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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

São Paulo empata e está nas quartas da Copa de Seleções sub-20

Texto e fotos: Fernando Martinez


Para fechar e coroar minha presença na disputa do Grupo 1 da Copa de Seleções Estaduais sub-20, fui pela terceira vez em cinco dias até o Estádio Laudo Natel em Cotia ver a decisão da chave entre a seleção maranhense e a seleção paulista. Os donos da casa jogavam pelo empate, enquanto os nordestinos precisavam vencer.

O caminho de ida, só pra variar, foi de boa e cheguei no CT do São Paulo super cedo, antes mesmo dos times se aquecerem. Quando os paulistas foram a campo, notei que a meia deles era amarela. Achei estranho, já que a seleção nunca teve nenhum detalhe dessa cor na sua história. "Talvez seja algum tipo de uniforme de treino e eles troquem na hora do jogo", pensei.

É, eu estava enganado. Na hora em que vi o pessoal indo em definitivo pro gramado fiquei chocado. Uma horrenda camisa amarela, calção preto e a já vista meia amarela. Uma combinação que nada tem a ver com a bandeira do estado e que (provavelmente) nunca foi utilizada na história. Milton Haddad, do alto de seus 60 aninhos de futebol, quase foi embora do Laudo Natel, ofendido com tal afronta.

Podem me chamar de purista, o que for, mas já que é pra jogar, que façam direito. Uma seleção que carrega tanta história não pode jogar com uma combinação de cores que não tem nada a ver com a realidade. Como o estrago já estava feito, não me restava outra opção a não ser desencanar disso e curtir os 90 minutos.


Seleção Maranhão (sub-20)


Seleção São Paulo (sub-20) com a horrível combinação de cores do uniforme


Capitães das seleções e quarteto de arbitragem paulista composto pelo árbitro Márcio Henrique de Gois, assistentes Fabrício Porfírio de Moura e Marcela de Almeida Silva e a quarta árbitra Adeli Mara Monteiro

Como disse lá no alto, Maranhão precisava derrotar os paulistas para figurarem entre os oito melhores da competição. Apesar do favoritismo natural, São Paulo teve enormes dificuldades de se impor e foi superior apenas em alguns momentos da partida. Vimos certo equilíbrio e poucas emoções de fato.

Os locais tiveram mais posse de bola e chegaram perto da meta maranhense algumas vezes. Aos 21 minutos São Paulo ficou com um atleta a menos com a expulsão do camisa 8. Quando pensamos que Maranhão poderia surpreender, foi a vez deles ficarem com dez em campo aos 33 minutos. No lance seguinte, a melhor oportunidade do tempo inicial em cobrança de falta local e boa defesa do goleiro Taboca.

O primeiro tempo terminou com o 0x0 no placar e no segundo o panorama não foi muito diferente. Maranhão sabia que precisava se acertar no ataque e São Paulo não estava numa tarde muito inspirada. A peleja foi seguindo assim e somente melhorou nos minutos finais.

Os locais tiveram uma bola na trave num belo chute pela esquerda e, vendo a vaga ir embora, os maranhenses partiram com tudo no crepúsculo do jogo. Aos 43 o goleiro da casa mandou um golpe de vista horroroso e viu a bola bater na trave num chute de fora da área. Nos acréscimos, os visitantes tiveram uma oportunidade absurda num lance onde a pelota ficou dançando na pequena área e ninguém apareceu para completar.


Detalhe da pelota se escondendo do camisa 9 bandeirante




São Paulo atacou mais, quase sempre pelo lado esquerdo do campo, como dá para se perceber nessas imagens


Grande chance local em cobrança de falta no tempo final


Dupla marcação maranhense dando resultado

O resultado final de Maranhão 0-0 São Paulo classificou a seleção paulista, no sufoco, pra segunda fase. O adversário do onze bandeirante será a seleção goiana em confronto que acontece no próximo final de semana. Mesmo desclassificada, a seleção maranhense mostrou bastante qualidade e merece os parabéns pelas duas apresentações.

