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sábado, 13 de janeiro de 2018

Portuguesa afasta a zebra e elimina o São Paulo/AP nos penais

Texto e fotos: Fernando Martinez


Terminada a primeira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior, sobraram 64 equipes em busca do caneco. Tinha a ideia de assistir o máximo de jogos possível do mata-mata, só que infelizmente a tabela feita pela FPF foi terrível para quem curte uma rodada dupla ou tripla. Em meio a várias opções legais, resolvi ir ao Estádio Osvaldo Teixeira Duarte pro insólito, inédito e histórico duelo entre Portuguesa e São Paulo do Amapá.

O time paulistano manteve os 100% de aproveitamento no Grupo 32 após vencer América Mineiro, Teixeira de Freitas e Remo, algo que não acontecia desde a vencedora campanha de 2002. Além disso, quebrou o jejum de três anos sem triunfos na Copinha. Pode parecer pouco, mas pelos lados do Canindé isso significa muita coisa.

Do outro lado estava o conto de fadas dessa edição do torneio. O tricolor amapaense terminou na vice-liderança do Grupo 31 e deu ao estado uma situação inédita na história da competição. Nunca os sete clubes que representaram o estado conquistaram uma classificação, isso somando catorze participações. Escrevi aqui na matéria do triunfo contra o Nacional que não seria absurdo pensar em vaga e no fim isso se confirmou.


Associação Portuguesa de Desportos (sub-20) - São Paulo/SP


São Paulo Futebol Clube (sub-20) - Macapá/AP


Capitães dos times e quarteto de arbitragem

Até que o público foi razoável por conta do dia e horário (quatro da tarde de uma sexta-feira) e quem foi viu muita movimentação por parte do onze local. Grande parte dos presentes achava que a missão lusitana seria fácil, só que na hora em que a pelota rolou não foi bem assim.

Não que a Portuguesa não tenha criado chances, até porque ela criou bastante, o problema real foi o último toque. Aos 14 minutos Davi teve ótima oportunidade pra abrir o marcador num lance onde a bola bateu na trave. Os visitantes se seguravam bem na defesa e aos 30 quase marcaram em rápido contra-ataque.

Aos 33, outra finalização no travessão do São Paulo. No minuto seguinte, grande defesa de Rai e, no rebote, Matheus França chutou e fez o primeiro gol. Sem maiores emoções nos minutos restantes do tempo inicial, ele foi encerrado com o 1x0 paulista. Por causa do sol me mandei do gramado e fui até as cabines de imprensa ver do alto os últimos 45 minutos.


Rai praticando boa defesa num dos primeiros ataques da Portuguesa na partida


Lance no campo de ataque lusitano


Apesar de ter criado várias chances no tempo inicial, a Portuguesa só fez um gol


O camisa 2 do São Paulo sofrendo com a marcação rubro-verde

Ao lado do amigo Ricardo Espina vi o onze rubro-verde retornar a campo perdendo um caminhão de gols. Nos primeiros quinze minutos, o arqueiro amapaense já tinha feito duas defesas sensacionais. A partida seguiu com amplo domínio local, porém o 1x0 ainda era o placar. Isso não deixava a Lusa ficar totalmente tranquila.

O São Paulo jogava por uma oportunidade. Ela apareceu aos 37 minutos, quando o árbitro marcou pênalti. Ronald bateu, Matheus quase defendeu e a pelota foi pro fundo da rede paulistana. O gol de empate foi um banho de água fria dentro e fora do gramado. Meio atordoada com o golpe, a Portuguesa fez uma pressão na base do bumba-meu-boi nos minutos derradeiros, sem resultado prático.


