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segunda-feira, 30 de junho de 2008

Grande vitória do Velo nos embalos de sábado à noite

Fala pessoal!

Depois do jogo em Capivari, saímos correndo da cidade para o segundo jogo do dia. E o membro-zumbi do JP também continuou nessa junto com o Fernando. Em tempo suficiente de estrada rumamos até a cidade de Rio Claro, para outro jogo do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Desde 2005 o blog não fazia uma cobertura em jogos profissionais no Estádio Augusto Schmidt Filho, e voltamos com estilo, no jogo entre Velo Clube x Paulínia FC.


Entrada do Estádio Augusto Schmidt Filho, palco do jogo de sábado entre Velo Clube e Paulínia. Foto: Fernando Martinez.

Chegamos e já fomos para dentro do gramado para os procedimentos sempre feitos pelo pessoal do JP. E lá re-encontramos os amigos da Rede Vida, velhos conhecidos nesses anos de estrada, e o assessor de imprensa do Paulínia e também o presidente do Velo Clube, todos como sempre muito gentis e agradecendo nossa presença por lá. E lá fizemos as fotos oficiais do jogo:


AE Velo Clube R - Rio Claro/SP. Foto: Fernando Martinez.


Paulínia FC - Paulínia/SP. Foto: Fernando Martinez.


Trio de arbitragem do jogo composto pelo árbitro Michel Douglas dos Santos e os assistentes Mário Nogueira da Cruz e Caio Mesquita de Almeida. junto com os capitães das equipes. Foto: Fernando Martinez.

Depois de ter perdido seis pontos no TJD, a classificação do Velo Clube ficou bastante complicada. Mas como a esperança é a última que morre, o time vai lutar até o último momento. Já o Paulínia se encontrava na terceira colocação antes dessa rodada, e com grandes chances de garantir vaga na segunda fase. E a partida começou bastante movimentada com o Velo Clube tomando a iniciativa do jogo. O time levou bastante perigo à meta do Paulínia e por pouco não abriu o placar logo cedo. Aos poucos então o jogo ficou equilibrado e na metade da primeira etapa os dois times estavam praticamente iguais em campo.


Detalhe do jogo entre Velo Clube e Paulínia, em Rio Claro. Foto: Fernando Martinez.


Ataque do Paulínia pela direita, mas o time não conseguia entrar na área velista. Foto: Fernando Martinez.

Mas aos 26 minutos o Velo conseguiu abrir o placar. Depois de falta pela esquerda, a bola foi cruzada na área, e depois de um bate-rebate o goleiro Fabrício não conseguiu segurar a bola, e ela sobrou para o jogador Paulo Henrique, que fez o primeiro dos donos da casa.


Jogadores olhando alguma coisa interessante dentro da área. Foto: Fernando Martinez.


Cobrança de falta que originou o primeiro gol do Velo Clube. Foto: Fernando Martinez.

Casa que não era tão casa assim, já que fora do seu estádio, o belo Estádio Benito Agnello Castellano, o Velo manda suas partidas no campo em que o Rio Claro manda seus jogos. Numa das maiores rivalidades do interior, isso gera fatos interessante, como o das torcidas organizadas velistas que não entram no estádio por motivo algum. Com certeza é uma das maiores rivalidades do nosso interior.


O Velo Clube tentou atacar mas aqui a defesa do Paulínia tomou a bola. Foto: Fernando Martinez.

Durante o restante do primeiro tempo o jogo ficou equilibrado, com os dois times jogando bem, mas sem mais nenhuma alteração no placar. No intervalo encontrei o amigo Thiago Garrafada, grande torcedor do verdadeiro bernô, o Esporte Clube São Bernardo, e que mora faz um tempo na cidade. Feliz com a volta do time no sub-20 da segunda divisão, contou bastidores do futebol rio-clarense para nós. Um abraço a ele!

Na volta para o segundo tempo resolvi ficar nas cabines de imprensa com os dois companheiros de viagem e de lá vimos um jogo mais truncado do que na primeira etapa. O Paulínia tentava o empate, mas de forma efêmera, sem tanto perigo. O velo se denfendia como podia, tentando garantir o resultado tão importante.


