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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Sem sufoco, Portuguesa elimina o Goiás e está nas quartas

Texto e fotos: Fernando Martinez


As oitavas-de-final da Copa São Paulo de Futebol Júnior chegaram e mais uma vez restou a chance de seguir a rota da Portuguesa na competição. Em nova sessão futebolística no Estádio Osvaldo Teixeira Duarte, o escrete lusitano recebeu o Goiás tentando igualar a campanha de 2010 e chegar às quartas.

O onze esmeraldino terminou na liderança do Grupo 29 e nas fases seguintes eliminou o Trindade e o Grêmio. Já tinha visto o tricolor gaúcho ao vivo (vitória de 3x0 em cima do União Mogi ainda pela primeira fase) uma vez e achei surpreendente a eliminação da equipe. O resultado positivo a favor do Alviverde me fez crer que a partida seria complicada pro clube paulistano.


Associação Portuguesa de Desportos (sub-20) - São Paulo/SP


Goiás Esporte Clube (sub-20) - Goiânia/GO


Capitães de Portuguesa e Goiás junto ao quarteto de arbitragem

De novo fez bastante calor e mais uma vez, apesar de ter sido uma sessão para desempregados ou pessoas de férias, um bom público foi ao estádio. E diferente do que vimos nas duas vitórias locais nos pênaltis (contra o São Paulo do Amapá e também contra o América Mineiro), praticamente não teve emoção nos 90 minutos do duelo contra o time do Centro-Oeste.

Deu a impressão que o Goiás gastou todo seu futebol no triunfo contra o Grêmio, já que o time não jogou nada. Bom, pra não dizer que a atuação toda foi uma tragédia, a defesa se portou bem e dificultou a ação do ataque local. No ataque, uma única chance boa antes mesmo do primeiro minuto, em lance que o goleiro Mateus fez ótima defesa.

O melhor momento local no tempo inicial aconteceu aos sete minutos, quando Pernambuco surgiu entre a zaga e cabeceou firme, tirando tinta da trave de Enzo. No mais, um calor dos infernos e concentração máxima no meio-campo. Os 45 minutos demoraram o dobro pra passar.


O Goiás deu pouco trabalho pra zaga lusitana durante toda a partida


Thalles batendo escanteio pela esquerda do ataque goiano


Rafael, camisa 7 goiano, tentando chapelar zagueiro local

No tempo final a Lusa voltou mais ligada, mas em conversa com o amigo Ricardo Espina chegamos à conclusão que a peleja estava com cara total de 0x0. Pouco tempo depois, como numa resposta à nossa brilhante dedução, os locais abriram o marcador (ufa!). Aos 19 minutos a bola foi lançada na esquerda, Cesinha cruzou e Davi surgiu livre pra fazer o primeiro.

Com o 1x0, o filme dos compromissos anteriores se repetiu e os rubro-verdes recuaram demais. Felizmente para a torcida que dessa vez o adversário não conseguiu chegar ao empate. O Goiás ficou zanzando dentro da área da Lusa sem conseguir sucesso nas investidas. Não deu nem pro pessoal ficar nervoso. Aos 39 quase saiu o segundo gol da Portuguesa num lance onde Douglas ficou cara-a-cara com Enzo mas chutou em cima do camisa 1.


Rafael tentando fazer a ligação com o camisa 10 Thalles em lance do tempo final


O Goiás ocupou o setor defensivo rubro-verde depois de sofrer o gol porém não fez muito barulho


Bola levantada na área lusitana no fim do jogo

Quando o árbitro trilou pela última vez o seu apito, o placar eletrônico do Canindé mostrava o resultado de Portuguesa 1-0 Goiás. O triunfo recolocou a equipe paulistana nas quartas-de-final da Copinha após oito anos. O adversário na nova fase será o mesmo de 2010, o Palmeiras. É a 17ª vez em 47 participações que a Lusa chega entre os oito melhores da competição.

No dia seguinte dei uma pausa nas coberturas da Copa São Paulo e vi de perto a grande abertura do Campeonato Paulista da Série A2 com direito a rodada dupla na capital. Teve retorno genial após onze anos e estreia rubro-verde dentro de casa na pauta.

