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quinta-feira, 19 de setembro de 2019

São Bento volta a vencer na Série B e deixa a lanterna

Texto e fotos: Fernando Martinez


Desde o ano passado estava na cabeça a ideia de assistir um jogo do São Bento no Estádio Walter Ribeiro pelo Campeonato Brasileiro da Série B. Demorou um pouquinho, e na noite de terça-feira consegui finalmente cumprir o objetivo e fui até a cidade de Sorocaba curtir uma apresentação do onze alvi-azul nessa que tem sido uma temporada complicada. O adversário da 23ª rodada foi o Vitória da Bahia, um confronto absolutamente inimaginável há alguns anos.

O escrete interiorano era nada menos do que o lanterna do certame antes dessa peleja e a rapaziada vinha de quatro compromissos sem nenhum triunfo. Uma vitória em cima do Vitória - foi inevitável, desculpem - era obrigação. Esse foi o primeiro duelo dos sorocabanos no CIC após o aniversário de 106 anos. Para comemorar a data, os atletas carregaram nas costas o nome de craques históricos. Por exemplo, a zaga teve a honra de levar o nome da dupla Marinho Peres e Luís Pereira.

Visitei a simpática cidade depois de dois anos de ausência (a última visita ali tinha sido na derrota do São Bento contra o Ypiranga pela Série C de 2017) com a presença do amigo-abelha Renato Rocha e de Caio Buchalla, o mago das Copas, com sua simpática esposa Roberta. No caminho, claro, aquele papo sobre tudo de bom que está por vir nas próximas semanas. Além do meu jogo #3000, vai ter cobertura histórica do JP no final de outubro.

Chegamos na casa do Bentão e enquanto os amigos foram descolar um ingresso eu, sempre com o credenciamento em dia, me posicionei na parte nobre do CIC (na Série B fazer as fotos do gramado é um saco). Um bom público marcou presença e um total de 1.515 pagantes viram de perto uma boa atuação local. Nada mágico ou inesquecível, porém pelo menos serviu para voltarem a vencer e deixarem a última colocação.


Times perfilados para a execução do Hino Nacional



Pegando aquela famosa carona, as fotos oficiais do Vitória e do quarteto com os capitães. O São Bento não quis posar...

Aos seis minutos os donos da casa já ficaram em vantagem. Minho recebeu na esquerda e cruzou na área, na cabeça de Rodolfo. O camisa 10 que levava o nome do falecido Mickey, atleta que disputou 86 jogos nos anos 50 e 60, fez a festa dos presentes. Sem querer dar bobeira, o Vitória quase empatou aos 17 quando Anselmo Ramón mandou bola na trave. De novo o avante baiano assustou aos 24 e Renan Rocha fez boa defesa.

Depois disso, pouco se viu e a partida ficou embolada demais. Os exigentes torcedores que estavam perto de mim estavam preocupados com o que esperar no tempo final. Como enchi o bucho na estrada degustando um sanduba de mortadela absolutamente indecente, não consegui forças para matar a saudade do gostoso pastel do Wálter Ribeiro, dono do Selo JP de qualidade há muitos anos. Destaque negativo só para o refrigerante, meio copo de uma tubaína sem gás, custar cinco reais.

Novamente no meu confortável lugar, vi o São Bento criar o primeiro grande lance da segunda etapa com Rodolfo aos quatro minutos. Pena que o atacante, mesmo livre de marcação, tenha chutado torto. O time da casa levou o cotejo em banho-maria até que num espaço de dez minutos criou várias oportunidades que levaram ao segundo gol. Primeiro Rodolfo cobrou falta primorosa aos 19 e Martín Rodríguez fez ótima defesa. Aos 23 foi a vez de Paulinho finalizar com perigo. Aos 25, os baianos tiveram um tento anulado e no fim, ele nem fez diferença.

Aos 27, novamente o goleiro rubro-negro fez grande intervenção em tiro de Paulinho. Na sequência, um milagre. Em cobrança de escanteio curto - sim, isso aconteceu - a bola foi alçada e Gerson, que tinha na sua camisa o nome de Marinho Peres, subiu entre os zagueiros e ampliou a vantagem paulista. O 2x0 sossegou o ímpeto do São Bento e o Vitória se lançou ao ataque. Falando em milagre, aos 41 vimos uma das defesas mais impressionantes dos últimos tempos. Renan Rocha fez defesa difícil em finalização de Caicedo e o rebote sobrou para Felipe Garcia na pequena área. O camisa 7 mandou à queima-roupa e o arqueiro sorocabano impediu o gol de forma brilhante.


Precisando muito voltar a vencer, o São Bento começou a peleja em cima do time baiano


Atleta do Vitória cortando bola lançada no seu campo de defesa


Lance do segundo gol, marcado de cabeça por Gerson no tempo final depois de cobrança curta de escanteio... milagre!


