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segunda-feira, 3 de julho de 2017

Osasco FC vence o Barcelona em grande jogo com duas viradas

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na manhã do domingo o Barcelona Capela fez sua última apresentação como mandante no Campeonato Paulista da Segunda Divisão e, claro, a minha presença era obrigatória. O Elefante recebeu o Osasco FC no Estádio Nicolau Alayon querendo vencer pela primeira vez na competição e além disso quebrar o tabu de 18 jogos sem triunfos.

Desde que o time da Zona Sul voltou ao profissionalismo em 2015, essa foi a 23ª apresentação em casa e a 23ª em que estive presente. Mantive os 100% de aproveitamento com louvor e é fato que não há nenhum veículo de imprensa que cobriu tantas vezes o BEC quanto o JP. Além disso, foi a minha 39ª peleja do clube de 111 realizadas até hoje.

No encontro do turno, que também contou com a cobertura do blog, o onze paulistano vencia até o último minuto e então sofreu o gol de empate. Desde então os osasquenses melhoraram bastante a performance e antes dessa rodada somavam três vitórias seguidas. Os triunfos colocaram a agremiação na terceira colocação do Grupo 3.


Barcelona Esportivo Capela Ltda. - São Paulo/SP


Osasco Futebol Clube - Osasco/SP


Capitães dos times junto ao árbitro Luciano Silva, os assistentes William Rogério Turola e Edivaldo Pereira da Silva e o quarto árbitro Marcelo Fabiano Mingoranci

Debaixo de uma temperatura agradabilíssima, o Osasco FC iniciou os trabalhos totalmente inspirado e Vinícius abriu o marcador aos dois minutos em cobrança de pênalti no canto superior direito. Aos dez, Marcelo Augusto chutou cruzado e obrigou Alexandre a fazer duas ótimas defesas consecutivas.

Aos 16 aconteceu o lance mais surreal da manhã. Foram várias oportunidades de perigo num espaço de apenas 90 segundos. Primeiro Élton chutou, Alexandre fez boa defesa, Rafael aproveitou o rebote e a zaga salvou. No escanteio que se seguiu, Vinícius tentou e o mesmo Alexandre salvou chute de Bruno. Sem tempo da zaga respirar, Marlon tentou pela última vez em outro córner e o camisa 1 apareceu bem. Ufa!

No trigésimo minuto cada equipe ficou com um a menos em campo quando Alessandro e Vinícius foram expulsos. Com dez para cada lado, o Barcelona passou a jogar melhor e desperdiçou chances de empate aos 40 e 42 minutos, respectivamente em grande cobrança de falta de Félix e finalização de Ícaro. Ao final do primeiro tempo, o magro 0x1 não indicava o que tinha acontecido no gramado.


Aos dois minutos, Vinícius bateu pênalti com precisão e abriu o placar no Alayon


Boa cobrança de falta de Ícaro ainda no primeiro tempo

Quando a partida reiniciou, o Elefante manteve o ritmo e em apenas nove minutos chegou a uma inesperada virada. Aos quatro, John avançou pela esquerda e acertou um tiro cruzado. Aos nove, Ícaro recebeu grande lançamento, ganhou a dividida com o defensor e mandou pro fundo do gol.

Com o 2x1, a parte mais animada da arquibancada passou a acreditar que a vitória finalmente aconteceria ainda em 2017. Pena que os atletas locais tenham se desconcentrado um pouco, e isso chamou o Osasco FC de volta ao ringue. Após boas chegadas, aos 25 os visitantes voltaram a deixar tudo igual com um tento de cabeça de Andrezinho.

Melhor em campo, o alvinegro tanto insistiu até chegar ao terceiro gol aos 38 minutos. Marlon cruzou da esquerda e a bola encontrou a cabeça do camisa 9 Danrley, colocando a Águia novamente à frente. O BEC, que já não estava assim uma Brastemp, se entregou e não teve forças para reagir.


