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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Juventus é derrotado em jogo que foi superior pela Série A3

Olá,

Mesmo com os festejos de Momo em pleno andamento, o futebol não parou no último final de semana e, como não poderia deixar de ser, o JP também entrou em campo. A pedida no sábado à tarde de Carnaval, foi retornar ao Estádio Conde Rodolfo Crespi, para finalmente acompanhar um jogo do verdadeiro dono da casa, já que nas últimas três partidas acompanhadas pelo blog, os mandantes foram times que utilizaram a Rua Javari como sendo sua "casa", pois os seus estádios não haviam sido liberados pela FPF.

O jogo em questão foi C.A. Juventus x São José dos Campos F.C., válido pela quinta rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A3 e reuniu duas equipes classificadas no bloco dos classificáveis, ou seja, no G8. O time avinhado pisou no tapete verde ostentando a liderança da competição com 10 pontos no seu ativo. Por outro lado, o time do Vale do Paraíba, entrou em campo na sétima posição com 7 pontos. Portanto, a expectativa era de um grande jogo.

Chegando ao estádio, fui direto para o gramado e aguardei a entrada das equipes e dos árbitros para fazer as tradicionais fotos oficiais. Mesmo com muita chuva, os artistas do espetáculo posaram para as lentes do JP. As fotos estão apresentadas abaixo:


C.A. Juventus - São Paulo/SP. Foto: Orlando Lacanna.


São José dos Campos F.C. - São José dos Campos/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem liderado por Edson Alves da Silva, seus assistentes Adilson Roberto de Oliveira e Eduardo Augusto Borges, além do 4º árbitro Jeferson Silvestrini, ao lado dos capitães Giba (SJC) e Ferro (J). Foto: Orlando Lacanna.

Em razão da forte chuva, fui acompanhar o início da partida junto com os torcedores, sentado na arquibancada. Os primeiros movimentos se concentraram na região do meio de campo, com forte marcação de ambos os times, mas já sendo possível perceber que o Juventus seria mais agressivo, explorando as descidas do ala e capitão Ferro.


Avante Nathan voltando para dar combate junto ao círculo central. Foto: Orlando Lacanna.

Depois de dez minutos de bola rolando, a chuva parou e retornei ao gramado, me postando atrás da meta que o Juventus atacava, pois era visível o maior domínio ofensivo do time grená. Nem bem havia chegado ao local que ficaria, o time visitante escapou pela meia esquerda e na sequência, o árbitro marcou pênalti, punindo um suposto toque de mão do zagueiro avinhado.

Esse lance foi no mínimo muito polêmico, pois é aquela história, foi mão na bola ou bola na mão? Como é o árbitro quem manda e decide, a falta máxima foi marcada, apesar das reclamações dos juventinos. O camisa 9 Washington (ex Palmeiras) cobrou firme e colocou o time joseense em vantagem, aos 13 minutos.


Cobrança do pênalti que resultou no gol do São José dos Campos. Foto: Orlando Lacanna.

Em desvantagem no placar e com uma proposta de jogo mais ofensiva, o Juventus foi com tudo buscar o gol de empate e, partir daí, foi uma sequência de oportunidades criadas e não convertidas, ora pelas defesas do goleiro França, ora por precipitação nas conclusões. Na marca dos 17 minutos, o Moleque Travesso só não chegou ao empate, graças ao milagre do goleiro França, ao espalmar uma cabeçada à queima-roupa do camisa 9 Raikard, desferida do interior da pequena área, após linda jogada pela direita de Adiel.


Primeira grande chance de gol do Juventus que parou nas mãos do goleiro França. Foto: Orlando Lacanna.

O domínio do time grená era flagrante e as jogadas de ataque eram frequentes, tanto que aos 23 e 25 minutos, o perigo rondou a meta joseense, mas Raikard e Nathan não tiveram a tranquilidade suficiente nas conclusões e as chances foram desperdiçadas. Somente aos 33 minutos, o São José dos Campos deu o ar da graça no campo de ataque, mas sem perigo, numa conclusão do camisa 5, Valim que chutou torto e não assustou o goleiro André Dias. Aos 39 minutos, novamente Raikard teve a chance de igualar o placar, mas de novo o goleiro França salvou.