Escanteio a favor do Vitória em busca de pelo menos diminuir o prejuízo em Sorocaba


Placar final do jogo no Wálter Ribeiro com triunfo providencial do time da casa

Com esse momento ficou claro que a noite não estava favorável ao escrete visitante. O resultado final de São Bento 2-0 Vitória foi merecido, principalmente pelo que os locais apresentaram nos 45 minutos finais. O triunfo colocou o alvi-azul provisoriamente na 17ª posição, enquanto o Leão parou na 15ª colocação. Na próxima rodada a equipe interiorana visitará o Oeste e provavelmente marcaremos presença na Arena Barueri.

Voltamos para a capital na boa e sem percalços. Da minha parte, essa foi a partida #2990 que acompanhei in loco. Isso quer dizer que a contagem regressiva para o jogo #3000 entrou na sua reta final. O legal é que não tenho a menor ideia onde será. Sei que no dia seguinte cheguei ao #2991 com a melancólica e bisonha despedida nacionalista no ano do seu centenário.

Até lá!

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Ficha Técnica: São Bento 2-0 Vitória/BA

Competição: Campeonato Brasileiro Série B; Local: Estádio Wálter Ribeiro (Sorocaba); Árbitro: Lucas Paulo Torezin (PR); Público: 1.515 pagantes; Renda: R$ 13.050,00; Cartões amarelos: Gerson (Sao), Wesley, Van (Vit); Gols: Rodolfo 7 do 1º, Gerson 28 do 2º.
São Bento: Renan Rocha; Marcos Martins, Joílson, Gerson e Guilherme Romão; Fábio Bahia, Paulinho (Raphael Martinho) e Dudu Vieira (Caio Rangel); Rodolfo, Zé Roberto e Minho (Vinícius Kiss). Técnico: Milton Mendes.
Vitória/BA: Martín Rodríguez; Van, Everton Sena (Zé Ivaldo), Ramon e Capa; Baraka (Caicedo), Léo Gomes e Marciel (Ruy); Felipe Garcia, Wesley e Anselmo Ramon. Técnico: Carlos Amadeu.
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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Vitória tranquila do Corinthians na Fazendinha em cima da Pantera

Texto e fotos: Fernando Martinez


A tarde de sábado outra vez tinha programada várias pelejas na Grande São Paulo. Não foi fácil escolher qual delas contaria com a minha presença e, depois de muito pensar, optei pela praticidade. Fui até o genial Estádio Alfredo Schurig acompanhar o Campeonato Paulista sub-20 da Primeira Divisão. Pela segunda rodada da terceira fase, o Corinthians recebeu Botafogo de Ribeirão Preto.

Um confronto desses na Fazendinha nos traz a lembrança do Corinthians x Botafogo-RP mais famoso realizado ali, em 12 de outubro de 1974. Na tarde daquele sábado, um público de 17 mil pessoas lotou a cancha para ver a primeira partida do mosqueteiro no segundo turno do Campeonato Paulista. Três dias antes eles tinham derrotado o São Paulo e conquistado o primeiro, logo, também uma vaga na grande decisão.

Aos 17 do segundo tempo, com o placar ainda em branco, a Pantera marcou. Só que na visão dos corintianos o atacante Geraldão estava impedido e a bola não passou pela linha (depois realmente foi confirmado pela imagem de TV que a pelota não tinha entrado). Isso desencadeou uma enorme confusão dentro e fora de campo. No meio dela, o camisa 10 Rivelino acertou uma bicuda no bandeirinha Mário Molino e foi expulso. A torcida quis invadir o gramado e por falta de garantias o jogo foi suspenso pelo árbitro.


"O vexame do Corinthians". Essa foi a manchete da Folha de São Paulo de 13 de outubro de 1974 falando sobre toda a confusão no Parque São Jorge

O Reizinho do Parque foi a julgamento e poderia ter sido suspenso do futebol por um ano. Isso acabou não acontecendo, porém o estrago já estava feito. O Corinthians se arrastou por todo o segundo turno, não atuou mais no seu estádio e, como todos sabem, foi derrotado na final pelo seu maior rival. O alvinegro ficou sem o título, sem seu maior jogador para sempre e também sem a sua casa.

Quase 45 anos após o futebol é outro, a categoria também, mas nem por isso deixo de fazer o paralelo do que rolou em 1974 e do cenário atual. Não teve confusão, briga, agressões... só tivemos futebol dentro das quatro linhas. As duas equipes se enfrentaram pelo Grupo 12 do antigo certame de juniores. Na chave, também estão Novorizontino e Guarani. Na primeira rodada, o Timão derrotou o Bugre em Morungaba (!) e a Pantera empatou com o Tigre em Brodowski. Na fase anterior eles também estavam na mesma chave e os duelos tiveram triunfo corintiano por 2x0 fora de casa e empate sem gols na capital.


