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sexta-feira, 22 de março de 2013

Palmeiras B vence o lanterna União São João na Javari

Fala, pessoal! 

Fui novamente ao Estádio Conde Rodolfo Crespi para acompanhar mais uma peleja válida pelo Campeonato Paulista da Série A3. Seguindo fielmente os últimos momentos de vida do Palmeiras B, a equipe recebeu o lanterninha União São João em peleja válida pela 13ª rodada do certame. 

Vindo de três derrotas seguidas, duas delas após a diretoria do clube anunciar que irá extinguir o time após o término dessa A3, o alviverde queria vencer "em casa" buscando ao menos não terminar a competição na zona de rebaixamento. A equipe ararense, há seis jogos sem vencer, era o melhor adversário que o Palmeiras B poderia ter. 

Aliás, esse é o pior momento futebolístico do União em 33 anos de disputas em campeonatos paulistas. Após o rebaixamento na A1 de 2005 (o time disputou a divisão principal do estado por 17 anos seguidos) a equipe "bateu na trave" ao tentar a volta para a elite de 2006 até 2011. Faltou pouco, muito pouco, para o alviverde conquistar o acesso. 

Surpreendentemente em 2012 a equipe fez uma péssima campanha que culminou com o rebaixamento para a A3, campeonato que o USJ não disputava desde 1981. E como não existe situação ruim que não possa piorar, a campanha desse ano é ainda pior do que a do ano passado e o União São João está prestes a ser rebaixado novamente, agora para o limbo futebolístico da última divisão do estado. Uma pena. 


SE Palmeiras B - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez. 


União São João EC - Araras/SP. Foto: Fernando Martinez. 


Quarteto de arbitragem composto pelo árbitro Cristiano De Lazzari, assistentes Bruno Bonani Munhoz e Luiz Fernando de Moraes e o quarto árbitro Davi Alexander Costa junto com Raphael Alemão (SEP) e Carlos Carioca (USJ), capitães dos times. Foto: Fernando Martinez. 

E se depender do futebol mostrado nessa peleja contra o Palmeiras B o União vai para a segundona sem cerimônia. Vimos um futebol fraco e sem inspiração do sucessor do Usina São João nos 90 minutos da partida. O Palmeiras B também não foi assim uma Brastemp, mas jogou muito mais do que seu adversário. 


Braços ao vento em disputa de bola pelo alto. Foto: Fernando Martinez. 


Marcador ararense protegendo a pelota em investida palmeirense. Foto: Fernando Martinez. 

Embora melhor em campo, o primeiro tempo foi sofrível e não teve a abertura do placar. O que valeu foi aquele papo esperto com os amigos presentes: Victor, Renato, Sérgio, Colucciseu Natal e o esbaforido Nílton, num bate-volta sensacional Suzano-São Paulo. 


Zagueiro do União São João perdendo a cabeça ao cortar um cruzamento na área. Foto: Fernando Martinez. 

Somente no segundo tempo o time local conseguiu transformar o domínio territorial em gols. Rodrigo, camisa 6 do alviverde, abriu o placar aos 6 minutos com um belíssimo chute em ataque pela esquerda, sem chances para Carlos Carioca. 


Detalhe do primeiro gol do Palmeiras B, em belíssimo chute de Rodrigo. Foto: Fernando Martinez. 


Cobrança de falta para o time visitante no tempo final. Foto: Fernando Martinez. 

O segundo aconteceu aos 23 com outro bom chute, agora do camisa 9 Miguel. Ele recebeu na entrada da área e acertou um tirambaço para decretar a segunda vitória do Palmeiras B em casa (a primeira tinha sido contra o Guaçuano em 9 de fevereiro) e a primeira com o que vos escreve presente. 


Mais um ataque local, atormentando a zaga do União. Foto: Fernando Martinez. 


Chute palmeirense de fora da área. Foto: Fernando Martinez. 

Final de jogo: Palmeiras B 2-0 União São João. Esse triunfo não tirou a equipe paulistana da zona de rebaixamento, mas pelo menos os 13 pontos aproximaram a equipe do primeiro time fora dela. Para o onze ararense, que permaneceu com míseros seis pontos e uma única vitória em treze jogos, a salvação está cada vez mais complicada. 

Saindo da Javari fomos novamente bater aquela xepa com deliciosas esfihas e dali fomos ao Pacaembu para completar uma rodada verdadeiramente alviverde. 

