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terça-feira, 8 de novembro de 2016

São Caetano domina, perde gols e fica no zero com a Ferroviária

Texto e fotos: Fernando Martinez


A Copa Paulista chegou à sua fase semi-final com quatro times de respeito. De um lado, XV de Piracicaba e Rio Claro, do outro, São Caetano e Ferroviária, esse o duelo que acompanhei tarde/noite do sábado passado. O palco, como não poderia deixar de ser, foi o gelado (sim, gelado) Estádio Anacleto Campanella.

Esse encontro ganhou ares de "final antecipada" muito pois hoje os dois possuem as duas melhores campanhas da competição, cortesia dos dois triunfos do Azulão, ex-dono da terceira melhor campanha, contra o Bragantino nas quartas. Resta saber se o Nhô Quim ou o Galo Azul concordarão com essa afirmação na grande decisão.


Associação Desportiva São Caetano - São Caetano do Sul/SP


Ferroviária Futebol S/A - Araraquara/SP


O amigo árbitro Thiago Duarte Peixoto junto com os assistentes Danilo Ricardo Manis e Risser Jarussi Corrêa e os capitães dos times

Falando de história, esse foi o sétimo confronto entre os dois em todos os tempos e nunca o Azulão venceu o onze araraquarense. A história mostra uma vitória grená - 2x0 pela Série A2 do ano passado em jogo que teve cobertura do JP - e cinco empates. Há também um triunfo da Ferroviária pela Copa Estado de São Paulo de 2003, mas naquela oportunidade quem atuou oficialmente foi o "São Caetano B", logo, não entra na estatística.

O São Caetano apostava no fator casa e na sua ótima campanha ali - oito vitórias e um empate - para levar alguma vantagem para a Arena da Fonte. No primeiro tempo, um leve equilíbrio com as melhores chances a favor dos locais. A Ferroviária chegou poucas vezes dentro da área do Azulão.

O time do ABC criou três ou quatro boas oportunidades para abrir o marcador ainda no tempo inicial. A melhor delas numa cabeçada sensacional de Sandoval que tirou tinta da trave superior. O goleiro Matheus se esticou todo, sem conseguir porém encostar na pelota.


Ataque do São Caetano pela direita no comecinho do jogo contra a Ferroviária


Uma das poucas ofensivas araraquarenses em toda a partida


Grande cabeçada de Sandoval em bola que tirou tinta da trave


Outra chegada do Azulão pela lateral

E foi no tempo final que o Azulão foi mais perigoso e encurralou o time visitante. Assim como aconteceu no duelo de ida contra o Nacional, a Ferroviária não passou do meio de campo e viu o adversário abusar do direito de perder gols. Sério, deu raiva de ver.

Sem nenhum exagero, dava pro São Caetano ter chegado pelo menos aos 3x0 tamanha foi a pressão exercida pelo vice-campeão da Libertadores de 2002. Os grenás não viram a cor da bola e tomaram sufoco durante quase 50 minutos. Teve chance perdida em chute de longe, de perto, em cabeçada, em cobrança de falta e em escanteio... Um rol de gols jogados fora.

A maior delas saiu dos pés do jogador Ferreira. Eram decorridos 24 minutos quando ele, depois de um bate-rebate na área, teve o gol aberto à sua frente. Só que o chute encontrou um zagueiro da AFE no meio do caminho e a pelota saiu pela linha de fundo. E quando os locais não desperdiçavam, o goleiro Matheus mostrava serviço. Vimos pelo menos três grandes defesas do arqueiro.


No tempo final, só deu São Caetano


Grande chute e grande oportunidade desperdiçada pelos locais


Atacante tentando se desvencilhar da marcação grená

No final o jogo terminou como começou: São Caetano 0-0 Ferroviária. No confronto de volta do próximo sábado os times jogam por vitórias simples e caso a peleja termine novamente empatada, a decisão da vaga na final será decidida nos pênaltis. Caso o Azulão seja eliminado, os gols perdidos no ABC terão feito muita falta.

A partida foi boa, mas o que salvou de verdade a jornada foi o pós-jogo, com mais uma edição do clássico Dia do Gordo, esse voltando às origens. Poucas coisas na vida são melhores do que um balde de 12 tirinhas de frango no KFC. Como homenagem, para cada gol perdido pelo Azulão, uma tirinha consumida. Uma troca justa.

Até a próxima!