Agora no segundo tempo, a vez de Matheus tentar o empate na bola parada


O camisa 11 John chutando para deixar tudo igual no Nacional


Contra-ataque do Osasco FC


A alucinada comemoração pelo terceiro gol visitante. Gol que colocou o time na segunda fase da competição


Esse foi o 17º jogo do Elefante na Comendador Sousa e mais uma vez a equipe não conseguiu vencer ali. Vamos esperar 2018...

Com o placar final de Barcelona 2-3 Osasco FC, os paulistanos chegaram ao 19º jogo sem vitórias na Segundona e igualaram o recorde negativo registrado entre 2015 e 2016. Resta ao time tentar quebrar a incômoda marca na despedida contra o Guarulhos, fora de casa, no próximo domingo. Já a Águia chegou ao quarto triunfo seguido e com ele garantiu uma vaga na segunda fase.

Se dependesse de mim, teria encerrado a rodada já na parte da manhã, mas a insistência dos bons amigos presentes me fez prorrogar a jornada com uma sessão vespertina pela despedida da primeira fase do Paulista Feminino.

Até lá!

Ypiranga vira o placar e derrota o São Bento no CIC

Texto e fotos: Fernando Martinez


Menos de 48 horas depois de perambular pelo interior, voltei a pegar a estrada no sábado passado com direito a um jogo do Campeonato Brasileiro da Série C, afinal, como não temos times da Grande São Paulo disputando a competição não nos resta outra alternativa para acompanhar de perto a terceirona. Na pauta, o duelo entre São Bento de Sorocaba e o genial Ypiranga de Erechim.

O onze sorocabano ficou de fora do nacional por 24 anos, e voltou à ativa na Série D do ano passado. O clube conquistou de forma brilhante o acesso e em 2017 disputa sua primeira Série C desde 1992. Para quem viu a equipe muito mal em meados dos anos 2000, é muito legal acompanhar a centenária agremiação em degraus mais altos do futebol. Mais legal ainda é ver a presença maciça da torcida no Estádio Wálter Ribeiro.

Claro que o São Bento era uma grande atração, porém os amigos que estavam comigo na caravana - Emerson, Estevan e Renato - foram ao CIC principalmente para colocarem o Ypiranga FC de Erechim nas respectivas Listas. Eu havia visto o Canarinho uma única vez, em 13 de maio de 2006, num jogo da Segundona Gaúcha contra o extinto Porto Alegre FC.

Esse inédito encontro fez parte da oitava rodada do Grupo B da Série C. O São Bento era o vice-líder atrás apenas do Botafogo de Ribeirão Preto e o Ypiranga ocupava a quarta colocação. Aliás, vale dizer que o equilíbrio dessa chave está simplesmente surreal. A distância entre o líder e o lanterna Joinville é de apenas cinco pontos e isso transforma cada compromisso numa verdadeira decisão.


Esporte Clube São Bento - Sorocaba/SP


Ypiranga Futebol Clube - Erechim/RS


O trio de arbitragem potiguar composto por Pablo Ramon Pinheiro, Jean Márcio dos Santos e Luís Carlos Costa e os capitães dos times


O ex-árbitro José de Assis Aragão atuando como representante da CBF no Wálter Ribeiro

O que se viu no gramado do Wálter Ribeiro foi uma peleja de alto nível, com o São Bento buscando chegar ao quarto compromisso sem derrota no torneio. Os locais iniciaram os trabalhos animados e com o apoio incondicional da torcida presente. Logo aos dois minutos, Muriel finalizou bem e mostrou o cartão de visitas ao Ypiranga.

Os locais estavam impossíveis e foram responsáveis por mais chances aos nove minutos com Felipe Manoel e aos 12 com Caio, essa com grande defesa do goleiro de mesmo nome. O ótimo futebol deu resultado aos 15 minutos com o gol de João Paulo. Marcelo Cordeiro cobrou escanteio pela direita, Rogério escorou no segundo pau pro meio da área e o camisa 4 surgiu entre os defensores, abrindo o marcador.