Sport Club Corinthians Paulista (sub-20) - São Paulo/SP


Botafogo Futebol Clube (sub-20) - Ribeirão Preto/SP


Capitães dos times com o quarto de arbitragem antes do apito inicial

Um público razoável foi à casa corintiana e assistiu um bom jogo. Na etapa inicial o que se viu foi bastante equilíbrio e com poucos momentos de perigo. Aos quatro minutos Sandoval atacou pela esquerda e a bola foi rolada para o meio da área. No primeiro chute o goleiro Gustavo salvou. No segundo, um dos zagueiros salvou em cima da linha.

A partida ficou truncada pela meia hora seguinte e somente aos 33 pintou boa chance, agora do Botafogo, em grande defesa de Guilherme. Aos 39, Vitinho recebeu na área, matou, chutou de primeira e Gustavo fez boa intervenção. Aos 41, a zaga do Pantera saiu errado e deu a pelota de presente para Madson. Ele cruzou na cabeça de Nathan e novamente o camisa 1 tricolor mostrou serviço.


O bonito colorido dos uniformes no gramado da Fazendinha


Ataque corintiano pelo alto e corte da zaga botafoguense


Atleta alvinegro se preparando para bater escanteio sob o olhar atento da torcida presente no Parque


Chegada mosqueteira pela esquerda, ponto forte no primeiro tempo

No tempo final resolvi ir ficar de boa na parte coberta e dali acompanhei o Corinthians voltar com tudo. Madson quase abriu o placar antes do primeiro minuto com Madson. Aos 10, um dos zagueiros do Bota por pouco não fez contra, mandando pela linha de fundo. No escanteio, Madson cobrou e Roni completou, abrindo o marcador. Aos 15, Igor cruzou e Madson fez o dele.

O Botafogo sentiu os dois golpes e tentou pelo menos diminuir o prejuízo. O problema foi que seus atacantes não estavam num bom dia. As duas maiores foram em lances que contaram com o goleiro corintiano bem adiantado. No primeiro, a bola foi chutada do meio de campo e não passou longe. Na segunda, a pelota foi tocada no bico da área e, mesmo com a meta desguarnecida, o tiro foi pelo alto.


Madson carregando a bola em lance do início da etapa final


Nos últimos 45 minutos o Corinthians conseguiu transformar o domínio territorial em gols


Disputa no meio-campo com Ruan Oliveira (16) e Gabriel Teixeira (8)

No fim, o placar de Corinthians 2-0 Botafogo beneficiou quem teve mais inspiração e vontade em busca da vitória. O Timão é líder da chave com seis pontos, enquanto o Guarani tem dois e Pantera e Tigre tem um. Atuando também no Brasileiro da categoria, os meninos do Parque São Jorge vem forte em busca da taça.

Resolvi ficar de boa no domingo e voltei à ativa na noite de terça-feira com uma rápida viagem ao interior. Na pauta livre do JP, teve sessão da Série B do Brasileiro.

Até lá!

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Ficha Técnica: Corinthians 2-0 Botafogo

Competição: Campeonato Paulista sub-20 da Primeira Divisão; Local: Estádio Alfredo Schurig (São Paulo); Árbitro: Matheus Delgado Candançan; Público e renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Nathan, Ronald (Cor), Gabriel Teixeira, Marlon (Bot); Gols: Roni 11 e Nathan 15 do 2º.
Corinthians: Guilherme; Igor (Daniel Marcos), Ronald, Felipe (Raul Gustavo) e Murillo (Rael); Du, Vitinho (Ruan Oliveira), Roni e Madson; Sandoval (Nathan) e Léo Pereira. Técnico: Dyego Coelho.
Botafogo: Gustavo; João Victor, Edson Silva, Caio e Marlon; Gabriel Teixeira, Matheus Ribeiro e Lucas Henrique (Bruno); Wesley (Luiz Felipe), Felipe Andrade (Dener) e Gustavo Schutz. Técnico: Fernando Braghin.
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Em Mauá, Santo André derrota a Inter e vira líder na Copa

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de uma semana dos infernos com temperaturas que chegaram aos 36 graus, na tarde da sexta-feira 13 tivemos uma trégua e fomos abençoados com um dia frio. Aproveitei a deixa e, após perder duas coberturas por conta do calor, voltei à ativa com um duelo em campo neutro pela Copa Paulista. O Santo André recebeu a Inter de Limeira no Estádio Pedro Benedetti, em Mauá, pois sua cancha está em reforma para a A1 de 2020. Aliás, foi o confronto dos dois promovidos à elite no ano que vem.

