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segunda-feira, 24 de março de 2014

Capivariano empata no sufoco e fica próximo da Série A1

Opa,

Seguindo com minha ideia de ver in loco todos os 40 times que estão jogando as divisões de acesso do estado, fui a um local que não visitava há quase seis anos. Situada a pouco mais de 130 quilômetros da capital, a cidade de Capivari foi a escolhida para a cobertura do JP no sábado. Ali, o Capivariano, líder do Campeonato Paulista da Série A2, recebeu o Monte Azul.

Essa foi a minha quinta partida no Estádio Carlos Colnaghi em todos os tempos (duas delas, Capivariano 0x0 Osvaldo Cruz em 2005 e Capivariano 0x0 Red Bull em 2008, foram mostradas aqui no JP) e a situação atual do local é bem diferente de quando fui ali nas outras vezes. O enorme espaço atrás do gol "da esquerda" não existe mais e duas arquibancadas estão sendo construídas para uma maior capacidade de público.


Capivariano FC - Capivari/SP. Foto: Fernando Martinez.


A Monte Azul - Monte Azul Paulista/SP. Foto: Fernando Martinez.

Vale registrar que essa peleja não foi escolhida por acaso. Quando a FPF divulgou a tabela da competição, notei que Guarani, Capivariano e Monte Azul não enfrentariam NENHUM dos quatro times da Grande São Paulo - São Caetano, Santo André, Grêmio Barueri e Grêmio Osasco - aqui perto, mostrando uma falha na confecção da mesma (para efeito de comparação, o União Barbarense veio para cá quatro vezes). Na minha visão isso é um erro notado por poucos. Sem uma segunda fase para ter uma segunda chance, a única saída para ver jogos dessas três agremiações seria viajar.


Capitães dos times junto com o árbitro Flávio Rodrigues de Souza, os assistentes Daniel Luis Marques e Alexandre Basílio Vasconcellos e o quarto árbitro Caio Cesar Mello. Foto: Fernando Martinez.

Já tinha visto o Bugre em Santa Bárbara D'Oeste e nada melhor do que ver o confronto entre os dois outros times para inclui-los no meu cronograma. Por sorte, e de acordo com o andamento do certame, a escolha se mostrou acertada. O jogo era decisivo pois com uma vitória o Leão da Sorocabana daria enorme passo para conquistar o acesso inédito para a Série A1. Situação que poucos imaginariam depois de ver o time tantos anos seguidos indo mal na Segundona Paulista.

A única coisa que não mudou é a dificuldade para ir até Capivari de ônibus. A única empresa que faz o trajeto disponibiliza horários esparsos saindo da capital. A melhor alternativa é seguir para Campinas e então dali partir para a Terra dos Poetas. Fiz a primeira parte da viagem no tradicional Cometa e em terras campineiras encontrei o amigo Luciano Claudino, o marajá da fotografia, para uma providencial carona.

Logo ao chegar no Carlos Colnaghi vi que a noite seria especial. Um grande número de torcedores se aglomerava nas imediaçaões do estádio, num cenário cada vez mais raro de se ver hoje em dia. O ambiente era eletrizante e todos ali esperavam por um triunfo, ainda mais depois dos resultados, a maioria deles favoráveis, da rodada. Tudo seria perfeito se não fosse um pequeno detalhe: o Monte Azul estava doidinho para estragar a festa.


Ataque do Leão pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.

Durante a maior parte do tempo o Azulão fez uma partida segura e mostrou um futebol de qualidade. Tirando um lance de grande perigo a favor dos donos da casa logo aos 2 minutos, aonde Igor fez milagre em chute à queima-roupa do jogador Carlão, o Capivariano se mostrou bastante nervoso, mesmo com o apoio maciço das arquibancadas.


Atletas povoando a área do time visitante. Foto: Fernando Martinez.

Totalmente à vontade em campo, o Monte Azul quase abriu o placar aos 9 minutos, quando o árbitro marcou pênalti para a equipe. Só que para alívio coletivo Juca bateu mal e jogou a bola pra fora. Mesmo depois desse penal desperdiçado, o time continuou muito melhor do que o líder da Série A2.


Detalhe do pênalti muito mal batido por Juca. Foto: Fernando Martinez.

