Rápido ataque pela lateral no segundo tempo


Ataque perigoso a favor do Oeste


Jogo rolando e ao fundo o placar final da partida realizada em Barueri

O óbvio Oeste 0-0 Batatais foi o placar merecido pelo péssimo futebol e também foi um resultado ruim para ambos, pois não serviu para tirar o rubro-negro da zona do rebaixamento e tirou o Fantasma do G4, apesar da invencibilidade ter sido mantida (o time agora é sétimo).

Para a minha alegria, o show de zica do domingo não terminou quando cheguei em casa, já que o sinal da TV a cabo simplesmente desapareceu e perdi meu primeiro All Star Game da NBA em muito tempo. Cortesia do "ótimo serviço" da Eletropaulo, que zanzou pelo bairro cortando tudo que é fio. Maravilha!

Até a próxima!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Paulista perde mais uma e continua mal na Série A3

Texto e fotos: Fernando Martinez


Foram dois dias de descanso mais do que merecido, mas em nome do Projeto 40 o cronograma não pode parar. No sábado passado me mandei até a cidade de Jundiaí para outra peleja do Campeonato Paulista da Série A3. Fui acompanhar o encontro entre Paulista e Matonense, respectivamente as figurinhas 22 e 23 do álbum, pela sexta rodada da primeira fase.

Vem fazendo muito calor em São Paulo nos últimos tempos, porém quente mesmo estava o clima fora de campo no Estádio Doutor Jayme Cintra. Tudo por conta da péssima campanha do Galo e pior, a falta de transparência da diretoria do clube e várias confusões de bastidores. Algo muito triste pensando que em 2014 o time estava na A1 e hoje está ocupando as últimas posições na tábua de classificação, perigosamente perto da última divisão em 2018.


Paulista Futebol Clube - Jundiaí/SP


Sociedade Esportiva Matonense - Matão/SP


Capitães dos times ao lado do árbitro Danilo da Silva, os assistentes Danilo Nogueira da Silva e Weverton Soares de Sousa e o quarto árbitro Marcelo Fabiano Mingoranci



Faixas com protestos da torcida contra a diretoria do Paulista. Só que elas ficaram pouco na arquibancada, já que foram tiradas pela PM

Os jundiaienses haviam vencido apenas um dos cinco compromissos disputados e os três pontos eram mais do que necessários. Só que a Águia Azul chegou à Terra da Uva com uma campanha levemente melhor e disposto a se aproveitar do momento ruim do onze local. Aliás, em toda a história o time de Matão havia vencido o Paulista apenas uma vez, isso em 1993. No total, foram realizados seis jogos entre os dois com quatro vitórias do Galo e um empate.

Agora, de todos os times que já vi ao vivo e contando também os que assisti pela televisão, o onze jundiaiense infelizmente é um dos mais fracos. Foram poucas as oportunidades reais de gol criadas pelos atacantes durante os 90 minutos apesar da maior posse de bola. A SEMA atuou na boa e apostando nos erros do time da casa.

Nem bem a partida havia começado direito e os visitantes criaram o primeiro bom momento da tarde, numa cobrança de falta de João Lucas que obrigou João Paulo e fazer ótima defesa. O Galo criou talvez a melhor chance aos 16 minutos, quando Marcelo Henrique fez grande intervenção em chute de Douglas pela esquerda.

No restante do tempo inicial o tricolor ficou mais tempo com a bola nos pés, porém apesar do esforço, a técnica deixou a desejar e foram vistos muitos passes errados. Não foi estranho ver a partida chegar ao intervalo sem a abertura do marcador. Desisti de sofrer debaixo do sol e me mandei para a parte coberta do Jayme Cintra e dali acompanhei os últimos 45 minutos.


Ataque local pelo lado esquerdo do ataque


Disputa de bola pelo alto com direito a careta de jogador da SEMA


A zaga da Matonense marcou firme o ataque do Galo durante todo o jogo


Mais um ataque do Paulista no tempo inicial

Logo no primeiro ataque a Matonense aproveitou com sucesso um belo ataque pela direita. Denner avançou e cruzou na área. A pelota passou por todo mundo mas não por Everton Tiziu, que apareceu livre no segundo pau para completar tranquilamente e abrir o marcador.

Como desgraça pouca é bobagem, Paulinho fez falta boba aos nove minutos e recebeu o segundo cartão amarelo. Se já não estava fácil jogando com onze, imagina com dez em campo. A tônica a partir de então foi o onze local atacando de forma estéril e a Águia apostando alto nos contra-ataques.

Os visitantes criaram muito e o momento mais agudo foi quando o camisa 18 Éverton perdeu praticamente um gol sem goleiro depois de cruzamento na pequena área. Quando parecia que o placar não seria mais alterado, a SEMA marcou o segundo e fechou a fatura aos 51 minutos. Ademir recebeu passe na intermediária e chutou de longe para vencer o goleiro Iago.


Bola levantada na área da Matonense


Desarme preciso de atleta da Águia no campo de defesa


Gol feito desperdiçado por Éverton no segundo tempo


Comemoração pelo segundo gol da Matonense

No fim, o Paulista 0-2 Matonense marcou a segunda vitória do alvi-azul em cima do Galo em todos os tempos e colocou o time na nona colocação, agora com nove pontos. O time de Jundiaí permanece na preocupante 18ª posição com os mesmos três pontos de um total de dezoito disputados. Triste ver aonde o campeão da Copa do Brasil de 2005 - numa final aonde eu estive presente - pode chegar em breve.