Até lá! 

Fernando

quinta-feira, 21 de março de 2013

Flamengo confirma a boa fase e afunda o Esquadrão Calunga

Salve, amigos!

Mais uma tarde de portões fechados em Mansueto Pierotti, possivelmente a última do Bonde Calunga no Campeonato Paulista da Série A3 2013, em virtude da punição recebida pelo ocorrido na partida diante do Novorizontino. Desta vez, o São Vicente AC recebeu a AA Flamengo, que vinha de quatro vitórias seguidas, numa bela ascensão na tábua de classificação.

Depois de um bom começo, o São Vicente vem tropeçando e caindo vertiginosamente, como tem ocorrido todos os anos, em que pese o acesso ter sido conseguido com muita garra no ano passado. Agora seguem as fotos oficiais da partida, com um agradecimento especial à Federação Paulista de Futebol, cujo reconhecimento vem sendo essencial para a continuidade de meu trabalho:


São Vicente AC - São Vicente/SP. Foto: Estevan Mazzuia.


AA Flamengo - Guarulhos/SP. Foto: Estevan Mazzuia.


Arbitragem composta por Jorge Torres, Fernando Leonardi de Moraes e Leandra Aires Cossette, com os capitães Rodrigo Calchi (SVAC) e Renato (AAF). Foto: Estevan Mazzuia.

A partida foi bastante movimentada, o São Vicente mostrou muita vontade de vencer e o Flamengo apresentou muita consistência em sua defesa, eficiência no ataque, e a sorte necessária a todo campeão. Mas os goleiros foram pouco exigidos, e a partida se definiria em jogadas de bolas paradas.


De cabeça, Lutcho tenta abrir o marcador. Foto: Estevan Mazzuia.

Apesar de ter um elenco limitado, o time da casa demonstrou o brio já costumeiro, decorrente de um grupo bastante unido e aguerrido, dando trabalho ao adversário. Na primeira metade da etapa inicial, a bola ficou praticamente no campo de ataque vicentino.


Dodô, bem marcado, avança pelo lado esquerdo. Foto: Estevan Mazzuia.

Mas foi em uma cobrança de falta que saiu o gol calunga. Renato derrubou Lutcho perto da lateral esquerda do ataque anfitrião. O próprio camisa 10 cobrou com categoria, na cabeça de Negueba, que se antecipou ao goleiro e partiu pra comemoração.



Negueba em dois momentos: tentando se livrar da marcação e no ar, após cabecear para o fundo das redes. Fotos: Estevan Mazzuia.

Mas a festa durou pouco tempo. Menos de dois minutos, precisamente. Murilo cobrou uma falta com força e a bola foi morrer no canto direito de Rodrigo Calchi, não sem antes desviar na barreira.


Galera se protegendo da bolada. Foto: Estevan Mazzuia.

O Flamengo poderia ter chegado ao segundo gol ainda na primeira etapa, não fosse uma brilhante intervenção de Calchi aos 37 minutos, em chute de Moisés. Aos 44, novamente Negueba apareceu diante do arqueiro André Dias. O atacante pegou uma sobra da intermediária, se livrou bem da marcação, mas bateu por cima do gol. Com a igualdade, as equipes foram para os vestiários.


Policiais militares colocando pra fora um monte de gente que acaba conseguindo entrar no estádio, sabe-se lá de onde. Foto: Estevan Mazzuia.

Logo aos 10 minutos da segunda etapa, Lutcho ajeitou para Morales, que bateu com muito perigo acima do gol rubro-negro. Apesar de ter concentrado a bola em seu campo de ataque nos primeiros 15 minutos, foi a melhor chance, senão a única, do alvinegro no período.


Tarde típica de outono trouxe clima agradável à partida. Foto: Estevan Mazzuia.

Aos 20 minutos o ótimo, mas apagado, Gilvan lançou Negueba na esquerda. O artilheiro vicentinoteve todo o espaço do mundo para trabalhar a bola, mas acabou batendo um cruzado fraquinho, fraquinho, à esquerda de André Dias.


André Dias, atento, fechou o gol rubro-negro. Foto: Estevan Mazzuia.

O golpe rubro-negro chegou aos 31 minutos: num belo voleio de primeira, Alemão pegou uma sobra da entrada da área após a cobrança de falta, e Rodrigo Calchi viu suas redes balançarem pela segunda vez na partida.


