domingo, 10 de fevereiro de 2008

Fim-de-semana sem gols (Parte I): Nacional decepciona em casa

Fala povo,

No último sábado, parte do pessoal do JOGOS PERDIDOS esteve em mais uma partida do Campeonato Paulista da Série A3. Num calor dos infernos, fomos até o Estádio Nicolau Alayon para acompanhar um jogo de dois rebaixados em 2007: Nacional x Osvaldo Cruz. Junto comigo, David, Jurandyr e o seu Natal foram lá e junto com nosso amigo Mílton, fomos ver a partida, uma das mais esperadas do ano para nós. Tanto que figuras carimbadas do Naça, como o Guilherme e o Paolo Gregori também estavam lá.


Dois momentos de um simpático cãozinho vendendo bebidas no Nacional. O único problema é que ele sempre erra no troco. Fotos: Fernando Martinez.

Chegando cedo como de costume, além de ver um cachorro vendendo bebidas, também garanti as fotos oficiais dos times posados, cortesia exclusiva do JP. Ah, e vale registrar os uniformes diferentes dos times. O Nacional jogando de camisas brancas como há muito não jogava e o Osvaldo Cruz com uma camisa listrada a là San Telmo da Argentina:


Nacional AC - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Osvaldo Cruz FC - Osvaldo Cruz/SP. Foto: Fernando Martinez.

Falando do jogo, o Nacional vinha de um empate em casa e ainda invicto e o Osvaldo Cruz que ainda não pontuou na A3. Poderíamos então esperar um jogo com domínio do time da casa e sufoco para o time do interior. E no começo parecia realmente que o Naça iria golear, já que dominava as ações e criava boas chances.


Zaga do Naça afasta tentativa de ataque do Osvaldo Cruz. Foto: Fernando Martinez.


Quase um gol contra para o Osvaldo Cruz. A zaga do Nacional estava afim de presentear os visitantes. Foto: Fernando Martinez.

Mas desde os primeiros movimentos, o ataque do Nacional irritou todos os presentes perdendo chances e mais chances de gol. O pior era que o time da casa também via o Osvaldo Cruz assustar devido ao imenso espaço que deixava para contra-ataques.

Por volta dos 25 minutos a sorte parecia que iria mudar para o time ferroviário, com a marcação de um pênalti e a chance de abrir o placar. Mas na cobrança o jogador do Naça conseguiu jogar a bola na trave e viu o primeiro gol descer pelo ralo. Daí até o final do primeiro tempo foi uma avalanche de gols perdidos para os dois times, principalmente para o Nacional, que não tinha seus atacantes em bom dia mesmo. O intervalo então chegou sem a abertura do placar.


Pênalti perdido pelo Nacional que faria muita falta no final do jogo. Foto: Fernando Martinez.


Escanteio para o Nacional no primeiro tempo de jogo. Foto: Fernando Martinez.

No intervalo, como de praxe, ficamos ao léu conversando as besteiras de sempre e vendo que as tardes de sábado combinam 100% com a Comendador Souza. Também encontramos o pessoal da comunidade Futebol Alternativo do orkut ali, sempre sedentos por um futebol perdido.


Boa saída do goleiro visitante em confusão na área. Foto: Fernando Martinez.

Na volta para o segundo tempo, parecia que a sorte iria mudar, mas essa percepção durou pouco, já que os mesmos erros de conclusão ainda eram crônicos para o Naça. Era gol perdido atrás de gol perdido, irritando até os mais calmos que assistiam o jogo. E o Osvaldo Cruz aproveitou e por muito, mas muito pouco, não chegou ao seu gol, sempre contando com a ajuda amiga da defesa dos anfitriões. A dupla de ataque do Naça por sua vez foi bastante homeneagada pela fiel torcida que pagou ingresso para ver o jogo.


Mais um ataque do Nacional e mais um gol perdido, sob o implacável olhar do placar mostrando o 0 a 0. Foto: Fernando Martinez.

Com 15 minutos vimos que daquele mato não sairia coelho nenhum e passamos a discorrer sobre os mistérios da sexualidade humana enquanto o Nacional perdia a chance de fazer três pontos em casa. De maneira óbvia, o jogo terminou mesmo no modorrento Nacional 0-0 Osvaldo Cruz.

Jogo sem a abertura de placar debaixo desse sol é coisa difícil de curtir, ainda mais perdendo dois ônibus na hora de voltar para casa. Mas para quem acha que desgraça pouca é bobagem, o pior ainda viria no domingo...

Até lá

Fernando

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