Visão geral do Canindé antes do início do segundo tempo


Gol de empate do tricolor amapaense em pênalti cobrado por Ronald


Na base do bumba-meu-boi a Lusa ainda tentou fazer o segundo gol, só que a peleja foi pros pênaltis

Quando a peleja chegou ao final, o 1x1 estampado no marcador deixou a torcida incrédula e com medo do que estava prestes a acompanhar na "loteria dos pênaltis". Brunetti iniciou a disputa fazendo o primeiro da Lusa. Luís Fernando cobrou e Matheus defendeu. João Lucas e Arthur fizeram. O rubro-verde Maurício mandou na trave e Richard fez. Com três pênaltis batidos pra cada um, 2x2 no marcador.

Mateus Tavares fez o terceiro da Lusa e Dennys chutou na trave. Ficou nos pés de Matheus França a oportunidade de colocar a Portuguesa na terceira fase da Copinha depois de oito anos. Ele cobrou seu pênalti com muito sangue frio e classificou os donos da casa.


Dennys chutou na trave a quarta cobrança do São Paulo


Mateus Tavares cobrou seu pênalti com perfeição e colocou a Portuguesa entre as 32 melhores equipes da Copinha

O placar final de Portuguesa 1 (4) - 1 (2) São Paulo/AP se não foi de encher os olhos do torcedor lusitano, pelo menos garantiu a presença na terceira fase, aonde irão fazer um repeteco da fase inicial versus o América Mineiro. Do outro lado a tristeza da derrota mas a certeza que viveram um momento único na capital paulista.


Atletas do São Paulo do Amapá agradecendo a belíssima campanha do time na Copa São Paulo. Parabéns, molecada!

Num país aonde apenas poucos clubes tem cobertura decente da "mídia especializada" e temos centenas e mais centenas de agremiações passando perrengue e sendo motivo de chacota, o que o São Paulo do Amapá fez merece ser louvado durante muito tempo. Deixo os parabéns a todos os envolvidos na campanha tricolor e que isso sirva como inspiração pro futebol local. Fora que além de tudo isso, é legal demais ver a história ser escrita diante dos nossos olhos.

Até a próxima!

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Taboão da Serra eliminado na primeira fase da Copinha

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fechando a disputa do Grupo 24 da Copa São Paulo de Futebol Júnior, o Taboão da Serra foi pro gramado sintético do Estádio Vereador José Feres precisando derrotar o Joinville para se classificar, algo que a equipe da Grande São Paulo conseguiu nas últimas quatro edições do torneio. Caso isso não acontecesse, o Real seria o dono da vaga.

Nas duas rodadas anteriores, o CATS perdeu um caminhão de gols e apenas empatou seus compromissos. O JEC foi melhor e venceu um deles, a estreia contra o onze do Distrito Federal por 4x2, e empatou o outro. A situação visitante era confortável e até uma derrota pela contagem mínima classificaria o clube catarinense.


Clube Atlético Taboão da Serra (sub-20) - Taboão da Serra/SP


Joinville Esporte Clube (sub-20) - Joinville/SC


Quarteto de arbitragem e capitães dos times

Empurrados por um grande número de torcedores, o escrete paulista começou tentando mandar aquela famosa blitz. O problema, assim como se viu nos dois compromissos já realizados, foram as finalizações. Praticamente nenhuma foi em direção à meta defendida pelo goleiro Nicolas.

O sol brilhava forte, mas nuvens carregadas foram chegando perto do estádio com certa rapidez. O que era apenas ameaça se tornou realidade por volta dos 20 minutos e um fortíssimo temporal desabou na cancha. Eu consegui abrigo numa das tendas instaladas atrás do gol da entrada do estádio, com vista parcial do gramado.

Foi espremido entre a massa humana que vi o Joinville abrir o placar aos 27 minutos. João Pedro chutou de longe, o goleiro Gabriel deu rebote e Baianinho apareceu pela esquerda pra chutar e colocar a pelota no canto esquerdo. A tarefa do CATS ficou um pouquinho mais complicada e agora os locais precisavam virar o marcador.

Antes do término do tempo inicial o camisa 17 Gama tentou empatar a partida em duas boas oportunidades de cabeça, porém nada aconteceu. Os times foram pros vestiários com a vantagem parcial catarinense. Nesse meio-tempo a chuva deu uma leve trégua e pude voltar ao gramado.


