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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Atibaia inverte os papéis e derrota o ex-líder Olímpia

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na quarta-feira passada teve rodada cheia do Campeonato Paulista da Série A3, e dessa vez não assisti nada na Grande São Paulo. Peguei a estrada e fui até a cidade de Indaiatuba, não para ver um jogo do Primavera, e sim para acompanhar o encontro entre Atibaia e Olímpia, times 20 e 21 do Projeto 40, pela quinta rodada da primeira fase.

Esse é o segundo ano consecutivo que o Estádio Ítalo Mário Limongi é a casa do Falcão na A3, já que ninguém se digna a arrumar de verdade o Salvador Russani, fazendo com que ele possa ser liberado para partidas profissionais. Tudo bem que algumas determinações da FPF são exageradas, mas mesmo assim é um absurdo saber que não existe o interesse real em fazer com que o Atibaia jogue na sua própria cidade.

Falando nisso, o começo de campeonato não foi nada promissor para os atibaienses. Nas quatro rodadas iniciais o time conquistou apenas um empate e perdeu três vezes, ocupando a 18ª posição e à frente apenas de Taboão da Serra e Independente. Já pelos lados do Galo Azul, o panorama era completamente diferente: quatro vitórias, 100% de aproveitamento e liderança da competição.


Sport Club Atibaia - Atibaia/SP (mas mandando seus jogos em Indaiatuba)


Olímpia Futebol Clube - Olímpia/SP


Capitães dos times junto com o árbitro André Luís Riquena, os assistentes Wellington Bragantim Caetano e Bruno Bonani Munhoz e o quarto árbitro Gabriel Petrini Cruz

Cheguei na cidade bastante tempo antes do apito inicial, e como a rodoviária é praticamente do lado do estádio, deu tempo de fazer o famoso pit stop na padaria que fica entre os dois endereços. Aliás, fica a dica: os sanduíches do lugar são ótimos e com preços justíssimos. Vale demais a visita.

Após a boquinha finalmente segui até a casa primaverina. O sol era fortíssimo e a temperatura estava na casa de 35 graus, com sensação térmica de 38. Por conta da grande diferença das campanhas no certame, escolhi acompanhar o ataque do time visitante, e por sorte, consegui ali uma milagrosa sombra para ficar minimamente protegido próximo ao alambrado.

O Olímpia até iniciou a peleja razoavelmente bem, embora sem criar chances tão agudas. A única oportunidade efetiva foi aos doze minutos em finalização de Naldinho. Depois disso, os papéis se inverteram por completo e parecia que era o Atibaia o líder do campeonato.

O onze laranja ficou mais tempo com a bola nos pés e soube neutralizar com sucesso todas as investidas visitantes. A boa atuação foi premiada aos 40 minutos quando o camisa 10 Róbson avançou pela direita e chutou cruzado pra colocar a bola no canto direito do goleiro Igor.


Atacante do Olímpia matando a bola em lance de ataque no começo do jogo


Gledson, 15 do Atibaia, armando o chute e Naldinho se esticando todo para tentar o corte


Bola levantada na área do time "da casa"


Veloso cobrando escanteio pela direita

No tempo final novamente quis crer que o Olímpia atacaria mais e então me dirigi ao outro lado do campo. Consegui uma sombrinha graças à salvadora ambulância estacionada ao lado da bandeira de escanteio. Dali vi o alvi-azul iniciar os trabalhos já assustando com chute na trave logo aos dois minutos.

O Atibaia tinha o setor defensivo adversário todo à sua disposição, e nas poucas vezes que os atacantes acertaram a troca de passes, a zaga visitante sofreu. Só que o Olímpia era melhor, e Max Pardalzinho quase deixa tudo igual aos 16 em lance que contou com grande defesa de Fraga. Três minutos depois foi a vez de Robinson levar enorme perigo em bola cabeceada na trave.

Na sequência do lance, o Atibaia conseguiu organizar uma ofensiva primorosa pela esquerda que terminou com um chute genial de Robinho na trave. O jogo estava sendo disputado num ótimo nível e com as duas equipes mostrando uma enorme disposição.

O time "da casa" foi cozinhando o Galo Azul com o passar do tempo e os visitantes não conseguiam mais acertar o último toque. Quando a partida se encaminhava para o fim e o Olímpia já estava na base do bumba-meu-boi, os atibaienses acertaram novo contra-ataque. A bola foi tocada para Reginaldo, e o camisa 11 entrou na área, chutou por cima do arqueiro e fechou o marcador.


