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sexta-feira, 29 de abril de 2016

Duelo abençoado pela Copa do Brasil na Vila Belmiro

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fechando a semana de forma primorosa, na quinta-feira rolou um daqueles jogos geniais que somente a Copa do Brasil pode nos proporcionar. A sessão noturna no Estádio Urbano Caldeira trouxe pela primeira vez um time profissional do Amapá para atuar no estado de São Paulo em todos os tempos. O abençoado duelo entre Santos e Santos já entra na lista de jogos mais geniais de 2016.

Apenas duas vezes na história uma equipe paulista enfrentou um time amapaense numa Copa do Brasil, o São Paulo contra o Ypiranga em 1999 e a Portuguesa conta o próprio Santos no ano passado, e nas duas vezes lamentavelmente não houve jogo de volta. Contando com a torcida de todo mundo que ama um jogo perdido, o time reserva do Peixe não conseguiu fazer o placar necessário para evitar o confronto na Vila Belmiro e com isso não tive outra alternativa a não ser descer a serra para ver de perto essa peleja.

(Em tempo, com a vinda do Santos do Amapá, Roraima passou a ser o único estado da federação que nunca teve um time profissional atuando no estado de São Paulo. Em 2010 a Portuguesa eliminou o Atlético com um massacre por 7x0. Em 2011 a Ponte fez apenas 1x0 e não evitou o jogo de volta contra o Baré, mas o time roraimense foi eliminado no TJD pois todos seus atletas estavam irregulares (!) no 0x1. Em 2014, a Macaca eliminou o Náutico com um triunfo por 4x1)


Santos Futebol Clube (o de São Paulo)


Nenhum fotógrafo se dignou a fazer a foto posada do Santos do Amapá, um absurdo. Segue então a imagem do time perfilado para o Hino Nacional Brasileiro


Capitães dos times e trio de arbitragem

Tive a companhia do Mílton nessa jornada até o litoral, uma viagem sossegada de pouco mais de uma hora e sem nenhum perrengue. Chegamos na rodoviária na boa e dali pegamos um táxi até a Vila. A movimentação era tranquila e não demorou para que eu chegasse no meu lugar na parte coberta do estádio. Fiquei ali na boa esperando o apito inicial. Vale lembrar que foi meu 17º jogo ali, o 13º de futebol masculino, sempre matando alguma equipe desde janeiro de 2007.

O 1x1 do jogo de ida não preocupava os mais de cinco mil pagantes, todos já dando como certa a classificação para a segunda fase. Só que o Santos visitante não foi um adversário qualquer e conseguiu segurar durante quase todo o primeiro tempo o onze local, esse atuando novamente com uma equipe reserva.

Demorou um pouco para o Peixe acertar o pé, e embora tenha chegado com perigo algumas vezes no gol defendido por Zé Maria, as oportunidades não foram aproveitadas. O Santos amapaense foi heroico, só que no último lance do tempo inicial sofreu o primeiro. Elano cruzou na direita e Luiz Felipe pulou meio sem jeito. Ele errou a cabeçada, porém por sorte ela bateu em Jari e entrou no gol, colocando os locais mais perto da segunda fase.


Bola levantada na área do Santos... paulista


Jogadores amapaenses trocando passes dentro do círculo central


Outro ataque do time visitante no tempo inicial


Momento em que Luiz Felipe cabeceou a pelota para marcar o primeiro gol do time da Vila Belmiro

No segundo tempo não teve surpresa. Os visitantes recuaram e o Santos cozinhou o Galo, ou melhor, o Peixe visitante, aguardando o tempo passar para sacramentar a classificação. Após alguns gols perdidos, Ronaldo Marques fez um golaço aos 21 minutos em boa jogada pela direita.

Os amapaenses ainda tentavam o golzinho de honra, mas Vladimir se mostrava seguro. Para fechar a fatura, o zagueiro Pretão resolveu dar um presentaço para o atacante Joel. Ele recuou mal uma bola da intermediária e o camaronês driblou o goleiro e tocou tranquilamente para definir o marcador.