Foi isso. Se o cronograma, as finanças e o ânimo permitirem a ideia é se fazer presente para ver Goiás, o time 666, entrar na Lista. Bora fazer aquela velha corrente pra frente...

Até a próxima!

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Empate emocionante entre Sergipe e Maranhão no sub-20

Texto e fotos: Fernando Martinez


A segunda rodada da segunda fase da Copa de Seleções Estaduais sub-20 foi responsável por um dos jogos mais perdidos da década. Nem se estivesse num lindo sonho delirante me imaginaria acompanhando in loco um duelo entre a seleção sergipana e a seleção maranhense no Estádio Laudo Natel em Cotia. Como isso se tornou realidade não tinha como ficar de fora.

Depois de ser derrotado pelos paulistas, Sergipe precisava de uma vitória para manter vivo o sonho da classificação. Já o Maranhão fazia sua estreia e queria vencer e definir a vaga do Grupo 1 contra os donos da casa no domingo. Os dois selecionados foram a campo com uma disposição sensacional e fizeram a melhor partida em que estive presente em 2017.


Seleção Sergipe (sub-20)


Seleção Maranhão (sub-20)


Os capitães dos times junto com o trio de arbitragem paulista composto pelo árbitro Rodrigo Gomes Domingues e pelas assistentes Renata Ruel de Brito e Leandra Aires Cossette

A peleja começou equilibrada porém aos poucos os maranhenses foram se soltando e chegando mais perto do gol sergipano. Quando já eram melhores, o time verde e amarelo abriu o marcador. Decorridos 23 minutos, o camisa 2 Marcelinho cobrou pênalti com classe e fez o primeiro de Sergipe. Maranhão não desanimou e aos 31 deixou tudo igual com um belo gol de André Luís, camisa 9.

Nem deu tempo dos maranhenses comemorarem, pois a seleção sergipana passou novamente à frente do placar com o gol de Victor aproveitando passe de cabeça de Renato. O relógio marcava 36 minutos de uma ótima partida. Foi com o placar parcial de 2x1 a favor de Sergipe que o primeiro tempo terminou.

Subi até as cabines ainda em construção do Laudo Natel para captar algumas imagens de um novo ângulo no segundo tempo. O jogo recomeçou de forma ainda mais intensa e logo no primeiro lance Sergipe perdeu um dos seus zagueiros, expulso por ter tomado o segundo cartão amarelo. Foi o que bastou para Maranhão ocupar o campo de defesa adversário durante maior parte dos 45 minutos finais.


Wesley, camisa 6 do Maranhão, enfrentando a marcação sergipana


Início de ataque da seleção sergipana


Marcelinho abrindo o placar no Laudo Natel


Jogada de ataque verde e amarelo pela direita

Só que teve um problema: a seleção maranhense deixou um espaço monstro na sua defesa, e isso fez com que os sergipanos criassem boas oportunidades nos contra-ataques. Foi assim que o tempo final seguiu: grandes oportunidades dos dois lados num ritmo absolutamente genial. Mesmo com dez em campo, Sergipe conseguiu suportar a pressão.

Aos 40 minutos não teve jeito. De tanto insistir, Maranhão fez o segundo gol numa cobrança de falta pela esquerda. Com um a mais, imaginei que esse seria o estímulo máximo pro time tentar a virada e também pensei que Sergipe sentiria o gol. Isso não aconteceu, e aos 43 o onze verde e amarelo fez o terceiro gol com Netinho.

Maranhão também não sentiu o golpe e deixou tudo igual novamente aos 45 com um gol de cabeça de Yanin, se aproveitando de rebote de bola na trave. Nos acréscimos os dois times ainda foram capazes de criar mais chances (agora com as duas seleções com dez em campo depois da expulsão de um atleta maranhense). Apesar dos esforços, o marcador não foi mais alterado.


