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terça-feira, 9 de abril de 2019

Barcelona e Guarulhos ficam no zero na Rua Javari

Texto e fotos: Fernando Martinez


No final de semana, enquanto a bola rolou nas fases decisivas da A2 e A3, começou o outrora carro-chefe do JP, o Campeonato Paulista da Segunda Divisão, absurdamente limitado a atletas sub-23 desde o ano passado. Não fui em nenhum jogo no sábado e no domingo, porém na segunda-feira, enfrentando frio, chuva e uma preguiça do tamanho do mundo, fui até o Estádio Conde Rodolfo Crespi. Ali, Barcelona e Guarulhos estrearam pelo Grupo 6.

A Segundona deste ano tem a presença de 41 clubes e conta com a presença de inúmeros baluartes do interior paulista, como América, Bandeirante, Francana, Taquaritinga, XV de Jaú, Paulista, São José, Marília, entre outros, além dos "estreantes" Rio Branco e União Barbarense. Todos ostentando grande história e sabendo que precisam sair da última divisão o quanto antes. De longe é o campeonato mais difícil do estado, sem sombra de dúvida. 

Na chave 6, além do Elefante e do escrete guarulhense estão Flamengo, Mauaense, Jabaquara, Mauá FC e o genial União Suzano, retornando às competições da FPF após quatro anos. As equipes estão divididas em seis chaves e as quatro melhores se classificam. Diferente do bisonho "sorteio" do ano passado, nessa temporada haverá a famosa "mistura" de times na segunda fase. Se o fato de ser sub-23 torna o certame uma anomalia, pelo menos esse fato é algo legal.


Barcelona Esportivo Capela Ltda - São Paulo/SP


Associação Desportiva Guarulhos - Guarulhos/SP


Capitães dos times e o quarteto de arbitragem composto por Matheus Delgado Candançan, Helio Antônio de Sá, Rafael de Souza Penatte e Alef Feliciano Pereira

A peleja era pra ter sido realizada domingo cedo, mas como o Juventus recebeu o XV pelas quartas da A2, o confronto foi então remarcado para segunda às três da tarde, aquele horário espetacular preferido de dez entre dez desempregados e desocupados de plantão. Apesar do dilúvio que desabou na capital, não deixei de ir pois queria manter os 100% de aproveitamento de compromissos do Barcelona Capela como mandante desde sua volta em 2015. Foi a 30ª apresentação seguida com a minha presença e por consequência, com matéria aqui no Jogos Perdidos.

Quando estava no caminho da Rua Javari encontrei o metaleiro Renato Rocha e o seu rol de momentos surreais. Chegamos na cancha e nada indicava que uma partida oficial seria realizada ali, algo totalmente esperado, já as bilheterias estavam vazias e a movimentação era nula. Esse fato fez com que eu me surpreendesse com a boa presença de público na parte coberta - bom para os padrões do Barcelona e da competição, que fique claro -. Logo fui ao gramado e permaneci ali pelos 45 minutos inciais acompanhando o ataque local.

O primeiro tempo foi de grande movimentação, mas poucos momentos interessantes. Aos seis minutos Johnny, camisa 7 do Barcelona, chutou de longe e o goleiro Alex fez defesa segura. Quatro minutos depois, o Guarulhos atacou pela esquerda e a finalização saiu por cima do gol. Aos 13, nova chance visitante quando, após escanteio da esquerda, um dos avantes subiu sozinho e cabeceou firme, só que a bola saiu pela linha de fundo. A partir desse lance, muita chuva, sono e ação concentrada no meio de campo.


Johnny, 7 do BEC, enfrentando a marcação adversária


Samuel (9) e Jonatan (4) disputando a bola pelo alto


Zagueiro do Guarulhos sendo acossado por atletas paulistanos


De novo Samuel no ataque do Elefante, agora com a marcação de Guilherme (3)


Alex (6) tentando se desvencilhar da marcação de Wesley (2)

O aguaceiro piorou no intervalo e desisti de seguir captando as imagens de perto. A etapa final foi disputada debaixo de muito mais água e mesmo assim o panorama melhorou. O Barcelona criou duas boas oportunidades nos primeiros minutos e em ambas Alex trabalhou bem. Aos sete, faltou um detalhe para o placar ter sido inaugurado. Num escanteio a favor do Guarulhos pela esquerda, o camisa 4 Jonatan escorou no segundo pau e Weider perdeu na pequena área. Aos 10, Vinicius bateu falta a favor do Barcelona e o arqueiro visitante fez ótima defesa.

No minuto seguinte a bola foi cruzada na área paulistana e nenhum atleta do Guarulhos conseguiu completar. Weider, o principal nome do onze visitante, arriscou um tiro aos 12 e a pelota tirou tinta da trave. Aos 22, outro lance de bastante perigo a favor do tricolor da Grande São Paulo. Weider fez ótima jogada pela esquerda e obrigou Alexandre a mostrar serviço novamente. Luís Henrique ficou com o rebote e, com um toque de classe, ele tentou encobrir o camisa 1. A bola saiu por centímetros. Ali eu vi que o 0x0 seria praticamente inevitável.