Maxi Rolón, camisa 31 do Santos paulista, chutando da entrada da área


Visão geral da Vila recebendo um bom público para o abençoado encontro de Santos na Copa do Brasil


Joel chutando para fechar a fatura na Vila Belmiro


Placar final do genial duelo entre Santos e Santos, um dos jogos mais legais de 2016

O placar final de Santos 3-0 Santos/AP marcou o 22º jogo invicto dos paulistas atuando como mandantes na Copa do Brasil (a última derrota foi para o CSA em 2009). Na próxima fase, a equipe enfrentará o Galvez do Acre. Independente do resultado, deixo os parabéns para os amapaenses, pois só quem é do ramo sabe das dificuldades de fazer futebol longe dos grandes centros. Chegar a jogar na Vila Belmiro já foi um enorme feito para o longínquo time fundado em 1973.

Com os dois times da semana mais tudo que vi na Argentina, somei em abril 16 times novos na Lista, um recorde histórico. Parecia que os 14 que vi em janeiro de 2001 - isso com a ajuda da Copa São Paulo, sempre um mês bastante interessante - permaneceriam no topo dessa lista por mais tempo. Mais de quinze anos depois, foi muito bom ter conseguido quebrar essa marca.

Até a próxima!

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Vitória histórica do Nacional impede (por enquanto) o acesso do Sertãozinho

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de ver um time novo na terça à noite, a agenda da quarta-feira reservou uma partida que poderia ser histórica no Campeonato Paulista da Série A3. Precisando de uma simples vitória para conquistar o acesso, o Sertãozinho visitou o Nacional no Estádio Nicolau Alayon pela penúltima rodada da segunda fase.

Só que não seria nada fácil para o Touro dos Canaviais sair da Comendador Souza com os três pontos. O time ferroviário foi bem demais na goleada contra a Matonense e esperava repetir a dose para adiar a disputa do acesso até a rodada final. Nos dois jogos disputados entre os dois na temporada, duas vitórias do time grená.


Nacional Atlético Clube


Sertãozinho Futebol Clube


Capitães dos times junto com o árbitro Douglas Marques das Flores, os assistentes Orlando Massola Junior e Edson Rodrigues dos Santos e o quarto árbitro Danilo da Silva

Uma das coisas mais legais da partida é que ela foi disputada - finalmente - sob uma temperatura decente e condizente com a época em que estamos. Sem aquele calor absurdo, os times ganharam um reforço antes mesmo da bola rolar. Quando a peleja começou, não demorou para o Sertãozinho mostrar um futebol melhor.

O Nacional sofreu bastante na primeira metade do tempo inicial e a maior chance de gol para os grenás aconteceu em tiro de Luan na trave. Depois dos 25 minutos os paulistanos equilibraram as ações. Aos 44 o árbitro anulou um gol de Anderson Magrão. De aonde estava pareceu que foi normal, mas o ângulo não ajudava muito, e depois confirmamos que ele tocou sim com a mão na pelota.

Se nos primeiros 45 minutos a partida já tinha sido nem movimentada no segundo a coisa melhorou de vez. Jogo disputadíssimo, várias chances de gol e muita emoção, num dos melhores jogos que acompanhei até aqui em 2016. Na atual maré de jogos mais ou menos, foi genial voltar a ver uma partida boa.


Marcação do Sertãozinho em ataque nacionalino


Meio sem jeito, jogador do Nacional sobe para cabecear a pelota


Rafael Novais, camisa 4 do Sertãozinho, em lance no meio-campo


Atletas ferroviários contestando a anulação do gol de Anderson Magrão

Aos nove minutos o Nacional teve um pênalti a seu favor marcado corretamente pela arbitragem. Lucas bateu firme no canto direito e colocou os locais na frente. Com a vitória parcial da Matonense em cima do Flamengo, o Sertãozinho precisava apenas empatar para garantir o acesso. Aos poucos a equipe foi se reorganizando em busca da igualdade.