Primeira chance de gol do Taboão da Serra na peleja


Ataque catarinense pela direita. Ao fundo, o ex-zagueiro Tonhão com o braço levantado pedindo a saída da pelota


Chegada do CATS no começo do tempo final, disputado debaixo de forte chuva

No exato momento em que os times retornaram o temporal recomeçou, só que dessa vez fiquei firme e forte com meu guarda-chuva velho de guerra acompanhando o ataque local. Logo aos quatro minutos o CATS teve a oportunidade que tanto sonhou. O árbitro marcou pênalti após Renan ter colocado a mão na bola dentro da área. Caio bateu e Nicolas fez ótima defesa, mandando pela linha de fundo.

A partir daí a peleja caiu de produção e o que passou a chamar a atenção foi o péssimo comportamento de parte da torcida presente. Bombas foram lançadas dentro de campo, bem próximo aonde ficavam alguns fotógrafos. Além disso, vimos rojões, sinalizadores e outros fogos de artifício.

Alguém pode perguntar: "Mas não tinha policiamento?". Sim, tinha e tinha muito. O problema foi a atitude omissa e despreparada dos responsáveis pela segurança. Primeiro que a revista foi falha, caso contrário esse material não teria entrado. Segundo que em nenhum momento eles se preocuparam em coibir tal atitude, apenas ficaram observando tudo com cara de paisagem. Uma vergonha e uma postura lamentável dos PMs e guardas municipais.

Enquanto o clima piorava a cada minuto que passava, a partida seguia de forma modorrenta. Somente nos últimos minutos que os times acordaram. Aos 38 minutos Janderson fez ótima jogada, driblou dois defensores e marcou o segundo do JEC. Dois minutos depois foi a vez de Rodrigo Cercal deixar o dele, o terceiro do tricolor. Gama diminui de cabeça pros taboanenses aos 42 e ainda teve tempo para uma bicicleta na trave a favor dos locais nos acréscimos.


Caio perdeu a chance do empate ao desperdiçar esse pênalti aos cinco do segundo tempo. Nicolas fez ótima defesa


Zaga do JEC cortando escanteio cobrado dentro da área


Marcação plástica de defensor do Joinville

No fim, o resultado de Taboão da Serra 1-3 Joinville classificou o tricolor do sul e agora o adversário será o Atlético Mineiro. A segunda vaga ficou pro Real, que pega o Audax. Vale ressaltar que essa foi a pior participação do CATS na história da Copinha em todos os tempos. Essa foi a primeira vez em 13 participações que o clube sai do torneio sem vencer uma peleja sequer.

Da minha parte foi isso. Foram dezesseis jogos com cobertura do JP na primeira fase da 49ª Copa São Paulo de Futebol Júnior em oito sedes diferentes. Mostramos aqui 25% dos participantes da competição com aquele orgulho que sempre tivemos. Agora começa a fase do mata-mata e estaremos in loco até quando tivermos fôlego.

Até a próxima!

Boa vitória do Real/DF contra o São Paulo Crystal no Grupo 24

Texto e fotos: Fernando Martinez


Ufa! Foram nove rodadas duplas em nove dias seguidos, um recorde absoluto, mas na quarta-feira a enorme maratona na primeira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior chegou ao fim. Foi um encerramento em grande estilo, já que o Grupo 24 da competição estava embolado e todos tinham chance de classificação. Abrindo os trabalhos, o genial confronto entre o Real do Distrito Federal e o São Paulo Crystal da Paraíba, o time 674 da Lista.

O duelo foi Real x São Paulo Crystal, só que bem que poderia ter sido Dom Pedro II x Lucena. Isso porque as duas agremiações mudaram suas denominações durante suas histórias. Fundado em 1996, o time do Distrito Federal foi o Esporte Clube Dom Pedro II até 2009 (assisti um jogo deles contra a Ponte Preta, pela Copa do Brasil de 2000) e até 2016 se chamou Esporte Clube Dom Pedro Bandeirante. As cores eram vermelho e branco.