As duas equipes não fizeram campanhas brilhantes na primeira fase da Copa e conquistaram a classificação no laço, a Inter sendo terceira do Grupo 2 e o clube do ABC sendo o quarto colocado do Grupo 4. Na segunda fase, elas caíram no complicado Grupo 7 junto com Comercial e Juventus. O Bafo terminou o turno como líder com seis pontos, os andreenses com cinco, grenás com quatro e o onze limeirense com três. A "revanche" da A2 teve triunfo do Leão em casa por 2x1, e apesar de não atuar no Bruno José Daniel, o Santo André sabia que tinha devolver a derrota para não se complicar pensando em vaga na terceira fase.


Esporte Clube Santo André - Santo André/SP


Associação Atlética Internacional - Limeira/SP


O quarteto de arbitragem composto pelo árbitro José de Araujo Junior, os assistentes Claudenir Donizeti da Silva e Paulo Cesar Modesto e o quarto árbitro Carlos Eduardo Gomes posa para o JP junto com os dois capitães

Poucos foram os herois que resolveram encarar o frio mauaense na tarde gelada de um dia útil. Os que foram viram um jogo relativamente bom, muito pela atuação local. Não que o Santo André tenha mostrado uma performance incrível, mas pelo menos conseguiram ser mais objetivos do que seu adversário. Desde o início, bastante movimentação, porém nenhuma oportunidade clara. Na primeira, saiu o gol.

Eram decorridos 32 minutos quando o alvi-azul teve falta pela esquerda. A bola foi cruzada e o árbitro deu pênalti em carga do camisa 4 Jean Pablo em cima de Rafael Leme. A rapaziada da Inter reclamou sem sucesso. Matheus Santiago bateu bem e abriu o marcador aos 34. O problema foi que ele, menos de 60 segundos depois, conseguiu ser expulso depois de dar um pontapé sem bola em Tcharlles. Vacilo monstro do camisa 8.

A Inter buscou emplacar aquela pressão tendo com onze contra dez, só que o Santo André soube se segurar. O melhor momento aconteceu aos 42 minutos quando, após cruzamento da esquerda, o goleiro Luís Augusto defendeu meio que no susto e no rebote Pivetta mandou por cima. Como desgraça pouca é bobagem, o Ramalhão, numa improvável chegada ao campo ofensivo, fez o segundo aos 48 quando Victor Sapo virou em cima de um zagueiro e chutou de primeira no canto direito de Rafael (um, dois, três) Pin.


Aquela disputa aérea marota dentro da área da Inter de Limeira



O lance em que o Jean Pablo, camisa 4 da Inter, cometeu pênalti aos 32 do primeiro tempo e a cobrança precisa de Matheus Santiago, fazendo 1x0 para o Ramalhão


A comemoração de Victor Sapo no belo segundo tento andreense

Perdendo por 2x0, a Inter se viu numa situação bem incômoda para a etapa final, já que mesmo tendo vantagem numérica, teria que se abrir tentando melhor sorte. Quando a partida foi reiniciada o escrete limeirense ficou mais tempo com a bola nos pés, mas chance clara de gol praticamente não existiu, já que o setor defensivo do campeão da Copa do Brasil de 2004 fez o trabalho direitinho. A maior parte dos 287 pagantes não sofreu sustos durante os últimos 45 minutos.

Se o Ramalhão tivesse caprichado, poderia ter ampliado a vantagem por conta dos vários contra-ataques que teve. Como os jogadores estavam preocupados em segurar a boa vitória, acabaram desperdiçando lances de ouro. Da minha parte, acompanhei a peleja curtindo a friaca e o começo de uma garoa que deixou o clima ainda mais especial. No geral nem posso reclamar da estação, pois ela nos deu bons dias frios em 2019.


Atleta do Santo André encarando a marcação de Jean Pablo


Victor Sapo esperando para dar o bote no defensor limeirense



Dois lances de Santo André x Inter de Limeira, jogo que foi importante para a sequência do onze do ABC no certame

Quando o árbitro trilou seu apito pela última vez no gramado (!) de Mauá o placar mostrava o resultado final de Santo André 2-0 Inter de Limeira. Ótimo triunfo andreense que colocou a equipe na liderança da chave com oito pontos, um à frente do Comercial que, com o empate contra o Juventus, foi a sete. O Moleque Travesso agora tem cinco e o Leão continua com três. As duas derradeiras rodadas serão disputadas quarta-feira e sábado.

A tarde do sábado disponibilizava várias opções de partidas na capital e região metropolitana. No fim, resolvi encarar um joguinho no Parque São Jorge do Paulista sub-20. Não era o Plano A, nem B, mas valeu mesmo assim.

Até lá!

