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segunda-feira, 16 de abril de 2018

Impecáveis, Sereias da Vila goleiam a Portuguesa

Texto e fotos: Fernando Martinez


O final de semana futebolístico começou do mesmo jeito que o último terminou: com jogo do Campeonato Paulista Feminino no Estádio Paulo Machado de Carvalho. Pela quarta rodada da competição, um clássico entre Santos e Portuguesa pelo Grupo 2.

Esse confronto iniciou o sábado de aniversário do Peixe no velho Pacaembu. O onze da baixada completou 106 anos jogando ali de manhã e de noite na estreia no Brasileirão 2018. Já disse algumas vezes e repito, sempre é legal demais ir na velha cancha paulistana. Quando pinta a chance, faço questão de marcar presença.

As meninas alvinegras estavam sem vencer no torneio (1x1 contra o São José e revés por 4x3 contra o Corinthians) e queriam afastar a zica contando com o apoio da torcida. Do outro lado, o onze rubro-verde tinha feito três compromissos com um triunfo em cima do ADECO e duas derrotas contra Juventus e São José.


Santos Futebol Clube (Feminino) - Santos/SP


Associação Portuguesa de Desportos (Feminino) - São Paulo/SP


Alex Leite Palmira, Diogo Correia dos Santos, Givanildo Oliveira Felix e Thiago de Andrade Pereira, o quarteto de arbitragem da peleja junto com as duas capitãs

Contrariando a previsão do tempo fez calor na parte da manhã e por causa disso não aguentei o tempo todo dentro do campo. Na etapa inicial segurei a onda e vi uma partida boa, bem disputada e que teve o Santos bem melhor no gramado. Não que a Portuguesa tenha feito uma apresentação ruim, mas a equipe "local" foi cirúrgica nas finalizações.

Não demorou para que as santistas abrissem o placar. Decorridos nove minutos, Rosana cruzou e Dani Silva chutou firme, marcando o primeiro da manhã. Aos 16, Monique Peçanha acertou um chutaço no travessão. Aos 22, Chú fez o dela, porém o tento foi anulado por impedimento.

A Portuguesa até que tentava atacar e chegou duas vezes dentro da área adversária... só que nada aconteceu. O Santos continuava atacando bastante e aos 28 Rosana aproveitou rebote da goleira Fabi e marcou o segundo. Foi com esse triunfo parcial por 2x0 que os primeiros 45 minutos acabaram.


O Santos atacou durante os 90 minutos do duelo no Pacaembu


Dani Silva se esticando para fazer o passe


A camisa 3 santista comemorando o primeiro dos seus três gols da manhã



Dois bons ataques das Sereias da Vila nos minutos finais do tempo inicial

O segundo tempo começou com o que vos escreve já devidamente instalado na numerada do estádio, protegido do astro-rei, que sem ser convidado, resolveu aparecer na capital bandeirante. As comandadas de Emily Lima retornaram ao relvado ainda mais inspiradas e fizeram a goleira visitante Fabi trabalhar bastante.

Apesar de toda a pressão, o placar só foi alterado novamente somente aos 30 minutos num lance onde Dani Silva avançou pela esquerda e cruzou. Dani, zagueira lusitana, tentou cortar e marcou contra. A arbitragem deu uma forcinha e anotou o gol para a camisa 3.

A Portuguesa estava entregue e torcia pra partida terminar logo. A artilheira da manhã, Dani Silva, fez seu terceiro gol aos 39 minutos em novo rebote da defesa adversária. No lance seguinte Juliete foi derrubada dentro da área e o árbitro deu pênalti. Fabi defendeu a cobrança de Jaqueline e também o rebote, confirmando a boa atuação.


Pressão de atacante do Peixe em cima de defensora lusitana


Jaqueline bateu um pênalti aos 40 do segundo tempo e Fabi fez grande defesa


O Santos estreou novo uniforme (com detalhes em rosa) para suas meninas no clássico

Ainda deu tempo para a camisa 20 Patrícia fechar a goleada aos 46 minutos. No fim, o placar de Santos 5-0 Portuguesa decretou o primeiro triunfo das Sereias da Vila no Paulista Feminino com estilo. Pelos lados do Canindé, não parece por enquanto que o time tenha chances de disputar uma vaga na segunda fase, mas como ainda nem chegamos ao final do primeiro turno, muito pode acontecer.