O tempo foi passando com emoções para todos os gostos e aos 30 minutos o Touro dos Canaviais chegou ao empate com o gol de cabeça do zagueiro Rafael Novais. Agora restava ao onze grená segurar a pressão paulistana por pouco mais de 15 minutos para o acesso sair de forma antecipada.

Só que o Nacional foi forte, bravo e não desistiu do jogo em nenhum segundo. Mesmo com o relógio andando rápido, os locais não desanimaram em busca do gol que manteria o sonho do acesso vivo para a última rodada. O arqueiro Márcio mostrou serviço e conseguiu parar todos os ataques nacionalinos.

Por volta dos 47 minutos a torcida visitante soltou o grito da garganta e passou a comemorar o acesso, iniciando a festa nas arquibancadas com o canto "o Sertãozinho vai subir".... é, só faltou combinar o script com o camisa 10 paulistano Emerson Mi. No último ataque da partida, ele recebeu um bom passe pelo meio e resolveu arriscar de longe. Ele colocou a bola milimetricamente entre a trave direita e o camisa 1 grená. Era o segundo gol do Nacional.


O segundo tempo de Nacional x Sertãozinho foi sensacional, algo raro na atual temporada das divisões de acesso


Zaga do onze grená cortando cruzamento dentro da área


Não deu para Marcão... Emerson Mi acertou um chute antológico, deu a vitória ao Nacional e impediu o acesso do Sertãozinho na quarta-feira

Sem tempo para mais nada, o árbitro encerrou a peleja na saída de bola com o placar final de Nacional 2-1 Sertãozinho. A heroica e magnífica vitória manteve o time ferroviário na luta pelo acesso para a A2 em 2017. A equipe precisava vencer o Fla e torcer por uma vitória da SEMA no domingo, lembrando que o Sertãozinho sobe com um empate. Não será nada fácil, mas a esperança pelos lados da Água Branca é a última que morre.

Da minha parte, voltei pra casa na boa ainda curtindo uma merecida semana de descanso. Na quinta a correria da semana teve continuidade com mais um time novo na Lista, inédito em vários aspectos.

Até lá!

quarta-feira, 27 de abril de 2016

No sufoco, Portuguesa elimina o Parnahyba da Copa do Brasil

Texto e fotos: Fernando Martinez


A Copa do Brasil sempre foi um campeonato que colocou muitos times novos - trinta, para ser mais preciso - na minha Lista, do Ubiratan em 1999 até o Goianésia em 2014. Só que nos últimos cinco anos a minha performance foi muito abaixo da média, e vi apenas quatro de 2011 até o ano passado.

Dito isso, nada melhor do que aumentar essa média com duas equipes inéditas na mesma semana, a começar pela sessão noturna de futebol da terça-feira no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte. A Portuguesa recebeu o genial Parnahyba do Piauí, terceiro maior campeão piauiense, na sua primeira visita ao estado de São Paulo em todos os tempos.


Times perfilados antes da partida

O momento do onze rubro-verde é um dos piores de sua quase centenária história, então uma classificação para a segunda fase já valeria uma comemoração, ainda mais levando em conta que isso significaria 150 mil reais a mais para os combalidos cofres da agremiação. Se o valor vai para o saco sem fundo das dívidas lusitanas é outra história, mas é fato que cairia muito nem no atual cenário.

No jogo de ida o Tubarão do Litoral venceu por 2x1 e quebrou um imenso tabu na Copa do Brasil. Até então nunca uma equipe piauiense havia vencido uma paulista pelo certame, isso num total de vinte confrontos de 1989 até 2013. Contando também os Brasileiros das várias divisões, desde 1984 um piauiense não ganhava de um time bandeirante. O último triunfo tinha acontecido em 1984, num 3x2 do extinto Auto Esporte contra a própria Portuguesa.

As últimas quatro eliminações lusitanas na primeira fase aconteceram no Canindé, todas inesquecíveis pelo lado negativo da coisa: a derrota nos pênaltis para o Icasa em 2009, a eliminação para o Bangu em 2011, o empate amargo contra o Naviraiense em 2013 e a vitória que nada adiantou contra o Potiguar de Mossoró em 2014. três com coberturas do JP.

