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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Calor e muita emoção na primeira partida da final do Paulista Feminino


Com certeza muitos nem sabem, mas no domingo passado foi realizada a primeira decisão do Campeonato Paulista Feminino 2015. São Paulo e São José - que eliminaram respectivamente Santos e Audax na semi - foram a campo para os primeiros 90 minutos da grande final. O palco do confronto na quente tarde de agosto foi o Estádio Nicolau Alayon.

Esse foi um jogo que colocou frente a frente dois times que marcaram/marcam época no futebol do estado. O São Paulo foi campeão paulista em 1997 e 1999, esse com sensacionais 100% de aproveitamento, tendo uma grande equipe que contava com as inesquecíveis Sissi e Kátia Cilene. Nos anos seguintes nada de relevante aconteceu e o clube fez sua última participação no estadual em 2005. Falando nisso, já foi anunciado o "novo fim" do time logo depois da final, independente do resultado, a não ser que consigam patrocinadores. Uma pena.

Já a Águia surgiu nos gramados em 2008 e desde então se tornou numa potência. O clube foi campeão paulista em 2012 e 2014, da Copa do Brasil Feminina em 2012 e 2013, da Libertadores em 2011, 2013 e 2014 e do Mundial também no ano passado. Não há como negar que o São José é talvez o time feminino mais vitorioso do país em todos os tempos.


São Paulo FC (feminino) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


São José EC (feminino) - São José dos Campos/SP. Foto: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem para a primeira decisão com Katiucia da Mota Lima, Renata Ruel de Brito, Débora Moraes dos Santos e Adeli Mara Monteiro junto com as capitãs dos times. Foto: Fernando Martinez.

Mesmo com tanto apelo, a cobertura da "mídia especializada" para essa final foi nula. Mais um capítulo do imenso descaso com que o futebol feminino é tratado por essas bandas. Quando a seleção perde em algum campeonato internacional aparecem dezenas e dezenas de experts da categoria rotulando as meninas de forma negativa, mas apoio quando elas precisam não existe. Não deveria, mas esse tipo de coisa ainda me tira do sério.

As meninas paulistanas e joseenses já haviam se enfrentado na primeira fase do Paulista com uma vitória para o tricolor e um empate sem gols. Para essa final, a vantagem de dois empates é do time do Vale do Paraíba. Pena que o jogo tenha sido abaixo do esperado, talvez por conta da alta temperatura que chegou a absurdos 35 graus (!) nos relógios de rua da Barra Funda.

O São Paulo foi perigoso em lances de bola parada e o São José nos contra-ataques, mas chance clara mesmo não aconteceu a favor de nenhuma das duas agremiações. A melhor oportunidade ficou reservada para o último lance do tempo inicial, quando a zagueira são-paulina Nagila tocou na bola com a mão dentro da área. A árbitra não teve dúvidas e marcou pênalti.

Gislaine cobrou bem e abriu o marcador para a Águia. O intervalo chegou com a vantagem para o onze visitante e eu resolvi ver o tempo final nas sociais no estádio. Lá, o presidente do SPFC Carlos Miguel Aidar, amigo pessoal de Mílton Haddad, curtia a peleja tranquilamente. Muitos aproveitaram para pedir de forma carinhosa a ele que não acabe com a equipe.





Lances do primeiro tempo da partida de ida da final do Paulista Feminino. Fotos: Fernando Martinez.


De pênalti Gislaine abriu o marcador a favor da Águia no último lance do tempo inicial. Foto: Fernando Martinez.

No segundo tempo o panorama não mudou muito e o jogo continuou devagar, com poucas investidas reais no ataque. O tricolor tentou bastante, mas parecia que não teria sucesso na busca do seu gol. O empate quase saiu de forma bastante improvável, numa bola mal recuada pela zaga joseense e que tirou tinta do travessão.

É, mas para a felicidade da maior parte da torcida presente no Nacional, no último minuto o gol de empate finalmente aconteceu. Depois de uma imenso bate-rebate na entrada da área, a bola sobrou para Bia na esquerda. Ela chutou de primeira e colocou a pelota no canto de Andréa, deixando tudo igual.




Agora do alto, momentos do tempo final da decisão entre paulistanas e joseenses. Fotos: Fernando Martinez.



