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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Nacional massacra e faz história contra o Taubaté: 6x1

Texto e fotos: Fernando Martinez


Quando saio de casa pra ver algum jogo de futebol nunca tenho na mente a ideia de que verei algo histórico. Na sexta-feira fui ao Estádio Nicolau Alayon "apenas" para acompanhar de perto a terceira apresentação do Nacional dentro de casa no Campeonato Paulista da Série A2 jogando contra o Taubaté, um velho conhecido. Mal sabia que a tarde seria maiúscula e antológica a favor do onze ferroviário.

Vindo de uma derrota fora de casa, os locais queriam manter a invencibilidade na Comendador Souza e apostavam num repeteco da boa atuação contra o Votuporanguense. Já o Burro da Central somou duas derrotas seguidas nas rodadas anteriores e queria tentar arrancar ao menos um pontinho no Alayon. Na última vez que os dois se enfrentaram na capital paulista pela A2, goleada do Taubaté por 4x1 em 2007.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Esporte Clube Taubaté - Taubaté/SP


Capitães dos times junto ao árbitro Rafael Gomes da Silva, os assistentes Marco Antônio Motta Junior e Enderson Emanoel da Silva e o quarto árbitro Willer Fulgêncio Santos

Depois da Portuguesa Santista e os mais de 120 encontros entre os dois, o Taubaté é o adversário que o Nacional mais enfrentou através dos tempos com mais de 85 duelos. O onze interiorano sempre foi páreo duro e o equilíbrio é a tônica desde os anos 40. Equilíbrio que houve durante apenas o tempo inicial, pois depois o Nacional teve uma daquelas apresentações que serão lembradas por muito tempo.

Os locais começaram com tudo e no primeiro ataque Bruno Xavier acertou um belo chute de fora da área, obrigando o goleiro Fábio a mandar pela linha de fundo. Na cobrança de escanteio a bola foi pro segundo pau e Jeferson surgiu entre os defensores para cabecear e marcar o primeiro gol. Tudo isso em 51 segundos.

O Taubaté não sentiu o golpe e chegou perto de deixar tudo igual em duas oportunidades. Aos 14, Fábio Carioca mandou pelota na trave e aos 19 Felipe Lacerda salvou a pátria nacionalina em finalização de Wellington Melo. O Nacional também teve bons ataques no decorrer do primeiro tempo.

No momento onde o equilíbrio reinava os locais marcaram pela segunda vez em nova cabeçada, agora de Bruno Xavier, aos 40 minutos. O árbitro encerrou a primeira etapa com o marcador apontando 2x0 a favor dos paulistanos. Será que o Taubaté teria forças para buscar uma reação na etapa final?



Detalhe do primeiro gol nacionalino aos 51 segundos de peleja e a comemoração do zagueiro Jeferson


Disputa de bola na esquerda do ataque do Nacional


Outra chegada local pela esquerda, com detalhe para a belíssima camisa do Taubaté

Tivemos a resposta em poucos minutos do segundo tempo. O Nacional voltou avassalador e massacrou a equipe comandada pelo técnico Alberto Félix. Aos sete minutos Caio Mendes fez grande jogada pela esquerda e chutou forte. Fábio defendeu, só que no rebote Naldinho apareceu pra marcar o terceiro.

Aos 18, um golaço nacionalino. Naldinho avançou pela direita em avenida deixada pela zaga taubateana e cruzou nos pés de Bruno Xavier. O camisa 11 acertou um tirambaço de primeira e fez o quarto gol. Oito minutos depois foi a vez do camisa 18 Vítor Braga deixar o dele, o quinto do Naça, num belíssimo chute que entrou no ângulo direito de Fábio.

O Taubaté ainda diminuiu aos 30 com Flávio Carioca, mas pra não deixar a peteca cair, Rodrigo Souza fechou o set com finalização tranquila do meio da área. Ninguém em sã consciência poderia acreditar que o Nacional seria capaz de aplicar uma goleada tão incisiva num adversário tão tradicional. Quem não gostou, e com toda a razão, foi a sempre presente torcida visitante.