Sem falta, Márcio (13) faz o desarme e sai jogando. Foto: Estevan Mazzuia.

O gol foi banho de água fria no São Vicente. A única chance de gol da equipe acabou nas mãos de André Dias. Aos 43 minutos, Lutcho cobrou uma falta da esquerda, Cocada cabeceou e o goleiro salvou na ponta dos dedos, a la Gordon Banks.


Na bola parada, Flamengo construiu sua vitória. Foto: Estevan Mazzuia.

Ficou nisso mesmo: São Vicente 1x2 Flamengo. Faltando cinco rodadas, o time da primeira cidade do Brasil, que já vinha jogando sem sua barulhenta torcida, deverá cumprir seus dois mandos em gramados distantes da Baixada, e terá adversários muito fortes pela frente. Estando apenas um ponto na frente do G4, corre risco altíssimo de cair. Com a quinta vitória consecutiva, o Flamengo está com a moral bem elevada, e nesse tipo de campeonato a boa chegada na reta final conta muito para a segunda fase, o deixa o time cotado ao acesso.

Na volta para a casa, deparei-me com uma cena bastante pitoresca, que não pude deixar de retratar para o JP. Um cidadão cortou um garrafão de água ao meio para captar o ar e jogá-lo diretamente em seu cangote, através da janela traseira, com o auxílio de uma mangueira de plástico.


Agora ficou mais barato ter carro com ar-condicionado! Foto: Estevan Mazzuia.

Um novo modelo de condicionador de ar, que não prejudica o meio ambiente, nem consome combustível!! Viva a criatividade brasileira!

Foi isso e abraços

Estevan

quarta-feira, 20 de março de 2013

Centro Olímpico massacra o Kindermann na Copa do Brasil Feminino

Opa, 

Na última segunda-feira tivemos uma daquelas oportunidades únicas de curtir um jogo perdido de primeiríssima linha que gostamos tanto. O confronto entre Centro Olímpico e o genial Kindermann de Caçador/SC, válido pela ida das quartas da Copa do Brasil de Futebol Feminino teve como palco o Estádio Paulo Machado de Carvalho

Infelizmente, e como não poderia deixar de ser, o público passou longe do Pacaembu... Melhor ainda para o JP. Qualquer transeunte que passasse na frente do tradicional estádio paulistano na hora da peleja (19 horas), não diria que algumas das principais jogadoras da modalidade estavam prestes a entrar em campo contra uma força do sul do país. 

Claro que por ser um jogo tão insólito, vários amigos que adoram um joguinho perdido se fizeram presentes, como o Mílton, Luiz, Colucci, Renato, Ricardo e o sumidaço David. Eu cheguei cedo, e ninguém além de mim foi credenciado a captar imagens da partida. 


AD Centro Olímpico (feminino) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez. 


Kindermann FC (feminino) - Caçador/SC. Foto: Fernando Martinez. 


Quarteto de arbitragem composto pela árbitra Simone Xavier, as assistentes Renata Ruel de Brito e Maria Núbia Leite e a quarta árbitra Katiúscia da Mota Lima junto com as capitãs das equipes. Foto: Fernando Martinez. 

Nas duas primeiras fases o ADECO eliminou o Novo Mundo do Paraná e a Portuguesa. Já a equipe catarinense, que chegou a disputar a primeira divisão estadual de futebol masculino de 1999 até 2002, eliminou o Comercial de Campo Grande e o tradicional Vasco da Gama. Mesmo com a presença das selecionáveis Érika, Maurine, Calan e Debinha no time paulista, esperava um confronto equilibrado. 


Ataque local com Érika. Foto: Fernando Martinez. 

Mas não foi nada disso que aconteceu. Tirando os minutos iniciais, o time caçadorense não foi páreo para o ótimo time paulistano, atual vice-campeão do certame. O ADECO praticamente não fez força para garantir 98% da classificação para a semi-final da competição já na peleja de ida. 


Lance de ADECO x Kindermann no Pacaembu. Foto: Fernando Martinez. 


Bom ataque de Debinha pela esquerda para grande defesa da arqueira catarinense. Foto: Fernando Martinez. 