Lance do gol de empate do tricolor e a emocionada comemoração de Bia, autora do tento que deixou tudo igual na primeira peleja da final. Fotos: Fernando Martinez.

O placar final de São Paulo 1-1 São José deixa o título ainda totalmente em aberto, e a Águia precisa de uma nova igualdade para se tornar campeã paulista pela terceira vez. Pena que não estaremos lá, já que por conta da televisão a partida teve seu horário alterado do sábado para domingo de manhã. Todo mundo reclama da Globo, mas no fim absolutamente TODAS as emissoras só pensam nelas mesmas.

Até a próxima!

Fernando

Tudo igual entre Bernô e Inter de Bebedouro no Baetão


Na noite da última sexta-feira o Blog do Fernando Jogos Perdidos iniciou a cobertura da decisiva fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão em outra jornada noturna no Baetão. Em campo, os dois vencedores da primeira rodada do Grupo 4 buscando a liderança isolada: São Bernardo x Internacional de Bebedouro.

Antes de qualquer coisa vale dizer que essa foi uma partida histórica. Há 22 anos o alvinegro não atuava como mandante numa fase direta de acesso no estadual. A última vez que a equipe participou de uma etapa assim havia sido em 1993 no quadrangular decisivo da terceira divisão daquele ano, junto com o campeão Jabaquara, o falecido Estrela de Porto Feliz, e por coincidência, a gloriosa Internacional alvirrubra.

Voltando a 2015, Bernô e Lobo terminaram a primeira fase com a segunda colocação das suas chaves e venceram na estreia da etapa decisiva da última divisão estadual. O time do ABC foi até Bauru e derrotou o Noroeste pela contagem mínima e o onze alvirrubro - jogando para quase três mil pagantes - fez 3x2 no Fernandópolis.


EC São Bernardo - São Bernardo do Campo/SP. Foto: Fernando Martinez.


AA Internacional - Bebedouro/SP. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times junto com o quarteto de arbitragem formado por Norberto Luciano da Silveira, Vitor Carmona Metestaine, Patricia Carla de Oliveira e Rodrigo Santos. Foto: Fernando Martinez.

O Data Fernando informa que essa peleja foi a sétima entre bernardenses e bebedourenses em todos os tempos. O retrospecto mostra um completo equilíbrio, com dois triunfos para cada lado e dois empates. Um desses confrontos teve cobertura do JP: 1x1 em 9 de agosto de 2014 também em São Bernardo do Campo.

Falando em Baetão, vale registrar que o estádio está cada vez mais parecido com uma boate por conta da péssima iluminação. Dos 72 refletores presentes nos seis postes, apenas 35 estão funcionando, menos da metade. Tudo bem que a prefeitura local só tem olhos para o Tigre, mas a rapaziada podia fazer valer o gordo salário que recebem para resolverem isso, né? A situação atrapalha atletas, imprensa e torcedores e é fato que demorou demais para ser solucionada.

Em meio ao breu o jogo começou recheado de expectativa. E foi o São Bernardo quem correspondeu jogando o fino a bola durante todo o primeiro tempo. O time não deu espaços ao onze visitante e foi bastante superior ao seu adversário. Reestreando no Bernô depois de três anos, o camisa 10 Chuck foi bem e armou a maior parte das jogadas de ataque.

Assim como aconteceu em Bauru, foi o atacante Washington quem abriu o marcador para o São Bernardo. Depois de bate-rebate na área visitante, a pelota sobrou para o camisa 9 na esquerda. Ele acertou um tirambaço de primeira, não dando a menor chance para o goleiro Vinícius. Eram decorridos 23 minutos de peleja.

No restante da etapa inicial o time da casa continuou ocupando o campo defensivo alvirrubro e perdeu boas chances para ampliar a vantagem. Por sorte, a Internacional conseguiu ir para os vestiários perdendo apenas pela contagem mínima.


Chute de longe a favor do Bernô. Foto: Fernando Martinez.


Jogada no meio-campo. Foto: Fernando Martinez.


Vinícius sai do gol para cortar cruzamento. Foto: Fernando Martinez.