No segundo tempo, o Guarulhos foi melhor do que o Barcelona


Uma das várias chegadas visitantes pelo alto


Atletas do Guarulhos se preparando para mandar a bola na área local

O cotejo continuou bem movimentado e com os visitantes mais dispostos. No fim, minha expectativa se confirmou com o resultado de Barcelona 0-0 Guarulhos. Os líderes da chave são Flamengo, que derrotou o Mauá FC, e o União Suzano, que venceu por WO o Mauaense pois o Pedro Benedetti não estava com os laudos em dia. A primeira fase vai terminar no longínquo 30 de junho, no meio da Copa América. O próximo compromisso do Elefante dentro de casa será no feriado de 1º de maio. Após esse jogo, os demais serão nas sextas (!) de tarde. Prevejo dor de cabeça para manter a sequência que vem desde 2015.

Quando a peleja acabou a chuva que já estava forte ficou ainda pior. Fui obrigado a pegar um 99 da Mooca até o Morumbi para não chegar tão atrasado no trabalho. Apesar dos inúmeros problemas que tenho passado ali, é o que está me segurando financeiramente falando, então vamos engolindo aquele sapo maroto todo santo dia que a situação do país não está nada fácil.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Barcelona 0-0 Guarulhos

Competição: Campeonato Paulista Segunda Divisão; Local: Estádio Conde Rodolfo Crespi (São Paulo); Árbitro: Matheus Delgado Candançan; Público: 203 pagantes; Renda: R$ 1.530,00; Cartões amarelos: Rafael e Vinícius (Bar), Tuono (Gua).
Barcelona: Alexandre; Wesley, Gerson, Alê e Rafael (Japa); Vinicius, Felix e Gui; Johnny, Samuel (Alemão) e Roni. Técnico: Adauto Marinho.
Guarulhos: Alex; Alanderson, Guilherme, Jonatan e Alex (Weider); Victor, Breno, Deivision e Luis Henrique (Arthur); Tuono (Matheus) e Guedes. Técnico: José Eduardo de Miranda.
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segunda-feira, 8 de abril de 2019

Juventus vai bem, mas perde a vaga na semi para o XV

Texto e fotos: Fernando Martinez


A volta das quartas de final do Campeonato Paulista da Série A2 pediu passagem na manhã do domingo aqui no JP. Fui pela primeira vez na atual temporada acompanhar uma peleja do Juventus no Estádio Conde Rodolfo Crespi com direito à definição de uma vaga na semifinal do certame. O sempre genial XV de Piracicaba visitou o onze grená num duelo tradicionalíssimo, repetido por várias décadas na primeira divisão e recheado de grandes momentos.

O primeiro Juventus x XV que assisti foi em 13 de fevereiro de 1999, um sábado de Carnaval. Choveu muito,o o público foi bem pequeno e os grenás venceram pela contagem mínima, gol de Gabriel, um camisa 9 bastante contestado na época. O destaque da partida foi a presença do saudoso Zé Carlos, ex-Flamengo e um dos goleiros da Copa de 1990, na meta do alvinegro. Ele foi super simpático durante todo o jogo e no fim ainda veio conversar com quem estava no alambrado. Além desse encontro, acompanhei mais três, todos com vitória paulistana: 3x1 pela Copa Estado de São Paulo em 19 de julho de 2003, outro 3x1 em 27 de setembro de 2007 pela Copa FPF e um 2x1 válido pela Série A3 em 10 de fevereiro de 2010.

Voltando a 2019, na quinta-feira o Nhô Quim derrotou o Moleque Travesso pela contagem mínima e chegou na Rua Javari precisando apenas de um empate para se garantir na semi. Sendo assim, os grenás tinham que vencer por dois gols de diferença e o triunfo por um tento levaria a decisão aos pênaltis. Um total de 4.217 pessoas pagaram ingresso e encheram a casa juventina nessa decisão. A torcida piracicabana, como não poderia deixar de ser, também marcou presença em peso.


Clube Atlético Juventus - São Paulo/SP


Esporte Clube XV de Novembro - Piracicaba/SP


O árbitro Thiago Duarte Peixoto, os assistentes Miguel Cataneo da Costa e Daniel Luis Marques, o quarto árbitro Thiago Lourenço de Mattos e os capitães dos times

Cheguei na cancha por volta das 9h30 e minutos depois já estava no relvado. O número de gente na parte coberta era enorme, e entre as autoridades, vale registrar a presença do presidente da FPF Reynaldo Carneiro Bastos e do ex-jogador Casagrande. Muito mais importantes do que os dois, também contamos com a presença do seu Natal, o taxista do milênio, o decano Milton Haddad e, na torcida do XV, o amigo Mário e sua simpaticíssima namorada, Monique. De ruim, só o mormaço que queimou até pensamento.