Aos 34 minutos finalmente a torcida pôde respirar aliviada com o pênalti marcado agora a favor do Leão num raro ataque local. A cobrança de Pedro Henrique foi precisa e colocou o alvirrubro em vantagem. Sem muito tempo para comemorar direito, aos 41 o árbitro marcou outra penalidade máxima, a segunda a favor do Monte Azul. Dessa vez não deu chabu e Juca cobrou para empatar a partida.


Pedro Henrique abriu o marcador para o onze local aos 34 minutos. Foto: Fernando Martinez.


Juca bateu de novo e dessa vez não errou. O Monte Azul deixava tudo igual no marcador. Foto: Fernando Martinez.

No segundo tempo o jogo não mudou muito e o Monte Azul passou de novo na frente do marcador aos 12 minutos. O jogador Caio aproveitou rebote do arqueiro local e colocou mais pressão no Leão. Mesmo vendo o time não jogar bem, a torcida continuou fazendo uma fantástica festa nas arquibancadas, digna dos jogos de divisão de acesso nos anos 70 e 80.


Grande presença de público no Carlos Colnaghi para Capivariano x Monte Azul. Foto: Fernando Martinez.


Zagueiro do Monte Azul interceptando cruzamento dentro da área. Foto: Fernando Martinez.

Muito nervoso, o Capivariano não correspondia dentro de campo e o jogo foi seguindo com o 1x2 no marcador. A cada minuto que passava e a cada oportunidade perdida, várias delas com defesas sensacionais do goleiro Igor, parecia que o Azulão impiedosamente jogaria água no chopp do Leão da Sorocabana.


Jogo rolando sob o olhar atento do grande público presente. Foto: Fernando Martinez.


Mais uma bola cruzada na área do Azulão. Foto: Fernando Martinez.

Na base do abafa, a torcida que fez festa durante os 90 minutos foi premiada com o sofrido gol de empate do Leão. Depois de grande confusão na área - e com direito a mais uma bela defesa de Igor - a pelota sobrou para o zagueiro Éverton tocar quase sem querer e fazer o segundo do CFC, dando partida em alucinada comemoração dentro e fora de campo.


Camisa 6 do Capivariano levantando a pelota em busca do empate. Foto: Fernando Martinez.


Éverton saindo para comemorar seu (sofrido) gol. Era o empate do Capivariano. Foto: Fernando Martinez.

A vitória não aconteceu e mesmo com o placar final de Capivariano 2-2 Monte Azul, a torcida já comemorava a plenos pulmões o quase-acesso do Leão da Sorocabana para a Série A1 em 2015. Somente uma improvável combinação de resultados deixa o time alvirrubro fora da principal divisão do estado no ano que vem.

Acompanhei o pós-jogo ainda dentro de campo antes de voltar para a capital paulista com uma providencial carona do pessoal da Rede Vida que estava fazendo a transmissão ao vivo da peleja. Por cerca de uma hora e meia ouvi relatos e histórias que me fizeram sentir um amador no quesito "zoeira". Ali é só profissional.

E nem bem cheguei em casa e já fui dormir, pois o domingo reservava uma rodada dupla sensacional, com direito a mais uma visita a um estádio do interior paulista.

Até lá!

Fernando

sexta-feira, 21 de março de 2014

Água Santa toma sufoco e apenas empata com o Guaçuano

Fala, pessoal!

Seguindo com a ideia de ver pelo menos um jogo de cada time das divisões de acesso que estão rolando em São Paulo, na última quarta o rolê foi cabuloso. No melhor estilo ninja fui para Diadema para ver a 32ª equipe da lista, o ameaçadíssimo Guaçuano. Pela 13ª rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A3, o Mandi visitou o Água Santa.

Posso dizer seguramente que não é muito prático chegar ao Estádio Distrital do Inamar de ônibus. É necessário ir ao Terminal Jabaquara da EMTU, dali pegar o trólebus até o Terminal Piraporinha e então pegar mais um coletivo, agora com destino ao local. Como não tinha tempo hábil para seguir nessa via-crucis, tive que optar por um plano B.


EC Água Santa - Diadema/SP. Foto: Fernando Martinez.

Aproveitando a companhia do amigo Rodrigo Colucci, resolvi pegar um táxi no Jabaquara e dali seguir via Rodovia dos Imigrantes até o Jardim Inamar. A corrida demora pouco mais de 10 minutos, mas o valor fica um pouco salgado, já que o valor inicial tem o acréscimo aqueles famosos 50% a mais quando mudamos de município. No fim, cada um gastou 25 pilas para ir de boa e sem percalços.