No tempo final, o Nacional massacrou seu tradicional adversário


Disputa no meio de campo e o belo contrastes dos uniformes


Bruno Xavier comemorando seu segundo gol na tarde, o quarto do Nacional


Chute que originou o quinto gol local, em belo chute de Vítor Braga


Fechando o massacre, o sexto tento saiu dos pés de Rodrigo Souza

O Placar final de Nacional 6x1 Taubaté quebrou uma série de recordes: Foi a maior goleada do escrete ferroviário em cima do Burrão em todos os tempos, superando um 4x0 aplicado em 1966, foi também a maior goleada da história do confronto, superando um 5x0 do Burrão pela A2 de 2004 e foi a primeira vez que um dos times fez seis gols do adversário. Além disso, foi a maior derrota da gloriosa história centenária do Esporte Clube Taubaté. Isso definitivamente não é pouca coisa.

A gigantesca vitória colocou o Nacional na oitava colocação da primeira fase da A2 após cinco rodadas disputadas, um terço do certame. Se os atletas acertarem o pé jogando fora de casa, a classificação não será um sonho impossível. Já o Burrão está na 11ª posição e as três derrotas seguidas custaram o emprego de Alberto Félix pro restante da competição.

Da minha parte, essa foi a 26ª partida consecutiva do antigo SPR com o mando de campo que acompanhei in loco. Mesmo morando no litoral, estou mantendo essa escrita de pé. Daqui duas semanas tem confronto paulistano no Alayon, um daqueles jogos imperdíveis que tanto gosto...

Até a próxima!

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

A apática Portuguesa perde mais uma na Série A2

Texto e fotos: Fernando Martinez


Ontem rolou mais um capítulo da derrocada da Portuguesa, novela que rola sem pausas desde o final de 2013. Em partida antecipada da quinta rodada da fase inicial do Campeonato Paulista da Série A2, o rubro-verde recebeu o Oeste no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte.

Ainda sem ter vencido em casa, nada indicava que a Lusa triunfaria pela primeira vez no Canindé, afinal, o antigo time de Itápolis é o atual líder da competição e tinha somado dez de doze pontos possíveis até então. Pra piorar, o frio, (sim, um maravilhoso tempo frio no final de janeiro), a chuva e a campanha ruim afastaram o público e apenas 557 torcedores pagaram ingresso.


Associação Portuguesa de Desportos - São Paulo/SP


Oeste Futebol Clube - Barueri/SP


Capitães dos times junto ao árbitro Márcio Roberto Soares, os assistentes Luis Felipe Prado Silva e Leonardo Augusto Villa e o quarto árbitro Alex Lopes Loula

Eu quase não fui ver meu 32º jogo no mês por conta do temporal que tomei no fim da tarde. Mesmo ensopado, resolvi em cima da pinta conferir essa peleja de perto e ampliar meu recorde pessoal. O clima já não era dos melhores quando cheguei ao estádio, pois boa parte dos presentes já demonstrava que não receberia um novo resultado ruim de forma amistosa.

O rubro-negro de Barueri era favorito, mas quando a bola rolou o negócio foi pior do que eu esperava. Poucas vezes vi uma equipe tão apática quanto a Portuguesa na noite de terça-feira. Os atletas entraram em campo com zero ânimo, zero disposição e nenhuma vontade. Aceitaram o domínio visitante de forma passiva e sem combatividade alguma.

Sem nenhum exagero, o Oeste deve ter ficado cerca de 80% com a bola nos pés, tamanha a sua superioridade. Pra sorte lusitana no primeiro tempo, praticamente não teve finalização na direção do gol de João Lopes. O camisa 1 fez apenas uma boa defesa em chute de longe no último lance.