Fiz as imagens dos times e do trio de arbitragem e fui pegar meu lugar no ataque local. O primeiro ataque perigoso foi do XV no primeiro minuto. A finalização foi precisa e um dos zagueiros conseguiu salvar em cima da linha. Após esse lance, o Juventus ficou cerca de meia hora com o absoluto domínio territorial. Só que a pressão foi um tanto quanto sem inspiração e todas as chances foram desperdiçadas. Luiz Fernando, goleiro visitante, trabalhou duas vezes em chutes de longe.

Aos 35, foi Paulo Vítor que fez uma das defesas mais impressionantes dos últimos tempos. Mizael recebeu bom passe de Macena, avançou pela esquerda e cruzou para Ronaldo. O camisa 9 chutou firme à queima-roupa, mas o camisa 1 juventino conseguiu espalmar pela linha de fundo de forma absolutamente inacreditável. Nos minutos restantes, nada de relevante. Quando o intervalo chegou, o marcador ainda estava inalterado.


Disputa de bola no campo de defesa quinzista


Zaga do XV afasta bola levantada em cobrança de escanteio


Zagueiro do Nhô Quim sendo driblado por atleta juventino


Chute de longe no ataque grená que passou bem longe da meta


Falta em cima de Potiguar pela direita

A entrada de Ramón na etapa final foi o ingrediente que faltava para o Juventus finalmente começar a levar perigo de verdade. No primeiro ataque Romarinho recebeu, tirou do zagueiro e chutou. A bola bateu na rede pelo lado de fora e a ilusão de ótica fez com que boa parte do estádio comemorasse o gol. Falando em gol, aos seis os grenás abriram o marcador. Romarinho deu grande passe para Ramon na área e o camisa 17 tocou por baixo. Grande festa dentro e fora de campo com o tento que levava a decisão da vaga para a marca de cal.

O XV sentiu o golpe e continuou sem mostrar nenhum poder ofensivo, além de não ser capaz de frear o rápido ataque local. Aos 19, Ramón lançou Romarinho na área e o camisa 7 foi derrubado pelo goleiro. Pênalti. A batida ficou por conta do camisa 10 Potiguar. O atleta até que bateu bem, porém Luiz Henrique fez uma estupenda defesa com os pés e impediu que o Juventus ampliasse. Esse lance acabou dando um alento ao time interiorano e, apesar de não conseguirem sucesso na criação de bons momentos, ao menos equilibraram a posse de bola.

O XV esperava um lance, aquela chance de contra-ataque marota, para buscar o gol da classificação. Aos 35 minutos ele aconteceu e o onze comandado por Tarcísio Pugliese não desperdiçou. Misael lançou Macena, ele ganhou de Lucão na corrida e chutou cruzado, no canto de Paulo Vítor. O atleta também tinha marcado o gol da vitória no Barão de Serra Negra e saiu do gramado histórico da Javari como o heroi da classificação (junto com Luiz Henrique, claro).

Ramón poderia ter saído como tal dois minutos depois, só que o atleta mandou por cima uma preciosa oportunidade na pequena área. Ele tentou bater com força quando o jeito era a melhor escolha para concluir. No tempo que restava os paulistanos tentaram sem sucesso a marcação do segundo tento. Por mais que merecessem melhor sorte, quando o árbitro apitou pela última vez na quente manhã de domingo, a eliminação se tornou realidade.


Lance do gol do Juventus, marcado por Ramon aos seis do tempo final


Durante a primeira metade do segundo tempo o escrete grená dominou por completo a partida e chegou várias vezes perto de ampliar


Pênalti perdido por Potiguar com defesa sensacional de Luiz Henrique


Zaga travando o que seria uma boa finalização grená


Comemoração do gol de empate piracicabano. O gol que levou o XV à semifinal

O placar de Juventus 1-1 XV de Piracicaba colocou o Nhô Quim na semifinal da Série A2. Agora o adversário direto em busca de uma vaga na A1 de 2020 será a Inter de Limeira. Os piracicabanos não disputam a principal competição do estado desde 2016, enquanto os limeirenses desde 2005 (!). A outra vaga sairá do encontro entre Água Santa e Santo André. E vale lembrar: por enquanto não existe nada de terceira vaga. O que saiu na imprensa até aqui não passa de boato.

Foi isso. Na tarde de segunda-feira retornei à Javari para iniciar os trabalhos na querida Segundona Paulista. Teve chuva, frio e muito perrengue, mas outra vez marquei presença numa apresentação do Barcelona Capela "em casa".

Até lá!