CA Guaçuano - Mogi Guaçu/SP. Foto: Fernando Martinez.

Somando quatro jogos invicto, série que deixou o time no G8 do certame, o Água Santa queria fazer a quina jogando contra um dos maiores candidatos ao rebaixamento. No terceiro ano jogando a terceirona estadual, o Guaçuano ganhou apenas dois jogos e a penúltima colocação indicava um jogo tranquilo para os locais.


Atleta do Guaçuano matando a bola na linha de fundo. Foto: Fernando Martinez.

No primeiro tempo até que isso aconteceu, pois o Água Santa fez uma boa apresentação. Francisco Alex abriu o placar aos 10 minutos e depois o time perdeu boas chances, dando muito trabalho ao goleiro Vinícius. Mesmo com o time da casa melhor, o Guaçuano mostrou bastante vontade e um futebol competitivo.


Escanteio para o Mandi. Foto: Fernando Martinez.


Bola levantada na área do Água Santa. Foto: Fernando Martinez.

As várias oportunidades perdidas pelo Netuno fizeram o jogo chegar ao intervalo apenas com o 1x0 no marcador. Já no tempo final, o panorama mudou completamente. O time da casa parou de jogar e o Mandi tomou conta da peleja. Jogando muito bem, a equipe visitante provocou calafrios no bom público presente.


Início de ataque do time de Diadema. Foto: Fernando Martinez.

O ótimo futebol resultou no gol de empate do camisa 11 Peu aos 17 minutos. Nem assim o Água foi capaz de acordar do seu perigoso sono. O Mandi continuou na luta pela virada e teve uma chance de ouro aos 31 minutos, quando o árbitro marcou um pênalti a favor da equipe. Rogério bateu no canto direito e o goleiro Maurício fez grande defesa, mandando a bola pela linha de fundo.


Detalhe do pênalti perdido pelo jogador Rogério com grande defesa de Maurício. Foto: Fernando Martinez.

A alegria porém durou pouco mais de um minuto, pois na cobrança de escanteio a zaga falhou e a bola sobrou para Billy na pequena área. Ele chutou forte para decretar o surpreendente vira-vira no Inamar. Perdido em campo, o Água não mostrava um futebol para pelo menos igualar o marcador.


Chute que levou muito perigo ao gol do Guaçuano. Foto: Fernando Martinez.


A zaga do Mandi se salvou como pôde nos minutos finais. Foto: Fernando Martinez.

Aos 43 minutos, depois de várias chances de gol, numa bola levantada na área na base do bumba-meu-boi, a zaga do Guaçuano vacilou e cometeu pênalti. Patrick não quis nem saber e cobrou a penalidade máxima de forma precisa para igualar novamente o marcador. Na saída de bola o Guaçuano quase faz o terceiro. Só não marcou graças ao arqueiro Maurício.


Segundo gol do Água Santa, marcado por Patrick. Foto: Fernando Martinez.

No final, o placar de Água Santa 2-2 Guaçuano foi justo e fez com que o Netuno permanecesse entre os oito que se classificarão para a segunda fase da A3. Para o Mandi o ponto conquistado não mudou muito a incômoda situação da equipe, e o rebaixamento ainda é visto perigosamente no horizonte.

Bom, como não estava afim de pagar mais 25 reais em outra corrida de táxi, resolvi encarar mesmo o sistema de ônibus de Diadema. Por sorte, pegamos um busão literalmente NA PORTA do estádio com destino ao Terminal Piraporinha. Em cerca de 20 minutos já estávamos lá e em meia hora já estava no metrô Jabaquara. Imaginei que seria bem pior...

Até a próxima!

Fernando

quinta-feira, 20 de março de 2014

Corinthians sai da frente da Portuguesa nas oitavas da Copa do Brasil sub17

Fala, pessoal!

Na noite da última terça-feira estive no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte para curtir de perto um joguinho válido pela segunda fase da Copa do Brasil Sub-17, torneio muito legal que chega à terceira edição em 2014. Portuguesa e Corinthians entraram em campo para o confronto de ida das oitavas-de-final.


A Portuguesa de D (Sub-17) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


SC Corinthians P (Sub-17) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.