Na saída da peleja encontrei o amigo Luiz Fôlego na Praça Charles Müller e dali seguimos até o encontro de colecionadores de camisas de futebol no Nacional. Foi papo rápido, já que tinha Juvenal na estreia do Paulista sub-20 na sessão vespertina.

Até lá!

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Taubaté confirma favoritismo e goleia o ADECO no Pacaembu

Texto e fotos: Fernando Martinez


Domingo, 8 de abril, 15 horas. Centenas de milhares de pessoas se preparavam para conferir a grande decisão do Paulistão 2018 no Allianz Parque. A pouco mais de três quilômetros dali, o velho Estádio Paulo Machado de Carvalho também respirava futebol, só que pelo Campeonato Paulista Feminino com o duelo entre Centro Olímpico e Taubaté.

Não tinha como perder uma partida de futebol sendo realizada no mesmo horário e na mesma cidade da final do estadual mais importante do país. Se pensarmos em quantas finais tivemos no Pacaembu através dos tempos, foi quase uma homenagem particular do JP ao velho estádio poder cobrir o confronto válido pela terceira rodada do certame das meninas num dia tão importante pro futebol paulista.

Essa é a oitava participação do Centro Olímpico no estadual, mas aquela equipe que fez campanhas incríveis nos primeiros anos já não existe mais. Vice paulista em 2011 e 2012, o clube paulistano deixou de utilizar atletas adultas e joga somente com meninas das categorias da base. Se é um trabalho importantíssimo em busca de novos talentos, é terrível pensando em resultados dentro de campo. Nos dois primeiros jogos do torneio, duas goleadas sofridas para Corinthians e Portuguesa.

Isso poderia ter mudado em 2018 caso o São Paulo tivesse confirmado uma parceria que já era dada como certa no final do ano passado. A ideia era usar todo o know-how do ADECO, contratar algumas atletas adultas e usar a camisa do tricolor. Na hora H, divergências políticas dentro do Morumbi impediram que o acordo fosse concretizado.


Associação Desportiva Centro Olímpico (Feminino) - São Paulo/SP


Esporte Clube Taubaté (Feminino) - Taubaté/SP


As capitãs dos times junto com a árbitra Adeli Mara Monteiro, os assistentes Fabrini Bevilaqua Costa e Thiago Gonçalves Dias e o quarto árbitro Giovanni Domenico Venturini

Pelos lados do Taubaté o cenário é um pouco melhor. O Burro da Central tenta passar da primeira fase pela primeira vez desde 2015 e o panorama para que isso aconteça é bastante favorável. No primeiro compromisso na competição, as meninas alvi-azuis derrotaram facilmente o Juventus dentro de casa.

Um público diminuto e bastante fiel viu uma partida onde o primeiro tempo foi muito melhor do que o segundo. Nos primeiros 45 minutos o Taubaté definiu o marcador sem sofrer sustos ou qualquer tipo de pressão. O favoritismo das interioranas foi confirmado desde os primeiros minutos.

Sabrina abriu o marcador numa belíssima cobrança de falta aos 15 minutos. Na saída o Centro Olímpico vacilou, perdeu o domínio da pelota e Rafinha fez o segundo. Aos 25, Mylena Carioca fez o terceiro e nos acréscimos Rafinha marcou pela segunda vez e ampliou a vantagem do Taubaté para 4x0.


Zaga do ADECO cortando cruzamento do Taubaté


Detalhe do primeiro gol visitante no Pacaembu em cobrança de falta de Sabrina


Detalhe do cruzamento que originou o terceiro gol do Taubaté


Só deu Taubaté no primeiro tempo e as meninas interioranas chegaram fácil aos 4x0

No tempo final as meninas paulistanas tentaram voltar pro jogo, só que apesar de muito esforço, pouca efetividade se viu. Foi a camisa 19 Giulia que marcou o gol de honra local aos 19 minutos. Muito mais time, o Taubaté chegou perto de ampliar o marcador em três ou quatro momentos. A melhor oportunidade foi num chute do meio de campo,o famoso "gol que Pelé não fez", que a arqueira paulistana salvou em cima da linha.



O Taubaté continuou dando trabalho à zaga local, porém não marcou no segundo tempo


Uma das poucas chegadas do Centro Olímpico no campo ofensivo

No final, o placar ficou em Centro Olímpico 1-4 Taubaté. As meninas do Burro da Central seguem firmes e fortes em busca de uma vaga na próxima fase depois da segunda vitória consecutiva, enquanto o ADECO vai apenas cumprir tabela até o final do certame. De positivo, o ótimo trabalho feito nas categorias de base.