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

JP na Olimpíada (parte 9): O primeiro post "esportivo" do Jogos Perdidos na história

Texto e fotos: Fernando Martinez

** Alerta de post fora da linha editorial **


Com ricos doze anos de história, o Jogos Perdidos agora orgulhosamente apresenta ao vivo a cores para todo o Brasil o primeiro post que não fala de futebol! Sim, você leu certo. Acredito que todos entenderão, já que é por uma causa muito nobre, os Jogos Olímpicos Rio-2016. Após acompanhar oito pelejas de futebol dos torneios masculino e feminino, fiz a minha estreia olímpica "de verdade" na belíssima Arena de Vôlei de Praia montada em Copacabana no domingo, dia 7 de agosto. Na pauta, quatro jogos e uma sessão esportiva que duraria até a madrugada.

Saí do Engenhão e não foi difícil ir até o famoso bairro da Zona Sul com o sistema de transporte (ainda bem) funcionando sem problemas. O único senão da ida foi que os quatro jogos viraram três. Como estava com o estômago nas costas por não ter comido nada durante todo o dia, não teve como ser diferente.

Como tem um Bob's a cada 100 metros no Rio de Janeiro, não sobrou outra opção a não ser bater aquela xepa marota ali mesmo. Não peguei filas, comi rapidinho e logo já estava na rua novamente. A magistral Arena foi chegando cada vez mais perto e como os jogos já haviam começado, foi moleza para entrar com a massa toda do lado de dentro, tirando o fato de até hoje ter areia no meu tênis, cortesia dos 700 metros andados nesse terreno até a entrada principal.

Bom, foi ali que entrei em definitivo no clima dos Jogos da XXXI Olimpíada da era moderna. Tudo estava sensacional, o astral, os jogos, o público, um clima incrível poucas vezes sentido nos meus bem vividos (!) 40 anos. Não foi igual à emoção da Copa do Mundo de 2014, mas chegou perto.


Visão geral da belíssima Arena de Vôlei de Praia em Copacabana


Nunca achei que publicaria uma foto de vôlei de praia no Jogos Perdidos. Então aí está, detalhe do confronto da dupla italiana Menegatti – Giombini contra as canadenses Broder – Valjas

Dentro da quadra assisti vitória canadense de Broder/Valjas no feminino e dois jogos do masculino: massacre russo de Krasilnikov/Semenov e uma sensacional vitória da dupla da Letônia Samoilovs/Smedins em cima dos canadenses Saxton/Schalk. Nesse jogo, grande parte da torcida já tinha ido embora pois o apito inicial rolou depois de uma da manhã. Quem ficou foi premiado e teve diversão a rodo, já que um dos jogadores era a cara do gênio Biro-Biro. Ele foi ovacionado e homenageado pelos presentes a cada batida na bola.

A noite terminou na base do cansaço completo e na segunda, 8 de agosto, a programação foi bem mais tranquila. Não fiz nada na parte da manhã e tarde a coisa ficou definitivamente séria quando entrei pela primeira vez no Parque Olímpico da Barra. Não tenho como descrever em palavras o que senti ao entrar naquele lugar.

Fiquei paralisado após passar a catraca e certamente demorei uns quinze minutos até dar os primeiros passos naquela mini-cidade. Após andar pra cima e pra baixo ali, fui, ainda sem palavras, até a Arena Carioca 1 para meu début na "Disneylândia dos Esportes", a melhor definição sobre o espaço aonde ficava o saudoso autódromo de Jacarepaguá.

O duelo entre as seleções masculinas de basquete de Sérvia e Austrália foi ótimo e contou com a presença de várias estrelas da NBA. O jogo foi de alto nível e muito acima da média, terminando com vitória australiana por 95 a 80. Detalhe: as duas repetiram o duelo na semi da competição e os sérvios deram o troco, se classificando para a decisão.


Minha primeira visão do Parque Olímpico da Barra, a "Disneylândia dos Esportes"


Entrada da Arena Carioca 1, palco do torneio de Basquete Masculino


Detalhe do confronto entre Sérvia e Austrália que teve vitória dos rapazes da terra dos cangurus

Saí da Arena e ainda fiquei um tempo zanzando pelo Parque até chegar a hora de bater perna novamente, dessa vez até o Riocentro. Já tinha ao local no Pan de 2007 e pouca coisa mudou. Na agenda, era a hora de ver de perto a final da categoria 62kg de levantamento de peso masculino, a minha primeira cerimônia de medalha nos Jogos.