Ataque do Bernô pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


Boa trama do ataque local no fim do primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

Pinho, o vitorioso técnico do time visitante, arrepiou seus jogadores no intervalo e a Inter voltou outra para o tempo final. Tudo bem, o time quase sofreu o segundo nos primeiros minutos depois de um vacilo incrível de Vinícius, mas essa foi a única chance local durante um bom tempo.

Aos nove minutos, na primeira real oportunidade do Lobo no jogo, Róbson recebeu ótimo lançamento e surgiu livre na entrada da área. Brenno defendeu o primeiro chute, mas o rebote caiu novamente nos pés do camisa 11, que tocou tranquilamente para dentro do gol vazio.

O Bernô sentiu demais o golpe e então foi a vez da Internacional tomar conta do jogo, criando um sem número de boas oportunidades. A equipe atacou em peso e obrigou Brenno a trabalhar incansavelmente. O time do ABC não tinha mais forças para chegar ao ataque e viu o time visitante chegar muito perto da virada.

Somente nos últimos minutos da peleja o onze local voltou a se aventurar no campo de ataque, muito por conta do natural recuo alvirrubro pensando em segurar a igualdade. Aos 45 minutos o árbitro não marcou um pênalti a favor do Bernô e no último lance Washington teve nós pés a maior chance de vitória para os donos da casa, mas o camisa 9 não conseguiu concluir.


Zaga do time do ABC roubando a bola do ataque do Lobo. Foto: Fernando Martinez.


Bola alçada na área visitante. Foto: Fernando Martinez.


Brenno mostrando serviço em investida da Inter. Foto: Fernando Martinez.


São Bernardo se mandando para o ataque no fim do jogo. Foto: Fernando Martinez.


Lance do pênalti não marcado a favor do time da casa. Foto: Fernando Martinez.

No final, ninguém foi dono de ninguém e o São Bernardo 1-1 Inter de Bebedouro deixou as duas equipes ainda ocupando o G2 do Grupo 4 da Segundona Paulista com quatro pontos cada. O Fernandópolis tem três, o Manthiqueira dois e Noroeste e Lemense apenas um. Na próxima rodada o alvinegro visita o time de Leme e o Lobo recebe o Norusca, lembrando que ainda faltam oito partidas para a definição de quem serão os promovidos para a A3 em 2016.

Tirei o sábado para uma sessão preguiça bastante importante, e o futebol voltou na escaldante tarde de domingo com a primeira decisão do Paulista Feminino.

Até lá!

Fernando

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

No sufoco, Nacional mantém a invencibilidade na Copa Paulista


Durante toda a semana preparei meu espírito para acordar cedinho no sábado e ir até a Fazendinha para uma dupla jornada alvinegra no sub15 e sub17. Da minha parte estava tudo certo, mas os diretores corintianos, talvez se achando os donos do futebol paulista, impediram de forma arbitrária a entrada do público nos jogos realizados no Alfredo Schurig sem a menor cerimônia. Um enorme absurdo que nem merece mais ser mencionado por aqui.

Assim sendo, a rodada acabou se reduzindo para apenas uma partida, a segunda da Copa Paulista que vi na atual temporada. Pela primeira rodada do returno, o líder invicto Nacional recebeu o São Bernardo FC no Estádio Nicolau Alayon disposto a manter os 100% de aproveitamento na competição. Vindo de duas vitórias, o Tigre queria emplacar mais uma para tentar roubar a vice-liderança da chave do Audax.


Nacional AC - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


São Bernardo FCL - São Bernardo do Campo/SP. Foto: Fernando Martinez.

A tarde estava quente, o público compareceu e a esperança era de ver um jogo bom, só que isso infelizmente não aconteceu. Diferente do que vi ali na semana anterior no confronto conta o GEO Audax, o Nacional dessa vez não atuou bem. O Tigre começou melhor e aos onze minutos Jean Carlos foi derrubado dentro da área. Ele mesmo foi para a cobrança e abriu o marcador.

Com o 1x0 a seu favor, o time visitante recuou e chamou o onze local para o seu campo. Não demorou muito para acontecer o lance mais polêmico da tarde. Gindre foi lançado pela esquerda e o goleiro Daniel o atropelou dentro da área. Pênalti claríssimo e indiscutível não marcado pela arbitragem. O empate aí poderia ter mudado completamente o panorama.