Foi isso. Saí do Pacaembu junto com o trio Mílton, Mário e Zorzi e enquanto os amigos foram pro metrô, eu segui viagem agora de ouvido ligado na decisão do Paulistão. O que teve de emoção não foi brincadeira...

Até a próxima!

terça-feira, 10 de abril de 2018

Empate do Mauá FC no seu primeiro jogo oficial na Segundona

Texto e fotos: Fernando Martinez


A sessão matutina de futebol do domingo pelo Campeonato Paulista da Segunda Divisão era bastante esperada pelo que vos escreve. Pela primeira rodada do Grupo 5, o genial Barcelona Capela fez sua estreia no certame jogando contra o novato Mauá FC, que fez no gramado do Estádio Conde Rodolfo Crespi sua estreia em jogos oficiais.

Essa é a nona temporada que o onze paulistano disputa desde 2004, primeiro ano no profissionalismo, a quarta consecutiva. Levando em conta toda a dificuldade em se manter um time pequeno na capital paulista, podemos dizer mais uma vez que o Elefante é vitorioso antes mesmo de entrar em campo.

Desde 2015, ano do retorno, a agremiação da Zona Sul alternou os mandos de campo no Nicolau Alayon e na Rua Javari. Em 2018 a cancha grená volta a ser a casa do Barcelona. Nas três temporadas anteriores você viu todos os compromissos do clube como mandante aqui no JP e a ideia é manter isso nesse ano. Não será fácil, mas vamos em frente!

Fundado em 23 de outubro de 2017, o Mauá Futebol Treinamentos e Esportes debuta na última divisão na atual temporada como rival do tradicional Grêmio Mauaense. Boa parte dos responsáveis pela Locomotiva até o ano passado agora fazem parte da nova agremiação da cidade, o time 676 a fazer parte da minha Lista.


Barcelona Esportivo Capela Ltda. - São Paulo/SP


Mauá Futebol Treinamentos e Esportes (na sua primeira foto oficial da história) - Mauá/SP


Trio de arbitragem designado para a peleja com o árbitro Camilo Morais Zarpelão e os assistentes Leandro Matos Feitosa e Domingos da Silva Chagas. Na foto, também os capitães dos times

Um ótimo quórum de amigos marcou presença nessa histórica peleja, afinal, não é sempre que temos a chance de ver a primeira apresentação oficial de uma agremiação. Nas minhas mais de 2.860 partidas foi apenas a 12ª vez que isso aconteceu, a primeira desde 2013. O público compareceu em número interessante, 274 pagantes, só que o que se viu em campo foi um terror digno dos bons filmes de Vincent Price.

Já cobri vários jogos ruins através dos tempos, porém os 90 minutos do domingo já fazem parte do seleto Top 5, talvez Top 3 de piores pelejas da minha vida. Fica difícil escrever sobre o que (não) se viu no gramado. Tudo bem que o campeonato está começando, que os atletas são jovens, que existia a pressão da estreia... isso nós sabemos. Só que não acho que seja desculpa suficiente para a absoluta falta de inspiração de todos os atletas de linha.

Não vimos nenhuma chance de gol, nenhuma defesa dos goleiros, nenhum lance digno de registro. Não é nenhum exagero, não teve nada mesmo. Se não fosse o sempre animado bate-papo com os inúmeros amigos presentes, certamente teria dormido profundamente em alguma cadeira da parte coberta da Javari.


Goleiro do Barcelona saindo todo esquisito da área em ataque do Mauá


Lance ofensivo do onze visitante dentro da área do Elefante


Zagueiro paulistano se preparando para mandar a pelota na Rua dos Trilhos


Arqueiro local subindo sozinho para fazer a defesa


Disputa de bola no campo de defesa do Mauá


Mais uma bola alçada na área do Barcelona

O placar final de um jogo assim não poderia ter sido outro: Barcelona 0-0 Mauá FC. Muita coisa ainda pode e provavelmente deve mudar no decorrer da campanha, mas a imagem deixada na estreia de ambos foi a pior possível. Esperamos que ambos possam encontrar a tal inspiração nos compromissos seguintes.

Feliz por ter colocado mais uma equipe na Lista, porém incomodado com a partida horrorosa, saí da casa do Moleque Travesso e fiz uma boquinha com a rapaziada num bar perto dali. Na parte da tarde não teve final do Paulistão no cronograma, e sim um duelo perdidaço pelo estadual feminino no Pacaembu.