Uma das coisas mais espetaculares desses grandes eventos é a mistura dos povos. Foi genial ver gente de país que só conhecemos pelo Mapa Mundi como Indonésia, Cazaquistão, Filipinas e Papua Nova Guiné (!). Nunca havia visto ninguém desses países e aposto que vou demorar para voltar a ver (isso se acontecer). 

Dá pra o pessoal deduzir de forma até que fácil que eu nunca havia assistido um evento de levantamento de peso na vida. Dito isso, minha primeira impressão foi a melhor possível. Não tem como você torcer contra nenhum dos atletas, tamanho o esforço que eles fazem e a enorme dedicação que demonstram no tablado. A tensão era enorme e no fim quem conquistou a medalha de ouro foi o colombiano Óscar Figueroa, a primeira do país sul-americano no Rio-2016. O atleta se despediu do esporte nessa noite, transformando sua comemoração num momento de arrepiar.



O colombiano Óscar Figueroa em ação e sua emocionada comemoração pela conquista do outro olímpico, emocionando a todos os presentes no Riocentro

A emoção de ver a primeira entrega de medalhas olímpicas foi incrível (dá pra perceber que numa Olimpíada quase tudo deixa a gente emocionado). Fechando o pódio, a prata foi para Eko Yuli da Indonésia e o bronze para Farkhad Kharki, vindo da terra do mito Borat Sagdiyev. Com esse momento maravilhoso, fechei meu dia olímpico com louvor. Tudo recomeçou na terça, dia 9 de agosto, logo na parte da manhã.

Retornei ao Parque da Barra muito cedo para uma rodada dupla no handebol masculino na belíssima Arena do Futuro (handebol aliás que foi a única coisa em que tive relativo sucesso esportivo em toda a minha vida, vale ressaltar). Iniciei os trabalhos com o duelo entre França e Catar, vencido pelos primeiros por 35 a 20. No jogo de fundo, confronto entre Alemanha e Polônia, duas das melhores seleções do planeta. O jogo foi espetacular e terminou com triunfo germânico por 32 a 29.

Nem bem saí dali e já era hora de retornar à Arena Carioca 1 para o segundo jogo do Brasil no basquete masculino. Depois de perder na estreia, o adversário seria a grande seleção da Espanha. Se algum amigo lembra o que aconteceu nessa partida deve se lembrar que foi nada mais que um dos momentos mais incríveis da categoria na Rio-2016.


Quem é do metiê sabe como é genial ver um joguinho de handebol. Aqui, Alemanha e Polônia em ação na Arena do Futuro


Arena Carioca 1 com um ótimo público para Brasil x Espanha no basquete masculino


Nenê com a bola naquela que foi a maior e mais emocionante vitória brasileira na competição (tudo bem, foram só duas, mas dá pra falar mesmo assim)

O jogo foi sofrido durante todos os 40 minutos e teve várias trocas de liderança. O Brasil sofreu, lutou e suou sangue para derrotar a forte seleção ibérica com uma cesta a poucos segundos do fim. Poucas vezes passei um nervoso tão grande in loco numa instalação esportiva. Pena que no fim nada adiantou, já que a campanha tupiniquim foi muito abaixo da média e culminou com a eliminação na fase de grupos.

Esse foi o último evento da minha primeira viagem ao Rio de Janeiro durante a Olimpíada (foram três no total). Na quarta-feira o futebol já voltou à pauta com mais uma rodada dupla na Arena Corinthians, agora pelo torneio de futebol masculino.

Até lá!

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Após dez anos de espera, entra na Lista o Presidente Prudente FC

Texto: Fernando Martinez; Fotos: Fernando Martinez e Victor de Andrade (times posados e arbitragem)


Desde 2001 o estado de São Paulo teve um total de 155 times que disputaram campeonatos profissionais (sem contar o Flamengo de Pirajuí, que fez lambança em 2008 e por nem ter terminado a Segundona não entra na lista) organizados pela FPF. Zanzando pelos campos do estado, assisti in loco pelo menos uma vez cada um desses times... menos um.

Desde que o Presidente Prudente Futebol Clube começou a disputar a última divisão, isso em 2006, foram seis temporadas com eliminações na primeira fase. No sub-20 o cenário não mudou muito e o time acumulou fracassos, e somente em 2010 fez uma campanha razoável, justamente quando chegou mais perto da capital paulista, mais precisamente na cidade de Limeira. Eram tempos difíceis para a minha pessoa e infelizmente não consegui ver essa peleja.