Já os paraibanos nasceram em 2008 como Lucena Sport Clube. Eles disputaram partidas na sua sede, em João Pessoa e Campina Grande. Em junho do ano passado o nome oficial passou a ser São Paulo Crystal Futebol Clube pois foi vendido a uma cachaçaria que é de Cruz do Espírito Santo. As antigas cores eram amarelo e azul.

O Real chegou à sua primeira Copinha em todos os tempos credenciado pelo título do Campeonato de Juniores do ano passado após dois triunfos na final contra o Cruzeiro. Já o São Paulo Crystal foi o vice-campeão estadual, perdendo a decisão pro Botafogo. Um exemplo claro de como esses certames servem de classificatório para a Copa São Paulo, mesmo que poucos saibam disso.


Real Futebol Clube Ltda (sub-20) - Núcleo Bandeirante/DF


São Paulo Crystal Futebol Clube (sub-20) - Cruz do Espírito Santo/PB


Quarteto de arbitragem e capitães dos times

Na disputa do Grupo 24, sediado no Estádio Vereador José Feres em Taboão da Serra, as quatro agremiações tinham chance de classificação. Os paraibanos somaram dois empates e estavam empatados na segunda posição junto com o CATS. O Real era o lanterna com um ponto ganho. Levando em conta um eventual favoritismo do Joinville contra os donos da casa, quem vencesse a preliminar estaria praticamente classificado.

Cheguei no estádio com um sol fortíssimo, e dessa vez não teve como escolher ataque, e sim ficar milimetricamente posicionado num buraco que existe no alambrado debaixo de uma salvadora sombra. Passei os 90 minutos ali, primeiro acompanhando o ataque do São Paulo Crystal, depois do Real.

Apesar de ser bastante esforçado e de não ter perdido para os dois principais adversários da chave, o São Paulo Crystal foi dominado durante os 90 minutos pelo Real. Os meninos da capital do país foram amplamente superiores e poderiam ter aplicado uma sonora goleada em cima do tricolor nordestino.

O primeiro gol saiu logo aos nove minutos do tempo inicial em chute de longe de Maycon. O camisa 20 acertou um daqueles tiros raros que foi parar no canto direito do arqueiro Richard. O Real chegou bem perto de marcar novamente em três ótimos momentos, porém o marcador mostrava a vitória parcial do Leão do Vale pela contagem mínima no intervalo.


Uma rara chegada do São Paulo Crystal e boa defesa do goleiro Henrique


Maycon comemorando seu gol, o primeiro do Real


Cobrança de falta a favor do time do Distrito Federal

No segundo tempo pouca coisa mudou e o clube do Distrito Federal continuou muito melhor. Aos 14 aconteceu um daqueles lances surreais, com duas bolas na trave no mesmo lance. Somando uma do tempo inicial, a minha média de três finalizações no travessão por rodada foi mantida.

O São Paulo Crystal lutou bastante, só que não foi capaz de assustar o goleiro Henrique. Para premiar a ótima atuação, aos 41 minutos o camisa 14 Filipe aproveitou um rebote do camisa 1 nordestino e fez o segundo gol, fechando assim o marcador.


Bola dentro da área do Real em chegada do São Paulo Crystal


João Vítor (2) se preparando para mandar a bola longe, sob o olhar do camisa 16 Fabrício


Detalhe do segundo gol do Real, marcado aos 41 do segundo tempo

O placar final de Real 2-0 São Paulo Crystal colocou a equipe momentaneamente na segunda posição do Grupo 24 antes da principal peleja da rodada. Agora, o que merece ser registrado mesmo é a simpatia do pessoal do tricolor. Fui presenteado com uma camisa oficial do clube, peça que já se tornou importante na minha humilde coleção. Deixo aqui mais um obrigado a eles.