Visão aérea do jogo Velo Clube x Paulínia no seu segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Nesse meio tempo conversamos com o pessoal da rádio de Rio Claro, também reconhecendo o JP como uma boa fonte de informação e nos deixando á vontade para visitarmos ainda mais a cidade. E o jogo ia passando com o cheiro de 1 a 0 no ar.

Mas no final teve ainda mais festa para os donos da casa. Aos 48 minutos, o goleiro do Paulínia Fabrício foi para a área tentar a cabeçada em cobrança de escanteio. Mas a bola foi interceptada pela zaga do Velo e tivemos uma corrida contra o tempo: o ataque tentando chegar mais próximo ao gol e o goleiro tentando desesperadamente voltar para sua meta. Toque após toque, e bola de pé em pé deixaram então o ataque do Velo cara-a-cara com o gol, e o atacante Josimar aproveitou o gol vazio e só rolou, fazendo o segundo gol do jogo e fechando o caixão do Paulínia. A comemoração do gol pareceu final de campeonato!

Final de jogo: Velo Clube 2-0 Paulínia. Importantíssima vitória do Velo, que mesmo sete pontos atrás do quarto lugar, ainda acredita no milagre. Para o Paulínia, a derrota serviu como aviso que o time não pode bobear assim na segunda fase. Bom, depois do jogo então finalmente fomos comer de verdade num trailer na porta do Schmidtão. E devorando um X-Bacon que não tinha bacon, já fizemos planos para os próximos finais-de-semana. A volta para casa foi tranquila pelas estradas paulistas, sempre bem sinalizadas mas que deixam um rombo no bolso de cada um.

Domingo à tarde ainda teve mais cobertura do JP, agora com o futebol das mulheres...

Até lá

Fernando

Empate sem gols em Capivari pela Segundona

Opa,

Depois de uma semana de ausência, voltei à ativa nesse sábado e domingo com jogos aqui no JP. Não comecei no sábado cedo, já que indo dormir tardão na sexta nem rola de acordar de manhãzinha, mas uma rodada dupla me esperava nas sessões vespertina e noturnas. Junto com o zumbi JR e o amigo Fernando no volante, segui até a cidade de Capivari para mais um jogo do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. A partida foi entre Capivariano x Red Bull no Estádio Carlos Colnaghi.

O pior de tudo é que nosso amigo Jurandyr nunca tinha ido até a cidade de Capivari até hoje. Para quem foi até o outro lado do mundo isso era uma falha enorme. Mas conversas à parte, chegamos por lá e fomos muito bem recebidos pelo pessoal das equipes. E nada mais justo do que trazer as fotos oficiais por aqui:


Capivariano FC - Capivari/SP. Foto: Fernando Martinez.


Red Bull FEL - São Paulo/SP (mas mandando seus jogos em Campinas). Foto: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem e capitães das equipes. Foto: Fernando Martinez.

O jogo era crucial para que o time de Capivari pudesse ficar mais próximo da zona de classificação. Depois desse jogo, somente três partidas para cada time no Grupo 6 e a certeza de rodadas ainda mais difíceis. Então o fator casa era importantíssimo. Já o Red Bull, terceiro da chave, joga com o regulamento na mão para garantir sua vaga.

Devidamente autorizados, encontramos uma fantástica sombra embaixo do placar para ver o jogo in loco. E vimos um jogo movimentado na primeira etapa, mas sem muitas emoções. Os dois times fizeram um jogo equilibrado, aonde a marcação foi o ponto forte.


Ataque perigoso do Capivariano em cabeçada que assustou a defesa do Red Bull. Foto: Fernando Martinez.


Disputa de bola na linha de fundo. Foto: Fernando Martinez.

Tirando uma ou duas chances mais claras para os times, não tivemos muitas emoções no Carlos Colnaghi. O Capivariano pecava sempre no toque final, enquanto o Red Bull buscava mesmo segurar o ímpeto dos donos da casa. E com as parcas emoções, os primeiros 45 minutos foram bons para que nós pudéssemos colocar o papo em dia, numa agradável tarde de sábado.