(Em tempo, a equipe sub-11 do Tricolor da Vila Industrial chegou a jogar em Guarulhos em 2012 contra o Corinthians, mas obviamente eu não fui. Se começar a assistir essa categoria, não vai demorar muito para incluir torneio interno de escola primária no meu currículo. É demais até para quem adora jogo perdido)

No total foram dez anos esperando pacientemente a chance de acompanhar um joguinho do PPFC próximo à capital. Eis que chegamos em 2016 e na Segundona mais uma vez a agremiação foi eliminada na fase inicial. Já no Campeonato Paulista sub-20 da 2ª Divisão, uma surpresa que me encheu de esperança.

A campanha na primeira fase foi sensacional e o onze verde e preto somou 22 dos 24 pontos possíveis, se classificando com a segunda melhor campanha para as oitavas. Nessa fase, um susto contra o Araçatuba. No confronto de ida uma derrota pela contagem mínima. Porém na volta, quanta diferença. Um massacre de 7x0 e a vaga entre os oito melhores da competição.

E a sorte que não tive nos dez anos passados tive agora. Por conta do regulamento, calhou do Presidente Prudente ter como adversário o centenário Jabaquara Atlético Clube. Finalmente o onze prudentino veio jogar "perto" de casa! Sem poder de forma alguma ficar de fora desse compromisso, me mandei no sábado passado para ver o duelo de ida do Grupo 15 no genial Estádio Espanha. Vale lembrar que o glorioso Leão da Caneleira chegou a essa fase ficando em terceiro da sua chave e derrotando o Barcelona duas vezes nas oitavas.



Jabaquara Atlético Clube (sub-20) - Santos/SP


Presidente Prudente Futebol Clube (sub-20) - Presidente Prudente/SP


Capitães dos times e trio de arbitragem

Fui para o litoral junto com a fênix Emerson e o amigo Mário, e lá encontramos Victor CuriosoRodrigo Colucci. Todos, claro, para colocar a equipe prudentina nas respectivas Listas. Demoramos muito para chegar no estádio por conta da forte ressaca - não de alguém na caravana, e sim do mar em si - e pelo fato das ruas próximas ao estádio estarem inundadas. Isso fez com que eu perdesse as fotos posadas, aqui publicadas contando com a cortesia do Curioso do Futebol.

Apesar de estarmos no final de outubro, fomos brindados com uma temperatura amena, algo sempre de grande valor a pouco tempo do verão. Já a peleja... bom, ela não foi nenhuma Brastemp, só que como tinha time novo na Lista, nem posso reclamar. O primeiro tempo foi equilibrado e os dois times tiveram boas chances. A primeira foi logo no primeiro minuto a favor dos visitantes. Heitor entrou na área e chutou para a boa defesa de Isaac.

O onze local chegou perto de abrir o marcador aos 12 com Léo Oliveira chutando para boa defesa de Wágner. Enquanto rolava um animado papo atrás do gol da entrada da Caneleira, o Presidente Prudente quase marcou aos 45 minutos com uma cabeçada meio sem querer de Luiz Otávio que bateu na trave.


Ataque prudentino pela direita no começo da partida


Cobrança de falta perigosa a favor do onze visitante


Bola levantada dentro da área jabaquarense e perigo para a meta defendida por Isaac

No tempo final fui captar alguns instantâneos dentro de campo. Mesmo quase sendo coberto pelo mato que cresce atrás dos gols e na linha lateral da arquibancada oposta, consegui ficar firme e forte por ali. Em meio à densa vegetação vi o Presidente Prudente inaugurar o placar aos 14 minutos. Kaloglian avançou pela direita e cruzou dentro da área. A bola encontrou Heitor, e ele chutou cruzado no canto esquerdo sem chances para o arqueiro jabaquarense.

Na meia hora restante os santistas se lançaram ao ataque em busca do empate e quase conseguiram aos 30 minutos com um belo tiro de Vinícius que obrigou Wagner a fazer boa defesa. No mais, nenhuma oportunidade tão importante e derrota local.


