sexta-feira, 31 de julho de 2009

CAL Bariri vence jogo polêmico contra o Jabuca fora de casa

Fala pessoal!

Na última quarta-feira, eu e o Emerson resolvemos enfrentar um dilúvio e seguimos até o litoral paulista para mais um jogo do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Seguindo pela Via Anchieta debaixo de muita neblina, pista molhada e um trânsito complicado, chegamos com muita luta no Estádio Ulrico Mursa, para o jogo entre o Jabaquara e o CAL Bariri, nome "atual" do tradiconal Clube Atlético Lençoense.

Graças ao temporal que caiu na quarta de manhã, o gramado (?) do estádio estava praticamente um charco, e muitas dúvidas em relação à realização da partida ainda pairavam pelo ar. Mas conforme o tempo foi passando, a arbitragem nos confirmou que o jogo iria acontecer sim. Bom, seria tudo, menos jogo de futebol.

Fomos então para o gramado do Ulrico Mursa tentar encontrar algum caminho que nos deixasse tirar as fotos oficiais das equipes. Olha, foi dureza... molhei tênis, meia e calça, mas consegui quase como um troféu as fotos dos times. Ah, dessa vez não teremos a foto do trio com os capitães.


Jabaquara AC - Santos/SP. Foto: Fernando Martinez.


CAL Bariri - Bariri/SP. Foto: Fernando Martinez.

Esperávamos um jogo muito bom no Ulrico Mursa, com os dois times vindo de empates na primeira rodada e buscando os primeiros três pontos na Segunda Fase da Segundona. Mas com aquele campo ficava difícil qualquer prognóstico. O estado do gramado era lastimável, e tudo poderia acontecer. E para sorte dos donos da casa, o time amarelo já marcou o primeiro aos 4 minutos, com o veterano Axel escorando cruzamento da direita.

Um golzinho no começo da partida era tudo que o Jabuca queria, e agora o time de Bariri teria que superar a desvantagem no marcador e superar ainda o charco que se transformou o campo da Portuguesa local. E a partida foi bastante equilibrada, com os jogadores tentando driblar os adversários e as poças d'água sempre.


Zaga do Jabaquara afastando o perigo. Foto: Fernando Martinez.

Mas aos 20 minutos um lance que fez a diferença no jogo. Ataque rápido do CAL Bariri e a bola foi lançada ao camisa 14 Maurício. Mas a foto do lance abaixo deixa claro a posição absurda de impedimento do jogador do time do Bariri quando do lançamento. O auxiliar número 1 acabou indeciso se corria ou não para o centro do gramado, tanto que acabou nem correndo. O Jabuca acabou bastante prejudicado nesse lance.


Exato momento do lançamento ao camisa 14 Maurício do CAL Bariri. Notem ele muito à frente, em impedimento. Foto: Fernando Martinez.


E aqui a bola entrando nas redes do Jabuca, com o time de Bariri deixando tudo igual no marcador. Foto: Fernando Martinez.

Empate no placar e o jogo sem maiores emoções pois os times ainda não conseguiam driblar o estado do gramado. Mas o CAL mostrou um bom time, e parecia que tinha se adaptado melhor às condições do tempo. O Jabuca não conseguia mais chegar, e os seus atacantes carregavam demais a bola. Sentíamos que o gol só sairia em algum lamce isolado.


Chegada do time da casa pela esquerda de seu ataque. Foto: Fernando Martinez.

E esse lance isolado aconteceu aos 39 minutos, quando o CAL Bariri teve um pênalti a seu favor. Numa rápida chegada pela esquerda, o atacante do time foi derrubado dentro da área por um zagueiro do Jabuca. O campo atrapalhou, pois ele tirou a bola sem falta, mas por continuar escorregando no gramado encharcado acabou derrubando mesmo o atleta adversário. Na cobrança, Ronivaldo bateu com classe e virou o marcador para os visitantes.


Segundo gol do CAL Bariri, virando o jogo em cima do Jabaquara. Foto: Fernando Martinez.

O primeiro tempo então chegou ao final com a vitória parcial dos visitantes. Nesse intervalo conversei bastante com o Orlando, que estava em Jacareí e aproveitei para fazer minha boquinha na simpática lanchonete do Ulrico Mursa. Também vi jogadores dos meus tempos de escola, como o Paulinho Kobayashi e o ex-zagueiro Fernando, atual dirigente da Portuguesa local e autor do gol que deu o título da Copa do Brasil 1990 ao Flamengo.