Até lá!

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Na base do sufoco a Portuguesa chega às oitavas da Copinha

Texto e fotos: Fernando Martinez


No sábado e domingo rolou a terceira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior e como não poderia ser diferente, foram marcados todos os jogos da região pro mesmo horário ou em horários que impedem a cobertura de rodadas duplas. Na base de escolher um só, fui mais uma vez ao Estádio Osvaldo Teixeira Duarte conferir o duelo entre Portuguesa e América Mineiro.

Os dois times fizeram parte do Grupo 32 da primeira fase e na segunda ambos despacharam as equipes do Grupo 31 (a Lusa tirou o São Paulo do Amapá enquanto o Coelho eliminou o Santo André). No primeiro encontro entre eles, os paulistanos fizeram 4x2 e se classificaram na primeira colocação com 100% de aproveitamento (perdidos no empate contra o tricolor amapaense).


Associação Portuguesa de Desportos (sub-20) - São Paulo/SP


América Futebol Clube (sub-20) - Belo Horizonte/SP


Capitães dos times e quarteto de arbitragem

Um público ainda maior do que foi ao Canindé nas rodadas anteriores esteve presente debaixo de um sol fortíssimo e muito calor. Complicado pros atletas jogarem num ritmo minimamente competitivo com a temperatura tão alta. Quando o árbitro iniciou a peleja vimos bastante equilíbrio e muito estudo durante todo o tempo inicial.

O único momento que destoou aconteceu aos 10 minutos, instante em que a Portuguesa teve um pênalti marcado a seu favor. Brunetti bateu muito mal e mandou a bola pra fora, à esquerda do goleiro Elzo. Tirando esse lance, um chute do América que passou perto do gol e uma pressão estéril do time local nada mais aconteceu.


Chute de longe no ataque americano, ainda com o sol tomando conta do Canindé


Disputa de bola pelo alto no meio de campo


Brunetti desperdiça uma penalidade máxima aos dez do primeiro tempo


Mateus só observa a bola tirar tinta do travessão

Foi só o tempo inicial acabar que desabou um dilúvio monstro que obrigou a torcida a subir pra parte coberta. Eu, claro, fui até as cabines de imprensa pois não estava na pegada de molhar a alma dentro de campo. Com quase todo mundo protegido do temporal a partida recomeçou com a Lusa mais ligada.

Empurrada pelo grito das arquibancadas, a Portuguesa abriu o marcador aos 17 minutos com Thawan aproveitando rebote de Elzo. Só que, exatamente como aconteceu em jogos anteriores, o time recuou demais após a vantagem e chamou o Coelho pro seu campo. Depois dos 30 a pressão americana se intensificou.

Aos 35, Matheus França salvou bola em cima da linha. Aos 36, Mateus fez belíssima defesa e evitou o gol de empate. A insistência deu resultado aos 40 e o América deixou tudo igual com o gol de Vitão aproveitando rebote de bola na trave. Encerrado o tempo regulamentar, mais uma vez o escrete paulistano foi decidir a vaga na fase seguinte na marca de cal.



No tempo final choveu muito no Canindé, mas mesmo assim o jogo melhorou bastante

A disputa de pênaltis foi emocionante e por duas vezes os mineiros ficaram a uma conversão das oitavas. As quatro primeiras cobranças de cada um foram convertidas: Matheus França, Bahia, Brunetti e Cesinha pra Lusa e Gabriel, Rafael Mendes, Vitão e Makton pro América. Elzo defendeu o quinto penal lusitano de Pito, mas Santana chutou o primeiro "match point" americano pra fora e levou a disputa para as cobranças alternadas.

Caíque Félix fez 5x4 pros paulistas, Ronaldo empatou, Davi fez 6x5 e Kassio deixou tudo igual de novo. Reinaldo mandou na trave e Diego teve o segundo "match point" a favor do América. Ele chutou bem, porém o goleiro Mateus foi melhor ainda e defendeu. Gustavo Silva fez 7x6 e Diego Benfica foi bater o nono pênalti do Coelho. Ele chutou no canto direito e Mateus defendeu novamente e colocou a Portuguesa entre os 16 melhores times da Copinha.