Bola no fundo das redes de Isaac no primeiro gol do Presidente Prudente no Espanha


Boa chegada do ataque visitante. Nesse lance o arqueiro local fez ótima defesa


Ataque de Anderson, camisa 16, pela direita


Zaga do Jabaquara subindo para afastar o perigo

O placar final de Jabaquara 0-1 Presidente Prudente obriga o Leão da Caneleira a vencer a partida de volta por dois gols de diferença para conquistar um lugar na semi da competição. O Tricolor da Vila Industrial está pertinho de ficar entre os quatro melhores times do certame e enfrentar CA Diadema ou VOCEM em busca da grande decisão.



A bela homenagem jabaquarense ao maior goleiro do Brasil em todos os tempos: Gylmar dos Santos Neves

Com mais calma e mais tempo, após o apito final fui ver o estado atual das dependências do complexo aonde o Estádio Espanha está construído. O destaque, claro, fica por conta da estátua homenageando o maior jogador do Jabuca em todos os tempos e o maior goleiro que o Brasil já teve, Gylmar dos Santos Neves. Ídolo do meu avô, ele saiu do onze santista e foi fazer história no Corinthians. Parabéns aos dirigentes do clube santista por essa homenagem.

Até a próxima!

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Nacional domina mas só empata com a Ferroviária na capital

Texto e fotos: Fernando Martinez


Uma chance de ouro desperdiçada. Essa é a melhor definição para o que aconteceu na tarde do último sábado no Estádio Nicolau Alayon. O Nacional abusou do direito de perder gols contra a Ferroviária e jogou fora a oportunidade de praticamente se garantir na semi da Copa Paulista.

Mesmo com a melhor campanha em todo o torneio - o onze grená foi derrotado apenas uma vez em dezoito pelejas disputadas - os araraquarenses sofreram, e muito, com o rápido ataque nacionalino, principalmente no tempo final. O bom público presente na Comendador Souza viu um jogo acima da média.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Ferroviária Futebol S/A - Araraquara/SP


Capitães dos times junto com o árbitro Vinicius Furlan, os assistentes Gustavo Rodrigues de Oliveira e Eduardo Vequi Marciano e o quarto árbitro Rodrigo Santos

Antes de falar do que aconteceu dentro de campo, vale dizer que essa foi a 24ª partida entre as duas equipes na história. Do primeiro amistoso em 1951 até o último duelo, válido pela Copa Estado de São Paulo em 2003, a AFE emplacou um amplo domínio com dez vitórias, dez empates e apenas três derrotas.

Mesmo com tamanha tradição, de 1959 até então aconteceram apenas 11 duelos entre os dois. Desses onze, quatro na capital do estado, todos terminando empatados. O mais famoso deles talvez seja a preliminar da final do Paulista-73 no Morumbi e válida pelo famoso Torneio Paulo Machado de Carvalho, o "Paulistinha".

Voltando para o presente, a diferença de dezenove pontos entre as duas campanhas não entrou em campo e o Nacional foi um adversário de respeito para o escrete grená. A primeira chance de gol foi aos dois minutos em chute de Anderson Magrão a favor dos locais. A peleja ficou equilibrada e a AFE chegou com perigo aos 26 quando Matheus fez grande defesa após cabeçada de Bruno Lopes.

Aos 34, completando o terceiro jogo seguido com polêmica, Rafael Castro foi derrubado por Matheus dentro da área. O árbitro Vinícius Furlan marcou pênalti, porém o lance gerou muita reclamação já que os atletas locais reclamaram de um impedimento no começo da jogada e também que a pelota saiu pela linha de fundo segundos depois. William Cordeiro não quis nem saber da confusão e chutou com estilo para abrir o marcador. Foi com o 0x1 que o tempo inicial terminou.


Depois de treze anos, Nacional e Ferroviária voltaram a duelar


De pênalti, William Cordeiro abriu o marcador a favor do onze grená


Capitão da AFE afastando a bola de dentro da sua área

No segundo o Nacional voltou mostrando uma vontade incrível e logo no quinto minuto aconteceu o empate. Num ataque rápido pelo meio a bola sobrou para Tuco, que chutou forte no canto direito de Matheus. A AFE sentiu o gol e a partir daí só deu o time da casa.

Aos 20 minutos o onze paulistano teve a maior e melhor chance da virada quando Michel foi derrubado dentro da área. Ele mesmo foi para a cobrança do pênalti, só que resolveu chutar um field goal e a bola foi parar na arquibancada. Até o apito final, o Naça teve mais duas imensas oportunidades, uma delas com Carrara chutando na saída do goleiro, ambas miseravelmente desperdiçadas.