A Seleção do Sergipe se defendeu muito bem no tempo final e deu trabalho pro ataque maranhense


Bola levantada na área de Sergipe


Yanin aparece livre na pequena área e perde chance preciosa para Maranhão. O goleiro Ismael voou bonito no lance


Detalhe do terceiro gol sergipano, marcado por Netinho aos 43 do segundo tempo

O resultado final de Sergipe 3-3 Maranhão deixou uma ótima impressão aos poucos presentes no CT do São Paulo. Os sergipanos foram eliminados com o empate e os maranhenses agora dependiam de um triunfo contra a seleção paulista no domingo para figurarem entre os oito melhores da competição. Será que era possível uma zebra passear por Cotia?

Até lá!

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

JP na gloriosa volta das seleções estaduais (pelo menos no sub-20)

Texto e fotos: Fernando Martinez


Olha só... e não é que o Jogos Perdidos ainda existe? Não iria aparecer mais por aqui a curto/médio prazo, mas a CBF resolveu organizar um campeonato genial, talvez o mais legal dos últimos tempos, e meu retorno se fez obrigatório. Não dava para a Copa de Seleções Estaduais sub-20 acontecer e não aparecer aqui no blog.

Em 2015 a entidade reuniu as seleções de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina num quadrangular (com dias e horários péssimos) nas cidades de Itu e São José dos Campos. A seleção paulista foi campeã, e para 2016 foi prometida uma versão recheada com as demais seleções estaduais. Como chegou o final de 2016 e ficamos de mãos abanando, achei que a competição estava sepultada.

Pra nossa alegria, no final de outubro apareceu no site da CBF a tabela da edição 2017 da Copa com a presença de 26 seleções (só o Distrito Federal ficou de fora). As quatro dos estados com o pior ranking jogaram a primeira fase e duas se classificaram, se juntando às 22 melhores. Os 24 times foram divididos em oito chaves com três agremiações cada e o campeão de cada grupo se garante nas quartas-de-final.

O mais legal disso tudo é que cada grupo tem sede no estado melhor ranqueado. Isso significa que São Paulo joga até a decisão (isso se se classificar, lógico) em casa. Pode não ser o mais justo, mas é o mais funcional, sem sombra de dúvida. A seleção paulista caiu no Grupo 1 junto com a seleção sergipana e a seleção maranhense.

Agora, vale registrar que poucos veículos de imprensa falaram sobre esse sensacional torneio, e os que falaram citaram de forma errada a origem da competição. A Copa de Seleções Estaduais sub-20 não tem nada a ver com o antigo Campeonato Brasileiro de Seleções, já que essa era uma disputa entre profissionais. A origem real está no Campeonato Brasileiro de Seleções Juvenis (depois Juniores), realizado de 1978 até 1984. Poucos sabem da existência desse certame que foi muito importante na época.

Enfim, voltando aos tempos atuais, demorou até sabermos qual estádio paulista sediaria a chave. Quando finalmente a CBF divulgou, bateu uma certa tristeza. O Estádio Laudo Natel, o CT de base do São Paulo em Cotia, foi o escolhido. Até então, ali era um local "inacessível" e pensei que minha presença estava comprometida.

Como ninguém demonstrou interesse em me fazer companhia nas duas primeiras rodadas fui atrás de uma forma barata para ir lá de transporte público. Descobri que há um ônibus intermunicipal próximo ao metrô Faria Lima que segue direto até o Terminal Metropolitano de Cotia, e que dali o CT está relativamente próximo. Infelizmente o caminho, que nem é tão longo, é impossível de se percorrer a pé, a não ser que a gente pense em ser atropelado numa estrada sem acostamento e sem nenhuma sinalização. Resta ir de táxi mesmo.

Eis que chegou o dia da primeira rodada e do genial confronto entre a seleção paulista e a seleção sergipana. O ônibus não demorou e o caminho entre o ponto inicial e o ponto final foi percorrido exatamente em uma hora e dez minutos. Depois desse tempo são mais seis ou sete minutos de táxi e voilá, faltando uma hora pro apito inicial já me encontrava no belíssimo CT tricolor. Não foi fácil conseguir a liberação para permanecer no gramado, porém no fim deu tudo certo.