Tiro de longe no ataque do Galo Azul


Investida do Olímpia pela esquerda do ataque


Robinson cabeceando com estilo em bola que bateu na trave

O inesperado placar de Atibaia 2-0 Olímpia marcou a primeira vitória do Falcão e a primeira derrota do Galo na A3 2017. Os laranjas subiram duas posições na tábua de classificação, agora estão em 16º, e o alvi-azul agora está na terceira colocação. A nova líder é a Internacional de Limeira.

Meu cronograma do Projeto 40 apontava uma viagem até Santos na quinta-feira, porém por uma série de motivos acabei ficando em São Paulo. Por conta disso vai rolar uma grande reorganização no planejamento, mas como aqui é na base do tudo pelo social, não há o menor problema.

Até a próxima!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

O líder São Caetano faz mais uma vitima na Série A2

Texto e fotos: Fernando Martinez


Ufa! Para fechar o sexto dia seguido perambulando pelas divisões de acesso, a noite da segunda-feira reservou o encontro entre o São Caetano e o genial Velo Clube, time 19 a entrar pro álbum do Projeto 40 em 2017. No gramado do Estádio Anacleto Campanella, o Azulão buscava voltar à liderança do Campeonato Paulista da Série A2.

Nos quatro jogos realizados pelo time do ABC até então, foram conquistadas três vitórias e um empate. Sem dúvida um grande início de campeonato, assim como aconteceu em 2015 e 2016. O problema é que todos sabem o que aconteceu nesses anos, então, apesar do bom futebol apresentado, melhor esperar um pouco mais para rolar uma empolgação maior. Já o Velo estava na sexta colocação antes dessa peleja na Grande São Paulo com seis pontos em três compromissos.


Associação Desportiva São Caetano - São Caetano do Sul/SP


Associação Esportiva Velo Clube Rioclarense - Rio Claro/SP


Capitães dos times junto ao quarteto de arbitragem com a presença de Márcio Henrique de Gois, Risser Jarussi Corrêa, Vladimir Nunes da Silva e Daniel Carfora Sottile

Como estava na hora do rush, acabei resolvendo seguir até São Caetano do Sul junto com o amigo Luiz Fôlego de carro a partir do Metrô Ana Rosa. Fizemos o trajeto de boa, sem problemas e faltando meia hora para o apito inicial já estava devidamente credenciado dentro de campo.

Me postei no ataque local, mas o primeiro grande momento da noite aconteceu do outro lado do campo. Eram decorridos nove minutos quando Leandrinho acertou um tirambaço sem pulo quase da intermediária, colocando a pelota no canto direito de Lucas Frigeri sem nenhuma chance de defesa. Um gol maiúsculo e Velo 1x0!

É, só que não deu nem tempo dos velistas comemorarem direito, pois no lance seguinte aconteceu o empate. Alex Reinaldo cobrou falta, o goleiro João Paulo não segurou e Elias se aproveitou meio sem jeito do rebote e igualou o placar. A partida começou de uma forma sensacional.

O São Caetano se inflamou com o gol e passou a mostrar o futebol que o levou à liderança. Porém apesar de atacar bastante, o marcador não foi mais alterado durante o tempo inicial. Como de praxe, aproveitei o intervalo e fui fazer as fotos direto da arquibancada no segundo tempo.


Zaga do Velo mandando a bola pra longe da área


Chute do Azulão pela esquerda do seu ataque


Jogada ríspida dentro da área do Velo no primeiro tempo


Escanteio a favor do Azulão e bola cortada pela zaga

Os últimos 45 minutos foram todos do time da casa. O rápido ataque local junto com o forte meio de campo infernizou a zaga do Velo e a virada era questão de tempo. O fato foi consumado aos 19 minutos após Paulo Vinícius invadir a área e chutar forte. Outra vez o arqueiro rio-clarense deu rebote e Ermínio apareceu livre para completar.

O Velo não conseguia achar uma forma de parar o setor ofensivo local e o Azulão fechou mais um triunfo na A2 com um belo gol do camisa 18 Carlão aos 34 minutos. Foi a segunda vez que fui ao Anacleto Campanella nesse certame e a segunda vez que assisti uma grande apresentação do time do ABC.


Troca de passes pelo lado esquerdo do ataque local


Boa investida pela direita


Lance do terceiro gol do São Caetano marcado por Carlão

O placar final de São Caetano 3-1 Velo Clube recolocou o vice-campeão da Libertadores de 2002 na liderança da Série A2 após cinco rodadas disputadas com treze pontos, dois à frente do Água Santa. Mais uma vez o time está entre os favoritos ao acesso em 2018. Com o revés, o time de Rio Claro caiu para a sétima colocação.