Atrás no marcador, o Ypiranga acordou após o tento sofrido e criou quatro bons ataques num espaço de sete minutos em busca da igualdade, dos 16 aos 23. O São Bento voltou a assustar aos 24 em lance de Felipe Manoel. Aos 38 o autor do gol sentiu uma lesão na coxa e foi substituído.

O que se viu a partir daí foi um apagão completo dos locais. O Ypiranga simplesmente engoliu a zaga sorocabana e virou o placar sem a menor cerimônia. Primeiro foi Talles Cunha que igualou aos 42 minutos e depois André Luiz, responsável pelo segundo dos gaúchos em cabeçada certeira aos 46. Ninguém entendeu o blecaute mental dos paulistas.


Carlos se estica todo para afastar a pelota da área


Investida local pela direita com a marcação do camisa 8 Carrilho


Atletas do São Bento comemorando o gol que abriu o marcador


O belo colorido das duas camisas no gramado do CIC


Chance local dentro da área

No tempo final, já sob a iluminação precária do CIC, o Azulão quis tentar retomar pelo menos em parte o futebol apresentado na primeira meia hora de jogo. Só que isso ficou apenas no papel, pois além de não ter o mesmo poder de fogo, o time ainda viu o Ypiranga levar enorme perigo nos contra-ataques.

Os três primeiros grandes momentos foram do onze Canarinho, aos 12, 16 e 28 minutos. O São Bento só foi ter oportunidades no final. Na verdade foi apenas uma chance, mas que chance! Aos 42 minutos a bola foi cruzada na área por baixo e o atacante Cavalo chegou atrasado mesmo com o gol praticamente aberto.


Disputa de bola pelo alto no começo do tempo final


Bola zanzando na pequena área do Ypiranga


Visão geral do Wálter Ribeiro em lance no segundo tempo


O São Bento até tentou, mas no fim o YFC conquistou a vitória


Placar final da peleja que impediu que o São Bento chegasse à liderança da chave

No fim, o placar de São Bento 1-2 Ypiranga/RS embolou ainda mais o Grupo B. Os gaúchos agora estão em terceiro com os mesmos doze pontos do Azulão. O líder ainda é o Botafogo de Ribeirão Preto, e por outro lado, Bragantino e Joinville estão na zona de rebaixamento. Agora faltam dez rodadas pro final dessa fase.

Fizemos uma viagem de volta na boa e com direito ainda a um pit stop para nos abastecermos com pastéis de Belém, algo sempre bem vindo. O futebol retornou ao cronograma no domingo cedo com a última peleja do Barcelona paulistano como mandante na Segundona.

Até lá!

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Sheik afasta a zica e salva a Ponte contra o Sol de America

Texto e fotos: Fernando Martinez


Os tempos atuais tem sido bastante proveitosos a respeito de viagens e também quando falamos de times novos. Na última quinta-feira pintou uma nova caravana, agora até a cidade de Campinas, pro encontro entre a Ponte Preta e o genial Club Sol de America, a equipe número 661 da minha Lista, valendo pela segunda fase da Copa Sul-Americana.

Os Dragões Azuis foram fundados em 1909 e ao longo de sua centenária história conquistaram duas vezes o campeonato da primeira divisão e cinco o da segunda. Além disso, participaram seis vezes da Libertadores (com direito a uma das maiores mutretas, acontecida em 1989) e duas da Sul-Americana. Na primeira fase, os paraguaios eliminaram o Estudiantes de Caracas.

Para essa que foi a primeira partida oficial do Sol de America em solo tupiniquim a presença do JP era obrigatória. Junto com a dupla Emerson e Estevan segui pela Rodovia dos Bandeirantes sem pressa e na boa, chegando ao Estádio Moises Lucarelli bem antes do apito inicial e com tempo de fazer aquele pré-jogo sempre de respeito.


Times perfilados no gramado do Moisés Lucarelli

Já tinha visto a Macaca em ação pela segunda mais importante competição do continente na decisão de 2013 contra o Lanús, e foi legal poder rever o escrete campineiro atuando contra um clube internacional. Na fase inicial, o Gimnasia y Esgrima de La Plata foi a vítima após dois empates.