Malabarismo dentro da área depois de cruzamento pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.

Como todos esperavam, a partida seguiu para seu intervalo como começou. Aproveitamos então para degustar as inúmeras opções de salgadinhos existentes por lá. Sorvete, refrigerante, salgadinho de bacon e biscoitos doces. É a maravilha dos dentistas... Bastante gente também veio parabenizar o trabalho do JP pelos torneios de acesso. Muito bom ter esse reconhecimento e deixo aqui um abraço a todo mundo por lá!

Bom, e no segundo tempo resolvemos ficar nas cabines de imprensa, mesmo sem cadeiras para nos sentarmos. O Capivariano voltou melhor e deu trabalho para a defesa do Red Bull. Mas o último toque era falho, e o time perdeu boas chances para abrir o placar. Em poucos lances o Red Bull levou perigo, e a torcida sempre homenageava devidamente o capitão do time energético, Gilmar Fubá, quando o mesmo pegava na bola. Já dá para imaginar a linguagem famíliar utilizada...


Ataque pela direita do time da casa no começo do segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.


Falta para o Red Bull que deu susto na torcida. Foto: Fernando Martinez.

Conforme o tempo ia passando, o Capivariano levava mais perigo e continuava sem marcar, algumas vezes por azar puro. O time teve sequências de escanteios e faltas na entrada da área a seu favor, mas não aproveitou nenhum desses lances. E nos acréscimos ainda teve uma bola na trave que deixou muitos torcedores com o grito preso na garganta.


Um dos lances de perigo para o CFC no final do jogo. Aqui o goleiro fez ótima defesa. Foto: Fernando Martinez.


Zaga do Capivariano afasta a bola de dentro da área. Foto: Fernando Martinez.

Mas no final não teve jeito: Capivariano 0-0 Red Bull. Empate amargo para os anfitriões, que agora estão três pontos atrás da Saltense, que está em quarto lugar. O Red Bull está com 19 pontos, ainda em terceiro, e temos certeza que as últimas rodadas serão emocionantes.

Saindo do estádio ainda tivemos tempo para visitar um templo sagrado do futebol de Capivari que em breve será tema da série "Estádios pelo Brasil". Depois disso rumamos pelas estradas paulistas, para o jogo noturno em estádio que nunca tinha visitado!

Até lá

Fernando

Campinas vence mais uma e está próximo da classificação

Olá,

Com a aproximação do final da primeira fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, as partidas acabam assumindo um caráter de decisão e o JOGOS PERDIDOS não poderia deixar de realizar a cobertura de alguns jogos envolvendo equipes que lutam para seguirem na competição e, por conta disso, no sábado à tarde segui pela excelente Rodovia dos Bandeirantes até a cidade de Campinas, para conferir no Estádio Horácio Antonio da Costa, mais conhecido como Cerecamp, a partida Campinas F.C. x Elosport Capão Bonito que valeu pela décima primeira rodada do Grupo 6.

O Campinas entrou em campo como líder do seu grupo e a vitória seria fundamental para consolidar sua posição e seguir firme rumo à conquista da vaga à próxima fase. Por outro lado, o Elosport veio disposto a conseguir pelo menos um pontinho, para decidir a sua sorte nos últimos três jogos que serão realizados em seu estádio. Com toda essa expectativa, só restava aguardar a bola começar a rolar, mas antes vamos com a apresentação dos participantes da partida nas fotos que estão abaixo:


Campinas F.C. - Campinas/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Elosport Capão Bonito - Capão Bonito/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Trio de arbitragem formado por Norberto Luciano Santos da Silveira e seus assistentes Marco Antonio Gonzaga da Silva e Herman Brumel Vani acompanhado pelos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

A partida começou bem animada com o Campinas tomando as primeiras iniciativas no campo de ataque que o levaram a desperdiçar uma ótima chance logo aos 4 minutos, numa jogada de Zé Paulo pelo meio da área em que a bola raspou o poste esquerdo da meta adversária.