Na saída do estádio não teve chabu dessa vez, já que retornei para São Paulo com uma carona do cidadão-modelo da cidade de Salto, o grande seu Natal. Finalizada minha sequência de seis jogos em seis dias seguidos, passei a terça na base de um merecido descanso. Voltei à ativa na quarta-feira com partida em campo neutro no interior.

Até lá!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Mogi vence a primeira na A2 com goleada em cima do Barretos

Texto e fotos: Fernando Martinez


A sessão futebolística do domingo cedo foi uma daquelas absolutamente imperdíveis, desde já um dos pontos altos de 2017. O Estádio Nicolau Alayon foi palco de um duelo genial válido pelo Campeonato Paulista da Série A2. Pela primeira vez em todos os tempos, Mogi Mirim e Barretos, os times 17 e 18 do Projeto 40, se enfrentaram pelo estadual.

Foram poucas vezes que o Sapão apareceu no JP em fotos posadas, isso porque o time é frequentador assíduo da Série A1 desde meados dos anos 80, logo, não é alvo das coberturas do blog dentro de campo. Desde que subiu pela primeira vez para a primeirona em 1986, o Mogi voltou a disputar apenas quatro vezes a A2: em 1995, 2007, 2008 e agora em 2017. Números que mostram como ver algum compromisso do alvirrubro em divisão de acesso é algo bastante raro.


Mogi Mirim Esporte Clube - Mogi Mirim/SP


Barretos Esporte Clube - Barretos/SP


Quarteto de arbitragem com o árbitro Aurélio Sant Anna Martins, os assistentes Paulo de Souza Amaral e Leandra Aires Cossette e o quarto árbitro Marcos Silva Gonçalves junto com os capitães das equipes

A temporada 2017 não começou nada bem, pois o onze mogiano foi derrotado nos seus três primeiros compromissos e, ainda pior, sem atuar na sua casa, o Estádio Vail Chaves, por falta de laudos. Uma vitória contra o Barretos, até então com um triunfo e duas derrotas, era mais do que necessária pro time deixar as últimas posições da tábua de classificação.

Só que foi justamente o time do Barretos quem se apresentou melhor durante os primeiros 30 minutos. O Touro do Vale foi bem e criou algumas oportunidades agudas de fazer o primeiro gol da manhã. Primeiro em cobrança de falta que tirou tinta da trave esquerda, depois em dois chutes e boas defesas do goleiro Pablo.

Nos quinze minutos finais o Mogi se encontrou e passou a incomodar o setor defensivo barretense, principalmente nos contra-ataques. Num deles, isso aos 46 minutos, o Sapão abriu o marcador. Edinho recebeu bom passe dentro da área, driblou o defensor e tocou na saída de Wanderson, levando o jogo para o intervalo com a vantagem parcial do alvirrubro.


Cobrança de falta a favor do BEC que tirou tinta da trave de Pablo


Zaga do Mogi Mirim afastando a pelota com estilo de dentro da área


Vinícius aparecendo pela esquerda em ataque perigoso do Touro do Vale


Chuck segurando a bola sob a marcação do camisa 10 Victor

No tempo final, já sem nenhuma sombra no gramado, me mandei para a parte coberta da casa nacionalina e dali vi o Mogi Mirim voltar a campo de uma forma completamente avassaladora. Em menos de três minutos os "donos da casa" fizeram dois gols e praticamente liquidaram a fatura.

O segundo saiu dos pés do camisa 9 Matheus logo no primeiro ataque após ele receber passe dentro da área e chutar forte. No lance seguinte, foi a vez de Formiga fazer o dele, para a festa dos poucos, porém animados, torcedores do Mogi presentes na parte coberta da Comendador Souza.

Os visitantes sentiram demais esses golpes e viram todo o esquema tático ir pro ralo sem o menor dó. Por sua vez, o Mogi Mirim passou a jogar só na boa, se segurando na defesa e deixando o tempo passar. Num contra-ataque aos 21 minutos, Edinho fez brilhante jogada pela direita e tocou para Vitinho só ter o trabalho de tocar pro fundo das redes e decretar a primeira vitória do time no certame.


Wanderson afastando o perigo e mandando bola para escanteio


Barretos saindo para o ataque



Quarto gol do Mogi em dois momentos: Edinho cortando brilhantemente o zagueiro e Vitinho comemorando dentro da área

Final de partida: Mogi Mirim 4-0 Barretos. Esse triunfo tirou o Sapão da zona de rebaixamento e colocou o Touro do Vale entre os seis últimos na tábua de classificação. Apesar do resultado, não vai ser nada fácil o time chegar na parte de cima da tabela jogando sempre longe do Vail Chaves. Resta aguardar pacientemente a volta ao lar.