Para o segundo tempo, a esperança da torcida jabaquarense era que o time acordasse e conseguisse marcar logo. Mas a equipe não estava num dia bom, e por mais que tivesse maior posse de bola não conseguia criar chances claras para deixar tudo igual. Já o CAL mostrava um time melhor adaptado às condições adversas e não corria riscos.


Uma das chances perigosas para o Jabuca no segundo tempo, mas na cobrança de falta nada aconteceu. Foto: Fernando Martinez.

Aos 23 minutos mais um lance polêmico na partida. O jogador Mariola esticou demais o pé e, segundo a arbitragem, acertou o goleiro do CAL na cabeça. Na hora o atleta do Jabuca foi expulso e todos se mostraram preocupados pois o goleiro estava desacordado. depois de alguns minutos no gramado, o goleiro foi retirado de campo e levado de ambulância até o hospital que fica próximo ao Ulrico Mursa.


O goleiro do CAL Bariri foi atingido e precisou ser levado ao hospital. Mas nada de grave aconteceu. Foto: Fernando Martinez.

Aí que vimos o segundo absurdo do jogo. Entre o tempo que ficou desmaiado no gramado, o tempo para levá-lo até a ambulância, o tempo em que o jogo ficou paralisado até que a ambulância retornasse foi por volta (sendo extremamente generosos) de 15 minutos. Escrevo isso pois estávamos cronometrando a partida, então temos como dizer com propriedade. Mas depois que o jogo ficou paralisado, o árbitro encerrou a peleja com 55 minutos. (Na súmula foi relatado que a partida ficou interrompida por 8 (!) minutos. A lógica não tem como explicar esses 8 minutos não.)

Tirando os quinze minutos de paralisação, o jogo não teve nem 40 minutos no segundo tempo! Tudo bem que o Jabaquara estava naqueles dias que poderia ficar jogando por mais quatro ou cinco horas que acho que não sairia o gol, mas pelo menos mais 8 ou 9 minutos de partida seriam necessários. E foi prejudicial aos dois times, pois o CAL também poderia ter feito mais gols e ficaria com maior saldo, o que pode definir alguma classificação no final dessa segunda fase.


Zaga do CAL Bariri tira de dentro da sua área de bicicleta. Foto: Fernando Martinez.

No final ficou mesmo Jabaquara 1-2 CAL Bariri. O time não esteve bem, mas com a arbitragem polêmica que tivemos o pessoal ficou bastante irritado com os homens de preto. Com o resultado, o Jabuca agora vai ter que ganhar algum jogo fora caso queira a classificação. Para o bom time do CAL Bariri, a vitória foi essencial, e agora a equipe vai definir a classificação nas partidas nos seus domínios.

Após o jogo voltamos correndo para São Paulo, com muito mais chuva e neblina, e eu ainda iria até a cidade de São Bernardo do Campo para mais um jogo, mas a chuva venceu e acabei voltando para casa.

Até mais!

Fernando

Atlético Araçatuba vence fora de casa e assume liderança na Segundona

Olá,

Dando sequência à cobertura de partidas válidas pela segunda fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, na última quarta-feira, voltei a colocar o pé na estrada e segui em direção à cidade de Jacareí, mais precisamente até o Estádio Stavros Papadoupolos para acompanhar, ao vivo e em cores, o confronto entre o Jacareí A.C. contra o Atlético E. Araçatuba, válido pela segunda rodada do Grupo 11 da competição.

As duas equipes vinham de empate em jogos da primeira rodada e a conquista da vitória significaria um importante avanço da equipe vencedora rumo à classificação, mas mesmo assim, apenas 126 torcedores compareceram ao estádio para prestigiar o espetáculo. O fato de a partida ter sido realizada num dia útil à tarde e ainda com frio e chuva, com certeza contribuiu para a presença de um público pequeno. Sem mais demora, vamos com as fotos oficiais e exclusivas da partida.


Jacareí A.C. - Jacareí - SP. Foto: Orlando Lacanna.


Atlético E. Araçatuba - Araçatuba/SP. Foto: Orlando Lacanna.


O árbitro Flávio Rodrigues Guerra e os assistentes Cláudio Roberto da Costa e Flademir Alves Bento junto com os capitães dos times. Foto: Orlando Lacanna.

O jogo começou bem movimentado, com os dois times procurando o ataque constantemente, sendo que o primeiro momento mais perigoso foi criado pelo JAC, aos 15 minutos, numa cabeçada de João Paulo Oliveira que exigiu uma boa intervenção do goleiro Gabas.