Oportunidade desperdiçada pelo Campinas logo no início da partida. Foto: Orlando Lacanna.

Após o susto inicial, a equipe de Capão Bonito equilibrou as ações, conseguindo uma ou outra escapada ao seu campo de ataque, porém por volta do vigésimo minuto, houve uma queda brutal no ritmo da partida com as duas equipes não criando nada, o que tornou o jogo monótono e sem emoção.


Tentativa de início de ataque do Elosport. Foto: Orlando Lacanna.


Zaga do Elosport tenta interceptar ataque campineiro. Foto: Orlando Lacanna.

O segundo arremate do Campinas ao gol adversário somente ocorreu aos 36 minutos e foi só. Nessa toada o empate sem gols refletiu o andamento do jogo e perdurou até o fim do primeiro tempo. As equipes voltaram ao gramado e com elas voltava também a esperança dos presentes de que a partida pudesse melhorar e, logo nos primeiros movimentos, já dava para perceber que o ritmo seria outro.

O Campinas voltou mais aceso e disposto a abrir rapidamente o placar, o que acabou acontecendo aos 10 minutos por intermédio de Zé Paulo, em jogada pelo meio que culminou com um arremate de fora da área e que contou com a colaboração do goleiro Diego que foi infeliz no lance, permitindo que a bola entrasse mansamente em sua meta.


Bola no fundo da meta do Elosport no primeiro gol do Campinas. Foto: Orlando Lacanna.

O gol inicial balançou por alguns momentos o time do "Galo do Sul" que aos poucos foi se recompondo na partida e quase chegou ao empate aos 20 minutos numa boa chance desperdiçada pelo seu ataque.


Jogada perigosa do ataque do time de Capão Bonito. Foto: Orlando Lacanna.

Logo em seguida, aos 21 minutos, o Elosport acabou sofrendo o segundo gol, anotado por Reinaldo que tocou com categoria na saída do goleiro. Depois de ampliar a vantagem, o time da "Águia" de Campinas passou a administrar o resultado e o Elosport não demonstrou pique para tirar a diferença e, dessa forma, a partida voltou a se arrastar, embora em alguns momentos, o Campinas chegava ao ataque, mas sem aquela volúpia.


Um dos últimos ataques do Campinas após estar vencendo por 2 a 0. Foto: Orlando Lacanna.

Nos últimos quinze minutos não aconteceu nada de mais importante e a partida terminou com o marcador apontando Campinas 2 - 0 Elosport que manteve o time campineiro na liderança do seu grupo com 23 pontos e ainda o coloca a um passo da classificação. Com essa derrota, o Elosport permaneceu com 12 pontos e viu a sua situação ficar mais difícil, embora não esteja eliminado, pois ainda disputará nove pontos em seu estádio e a diferença para o 4º colocado (Saltense) é de seis pontos. Cabe registrar ainda que aos 43 minutos o atleta Rodrigo do Elosport foi expulso, mas isso não fez a menor diferença, pois a partida já estava decidida.

Tão logo a partida foi encerrada, me dirigi até a barraquinha de pastel que fica próxima à saída do estádio e lá encontrei o amigo do JP, o Luciano Claudino que quase não compareceu ao jogo por conta de compromissos profissionais. Depois de um bate-papo e de consumir a iguaria, botei o pé na estrada rumo a São Paulo, mas já ligado na cobertura do jogo do domingo cedo que me obrigaria a madrugar e cair na estrada mais uma vez, mas isso fica para depois.

Abraços,

Orlando

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Estádios pelo Brasil, volume 34: Estádio Dr. Robert Todd Locke (Jaboticabal/SP)

Fala povo!

Agora temos por aqui no JP mais um post da nossa série "Estádios pelo Brasil", hoje com um estádio que fica longe da capital, mas é muito simpático. Numa das inúmeras viagens atrás dos jogos da nossa querida Segunda Divisão, ano passado eu e o Estevan fomos parar na belíssima cidade de Jaboticabal, e nada mais justo do que visitarmos o grande Estádio Robert Todd Locke.