Quem desembolsou 60 ou 100 reais, os salgados valores dos ingressos, provavelmente não se animou muito com o que as equipes mostraram no gramado. A Ponte até começou bem e criou momentos interessantes, principalmente nos pés de Emerson Sheik, só que finalização de verdade, nenhuma. O Sol de America se preocupava apenas com a defesa e se mandar ao campo de ataque não era uma opção.

Chance boa, chance boa MESMO, teve só uma a favor da Macaca. Aos 19 minutos, Lins recebeu boa bola dentro da área, driblou o zagueiro e chutou. O goleiro Silva apareceu bem e mandou pela linha de fundo. Tirando isso, nada digno de registro. Na saída dos atletas, a torcida já se mostrava bem impaciente com a atuação local.

Se o primeiro tempo foi meia boca, no segundo a coisa ficou ainda pior. O alvinegro retornou com menos inspiração e apesar de ter rondado a área do Sol de America durante a maior parte da peleja, o que se viu foi um festival de passes errados e finalizações ruins.

Os paraguaios fizeram cera sem a menor cerimônia e a cada minuto que passava, ficava mais difícil crer que a Ponte Preta teria melhor sorte. No fim, acabou brilhando a estrela de Emerson Sheik aos 44. Ele recebeu na entrada da área e chutou forte, colocando a pelota no canto direito de Silva. Um leve desvio no meio do caminho acabou tirando o arqueiro da jogada.


Um raríssimo ataque do Sol de America no primeiro tempo


Defensor paraguaio se preparando para mandar a bola longe


Silva cortando cruzamento na sua área


Placar final da genial peleja. Foi o primeiro jogo oficial do Sol de America no país

O sofrido placar de Ponte Preta 1-0 Sol de America faz com que a Macaca jogue pelo empate no confronto de volta, marcado pro dia 26 de julho. Os Dragões Azuis precisam vencer por dois gols de diferença, o 1x0 leva a decisão pros pênaltis e vitória local a partir de 2x1, 3x2 coloca a Ponte nas oitavas.

Para quem foi ao estádio com a missão de matar um time e aumentar a Lista tudo deu certo. Encerrei o primeiro semestre com 21 figurinhas novas no álbum, um número assombroso que fugiu totalmente do padrão dos últimos anos. Agora é torcer pro segundo semestre ser tão proveitoso quanto.

Até a próxima!

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Itumbiara dá bobeira e fica de fora da segunda fase da Série D

Texto e fotos: Fernando Martinez


No domingo acabou a primeira fase do Campeonato Brasileiro da Série D e com ela terminou o calvário do Audax no certame. Os donos do time de Osasco deram de ombros para a competição e tinham a última chance de conquistarem uma vitória jogando contra o genial Itumbiara, agremiação número 660 a fazer parte da Lista, pelo Grupo A12. O palco, claro, foi o vazio Estádio José Liberatti.

A história do Grêmio Osasco Audax na Série D é péssima: nos onze jogos disputados até então foram três empates e oito derrotas, cinco delas na atual edição. Uma performance muito aquém do que se poderia esperar e que é culpa única e exclusivamente da forma com que as coisas são feitas por ali. Triste.

O adversário dos paulistas foi o genial Itumbiara Esporte Clube, equipe fundada em 1970 e que não disputava uma partida oficial em São Paulo há trinta anos (um 0x0 contra o Santo André pelo Módulo Azul da primeira Copa União). Nos nove encontros do Gigante do Vale contra paulistas em todos os tempos, quatro vitórias e cinco derrotas.


Grêmio Osasco Audax Esporte Clube - Osasco/SP


Itumbiara Esporte Clube - Itumbiara/GO


O árbitro paraense Gustavo Ramos Melo, os assistentes paulistas Fabrício Porfírio de Moura e Evandro de Melo Lima e o quarto árbitro, também paulista, Thiago Luiz Scarascati junto com os capitães dos times

Os goianos precisavam vencer no Rochdale e torcer pro URT não derrotar a Portuguesa carioca. Parecia uma tarefa fácil levando em conta a diferença de campanhas. Só que a partir do momento em que a bola começou a rolar, ficou claro que finalmente o Audax estava fazendo sua estreia de verdade na D.