No restante do tempo inicial, o Nacional teve apenas mais uma chance em chute de longe. O arqueiro do São Bernardo FC fez ótima defesa e mandou a pelota para a linha de fundo. No mais, o ataque paulistano não funcionou e a partida chegou ao intervalo com a vantagem mínima para os visitantes.


Ataque do Nacional pela direita. Foto: Fernando Martinez.


Disputa de bola pelo alto. Foto: Fernando Martinez.


Daniel faz grande defesa em cobrança de falta. Foto: Fernando Martinez.


Escanteio para os donos da casa. Foto: Fernando Martinez.


Exato momento em que o goleiro do Tigre cometeu pênalti em jan Carlos. O árbitro nada marcou. Foto gentilmente cedida. Bruno Ulivieri.

No tempo final o sol venceu e eu subi para as cabines. Dali vi o jogo junto com a dupla Luiz e Bruno, os dois que sofreram na pele o momento "Barrados no Baile" da sessão vespertina. Desde os primeiros movimentos os donos da casa tiveram ainda mais posse de bola, mas não conseguiam criar oportunidades claras de perigo.

A peleja foi seguindo sonolenta e com uma insistente impressão de que o Nacional iria perder a invencibilidade jogando dentro de casa. A cada minuto que passava, parecia que realmente não teria jeito para o time da capital bandeirante. Nesse meio tempo, o São Bernardo FC começou a emplacar aquela cera velha de guerra, algo que acabou custando caro no fim da peleja.

Aos doze minutos o goleiro Daniel tomou um cartão amarelo justamente por retardar o reinício do jogo. A medida que o relógio corria, os atletas do Tigre sempre seguravam um pouco mais a bola, irritando os atletas locais. Por simular uma penalidade máxima, aos 40 Emerson foi expulso e deixou o Nacional com um a menos.

Três minutos depois o arqueiro visitante demorou de novo para repor a bola e tomou seu segundo amarelo, sendo então expulso de campo. O meio-campista Lucas Silva acabou herdando as luvas e a camisa 1 foi atuar como goleiro. A cera foi tanta que o árbitro resolveu dar nada menos do que OITO (!) minutos de acréscimo. Decisão mais do que acertada e que gerou imensa revolta no banco de reservas do time visitante.

Se aproveitando do fato que não era um goleiro de origem que estava na meta e sendo empurrado pelos seus animados torcedores, o Nacional fez uma blitz inédita nos minutos finais. Quando o relógio alcançou o 52º minuto, o milagre aconteceu. Depois de ataque pela direita a pelota foi cruzada dentro da área. Jorge Mauá recebeu, dominou, armou e chutou firme para marcar o gol salvador, o primeiro dele na Copa.


Raro ataque do time do ABC no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Bola levantada na área visitante. Foto: Fernando Martinez.


Todo mundo dentro da área do São Bernardo FC. Foto: Fernando Martinez.


Chute de longe a favor do time paulistano. Foto: Fernando Martinez.


Lucas Silva virou goleiro e sofreu o gol de empate no último lance da peleja. Foto: Fernando Martinez.

Atletas e comissão técnica do time visitante reclamaram demais por causa desse tento e do placar final de Nacional 1-1 São Bernardo FC. O empate tirou os 100% do onze ferroviário, mas manteve o time ainda na liderança com treze pontos navegando de vento em popa no Grupo 4. O Tigre pulou para a segunda colocação com sete, à frente do Audax por ter um saldo de gols melhor. 

Até a próxima!

Fernando

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Portuguesa vence o Madureira e entra no G4 da Série C


Fazia tempo, mas na última segunda-feira rolou uma agradável sessão noturna de futebol no Campeonato Brasileiro da Série C. Abri mão de estar na bancada do FATV para curtir o genial (e raro) encontro entre Portuguesa e Madureira no Estádio Osvaldo Teixeira Duarte, válido pela 12ª rodada da primeira fase do Grupo B.

Muitos amigos também marcaram presença para ver a tentativa de reabilitação lusitana depois da sacolada sofrida na rodada anterior (derrota de 4x1 para o Brasil de Pelotas). Fora que além disso um triunfo colocaria o clube paulista pela primeira vez no G4 da competição. Já o time carioca vem fazendo uma campanha muito fraca, com apenas uma vitória - 2x0 contra o ex-lanterna Guaratinguetá - em onze pelejas. Um ponto já seria muito comemorado pelos lados de Conselheiro Galvão.