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Ficha Técnica: Juventus 1x1 XV de Piracicaba

Competição: Campeonato Paulista Série A2; Local: Estádio Conde Rodolfo Crespi (São Paulo); Árbitro: Thiago Duarte Peixoto; Público: 4.217 pagantes; Renda: R$ 69.600,00; Cartões amarelos: Cesinha e Roger (Juv), Walfrido, Kadu Barone, Macena, Luiz Fernando e Robertinho (XVP); Gols: Ramon 6 e Macena 36 do 2º.
Juventus: Paulo Vitor; Thiaguinho, Robson, Diego Sacoman e Roger (Paulo); Alê, Douglas, Romarinho (Lucão) e Potiguar; Cesinha e Adilson (Ramon). Técnico: Alex Alves.
XV de Piracicaba: Luiz Fernando; Jefferson Feijão, Douglas Marques (Paulão), Gilberto Alemão e Robertinho; Fraga, Walfrido (Cássio Gabriel) e Misael; Kadu Barone (Bruninho), Macena e Ronaldo. Técnico: Tarcísio Pugliese.
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quinta-feira, 4 de abril de 2019

Rio Claro sai na frente do Ramalhão nas quartas da A2

Texto e fotos: Fernando Martinez


A tarde de quarta-feira tinha boas opções da Copa do Brasil sub-20, porém pensando em jogos decisivos no profissional, resolvi acompanhar o início da fase decisiva do Campeonato Paulista da Série A2. Após dois anos, voltei a ver o Santo André em ação no Estádio Bruno José Daniel, Pela ida das quartas de final, o Ramalhão recebeu a boa equipe do Rio Claro querendo fazer valer o fator campo pensando em sair na frente na disputa de uma vaga na semifinal.

Na primeira fase o clube interiorano não saiu do G8 em nenhuma das 15 rodadas, teve uma performance sólida e terminou na terceira colocação com 27 pontos. Já pelos lados da agremiação do ABC, sufoco e perrengue na reta final. Apesar de ter ficado na zona de classificação em nove das 15 rodadas, a vaga só foi garantida nos 2x0 em cima da Portuguesa sábado passado. Os 21 pontos deixaram o time na sétima posição. Os dois pintaram aqui no blog nos duelos contra o Nacional na capital. O Rio Claro empatou sem gols no famoso jogo de 24 horas e o Ramalhão perdeu de virada no sábado de carnaval.


Esporte Clube Santo André - Santo André/SP


Rio Claro Futebol Clube - Rio Claro/SP


O árbitro Douglas Marques das Flores, os assistentes Risser Jarussi Corrêa e Alex Alexandrino, o quarto árbitro Kléber Canto dos Santos e os capitães dos times

Tive a companhia do Mílton nessa jornada e sofremos bastante com o forte calor nesse outono que ainda não engrenou. Chegamos na cancha andreense faltando uma hora pro apito inicial. Aproveitei a deixa e fiz uma boquinha numa barraquinha de cachorro-quente. Saudade desse lance tradicional que está cada vez mais distante do cenário futebolístico. Aliás, o futebol em si está chatíssimo com prioridades desconectadas com a realidade. Querem profissionalizar tanto que estão matando a essência do esporte bretão... só que isso é papo para outro dia,

Ao invés de acompanhar um ataque específico resolvi ficar o tempo todo postado no gol "da esquerda" já que não estava na pegada de tomar sol na cara por um minuto sequer. Então na etapa inicial acompanhei os avantes rio-clarenses. O Santo André teve o domínio territorial, mas os visitantes foram mais efetivos. Aos 14 minutos Maykinho recebeu bom passe de Ernani e mandou de forma bisonha por cima do gol. Dois minutos depois, o castigo: Franco tocou para Toninho, ele avançou pela direita e cruzou na área. Élton surgiu entre dois zagueiros e inaugurou o placar a favor do Rio Claro.


Ataque do Rio Claro pela esquerda no começo da peleja


Ícaro afastando a bola do campo de defesa andreense sob o atento olhar dos atletas visitantes


Bom ataque de Élton pela direita e grande defesa de Tomazella


Élton comemorando o gol do Galo Azul


Defesa do Ramalhão protegendo a pelota do bom ataque adversário


Ataque aéreo do escrete rio-clarense ainda no primeiro tempo

O Galo Azul era perigoso nos contra-ataques e levou perigo à meta defendida por Tomazella. Mas a melhor chance foi do onze da Grande São Paulo. Novamente Maykinho foi o autor do chute e dessa vez a finalização bateu na trave. Cristian, aquele ex-Juventus e ex-Palmeiras, também teve seus momentos. Pena para a maior parte dos 904 pagantes (1.194 presentes) que o empate não saiu. Na segunda etapa permaneci no mesmo local e dei sorte, já que a ação ficou concentrada no campo de defesa visitante. Como o Rio Claro só se preocupou em segurar a vantagem, o Santo André ficou perigosamente perto da grande área.