O primeiro tempo foi todo do Oeste, porém os visitantes não transformaram o domínio em gols


Uma das poucas vezes em que um atleta da Portuguesa tocou na bola no tempo inicial


Atletas dentro da área do onze de Barueri

Foi no tempo final que o caldo engrossou. Num período de doze minutos, o Oeste foi avassalador e chegou aos 3x0 de uma forma mais fácil do que empurrar bêbado numa ladeira. Aos quatro Raphael Luz abriu o marcador. Dois minutos depois João Lopes (o único nome de destaque da Portuguesa) defendeu brilhantemente tiro de Mazinho.

Aos 13, o camisa 11 Henrique entrou na área na boa e colocou a pelota no canto direito. Três minutos depois Mazinho completou um belo contra-ataque visitante e fez o terceiro. O que se viu depois foi algumas pessoas indo embora e um silêncio sepulcral na torcida lusitana.

O Oeste claramente tirou o pé, até porquê se tivesse continuado com a pressão teria feito mais gols. A animada torcida não se importou e não parou de cantar até o apito final. A Portuguesa chegou pronta pra finalizar por três vezes, porém os chutes foram muito longe da meta defendida por Rodolfo.



Chegada do Oeste pela direita e início de ofensiva da equipe. Caso tivesse insistido, o rubro-negro poderia ter aplicado uma goleada no Canindé


Visão geral do Canindé na fria (!) noite de janeiro em mais uma apresentação ruim da Lusa. O futebol do time do Canindé não anda nada colorido...

O placar final de Portuguesa 0-3 Oeste manteve o Rubrão na liderança da Série A2, agora com treze pontos. A Lusa permanece sem vencer em casa com quatro pontos, podendo entrar na zona de rebaixamento dependendo dos outros resultados da rodada. Muito triste presenciar mais uma noite de horror no Canindé e saber que o buraco em que se meteram pode ser mais fundo do que já é.

Esse foi o 32º post do mês de janeiro publicado antes do mês acabar. Já fazia tempo que não emplacava um ritmo tão intenso de matérias por aqui e fico feliz em ter voltado à ativa dessa forma. Em fevereiro o cronograma vai ser mais esparso pois voltarei pro litoral e ficarei lá por um tempo. Quando tiver chance, estarei de volta ao JP.

Até a próxima!

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Juventus vai (muito) mal e é derrotado novamente na Javari

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fechando as coberturas do final de semana, caí da cama no domingo para mais uma peleja do Campeonato Paulista da Série A2 na sua quarta rodada da fase inicial. Fui pela primeira vez em 2018 ao Estádio Conde Rodolfo Crespi pro jogo entre Juventus e Audax, os dois já em crise apesar do pouco tempo de competição.

Tirando o triunfo juventino contra o Rio Claro na base do WO, as duas agremiações somavam cinco derrotas dentro de campo. Graças aos três pontos conquistados de lambuja o Moleque Travesso estava na 9ª colocação antes dessa rodada começar enquanto o Audax era o lanterna. Triste realidade grená e também do vice-campeão paulista de 2016.


Clube Atlético Juventus - São Paulo/SP


Grêmio Osasco Audax Esporte Clube - Osasco/SP


O árbitro Rodrigo Gomes Domingues, os assistentes Alex Alexandrino e Diogo Correia dos Santos e o quarto árbitro Humberto Jose Junior posam para as lentes do JP junto com os capitães dos times

O Rua Javari recebeu mais uma vez um grande público - 1.748 pagantes - que foram encarar o sol forte esperando a primeira vitória "real" do Juventus. Mal sabiam que iriam acompanhar uma atuação horrorosa do onze local. O nível do futebol apresentado pelo clube paulistano foi baixíssimo.

Tirando uma cabeçada de Rosinei, aquele mesmo ex-Corinthians e ex-America do México, no primeiro tempo e um lance de bicicleta que gerou um gol anulado nos acréscimos do segundo, o que se viu foi uma série de lances bisonhos dos jogadores grenás. O que os atletas maltrataram a pobre pelota não foi brincadeira.