Com a camisa na mochila, corri novamente pro gramado sintético do Vereador José Feres pois o segundo jogo estava pra começar. Em campo a luta do time da casa em busca da classificação.

Até lá!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Primavera vence o Vitória e se garante na segunda fase

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fechando a última rodada do Grupo 15 da Copa São Paulo de Futebol Júnior, o lotado Estádio Ítalo Mário Limongi viu o duelo do Primavera contra o Vitória da Bahia. Um ainda lutando pela classificação e o outro só de boa depois das duas vitórias conquistadas nos dois primeiros compromissos.

De forma até surpreendente o Globo derrotou o Atibaia na preliminar e a situação da chave era a seguinte: o Fantasma jogava pelo empate para conseguir a classificação, enquanto o Falcão torcia por uma goleada baiana por cinco gols de diferença pra ser o segundo colocado da chave.


Esporte Clube Primavera (sub-20) - Indaiatuba/SP


Esporte Clube Vitória (sub-20) - Salvador/BA


Os capitães do Fantasma e do Leão junto ao quarteto de arbitragem

Debaixo de sol forte, a partida começou bastante equilibrada e ficou claro que a chance do Vitória aplicar uma goleada monstro era algo bastante improvável. O Primavera entrou em campo atuando de forma segura e seus atletas jogaram de igual pra igual contra a forte base do Leão.

Se a rapaziada do Atibaia não estava tão confiante nas arquibancadas, a esperança se esvaiu de vez aos 16 minutos, quando Cleisson completou de cabeça um cruzamento da direita e abriu o marcador a favor do onze paulista. A partir daí pouca coisa aconteceu durante o tempo inicial.


O camisa 5 Hebert cabeceando sob o olhar atento dos atletas do Primavera


Disputa ferrenha da pelota dentro da área local


Wellison (6) sofrendo com a marcação firme do camisa 2 Patrik

No tempo final fui até a parte coberta do estádio, fugindo gloriosamente do impiedoso astro-rei e dali vi 45 minutos de pouca emoção. Os baianos tiveram mais posse de bola e chegaram a levar certo perigo para a meta defendida pelo goleiro Iago, só que todos os ataques foram neutralizados pelos defensores locais.

O Primavera chegou poucas vezes dentro do campo de defesa rubro-negro, e quando isso aconteceu, a bola nem na direção do gol foi. Um triunfo do Fantasma pela contagem mínima era bom pro Vitória pois não fazia o time perder a primeira colocação da chave e bom pros paulistas pois garantia a classificação. Como estava bom para ambas as partes, nada foi alterado.


O Vitória tentou chegar ao empate no tempo final, só que o Primavera se defendeu bem


Patrik chutando em direção a gol do Fantasma


Zagueiro baiano afastando o perigo

O resultado final de Primavera 1-0 Vitória classificou o Fantasma pra enfrentar o Vila Nova na segunda fase, enquanto os baianos pegam o Ituano. Se a rodada não foi assim nenhuma Brastemp, pelo menos serviu - e isso tá bom demais - pra colocar mais um time na Lista, o de número 673.

Sai correndo da casa primaverina, afinal, o ônibus que me traria de volta à capital sairia da rodoviária às 18 horas em ponto. Fiz a viagem de volta junto com o amigo Mário na boa, mesmo com duas crianças que gritaram durante TODO o trajeto. Destaque para as mães que deixaram o circo pegar fogo sem moverem um dedo sequer.

Fechando com chave de ouro a cobertura do JP na primeira fase da Copa São Paulo, na quarta-feira fui até Taboão da Serra acompanhar outra decisão de vaga com mais um time novo na Lista, o sétimo em uma semana.

Até lá!

Globo apronta e vence o Atibaia pelo Grupo 15 da Copinha

Texto e fotos: Fernando Martinez


A programação do penúltimo dia da primeira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior era uma incógnita. Não sabia se iria repetir chave perto da capital ou seguir até Indaiatuba de acordo com meu plano original. Assim como Billy Shears, contei mais uma vez com a "pequena" ajuda dos meus amigos e consegui emplacar uma viagem e ver de perto a decisão do Grupo 15 da competição.

