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quarta-feira, 10 de junho de 2015

JP estreando no Allianz Parque com o amistoso Brasil x México


Menos de um ano depois do enorme fracasso na Copa, o Brasil voltou a jogar em território tupiniquim no domingo passado. Estive no último jogo - aquele terrível 3x0 sofrido para a Holanda na decisão do terceiro lugar do Mundial - e nesse retorno da seleção também marquei presença. O adversário da vez foi o México, atuando pela primeira vez na cidade de São Paulo.

Só que não há como negar que o verdadeiro motivo da minha ida foi para finalmente fazer minha estreia (e também do JP) no Allianz Parque, a novíssima casa palmeirense inaugurada no fim de 2014. Como o alviverde cobra preços cretinos e sem sentido nas suas partidas como mandante, essa foi a melhor oportunidade que encontrei para ver um jogo por lá.


Visão geral do Allianz Parque para Brasil x México. Foto: Fernando Martinez.

Horas antes do jogo começar nem cogitava estar presente. Só confirmei meu lugar na arquibancada exatamente às 14 horas, graças a uma ligação do amigo Nílton, eterno campeão potiguar de futebol de botão, me repassando um bilhete disponível de última hora. Não dava pra perder essa chance.

Nem bem cheguei em casa depois da rodada dupla da manhã e já saí novamente. E morar perto de tudo realmente é genial, pois tem um ônibus que vai da porta de casa até a Avenida Francisco Matarazzo em menos de vinte minutos. Fui rapidinho e quando cheguei vi algumas filas próximas ao portão, mas nada assustador.

Como vivi a Copa do Mundo de forma bastante intensa, confesso que consegui sentir, guardadas as devidas proporções, um pouquinho daquele clima sensacional sentido apenas durante junho de 2014. Algo natural, já que esse foi o primeiro jogo entre seleções que vi desde o mundial.

Não demorou muito para que o amigo chegasse e logo fomos buscar nossos lugares. Todo mundo já falou sobre o estádio, mas já é que nossa estreia por lá vale mencionar que a obra ficou muito legal mesmo. O formato do local lembra muito o Estádio Nacional em Brasília. Acho esse tipo de campo a mais interessante, pois nele a acústica é simplesmente perfeita. A localização também é ótima, mas como já era assim no saudoso Palestra nem conta tanto... :)

Só que não curti as poucas entradas - só duas - e os apertados corredores percorridos até chegar no setor mais alto. Foi aprovado, mas não é nem em sonho a "arena mais moderna do mundo" como muitos torcedores palmeirenses insistem em afirmar. Pena que os preços sejam totalmente proibitivos, pois gostaria de voltar com mais frequência.

Mais de 36 mil pessoas pagaram ingresso para o amistoso, e mesmo com a presença daquele público característico em jogos da seleção - uma rapaziada que não tem costume de ir normalmente aos estádios - pelo menos não tive que ouvir aquela musiquinha horrorosa do "eu sou brasileiro..". Para mim, esse foi o melhor momento da tarde.


Ataque mexicano no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.


Comemoração do primeiro gol brasileiro. Foto: Fernando Martinez.


México saindo para o ataque. Foto: Fernando Martinez.


Jogada pela lateral. Foto: Fernando Martinez.


Mais um lance do amistoso no campo do Palmeiras. Foto: Fernando Martinez.

Dentro de campo não tem muito o que dizer. Mesmo jogando com uma verdadeira asa negra do futebol brasileiro nesse século, o time dirigido por Dunga jogou na boa e não sofreu sustos diante um México desfalcado de seus principais atletas. Os 2x0, gols de Philippe Coutinho e Diego Tardelli no tempo inicial, garantiram a nona vitória consecutiva da seleção no pós-Copa.

O genial é que essa foi a 12ª partida que vi do Brasil em todos os tempos. O meu histórico com o selecionado verde e amarelo agora mostra dez vitórias, um empate (1x1 com o Peru em 2001) e uma derrota (o jogo de Brasília que citei no começo do post). Genial é que essa foi a quinta vez que vi os norte-americanos: duas no Pan 2007, duas da Copa das Confederações e essa agora.

No fim das contas valeu ter ido lá. Muito por conta da companhia do amigo Nílton e também por ter colocado mais um estádio na lista. Hoje em dia, não é toda hora que isso acontece.

Até a próxima!

Fernando

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