Até lá!

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Começa a Segundona 2018 com empate em Mauá

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de duas semanas sem futebol, nada melhor do que voltar à ativa com a jornada inicial do melhor certame do estado, o Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Muito bom poder ver de perto a abertura do torneio no Estádio Pedro Benedetti com o encontro entre Mauaense e Guarujá pelo Grupo 5.

Antes da parte boa, sou obrigado a falar da condição "sub-23" da Segundona em 2018. Por "sugestão" da FPF, o certame não terá mais a presença de atletas acima de 23 anos com a desculpa oficial de "dar espaço ao pessoal que está começando e revelar novos talentos". Bom, quem acompanha a competição sabe que não tivemos muitas revelações de 2005 pra cá.

Não há como negar que é um absurdo vermos os clubes aceitarem essa imposição quietinhos e sem nem saberem direito o que estão fazendo. Se existe uma preocupação com a categoria sub-23, que criem um campeonato específico, não transformem a última divisão num torneio restritivo.

Com o final das Séries A1, A2 e A3 um sem número de jogadores acima de 23 anos agora estão desempregados e sem poderem exercer sua profissão. A decisão de usarem ou não atletas de qualquer idade deve caber exclusivamente Às agremiações e não ser uma imposição da FPF. Isso só comprova que os dirigentes não sabem o enorme poder que tem nas mãos. Por conta dessa bizarria, infelizmente o campeonato perde bastante brilho nessa temporada.

O amigo Victor Minhoto sempre disse que "o que vale de verdade são os uniformes em campo, não a política", então por isso vou continuar acompanhando o certame muito pela parte histórica. Mesmo assim, fica aqui o protesto do JP a respeito de uma decisão absurda e sem nenhum sentido.

Voltando à vaca fria, a Segundona será disputada por 40 times divididos em cinco grupos com oito equipes cada. No Grupo 5 também estão Elosport, Primavera, Itararé, Barcelona, Jabaquara e o novato Mauá FC, segunda agremiação profissional da história da cidade. Talentos 10 de Marília, Catanduva FC e Grêmio Sãocarlense são as caras novas. O Andradina FC não entra na lista pois nada mais é do que o antigo Atlético Araçatuba com nova denominação.


Grêmio Esportivo Mauaense - Mauá/SP


Associação Desportiva Guarujá - Guarujá/SP


Capitães dos times junto ao árbitro Willer Fulgêncio Santos, os assistentes William Trufelli Malaquias e Robson Ferreira Oliveira e o quarto árbitro Camilo Morais Zarpelão


Novo escudo do Guarujá

Por ser a primeira rodada, fui pro estádio sem saber o que esperar. A Locomotiva perdeu bastante gente que agora é do Mauá FC e o Guarujá, que estava fora da Segundona desde 2014, prometia dar trabalho nesse retorno. O público apareceu em bom número e 445 pessoas pagaram ingresso. Entre eles, um ótimo quórum de amigos.

Sob sol, mas com uma temperatura bastante agradável, o jogo até que foi razoável. O Grêmio iniciou os trabalhos jogando mais e aos cinco minutos abriu o marcador. José Vítor recebeu ótimo passe pela esquerda, avançou e chutou cruzado, sem chances para Jonathan. Esse foi o primeiro gol da Segundona 2018.

Os locais continuaram atacando, porém não ampliaram sua vantagem. O Guarujá demorou para chegar no campo ofensivo e quando conseguiu o arqueiro Wagner pouco trabalhou. Sem maiores emoções, o tempo inicial se encerrou com a vitória parcial a favor da Locomotiva.



Detalhe do primeiro gol da Segundona 2018, marcado por João Vítor e a comemoração do camisa 11


Bonito colorido dos uniformes no Pedro Benedetti


Lance aéreo no ataque local


Jogador do Guarujá se esticando todo para tentar dominar a pelota

No tempo final eu fui até a arquibancada e a partida ficou mais animada. O Tubarão foi mais preciso e deixou tudo igual aos cinco minutos com um bonito tento de Felipe Mendes. Com o 1x1 no marcador, as duas equipes criaram diversas oportunidades pro segundo gol.

Na reta final o Mauaense foi mais incisivo e aos 36 voltou a ficar à frente do placar. João Pedro, camisa 8, se aproveitou de rebote do goleiro depois de grande defesa e recolocou os locais em vantagem. O Guarujá se mandou ao ataque de forma um tanto quanto estabanada e parecia que o resultado estava definido.