O Audax, apesar de suas limitações, foi muito superior ao time da casa e se tivesse sido mais efetivo nas finalizações teria aplicado uma goleada. O maior destaque da quente manhã foi o goleiro André Dias. No tempo inicial ele fez nada menos do que três defesas complicadíssimas e evitou o gol osasquense.


Rosinei tentando alcançar a pelota após passe longo


Deivide chutando de longe


A melhor (e única) chance do primeiro tempo foi nessa cabeçada de Rosinei

No tempo final os locais voltaram a campo buscando surpreender o onze visitante. Além de não terem sucesso na empreitada, viram o Audax continuar levando relativo perigo nos contra-ataques. Aos 23 minutos, quando o cheirinho de 0x0 começava a ficar forte, saiu o primeiro gol visitante dos pés de Robert, ex-Palmeiras e ex-Cruzeiro. O camisa 9 recebeu passe e enquanto os zagueiros pediam impedimento, ele entrou na área e chutou no ângulo direito.

O Juventus fez uma blitz em busca do empate, porém poderia estar até agora no gramado da Javari que provavelmente ele não teria saído. No último lance ainda vimos o assistente número 2 anular o que seria o empate por causa de uma posição irregular. Desgraça pouca é bobagem...


Chegada do Juventus pelo alto


Visão geral da Rua Javari na quente manhã de domingo


Denílson, camisa 17 do Audax, carregando a pelota dentro da área local


Disputa pelo alto no campo de defesa grená

Fim de partida: Juventus 0-1 Audax. Com esse revés o escrete paulistano segue sem vencer dentro de campo agora na 14ª posição com os mesmos três pontos. Os osasquenses também tem três, mas permanecem na lanterna, atrás do próprio Juventus e do Água Santa no saldo de gols. A partir da próxima rodada, o técnico grená será Alex Alves.

No mais, vale dizer que esse foi meu 31º jogo visto no mês de janeiro, batendo o recorde de janeiro de 2007 que era de 30 pelejas. No meu estado atual de falência ampla, geral e irrestrita, isso é um grande feito! (E ainda tem tempo de mais um antes de voltar pro litoral)

Até a próxima!

domingo, 28 de janeiro de 2018

Duas viradas e triunfo do Bernô contra o CATS no melhor jogo de 2018

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na noite de sábado igualei minha marca histórica de jogos num único mês (30) numa partida ótima, de longe a melhor que eu vi em 2018. Foi o primeiro compromisso do São Bernardo no Campeonato Paulista da Série A3 sob as luzes dos potentes refletores do Baetão. O adversário foi o Taboão da Serra pela quarta rodada da primeira fase.

Esse encontro reuniu dois clubes com boas campanhas até então. O CATS estava invicto na vice-liderança somando sete pontos e o Bernô com seis na quinta colocação. Vale lembrar que a equipe do ABC só atuou na sua casa, pois a vitória contra o Rio Branco foi obtida por WO. Vindo de uma inesperada derrota contra o Atibaia, o São Bernardo queria vencer de qualquer jeito.

Falando um pouco de história, vale relembrar que o Vovô do ABC ficou fora do profissionalismo entre 2002 e 2009. O time retornou ao cenário enfrentando justamente o tricolor, no dia 1º de maio de 2010, com cobertura do JP. A segunda vez que vimos esse embate foi na Segundona de 2015, quando o alvinegro venceu por 3x0 mesmo com a presença do atacante Viola no Taboão.

Voltando ao presente, fiz o trajeto entre a capital e o ABC sem perder tempo de metrô e com a providencial carona do amigo Thiago e seu genial Lada. Cheguei no estádio de boa, com tempo de conferir a novíssima iluminação que foi inaugurada nessa peleja. Se a famosa "Boate Baetão" ainda é uma realidade (as coisas só mudarão de verdade quando todo o sistema for trocado), pelo menos a situação está menos pior com mais alguns refletores funcionando.