Na real a ideia de ir ao Estádio Ítalo Mário Limongi nasceu para poder colocar o genial Globo do Rio Grande do Norte na Lista. Recém promovido à Série C do nacional, não podia perder a oportunidade de conferir de perto a equipe que tem esse nome por conta da paixão do seu fundador por Roberto Marinho e também pela Rede Globo de Televisão (sim, isso é a mais pura verdade).


Sport Club Atibaia (sub-20) - Atibaia/SP


Globo Futebol Clube (sub-20) - Ceará Mirim/RN


Quarteto de arbitragem e capitães dos times

Pena pro torcedor do onze potiguar que a equipe precisava de um milagre. O tricolor tinha que golear o Atibaia pela maior margem possível e torcer pro Primavera ser goleado pelo rubro-negro de Salvador. O Falcão, cada vez mais de Indaiatuba e cada vez menos da sua cidade de origem, precisava vencer os nordestinos e torcer pro Fantasma não derrotar o Vitória.

O estádio recebeu um belo público, todos torcendo contra o escrete laranja (lembrando que no confronto entre os dois, deu Atibaia). Isso não adiantou muito, pois os paulistas não se importaram com a torcida contra e dominaram completamente a peleja. O camisa 11 Marcelo Henrique deu muito trabalho ao setor defensivo do Globo.

O problema do Atibaia foi o toque final. Tirando dois chutes que bateram na trave (uma tônica da primeira fase da Copinha), os tiros foram sem direção, e quando tinham endereço certo, o goleiro potiguar Mizael defendeu de boa. Ao final do primeiro tempo, o placar estava em branco.


O camisa 11 Marcelo Henrique teve grande atuação, infernizando a zaga do Globo pela esquerda


Desfile de atletas dentro da área potiguar


Jogador do Globo subindo no terceiro andar pra fazer o corte

No tempo final o jogo melhorou bastante, por causa disso posso dizer que ele entra como o melhor que vi até aqui em 2018. O Atibaia foi muito mais incisivo enquanto o Globo passou a apostar nos contra-ataques se aproveitando de enormes buracos no setor defensivo paulista.

Antes dos cinco minutos o Atibaia mandou a terceira bola na trave. Só que no melhor esquema do "quem não faz toma", aos 14 minutos o Globo inaugurou o marcador. Negueba fez ótima jogada individual, entrou na área e chutou firme pra marcar o primeiro tento potiguar.

Os laranjas não desanimaram e continuaram praticamente dentro da área adversária tentando reverter a desvantagem. O que se viu foi um sem numero de oportunidades criadas sem que a bola entrasse. Foi de bola parada que o Atibaia empatou aos 32 minutos. Thales cobrou uma falta com perfeição e colocou a pelota no canto direito, sem chances de defesa.

Confesso que pensei que o Globo não suportaria a pressão local depois do empate e apostava numa virada paulista. A enorme blitz continuou minuto após minuto, porém sem o gol surgir. Aos 42 minutos o onze visitante conseguiu emplacar uma boa troca de passes e a bola chegou nos pés de Negueba. Em mais uma ótima jogada individual, ele avançou em meio aos defensores e chutou com classe da entrada da área pra fazer o segundo dele e segundo do Globo.


Jogador do onze visitante armando uma bicicleta fora da área


Alisson, camisa 17 do Atibaia, atacando pela esquerda


Mizael só olhou e não pode evitar o gol de empate do Atibaia, marcado em bela cobrança de falta de Thales

O Falcão sentiu o golpe e, mesmo ainda tentando manter a blitz, não conseguiu forças para chegar a uma nova igualdade. O placar final de Atibaia 1-2 Globo foi uma enorme frustração pros atletas e comissão técnica do onze paulista. Agora a classificação dependia de um triunfo do Vitória em cima do Primavera na partida de fundo por cinco gols de diferença.