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Ficha Técnica: Santo André 2-0 Inter de Limeira

Competição: Copa Paulista; Local: Estádio Pedro Benedetti (Mauá); Árbitro: José de Araújo Júnior; Público: 287 pagantes; Renda: R$ 5.340,00; Cartões amarelos: Gabriel (San), Tcharlles, Wellisson, Nata (Int); Cartão Vermelho: Matheus Santiago 36 do 1º; Gols: Matheus Santiago (pênalti) 33 e Victor Sapo 47 do 1º.
Santo André: Luís Augusto; Rafael Leme, João Pedro, Vinicius Rodrigues (Marquinhos) e Gustavo; Magno, Matheus Santiago e Alex Nagib; Victor Sapo (Gabriel), Vitor Vieira (Will) e Jhonson. Técnico: José Carlos Palhavan.
Inter de Limeira: Rafael Pin; Ferrugem, Balardin, Jean Pablo (Chocolate) e Igor (Geovane); Marquinhos, Nata e Everton Sena; Pivetta (Patrick), Wellisson e Tcharlles. Técnico: Edilson Santos.
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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Novo triunfo do Brasil olímpico no Pacaembu, agora contra o Chile

Texto e fotos: Fernando Martinez


A quente noite de segunda-feira reservou o segundo e último amistoso do Brasil na capital bandeirante pensando no pré-olímpico de janeiro. No Estádio Paulo Machado de Carvalho, o selecionado verde e amarelo enfrentou o Chile. Não tinha como ficar de fora pois com a concessão da velha cancha para a iniciativa privada, sabe-se lá quando veremos novamente um confronto desse naipe por ali.

Diferente do jogo contra a Colômbia na quinta, realizado com muito frio e chuva, dessa vez o calor estava forte, cortesia da horrorosa massa de calor que parou em cima da região. A única coisa boa foi que não tive que me preocupar em descolar algum lugar coberto. A dupla composta pelo amigo-abelha Renato Rocha e o juventino Pucci foi a companhia da vez. Apesar da fraquíssima divulgação, dessa vez o público foi um pouco melhor: 5.059 pagantes. 

O maior problema da jornada foi o sistema do FutebolCard fora do ar. Cheguei por volta das 20h15, quinze minutos antes do apito inicial, tempo mais do que suficiente para captar as imagens dos times posados e perfilados sem problemas, mesmo de longe. Como comprei o ingresso no cartão de crédito, a entrada seria com ele e somente uma catraca estava habilitada. Só que ela pifou, e então fiquei 20 minutos esperando a boa vontade dos funcionários tentarem resolver o problema. Só consegui passar pelo portão com a peleja iniciada. Uma pena.

A torcida viu uma partida muito boa, com lances de gol dos dois lados e muita confusão, deixando o clima nada amistoso. Com o gramado seco, os comandados de André Jardine mostraram que são fortíssimos candidatos a uma das duas vagas em Tóquio-2020. A primeira boa chance saiu aos 11 minutos em finalização de Matheus Cunha, talvez o maior destaque dos dois amistosos. Dois minutos depois foi ele mesmo quem abriu o marcador ao receber bom passe de Pedrinho. Só que diferente da Colômbia, o Chile passou a incomodar bastante a zaga local após ficar em desvantagem. Aos 23, Morales chutou de longe e a bola passou perto.

Aos 34, Dávila finalizou e a bola acertou o braço de Lyanco. Pênalti. O camisa 10 cobrou no meio do gol e deixou tudo igual. Aos 38 eles tiveram novo bom momento em tiro de Guerra. Dávila, o grande nome visitante na etapa inicial, quase virou o placar aos 46, obrigando Cleiton a fazer boa defesa. No minuto seguinte foi a vez de Paulinho cabecear bem para ótima defesa de Collao. Foi com o 1x1 que o intervalo chegou.


A comemoração dos atletas do Brasil no primeiro gol da noite


Bola viajando perigosamente dentro da área local


De pênalti, o Chile deixou tudo igual ainda no primeiro tempo com Dávila

No tempo final o Brasil retomou as rédeas da partida e aos seis minutos Matheus Cunha, sempre ele, colocou novamente os locais em vantagem. O Chile passou a se mostrar bem nervoso e assim sofreu o terceiro aos 17. O sistema defensivo falhou e a bola sobrou para Antony que, com um chutaço por cobertura, ampliou. Aos 24, quase o quarto em ótima finalização também de Antony.

Aos 33 rolou o momento tele-catch da noite quando Ibache deu dois pontapés seguidos em Pedrinho e o pau cantou. Rolou um empurra-empurra que terminou com o ippon de Lyanco em cima do violento chileno. Resultado: os dois foram expulsos. Aos 40, Paulinho teve nova oportunidade de fazer o quarto tento tupiniquim porém mandou por cima da meta.


Aqui a festa pelo segundo gol do Brasil e um tchauzinho maroto para alguém perdido na numerada do Pacaembu


Apesar da desvantagem, os chilenos tiveram os seus momentos de perigo


O clima não estava muito amistoso no Paulo Machado de Carvalho e depois dessa confusão Lyanco e Ibacache foram expulsos

No fim, o resultado ficou em Brasil 3-1 Chile, um ótimo triunfo dos atuais campeões olímpicos. Agora o escrete verde e amarelo vai disputar dois amistosos em outubro e um torneio contra Argentina, Estados Unidos e novamente o Chile na Espanha em novembro. O pré-olímpico acontecerá em janeiro na Colômbia. Não será fácil descolar uma das duas vagas em Tóquio, mas o trabalho se iniciou de forma satisfatória.