O grande problema foi que a partida ficou bastante embolada no meio-campo. Apesar de criar poucas chances, o Ramalhão ficou o tempo todo com a bola nos pés. O primeiro grande momento foi aos 14, quando Toledo cobrou falta com estilo e Murilo fez ótima defesa. Susto de novo somente aos 33 com uma bela investida de Johnnattan que tirou tinta da trave esquerda. O último lance de perigo saiu aos 43 quando Matheus invadiu a área, chutou forte e o rebote do goleiro Murilo passeou pela área sem que nenhum atleta local aparecesse.


Guilherme Garré, 11 do Santo André, atacando pela esquerda


Raphael Toledo se preparando para mandar a pelota dentro da área adversária


Disputa de bola pelo alto dentro da área visitante


Cristian cobrando falta em busca do gol de empate

No fim, o placar de Santo André 0-1 Rio Claro deixou o Galo com a faca e o queijo na mão, afinal, um empate fará com que a agremiação esteja na semifinal. O campeão da Copa do Brasil de 2004 precisa vencer por um gol de diferença para que a decisão seja nos pênaltis. Se vencer por dois gols de diferença, obviamente ele que estará entre os quatro melhores do certame. Expectativa de bom confronto no Augusto Schimidt Filho.

Saímos do Bruno José Daniel e seguimos de táxi até a divisa Santo André/São Caetano do Sul. Na pauta, uma visita há muito prometida na casa do maior colecionador de camisas do São Caetano. Sempre bom ver os amigos que o futebol nos trouxe. Já estava de noite quando voltei à capital pelos trilhos da CPTM. Uma nova noite de cinema me aguardava seguindo no "esquenta" para o novo filme dos Vingadores. É, nem só de filmes clássicos vive o homem...

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Santo André 0-1 Rio Claro

Competição: Campeonato Paulista Série A2; Local: Estádio Bruno José Daniel (Santo André); Árbitro: Douglas Marques das Flores; Público: 904 pagantes; Renda: R$ 9.110,00; Cartões amarelos: Heliton, Matheus Santiago e Icaro (San), Salustiano e Formigoni (Rio); Gol: Élton 17 do 1º.
Santo André: Tomazella; Dênis Germano, Icaro, Heliton e Ernani; Johnnattan, Raphael Toledo, Cristian e Guilherrme Garré (Jobinho); Maykinho (Matheus Santiago) e Victor Sapo (Anselmo). Técnico: Fernando Marchiori.
Rio Claro: Murilo; Toninho. Salustiano, Fernando e Jussandro; Roger Bernardo, Formigoni, Franco e Vitor (Orlando); Lucas Santos (Nathan) e Elton Martins (Sapeca). Técnico: Adilson Francisco Teodoro.
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terça-feira, 2 de abril de 2019

Audax toma sufoco do Primavera mas se garante nas quartas

Texto e fotos: Fernando Martinez


A última rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A3 aconteceu domingo e três equipes ainda lutavam por duas vagas nas quartas de final. Como duas delas fizeram um confronto direto, não tinha como ficar de fora. Caí da cama cedinho e fui até a cidade de Osasco para o encontro decisivo entre Audax e Primavera no Estádio Prefeito José Liberatti. O vice-campeão estadual de 2017 jogava pelo empate, enquanto o Fantasma precisava vencer.

O Audax começou o campeonato com três empates e três derrotas nas seis primeiras rodadas e parecia que o rebaixamento estava próximo. Não estava. Nos oito jogos seguintes a rapaziada emplacou uma bela recuperação com cinco vitórias, três empates e apenas uma derrota, fazendo com que o time dependesse apenas de si para estar entre os oito melhores na derradeira jornada da fase inicial. Pelos lados do tricolor interiorano, um tabu que precisava ser quebrado: nos sete compromissos longe de casa, nenhum triunfo. Nunca a necessidade de vitória foi tão grande.


Grêmio Osasco Audax Esporte Clube - Osasco/SP


Esporte Clube Primavera - Indaiatuba/SP


Capitães dos times com o árbitro Leandro Carvalho da Silva, os assistentes Claudenir Donizeti da Silva e Ademílson Lopes Filho e o quarto árbitro Eleandro Pedro da Silva

Fui de táxi - dessa vez sem perder a carteira - até o Rochdale na companhia do decano Milton Haddad e do Bruno, os dois animadíssimos em plena manhã. Chegamos na cancha meia hora antes do apito inicial e lá encontramos o sumidaço seu Natal no Possante 558. Eles seguiram até a parte coberta e eu peguei o caminho do gramado. O sol brilhava forte e a peleja foi disputada debaixo de um calor dos infernos. Felizmente a alta temperatura não influenciou na atuação dos que estavam no relvado e os 90 minutos foram os melhores que vi em 2019 até aqui.

O Audax, mesmo precisando só do empate, começou melhor e aos 10 minutos Marcondele abriu o marcador. Danrley lançou o camisa 10 no meio. Ele entrou na área e tocou de leve na saída de Filipe, deixando momentaneamente a situação local mais cômoda, Só que na saída de bola Jhonatan avançou pelo campo de defesa, chutou cruzado da esquerda e a bola sobrou para Fran. O camisa 9 virou em cima do zagueiro e colocou no canto direito de Jeferson Romário. Foi animado o início do cotejo no Liberatti com o 1x1 estampado no placar.