Durante praticamente o primeiro tempo todo, a tônica da partida foi o equilíbrio, com as equipes se alternando no campo de ataque, com jogadas de relativo perigo, fazendo com que os dois goleiros fossem pouco exigidos, sinalizando que a primeira etapa terminaria com o placar em branco.


Cruzamento na área do Atlético Araçatuba. Foto: Orlando Lacanna.


Briga pela posse de bola. Foto: Orlando Lacanna.

Nos últimos cinco minutos, o jogo ganhou em emoção, uma vez que aos 40, o atacante Guel do Jacareí chegou perto de abrir o placar, mas aí apareceu a experiência do goleiro do Atlético e a oportunidade morreu em suas mãos. Um minuto após, os visitantes deram uma resposta fulminante, numa rápida escapada do atacante Jackson pela direita, que terminou no gol de abertura.


Primeiro gol do Atlético Araçatuba. Foto: Orlando Lacanna.

Após sofrer o gol, o JAC tentou de todas as formas chegar ao empate antes do final da primeira etapa, mas não conseguiu alcançar seu intento e, dessa forma, os visitantes levaram a vantagem mínima para o intervalo. Enquanto os atletas descasavam, fiquei pendurado no celular falando com o meu colega do JP, o Fernando Martinez, sobre o outro jogo do grupo que ele estava acompanhando em Santos, ao lado do nosso outro colega Emerson.

A segunda etapa começou e, nos primeiros quinze minutos, o JAC teve mais posse de bola e procurava forçar as jogadas de ataque, mas nada que pudesse preocupar muito o sistema defensivo do Atlético que jogava bem plantado e não dava espaço aos atacantes do "Jacaré do Vale".


Disputa de bola pelo alto. Foto: Orlando Lacanna.

Na marca dos 15 minutos, o lateral Aílton do JAC tentou sair jogando e foi desarmado pelo atacante adversário Jackson que penetrou livre em direção à meta e, no desespero de evitar o segundo gol, o goleiro Renato cortou a jogada com as mãos fora da área e, por conta disso, recebeu o cartão vermelho direto, por ter impedido uma clara chance de gol.

Com um homem a mais, o Atlético passou a dominar a partida, tendo criado pelo menos dois ótimos momentos para aumentar a contagem como aconteceu aos 19 e 22 minutos, em lances que tiveram as participações de Rafael e Jackson, sendo que na segunda jogada o novo goleiro do JAC, Cícero, praticou excelente defesa.


Início de mais uma jogada ofensiva do Atlético. Foto: Orlando Lacanna.

Mesmo em desvantagem no placar, as ações ofensivas do Jacareí eram muito tímidas, permitindo que os zagueiros araçatubenses jogassem com muita tranquilidade. Além disso, ficava claro que a qualquer momento o Atlético poderia encaixar uma jogada ofensiva que resultaria no seu segundo gol e, não deu outra, pois aos 37 minutos o ótimo atacante Jackson recebeu um passe em profundidade pelo meio, limpou o zagueiro e tocou com categoria no canto esquerdo da meta do JAC, anotando o segundo gol do seu time.


Mais uma ação ofensiva do time de Araçatuba. Foto: Orlando Lacanna.

Nos últimos minutos, nada de mais relevante aconteceu, a não ser a expulsão do atleta Alberoni do Atlético que deu uma entrada muito forte por trás, recebendo o cartão vermelho direto. Logo em seguida o árbitro encerou o jogo com o placar de Jacareí 0- 2 Atlético Araçatuba que colocou o time visitante na liderança do grupo com 4 pontos. Com relação ao Jacareí, ficou claro que precisa melhorar muito o seu poderio ofensivo se quiser continuar brigando por uma das vagas à terceira fase.

Tão logo o árbitro encerrou a partida, consegui uma carona especial na ambulância que estava no estádio que me levou até o local de embarque para São Paulo. Foi uma experiência diferente.

Abraços,

Orlando

Empate em Paulínia em mais um jogo da Segundona Paulista

Olá pessoal,

Na tarde da última quarta-feira estive no Estádio Luiz Perissinotto, em Paulínia, para acompanhar a partida entre Paulínia FC e FC Primeira Camisa, de São José dos Campos, válida pela segunda rodada da 2ª fase do Campeonato Paulista da 2ª Divisão. Eu cheguei no estádio exatamente às 14h58min, mas a partida já estava rolando há um minuto, ou seja, ele foi iniciada antes do previsto, por isso não foi possível tirar as fotos posadas das equipes.


