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sexta-feira, 18 de abril de 2008

Santos vira jogo e se classifica na Libertadores

Fala pessoal!

Quarta-feira com rodada decisiva pela Taça Libertadores da América e por mais que o torneio não seja de forma nenhuma um torneio perdido, o JOGOS PERDIDOS esteve presente. Desci a serra para acompanhar na Vila Belmiro o jogo entre Santos e Cúcuta Deportivo, importantíssimo para o time praiano, já que poderia eliminar a equipe da competição. Com a carona do amigo Fernando Correia, seguimos pela Rodovia dos Imigrantes com muita garoa e neblina para a bela Santos.

A viagem foi tranqüilíssima, e com bastante antecedência chegamos na cidade para a partida. Já conseguimos um lugarzinho no bom e velho Ulrico Mursa para deixar o carro e de lá seguimos por poucos metros para a Vila. Tudo para ver mais um time inédito e garantir mais um trunfo para a Lista.

Mesmo num jogo decisivo e com bastante público, a compra de ingressos foi muito tranqüila e não demorou nada, cerca de cinco minutos. E como estávamos adiantados, resolvemos matar a fome nas barraquinhas na frente do estádio. Enquanto tive coragem de degustar dois ótimos churrasquinhos, o meu xará ficou no famoso sanduba de perfil. E não sei foi a fome ou não, mas o meu churrasquinho ganhou fácil o selo JP de qualidade!

Bom, com a fome já saciada, entramos numa Vila lotada e apreensiva com a situação atual do Santos na Libertadores. Para não depender de ninguém, o time precisava ganhar do Cúcuta, líder do grupo e último invicto da competição. E como o time santista está longe de ser a oitava maravilha do mundo, a certeza era de bastante emoção.


Tentativa de contra-ataque santista no começo de jogo. Foto: Fernando Martinez.

Conseguimos então um lugar nas espremidas arquibancadas do Urbano Caldeira e de lá vimos um jogo difícil para o Peixe nos primeiros 45 minutos. O time tinha maior posse de bola e chegava mais dentro da área colombiana, mas o Cúcuta armou seu time com oito (!) jogadores em duas linhas na defesa e isolava qualquer chance santista. Aos poucos, isso foi minando o poderio do Peixe e o time começou a tocar a bola no meio campo sem objetividade.


Falta para o Santos que não levou muito perigo. Foto: Fernando Martinez.

O Cúcuta não queria nada com nada, e tinha o contra-ataque a seu favor. Num deles, ganhou uma cobrança de falta e nessa cobrança o jogador Henry bateu com extrema perfeição e calou momentaneamente a Vila. O gol foi sentido pelo pessoal santista e durante o resto do primeiro tempo o time quase se arrastou em campo sem objetividade nenhuma. Pior ainda que vinham notícias da Bolívia que o Chivas ganhava do San José, resultado que combinado com a derrota parcial em casa eliminava o Peixe.


A foto está tremida, eu sei, mas esse foi o gol do Cúcuta, em belíssima cobrança de falta. Foto: Fernando Martinez.


Pelo que eu sabia, os uniformes da arbitragem e dos times tem que ser diferentes. Mas aí está a prova da irregularidade na Vila: o árbitro e o goleiro praticamente idêntivos. Ou será, o goleiro e o árbitro? Fotos: Fernando Martinez.

No intervalo a diversão foi ver o pessoal das arquibancadas xingando o povo do camarote. Legal que os xingamentos sempre começam do nada e sem ninguém saber quem estão xingando. Mas valeu para passar o tempo rapidinho. Então na volta para o segundo tempo o que se esperava era uma reação urgente do Santos. Mas o time não voltou ligado, e conforme o tempo passava, o Cúcuta ficava mais tranqüilo no jogo.


No começo do segundo tempo o jogo ficou parado em virtude da fumaça de fogos de artifício que não dispersou de forma rápida. A visão era essa... Foto: Fernando Martinez.

Mas aí o nosso lado profeta falou mais alto. Cantei a bola que o Santos não estava morto ao ver o time colombiano desperdiçar chances claras de gol e contra-ataques preciosos. Parecia mesmo que o time não queria fazer o gol, e isso animou ainda mais a torcida. E quando o jogo parecia morto, e um minuto após eu dizer para o pessoal em volta que "o Santos ainda não tinha morrido", o Peixe chegou ao empate. Aos 23 minutos, depois de linda jogada de Wesley pela direita, o atacante Kléber Pereira encheu o pé e empatou.


Jogada do Santos pela esquerda, local de onde se originou o gol de empate. Foto: Fernando Martinez.

Isso animou ainda mais a torcida presente, que diga-se de passagem não deixou de apoiar o time nem por um minuto. Com o jogo empatado, o Cúcuta teve uma chance de ouro de passar à frente do placar mas pareceu mesmo que a equipe não queria fazer mais gols, já que seus atacantes fizeram uma lambança geral e perderam a oportunidade.

E quando a partida estava no seu crepúsculo (boa essa), o Santos conseguiu a virada épica. Num cruzamento longo pela esquerda, o goleiro colombiano falhou e deixou a bola nos pés de Tripodi. Ele pegou então um voleio fantástico e aos 43 minutos virou a partida e garantiu a classificação do time santista. Festa na Vila!


Disputa de bola na lateral de campo. Um dos pontos legais da Vila é a proximidade com o gramado. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Santos 2-1 Cúcuta. Os dois times estão classificados, e dependendo das combinações ao final da primeira fase, eles tem grande chance de jogar novamente. Mas o time santista precisa abrir o olho, já que os mata-matas são muito mais difíceis do que essa primeira fase. Bom, voltamos depois para São Paulo no gás e depois de pegarmos N desvios pela cidade, finalmente cheguei ao meu doce lar. E pensando na Segunda Divisão, que começa no próximo sábado e terá ótima cobertura do JOGOS PERDIDOS.

Até lá

Fernando

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