Esporte Clube São Bernardo - São Bernardo do Campo/SP


Clube Atlético Taboão da Serra - Taboão da Serra/SP


O quarteto de arbitragem composto pelo árbitro Ricardo Bittencourt da Silva, os assistentes Leandro Matos Feitosa e Luis Felipe Silva e o quarto árbitro André Luiz Cozzi junto com os capitães dos times

Captei as imagens das agremiações e me postei atrás do gol defendido pelo arqueiro visitante. Mal sabia que estava prestes a ver um momento histórico. Bruno deu a saída tocando a pelota para Marcos Nunes na esquerda. O camisa 7 driblou quem estava pela frente, chegou na entrada da área e chutou no canto direito de Thyago. Um belíssimo gol com cerca de oito segundos.

Eu estava no Portuguesa x Vitória pelo Brasileiro de 2008 quando Dinei, atleta baiano, fez o gol mais rápido da história dos Brasileirões. Comparei os dois lances e vi que o lance do sábado aconteceu cerca de trinta centésimos antes. Ou seja, bati esse recorde, algo que nem imaginava que poderia acontecer. Genial ver a história sendo escrita assim.

Só que o Taboão da Serra não sentiu o gol e aos seis minutos deixou tudo igual com André Luís. Depois de falta pela esquerda, a bola foi alçada na área e ele cabeceou no canto direito de Thiago. Com o 1x1 no placar, o duelo seguiu num ritmo intenso e com boas chances dos dois lados. Detalhe: o CATS tem Lúcio, o "melhor lateral esquerdo do mundo" e Somália no seu elenco.

O Bernô teve dois ótimos momentos pro segundo gol, ambos nos pés do camisa 2 Denis e ambos não convertidos. Quando o intervalo chegou, eu fui acompanhar o tempo final da arquibancada torta do Baetão. Dali vi a partida ficar ainda melhor e se transformar no melhor jogo de 2018 até aqui.

No primeiro minuto, Marcelinho aproveitou um rebote do goleiro Thiago e virou o marcador. A torcida suou frio lembrando o que rolou contra o Atibaia. Felizmente o Bernô tinha o segundo tempo todo pela frente. Aos dez minutos Tauã resolveu arriscar um chute de longe e colocou a bola no canto direito de Thyago. Agora o placar estava em 2x2.

O CATS incomodou pouco a defesa local, e foi o Bernô quem passou a criar o maior número de momentos perigosos. Aos 20 minutos Bruno Gaúcho chutou e o arqueiro taboanense fez ótima defesa, aos 31 a chance foi de Júlio, aos 33 Bessa chutou cruzado e o Thyago defendeu novamente. De tanto insistir, Allan Bahia virou novamente o marcador aos 36 em gol de cabeça.


Fantasmas? Não, apenas os jogadores do São Bernardo comemorando o gol de Marcos Nunes aos oito segundos (!) de peleja


Ofensiva aérea do time do ABC


Mais um ataque perigoso dos donos da casa no primeiro tempo


O São Bernardo não se incomodou com a virada sofrida no primeiro minuto do tempo final e foi pra cima do CATS


Cobrança de falta do camisa 10 do onze taboanense


Lance do terceiro gol do Bernô, marcado pelo camisa 2 Allan Bahia aos 36 do segundo tempo

Os visitantes buscaram uma nova igualdade nos minutos finais e aí foi a vez do camisa 1 do ABC mostrar serviço. No último trilar do apito, o resultado final foi São Bernardo 3-2 Taboão da Serra. Uma ótima peleja que colocou o Bernô na vice-liderança da Série A3 após quatro rodadas realizadas com nove pontos ganhos, um atrás do líder Noroeste. O CATS perdeu sua invencibilidade e caiu pro 6º lugar.

No domingo cedo encerrei as coberturas do final de semana com a minha primeira visita à Rua Javari em 2018. Depois de curtir uma sessão futebolística tão legal, foi complicado demais ver a bola ser tão maltratada na manhã do domingo.

Até lá!