Por conta do calor não teve como ver futebol na semana. A pauta livre do JP vai pedir passagem apenas na sexta-feira, já que a previsão para o dia é de temperatura amena. Teremos jogo em campo neutro pela Copa Paulista.

Até lá!

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Ficha Técnica: Brasil 3-1 Chile

Competição: Amistoso Internacional; Local: Estádio Paulo Machado de Carvalho (São Paulo); Árbitro: Guillermo Guerrero (Equ); Público: 5.059 pagantes; Renda: R$ 76.700,00; Cartões amarelos: Douglas Luiz, Emerson, Guilherme Arana (Bra), Araos, Moya (Chi); Cartões vermelhos: Lyanco e Ibacache 35 do 2º; Gols: Matheus Cunha 15 e Dávila (pênalti) 35 do 1º, Matheus Cunha 6 e Antony 17 do 2º.
Brasil: Cleiton, Emerson (Guga), Lyanco, Ibañez e Guilherme Arana (Abner Vinícius); Douglas Luiz, Wendel (Jean Lucas) e Pedrinho (Walce); Antony (Arthur Cabral), Matheus Cunha (Arthur) e Paulinho. Técnico: André Jardine.
Chile: Collao, Rebolledo, Ramírez, Díaz e Ibacache; Moya (Gazzolo), Suazo (Cavalleri), Dávila (Lobos) e Araos (Gallani); Guerra (Valencia) e Morales (Munder). Técnico: Bernardo Redín.
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terça-feira, 10 de setembro de 2019

Grande goleada das meninas sub-17 do Corinthians no Parque

Texto e fotos: Fernando Martinez


Após acompanhar mais um capítulo da tragédia nacionalista no seu centenário, o domingo reservou a estreia do JP no Campeonato Paulista Feminino sub-17 na sua edição 2019. Nada melhor do que ir até o Estádio Alfredo Schurig ver uma apresentação das meninas do Corinthians enfrentando o Andreense pela terceira rodada da primeira fase em seu Grupo 3.

Criado em 2017 pela FPF, o torneio chega à sua terceira edição com o São Paulo sendo o atual bi-campeão. Força com o time adulto, o Corinthians reuniu um elenco muito bom para tentar desbancar o tricolor. Até aqui elas tem feito sucesso, pois venceram seus dois primeiros compromissos marcando um total de 15 gols e sofrendo apenas um. No total são 16 os participantes.

Já o Andreense FC aparece nas nossas páginas pela primeira vez. Fundado em 2013, ainda não deu as caras em torneios masculinos da FPF e atualmente disputam a São Paulo Cup, um campeonato que poderia ser muito legal se não fosse tão fantasma. Mesmo indo atrás de informações, só ficamos sabendo das partidas depois que elas aconteceram, logo, fica difícil fazer qualquer tipo de cobertura. Um dia a gente consegue acompanhar in loco... tenho fé.

O Paulista Feminino sub-17 é a primeira competição da FPF que disputam e, embora sendo do ABC, mandarão suas pelejas no estádio do Legionário EC em Bragança Paulista. Como deram WO por falta de atletas na rodada inicial, só estrearão na sua casa na abertura do returno. Na segunda rodada, empataram por 3x3 contra o Estrela de Guarulhos. Ambos deverão disputar a lanterna da chave.


Sport Club Corinthians Paulista (feminino sub-17) - São Paulo/SP


Andreense Futebol Clube (feminino sub-17) - Santo André/SP (mas mandando seus jogos em Bragança Paulista)


Quarteto de arbitragem e capitãs dos times

Para o confronto, tudo indicava que o Corinthians venceria com folgas. Sem surpresas, foi exatamente isso que aconteceu. O que se viu no histórico gramado do Parque São Jorge foi um daqueles "ataques contra defesa" que vemos em elencos com enorme diferença técnica. O Andreense não passou do meio-campo durante toda a peleja e as alvinegras criaram um sem número de oportunidades. No tempo inicial as avantes locais se afobaram bastante e fizeram "apenas" 4x0.

O primeiro tento saiu no primeiro minuto com Evelin Tosetto finalizando após cruzamento da esquerda. Aos 12, também pela esquerda, Thalia avançou e tocou para Nenê. A pelota passou por toda a zaga, mas a camisa 8 surgiu livre e concluiu com sucesso. Aos 14 Vitória arriscou de longe, a pelota quicou na frente da goleira Gabi e só parou no fundo da rede. O quarto saiu aos 24 em boa finalização de Vitória, fazendo o seu segundo gol na tarde. Nos minutos finais as meninas locais criaram seis ou sete momentos agudos, porém o marcador não foi alterado.