Quem acabou dando uma ajuda preciosa foi todo o sistema defensivo local. No ultimo minuto, os visitantes atacaram de forma tímida, só que a zaga não deu nenhum combate e com isso a bola sobrou para Matheus Gomes na entrada da área. O camisa 9 chutou forte, sem nenhuma marcação, e mandou a pelota no ângulo esquerdo.


No segundo tempo o jogo melhorou e o Mauaense teve boas chances para ampliar



Duas chegadas do Guarujá no fim do jogo. Nos acréscimos, a equipe foi premiada com o gol de empate

No fim, o placar de Mauaense 2-2 Guarujá foi um balde de água fria pro escrete da Grande São Paulo. De qualquer forma, foi apenas o primeiro compromisso e muita água ainda vai rolar debaixo dessa ponte. A fase inicial acaba somente em 8 de julho.

Um dos lances mais legais da Segundona é o clima antes e depois da peleja. Saímos do estádio e fomos até o centro de Mauá. Ficamos ali um bom tempo fazendo uma boquinha e batendo aquele papo sempre fundamental para mantermos nossa sanidade em dia. Boa parte do quórum voltou a campo no domingo cedo, pois era dia de matar time na última divisão.

Até lá!

terça-feira, 27 de março de 2018

JP no segundo clássico paulista da sua história

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de ficar 24 anos sem ver um clássico entre os times "grandes" do estado (contando as equipes principais), na noite do último sábado emplaquei o segundo em apenas 20 dias. Não planejei nada, só que na hora H resolvi ir ao Estádio Paulo Machado de Carvalho pro duelo entre Santos e Palmeiras pela ida da semi-final do Campeonato Paulista.

Nos meus mais de 2.850 jogos tinha visto apenas duas vezes o Clássico da Saudade, ambas no sub-20. A primeira pelo estadual da categoria em 15 de novembro de 2005, vitória santista por 3x1 no Parque Antarctica, e a segunda na emocionante semi da Copa São Paulo de 2013 quando o Peixe fez 3x2 na Arena Barueri e se classificou para a decisão.


O Santos posado antes do clássico no Pacaembu. Do outro lado, o Palmeiras não posou para a foto oficial

Voltando ao presente, o alviverde se garantiu entre os quatro melhores do certame depois de massacrar o Novorizontino nas quartas com duas goleadas. Já o Peixe sofreu demais com o Botafogo e só passou nos pênaltis após de dois empates sem gols. Na pontuação geral, 32 pontos a favor dos verdes e 20 dos alvinegros.

Cheguei no Pacaembu em cima da pinta e dessa vez não fiquei na numerada, e sim na tribuna de imprensa. Confortavelmente instalado vi o Palmeiras iniciar os trabalhos jogando muito melhor, mas muito melhor mesmo do que o seu adversário. Aos 11 o atacante Willian abriu o marcador e até os 30 só deu o time "visitante".

O Santos só foi melhorar nos minutos finais e Jaílson, que só atuou por causa de um efeito suspensivo, salvou a pátria verde aos 44 minutos num milagre depois de cabeçada de Renato. O intervalo chegou junto com a hora de tomar aquele cafezinho esperto distribuído no Salão Nobre no velho estádio.

Retomei meu lugar depois de vários copos de café e vi a peleja melhorar consideravelmente, principalmente por parte do Santos. A tônica do tempo final foi a ótima atuação dos goleiros, ambos responsáveis diretos pelo placar não ter sido alterado. Vanderlei fez boas defesas em lances no início e Jaílson operou dois milagres, além de outras boas intervenções, no decorrer dos 45 minutos, evitando o empate santista.


Times alinhados para o início do clássico no Pacaembu


Ataque palmeirense pela direita


Grande chance "visitante" no começo do segundo tempo


Zaga alviverde afasta o perigo de dentro da área

No fim, o placar de Santos 0-1 Palmeiras deixou o clube paulistano precisando de apenas um empate na segunda partida para ir à final. O Peixe precisa vencer por dois gols de diferença e se vencer por um, leva a decisão pros pênaltis. O clássico será novamente disputado no Pacaembu.

Foi isso... depois de um período na capital bandeirante volto ao litoral pensando em recarregar as baterias. Futebol agora só quando a genial Segundona Paulista começar, isso em 7 de abril.