Num primeiro momento, o confronto seria realizado com portões fechados, mas horas antes da peleja a ordem foi revogada. Os 338 torcedores que pagaram ingresso na terça não queriam que o retrospecto negativo dos últimos anos se repetisse. E foi sofrido, no sufoco, na raça, mas no fim tudo deu certo.

Como era esperado, a Portuguesa dominou as ações durante a maior parte do tempo, só que o elenco não é assim uma Brastemp, e, junto com a grande atuação do goleiro Fábio, o jogo foi um tanto quanto dramático. O arqueiro piauiense fez duas grandes intervenções, uma no início e outra no último lance do tempo inicial, e foi o principal responsável pelo marcador não ser inaugurado nos primeiros 45 minutos.


Jogador do Parnahyba fazendo o corte dentro da pequena área


Defesa segura de Fábio, goleiro piauiense

No segundo tempo a Portuguesa foi melhor, mas ainda esbarrava numa atuação segura do setor defensivo do Parnahyba. No comecinho, Rian salvou gol em cima da linha. Aos 15 Luciano foi expulso e com um a menos os piauienses abdicaram de qualquer ida ao ataque.

O relógio era implacável e a cada minuto que passava parecia que o filme das eliminações surreais para equipes alternativas se repetiria mais uma vez no Canindé. Faltando seis minutos para o final do tempo regulamentar, a Portuguesa então finalmente pôde comemorar um gol... e que gol bizarro.

Depois de escanteio pela direita, a bola ficou sem dono num bate-rebate surreal dentro da pequena área. Bruno Nunes acabou conseguindo finalizar na marra num chute mascado que venceu a zaga do Tubarão do Litoral. A festa nas arquibancadas foi digna de Copa do Mundo, e a sensação de alívio estava estampada em cada rosto.



Duas chegadas lusitanas pelo alto no segundo tempo do jogo


Jogada do bizarro gol da Portuguesa que colocou a equipe na segunda fase da Copa do Brasil


O Parnahyba tentou o empate de forma desesperada mas acabou eliminado da competição

O Portuguesa 1-0 Parnahyba colocou o time paulista na segunda fase da Copa do Brasil. Agora a equipe enfrenta o Vitória da Bahia, que vem de duas vitórias conta o Náutico de Roraima. Jogo bastante tradicional que já apareceu por quatro vezes nas nossas páginas. Se a agenda permitir, tentarei marcar presença mais uma vez.

Na quarta-feira não teve time novo na programação, mas teve um dos melhores jogos que acompanhei em 2016... e creiam, isso está difícil demais de acontecer.

Até lá

terça-feira, 26 de abril de 2016

Campeonato novo, tabu antigo: Barcelona segue sem vencer em casa

Texto e fotos: Fernando Martinez


No último domingo fiz a minha estreia no sempre legal Campeonato Paulista da Segunda Divisão, o último degrau futebolístico do estado. E foi um début de gala já que o genial Barcelona Capela estava envolvido. Fazendo seu primeiro jogo na história como mandante no Estádio Conde Rodolfo Crespi, o time da zona sul paulistana recebeu o Desportivo Brasil.

Na temporada passada acompanhei in loco os nove jogos do Barcelona na sua "casa" até então, o Estádio Nicolau Alayon. Para 2016 a equipe irá mandar suas partidas na Rua Javari, e com certeza pretendo me fazer presente no maior número de pelejas possível. É o quarto estádio que o Elefante irá usar como mandante - isso sem contar a temporada cigana de 2009 - em todos os tempos.

Falando nisso, a última vitória do time da capital com o mando de campo aconteceu em 17 de junho de 2007, num 2x0 contra o Pão de Açúcar, hoje Audax. Desde então foram dezesseis compromissos e nenhum triunfo. O time passou os certames de 2009 e 2015 sem uma vitoriazinha sequer e agora em 2016 espero sinceramente que esse incômodo tabu vá para o espaço. Contra o Desportivo, além de querer quebrar essa marca, a equipe queria encerrar a série de treze derrotas seguidas na Segundona.