O Corinthians chegou várias vezes com perigo dentro da área visitante, dando trabalho ao Andreense


Comemoração de um dos gols alvinegros no tempo inicial


Grande ataque pela esquerda a favor das mosqueteiras

As arquibancadas da Fazendinha receberam um belo público, entre eles a dupla Milton e Bruno, ambos aguardando ansiosamente por uma goleada. Fiquei ali um bom tempo batendo aquele plá com eles e enquanto o papo rolava, a etapa final começou. Cansadas, as atletas visitantes deram ainda mais espaço para as locais e isso foi decisivo para a definição do triunfo paulistano.

Sem dar a menor chance ao adversário, o Corinthians foi enfileirando uma série de gols, igualando a goleada aplicada contra o Estrela. Aos quatro minutos Helô fez o quinto em cobrança de pênalti.Aos 10, Kamile aproveitou bola cruzada e fez o sexto. Aos 14 e aos 17 foi a vez de Joyce marcar, primeiro em chute de longe e depois numa boa cabeçada. Maria Fernanda fez o nono aos 19, não perca a conta. Os dois dígitos chegaram aos 31 minutos com um tiro de longe de Vitória e aos 35 o fatura foi liquidada com Isabella Silva.


No começo do segundo tempo o Corinthians fez o quinto gol em cobrança de pênalti de Helô



Se aproveitando do cansaço das atletas do Andreense, na etapa final o Corinthians marcou sete vezes... e perdeu outros ótimos momentos


Placar final do massacre das meninas corintianas na Fazendinha

O placar final de Corinthians 11-0 Andreense foi pouco levando em conta a enorme superioridade do escrete da capital, mas não deve ser encarado como um vexame para as visitantes. Só por estarem numa competição oficial lutando pelo sonho de seguirem na carreira elas já são vencedoras. Esperamos que todas tenham sucesso no futuro. Quanto ao certame, as alvinegras e o São José devem estar seguramente na segunda fase, restando saber quem terminará em primeiro.

Quando tudo acabou fui fazer aquele passeio maroto na sede social antes de pegar o caminho do QG. Como o metrô estava em obras - um verdadeiro inferno na terra - voltei com o decano Milton Haddad, o maior comunista da Aclimação, de trem até a estação Luz e dali pegamos a gloriosa Linha Amarela. A agenda futebolística voltou com tudo na noite de segunda-feira com novo amistoso do Brasil olímpico no Pacaembu.

Até lá!

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Ficha Técnica: Corinthians 11-0 Andreense

Competição: Campeonato Paulista Feminino sub-17; Local: Estádio Alfredo Schurig (São Paulo); Árbitro: Thiago Filipe Chagas; Público e renda: Portões abertos; Gols: Evelin Tosetto 1, Nenê 12, Vitória 14 e 24 do 1º, Helô (pênalti) 3, Kamile 10, Joyce 14 e 17, Maria Fernanda 19, Maria Coelho 30 e Isabella Silva 34 do 2º.
Corinthians: Luana; Keka (Gabrielle), Jullyana Gaia, Isa Matos (Isabella Silva) e Joyce; Cortês (Helô), Evelin Tosetto (Sofia), Nenê (Maria Fernanda) e Vitória (Daise); Maria Coelho e Thalia (Kamile). Técnica: Daniela Lima.
Andreense: Gabi; Maria, Adiana (Maria Clara), Manu e Tacianny (Ana Caroline); Tábata, Ana Luiza (Tamara), Lice e Marjorie; Cibelle e Talia. Técnico: Lucas Diotto.
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segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Nacional perde outra na Copa Paulista, agora para o Mirassol

Texto e fotos: Fernando Martinez


Se dependesse de boa vontade eu não teria saído de casa no sábado em virtude do forte calor. que assola a capital bandeirante Só saí na base da teimosia para não quebrar a sequência de jogos consecutivos do Nacional atuando no Estádio Nicolau Alayon, agora em 51 pelejas. O desânimo é justificado, já que a campanha nacionalista na segunda fase da Copa Paulista promete ser incrível negativamente falando. Vindo de goleada sofrida contra o XV e atuando contra o Mirassol e suas duas vitórias, nada fazia crer que os paulistanos iriam surpreender.