Seleção Paulista (sub-20)


Seleção Sergipana (sub-20)


Quarteto de arbitragem paulista com o árbitro Leonardo Ferreira Lima, as assistentes Fabrini Bevilaqua Costa e Patricia Carla de Oliveira e a quarta árbitra Katiucia da Mota Lima

Tinha visto a gloriosa seleção paulista apenas uma vez in loco, só que num jogo de veteranos e sem o uniforme oficial. Mesmo com algumas falhas - a meia clássica é vermelha e há listras também nas mangas - foi genial finalmente ver o belo uniforme em campo. Destaque também para a bela camisa dos sergipanos.

Acho que era natural pensar que os paulistas eram favoritos ao triunfo, então fui acompanhar o ataque local durante os 90 minutos. Os visitantes, contando com mais da metade dos atletas do CS Sergipe, não mostraram um futebol vistoso, mas pelo menos se seguraram bem na defesa. Não foi fácil pro selecionado bandeirante furar o bloqueio defensivo.

Nos primeiros 20 minutos o goleiro Ismael foi bem quando acionado e evitou o gol paulista com duas grandes defesas. Somente aos 31 minutos o time da casa chegou ao seu gol. Rodrigo Farofa, atacante do Novorizontino, recebeu bom passe em profundidade, entrou na área e tocou na saída do camisa 1.


Lance de ataque paulista na intermediária sergipana


Chegada de São Paulo pelo alto


Bom ataque local pela direita em chute que levou perigo à meta do goleiro Ismael


Rodrigo Farofa se prepara para chutar e abrir o marcador no Laudo Natel

Já no segundo tempo o Sergipe voltou mais disposto, mais arrumado e botou as manguinhas de fora. Os nordestinos equilibraram as ações e passaram a incomodar o setor defensivo do onze local. São Paulo mostrou bastante falta de entrosamento, algo natural com tão pouco tempo de preparação, e muitos erros de passes.

Foi Ismael, o goleiro que tinha salvado a pátria verde e amarela no primeiro tempo, quem deu uma forcinha aos paulistas. Aos 25 minutos a bola foi cruzada da esquerda e ele saiu errado do gol. Marlon Ribas, atleta do Desportivo Brasil, se aproveitou e tocou de cabeça, ampliando a vantagem local.

Esse segundo tento matou qualquer chance de sucesso visitante e nos minutos restantes a seleção paulista perdeu um rol de oportunidades de todos os tipos e cores, a maior parte delas com o autor do segundo gol. Por sorte, quando o árbitro encerrou a peleja elas não fizeram falta.



Início do ataque que originou o segundo gol paulista e a cabeçada de Marlon Ribas que deu números finais à partida


Marlon Ribas, ele de novo, com a chance do terceiro gol local

O placar final de São Paulo 2-0 Sergipe colocou a seleção bandeirante na liderança do Grupo 1 com três pontos ganhos e obrigou a seleção sergipana a vencer o jogo de sexta-feira, contra a seleção maranhense, para se manter viva no certame. Aliás, como não poderia ser diferente o duelo nordestino foi o ponto alto da primeira fase dessa chave.

Fiz o caminho de volta para a capital paulista no mesmo esquema táxi-ônibus ainda mais rápido do que a ida. Definitivamente a história de que "o CT de Cotia é difícil de chegar" virou coisa do passado.

Até a próxima!

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Jogos Perdidos, 13 anos



Hoje o Jogos Perdidos completa treze anos de vida. Daria para copiar e colar o texto de agradecimento que faço todos os anos, a explicação de como começamos, tudo o que já fizemos e conquistamos nessa longa estrada ou falar sobre os mais de três mil jogos com cobertura (a maioria exclusiva) em quase 300 estádios espalhados por aí, mas hoje não farei isso.

O lance é só agradecer a todos que ainda dão valor ao que o Jogos Perdidos representa dentro desse mundo alternativo do futebol. Deixo um obrigado especial a todo mundo que sabe a importância do trabalho de formiguinha que sempre fizemos. As férias forçadas continuam e não sei quando vão acabar, mas se o blog voltar, em boa parte será por causa de vocês.

Grande abraço a todos e vida longa ao JP!

Fernando

domingo, 17 de setembro de 2017

Tempo

Fala, pessoal!