Barcelona Esportivo Capela Ltda - São Paulo/SP


Desportivo Brasil Participações Ltda - Porto Feliz/SP


Capitães dos times e quarteto composto por Marcio André Moreira, Diogo Correia dos Santos, Domingos da Silva Chagas e Fernanda dos Santos

Estive no Nacional no empate de 1x1 entre eles pela Segundona 2015, campeonato em que os dois foram os últimos colocados do Grupo 2 e posso dizer que aquele jogo deixou bastante a desejar. Ainda é cedo para dizer, mas parece - parece, que fique bem claro - que o negócio melhorou um pouquinho em 2016. O jogo foi até que razoável, principalmente por conta da atuação do Barcelona.

O Elefante sofreu uma goleada de 5x0 para o CA Lemense na estreia, então confesso que não esperava muita coisa de positivo. Só que os atletas do time atuaram bem e mostraram bastante força de vontade no gramado juventino. Junta-se isso à boa participação do Desportivo e temos um jogo interessante com os dois jogando relativamente bem.


Jogadores do Desportivo Brasil e do Barcelona - com seu belíssimo uniforme - em lance no meio de campo


Corte preciso do atleta portofelicense


Disputa de bola pelo alto


Atleta do Barcelona tentando passar por dois defensores do Desportivo Brasil

Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, porém um problema crônico do futebol deu as caras na Javari: as finalizações. Apesar de criarem algumas chances claras para abrirem o placar, os atacantes de Barcelona e Desportivo pecaram demais no último toque.

Se contarmos os ataques de cada um durante os 90 minutos, creio que os locais levam vantagem, mas isso não adiantou muita coisa. Teve bola na trave, chute de longe brilhantemente defendido pelo arqueiro e muita bola alçada na área, mas no fim, o placar ficou em branco.


Bola zanzando no campo defensivo do time visitante


Grande chance de gol para o onze local


Aqui oportunidade perigosa a favor do Desportivo. O arqueiro do Barcelona fez defesa segura

O Barcelona 0-0 Desportivo Brasil marcou meu sétimo placar em branco em 2016, um recorde. Foi o primeiro ponto do time paulistano e o segundo do onze porto-felicense e ambos continuam sem vencer. Independente do marcador, estou na torcida para que o Barça possa fazer bonito na Segundona.

Até a próxima!

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Nacional goleia a Matonense e mantém vivo o sonho do acesso

Texto e fotos: Fernando Martinez


É amigo... Depois de um longo e tenebroso inverno finalmente o JP volta à ativa. Foram exatas sete semanas sem nenhuma publicação por aqui. Isso não aconteceu apenas por uma razão, e não cabe citá-las agora, mas a maior delas serviu para pensar bastante a respeito da minha permanência no blog num futuro não tão distante assim.

Enquanto ainda faço parte normalmente do grupo de amigos que se reúne para ver jogos de futebol blog de um homem só, retomei os trabalhos no final de semana passado, apenas dois dias depois de voltar de mais uma turnê pela América do Sul (que será devidamente contada por aqui). E nada melhor do que voltar para casa indo ver um joguinho do Nacional no Campeonato Paulista da Série A3. Pela primeira rodada do returno do Grupo 2 os ferroviários receberam a Matonense.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Sociedade Esportiva Matonense - Matão/SP


Quarteto de arbitragem composto pelo árbitro Leonardo Ferreira Lima, os assistentes Marco Antonio Motta Junior e Ricardo Pavanelli Lanutto e o quarto árbitro Alysson Fernandes Matias posam para a foto oficial junto com os capitães dos times

O Naça vacilou feio no turno e somou apenas um ponto em três jogos disputados. Nas duas partidas que fez longe da capital, duas derrotas por 3x1. Como o acesso se complicou, não restava outra alternativa senão conquistar três triunfos nos três compromissos restantes. Mas se dependesse do retrospecto como mandante, a vitória estava garantida. Em seis jogos realizados de 1991 a 2005 aconteceram seis vitórias nacionalinas. Estive presente nas três últimas, em 2003, 2004 e 2005, essa num 6x1 histórico devidamente retratado pelo blog na época.