Até lá!

segunda-feira, 26 de março de 2018

Oeste vence o Juventus e está na semi-final da A2

Texto e fotos: Fernando Martinez


Chegou ao fim a primeira fase do Campeonato Paulista da Série A2 e a rodada derradeira teve muita emoção e vários cenários diferentes com o passar do tempo. Escolhi ir ao Estádio Conde Rodolfo Crespi, local do encontro entre Juventus e Oeste, um jogando um amistoso e o outro lutando por uma vaga na semi-final.

O Moleque Travesso fez uma campanha péssima na A2, porém conseguiu se salvar do rebaixamento na rodada anterior quando venceu o Penapolense fora de casa. A peleja serviu para a torcida se despedir de um dos piores times do onze grená em todos os tempos.

Do outro lado o Oeste era o quarto colocado e precisava vencer para se garantir na fase seguinte. O rubro-negro de Barueri disputava uma vaga com XV de Piracicaba, Sertãozinho, Nacional e Votuporanguense. Mesmo atuando na Rua Javari, não era nenhum exagero dizer que os visitantes eram favoritos.


Clube Atlético Juventus - São Paulo/SP


Oeste Futebol Clube - Barueri/SP


Os capitães dos times, o árbitro Thiago Duarte Peixoto, os assistentes Daniel Paulo Ziolli e Luiz Alberto Nogueira e o quarto árbitro Danilo da Silva

Os 1.270 pagantes viram esse favoritismo se confirmar durante o decorrer do primeiro tempo. O Juventus nada fez e atuou com pouca inspiração... o que não foi nenhuma novidade. O Oeste jogou na boa e abriu o placar com Raphael Luz aos 16 minutos após grande vacilo do setor defensivo grená.

Com os resultados até ali, o onze visitante estava se classificando. Foi com essa vitória parcial pro antigo clube de Itápolis que o intervalo chegou. No tempo final os locais retornaram um pouco mais ligados e passaram a ficar um pouco mais com a bola nos pés.

Os paulistanos estavam melhores, mas num contra-ataque ótimo aos 16 minutos por pouco os visitantes não ampliaram. Quem salvou a pátria paulistana foi, pra variar só um pouquinho, o goleiro André Dias. O camisa 1 do Juventus foi mais uma vez o grande destaque do clube na competição.

Na esteira da boa atuação do seu arqueiro, o Moleque Travesso deixou tudo igual aos 21 minutos. João Vítor acertou um bom chute de longe e marcou um golaço, sem nenhuma chance pro goleiro William Menezes. Com o 1x1, o Oeste estava sendo eliminado por conta da vitória parcial do Sertãozinho contra a Portuguesa.

Sabendo dos outros resultados, o rubro-negro se mandou pro ataque pois não tinha outra alternativa. Foi na base da insistência que os comandados de Roberto Cavalo conseguiram chegar ao segundo gol aos 42 minutos, num grande tiro de fora da área de Pedrinho, praticamente um replay do tento juventino.

Quase na mesma hora o Nacional também fez o segundo gol contra o Rio Claro. Se o Juventus empatasse, seria o escrete ferroviário que estaria na semi. É, só que apesar de ter feito dois bons ataques, os locais não empataram e com o apito final a torcida visitante pôde festejar sem medo.


Ataque juventino pela direita


Investida grená dentro da área do Oeste


Cobrança de falta a favor do onze visitante


A zaga do rubro-negro trabalhou bem e neutralizou a maior parte dos ataques locais

O resultado de Juventus 1-2 Oeste classificou o Rubrão para enfrentar o São Bernardo FC na semi-final. No outro confronto, o Guarani pega o XV de Piracicaba. Os dois vencedores estarão na Série A1 em 2019. Serão quatro duelos de arrepiar com toda a certeza.

Por parte do Moleque Travesso, o 14º lugar mostrou que a campanha foi terrível e repleta de erros de planejamento. Em nenhuma das quinze rodadas o time convenceu plenamente e a decepção foi enorme. Se não fosse o técnico Alex Alves, fatalmente o rebaixamento teria se confirmado. Resta o pessoal juntar os cacos e tentar usar tudo que (não) fizeram como aprendizado.

Estava de boa depois do apito final e fui pro metrô sem pensar em emendar a segunda partida do sábado. No meio do caminho mudei os planos e me mandei pro Pacaembu, local onde mais um grande clássico paulista me esperava.

Até lá!