Esse foi o quinto dia seguido com pelejas pelas divisões de acesso do estado na minha programação maluca do Projeto 40. Completando a sequência insana, na noite da segunda-feira teve outro jogo no ABC Paulista, mais uma vez com um dos destaques da A2 em pauta.

Até lá!

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Nacional faz a trinca em cima do Independente pela Série A3

Texto e fotos: Fernando Martinez


No quarto dia seguido do meu cronograma zanzando pelas divisões de acesso de São Paulo, fui até o Estádio Nicolau Alayon para ver o Nacional na sua busca pela terceira vitória consecutiva no Campeonato Paulista da Série A3, a primeira dentro de casa. O adversário foi o Independente de Limeira, time 16 do Projeto 40 e que vem muito mal das pernas nessa temporada.

O Data Fernando informa que esse foi o 27º duelo entre os dois times na história do estadual em todos os tempos, porém apenas o segundo nesse século. Nos 26 anteriores, o time ferroviário venceu nove vezes, o Independente dez e aconteceram sete empates. No último confronto, 2x1 a favor do Nacional na A3 de 2008. Hora perfeita para o Nacional igualar o retrospecto.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Independente Futebol Clube - Limeira/SP


Fernando e Carlão, capitães dos times, e quarteto de arbitragem definido para a partida com o árbitro Clayton de Oliveira Dutra, os assistentes Claudenir Donizeti da Silva e Roberto Silva Dantas e o quarto árbitro Gilmar Pedroso Rocha

Tivemos um quórum muito bom de amigos e conhecidos para mais essa sessão de futebol na Comendador Souza. Como o calor era intenso, uma má notícia no verão que até então não estava tão cruel assim, passei o primeiro tempo junto dessa rapaziada ishperta nas arquibancadas. A expectativa de todos era de boa apresentação nacionalina.

Logo no terceiro minuto os locais por pouco não abriram o marcador quando Negueba recebeu bom passe pela direita e chutou forte na trave. É, mas foi só isso. Após esse lance o jogo ficou concentrado no meio-campo por quase quarenta minutos, fazendo com que a maior parte dos presentes ficassem mais entretidos com conversas paralelas do que com o que rolava no gramado.

O Naça só acordou nos últimos três minutos com uma cabeçada perigosíssima de Luiz Henrique que obrigou o goleiro Fernando a fazer boa defesa. Meu xará ainda tomou mais um susto com o chute de Everton logo na sequência que tirou tinta da trave. Foi com o placar em branco que os times seguiram aos vestiários.


Bola voando dentro da área do Nacional no primeiro tempo


Disputa de bola no meio-campo


Grande defesa de goleiro Fernando no final do tempo inicial

No segundo tempo resolvi encarar o bafo e fui ao gramado acompanhar o onze da Água Branca mais de perto. E os comandados de Alex Alves voltaram mais ligados e muito mais objetivos. Emerson Mi teve a primeira oportunidade aos quatro minutos, outra vez para boa defesa do camisa 1 visitante.

O Galo da Vila Esteves tentou assustar o gol defendido pelo veterano Carlão, porém sem nenhum sucesso. E para colocar mais crise na realidade limeirense, aos 23 minutos o Nacional abriu o marcador. Depois de escanteio da esquerda, a bola foi escorada no primeiro pau e sobrou para Jóbson tocar de coxa e, quase sem querer, estufar as redes.

O gol tranquilizou o onze ferroviário, que chegou perto de ampliar a vantagem por três ou quatro vezes, a melhor delas num chute que bateu na trave esquerda após boa triangulação. No fim, os visitantes não foram capazes de assustar o setor defensivo local. Foi questão apenas de esperar o apito final para a torcida da casa comemorar a vitória.


O time ferroviário voltou muito melhor para o tempo final


Fabiano, camisa 7 do Independente, fazendo pose para mandar a bola longe


Bola perigosamente viajando dentro da área limeirense

O placar de Nacional 1-0 Independente colocou os paulistanos na quarta colocação da competição após quatro rodadas com direito a três triunfos consecutivos. Foi também a sexta partida invicta contra o time de Limeira no estadual. Já a derrota colocou o Galo na última colocação ainda sem vencer e também sem nenhum gol marcado. Se o pessoal não acordar rápido, a Segundona não será algo tão distante assim.