A Portuguesa de D - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Madureira EC - Rio de Janeiro/RJ. Foto: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem com posto pelo piauiense Antonio Dib de Sousa, o alagoano Esdras Mariano Albuquerque e os paulistas Gustavo Rodrigues de Oliveira e Adriano de Assis Miranda. Junto com eles, os capitães de Portuguesa e Madureira. Foto: Fernando Martinez.

O quarto confronto entre os dois em todos os tempos - nos três anteriores, três vitórias lusitanas - teve um primeiro tempo muito abaixo do esperado, muito por conta da fraca atuação do time da casa. O Madureira jogou na boa e abriu o marcador aos 12 minutos com o gol de cabeça de João Carlos após cobrança de escanteio. Ele subiu mais do que os zagueiros e tocou no canto direito de Tom.

A única peça lúcida no ataque rubro-verde era, pra variar, Guilherme Queiroz. No mais, a Portuguesa fez aquela pressão murcha e sem objetividade e o Madureira se segurou bem para levar a peleja em banho maria. Quando o intervalo chegou, o placar do Canindé mostrava a vantagem parcial dos visitantes. Quase desisti de continuar em campo, mas no último momento resolvi ficar e não me arrependi.


Primeiro ataque da Portuguesa contra o Madureira. Foto: Fernando Martinez.


Disputa de bola pelo alto dentro da área visitante. Foto: Fernando Martinez.


Atletas apostando corrida no gramado do Canindé. Foto: Fernando Martinez.


Bola levantada no segundo pau em escanteio para o rubro-verde. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final o jogo mudou da água pro vinho. Foram 45 minutos eletrizantes e repletos de emoção. Logo antes do primeiro minuto, o Madureira quase ampliou em dois lances seguidos. O primeiro salvo em cima da linha e o segundo em chute por cima que passou muito perto do gol defendido por Tom. Aos dez, os paulistas empataram com Hugo completando cruzamento da direita.

Ligada no 220, a Portuguesa quase virou com Guilherme Queiroz chutando de fora da área. Ele mesmo teve outra grande oportunidade aos 22 minutos, mas o goleiro Márcio impediu. Como os donos da casa não conseguiram vencer o arqueiro do tricolor suburbano, a própria zaga resolveu dar uma ajuda no minuto seguinte. Numa falta pela esquerda, Victor Bolt levantou e Magno, na tentativa de cortar, colocou dentro das próprias redes. 

A torcida ainda comemorava o gol quando o Madureira novamente deixou tudo igual aos 27 minutos na belíssima cobrança de falta de Leandro. Mas os atletas locais estavam tão concentrados que isso não os abateu. Aos 32 Mílton Júnior recebeu na entrada na área e acertou um chutaço no canto direito de Márcio, colocando o rubro-verde de novo na frente.

O Madureira se lançou todo ao ataque para tentar o novo empate, mas vacilou e deixou o setor defensivo desprotegido. Num contra-ataque sensacional aos 36 minutos, Guilherme Queiroz recebeu passe em profundidade, invadiu a área e tocou na saída do arqueiro visitante. Finalmente a torcida pôde comemorar à vontade.


Hugo saindo para comemorar o primeiro gol da Portuguesa. Foto: Fernando Martinez.


Torcida atenta em mais um ataque lusitano. Foto: Fernando Martinez.


Momento em que Magno virou o jogo a favor da Lusa. Foto: Fernando Martinez.


Leandro cobrou falta com maestria e fez o segundo dos cariocas. Foto: Fernando Martinez.


Guilherme Queiroz um segundo antes de fechar a goleada lusitana no Canindé. Foto: Fernando Martinez.

O placar final de Portuguesa 4-2 Madureira fez o time rubro-verde terminar uma rodada dentro da zona de classificação para a próxima fase da Série C. O time tem os mesmos 18 pontos do Juventude, mas fica em quarto lugar por ter mais vitórias. O Madureira está em oitavo com dez, quatro acima de Guaratinguetá e Caxias.

Até a próxima!

Fernando