Um leitor mais atento já se ligou que o JP tá meio fora do ar nesses tempos. Sim, ele está e vai ficar assim por um tempo indeterminado. Imaginava que em agosto tudo entraria nos eixos, mas não foi isso que aconteceu. Por motivos de força maior o blog vai ficar quietinho durante um tempo, ainda sem previsão de retorno oficial. Pode ser em outubro, pode ser em novembro, pode ser só em 2018... Quando a vida passa por caminhos tortuosos, quase sempre a melhor opção é fazer um pit-stop.

Grande abraço a todos!

Fernando

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Portuguesa derrota o Nacional com gol no fim e vira vice-líder

Texto e fotos: Fernando Martinez


A tarde do último domingo reservou um daqueles jogos que não podemos perder de jeito nenhum. Pela segunda rodada do returno da Copa Paulista, a Portuguesa recebeu o Nacional no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte para um duelo tradicionalíssimo e totalmente paulistano. Confronto do primeiro e terceiro times que mais vi ao vivo até hoje.

O que estragou a peleja foi o temporal que caiu durante praticamente todo o dia. Olha, fazia tempo que não chovia tanto como choveu no último domingo. Independente disso não pensei em desistir da jornada em nenhum momento tamanha a raridade da presença do onze ferroviário no Canindé.

Desde que foi inaugurado em 1972, o Nacional havia feito apenas três apresentações no campo lusitano até então: a primeira em 29 de novembro de 1987 num 1x1 contra o São José, a segunda em 3 de agosto de 2004 numa derrota para a Lusa por 4x1 pela Copa FPF e a terceira e última em 17 de março de 2007 em novo revés, agora de 5x2, também a favor do onze rubro-verde pela Série A2.

Como se isso não bastasse, essa foi a partida de número 300 da Portuguesa que acompanhei in loco em todos os tempos. Vi pela primeira vez o clube em 1990 num amistoso contra o Fluminense no Pacaembu e desde então vi de perto de momentos de glória a atual penúria da quase centenária agremiação. Para efeito de registro, desses 300 jogos, 262 foram do time profissional, 25 do sub-20, oito do sub-17, quatro do sub-15 e um da antiga categoria de aspirantes.

Apenas 343 torcedores enfrentaram as condições climáticas adversas e resolveram assistir a estreia do técnico PC Gusmão no banco de reservas local. Vindo de dois compromissos sem vitória, a Portuguesa buscava chegar mais perto do líder São Caetano no embolado Grupo 3. O vice-líder Nacional queria beliscar pelo menos um pontinho fora de casa.


Associação Portuguesa de Desportos - São Paulo/SP


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Capitães dos times junto ao árbitro Alysson Fernandes Matias, os assistentes Eduardo Vequi Marciano e Luis Felipe Prado Silva e o quarto árbitro Samuel Aguilar de Lima

Infelizmente os atletas não corresponderam e a peleja foi bem abaixo do esperado, muito diferente do 0x0 registrado no primeiro turno. O primeiro tempo praticamente se arrastou e poucos foram os momentos de perigo. Enquanto os jogadores maltratavam a pelota, eu me mantive alerta por 20 minutos debaixo do dilúvio ao lado do ataque visitante.

A Lusa teve mais a bola nos pés porém não soube o que fazer com ela. Já o onze visitante foi mais cauteloso e se aventurou pouco no campo de ataque. Mesmo assim, o time criou dois momentos importantes, ambos dos pés de Negueba. O melhor deles aos 18 minutos em bola que sobrou para ele na pequena área e que saiu pelo alto.

Aos 26 minutos, numa grande jogada pela direita, a Lusa abriu o marcador com Guilherme Queiroz. Ele recebeu um bom passe de Junior Lemos pela direita e tocou no canto esquerdo de Felipe Lacerda. Foi o primeiro gol do artilheiro da Série C de 2015 na Copa Paulista. 