Entrada da cidade de Jaboticabal, com as tradicionais letras em pedra. Foto: Fernando Martinez.


Fachada do Estádio Dr. Robert Todd Locke, em Jaboticabal. Foto: Fernando Martinez.

Por apenas uma vez o Jaboticabal foi apresentado por aqui no JP jogando no seu campo, e isso aconteceu no dia 05 de abril de 2005, numa derrota de 4x2 para o XV de Piracicaba, ainda pelo Campeonato Paulista A3, então nossa visita era mais do que justificada. E chegando por lá, vimos que a localização do mesmo é privilegiada, e não encontramos dificuldade para adentrar no campo de jogo.


Mais uma visão da fachada do Estádio e placa indicando o jogo que o time do Jaboticabal disputou na época da nossa visita. Fotos: Fernando Martinez.


Visão da parte coberta do Estádio, muito bem conservado. Foto: Fernando Martinez.


Uma coruja curtindo a manhã de domingo atrás do gol de entrada do Estádio. Foto: Fernando Martinez.

O estádio é um dos mais imponentes do nosso interior e o cheio de história está no ar. O nome do estádio homenageia o primeiro presidente e um dos fundadores do clube, lá no ano de 1911. O canadense Robert Locke presidiu a equipe até o ano de 1922, quando deixou a presidência por problemas particulares. A capacidade oficial do estádio é de 10.159 pessoas, e a inauguração do mesmo aconteceu em 14 de abril de 1912, quase um ano depois da fundação do clube, quando ganhou do Esporte Clube Pitangueiras por 4x2. O primeiro gol do estádio foi de autoria de Linardi.


Da parte coberta, essa é a visão que temos do lado direito do campo. Foto: Fernando Martinez.


Visão do centro do gramado, também da parte coberta. Foto: Fernando Martinez.


E fechando a visão completa, o lado esquerdo do campo. Foto: Fernando Martinez.

Com certeza ficamos emocionados ao entrar no gramado do local e ver o bom estado de conservação do já quase centenário estádio. Lá, o time foi campeão e viu a equipe do Jaboticabal Atlético esbanjar classe e categoria por esses 97 anos de história. Atualmente o time joga a Segundona e mesmo não estando tão bem em 2008, ainda faz a região tremer em clássicos contra o Batatais, Guariba, Inter de Bebedouro...


Gol da entrada do estádio com o refletor ao fundo. Foto: Fernando Martinez.


Um dos bancos que ficam dentro do gramado. Com certeza ele é das antigas. Foto: Fernando Martinez.


O banco de reservas bastante confortável para os visitantes. Foto: Fernando Martinez.

Como vocês podem ver nas fotos, a direção do Jaboticabal está de parabéns pela manutenção do Estádio Robert Todd Locke, honrando a memória do clube e sempre deixando seus torcedores relembrarem momentos de glória do clube.

Logo mais tem mais posts dos Estádios pelo Brasil!

Até mais

Fernando

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Vitória suada do Campinas em Indaiatuba

Olá,

Finalizando a minha cobertura do último final de semana envolvendo três jogos do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, após ter conferido no domingo pela manhã a partida Brasilis x Boa Vista, realizada em Águas de Lindóia, voltei a botar o pé na estrada, agora rumando com destino à cidade de Indaiatuba para cobrir, no Estádio Ítalo Mário Limongi, a partida entre o E.C. Primavera contra o Campinas F.C. que valeu pela décima rodada do Grupo 6 da competição.

Essa partida também colocava frente a frente uma equipe com boa campanha, no caso o Campinas que era o time visitante, contra uma equipe que se encontrava nas últimas colocações da tabela de classificação, no caso o Primavera, dono da casa.

Pela história que o "Fantasma da Ituana" construiu no futebol ao longo do tempo, era esperada uma partida duríssima, mas que infelizmente o público não prestigiou. Sem mais demora, vamos com as fotos das equipes e do trio de arbitragem que também nesse jogo são exclusivas.


