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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

JP com a base do Atlético Amazonense no CEE Pelezão

Texto e fotos: Fernando Martinez


A ideia dessa semana era iniciar os trabalhos na tarde de quarta-feira com um jogo da Copa do Brasil sub-17. Só que uma gripe monstra me deixou baleado e resolvi me poupar para um Jogo Perdido - com JP maiúsculo mesmo - na quinta de manhã. Fazia tempo que não emplacava uma sessão futebolística tão alternativa como a que fiz. Na pauta, um duelo inédito pela sempre legal Copa Ouro sub-19 da APF, a Associação Paulista de Futebol, com direito a time novo e estádio novo na Lista.

Tossindo igual cachorro velho, peguei um ônibus no Largo da Batata e segui até o Alto da Lapa. Meu destino era o Centro Educacional e Esportivo Edson Arantes do Nascimento, mais conhecido como Pelezão. Lá, pela terceira rodada da primeira fase do certame, Grêmio Osasco e Atlético Amazonense, isso, um time do Amazonas, se enfrentaram em duelo do Grupo B. Não é a primeira vez que um clube de fora do estado disputa esse certame da APF. Você viu aqui no JP o Paraná Clube (!) na edição 2011 da competição atuando contra o Juventus.


Fachada do CEE Edson Arantes do Nascimento, o Pelezão


Estátua do Pelé na entrada do clube. Certamente uma das mais assustadoras que já vi em toda a minha vida


Detalhe do campo sintético de futebol cercado por árvores

Chegar no Pelezão é de boa. Não levou mais do que 20 minutos o trajeto entre Pinheiros e a Rua Belmonte. Ainda deu tempo para fazer aquele café da manhã maroto antes de seguir pro clube. O local é referência e conta com quadras de tênis de saibro e cimento, piscinas, quadras de basquete, muita área verde e o campo de grama sintética onde a peleja foi disputada. O genial é que esse foi o 196º estádio - vamos chamar assim, na base da licença poética - em que assisti um jogo de futebol em todos os tempos.

Quando pisei no gramado com o clima nubladaço e quase ninguém nas redondezas me dei conta real da alternatividade da coisa e do tempo que estava sem fazer algo assim. Não é todo momento que temos a chance de colocar na Lista um time tão insólito. A Associação SC Atlético Amazonense foi fundada no começo do ano e disputou os certames estaduais das categorias sub-15, sub-17, sub-19 e sub-21. Se não fez nada de marcante vale registrar os 12x1 aplicados na Escola de Futebol do Cruzeiro pelo sub-17. O projeto é de entrarem no profissional em breve.


Grêmio Esportivo Osasco (sub-19) - Osasco/SP


Associação SC Atlético Amazonense (sub-19)


Capitães e trio de arbitragem

Os amazonenses tinham disputado dois compromissos até então pela Copa: fizeram 2x0 na liga de Futebol de Sorocaba e tomaram 4x1 do Barueri Esporte Forte/Oeste. Já o GEO, velho conhecido de nossas páginas, um triunfo por 4x0 em cima do time "B" do Nacional, chamado nesse certame de Nacional AC/SPR Ferroviário. Depois de acompanhar o aquecimento da molecada, as primeiras gotas começaram a cair e a chuva pintou forte. Com isso, fui obrigado a acompanhar toda a peleja do meio-campo, embaixo da cabine do Regra 3, no caso, Danielle, zagueira da Portuguesa.

No puído relvado sintético do Pelezão rolou um jogo muito bom e bem movimentado. Além disso tivemos várias chances e gols. O primeiro grande momento local foi aos nove minutos num chute de longe de Gabriel. Dois minutos depois, ele mesmo fez o primeiro num bom tiro de longe. O Atlético tentava e mostrava disposição, porém não conseguia dar combate aos rápidos atletas locais


Atlético iniciando um ataque no começo da peleja


Corte de cabeça da zaga paulista


Detalhe do gramado sintético do Pelezão com o seu círculo central totalmente desgrudado

Aos 25, Gabriel, o mais xingado pelo técnico osasquense. teve uma ótima oportunidade cara-a-cara com o goleiro Cleyton Fernando (!), mas o camisa 12 defendeu bem. Aos 34, o zagueiro Matheus Oliveira falhou e a pelota sobrou para Emersom. O camisa 11 tentou por cobertura e o arqueiro fez mais uma boa intervenção. Aos 44 saiu o segundo com Bruno Kaique. Ele recebeu passe na direita e chutou bem fraquinho. A bola passou por todo mundo e morreu mansamente no canto direito.