O tempo ía passando rapidamente e nada do Juventus alcançar o empate, numa partida, até então, praticamente de um time só, pois o Moleque Travesso dominava amplamente, criava e desperdiçava as oportunidades, como aconteceu novamente na marca dos 42 minutos, quando Nathan tocou por cima do goleiro e o zagueiro Robson Júnior tentou cortar quase em cima da linha fatal e furou. Os juventinos já estavam preparados para o grito de gol, quando num passe de mágica, a bola lambeu o poste direito e foi para fora, deixando a torcida e os atletas do Juventus perplexos e incrédulos.



Atacante Nathan no ar tocando por cima do goleiro e a bola caprichosamente indo para fora. Fotos: Orlando Lacanna.

Alguns minutos após o desperdício da grande oportunidade, o primeiro tempo chegou ao final, com o time visitante levando para o vestiário a vantagem mínima, criando a expectativa do que iria acontecer na segundo tempo, ou seja, o Juventus continuaria dominando ou São José dos Campos iria equilibrar as ações? A resposta começaria a ser conhecida depois do descanso regulamentar.

O Juventus retornou para a segunda etapa com uma moficação, saindo Raikard, que perdeu algumas chances e entrando Gil (ex Corinthians) e, com isso, a esperança e a expectativa da torcida juventina aumentaram. Restavam mais 45 minutos para tentar igualar e virar o placar.


Zaga joseense cercando atacante avinhado. Foto: Orlando Lacanna.

Com pouco tempo de bola rolando, foi fácil perceber que o domínio juventino se manteve e o perfil do jogo era o mesmo, ou seja, um time atacando e o outro se defendendo e tentando sair em contra-ataque. Não demorou muito para a primeira grande chance aparecer, aos 7 minutos, através de uma cabeçada da Nathan desferida de dentro da pequena área, mas, mais uma vez, a bola foi pela linha de fundo, para sorte do goleiro França que já estava batido no lance.


Primeira grande chance do Juventus no início do segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.

Com o passar do tempo, o panorama a partida não se modificava e, para variar, aos 28 minutos, de novo, Nathan, esteve perto de igualar o placar, porém cabeceou por cima, mesmo estando no interior da pequena área. Aos 29 minutos, o São José dos Campos, só não chegou ao seu segundo gol, graças a dois milagres do goleiro André Dias (Campeão da Copinha de 2009 pelo Corinthians), que praticou duas defesas incríveis, ao espalmar dois arremates à queima-roupa do camisa 10, Dielton. 


Uma das raras ações ofensivas do São José dos Campos na segunda etapa. Foto: Orlando Lacanna.

Depois de não aproveitar a grande oportunidade do segundo tempo, o time interiorano voltou a se encolher, congestionando o meio de campo e defesa, esperando e tempo passar, apostando numa vitória que seria heróica pelo andamento da partida. Nos últimos quinze minutos, a blitz juventina continuou, mas nada de gol, tanto que aos 36 e 39 minutos, o camisa 10, Adiel e o camisa 11, Daniel Costa, também chegaram próximos de marcar, mas, para variar, não conseguiram.


Goleiro França saindo e socando a bola para longe da área. Foto: Orlando Lacanna.


Outra boa defesa do goleiro França já no final da partida. Foto: Orlando Lacanna.

A partida se aproximava no final (o árbitro acresceu 5 minutos) e a dramaticidade se fez presente, pois enquanto o Juventus dava tudo para pelo menos chegar ao empate, o São José dos Campos lutava bravamente para manter o resultado. Nos acréscimos, o capitão juventino Ferro, recebeu o cartão vermelho por se rebelar com uma marcação da confusa arbitragem, que não agradou, pois inverteu diversas faltas e não demonstrou critério nas marcações, além de ter marcado um pênalti altamente discutível.


Um dos últimos ataques do Juventus, com o seu goleiro deixando a área para tentar o empate. Foto: Orlando Lacanna.

Partida encerrada com o placar final de Juventus 0 - 1 São José dos Campos, que tirou o time da Capital da liderança, deixando-o na 2ª posição com 10 pontos, enquanto o time interiorano saltou quatro posições, colocando-se na 3ª posição, também com 10 pontos, porém com um saldo de gols menor do que o Moleque Travesso. Vale ressaltar que essa partida foi a melhor que acompanhei, até o momento da Série A3, com vários lances bem trabalhados e ótimas defesas dos goleiros, em especial, o do São José dos Campos. 

Jogo encerrado e rápido retorno para casa para uma recomposição, pois a chuva voltou a cair forte ao final da partida. Logo em seguida aquela cervejinha básica de sábado à noite. Foi isso.

Abraços,

Orlando

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