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quarta-feira, 29 de março de 2017

Brasil classificado para a Copa do Mundo 2018

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de uma segunda-feira com um merecidíssimo descanso, na noite da terça voltei aos estádios para uma peleja que foi tudo, menos perdida. A pedida foi ver meu 17ª jogo do Brasil em todos os tempos, o primeiro do time profissional desde o bisonho 3x0 da Holanda na Copa do Mundo, contra a seleção do Paraguai, time 652 da Lista, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo da Rússia.

Já tinha visto todas as integrantes da Conmebol menos duas, Uruguai e o próprio Paraguai. Por sorte a CBF colocou o selecionado comandado pelo ex-lateral Arce para atuar na Arena Corinthians, no primeiro compromisso deles na capital bandeirante desde 1962 (!). Na história, essa foi apenas a quarta vez que os paraguaios se apresentaram por aqui (as outras duas foram em 1950 e 1954).


Telão da Arena Corinthians e os escudinhos das duas seleções

Fazendo uma pesquisa rápida na Lista vi que esse foi meu sexto jogo de Eliminatórias entre os dez já realizados em São Paulo até hoje. Os três primeiros foram no ano 2000 contra Equador, Argentina e Colômbia. Em 2001 o confronto foi contra o Peru e em 2004 contra a Bolívia. Infelizmente perdi o duelo contra os uruguaios em 2007 por conta do péssimo sistema de venda de ingressos montado naquela ocasião.

Voltando a 2017, impossível não relembrar o que vivi durante a Copa do Mundo de 2014 no caminho de ida pro estádio. Ver o time verde e amarelo jogar uma partida oficial em Itaquera sempre estará relacionado a tudo que vivi no saudoso Brasil x Croácia realizado há três anos atrás. De pegar o trem na Luz até dar a volta em todo o estádio... essas referências serão eternas.

Dito isso, preciso registrar novamente que não é fácil ir em jogo do Brasil (já falei disso por aqui no post do amistoso contra a África do Sul em 2012), porém o segredo é nem se importar com a maioria de bobagens que somos obrigados a ver. O horror vai da horrenda música do "mil gols", da insuportável menção que são "brasileiros com muito orgulho", passando pelo ridículo grito de "bicha" a cada tiro de meta batido pelo goleiro adversário e chegando no número enorme de turistas presentes nas arquibancadas. No fim, o que importa de verdade é ver as camisas em campo e pensar na parte histórica.

Falando na parte histórica, o Brasil chegou a essa partida ostentando uma inédita série de sete vitórias seguidas nas Eliminatórias e com chance de se classificar matematicamente pra Copa da Rússia dependendo de uma combinação de resultados. Quem me conhece sabe que não torço pra seleção desde 1998, mas que dá gosto de ver o time de Tite atuando, isso dá.


Visão geral da Arena Corinthians para o confronto Brasil x Paraguai


Ataque brasileiro pela direita no complicado primeiro tempo


Grande defesa do goleiro paraguaio em chute de longe


Pênalti perdido por Neymar, que se redimiu minutos depois e fez um golaço


Placar final do jogo que colocou de forma oficial o Brasil na Copa da Rússia

Quem assistiu a peleja viu que, mesmo tendo dificuldades, o escrete canarinho atuou mais uma vez muito bem sob o comando do técnico campeão do mundo em 2012. Com gols de Philippe Coutinho, Neymar e Marcelo (esse zerando o saldo pessoal de gols na Arena graças ao gol contra que fez na abertura do último mundial), o placar final de Brasil 3-0 Paraguai, somado à derrota uruguaia contra o Peru, colocou de forma oficial os penta-campeões na Copa de 2018.

A única coisa que me incomoda nisso tudo é saber que as boas atuações e o bom trabalho feito pela atual comissão técnica simplesmente tirou o foco dos reais problemas do futebol nacional e que também hoje muitos já nem se lembram mais do 7x1, algo que não pode ser esquecido de forma alguma. Outro ponto que me deixa triste: a renda foi de mais de 12 milhões de reais (!). Um dinheirão, né? É, mas será que ele será utilizado para fomentar o futebol ou para a organização de campeonatos como Série C, D ou até mesmo o Brasileiro Feminino? Pra mim, a resposta é óbvia.

Na saída do estádio ainda consegui armar um esquema ninja e fiz o caminho do meu lugar até a plataforma da estação de trem em menos de vinte minutos, salvando por completo a minha chegada em casa. Na quarta-feira voltei à programação normal com uma rodadinha dupla com as Séries A2 e A3 na pauta.

Até lá!

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