Jogando na boa, no tempo inicial as paulistas chegaram aos 3x0. O primeiro gol foi marcado pela jogadora Gabi aos 6 minutos, aproveitando rebote dentro da área. O segundo foi marcado por Andressa aos 13. Ela cobrou falta pela direita e, após falha da goleira Lei, viu a bola entrar direto no gol. 


Bola no fundo das redes do Kindermann no primeiro gol do Centro Olímpico. Foto: Fernando Martinez. 


Bola alçada na área no segundo gol das meninas paulistas. Foto: Fernando Martinez. 

Antes dos primeiro tempo terminar o Centro Olímpico fez mais um com Mau, novamente em bola cruzada na área do Kindermann, decididamente um grande ponto fraco do time visitante, aos 41 minutos. Aproveitei o descanso do intervalo para fazer algumas imagens do estádio que são impossíveis de se fazer com ele cheio. Depois subi para as numeradas bater um rápido papo com os amigos presentes. 


Visão geral da numerada coberta do Pacaembu praticamente vazio. Foto: Fernando Martinez. 

Dali vi o time local começar o tempo final com ainda mais vontade e marcando o quarto e o quinto gols na sequência. Gabi e Debinha fizeram aos 14 e aos 15 minutos, já impondo uma sonora goleada. Depois disso o Kindermann até chegou com perigo, mas as atacantes conseguiram desperiçar duas ótimas oportunidades de pelo menos marcarem o golzinho de honra. 


Lance do quarto gol do time local. Foto: Fernando Martinez. 


Agora o quinto, marcado por Gabi. Foto: Fernando Martinez. 

O ADECO perdeu uma série de gols claros, mas aos 30 Andressa, novamente em falha do setor defensivo caçadorense, fechou o massacre paulista com o sexto gol. Com esse tento, o marcador não foi mais alterado. 


Fechando a goleada paulista, Andressa marcou novamente aos 30 do segundo tempo. Era o sexto gol do ADECO. Foto: Fernando Martinez. 


Zaga do Kindermann cabeceando a pelota pra longe da área. Foto: Fernando Martinez. 

Final de jogo: Centro Olímpico 6-0 Kindermann. Essa vitória deixou o time paulista praticamente garantido na próxima fase da Copa do Brasil Feminino. Quando essa fase terminar, teremos dois times do eixo sul e dois do eixo norte/nordeste classificados. A CBF fará então um sorteio para "misturar" as agremiações. 


Placar final com grande goleada do Centro Olímpico. Foto: Fernando Martinez. 

Após o jogo ainda fiquei um bom tempo conversando com o pessoal da FPF antes de pegar a ladeira e ir fazer uma boquinha com os amigos numa padaria na Avenida Doutor Arnaldo. Tivemos meia hora de surrealidade no recinto com um sensacional "desafio das pizzas", algo que sempre faz bem para o espírito. 

Até a próxima! 

Fernando

terça-feira, 19 de março de 2013

Joseense joga bem e derrota o Rio Preto no Martins Pereira

Opa,

Enfrentando uma chuva que não parou nenhum minuto durante todo o domingo, saí de Osasco e segui para a cidade de São José dos Campos para curtir um joguinho do Campeonato Paulista da Série A3. No molhado Estádio Martins Pereira, Joseense e Rio Preto jogaram pela primeira vez na história e também pela 12ª rodada da primeira fase do certame.


Fachada do Estádio Martins Pereira em São José dos Campos. Foto: Fernando Martinez.

Em 2012 os times estavam distantes na organização do futebol paulista. Enquanto o Jacaré jogou a A2, o time do Vale do Paraíba disputou a segundona estadual. Só que o péssimo desempenho da equipe de São José do Rio Preto e a belíssima campanha do Tigre na última divisão levaram os dois a fazer parte do mesmo campeonato nesse ano.

E para surpresa de muitos, o time do Vale do Paraíba é a agremiação que vem fazendo melhor campanha entre as quatro que conquistaram o acesso em 2012. Não será nenhuma surpresa se a equipe aparecer entre as oito melhores após o final dessa fase. Por outro lado, o Rio Preto começou bem e engatou uma série de quatro vitórias. Mas depois disso o time degringolou e ganhou apenas uma vez em sete jogos, marcando apenas dois gols (!) nessas pelejas.