Mateus defendendo a oitava cobrança do América. Se convertido, o gol colocaria o Coelho nas oitavas


Nova defesa de Mateus, agora em penal de Diego Benfica, que classificou a Portuguesa


A alucinada comemoração dos atletas e torcida rubro-verdes

Placar final da peleja: Portuguesa 1 (7) - 1 (6) América Mineiro. A Lusa agora enfrenta o Goiás por uma vaga nas quartas-de-final. De qualquer forma ter chegado a essa fase já é uma campanha de respeito se levarmos em conta os assombrosos últimos anos no Canindé. Se tudo correr dentro dos conformes, estaremos lá na próxima jornada.

Até a próxima!

sábado, 13 de janeiro de 2018

Portuguesa afasta a zebra e elimina o São Paulo/AP nos penais

Texto e fotos: Fernando Martinez


Terminada a primeira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior, sobraram 64 equipes em busca do caneco. Tinha a ideia de assistir o máximo de jogos possível do mata-mata, só que infelizmente a tabela feita pela FPF foi terrível para quem curte uma rodada dupla ou tripla. Em meio a várias opções legais, resolvi ir ao Estádio Osvaldo Teixeira Duarte pro insólito, inédito e histórico duelo entre Portuguesa e São Paulo do Amapá.

O time paulistano manteve os 100% de aproveitamento no Grupo 32 após vencer América Mineiro, Teixeira de Freitas e Remo, algo que não acontecia desde a vencedora campanha de 2002. Além disso, quebrou o jejum de três anos sem triunfos na Copinha. Pode parecer pouco, mas pelos lados do Canindé isso significa muita coisa.

Do outro lado estava o conto de fadas dessa edição do torneio. O tricolor amapaense terminou na vice-liderança do Grupo 31 e deu ao estado uma situação inédita na história da competição. Nunca os sete clubes que representaram o estado conquistaram uma classificação, isso somando catorze participações. Escrevi aqui na matéria do triunfo contra o Nacional que não seria absurdo pensar em vaga e no fim isso se confirmou.


Associação Portuguesa de Desportos (sub-20) - São Paulo/SP


São Paulo Futebol Clube (sub-20) - Macapá/AP


Capitães dos times e quarteto de arbitragem

Até que o público foi razoável por conta do dia e horário (quatro da tarde de uma sexta-feira) e quem foi viu muita movimentação por parte do onze local. Grande parte dos presentes achava que a missão lusitana seria fácil, só que na hora em que a pelota rolou não foi bem assim.

Não que a Portuguesa não tenha criado chances, até porque ela criou bastante, o problema real foi o último toque. Aos 14 minutos Davi teve ótima oportunidade pra abrir o marcador num lance onde a bola bateu na trave. Os visitantes se seguravam bem na defesa e aos 30 quase marcaram em rápido contra-ataque.

Aos 33, outra finalização no travessão do São Paulo. No minuto seguinte, grande defesa de Rai e, no rebote, Matheus França chutou e fez o primeiro gol. Sem maiores emoções nos minutos restantes do tempo inicial, ele foi encerrado com o 1x0 paulista. Por causa do sol me mandei do gramado e fui até as cabines de imprensa ver do alto os últimos 45 minutos.


Rai praticando boa defesa num dos primeiros ataques da Portuguesa na partida


Lance no campo de ataque lusitano


Apesar de ter criado várias chances no tempo inicial, a Portuguesa só fez um gol


O camisa 2 do São Paulo sofrendo com a marcação rubro-verde

Ao lado do amigo Ricardo Espina vi o onze rubro-verde retornar a campo perdendo um caminhão de gols. Nos primeiros quinze minutos, o arqueiro amapaense já tinha feito duas defesas sensacionais. A partida seguiu com amplo domínio local, porém o 1x0 ainda era o placar. Isso não deixava a Lusa ficar totalmente tranquila.

O São Paulo jogava por uma oportunidade. Ela apareceu aos 37 minutos, quando o árbitro marcou pênalti. Ronald bateu, Matheus quase defendeu e a pelota foi pro fundo da rede paulistana. O gol de empate foi um banho de água fria dentro e fora do gramado. Meio atordoada com o golpe, a Portuguesa fez uma pressão na base do bumba-meu-boi nos minutos derradeiros, sem resultado prático.