Goleiro Leandro, do Paulínia, mostra trabalho e pôe para escanteio a perigosa bola do Primeira Camisa. Foto: Victor Minhoto.

A partida começou bem movimentada, com a equipe visitante dominando as ações e chegando com mais perigo a meta adversária. Com isso desde o início pude perceber a qualidade do goleiro Leandro, do Paulínia, que por sinal estava substituíndo o titular Fabrício, suspenso pelo terceiro cartão amarelo e que havia defendido dois penaltis na partida anterior contra o Desportivo Brasil.


Mais um lance de perigo de gol que seria criado pelos mandantes no 1º tempo. Foto: Victor Minhoto.

Com o transcorrer da primeira etapa os locais foram equilibrando as ações e passaram a levar perigo a meta adversária, mas aí quem resolveu aparecer bem foi o arqueiro Wander, da equipe do Vale do Paraíba. Com o jogo bem disputado faltava apenas o gol, que quase aconteceu para os dois lados, já que primeiro a equipe visitante, e depois os mandantes, acertaram as respectivas traves.

Em que pese os esforços dos dois quadros a partida foi para o intervalo sem abertura do placar, mas com boas perspectivas para o segundo tempo.


Vista geral da partida no momento do início do 2º tempo. Foto: Victor Minhoto.

Na segunda etapa novamente o Primeira Camisa voltou mostrando leve superioridade, mas por pouco tempo, já que o Paulínia conseguiu acordar e pressionar o adversário em busca da vitória. Entretanto, em um dos perigosos contra-ataques, os visitantes conseguiram um escanteio, e na cobrança, aos 24 minutos, o camisa 9 Marcel subiu mais que a zaga adversária e tocou a bola para o fundo das redes abrindo o placar.


Neste lance a bola vai passar pelo goleiro, mas não por Marcel, que abriria o marcador para o Primeira Camisa. Foto: Victor Minhoto.

Esse gol acomodou a equipe do Primeira Camisa, que recuou para defender o placar. Esse comportamento permitiu que o Paulínia partisse com tudo em busca do empate, mas novamente o goleiro Wander apareceu bem, e nas ocasiões em que ele não efetuava a defesa, o ataque visitante desperdiçava a chance de gol.

Até que aos 39 minuntos, quando parecia que os visitantes levariam a vitória, o camisa 2 Cristiano desviou com a cabeça uma cobrança de falta, deslocou o arqueiro adversário e empatou a partida. Nesse momento quem achou que o empate já estava decretado quase foi surpreendido, pois o Paulínia se animou e ainda teve duas grandes chances de virar a placar.


Momento em que Cristiano desviava a bola que iria para as redes empatando o placar. Foto: Victor Minhoto.

Porém, a partida terminou mesmo em Paulínia 1x1 Primeira Camisa, sendo que as duas equipes continuam na liderança do grupo com 4 pontos cada, enquanto Desportivo Brasil e Américo, que também empataram nessa rodada, estão com 1 ponto cada.

Até a próxima,

Victor

Virada épica da Portuguesa em cima do Guarani pela Série B do Brasileiro

Opa,

Na última terça-feira à noite foi a vez do segundo jogo válido pelo Campeonato Brasileiro da Série B do dia. Depois do bom jogo em São Caetano e do meu pit-stop pelo centro de São Paulo, segui até a Zona Norte paulistana, mais precisamente no agora longínquo Estádio do Canindé. Lá iria acontecer um jogo que prometia bastante: Portuguesa x Guarani, até então terceiro e primeiro colocados da competição. E nem imaginava que esse jogo seria o melhor que vi até aqui em 2009...

Vale registrar que o estádio rubro-verde recebeu um bom público, e que agora as bilheterias do Canindé são um exemplo de funcionamento. Existem filas, mas elas andam bastante rápido devido ao bom número de guichês abertos e da organização feita por seguranças no local. Depois de tantos anos vendo sofrimento por ali, é bom ver as coisas funcionando direitinho.

As mais de quatro mil pessoas presentes esperavam uma ótima partida, pois os dois times vem fazendo boas campanhas na Série B até agora. Para mim, a partida foi especial por dois motivos: foi o 199º do time do Canindé que vi no estádio e além disso, foi a oitava vez que vi Lusa e Bugre disputarem uma partida, só perdendo em número de jogos para as doze vezes que vi o clássico Juve-Nal.


Times perfilados para o Hino Nacional com a graciosa presença das cheerleaders da Lusa. Foto: Fernando Martinez.