Bom, a caravana da coragem dessa vez teve a presença do Nílton e uma substituição em relação ao jogo anterior, com a saída do Mílton e entrada do amigo Cosme "As You Are", lenda viva de sites de relacionamento. Chegamos na capital do Vale na boa e sem correria. Como o Martins Pereira tem uma das melhores localizações do estado, não demorou para estarmos nas dependências do mesmo.


CA Joseense - São José dos Campos/SP. Foto: Fernando Martinez.


Rio Preto EC - São José do Rio Preto/SP. Foto: Fernando Martinez.


Trio de arbitragem composto por Julio Cesar Meirelles, Marcelo Ferreira da Silva e Osvaldo Apipe Filho junto com os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Logo após as fotos a chuva resolveu cair ainda mais forte, e todo o primeiro tempo foi disputado com um verdadeiro dilúvio. Com o gramado encharcado, o jogo foi concentrado no meio-campo. Vimos poucas chances claras de gol durante os primeiros 45 minutos.


Jogador local carregando a bola no campo encharcado em São José. Foto: Fernando Martinez.


Troca de passes no ataque do Tigre do Vale. Foto: Fernando Martinez.

Confesso que não imaginava que o placar pudesse sair do zero com tanta água que caía do céu. Mas aos 43 minutos a zaga do Rio Preto bateu cabeça e perdeu a bola para o ataque local. O camisa 25 Douglas recebeu na direita e chutou forte na saída do arqueiro para levar o jogo para o intervalo com a vantagem mínima para o time do Vale.


Detalhe de Douglas marcando o primeiro do Joseense contra o Rio Preto. Foto: Fernando Martinez.


Disputa de bola na lateral. Foto: Fernando Martinez.

Desisti de ficar tomando chuva e fui para as cabines curtir o tempo final com os amigos. Como o dilúvio diminuiu de intensidade, o jogo teve mais animação. E mostrando que não está disputando a A3 na base da brincadeira, o Tigre do Vale fez um ótimo segundo tempo, preocupando constantemente o sistema defensivo visitante.


Ataque local pela esquerda ainda no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.


Chute de longe para o onze local. Foto: Fernando Martinez.

O Jacaré até mostrava um bom toque de bola, mas na hora em que chegava dentro da área local, os chutes eram todos sem direção. Com isso ficou fácil para o Joseense confirmar outro triunfo no campeonato. Para coroar a boa apresentação, o marcador foi alterado mais duas vezes nos minutos finais da peleja.


Cobrança de falta perigosa para o CAJ. Foto: Fernando Martinez.

Luís Guilherme marcou o segundo do Tigre aos 28 minutos e Micheel (sim, se escreve assim mesmo) fechou a ótima vitória local com o terceiro gol aos 35. Final de jogo: Joseense 3-0 Rio Preto. Na embolada primeira fase dessa Série A3, o time de São José dos Campos está firme e forte em busca de um lugar entre os oito melhores times, enquanto o Jacaré está rateando demais e correndo sérios riscos de eliminação.

Ainda com a teimosa chuva, saímos do Martins Pereira sem pressa e totalmente na boa rumo à rodoviária da cidade. Como nos esquecemos de comprar a passagem de volta ainda em São Paulo, somente uma hora depois conseguimos um lugarzinho num coletivo que nos trouxe de volta à capital. A bordo do confortável ônibus, muito sono e de novo a certeza do dever cumprido.

Até a próxima!

Fernando

segunda-feira, 18 de março de 2013

Catanduvense derruba o GEO e foge do rebaixamento na A2

Opa, 

No último domingo, caí novamente da cama para seguir até a cidade de Osasco enfrentando o sistema de transporte público da Grande São Paulo. Tudo para acompanhar o jogo Grêmio Osasco x Catanduvense, válido pela 15ª rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A2 e realizado no Estádio José Liberatti

Foi só falar que não tive problemas para chegar na Cidade Trabalho na semana anterior que a CPTM resolveu aprontar das suas dessa vez. Os trens não estavam percorrendo o trecho entre Barra Funda e Imperatriz Leopoldina e apenas ônibus lotados faziam o trajeto. Claro que isso atrasou demais e a chegada na estação Osasco demorou muito mais do que o previsto. 

Na base da sorte entrei em campo na correria com os times perfilados e no laço fiz a foto do Catanduvense para completar a "coleção" até aqui. Como a equipe não havia posado na peleja contra o Juventus, era questão de honra fazer esse instantâneo exclusivo. 