Visão geral do Canindé antes do início do segundo tempo


Gol de empate do tricolor amapaense em pênalti cobrado por Ronald


Na base do bumba-meu-boi a Lusa ainda tentou fazer o segundo gol, só que a peleja foi pros pênaltis

Quando a peleja chegou ao final, o 1x1 estampado no marcador deixou a torcida incrédula e com medo do que estava prestes a acompanhar na "loteria dos pênaltis". Brunetti iniciou a disputa fazendo o primeiro da Lusa. Luís Fernando cobrou e Matheus defendeu. João Lucas e Arthur fizeram. O rubro-verde Maurício mandou na trave e Richard fez. Com três pênaltis batidos pra cada um, 2x2 no marcador.

Mateus Tavares fez o terceiro da Lusa e Dennys chutou na trave. Ficou nos pés de Matheus França a oportunidade de colocar a Portuguesa na terceira fase da Copinha depois de oito anos. Ele cobrou seu pênalti com muito sangue frio e classificou os donos da casa.


Dennys chutou na trave a quarta cobrança do São Paulo


Mateus Tavares cobrou seu pênalti com perfeição e colocou a Portuguesa entre as 32 melhores equipes da Copinha

O placar final de Portuguesa 1 (4) - 1 (2) São Paulo/AP se não foi de encher os olhos do torcedor lusitano, pelo menos garantiu a presença na terceira fase, aonde irão fazer um repeteco da fase inicial versus o América Mineiro. Do outro lado a tristeza da derrota mas a certeza que viveram um momento único na capital paulista.


Atletas do São Paulo do Amapá agradecendo a belíssima campanha do time na Copa São Paulo. Parabéns, molecada!

Num país aonde apenas poucos clubes tem cobertura decente da "mídia especializada" e temos centenas e mais centenas de agremiações passando perrengue e sendo motivo de chacota, o que o São Paulo do Amapá fez merece ser louvado durante muito tempo. Deixo os parabéns a todos os envolvidos na campanha tricolor e que isso sirva como inspiração pro futebol local. Fora que além de tudo isso, é legal demais ver a história ser escrita diante dos nossos olhos.

Até a próxima!

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Taboão da Serra eliminado na primeira fase da Copinha

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fechando a disputa do Grupo 24 da Copa São Paulo de Futebol Júnior, o Taboão da Serra foi pro gramado sintético do Estádio Vereador José Feres precisando derrotar o Joinville para se classificar, algo que a equipe da Grande São Paulo conseguiu nas últimas quatro edições do torneio. Caso isso não acontecesse, o Real seria o dono da vaga.

Nas duas rodadas anteriores, o CATS perdeu um caminhão de gols e apenas empatou seus compromissos. O JEC foi melhor e venceu um deles, a estreia contra o onze do Distrito Federal por 4x2, e empatou o outro. A situação visitante era confortável e até uma derrota pela contagem mínima classificaria o clube catarinense.


Clube Atlético Taboão da Serra (sub-20) - Taboão da Serra/SP


Joinville Esporte Clube (sub-20) - Joinville/SC


Quarteto de arbitragem e capitães dos times

Empurrados por um grande número de torcedores, o escrete paulista começou tentando mandar aquela famosa blitz. O problema, assim como se viu nos dois compromissos já realizados, foram as finalizações. Praticamente nenhuma foi em direção à meta defendida pelo goleiro Nicolas.

O sol brilhava forte, mas nuvens carregadas foram chegando perto do estádio com certa rapidez. O que era apenas ameaça se tornou realidade por volta dos 20 minutos e um fortíssimo temporal desabou na cancha. Eu consegui abrigo numa das tendas instaladas atrás do gol da entrada do estádio, com vista parcial do gramado.

Foi espremido entre a massa humana que vi o Joinville abrir o placar aos 27 minutos. João Pedro chutou de longe, o goleiro Gabriel deu rebote e Baianinho apareceu pela esquerda pra chutar e colocar a pelota no canto esquerdo. A tarefa do CATS ficou um pouquinho mais complicada e agora os locais precisavam virar o marcador.