Entrei rápido e já fui garantir meu lugar nas cheias dependências do estádio. E desde os primeiros minutos o jogo já se mostrou eletrizante. A Portuguesa não perdeu tempo, e aos 4 minutos abriu o marcador com o jogador Héverton escorando cruzamento da direita. Festa da boa torcida lusitana e tristeza na torcida brugrina, que também compareceu em bom número.

Mas o gol foi praticamente a única coisa boa que a Portuguesa fez durante os primeiros 45 minutos. O Guarani logo tomou as rédeas do jogo e passou a encurralar a Lusa no seu campo de defesa. O empate então veio logo, aos 11 minutos. Wálter Minhoca recebeu bom passe dentro da área, e mesmo com três atletas da Lusa perto dele, ele teve calma para matar a bola e chutar forte para deixar tudo igual no Canindé.


Começo da jogada do primeiro gol do Bugre na partida. Foto: Fernando Martinez.


Aqui, os jogadores do Guarani já comemorando o empate. Foto: Fernando Martinez.

A Portuguesa batia cabeça, a sua defesa jogava mal demais e o ataque não acertava o pé. Ficou fácil para o Bugre, que mostrou o futebol que levou o time à liderança do campeonato. Aos 26 minutos então veio a virada através do jogador Ricardo Xavier, cabeceando no canto direito do goleiro Fábio que falhou no lance. A virada foi a gota d'água para alguns torcedores da Lusa ficarem extremamente irritados com a sonolenta atuação da equipe do Canindé.

E para desespero da torcida da casa, o Guarani ampliou aos 32 minutos. Numa rápida jogada pela direita, o jogador Maranhão entrou sozinho e tocou quase sem ângulo. O goleiro Fábio falhou de novo e deixou a bola passar entre seu corpo e a trave, deixando a Lusa numa situação complicada, perdendo o jogo ainda no primeiro tempo por 3x1. A torcida então ficou compleamente inconformada com a atuação de determinados atletas. O pessoal não se conformava com atuação tão pífia do time.


Jogadores atentos com escanteio para o time campineiro. Foto: Fernando Martinez.

Ainda antes do intervalo chegar, o Guarani perdeu mais duas boas chances de ampliar o marcador. Não seria nenhum absurdo uma vitória parcial de 4 ou 5x1 do Bugre nesse tempo inicial. O jogo estava fácil para o time visitante, e vi até torcedor indo embora nesse intervalo de jogo. Mas a esperança é a última que morre, e no segundo tempo a torcida esperava pelo menos que o time jogasse de forma digna.


Chegada do time da casa no começo da segunda etapa. Foto: Fernando Martinez.

E quem teve esperança foi recompensado com um segundo tempo histórico, com a Portuguesa voltando com uma garra incrível e uma vontade de virar o jogo absurda. O Guarani não viu a cor da bola no tempo final do jogo. A Lusa já tinha perdido duas ótimas chances de gol quando conseguiu diminuir o placar aos 14 minutos. Edno cobrou a falta e Bruno Rodrigo cabeceou firme para fazer o segundo gol rubro-verde.


Visão geral, lá do alto, do jogo entre Portuguesa x Guarani. Foto: Fernando Martinez.

A Lusa jogava muito bem, e o gol de empate parecia ser questão de tempo. Mas duas chances perdidas deixaram os torcedores apreensivos. A primeira aos 19 minutos, com uma confusão dentro da pequena área e a bola quicando sem que ninguém colocasse para o fundo do gol. E aos 23 minutos, outro lance simplesmente inacreditável: o jogador Héverton recebeu pela direita e cruzou. Sem goleiro e sem zagueiro nenhum para atrapalhar, e só com o gol livre na sua frente, o atacante Christian cabeceou por cima do travessão. Ninguém acreditou no que viu por lá... a pergunta que os torcedores se faziam era uma só: "será que o empate não vai chegar?"

Mas aos 30 minutos, o esperado empate finalmente veio. Num gol que foi bastante parecido com o segundo, o jogador Ygor cabeceou no canto direito do goleiro bugrino e deixou tudo igual no marcador. O empate que parecia impossível tinha chegado, mas ainda dava tempo para mais festa da torcida rubro-verde.


Lance do gol de empate da Portuguesa no jogo. Vemos a bola chegando na cabeça do jogador Ygor. Foto: Fernando Martinez.