G Catanduvense de F - Catanduva/SP. Foto: Fernando Martinez. 

Após fazer uma bela campanha nas nove primeiras partidas, com direito a seis vitórias e apenas uma derrota para a favorita Portuguesa, nas últimas seis pelejas o GEO caiu demais de produção. O time venceu apenas um (contra o Capivariano em casa) e perdeu três, caindo bastante na tábua de classificação e tendo sua "certa" classificação ameaçada. 

Já o Catanduvense fez exatamente o inverso, pois começou mal e freqüentou a zona de rebaixamento por várias jornadas. Após perder para o Red Bull na nona rodada, o time se encontrou e passou a mostrar um futebol digno. Estivemos num desses bons jogos do time da Cidade Feitiço, a vitória por goleada contra o Juventus, e a impressão foi a melhor possível. 


Zagueiro do Catanduvense se contorcendo para tirar a bola de perto da área. Foto: Fernando Martinez. 

Quando o jogo começou, a atual situação dos times ficou evidente no futebol apresentado. O Grêmio Osasco irritou os 1.337 torcedores que pagaram ingresso logo nos primeiros momentos com o fraco futebol mostrado. Sem nem querer saber de polêmica, o Catanduvense jogou bem e impôs um jogo de qualidade. 


Chute osasquense em ataque pela direita. Foto: Fernando Martinez. 

Sem inspiração, o onze local foi presa fácil e aos 27 minutos sofreu o primeiro gol. Renatinho avançou bem pela direita e chutou cruzado para abrir o marcador. Jogando muito bem, o time azul chegou muito perto de ampliar em duas ótimas oportunidades nos minutos finais. Não seria absurdo se o placar apontasse um 0x3 no intervalo. Para sorte do GEO, ele apenas apontava um incômodo 0x1. 


Jogadores do GEO reclamando de penalidade máxima (que não aconteceu) no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez. 


O veterano camisa 2 Índio iniciando ataque local. Foto: Fernando Martinez. 

Já com uma forte chuva desabando, fui para acompanhar o segundo tempo junto com a dupla alfabética Mílton/Nílton da parte coberta do José Liberatti. Tentando melhorar a sua imagem, o Grêmio voltou impondo uma blitz ofensiva e logo aos 4 minutos o camisa 10 Dodô foi derrubado dentro da área. Ele mesmo foi para a cobrança e deixou tudo igual. 


Empate do Grêmio Osasco em cobrança de pênalti de Dodô. Foto: Fernando Martinez. 

Só que esse foi apenas um espasmo de bom futebol, já que não demorou muito para que a situação do tempo inicial voltasse a ficar evidente. O Catanduvense fazia uma partida segura em contraste com o desespero local e a bagunça tática da equipe. Não demorou para que a torcida elegesse o "culpado" do panorama ruim: o técnico Baltemar Brito, xingado de tudo que possam imaginar. 


Escanteio para o GEO no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez. 

Se a situação já era ruim, ela piorou demais quando o time visitante teve pênalti marcado aos 32 minutos. Ermínio bateu bem e colocou a equipe azul novamente na frente. Sete minutos depois a pá de cal definitiva com o belíssimo gol de Renatinho. Ele recebeu passe em profundidade, entrou na área, driblou o goleiro e tocou calmamente para fazer o terceiro. 


Atacante osasquense encarando marcador do Catanduvense. Foto: Fernando Martinez. 

Muito "homenageado" pelos torcedores, o técnico local viu o jogo chegar ao seu final com mais uma derrota no bolso. O placar de Grêmio Osasco 1-3 Catanduvense foi justíssimo e deixou a equipe da Grande São Paulo com a antes certa classificação para a segunda fase seriamente ameaçada. O time azul, que se livrou em definitivo da ameaça do rebaixamento, agora se vira na busca de uma vaguinha entre os oito melhores dessa fase. Confesso que não duvido que isso aconteça. 


Renatinho, atacante do Catanduvense e autor de dois gols na vitória contra o GEO, sendo entrevistado após o jogo. Foto: Fernando Martinez. 

Após o apito final o mundo resolveu cair de vez pelos lados de Osasco numa chuva torrencial. Mas nada me desanimou, pois a agenda futebolística marcava um sensacional jogo em São José dos Campos na parte da tarde. 

Até lá! 

Fernando