O Fantasma chegou a ter um certo domínio nos 15 minutos seguintes, porém depois, só deu Audax. O goleiro Filipe fez duas grandes defesas, a melhor delas em chute de Danrley, e evitou que os primaverinos fossem aos vestiários em desvantagem. No intervalo, como de praxe, me mandei até a arquibancada e encontrei junto com os já citados o Raul, grande apaixonado pela cidade de Milão. Com eles acompanhei um segundo tempo sensacional, com todos os ingredientes de uma grande decisão.


Bola lançada no ataque do Audax sob o olhar atento do marcador primaverino


Chegada osasquense pela direita do ataque


Defensor do Fantasma protegendo a pelota


No tempo inicial, a zaga do Primavera teve bastante trabalho com a melhor atuação do Audax


Outra rápida investida alvirrubra pelo setor direito

Nem bem os trabalhos foram reiniciados e o Audax ficou em vantagem novamente. Matheus Azevedo fez boa jogada pela esquerda e cruzou. O goleiro Filipe falhou feio e Danrley aproveitou, marcando seu sétimo gol na competição. O Primavera sentiu o tento e sofreu pressão. O mesmo Danrley quase fez o terceiro aos 20 num chute que bateu na trave, Kleber Kallyl também teve um bom momento, assim como Pablo. A insistência deu resultado aos 25 com o terceiro tento marcado novamente por Marcondele. Foi a oitava vez que o camisa 10 anotou na Série A3.

Aos 36 os indaiatubanos ficaram com um a menos quando Nonato foi expulso. Tudo fazia crer que o tricolor estava mortinho e enterrado. Do nada, os atletas conseguiram forças não sei de onde e jogaram dez minutos simplesmente espetaculares. Aos 39, o árbitro marcou pênalti após Jhonatan ser derrubado dentro da área. Russo cobrou bem e diminuiu. Jogando em cima, o improvável empate saiu aos 46, novamente com Russo, 

Com cinco minutos ainda a serem disputados, já não dava pra duvidar de nada. Aos 48 o jogador Pablo foi expulso e deixou o Audax também com dez. Na sequência do lance, um momento lamentável quando o sistema de irrigação ligou durante um ataque visitante. Difícil provar que foi de propósito, mas que foi estranho, isso foi. No último lance, o Fantasma teve falta pela direita. A pelota foi alçada na área, Guilherme subiu livre e cabeceou. A finalização passou tirando tinta da trave direita de Jeferson. Por alguns centímetros não vimos um milagre acontecer diante dos nossos olhos.


Zaga local afastando a pelota da área


O segundo gol do Primavera, marcado por Russo em cobrança de pênalti, devolveu as esperanças ao Fantasma


Momento em que um perigoso ataque visitante foi interrompido pois o sistema de irrigação começou a funcionar do nada... do nada?


Último lance de perigo do Primavera. A cabeçada de Guilherme visitante tirou tinta da trave

No fim, um jogo emocionante, uma recuperação incrível e o placar de Audax 3-3 Primavera. O onze osasquense se classificou em oitavo lugar e agora vai pegar a sensação da A3, o ainda invicto Velo Clube, em duas partidas, começando domingo no Rochdale. O Fantasma ficou em nono, porém apesar da desclassificação merece os parabéns pela campanha. Caso tivesse tido uma performance não tão ruim fora de casa, a vaga nas quartas seria uma barbada.

Saí do Liberatti derretendo e ainda passei muito calor antes de ir bater o tradicional cartão no trabalho na parte da noite. Não posso reclamar, pois mesmo com o rebaixamento do Nacional, o saldo do final de semana teve uma rodada dupla genial e onze gols marcados, algo que não acontecia faz tempo. Futebol vai rolar de novo na quarta-feira com o início da fase decisiva da A2. 

Até lá!

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Ficha Técnica: Audax 3-3 Primavera

Competição: Campeonato Paulista Série A3; Local: Estádio Prefeito José Liberatti (Osasco); Árbitro: Leandro Carvalho da Silva; Público: 546 pagantes; Renda: R$ 5.800,00; Cartões amarelos: Lucas Andrade, Samoel e Pablo (Aud), Geninho, Jhonatan e Guilherme (Pri); Cartões vermelhos: Pablo (Aud) e Nonato (Pri); Gols: Marcondele 10 e Franc 11 do 1º, Danrley 1, Marcondele 25, Russo (pênalti) 39 e 46 do 2º.
Audax: Jeferson Romário; Fábio K, Lucas Andrade, Heltton e Wesley Bolinha; Giovanni (Gomes), Pablo, Marcondele (Jefinho) e Matheus Azevedo (Kleber Kallyl); Danrley e Samoel. Técnico: Cavalinho.
Primavera: Filipe; Romano, Felipe Codô, Guilherme e Janiel; Geninho (China), Carlos Guilherme, Russo e Dhiego Lomba (Venâncio); Franc (Nonato) e Jhonatan. Técnico: Fernando Souza.
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segunda-feira, 1 de abril de 2019