Na hora do gol eu já estava nas cabines, vencido pela chuva e já molhado além da cota. Dali vi o lance mais insólito dos primeiro tempo. Decorridos 30 minutos, o árbitro Alysson Fernandes Matias sentiu uma contusão no joelho e foi substituído pelo quarto árbitro Samuel Aguilar de Lima. Foi a terceira vez que vi algo assim nessa temporada.


Rafael Cardoso, camisa 3 da Lusa, mandando a bola pro campo de ataque


O belo contraste de uniformes do tradicional duelo paulistano


Negueba carregando a pelota na direita


Apesar de ser algo raro, foi a terceira vez que vi um árbitro ser substituído em 2017. Dessa vez, por contusão no joelho

Durante o intervalo o sono bateu mais forte e então emendei uma soneca meio sem querer que foi até cerca de quinze minutos do tempo final. Quando acordei, perguntei ao amigo fiscal da FPF que estava próximo de mim se tinha perdido algo e a resposta foi singela: "absolutamente nada". A coisa estava feia demais.

Na esteira do meu despertar finalmente a partida ficou um pouco melhor (apenas um pouco, mais do que isso era pedir muito). Aos 25 minutos o Nacional conseguiu emplacar um bom ataque pela direita e deixou tudo igual com o camisa 18 Juninho. O atleta entrou na área e chutou no canto direito de Ricardo Berna.

Com o empate o escrete ferroviário se animou e chegou muito, mas muito perto da virada. Aos 34 minutos pintou um daqueles lances aonde não dá para entender como o gol não saiu. Depois de cabeceio, Ricardo Berna deu rebote e a pelota sobrou pata Thiago Santos. Ele estava na pequena área e tinha a meta livre... só que o chute foi pra fora.

Os locais estavam assustados e aos 42 novamente quase gol nacionalino dos pés de Thiago Cunha em outro rebote do camisa 1 rubro-verde. A peleja então chegou nos acréscimos e o Nacional achava que o pontinho estava garantido. A confiança era grande, e num vacilo o ataque perdeu a bola e a Portuguesa armou contra-ataque. A bola foi levantada na esquerda e Fernandinho cruzou para Guilherme Queiroz. Ele completou meio sem jeito e recolocou a Lusa em vantagem. Agora, o que poucos disseram é que o camisa 7 estava em posição de impedimento, logo, gol irregular.


Bola levantada na área lusitana no começo do segundo tempo


Comemoração dos atletas ferroviários com o gol de Juninho


Troca de passes no ataque visitante. O time chegou muito perto da virada


Paulo Fernando num dos últimos ataques rubro-verdes da tarde

O resultado final de Portuguesa 2-1 Nacional levou o rubro-verde para a vice-liderança do Grupo 3 com 17 pontos ganhos, um atrás do São Caetano. O onze da Água Branca caiu para a quarta colocação com os mesmos 14 pontos do Santos, treze deles conquistados nos últimos cinco jogos. A classificação que parecia ser tranquila hoje está bastante ameaçada.

Foi isso. Ainda passei o restante do domingo na capital antes de pegar a estrada com destino ao litoral na tarde de segunda-feira. Como nesse momento da vida meu escritório é na praia, é o que resta, pelo menos por enquanto.

Até a próxima!

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Bernô goleia a Francana e está nas quartas da Segundona

Texto e fotos: Fernando Martinez


Subi a serra no último domingo com a missão de curtir de perto uma rodada dupla bastante especial, começando por um decisivo encontro da última rodada da segunda fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Direto do Baetão, o São Bernardo recebeu a Francana precisando fazer a lição de casa para se garantir nas quartas-de-final.

O Bernô começou essa fase fazendo sete pontos no primeiro turno, porém perdeu dois compromissos seguidos fora de casa (1x2 contra o VOCEM e 1x3 contra o Osvaldo Cruz) e chegou à última rodada ameaçado de eliminação. O onze do ABC jogava por um empate, enquanto a Francana, que disputa a quarta divisão pela primeira vez na sua história, jogava por uma vitória simples.