Apesar de todo o calor e um cansaço por ter dormido pessimamente de sábado para domingo, o Projeto 40 continuou no dia mais quente do verão 2017 na cidade de Barueri, dessa vez com joguinho da Série A2.

Até lá!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Atibaia inverte os papéis e derrota o ex-líder Olímpia

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na quarta-feira passada teve rodada cheia do Campeonato Paulista da Série A3, e dessa vez não assisti nada na Grande São Paulo. Peguei a estrada e fui até a cidade de Indaiatuba, não para ver um jogo do Primavera, e sim para acompanhar o encontro entre Atibaia e Olímpia, times 20 e 21 do Projeto 40, pela quinta rodada da primeira fase.

Esse é o segundo ano consecutivo que o Estádio Ítalo Mário Limongi é a casa do Falcão na A3, já que ninguém se digna a arrumar de verdade o Salvador Russani, fazendo com que ele possa ser liberado para partidas profissionais. Tudo bem que algumas determinações da FPF são exageradas, mas mesmo assim é um absurdo saber que não existe o interesse real em fazer com que o Atibaia jogue na sua própria cidade.

Falando nisso, o começo de campeonato não foi nada promissor para os atibaienses. Nas quatro rodadas iniciais o time conquistou apenas um empate e perdeu três vezes, ocupando a 18ª posição e à frente apenas de Taboão da Serra e Independente. Já pelos lados do Galo Azul, o panorama era completamente diferente: quatro vitórias, 100% de aproveitamento e liderança da competição.


Sport Club Atibaia - Atibaia/SP (mas mandando seus jogos em Indaiatuba)


Olímpia Futebol Clube - Olímpia/SP


Capitães dos times junto com o árbitro André Luís Riquena, os assistentes Wellington Bragantim Caetano e Bruno Bonani Munhoz e o quarto árbitro Gabriel Petrini Cruz

Cheguei na cidade bastante tempo antes do apito inicial, e como a rodoviária é praticamente do lado do estádio, deu tempo de fazer o famoso pit stop na padaria que fica entre os dois endereços. Aliás, fica a dica: os sanduíches do lugar são ótimos e com preços justíssimos. Vale demais a visita.

Após a boquinha finalmente segui até a casa primaverina. O sol era fortíssimo e a temperatura estava na casa de 35 graus, com sensação térmica de 38. Por conta da grande diferença das campanhas no certame, escolhi acompanhar o ataque do time visitante, e por sorte, consegui ali uma milagrosa sombra para ficar minimamente protegido próximo ao alambrado.

O Olímpia até iniciou a peleja razoavelmente bem, embora sem criar chances tão agudas. A única oportunidade efetiva foi aos doze minutos em finalização de Naldinho. Depois disso, os papéis se inverteram por completo e parecia que era o Atibaia o líder do campeonato.

O onze laranja ficou mais tempo com a bola nos pés e soube neutralizar com sucesso todas as investidas visitantes. A boa atuação foi premiada aos 40 minutos quando o camisa 10 Róbson avançou pela direita e chutou cruzado pra colocar a bola no canto direito do goleiro Igor.


Atacante do Olímpia matando a bola em lance de ataque no começo do jogo


Gledson, 15 do Atibaia, armando o chute e Naldinho se esticando todo para tentar o corte


Bola levantada na área do time "da casa"


Veloso cobrando escanteio pela direita

No tempo final novamente quis crer que o Olímpia atacaria mais e então me dirigi ao outro lado do campo. Consegui uma sombrinha graças à salvadora ambulância estacionada ao lado da bandeira de escanteio. Dali vi o alvi-azul iniciar os trabalhos já assustando com chute na trave logo aos dois minutos.

O Atibaia tinha o setor defensivo adversário todo à sua disposição, e nas poucas vezes que os atacantes acertaram a troca de passes, a zaga visitante sofreu. Só que o Olímpia era melhor, e Max Pardalzinho quase deixa tudo igual aos 16 em lance que contou com grande defesa de Fraga. Três minutos depois foi a vez de Robinson levar enorme perigo em bola cabeceada na trave.

Na sequência do lance, o Atibaia conseguiu organizar uma ofensiva primorosa pela esquerda que terminou com um chute genial de Robinho na trave. O jogo estava sendo disputado num ótimo nível e com as duas equipes mostrando uma enorme disposição.

O time "da casa" foi cozinhando o Galo Azul com o passar do tempo e os visitantes não conseguiam mais acertar o último toque. Quando a partida se encaminhava para o fim e o Olímpia já estava na base do bumba-meu-boi, os atibaienses acertaram novo contra-ataque. A bola foi tocada para Reginaldo, e o camisa 11 entrou na área, chutou por cima do arqueiro e fechou o marcador.


Tiro de longe no ataque do Galo Azul


Investida do Olímpia pela esquerda do ataque


Robinson cabeceando com estilo em bola que bateu na trave

O inesperado placar de Atibaia 2-0 Olímpia marcou a primeira vitória do Falcão e a primeira derrota do Galo na A3 2017. Os laranjas subiram duas posições na tábua de classificação, agora estão em 16º, e o alvi-azul agora está na terceira colocação. A nova líder é a Internacional de Limeira.

Meu cronograma do Projeto 40 apontava uma viagem até Santos na quinta-feira, porém por uma série de motivos acabei ficando em São Paulo. Por conta disso vai rolar uma grande reorganização no planejamento, mas como aqui é na base do tudo pelo social, não há o menor problema.

Até a próxima!