Para a alegria da torcida local, os donos da casa simplesmente fizeram uma partida de gala, não dando a menor chance para a Matonense e infernizando a zaga visitante durante os 90 minutos. O primeiro gol saiu aos três através de Anderson Magrão. Sem conseguir sair para o jogo, a Matonense teve apenas uma oportunidade clara, mas o goleiro Matheus fez ótima defesa.

Nos acréscimos do tempo inicial a zaga visitante resolveu dar um presente para o ataque do Nacional. O zagueiro Danilo aceitou o agrado e fez o segundo, levando a peleja para o intervalo com uma interessante vantagem a favor do onze da Água Branca.


Zaga da Matonense passando sufoco em lance dentro da área


Praticamente em todas as disputas de bola quem se deu melhor foi o jogador do Nacional


Comemoração do segundo gol nacionalino marcado pelo zagueiro Danilo aos 46 do tempo inicial

O papo nos vestiários com o técnico Pinho não deu muito resultado e os atletas da Matonense voltaram a campo com menos inspiração ainda para o tempo final. Aos oito minutos Anderson Gindre fez um golaço depois de acertar um chute sensacional de fora da área. Nacional 3x0.

Os locais jogavam o fino da bola e o quarto gol aconteceu aos 28 minutos, em lance bastante contestado pelos jogadores da SEMA, que pediram saída de bola pela linha de fundo. Anderson Magrão teve calma para receber o passe de cabeça e chutar da pequena área para fechar a goleada.


Início de ofensiva local no segundo tempo


Zagueiro da Matonense tentando evitar outro ataque do Nacional


Anderson Magrão e Toninho, camisas 9 e 6 de Nacional e Matonense, disputando a bola pelo alto. No chão, Anderson Gindre, 11 do NAC, e Marquinhos, 3 da SEMA, observam atentamente


Pelo alto o time paulistano também levou muito perigo

O Nacional 4-0 Matonense, somado com a vitória do Sertãozinho em cima do Flamengo no domingo cedo deixou a luta pelo acesso bem definida: O time ferroviário precisa vencer seus dois jogos e o Touro dos Canaviais perder os dois. Como a esperança é a última que morre, os paulistanos terão nova decisão na quarta, quando recebem o onze grená.

A segunda sessão de futebol do final de semana foi na escaldante tarde de domingo. Não com Santos x Palmeiras pela semi do Paulista, e sim com um jogo perdidaço, daqueles que adoro, na Rua Javari.

Até lá

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Off


Pessoal,

O JP está numa breve pausa por conta da minha viagem à Argentina, mas retorna no final do mês com algumas mudanças, leves, mas necessárias. Agradeço a paciência de todos...

Abraços,

Fernando

segunda-feira, 4 de abril de 2016

O "tetra" do Projeto 40 no rebaixamento da Itapirense em Osasco


Foi difícil, cansativo e por algumas vezes quase desisti, mas na manhã do último domingo cheguei ao tetra do Projeto 40 ao ver in loco a 40ª equipe de todas que disputaram as duas divisões de acesso do estado nos últimos dois meses. Em 2013, a última figurinha do álbum foi o Sertãozinho, em 2014/2015 foi a Matonense, e na atual temporada ficou a cargo da Itapirense a honra de fechar o projeto.

Depois da correria que fiz para ver 28 pelejas Distribuídas por dois meses, visitando onze cidades diferentes e enfrentando viagens bem cansativas, perrengues diversos, muito calor e temporais surreais, posso dizer que o cansaço é enorme, só que isso é o de menos. Mais uma vez o Blog do Fernando Jogos Perdidos se torna o único veículo de imprensa que mostrou in loco pelo menos uma partida de cada um dos participantes da A2 e da A3. Isso definitivamente não é pouco.

Uma das coisas que tornou essa temporada a mais difícil de todas foi o período de disputa das primeiras fases das duas competições. Em 2013, 2014 e 2015 fechei o projeto respectivamente num período de 81, 78 e 92 dias. Em 2016 a FPF fez o favor de apertar demais o calendário e então tive um limitado prazo de 63 dias (!) para ver de perto cada um dos quarenta clubes. Dá para terem uma leve ideia de como foi complicado montar a logística.