E.C. Primavera - Indaiatuba/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Campinas F.C. - Campinas/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Trio de arbitragem formado por Luciano Silva e seus assistentes Rubem Guimarães Marcondes Cézar e Ivan Luiz Assunpção, acompanhado pelos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

O jogo começou num ritmo bastante forte, com os dois times correndo e marcando muito, com o Campinas conseguindo maior domínio das ações nos primeiros quinze minutos.


Corte de cabeça da zaga campineira. Foto: Orlando Lacanna.

O Primavera demonstrava ser uma equipe muito aguerrida e na base da raça conseguia levar perigo à meta de Fagner que se redobrava para evitar que o adversário conseguisse inaugurar o marcador.


Oportunidade desperdiçada pelo ataque do Primavera. Foto: Orlando Lacanna.

Por outro lado, o Campinas também deu suas estocadas perigosas e criou alguns momentos difíceis para a zaga primaverina, cujo destaque maior foi o goleiro Rodrigo que praticou boas defesas.


Uma das boas defesas do goleiro Rodrigo do Primavera. Foto: Orlando Lacanna.

Apesar dos esforços das duas equipes, o empate em 0 a 0 permaneceu até o término da primeira etapa, na qual vi uma bela partida, muito superior à que tinha visto pela manhã. Na segunda etapa, o jogo continuou disputadíssimo, com uma ou outra equipe podendo inaugurar o placar a qualquer momento, pois aconteceram lances de ataques que resultaram em boas defesas dos dois goleiros, inclusive com o Campinas colocando uma bola no poste esquerdo do gol adversário.


Ataque da equipe dona da casa na segunda etapa. Foto: Orlando Lacanna.

Com o passar do tempo, o Campinas graças a sua melhor condição técnica, foi criando algumas jogadas mais agudas e uma delas acabou resultando na marcação do seu gol, aos 23 minutos, anotado por Jaú que num arremate meio despretensioso acabou traindo o bom goleiro Rodrigo que viu a bola tocar no seu poste direito antes de ir morrer no fundo da sua meta.


Arremate que resultou no gol do Campinas. Foto: Orlando Lacanna.

Quem esperava que o Primavera fosse esmorecer após sofrer o gol, se enganou, pois o time tricolor continuou incomodando a defesa campineira que só não foi vazada, graças às boas defesas de Fagner e por uma certa dose de precipitação dos atacantes da casa.

Aos 39 minutos, o goleiro Rodrigo do Primavera cometeu pênalti no atacante adversário, mas acabou se redimindo ao praticar excelente defesa, neutralizando a cobrança executada por Zé Paulo.


Momento exato da defesa de Rodrigo na cobrança de pênalti por Zé Paulo do Campinas. Foto: Orlando Lacanna.

No último minuto da partida aconteceu o lance mais polêmico do jogo, quando o árbitro marcou uma falta fora da área a favor do Primavera , fazendo com que os integrantes do banco de reservas e os poucos torcedores locais, reclamassem com veemência que a falta teria ocorrido dentro da área e, portanto, deveria ter sido marcado pênalti. Embora a minha posição não fosse das melhores, fiquei com a sensação que a falta foi cometida pelo menos a um passo no interior da área, mas o árbitro e o assistente assim não entenderam.

Depois de muitas reclamações, o árbitro encerrou o jogo com o placar final de Primavera 0 - 1 Campinas que levou a equipe visitante ao topo da tabela de classificação do seu grupo, demonstrando estar caminhando firme em busca da classificação à segunda fase do campeonato. Com relação ao Primavera, não dá para entender sua péssima colocação (último lugar) na tábua de classificação, se levarmos em conta o futebol e a garra demonstrados nessa partida.

Tão logo o árbitro apitou pela última vez, comecei o meu retorno para São Paulo, passando antes em Campinas, com a sensação de ter, mais uma vez contribuído com a divulgação de uma competição com pouca visibilidade, mas que aqui no JP é o carro-chefe. Foi isso.

Abraços,

Orlando