domingo, 15 de fevereiro de 2009

Portuguesa Santista permanece na última colocação na Série A2

Olá,

Dando continuidade ao acompanhamento de alguns jogos válidos pelos campeonatos de acesso promovidos pela FPF, no último sábado à tarde, desci a Serra do Mar debaixo de uma chuvinha incessante e ainda encarando uma forte neblina e, chegando lá em baixo, segui até a cidade de Santos para conferir a partida A.A. Portuguesa x C.A. Taquaritinga, que foi realizada no Estádio Ulrico Mursa, valendo pela sexta rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A2.

Essa partida reuniu uma equipe (Taquaritinga) que vinha fazendo uma campanha bem razoável, visando a conquista de uma das oito vagas à segunda fase da competição, contra uma outra (Port. Santista) que vinha de uma péssima campanha, ocupando a última colocação na tabela de classificação, cujo objetivo era a reabilitação urgente, para escapar da zona de rebaixamento. Por essas e outras, era esperado um jogo bem movimentado.

Apesar das dificuldades meteorológicas enfrentadas durante a descida da serra, cheguei ao meu destino com tempo suficiente para fotografar as equipes e o quarteto de arbitragem, cujas fotos exclusivas apresento abaixo:


A.A. Portuguesa - Santos/SP. Foto: Orlando Lacanna.


C.A. Taquaritinga - Taquaritinga/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem com o árbitro Roberto Carlos de Andrade, os assistentes Eduardo Vequi Marciano e Luciana da Silva Ramos e a quarta árbitra Regildênia de Holanda Moura. Foto: Orlando Lacanna.

O árbitro autorizou o início da partida e a Portuguesa saiu com mais determinação ao campo de ataque e logo levou perigo à meta do CAT, aos 12 minutos, quando o avante Vagner chegou um pouquinho atrasado numa bola cruzada da direita que passeou pelo interior da área e não apareceu nenhum pé para fazer o desvio.

Ao longo dos primeiros vinte minutos, a Briosa manteve mais tempo a posse de bola, mas aos poucos o Taquaritinga foi equilibrando as ações e começou a levar perigo à meta defendida por Fernando, que levou o primeiro susto aos 22 minutos, quando o meia atacante Téo arrematou de meia distância, com a bola caindo de repente e saindo por cima, raspando o travessão. Um minuto depois, o time do interior abriu a contagem, num gol anotado por Téo, aos aproveitar um cruzamento vindo da direita, em ótima jogada de Caconde, que escapou livre de marcação e cruzou para trás.


Detalhe da tentativa frustrada de defesa do goleiro Fernando no primeiro gol do Taquaritinga. Foto: Orlando Lacanna.

Em desvantagem no placar, era esperado que a Briosa fosse mais agressiva no campo de ataque, porém isso não aconteceu, tanto que, nos últimos vinte minutos, o jogo foi rigorosamente equilibrado, com um ou outro lance um pouco mais agudo, mas nada que exigisse muita coisa dos dois goleiros.


Disputa de bola no meio de campo. Foto: Orlando Lacanna.

Quando tudo levava a crer que o primeiro tempo terminaria com a vantagem do CAT, eis que, aos 46 minutos, a Lusa chegou ao empate, através de um golaço marcado por Cleiton, numa magistral cobrança de falta que deixou o goleiro Bruno sem ação. Logo depois o árbitro encerrou a primeira etapa com o marcador apontando a igualdade em 1 a 1.


Goleiro Bruno nem teve tempo de se mexer no gol de empate da Lusa no final do primeiro tempo. Foto: Orlando Lacanna.

Depois de um intervalo que não rolou nada de interessante, a bola voltou a rolar e a Portuguesa, mesmo de forma atabalhoada, chegou com perigo aos 5 e 10 minutos, em jogadas de Cleiton e Fernando Moura, porém as conclusões foram defeituosas.


Ataque da Lusa no início do segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.

A resposta do CAT veio aos 18 minutos, quando novamente Téo levou perigo ao goleiro Fernando. A maior chance da Briosa aconteceu aos 23 minutos, quando Cleiton tirou o goleiro da jogada e tocou para o gol, mas aí apareceu o zagueiro Uélisson Santana e, de cabeça, salvou praticamente em cima da linha fatal, aquele que seria o segundo gol dos donos da casa.

Por volta do vigésimo quinto minuto, a chuva apertou e resolvi deixar o gramado, me instalando nas arquibancadas e, de lá de cima, aos 26 minutos, vi o zagueiro Jaílson da Lusa, cometer uma falta mais dura que lhe rendeu o cartão amarelo e, como era o segundo, foi para o chuveiro mais cedo.


Visão do jogo agora da arquibancada. Foto: Orlando Lacanna.

A partir da expulsão, o CAT saiu mais para o ataque e foi pressionando o setor defensivo da Portuguesa, que se virava como podia para manter o empate. Aos 41 minutos, a Lusa teve o seu segundo atleta expulso, agora o zagueiro Saraiva que cometeu uma falta por trás na entrada da grande área. Na cobrança dessa falta, saiu o segundo gol do Taquaritinga, marcado de cabeça por Alan Paraná que aproveitou rebote vindo do travessão após cobrança de Du. O mesmo Alan Paraná colocou uma bola no poste esquerdo de Fernando, aos 47 minutos, quase marcando o terceiro gol dos visitantes.


Alan Paraná saindo vibrando com a marcação do segundo gol do CAT. Foto: Orlando Lacanna.

Fim de jogo com o marcador apontando Portuguesa Santista 1 - 2 Taquaritinga que manteve o time de Santos na 20ª colocação (última) na tábua de classificação com apenas 1 ponto e correndo sérios riscos de ser rebaixado para a Série A3 se não houver uma forte reação urgente. Com relação ao Taquaritinga, a conquista da vitória o colocou na 6ª colocação, com 11 pontos ganhos, caminhando firme como sendo uma das equipes cotadas para avançar na competição.

Tão logo o árbitro encerrou a partida, parte da pequena torcida presente (331 pagantes) se postou à frente do vestiário luso e começou um protesto contra a campanha do time, bem como contra a Diretoria. Deixei a poeira baixar e em seguida saí do estádio para iniciar a subida para São Paulo, torcendo para que as condições climáticas estivessem melhores e, felizmente, foi o que aconteceu. No domingo pela manhã, a minha jornada continuaria, agora envolvendo uma partida da Série A3, mas isso é conversa para depois.

Abraços,

Orlando

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