Os locais atuaram sem nenhuma pressão e não permitiram que o Itumbiara mostrasse serviço. Aos 14 minutos Renatinho abriu o marcador a favor dos osasquenses após ele receber lançamento de Davi Gabriel pela direita e chutar cruzado. Foi o primeiro gol do Audax com o mando de campo na história da última divisão e o fim do tabu de 464 minutos.

Os goianos tomaram um susto com a desvantagem e foram pra cima do onze alvirrubro. O grande problema foi a falta de finalizações, já que os atletas só ficaram ciscando perto da área adversária sem concluir. Jogando na boa, o Audax colocava as manguinhas de fora em contra-ataques.

Num deles, isso aos 30 minutos, saiu o segundo gol. Bruno Lima cobrou falta e o goleiro Rodrigo Calaça espalmou. Vicente aproveitou o rebote e encheu o pé, Calaça defendeu novamente e na sobra o mesmo Vicente, muito bem colocado, chutou mascado e ampliou a vantagem local.


Aquela disputa de bola sempre intensa no meio de campo


Zaga do Audax fazendo de tudo para desarmar atacante do Itumbiara


Felipe Alves saindo do gol com estilo


Drible maroto no ataque goiano


Atleta osasquense protegendo a pelota dentro da sua área

Com o 2x0 a favor dos locais o tempo inicial chegou ao seu fim e no segundo o esquema do Itumbiara foi o "perdido por dois, perdido por mil". Os atletas retornaram ao gramado mais dispostos e buscando diminuir o prejuízo o quanto antes. Numa das primeiras investidas, pênalti a favor do Tricolor da Fronteira. Marcinho cobrou no canto e Felipe Alves fez importante defesa.

Foi o camisa 1 do Audax quem segurou a bronca durante boa parte do tempo final. O arqueiro mostrou serviço e fez pelo menos três defesas que estavam garantindo o primeiro triunfo do seu time na história do nacional. Mesmo encontrando um muro pela frente, os jogadores visitantes não desanimaram e foram premiados nos minutos finais.

Aos 38 o camisa 9 Jones finalizou meio sem querer entre os defensores e diminuiu. Minutos depois, o Audax teve um contra-ataque na base do quatro contra um e o camisa 4 Milioransa pensou demais e desperdiçou. O castigo veio aos 47, quando a bola foi tocada para Jones no meio da área. Ele virou em cima da zaga e chutou no canto direito de Felipe Alves.


Bola viajando pela área do Itumbiara


Pênalti batido por Marcinho defendido de forma precisa por Felipe Alves


No tempo final, o Audax não conseguiu mostrar a mesma intensidade dos primeiros 45 minutos


Ataque local nos minutos finais

O placar final de Audax 2-2 Itumbiara deu o primeiro ponto aos paulistas na Série D e fez com que a equipe encerrasse sua segunda participação sem nenhum triunfo. O alvirrubro ficou na sensacional 66ª posição entre 68 participantes, com certeza um marco pensando no lado negativo da coisa. Resta a disputa da Copa Paulista e quem sabe a volta para a D em 2018. Os goianos foram eliminados e viram URT e Portuguesa se garantirem na próxima fase.

Após o apito final rolou um plantão atrás das cabines de imprensa para nos atualizarmos a respeito dos confrontos da segunda fase. Infelizmente só um paulista se garantiu entre os 32 (o São Bernardo FC) e cabe torcer muito pro Tigre prosseguir no certame pensando na chance de ver mais algum time novo. Falando nisso, durante a semana tem viagem com direito a mais uma equipe na Lista, dessa vez sul-americana.