Antes do término do tempo inicial o camisa 17 Gama tentou empatar a partida em duas boas oportunidades de cabeça, porém nada aconteceu. Os times foram pros vestiários com a vantagem parcial catarinense. Nesse meio-tempo a chuva deu uma leve trégua e pude voltar ao gramado.


Primeira chance de gol do Taboão da Serra na peleja


Ataque catarinense pela direita. Ao fundo, o ex-zagueiro Tonhão com o braço levantado pedindo a saída da pelota


Chegada do CATS no começo do tempo final, disputado debaixo de forte chuva

No exato momento em que os times retornaram o temporal recomeçou, só que dessa vez fiquei firme e forte com meu guarda-chuva velho de guerra acompanhando o ataque local. Logo aos quatro minutos o CATS teve a oportunidade que tanto sonhou. O árbitro marcou pênalti após Renan ter colocado a mão na bola dentro da área. Caio bateu e Nicolas fez ótima defesa, mandando pela linha de fundo.

A partir daí a peleja caiu de produção e o que passou a chamar a atenção foi o péssimo comportamento de parte da torcida presente. Bombas foram lançadas dentro de campo, bem próximo aonde ficavam alguns fotógrafos. Além disso, vimos rojões, sinalizadores e outros fogos de artifício.

Alguém pode perguntar: "Mas não tinha policiamento?". Sim, tinha e tinha muito. O problema foi a atitude omissa e despreparada dos responsáveis pela segurança. Primeiro que a revista foi falha, caso contrário esse material não teria entrado. Segundo que em nenhum momento eles se preocuparam em coibir tal atitude, apenas ficaram observando tudo com cara de paisagem. Uma vergonha e uma postura lamentável dos PMs e guardas municipais.

Enquanto o clima piorava a cada minuto que passava, a partida seguia de forma modorrenta. Somente nos últimos minutos que os times acordaram. Aos 38 minutos Janderson fez ótima jogada, driblou dois defensores e marcou o segundo do JEC. Dois minutos depois foi a vez de Rodrigo Cercal deixar o dele, o terceiro do tricolor. Gama diminui de cabeça pros taboanenses aos 42 e ainda teve tempo para uma bicicleta na trave a favor dos locais nos acréscimos.


Caio perdeu a chance do empate ao desperdiçar esse pênalti aos cinco do segundo tempo. Nicolas fez ótima defesa


Zaga do JEC cortando escanteio cobrado dentro da área


Marcação plástica de defensor do Joinville

No fim, o resultado de Taboão da Serra 1-3 Joinville classificou o tricolor do sul e agora o adversário será o Atlético Mineiro. A segunda vaga ficou pro Real, que pega o Audax. Vale ressaltar que essa foi a pior participação do CATS na história da Copinha em todos os tempos. Essa foi a primeira vez em 13 participações que o clube sai do torneio sem vencer uma peleja sequer.

Da minha parte foi isso. Foram dezesseis jogos com cobertura do JP na primeira fase da 49ª Copa São Paulo de Futebol Júnior em oito sedes diferentes. Mostramos aqui 25% dos participantes da competição com aquele orgulho que sempre tivemos. Agora começa a fase do mata-mata e estaremos in loco até quando tivermos fôlego.

Até a próxima!

Boa vitória do Real/DF contra o São Paulo Crystal no Grupo 24

Texto e fotos: Fernando Martinez


Ufa! Foram nove rodadas duplas em nove dias seguidos, um recorde absoluto, mas na quarta-feira a enorme maratona na primeira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior chegou ao fim. Foi um encerramento em grande estilo, já que o Grupo 24 da competição estava embolado e todos tinham chance de classificação. Abrindo os trabalhos, o genial confronto entre o Real do Distrito Federal e o São Paulo Crystal da Paraíba, o time 674 da Lista.

O duelo foi Real x São Paulo Crystal, só que bem que poderia ter sido Dom Pedro II x Lucena. Isso porque as duas agremiações mudaram suas denominações durante suas histórias. Fundado em 1996, o time do Distrito Federal foi o Esporte Clube Dom Pedro II até 2009 (assisti um jogo deles contra a Ponte Preta, pela Copa do Brasil de 2000) e até 2016 se chamou Esporte Clube Dom Pedro Bandeirante. As cores eram vermelho e branco.