Nacional rebaixado para a Série A3 de 2020

Texto e fotos: Fernando Martinez


Decepção. Esse adjetivo consegue traduzir perfeitamente o que foi a campanha do Nacional Atlético Clube no Campeonato Paulista da Série A2 de 2019. A fraca performance culminou no trágico rebaixamento depois da derrota contra o time reserva (!) do Juventus sábado passado. Em nenhum momento a centenária agremiação mostrou um futebol empolgante e, apesar de ficar fora da zona de rebaixamento nas catorze primeiras rodadas, a equipe voltará a disputar a A3 em 2020, campeonato em que saiu como campeão em 2017.

O confronto contra o escrete grená foi o oitavo no Estádio Nicolau Alayon no torneio e nele alcancei a marca de 44 coberturas consecutivas, chegando a dois anos e meio sem faltar em nenhum compromisso ferroviário na Zona Oeste paulistana. De toda a sequência, a partida contra o antigo adversário da Mooca entra como a mais triste, empatada com o revés versus o Água Santa na penúltima rodada de 2018, que custou a classificação entre os quatro melhores. Sabendo as histórias de bastidores sobre o que rolou de verdade naquela tarde de quarta-feira, a queda fica ainda mais amarga, pois a chance de acesso na última temporada não era nenhum absurdo.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Clube Atlético Juventus - São Paulo/SP


O árbitro Daniel Bernardes Serrano, os assistentes Luis Alexandre Nilsen e Ricardo Luis Buzzi, o quarto árbitro Ricardo Bittencourt e os capitães dos times

A casa nacionalista recebeu o melhor público do ano: 924 pagantes. A maior parte de torcedores juventinos felizes com a bela campanha e a classificação antecipada às quartas de final. O Nacional vinha de três derrotas nos últimos quatro compromissos, mas um empate praticamente garantiria a permanência na A2. Aliás, vale um registro: no mínimo metade dos participantes do certame teve uma performance muito abaixo da média. Reflexo da bisonha realidade do futebol tupiniquim. Torcedores antenados já se ligaram disso, porém dirigentes de clubes e federações ainda enxergam um mundo cor de rosa que existe apenas na mente deles.

Pela primeira vez no certame, o Nacional iniciou os trabalhos emplacando uma blitz em cima da zaga adversária. Os avantes foram bem e a melhor oportunidade saiu dos pés de Ortigoza aos quatro minutos, quando ele recebeu livre dentro da área e a zaga salvou. O Naça atacava primordialmente pela direita e os defensores visitantes tiveram bastante trabalho para neutralizar as ofensivas. O Juventus pouco passava do meio-campo, e quando o fez, abriu o placar. Fabinho recebeu passe na intermediária e acertou um chute lindo no ângulo esquerdo de Maurício. Outra vez os locais teriam que jogar sob pressão. 

A desvantagem não desanimou os locais e os homens de frente, principalmente o camisa 9 Ortigoza, mostraram serviço principalmente em ataques pelo alto. Por duas vezes a pelota passou perto da meta defendida por Rafael em toques de cabeça. Os grenás apostavam nos contra-ataques, e num deles Medina chutou de longe, obrigando Maurício a fazer bela defesa e mandar pela linha de fundo. Só que na cobrança de escanteio, já nos acréscimos, Lucas Rocha ampliou a vantagem juventina em jogada aérea. No intervalo, o Nacional perdia por 2x0, assim como aconteceu contra Atibaia e Sertãozinho. A esperança era que, da mesma forma que aconteceu naqueles compromissos, o empate chegasse no tempo final.


Um dos bons ataques nacionalistas no início da peleja


Emerson Mi, um dos que salvaram na barca do Nacional, atacando pela direita


O setor direito foi o mais acionado durante todo o jogo


Marcação firme do camisa 5 Rocha

Quando a peleja recomeçou, Emerson Mi, um dos únicos que se salvam do desastre, completou um cruzamento da direita e colocou a pelota no canto esquerdo. O Nacional naquele momento precisava de apenas um outro gol para se salvar. Pena que o tento do Sertãozinho em cima do Rio Claro instantes depois tenha deixado claro que a luta contra a queda seria travada exclusivamente contra o São Bernardo FC, que até então estava sendo derrotado pela fênix Penapolense em duelo com 40 minutos de atraso. Já estávamos sentindo que se os nacionalistas fossem depender do Primeiro de Maio, eles ficariam na mão.