Curioso que essa é a segunda temporada seguida que esse duelo acontece. Em 2013, o Mosqueteiro acabou levando a melhor após vencer os dois jogos (o primeiro deles, sob um frio de menos de oito graus, teve cobertura do JP). Nesse ano, a Lusa passou de fase após eliminar o Bragantino e o Timão eliminar o Criciúma, ambos vencendo os jogos de ida e volta.


Quarteto de arbitragem com o árbitro Marcelo Alfieri, as assistentes Tatiane Sacilotti Camargo e Patrícia Carla de Oliveira, o quarto árbitro Flavio Rodrigues de Souza e os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Dentro de campo, vi um jogo bastante equilibrado e com os dois times alternando bons momentos. Mesmo inferior tecnicamente, a Portuguesa se superou e mostrou um futebol muito competitivo, chegando perto do gol corintiano várias vezes.


Boa intervenção do goleiro mosqueteiro no começo da partida. Foto: Fernando Martinez.


Desarme da zaga corintiana. Foto: Fernando Martinez.

Só que perder chances demais jogando contra o atual campeão paulista da categoria pode ser algo bastante complicado. Aos 30, numa penalidade máxima infantil, o Corinthians abriu o marcador com Léo. Mesmo não jogando tão bem, o alvinegro levou a peleja para os vestiários na vantagem.


De pênalti, Léo abriu o placar para o Corinthians. Foto: Fernando Martinez.


Atletas apostando corrida atrás da pelota. Foto: Fernando Martinez.

Na volta para o tempo final a Portuguesa se apresentou ainda melhor e após uma grande pressão empatou o jogo com um gol de cabeça de Carlos aos 19 minutos. Com o 1x1 no marcador, a peleja continuou aberta e em alto nível, com a Lusa muito bem e o Corinthians apostando nos contra-ataques.


Detalhe do gol de empate da Portuguesa, marcado por Carlos aos 19 do tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Disputa de bola pelo alto. Foto: Fernando Martinez.

O arqueiro alvinegro Luan fez boas defesas e impediu que o escrete rubro-verde virasse o placar. Aos 30 minutos, num contra-ataque fulminante, Igor avançou pela direita e chutou forte para vencer o goleiro local e fazer o segundo do time do Parque São Jorge.


Grande chance de gol desperdiçada pela equipe da casa, através do camisa 3 Bruno. Foto: Fernando Martinez.


Saída do alvinegro para o campo ofensivo. Foto: Fernando Martinez.

A Lusa continuou na busca do segundo gol e quase ele saiu por duas vezes, mas no fim, o time do Canindé saiu derrotado de campo: Portuguesa 1-2 Corinthians. No jogo de volta, que será realizado domingo em Barueri, o Corinthians pode até perder pela contagem mínima que garantirá vaga nas quartas de final. O vencedor desse duelo pegará o vencedor de Botafogo e Grêmio.

Após o jogo fui junto com o Mílton e o Sérgio Oliveira fazer um pit-stop no local que vende as melhores esfihas da cidade de São Paulo. Sempre é bom jogar conversa fora com os amigos. O futebol voltou á tona no dia seguinte, com jogo da Série A3 Paulista.

Até lá!

Fernando

segunda-feira, 17 de março de 2014

Após 38 dias, Grêmio Barueri volta a vencer na Série A2

Opa,

Faltando menos de um mês para o término do Campeonato Paulista da Série A2, os jogos ficaram ainda mais dramáticos, tanto no G4, quanto na zona de rebaixamento. No sábado passado voltei à Arena Barueri para ver de perto mais um capítulo da desesperada luta do Grêmio Barueri contra a queda. O adversário da Abelha foi a Itapirense, em jogo da 13ª jornada.

Fazendo sua pior campanha no estadual em todos os tempos, o Grêmio vinha de seis derrotas seguidas, performance que deixou o time perto da voltar para a Série A3 após 10 anos. Em doze jogos disputados, a equipe da Grande São Paulo somou apenas dois triunfos. Para quem viu os dias de glória da equipe, essa é uma triste realidade.


Grêmio R Barueri - Barueri/SP. Foto: Fernando Martinez.


SE Itapirense - Itapira/SP. Foto: Fernando Martinez.