Os times tinham se enfrentado treze vezes através dos tempos e o retrospecto mostrava quatro triunfos nacionalistas, seis do Mirassol e três empates. Eles não duelavam há doze anos. Também atuando na capital, em 14 de fevereiro de 2007 o onze interiorano fez 4x2, de virada, em duelo válido pela Série A2. Desde então, nunca mais se enfrentaram.Marcamos presença naquela peleja junto com a equipe da RedeTV. Saudosa época em que estávamos todos os domingos na TV aberta ao vivo e a cores para todo o Brasil.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Mirassol Futebol Clube - Mirassol/SP


O trio de arbitragem formado pelo árbitro Humberto Jose Junior e pelos assistentes Fernando Afonso de Melo e Evandro de Melo Lima posam para a foto junto com os capitães

Contando com o retorno do bom e velho comunista Milton Haddad, sempre com suas ideias de luta armada, aos campos, a partida começou com o Nacional abrindo o placar de forma inesperada logo aos dois minutos. Negueba recebeu bom passe na direita, entrou na área e chutou firme. O tento animou os presentes, todos incrédulos por estarem vendo o escrete ferroviário em vantagem no marcador. Foram poucas as vezes que isso aconteceu nesse terrível ano do centenário.

O choque de realidade durou pouco, pois dois minutos depois quase acontece o empate em finalização de Gabriel Taliari que Guilherme salvou em cima da linha. A partir daí, só deu Mirassol. O alvi-celeste não conseguiu criar praticamente nada e viu os visitantes dominarem por completo as ações ofensivas. Juninho aos 16 e Taliari aos 28, aqui com ótima defesa de Felipe Lacerda, tiveram as melhores oportunidades.

A insistência deu resultado aos 32 minutos quando Cleiton serviu Claudinho. O atleta entrou na área e chutou forte no canto esquerdo, finalmente deixando tudo igual. O Leão da Alta Araraquarense chegou perto da virada ainda na etapa inicial, mas ela ficou para o segundo tempo. No intervalo desisti de ficar no sol e subi até as sociais fazer companhia ao amigo que estava ausente das canchas há dois meses por conta de um problema de saúde.


A comemoração dos atletas nacionalistas pelo gol de Matheus Lu aos dois do primeiro tempo


Disputa de bola pelo alto no meio de campo


Agora a comemoração pelo gol de empate do Mirassol


Zagueiro visitante fazendo o desarme em ataque local pela direita

Dali vimos somente uma equipe buscar o gol. O clube verde e amarelo foi amplamente superior, criando a primeira clara chance aos seis minutos em tiro de Mota que passou perto da trave. Aos nove saiu o segundo e merecido tento em cabeçada perfeita de Reniê escorando cruzamento da esquerda. Apesar de agora estarem em desvantagem, os nacionalistas não foram capazes de assustar o setor defensivo do Mirassol em nenhuma situação.

Aos 15 quase Mota fez o terceiro em tiro que parou no travessão. Jogando na boa, a agremiação do interior do estado não teve trabalho e segurou com tranquilidade as tímidas e insípidas investidas paulistanas. Não foi dessa vez que o Nacional emplacou uma boa atuação em casa na Copa Paulista. Esse futebol deixa quem gosta do clube bem preocupado pensando na A3 de 2020.


Atletas apostando corrida dentro da área paulistana no início do tempo final


Poses plásticas no gramado da Comendador Souza. Aqui, o jogo ainda estava em 1x1


Detalhe da virada do Mirassol em gol de cabeça do camisa 4 Reniê. Ele subiu sozinho e só teve o trabalho de colocar na rede


O Nacional não foi capaz de pelo menos não sair de campo derrotado mais uma vez nessa Copa Paulista

Ao final dos 90 minutos, o Nacional 1-2 Mirassol manteve os 100% de aproveitamento do Leão na segunda fase. O Naça é último com um ponto e vai precisar de um milagre divino para conquistar uma vaga entre os oito. Dá para cravar com antecedência que são carta fora do baralho. A agenda futebolística do JP retornou com tudo no domingo com um joguinho genial do Paulista Feminino sub-17. Tinha cheirinho de goleada no Parque São Jorge e, felizmente para quem estava na Fazendinha, ela se confirmou.

Até lá!

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Ficha Técnica: Nacional 1-2 Mirassol

Competição: Copa Paulista; Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Humberto Jose Junior; Público: 204 pagantes; Renda: R$ 2.470,00; Cartões amarelos: Kevin, Leandro Caju, Denner (Nac); Cartão vermelho: Luciano Pintinho 48 do 2º; Gols: Matheus Lu 2 e Claudinho 32 do 1º, Reniê 9 do 2º.
Nacional: Felipe Lacerda; Veloso, Guilherme, Luiz Felipe e Denner; Kevin, Matheus Lu, Rogério Maranhão e Rodrigo Sabão (Emerson Mi); Laécio (Vinícius Faria) e Leandro Caju (Luciano Pintinho). Técnico: Felipe Alves.
Mirassol: João Paulo; Cleiton, Victor, Reniê e Reverson; Maicon, Gabriel Taliari (Victor Neves), Neto Moura (Talles) e Juninho (Guilherme); Bruno Mota e Claudinho. Técnico: Ricardo Catalá.
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