Esporte Clube São Bernardo - São Bernardo do Campo/SP


Associação Atlética Francana - Franca/SP


Quarteto de arbitragem com o árbitro Daniel Bernardes Serrano, os assistentes Risser Jarussi Corrêa e Leonardo Tadeu Pedro e o quarto árbitro Danilo da Silva junto aos capitães dos clubes

Não foi fácil estar no tradicional e (quase) abandonado estádio às dez da matina, mas fui firme e forte na minha escolha e faltando meia hora pro apito inicial já estava dentro de campo. O dia nasceu com sol, só que pouco antes do jogo começar as nuvens carregadas chegaram em peso e me acompanharam por todo o domingo.

O bom público que foi ao estádio viu uma peleja com todos os ingredientes tensos de uma decisão. Nos primeiros 15 minutos só deu Veterana, e os atletas do Bernô não conseguiram passar do meio de campo. Aos quatro pintou uma jogada polêmica que pode ter mudado o rumo da história. Erick, camisa 11 local, deu uma cotovelada num jogador da Francana numa jogada pela lateral e levou apenas o amarelo quando merecia ser expulso.

Após sofrer pressão, na primeira chegada local ao campo de ataque saiu o gol. Denis cobrou falta pela esquerda e Tauã apareceu entre os zagueiros e fez o primeiro aos 15. No minuto seguinte o atleta visitante Radsley tomou cartão amarelo e aos 20, depois de reclamar demais com a arbitragem, ele tomou o segundo e deixou sua equipe com um a menos no gramado.

Mesmo com dez a Francana deixou tudo igual aos 30 minutos. Num lançamento meio sem querer, a pelota sobrou pro camisa 9 Erick na direita. Ele driblou um dos zagueiros e chutou cruzado, marcando seu quarto gol na Segundona. A Veterana continuou equilibrando as ações e aos 46 Tiziu quase virou o marcador em ótima cabeçada.


Bernô se recompondo no campo de defesa


Jogador da Francana tentando se desvencilhar da marcação


Bola levantada na área local


Lance do primeiro gol da manhã, marcado por Tauã aos 15 do tempo inicial

No intervalo chegou a chuva, e com ela a inspiração da agremiação visitante foi embora. A Francana simplesmente não voltou pro tempo final e o São Bernardo foi senhor absoluto da peleja. Aos sete minutos Lucas Gomes avançou pela direita e cruzou a pelota na área. Eric surgiu livre no segundo pau e recolocou o Bernô na frente.

A partida estava fácil e novamente Eric marcou aos 23. Denis cruzou da direita, o zagueiro Victor Mendes falhou e o camisa 7 fez o seu segundo gol na manhã e o terceiro do Cachorrão. Sem tempo da Francana respirar, aos 26 Allan fechou a fatura e marcou de cabeça o quarto do São Bernardo.

Com a Veterana entregue, os locais tiveram a chance de emplacar uma grande goleada, porém as oportunidades criadas foram desperdiçadas. Menos mal que ao final do tempo regulamentar elas nem fizeram falta e, na base da raça, o escrete do ABC conquistou a sonhada e esperada vaga entre os oito melhores clubes da competição. Apenas a segunda vez que isso acontece desde 2010.


Uma improvisada cabine de imprensa de uma rádio de Franca. Parabéns pelo profissionalismo!


Uma tímida chegada da Veterana dentro da área local no segundo tempo


Um dos vários momentos de confusão de um jogo tenso


Allan subindo sozinho e fechando a goleada do São Bernardo em cima da Francana

O São Bernardo 4-1 Francana fez com que o Bernô encerrasse sua participação na segunda fase como líder do Grupo 7 com dez pontos ganhos, à frente do Osvaldo Cruz no saldo de gols. Na próxima fase o alvinegro pega o Taquaritinga num confronto absolutamente genial e que, se tudo der certo, espero estar presente. O primeiro duelo será domingo no Taquarão.

Debaixo de chuva saí do Baetão e contei com uma muito bem vinda carona do seu Natal até a capital. A pedida foi bater aquela xepa esperta antes de acompanhar o segundo jogo do domingo. Mesmo debaixo de muita água, não desanimei e conferi mais uma vez em 2017 um tradicionalíssimo duelo paulistano.

Até lá!