No tempo final o GEO continuou melhor e Gabriel, o destaque da manhã, ampliou aos quatro. Ele foi lançado pela direita e chutou forte no alto. A bola ainda bateu na trave antes de morrer no fundo do gol amazonense. Com os 3x0 o GEO sossegou o facho e com isso o Atlético passou a criar mais. O onze visitante chegou a criar boas oportunidades, mas marcou apenas uma vez. Lucas Mota, camisa 10 da equipe, arriscou de longe e fez um golaço aos 27 minutos.


Atleta amazonense se esticando todo tentando o domínio


Bruno Kaique se desvencilhando da marcação adversária


Um dos vários bons momentos do GEO no tempo final


Jogadores apostando corrida no relvado do Pelezão

Sem mais momentos agudos ofensivamente falando, a partida ficou em Grêmio Osasco 3-1 Atlético Amazonense. Ótimos 90 minutos numa jornada que hoje em dia não é tão comum de acontecer. Ainda debaixo de chuva peguei o caminho de volta à Pinheiros pois um dia de labuta de aguardava, Por conta da correria profissional não sei quando será meu próximo jogo. Nem posso reclamar, pois pelo menos estou saindo do fundo do poço.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Grêmio Osasco 3-1 Atlético Amazonense

Competição: Copa Ouro sub-19 (APF); Local: Centro Educacional e Esportivo Edson Arantes do Nascimento/Pelezão (São Paulo); Árbitro: Mateus da Silva Costa; Público e renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Bruno Kaique, Roberth, Mateus Prado, Danilo (GEO), Cleyton Levy, Antônio, Lucas Rodrigues, Luciano, Marco Vinicius, Lucas Mota, Matheus Oliveira (Atl); Cartão vermelho: Danilo (GEO); Gols: Gabriel 11, Bruno Kaique 43 do 1º, Gabriel 4 e Lucas Mota 26 do 2º.
Grêmio Osasco: Rodrigo (Isaque), Mateus Prado, Matheus Barbosa, Amarildo, Danilo, Thiago, Guilherme, Roberth (Wedson), Gabriel (Wesley), Bruno Kaique e Emersom (Hugo).
Atlético Amazonense: Cleyton Fernando (Lucas Oliveira), Cleyton Levy, Anthony, Matheus Oliveira (Luciano Silva), Lucas Souza (Lucas Rodrigues), Eduardo (Romário), Everton (Jonathas), Luiz Henrique, Darlilson (André), Lucas Mota e Antônio (Marco Vinicius).
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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Ferroviária derrota o Juventus e está nas quartas da Copa

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de 25 dias sem ver nenhum joguinho de futebol, retornei aos gramados na tarde da quarta-feira com direito a um duelo repleto de tradição. O Estádio Conde Rodolfo Crespi viu o clássico grená entre Juventus e Ferroviária, peleja que nos faz lembrar imediatamente de campeonatos paulistas entre as décadas de 60 a 80. Desta vez o confronto foi pela Copa Paulista na sua penúltima rodada da segunda fase.

O Moleque Travesso conseguiu a classificação sendo o terceiro colocado do Grupo 4, quebrando um jejum de cinco anos sem marcar presença na segunda fase. Já a Ferroviária entrou como um dos favoritos ao caneco pois é o atual campeão e foi vice em 2016. A Locomotiva terminou a fase inicial como líder do Grupo 2. Na disputa do Grupo 6, a AFE ganhou os três primeiros compromissos e era líder com nove pontos. Um triunfo na Rua Javari garantiria a vaga nas quartas por antecipação. Os juventinos, somando apenas dois pontos, precisavam vencer suas duas partidas e o Olímpia perder as duas.