Já a Itapirense (ainda) não estava tão mal assim, mas a irregular campanha deixou o time flertando com a zona de rebaixamento. Nem a presença dos veteranos Adinam e Finazzi está fazendo o time se destacar. De qualquer forma o time disputa pela primeira vez a Série A2, e nesse ano de estreia a meta mesmo é permanecer na divisão.


Capitães de Grêmio Barueri, Itapirense - o goleiro Adinam - e trio de arbitragem com o árbitro Demétrius Candançan e assistentes Luiz Alberto Nogueira e Rodrigo Soares Aragão. Foto: Fernando Martinez.

Desde que o técnico Kleiton Lima - famoso por ter dirigido o time feminino do Santos e também a seleção tupiniquim - assumiu o comando técnico da Abelha o futebol melhorou, mas os resultados ainda não tinham aparecido. Na noite de sábado o time, se ainda não fez uma partida brilhante, pelo menos mostrou bastante vontade e muita dedicação.


Lance no campo defensivo do Grêmio. Foto: Fernando Martinez.


Falta para o time visitante. Foto: Fernando Martinez.

A Itapirense jogou mal e sofreu pressão do Grêmio Barueri durante a maior parte do primeiro tempo. Essa pressão deu resultado aos 38 minutos, com o gol do camisa 2 Rafael Ferro. Ele invadiu a área pela direita e chutou cruzado para vencer o goleiro Adinam. Depois de absurdos 644 minutos (o último gol do time tinha sido anotado em 12 de fevereiro), a Abelha finalmente voltou a marcar.


Escanteio para a Abelha. Foto: Fernando Martinez.


Lance rápido dentro da área visitante. Foto: Fernando Martinez.

No segundo tempo o Barueri recuou demais e chamou o time visitante para seu campo de defesa. A Esportiva aproveitou a deixa e chegou muito perto de empatar o jogo. Mauro e Rodrigo Pardal perderam gols feitos para o alvirrubro.


Início de ataque local. Foto: Fernando Martinez.


Jogada do time da Grande São Paulo pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.

Aos poucos a Abelha foi colocando a cabeça no lugar e aos poucos passou a incomodar bastante a zaga visitate nos contra-ataques. O problema foi que os atacantes locais perderam chances demais, deixando o jogo perigosamente em aberto. Para sorte do time barueriense, a inspiração da Esportiva acabou e o time não deve forças para lutar pelo empate.


Grande chance de gol desperdiçada por atacante do Grêmio Barueri. A bola tirou tinta da trave. Foto: Fernando Martinez.


O atacante Finazzi, grande destaque da Itapirense, sendo entrevistado após o fim da partida. Foto: Fernando Martinez.

Com o resultado final de Grêmio Barueri 1-0 Itapirense, o time da Grande São Paulo voltou a vencer após longos 38 dias. O resultado não tirou o time da zona de rebaixamento, mas mostrou que a salvação ainda pode acontecer, ainda mais com o grande quilíbrio do certame. A Esportiva permaneceu com 14 pontos, apenas um acima do Z4.


Depois de 38 dias, o Grêmio Barueri voltou a vencer na A2 Paulista. Foto: Fernando Martinez.

Depois do jogo fui até as cabines da Rádio Clube de Itapira conversar com o pessoal. Eles fizeram a cobertura exclusiva do inesquecível amistoso que o JP organizou para premiar a SEI com o Troféu "O Retorno" em dezembro de 2006. Fiquei cerca de 15 minutos numa mini mesa-redonda com a equipe. Aproveito e deixo um grande abraço aos amigos da rádio.

Na saída ainda deu tempo de fazer aquela boquinha esperta junto com os amigos Mílton, Colucci e Pucci na padaria que fica pertinho da Estação Jardim Belval, parada mais do que obrigatória quando vamos ver algum jogo em Barueri. Logo depois voltei pra casa com o intuito de acompanhar mais uma peleja no domingo cedo. Infelizmente meu despertador não ajudou e fui forçado a ficar em casa...

Até a próxima!

Fernando

quinta-feira, 13 de março de 2014

Mais um jogo sem vitória juventina na Rua Javari na Série A3

Fala, pessoal!

Nesse meio de semana fomos pela quinta vez ao Estádio Conde Rodolfo Crespi acompanhar novo capítulo da via crucis do Juventus no Campeonato Paulista da Série A3. Ainda em busca da primeira vitória dentro da Rua Javari, o time grená recebeu o Taubaté, time que completará seu centenário em 2014. O jogo valeu pela 11ª rodada da fase inicial.