No tempo final, o Nacional encurralou a Ferroviária no campo de defesa


Lance do gol de empate nacionalino segundos antes de Tuco aparecer na imagem e fazer o seu


Bola cruzada na área em escanteio local


Carrara chutou para fora e desperdiçou outra chance para a virada do onze paulistano

Todo mundo sabe que futebol é bola na rede, mas é fato que o placar final de Nacional 1-1 Ferroviária foi injusto por conta da bela atuação local no segundo tempo. Um 3x1 ou 4x1 não seria nenhum exagero. Tantos gols feitos jogados no lixo certamente farão muita falta no jogo de volta, que será realizado na Arena da Fonte no próximo sábado.

Até a próxima!

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Feriadão com Nacional, Votuporanguense e 0x0 no Alayon

Texto e fotos: Fernando Martinez


Três dias após empatar com o Comercial de Ribeirão Preto de forma heroica, o Nacional voltou ao gramado do Estádio Nicolau Alayon para a penúltima partida da segunda fase da Copa Paulista. O adversário era o líder do Grupo 7, o CA Votuporanguense, time que em sua curta história nunca perdeu pra o onze ferroviário.

Até então haviam sido disputados quatro jogos entre os dois com duas vitórias alvinegras e dois empates. As igualdades aconteceram nas duas pelejas realizadas em São Paulo, as duas com cobertura do blog: um 2x2 sensacional valendo pela Segundona de 2012 e um 1x1 pela A3 do ano passado na Rua Javari.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Clube Atlético Votuporanguense - Votuporanga/SP


Quarteto de arbitragem composto pelo árbitro Rodrigo Gomes Domingues, os assistentes Leandro Fernandes Rodrigues e Vladimir Nunes da Silva e o quarto árbitro Rodrigo Santos junto com os capitães dos times

O quórum de amigos foi enorme para essa apresentação, muito por conta da agradável tarde de um sempre bem vindo feriado. O público da peleja foi de 343 pagantes, e se levarmos em conta o padrão atual de presença na Comendador Souza, foi um público ótimo.

Depois de fazer as fotos oficiais nem fiquei muito no campo por conta do calor. Da parte coberta vi os donos da casa jogaram bem praticamente durante todo o tempo. O CAV, ainda invicto na disputa dessa fase, não foi capaz de mostrar o futebol que o levou à liderança da chave e também o volume de jogo dos 3x0 aplicados no Nacional no primeiro turno.


O Nacional ocupou o campo de defesa do CAV na maior parte do tempo


Rara chegada do time visitante no ataque


O onze ferroviário tentou várias vezes o lançamento pelo alto na área


Boa saída do goleiro Gatti na meta do CAV

O problema para os locais foi a segura atuação do goleiro Gatti. O camisa 1 mostrou muito serviço e impediu que o Nacional abrisse o marcador, principalmente no primeiro tempo, em chances agudas de Jobson e Emerson Mi. Já nos últimos 45 minutos aconteceu o lance mais polêmico da tarde.

Eram passados oito minutos quando Marcão anotou de cabeça o gol visitante. Num primeiro momento o tento foi validado pelo árbitro, mas depois de uma conversa com o assistente número 1 e o quarto árbitro, ele voltou atrás. Assim como no duelo contra o Bafo, muita confusão em campo e paralisação por vários minutos.


Ainda no tempo inicial, ótima chance local e boa defesa do camisa 1


A zaga nacionalina deu poucos espaços para o ataque adversário


Outra investida do time paulistano

Quando os ânimos esfriaram, o escrete paulistano continuou melhor porém sem levar muito perigo à meta alvinegra. Sendo assim, a peleja terminou como começou: Nacional 0-0 CA Votuporanguense. No quinto compromisso entre os dois times, a quinta partida sem vitória paulistana. Um pequeno e já incômodo tabu a favor do onze do interior.

Com o empate entre Red Bull e Comercial, o Naça agora precisa empatar com os campineiros na rodada final e torcer que o onze ribeirão-pretano não derrote o CAV em Votuporanga. Uma vitória classifica o time da capital para as quartas-de-final sem depender de ninguém.

Assim como aconteceu sábado, o pós-jogo foi genial com direito a mais uma visita de vários amigos à minha humilde residência. Um dia bastante proveitoso, eu diria.

Até a próxima!