E foi justamente o encontro entre Leão e Fantasma o segundo compromisso da rodada dupla em Indaiatuba. Ele aconteceu com o estádio lotado debaixo de um sol fortíssimo, algo sempre ruim pro que vos escreve.

Até lá!

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Em jogo fácil, Grêmio derrota o União Mogi pelo Grupo 30

Texto e fotos: Fernando Martinez


O Grupo 30 da Copa São Paulo de Futebol Junior estava praticamente definido antes do último jogo da chave. Poucos em sã consciência acreditavam que o União Mogi poderia derrotar o Grêmio por três gols de diferença. Mesmo assim o público compareceu em peso no chuvoso Estádio Francisco Ribeiro Nogueira.

Tudo bem que não é futebol profissional, mas é fato que é muito legal ver um time da quarta divisão paulista jogar contra o atual campeão das américas e vice-campeão do mundo. Como é aquele tipo de confronto que é praticamente impossível acontecer com as equipes principais, resta a categoria de base para que isso se torne realidade de alguma forma.

Falando só da Copinha a diferença entre os dois times também é enorme. O União Mogi está apenas na quarta participação e nunca passou de fase. O Grêmio nunca foi campeão, mas foi vice em 1991 e terceiro lugar em 1973 e 1983. Além disso, essa é a 43ª vez que o tricolor gaúcho disputa o certame em todos os tempos.


União Futebol Clube (sub-20) - Mogi das Cruzes/SP


Grêmio FBPA (sub-20) - Porto Alegre/RS


Capitães dos times e quarteto de arbitragem

O favoritismo do Grêmio se confirmou desde que o árbitro apitou pela primeira vez. O União teve apenas duas chances de gol durante toda a peleja, a melhor delas aos 19 do tempo final numa cabeçada de Remison na trave. Tirando isso, só deu o escrete sulista, que poderia ter aplicado uma goleada monstro caso tivesse mais inspirado.

Os visitantes saíram na frente aos 14 minutos direto dos pés de Da Silva. O segundo poderia ter saído em vários momentos: aos 16 com Léo Chu, aos 17 num quase gol olímpico de Tetê em que a bola bateu na trave, aos 21 em outra bola no travessão, agora em cabeçada de Barreto ou aos 22 em outro ataque de Léo Chu. Estava fácil demais.

Aos 23 não teve jeito e Tetê finalmente fez o segundo em cobrança de pênalti. Cinco minutos depois Gabriel fez grande defesa em chute de Darlan. Aos 40, a terceira bola na trave do tempo inicial em finalização de Da Silva. Aliás, vale dizer que o que vi de bola na trave na primeira fase da Copinha foi uma grandeza.

Na volta pro tempo final os gaúchos ampliaram aos cinco minutos novamente com Tetê, que fez o segundo dele e o terceiro do tricolor. A partir desse momento, os meninos do sul passaram a jogar na boa e se pouparam pensando na segunda fase. Foi difícil ficar de pé por 40 minutos debaixo de chuva vendo uma partida em que nada acontecia. Ossos do ofício.


Essa foi a cena que mais se repetiu no Nogueirão: o Grêmio saindo para atacar


Bola levantada dentro da área do União Mogi


Uma das 67 chances de gol desperdiçadas pelo tricolor no tempo inicial


Segundo gol gremista marcado por Tetê em cobrança de pênalti


Escanteio a favor do Grêmio no tempo final


Confusão dentro da área do time paulista

O placar final de União Mogi 0-3 Grêmio colocou os gaúchos como líderes do Grupo 30, enquanto o Trindade de Goiás foi o segundo colocado. Na próxima fase essa chave irá enfrentar os classificados do Grupo 29, que está sendo disputado na cidade de Guarulhos.

Ensopado após quatro horas de chuva, saí de Mogi das Cruzes com ânimo para acertar os últimos detalhes da viagem de terça-feira. Teve mais Copa São Paulo no cronograma com direito a mais um time novo na Lista.

Até lá!