A coisa já não estava boa, e aos 11 o drama voltou com tudo com o terceiro gol do Moleque Travesso. Num escanteio pela esquerda, Lucão, camisa 3, subiu entre quatro atletas locais e cabeceou, A bola subiu e acabou encobrindo Maurício, que nada pôde fazer. Na base do "perdido por um, perdido por mil", agora a tática era o famoso bumba-meu-boi, sem muita organização e com chutões buscando os avantes dentro da área grená. Numa jogada por baixo aos 29, a arbitragem marcou pênalti. De Paula bateu bem e renovou a esperança.

Perdendo por 2x3 e com o Penapolense vencendo o Tigre do ABC por 2x0, era a equipe de São Bernardo do Campo que estava sendo rebaixada. Como o cotejo do Primeiro de Maio ainda ia demorar a chegar ao fim, o ideal era a manutenção da pressão em busca do empate. Para delírio da massa que estava na parte coberta da Comendador Souza, o terceiro gol chegou a acontecer por volta dos 35 minutos após grande bate-rebate na pequena área. Foram 60 segundos de muita comemoração... muita comemoração mesmo. Isso até o assistente número 2 anular o tento alegando que um dos atletas tocou na bola com a mão. O balde de água fria foi um dos maiores que já presenciei nas minhas 2.923 partidas vistas in loco.


Lance do terceiro gol juventino, marcado pelo zagueiro Lucão. Mesmo com três atletas adversários ao redor, ele conseguir cabecear e ampliar a vantagem visitante


Momento em que o Juventus quase faz o quarto no Alayon


De Paula fez o segundo de pênalti e renovou a esperança nacionalista


Placar final da partida que rebaixou o Nacional para a A3 com destaque para Maurício, talvez o maior destaque do time na competição

A luta pelo empate continuou no tempo que restava, só que o árbitro encerrou o jogo com o resultado final de Nacional 2-3 Juventus. Naquele instante os ferroviários estavam se salvando com os 2x0 do Penapolense. Ainda faltava quase meia hora no ABC e se o Tigre fizesse um gol ele se salvaria junto com o CAP. Tinha plena certeza que o tento sairia e, exatos 17 minutos após o último trilar do apito no Alayon, minha expectativa se confirmou com um bizarro gol contra de Wesley Dias que decretou a queda nacionalista. 

O trabalho não foi bem feito. Fato. Vícios antigos fizeram com que a preparação não fosse a ideal. Além disso, foram contratados vários atletas com pouco ou nenhum comprometimento ou que soubessem o que vestir a camisa nacionalista representa. Dentro de campo, somente o segundo tempo contra a Inter de Limeira foi suficientemente bom. Tirando isso, perrengue, sufoco e incompetência de sobra. O clube ficou oito jogos invicto entre a terceira e a décima rodadas, mas o elevado número de empates pesou. Além disso, as quatro derrotas nos últimos cinco compromissos fizeram enorme diferença.

Agora o Nacional volta à Série A3 e não temos a menor ideia do que esperar a partir disso. Mudança de atitude dos responsáveis talvez? Duvido. Não é de hoje que as mesmas figurinhas carimbadas dão as cartas por lá e a queda não deve alterar o cenário. Por não ser um time grande com torcida cobrando resultados, os momentos ruins são sentidos por poucos - porém fiéis abnegados -, e o ambiente fica livre de questionamentos. Da minha parte, espero de verdade que o escrete centenário possa retornar à A2 o quanto antes. Sonhar com o acesso para a A1? Não, não sou tão ousado assim.

Saí do Nicolau Alayon triste e acompanhei pelo celular a definição da queda atualizando as notícias do ABC. Ainda tive que encarar seis horas de trabalho com a cabeça cheia... tudo bem, acontece. Saí depois da meia-noite, e em menos de oito horas já estava de pé para a definição dos últimos classificados na Série A3. Teve jogaço no Rochdale.

Até lá!

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Ficha Técnica: Nacional 2-3 Juventus

Competição: Campeonato Paulista Série A2; Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Daniel Bernardes Serrano; Público: 924 pagantes; Renda: R$ 22.400,00; Cartões amarelos: Josué, De Paula e Caio Mendes (Nac), Rocha, Bahia e Medina (Juv); Cartões vermelhos: Felipe Pernambuco, De Paula e Danilo Negueba (Nac); Gols: Fabinho 15 e Lucão 46 do 1º, Emerson Mi 1, Lucão 11 e De Paula (pênalti) 31 do 2º.
Nacional: Maurício; Léo Cunha (Josué), Gabriel Santos, Everton Dias e Caio Mendes; Everton Tchê, Bruno Sabino, Danilo Negueba (De Paula) e Emerson Mí; Ortigoza (Michael Tuique) e Matheus Lú. Técnico: Jorginho.
Juventus: Rafael; Bahia (Teta), Lucão, Gomes e Roger; Thiago Rocha, Medina, Douglas e Fabinho; Ramon (Dener) e Marcelo (Raphael). Técnico: Alex Alves.
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