CA Juventus - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


EC Taubaté - Taubaté/SP. Foto: Fernando Martinez.

Até essa rodada, apenas Juventus e o lanterna Noroeste não haviam vencido uma partida sequer com o mando de campo. Na luta contra o rebaixamento, o Moleque Travesso precisava acabar com essa complicada escrita de qualquer jeito, pois a ameaça de rebaixamento é cada vez mais real. Por enquanto, a "estrela" do técnico Luís Carlos Ferreira ainda não brilhou como deveria.


Trio de arbitragem composto pelo árbitro Rafael Gomes da Silva e os assistentes Marcela de Almeida Silva e Marcos Rodrigues Monteiro junto com os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

O jogo começou bastante equilibrado, com o Juventus tendo mais posse de bola e o Taubaté chegando com mais perigo. Aos poucos, o Burro da Central passou a dominar e criar boas chances, todas defendidas pelo ótimo goleiro Fernando Henrique. Numa bobeada da zaga visitante, o Juventus acabou abrindo o placar aos 26 minutos. César Santiago foi o autor do gol grená após completar de cabeça um bom cruzamento de Lucas Pavone pela esquerda.


Ataque local no começo do jogo. Foto: Fernando Martinez.


Ataque grená pela direita e forte marcação da zaga do Burrão. Foto: Fernando Martinez.

Atrás do placar, o Taubaté se lançou ao ataque e mais uma vez o camisa 1 local mostrou muita qualidade, impedindo a igualdade no marcador. No melhor esquema do "quem não faz, toma", o time visitante sofreu o segundo aos 41 minutos, com o chutaço de Nathan após outro grande passe de Lucas Pavone.



Detalhe do segundo gol juventino e a comemoração de Lucas Pavone para as lentes do JP. Fotos: Fernando Martinez.

No momento do gol o amigo Victor, antigo correspondente do JP nas Minas Gerais, se animou e imaginou que o Moleque Travesso finalmente poderia vencer a primeira em casa depois de muito tempo. Ledo engano, pois no segundo tempo o que se viu foi um jogo de ataque contra defesa, com o Taubaté criando um sem número de chances perigosas de gol.


Em fila, atletas voam dentro da área do Taubaté. Foto: Fernando Martinez.

O goleiro Fernando Henrique acabou se tornando o homem da partida ao fazer pelo menos quatro defesas inacreditáveis, impedindo que o Burrão diminuísse o placar. Tamanha pressão finalmente deu resultado aos 29 minutos com o gol de Madisson, num tento que era apenas questão de tempo.


Raro ataque juventino no tempo final. Foto: Fernando Martinez.

Sentindo que poderia ter melhor sorte na peleja, o clube do Vale do Paraíba apertou ainda mais o insípido time paulistano e aos 37 minutos marcou o segundo gol. Em cobrança de falta pela esquerda, Madisson rolou a pelota e Luciano Henrique acertou um belíssimo chute, colocando a bola no ângulo esquerdo de Fernando Henrique.


Disputa de bola no meio-campo. Foto: Fernando Martinez.


Detalhe do gol de empate do Taubaté... Um golaço de Luciano Henrique. Foto: Fernando Martinez.

Se o time azul e branco tivesse forçado um pouquinho mais a barra nos minutos finais, teria virado a peleja, tamanha a sonolência e inoperância do time local. No fim, o Juventus 2-2 Taubaté ficou barato para os grenás, que mostraram novamente uma série de falhas. Somando quatro empates e duas derrotas, o time continua sem vencer em casa.

A comemorada vinda do técnico Luís Carlos Ferreira ainda não deu o resultado esperado para o Moleque Travesso. Em seis jogos, ele venceu um - contra o lanterna Noroeste - e empatou os outros cinco. Mesmo invicto, esse alto número de igualdades pode se tornar fatal ao fim da primeira fase. Para fugir do "limbo" da Segundona, o time precisa começar a vencer a curtíssimo prazo.

Depois do apito final tive o prazer de encontrar os amigos Frederico e Bruno Lemes, felizes com a apresentação taubateana, nas arquibancadas da Javari. Ainda fiquei um bom tempo ali esperando a chuva passar antes de voltar para casa. Com o cronograma de pelejas em baixa, voltei a campo apenas no sábado.

Até lá!

Fernando