Era para ter visto a SEI em Guarulhos. Como não deu certo, restou ir até o Estádio José Liberatti para o duelo da Vermelhinha contra o Grêmio Osasco. Se os oito classificados para a próxima fase já estavam definidos desde a rodada passada, ainda faltavam definir dois dos seis rebaixados. Envolvida nesse cenário terrível, a Esportiva estava numa situação crítica.


Grêmio E Osasco - Osasco/SP. Foto: Fernando Martinez.


SE Itapirense - Itapira/SP. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times junto ao árbitro Márcio Roberto Soares, os assistentes Luiz Fernando de Moraes e Thiago Henrique Alborghetti e o quarto árbitro Renato de Carlos. Foto: Fernando Martinez.

O grande problema é que a equipe não dependia de si para escapar da queda e precisava vencer o time da Grande São Paulo além de torcer por derrotas da Inter de Limeira e São José FC, os dois atuando longe de casa respectivamente contra Primavera e Nacional. Resumindo: uma situação muito complicada.

O onze osasquense não tinha mais nada a fazer no certame depois da derrota que sepultou o sonho do acesso na quarta-feira passada contra o Flamengo. Mesmo assim, elenco e comissão técnica queriam encerrar a temporada com um triunfo jogando dentro de casa.

Apesar da necessidade de vitória, a Esportiva não mostrou capacidade para ser melhor do que os locais. O Grêmio fez uma apresentação absolutamente tranquila e não deu a menor chance para a Vermelhinha. Logo aos 11 minutos Eduardo já começou a fechar o caixão alvirrubro com o gol que abriu o marcador.


Desde os primeiros minutos o Grêmio Osasco foi o time que mais procurou o gol. Foto: Fernando Martinez.


Boa chance do GEO em lance dentro da grande área. Foto: Fernando Martinez.


Zaga da Vermelhinha cortando bola levantada na área. Foto: Fernando Martinez.


Escanteio a favor do Grêmio Osasco. Foto: Fernando Martinez.

Os visitantes até tentaram assustar nos contra-ataques, mas o máximo que conseguiram foram dois chutes de longe que terminaram com boas defesas de Cleiton. O tempo inicial terminou com a Itapirense praticamente rebaixada em virtude da derrota parcial.

No segundo nada mudou e o GEO colocou mais um prego do caixão visitante aos 11 minutos com o gol de Matheus. Com a situação praticamente definida, o jogo seguiu meio desanimado. O time de Itapira ainda fez o gol de honra com Jefferson aos 38 e Jorge Eduardo fechou a fatura em definitivo aos 47 com o terceiro gol local.


Troca de passes no ataque local. Foto: Fernando Martinez.


O segundo tempo foi mais tranquilo e marcou os últimos 45 minutos da SEI na A3. Foto: Fernando Martinez.


Último gol do Grêmio Osasco, para fechar de vez o caixão do onze alvirrubro. Foto: Fernando Martinez.

O placar final de Grêmio Osasco 3-1 Itapirense decretou a queda da Esportiva para a última divisão depois de oito temporadas na A3 e uma na A2. Nem a vitória teria salvado, já que a Inter venceu e o São José FC empatou. O tradicional São José completou o grupo de seis agremiações que jogarão a Segundona em 2017. O GEO terminou a fase inicial em nono lugar com 29 pontos, apenas dois atrás do Nacional, oitavo colocado. Se não tivessem perdido tantos pontos bobos em casa, o ano não acabaria tão cedo.

Depois de dois meses insanos, agora o foco vai mudar um pouquinho. No final dessa semana saio do país para minha segunda turnê futebolística por Buenos Aires e dessa vez o Uruguai também está incluso no pacote. Serão cerca de duas semanas por lá e a torcida é para que o cronograma se cumpra com sucesso. Independente do campeonato, não tem jeito, quem gosta de verdade disso aqui não larga por motivo nenhum.

Até lá!

Fernando