Já os paraibanos nasceram em 2008 como Lucena Sport Clube. Eles disputaram partidas na sua sede, em João Pessoa e Campina Grande. Em junho do ano passado o nome oficial passou a ser São Paulo Crystal Futebol Clube pois foi vendido a uma cachaçaria que é de Cruz do Espírito Santo. As antigas cores eram amarelo e azul.

O Real chegou à sua primeira Copinha em todos os tempos credenciado pelo título do Campeonato de Juniores do ano passado após dois triunfos na final contra o Cruzeiro. Já o São Paulo Crystal foi o vice-campeão estadual, perdendo a decisão pro Botafogo. Um exemplo claro de como esses certames servem de classificatório para a Copa São Paulo, mesmo que poucos saibam disso.


Real Futebol Clube Ltda (sub-20) - Núcleo Bandeirante/DF


São Paulo Crystal Futebol Clube (sub-20) - Cruz do Espírito Santo/PB


Quarteto de arbitragem e capitães dos times

Na disputa do Grupo 24, sediado no Estádio Vereador José Feres em Taboão da Serra, as quatro agremiações tinham chance de classificação. Os paraibanos somaram dois empates e estavam empatados na segunda posição junto com o CATS. O Real era o lanterna com um ponto ganho. Levando em conta um eventual favoritismo do Joinville contra os donos da casa, quem vencesse a preliminar estaria praticamente classificado.

Cheguei no estádio com um sol fortíssimo, e dessa vez não teve como escolher ataque, e sim ficar milimetricamente posicionado num buraco que existe no alambrado debaixo de uma salvadora sombra. Passei os 90 minutos ali, primeiro acompanhando o ataque do São Paulo Crystal, depois do Real.

Apesar de ser bastante esforçado e de não ter perdido para os dois principais adversários da chave, o São Paulo Crystal foi dominado durante os 90 minutos pelo Real. Os meninos da capital do país foram amplamente superiores e poderiam ter aplicado uma sonora goleada em cima do tricolor nordestino.

O primeiro gol saiu logo aos nove minutos do tempo inicial em chute de longe de Maycon. O camisa 20 acertou um daqueles tiros raros que foi parar no canto direito do arqueiro Richard. O Real chegou bem perto de marcar novamente em três ótimos momentos, porém o marcador mostrava a vitória parcial do Leão do Vale pela contagem mínima no intervalo.


Uma rara chegada do São Paulo Crystal e boa defesa do goleiro Henrique


Maycon comemorando seu gol, o primeiro do Real


Cobrança de falta a favor do time do Distrito Federal

No segundo tempo pouca coisa mudou e o clube do Distrito Federal continuou muito melhor. Aos 14 aconteceu um daqueles lances surreais, com duas bolas na trave no mesmo lance. Somando uma do tempo inicial, a minha média de três finalizações no travessão por rodada foi mantida.

O São Paulo Crystal lutou bastante, só que não foi capaz de assustar o goleiro Henrique. Para premiar a ótima atuação, aos 41 minutos o camisa 14 Filipe aproveitou um rebote do camisa 1 nordestino e fez o segundo gol, fechando assim o marcador.


Bola dentro da área do Real em chegada do São Paulo Crystal


João Vítor (2) se preparando para mandar a bola longe, sob o olhar do camisa 16 Fabrício


Detalhe do segundo gol do Real, marcado aos 41 do segundo tempo

O placar final de Real 2-0 São Paulo Crystal colocou a equipe momentaneamente na segunda posição do Grupo 24 antes da principal peleja da rodada. Agora, o que merece ser registrado mesmo é a simpatia do pessoal do tricolor. Fui presenteado com uma camisa oficial do clube, peça que já se tornou importante na minha humilde coleção. Deixo aqui mais um obrigado a eles.

Com a camisa na mochila, corri novamente pro gramado sintético do Vereador José Feres pois o segundo jogo estava pra começar. Em campo a luta do time da casa em busca da classificação.

Até lá!