Lusa e Nhô Quim não convencem e terminam iguais no Canindé

Texto e fotos: Fernando Martinez


Iniciando os trabalhos futebolísticos do final de semana, nada melhor do que um duelo altamente tradicional no cronograma. Fui pela décima vez em 2018 no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte pro confronto entre Portuguesa e XV de Piracicaba, valendo pela quarta rodada do Campeonato Paulista da Série A2.

Apesar das dezenas de jogos entre os dois, principalmente na divisão principal do estadual, aqui no JP só uma vez cobrimos essa peleja. Foi em 2012, num triunfo rubro-verde pela principal divisão  do estado. A situação em 2018 até aqui é bem complicada pros dois lados. A Lusa era a 12ª colocada e o XV ocupava o 15º lugar, ambos com três pontos ganhos.


Associação Portuguesa de Desportos - São Paulo/SP


Esporte Clube XV de Novembro - Piracicaba/SP


O árbitro Rafael Gomes da Silva, os assistentes Bruno Salgado Rizo e Risser Jarussi Corrêa, o quarto árbitro Marcelo Fabiano Mingoranci e os capitães dos times

Vindo de um 4x0 sofrido pro Oeste dentro de casa, imaginei que o Nhô Quim viria meio desanimado pra capital. Durante o primeiro tempo, tirando algumas investidas em contra-ataques, o onze piracicabano realmente não fez muita coisa. A Portuguesa foi melhor e criou os melhores momentos dos primeiros 45 minutos.

Os locais chegaram perto da área adversária algumas vezes, só que confirmando um dos grandes males do futebol atual, o excesso de toques impediu que o placar fosse alterado. Aliás, tá cheio de clube aí que pensa que é o Barcelona do Guardiola com inúmeros passes desnecessários e nenhuma objetividade. Vamos chutar no gol, pessoal!

Foi somente aos 42 minutos que a sorte rubro-verde mudou. No primeiro chute de longe, o arqueiro do XV Samuel Pires deu rebote e Raul apareceu pela direita para chutar e colocar no canto. Festa dos pouco mais de mil pagantes e a vantagem mínima local garantida pro segundo tempo.


Ataque da Portuguesa pela esquerda sob o olhar do defensor piracicabano


William Batoré, o comandante do ataque rubro-verde, em lance dentro da área do XV


Chegada lusitana dentro da área visitante


Detalhe do gol da Portuguesa, marcado por Raul aos 42 do primeiro tempo

No segundo tempo tudo mudou. A Lusa recuou demais e o XV de Piracicaba mandou na partida. Aos 13 minutos Éverton, camisa 11 visitante, recebeu passe de Fabinho e bateu firme, deixando tudo igual. A partir daí, brilhou a estrela do goleiro rubro-verde João Lopes.

O camisa 1 lusitano fez três defesas sensacionais, duas delas em tiros à queima-roupa, e impediu que o XV virasse o marcador. A torcida não curtiu muito o que a Portuguesa (não) fez no tempo final e não demorou pra mandar aquele canto maroto de "time sem vergonha". Antes do apito final Samuel Pires fez boa defesa em cobrança de falta local... e foi só.


Times alinhados pro início do tempo final no Canindé


A Portuguesa chegou poucas vezes dentro da área do Nhô Quim


Boa defesa de Samuel Pires em cobrança de falta local


A Portuguesa correu muitos riscos no segundo tempo e por pouco não sofreu a virada

O resultado final de Portuguesa 1-1 XV de Piracicaba não foi bom nem para paulistanos, nem para piracicabanos. A Lusa permaneceu na 12ª posição e o Nhô Quim pulou pro 13º lugar, ambos com quatro pontos, um acima da zona de rebaixamento. Na próxima rodada, a Lusa recebe o líder Oeste e o alvinegro pega a Inter de Limeira no Barão.

Saí correndo do Canindé com destino ao ABC pois lá ia rolar uma sessão noturna pela Série A3. De forma até inesperada acabei acompanhando o meu melhor jogo em 2018. Bota melhor nisso!

Até lá