Até lá!

terça-feira, 27 de junho de 2017

Jaguar bota o Leão para correr na Segundona

Texto e fotos: Estevan Azevedo


Salve, amigos!

No último domingo, depois de fracassadas tentativas de armar uma caravana, dirigi-me sozinho à cidade de Jaguariúna, a “Estrela da Mogiana”, para colocar na lista mais uma equipe, a 469ª, bem como o 124º estádio. Em campo, Jaguariúna FC e CA Taquaritinga, duelo válido pela 12ª rodada do Grupo 2 do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, no belo Estádio Alfredo Chiavegato.

O time da casa fazia sua penúltima apresentação no torneio e já estava matematicamente eliminada. Os visitantes, depois de um primeiro turno sem vencer, conquistaram 3 resultados positivos, e novo sucesso deixaria o Leão muito perto da segunda fase.


A bela fachada do estádio Alfredo Chiavegato


Jaguariúna Futebol Clube - Jaguariúna/SP


Clube Atlético Taquaritinga - Taquaritinga/SP


Quarteto de arbitragem formado por Edson Alves da Silva, Luis Alexandre Nilsen, Helio Antonio Salvia de Sá e Maicon Osvaldo da Silva, com os capitães das equipes

Após as fotos oficiais da partida, dirigi-me às espaçosas tribunas de imprensa. Com uma assistência de 112 pagantes, a grande maioria na incansável e barulhenta torcida visitante, e uma renda de R$ 815,00, a partida teve dois momentos bem distintos.

A primeira etapa sinalizava que o time azul não criaria muitas dificuldades às ambições do CAT. A bola permaneceu os primeiros 30 minutos no campo de ataque da equipe tricolor. Quando o Jaguariúna conseguia atravessar a linha mediana, perdia a posse de bola rapidamente.

Todavia, o amplo domínio foi convertido em um único tento, marcado por Paulo Henrique aos 15 minutos. Já no final da segunda etapa, os visitantes pareciam seguros da vitória, e apertaram o freio, talvez preocupados com o forte calor que guiava a partida.


Paulo Henrique festeja seu gol junto ao bom número de torcedores visitantes presentes


Lance da primeira etapa


Isolada subida ao ataque do time azul na primeira etapa


Kinzel, goleiro do Jaguariúna, impede o segundo gol dos visitantes

A expectativa para a segunda etapa era de que o CAT viesse disposto a matar o jogo logo nos primeiros minutos e administrar o resultado. Faltou combinar com o Jaguar.

A perspectiva se inverteu completamente, e foi o tricolor que teve dificuldades para administrar a posse de bola e cruzar a linha de meio campo. Sorte do camisa 7 azul Garça, que fez os dois gols da virada, aos 17 e aos 28 da etapa final, o primeiro deles em uma cobrança de falta magistral. Não fosse o arqueiro Guilherme fazer uma magnífica defesa com os pés, a vitória dos anfitriões teria sido ainda mais elástica.


Lance da segunda etapa


A partida chegou a ser interrompida na segunda etapa, por conta de um pipa que caiu no campo


Goleiro Guilherme impediu vexame maior dos visitantes


Do banco, André Love regeu bem a orquestra azul, rumo à vitória

No finalzinho da partida, uma confusão envolvendo os jogadores das duas equipes levou à expulsão de Gustavo, do Jaguariúna, Cristiano e Geovane do CAT. Após o apito final, teve mais confusão, primeiro entre um gandula e o goleiro do CAT, depois uma tentativa de invasão do vestiário do time da casa, pela equipe visitante, após provocação do auxiliar técnico do onze azul.



Confusão dentro e fora de campo depois do final da partida

Fim de jogo, Jaguariúna 2x1 Taquaritinga, resultado que lavou a honra dos anfitriões eliminados, e interrompeu a série de três vitórias do Leão, deixando mais distante o sonho de classificação. A equipe terá que vencer em casa a Internacional de Bebedouro e, na última rodada, superar o líder XV de Jaú no Zezinho Magalhães se quiser continuar sonhando com a participação na série A3 de 2018.

Até a próxima!