segunda-feira, 6 de junho de 2011

Nacional bate recorde negativo em outra derrota na Segundona, agora para o Guarujá

Opa,

Num final de semana em que o JP esteve presente num total de seis partidas em seis cidades diferentes pelo estado (uma delas não aconteceu, mas vale mesmo assim), comecei a minha rodada na fria tarde de sábado. Estive mais uma vez no Estádio Nicolau Alayon para acompanhar a via-crucis dos nacionalinos no Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Pela sexta rodada do Grupo 6, Nacional e Guarujá se enfrentaram pela primeira vez na história.

No caminho da Comendador Souza encontrei o David perdido pelos trens da CPTM, e da estação Água Branca seguimos até o estádio. Como chegamos cedo, deu tempo de conversar com os amigos do clube paulistano. Em pauta, a situação triste da equipe na competição desse ano. Depois da conversa, a ida ao campo de jogo para as fotos:


Nacional AC - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


AD Guarujá - Guarujá/SP. Foto: Fernando Martinez.


O árbitro Alex Junior de Jesus e os assistentes Reinaldo Rodrigues dos Santos e Rafael Ferreira da Silva posam junto com os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Antes dessa partida, o Guarujá, do técnico Marcos Bruno, estava na sexta colocação da chave com sete pontos ganhos, dois atrás do São Vicente, o quarto colocado. Já o Nacional, com suas cinco derrotas em cinco jogos, era responsável pela pior campanha entre as 44 equipes nessa competição, junto com o Elosport. A "nau nacionalina" vai afundando rapidamente, e para esse jogo o técnico Nogueira Júnior jogou a toalha e quem assumiu o cargo pela 715ª vez foi o Túlio Tanglione, sempre quebrando o galho nas horas difíceis.

Para acompanhar o ataque dos donos da casa, além do já citado amigo cinéfilo, o Rodrigo Colucci estava lá. O Sérgio, "dono" da FA também deu as caras, e como há muito tempo não acontecia o cineasta Paolo Gregori e seus filhos Lorenzo e Vitorio foram se descabelar pelo onze ferroviário. Vale registrar que o Lorenzo, o "hooligan da Comendador" já está com 9 anos e manja tudo de futebol. Com certeza é a geração 2020 do JP sendo formada. O Bruno, dono da comunidade do NAC no orkut, também foi sofrer um pouquinho.


Paolo Gregori e seus filhos Lorenzo e Vitorio, David, Rodrigo Colucci e Sérgio curtindo a via-crucis do Nacional na Segundona 2011. Foto: Fernando Martinez.


Chance do Nacional em cabeçada que passou perto do gol do Guarujá. Foto: Fernando Martinez.

Diferente do que tinha acontecido nos jogos anteriores, o Nacional foi bastante efetivo no ataque desde os primeiros momentos. O Guarujá sentiu a pressão e passou esses primeiros 15 minutos buscando neutralizar as investidas locais. Mas no primeiro ataque dos visitantes, isso aos 16 minutos, o gol acabou acontecendo. O atacante Éverton Nascimento acertou um tirambaço de longe, e ainda viu a bola bater nas duas traves do Nacional antes de estufar as redes.


Mais um ataque nacionalino, fazendo a defesa do time visitante trabalhar duro. Foto: Fernando Martinez.

Buscando o empate, os donos da casa continuaram com maior posse de bola e mais domínio. Mas vimos que a equipe precisa treinar com urgência finalizações e cruzamento para dentro da área. A falta de chutes a gol foi um agravante para que essa pressão não resultasse em nada. No intervalo, a vantagem ainda era do Guarujá.


Cruzamento da direita, mas sem direção. Foto: Fernando Martinez.

Como o frio estava destruindo a minha garganta, fomos acompanhar o segundo tempo do ataque local, isso no "gol dos fundos" da Comendador Souza debaixo do sol que fazia. Mas nem o astro-rei ajudou a segurar a bronca do frio graças à ventania que fazia por ali. Olha, independente disso, sou um milhão de vezes esse tempo do que aquele horroroso calor que rola por aqui durante oito meses por ano.


Boa oportunidade para o Guarujá fazer o segundo em cobrança de falta. A bola passou perto do gol. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final o Nacional conseguiu irritar a sua torcida que estava na arquibancada. O problema com as finalizações e com os cruzamentos se agravou, e deixou todos soltando fumaça. Para piorar, o Guarujá levava enorme perigo nos contra-ataques, e chegou muito perto de ampliar o marcador.


Investida nacionalina pela direita no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

O jogo era muito bem disputado, e o Nacional, se tivesse um aproveitamento um pouco melhor, poderia ter interrompido a triste sequência de derrotas do clube na Segundona. Final de jogo: Nacional 0-1 Guarujá. Com a vitória, o time amarelo voltou ao G4 do Grupo 6, agora com 10 pontos em seis partidas, a três da líder Portuguesa Santista. Parabéns ao bom trabalho que vem sendo realizado pelo técnico Marcos Bruno.

Já o Nacional vem batendo recordes com essa campanha 100% negativa. Com o revés, o sexto em seis jogos, o onze ferroviário bateu uma marca de 30 anos. O time não perdia seis partidas seguidas válidas por campeonatos paulistas desde uma sequência de sete derrotas na segundona de 1981. Outra: O time tem seu pior início de campeonato paulista desde 1950, já que naquele ano perdeu suas oito primeiras pelejas, ainda na elite estadual.

Graças ao empate obtido pelo Elosport nessa rodada, o Nacional agora tem a pior campanha entre os 44 participantes da Segundona 2011. A equipe ainda foi citada pelo artigo 214 na sessão do TJD de 25 de maio, e deve ir a julgamento nessa segunda-feira, podendo perder mais pontos. Sabemos que a situação financeira não é boa, mas ver um time que até 2007 estava bem na Série A2 estar agonizando na quarta divisão é muito complicado. Vou continuar acompanhando o time nesse ano, sabendo que o futuro pode ser ainda pior.

Tristes, fomos embora da Comendador Souza trincando de frio. Planos de partidas para o futuro e a situação atual das ferrovias brasileiras foram os assuntos em pauta, e antes de chegar em casa ainda fiz um pit-stop num mercado lotado para garantir as guloseimas na gélida noite de sábado. Mas o final de semana ainda não tinha acabado, e acompanhei uma agradável sessão vespertina no domingo.

Até lá!

Fernando

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