Clube Atlético Juventus - São Paulo/SP


Ferroviária Futebol S/A - Araraquara/SP


O quarteto de arbitragem composto pelo árbitro Rodrigo Gomes Domingues, os assistentes Leandro Matos Feitosa e Paulo de Souza Amaral e o quarto árbitro Leônidas Sanches Ferreira junto com os capitães dos times

Com a presença da incrível dupla integrante da "velha guarda do JP" Milton, o maior comunista da Aclimação, e Victor Minhoto, o grande xerife de Minas Gerais, vi um jogo aonde a maior técnica araraquarense definiu as coisas sem muito esforço. Os paulistanos até que equilibraram as ações no tempo inicial pois sabiam que caso a vitória não chegasse estariam eliminados. Só que foi aquela coisa meio murcha, meio sem graça e sem muita objetividade no ataque.

A Ferroviária conseguiu neutralizar as tímidas investidas adversárias sem problema. Aos poucos a rapaziada de Araraquara foi se soltando e num período de cinco minutos definiu sua sorte. Decorridos 27 minutos Léo Artur recebeu na esquerda, tirou do zagueiro e acertou um chute com uma curva incrível, colocando a pelota no canto esquerdo de André Dias.

Cinco minutos depois, Higor Meritão resolveu arriscar de longe e mandou um tirambaço na trave. No rebote, Tom surgiu livre e fez o segundo tento visitante. O 2x0 contra foi uma ducha de água fria na cabeça dos atletas e da torcida do Juventus. Ali o pessoal viu que a vaca tinha ido pro brejo e que ela só sairia de lá na base do milagre. Antes do intervalo, a AFE quase fez o terceiro.

Quando o segundo tempo começou parecia que o mundo iria desabar na Mooca. Por sorte, o temporal caiu apenas ao redor do estádio e não sofremos nada. Quem sofreu bastante foi a zaga local, pois nos últimos 45 minutos só deu Ferroviária. O ótimo ataque visitante criou pelo menos quatro ótimos momentos para emplacarem uma goleada atuando longe da Arena da Fonte.

O principal responsável, como acontece há alguns anos, pela manutenção do marcador foi o grande arqueiro André Dias. Ele fez quatro defesas absurdas e segurou a onda da sua equipe. O seu principal momento foi num pênalti batido por Tom em que o camisa 1 fez brilhante defesa, defendendo com a ponta dos dedos e mandando pela linha de fundo. Entra ano e sai ano e o arqueiro grená é sempre o maior destaque do time.


Detalhe do primeiro gol da Ferroviária, marcado por Léo Artur


Ataque da Ferroviária pela direita


O segundo gol da AFE foi marcado pelo atacante Tom


Lance do início do segundo tempo


Grande defesa de André Dias na cobrança de pênalti de Tom


Elton, camisa 16 do onze juventino, tentando fazer o gol de honra pela esquerda

Depois de tudo isso, o placar final ficou em Juventus 0-2 Ferroviária. Moleque Travesso eliminado e Locomotiva classificada entre os oito melhores do certame. No final de semana a segunda vaga da chave será definida entre Olímpia e São Bernardo FC, com todo favoritismo do lado do alviazul interiorano. Provavelmente foi a despedida da Javari em 2018.

Com a agenda atolada de trabalho, não sabemos quando será a próxima cobertura, mas pode pintar algo bem perdido, bem perdido MESMO, semana que vem pela Copa Ouro da APF. Resta torcer para as coisas se ajeitarem bem.

Até a próxima!


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Ficha Técnica: Juventus 0-2 Ferroviária

Competição: Copa Paulista; Local: Estádio Conde Rodolfo Crespi (São Paulo); Árbitro: Rodrigo Gomes Paes Domingues; Público: 422 pagantes; Renda: R$ 6.160,00; Cartões amarelos: Vanlilo e Douglas (Juv), Felippe Mateus, Fábio Souza, Caio Mancha, Gabriel Leite e Arthur (Fer); Gols: Léo Artur 27 e Tom 32 do 1º.
Juventus: André Dias; Thiaguinho, Carlinhos, Robson e Paulo Henrique; Vanlilo e Douglas; França (João Gurgel), Cesinha (Raphael) e Portuga; Adilson (Elton). Técnico: Alex Alves.
Ferroviária: Gabriel Leite; Vinícius (Marcos Ytalo), Elton, Gualberto e Arthur; Higor Meritão, Pedro do Rio (Fábio Souza) e Léo Artur; Jorge Eduardo, Caio Mancha e Tom (Felippe Mateus). Técnico: Vinícius Munhoz.

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