Na hora de ir embora rolou aquela mesa-redonda para definir o que a rapaziada iria aprontar. A decisão escolhida, mais uma vez, foi seguir pro centro da capital e mandar brasa no sanduíche de mortadela mais sensacional da cidade. Algum tempo depois, fui pra casa pensando apenas em boas horas de sono.

Menos de 24 horas depois dessa jornada, fui de novo até a casa do Nacional Atlético Clube, agora com uma peleja completamente perdida válida pela Série A2. Um daqueles que não podemos perder e que são a razão da existência desse blog.

Até lá!

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Adilson salva a Portuguesa no fim contra o Sertãozinho

Texto e fotos: Fernando Martinez


Que saudade do Canindé! Fuçando na minha Lista vi que eu não assistia um jogo no Estádio Osvaldo Teixeira Duarte desde o dia 26 de abril do ano passado (vitória sofrida contra o Parnahyba pela Copa do Brasil). Quebrei esse absurdo jejum na sexta-feira com o encontro entre a Portuguesa e o Sertãozinho, times 14 e 15 do Projeto 40, pela quinta rodada do Campeonato Paulista da Série A2.


Associação Portuguesa de Desportos - São Paulo/SP


Sertãozinho Futebol Clube - Sertãozinho/SP


Capitães dos times junto ao árbitro Alessandro Darcie e aos assistentes Luiz Alberto Nogueira e Vladimir Nunes da Silva

Nunca tinha passado tanto tempo sem visitar a casa lusitana desde que comecei frequentar estádios em escala industrial, isso em 1999. O jejum ainda não tirou o Canindé da segunda posição na lista de canchas aonde mais vi jogos na vida, fato que deve acontecer em breve. O Top 3 hoje é composto pela Rua Javari e seus ainda inatingíveis 337 jogos, a casa rubro-verde com 302 e o Nicolau Alayon com exatos 300.

Um total de 1.142 torcedores pagou ingresso para ver a tentativa lusitana de quebrar a incômoda sequência de três compromissos sem vitória atuando longe de casa (derrotas para Batatais e Velo Clube e empate contra o Água Santa). Só que assim como aconteceu na estreia contra o Barretos, o sofrimento foi a tônica dos 90 minutos.

O tempo inicial foi bastante equilibrado e nenhum dos times conseguiu dominar por completo o seu adversário. Nesse panorama, fica difícil achar algum lance digno de registro. O que valeu de verdade foi o esclarecedor bate-papo com um dos fiscais da FPF na linha de fundo. Se um dia eu resolvesse escrever histórias de bastidores por aqui seria um Deus nos acuda.


Chance lusitana pelo alto no começo da peleja


Ataque pela esquerda e cruzamento para a área do Sertãozinho


Visão geral do Canindé em lance do tempo inicial


Alemão, camisa 3 do Touro dos Canaviais, marcando o camisa 9 rubro-verde Rodolfo

Me mandei para as cabines de imprensa e dali assisti o segundo tempo. A partida melhorou um pouco... mas só um pouco mesmo, nada assim de excepcional. A Portuguesa continuou errando passes demais e o Sertãozinho, apesar de se arriscar algumas vezes no setor ofensivo, não foi capaz de assustar muito o goleiro Ricardo Berna.

A partir do trigésimo minuto a Lusa até começou a atacar com mais afinco, porém parecia que a noite terminaria mesmo sem gols. Menos mal que, na base do sufoco, o ataque rubro-verde desencantou aos 43 minutos. Os locais tiveram uma falta pela direita. A bola foi alçada na área, a zaga cortou mal, Bruninho recebeu e cruzou novamente, agora na cabeça de Adílson. Ele desviou de leve e colocou a pelota no canto direito.


No segundo tempo o Sertãozinho foi um pouco mais ao ataque do que no tempo inicial


Bom chute do time visitante em direção ao gol defendido por Ricardo Berna


Detalhe do solitário gol da Portuguesa, marcado por Adílson, que deu a segunda vitória dos paulistanos na A2 2017

Se não dá na técnica, na categoria e com um futebol vistoso, vai na base da teimosia mesmo. O placar de Portuguesa 1-0 Sertãozinho marcou a segunda vitória dos paulistanos no segundo compromisso realizado no Canindé e aproximou o time do G4. Os três pontos foram conquistados, mas é fato que muita coisa precisa melhorar.

Vários amigos marcaram presença nessa peleja e na saída do estádio me encontrei com todo mundo. Essa rapaziada gente fina, elegante e sincera saiu do Canindé sem pressa com destino ao metrô. Esse foi o terceiro dia seguido de compromissos futebolísticos e sem tempo para descansar muito, voltei à ativa com a segunda apresentação do Nacional na sua casa na A3.

Até lá!