E a festa completa da torcida da Portuguesa aconteceu aos 39 minutos. Numa boa jogada pela esqueda do seu ataque, o jogador Anderson Paim tocou para a entrada da área, Marco Antônio apareceu e acertou um chutaço, que desviou no zagueiro bugrino antes de entrar no gol do Guarani para decretar a épica virada lusitana. Poucas vezes tinha visto uma festa tão grande da torcida da Lusa no Canindé. Muitos torcedores chorando e todo mundo se abraçando... emoção à flor da pele.

A Lusa ainda teve a chance de marcar o quinto gol, mas o goleiro do Guarani fez ótima defesa. Mas o principal já tinha acontecido. Final de jogo: Portuguesa 4-3 Guarani. Vitória épica do time do Canindé no melhor jogo que eu vi in loco nesse ano de 2009. De um time completamente morto no final do primeiro tempo, para um time raçudo, com garra e vontade acima da média. Se continuarem assim, a vaga na Série A em 2010 será uma realidade.

Para o Guarani, fica acesa a luz amarela, pois a liderança da Série B agora está com o Atlético/GO, e a equipe precisa voltar ao ótimo ritmo que teve no começo da Série B caso queira a sonhada vaga na elite nacional no ano que vem. O time é bom e tem boas chances, mas precisa voltar a jogar bem logo, caso contrário, a situação vai ficar mais difícil.

Ainda meio fora do ar e com o nível de adrenalina lá em cima, me dirigi então ao metrô paulistano para voltar ao meu lar. E feliz por ter visto um jogo tão bom e emocionante. E pensar que por muito pouco não fui ao Canindé devido a uma dor de cabeça das mais chatas... E na quarta-feira teve mais jogo, mesmo com muita chuva e lama...

Até lá

Fernando

quinta-feira, 30 de julho de 2009

São Caetano vence o Campinense e sai da zona de rebaixamento

Fala pessoal!

Esse meio de semana foi bem cheio aqui para o JP. E a rodada já começou na terça-feira, quando fiz uma inédita rodada dupla pelo Campeonato Brasileiro da Série B. Graças a um providencial feriado em São Caetano do Sul, o jogo entre São Caetano e Campinense foi transferido para o horário da tarde, e então lá fui eu para o Estádio Anacleto Campanella junto com o seu Natal e o David.

Fuçando nas minhas estatísticas, vi que tinha visto em campo somente uma vez o time do Campinense, e também no ABC. Foi em 2003, quando a equipe chegou ao quadrangular final da Série C junto com o Botafogo/PB, Santo André e Ituano. O jogo entre o Ramalhão e o time de Campina Grande teve vitória dos paulistas por 1x0. E justamente por ser um time bem difícil de se ver, minha presença lá era necessária.

Chegamos cedo, com bastante frio e com a constante ameaça de chuva que estamos tendo em São Paulo desde a semana passada. Por isso resolvemos ficar na arquibancada coberta, com o justo valor de R$ 15,00 por ingresso, e a meia-entrada sendo R$ 7,00. Preço justíssimo, diferente do que estamos vendo em alguns estádios por aí hoje em dia. Já acomodados num bom lugar, aguardamos o começo da partida.

Partida que reuniu dois times que começaram a 14ªrodada na Zona de Rebaixamento da Série B. A situação do Campinense é muito mais complicada, já que o time tem apenas seis pontos e está no último lugar, bem longe do penúltimo. O rebaixamento aqui, infelizmente, é quase inevitável. Já para o São Caetano, o fato de jogar em casa fazia o time franco-favorito nessa peleja, e os três pontos poderiam tirar o time dos quatro últimos lugares da tabela.


Saída do time do São Caetano no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

E desde os primeiros minutos, ficou claro quem mandaria no placar. O São Caetano mostrou um bom futebol e dominou a partida. O time paraibano até tentou, mas não conseguiu fazer frente ao Azulão. Aos 9 minutos o time do ABC marcou o primeiro, com o zagueiro Marcelo Batatais cabeceando para o gol depois de cobrança de escanteio. Aos 16, mais um escanteio para o Azulão, mas dessa vez o zagueiro Anderson colocou para dentro das próprias redes.


Um dos chutes do Campinense durante os primeiros 45 minutos. Foto: Fernando Martinez.

Com o 2x0 no placar, o Azulão segurou a bronca e viu o Campinense se lançar ao ataque. E aos 32 minutos, os paraibanos diminuíram com o jogador Edmundo tocando na saída do goleiro do São Caetano. Enquanto o jogo rolava, a gente aproveitava para saborear aqueles salgadinhos de bacon listrados que são altamente naturais e que não possuem nenhuma química em sua composição. Já tradicionais no Anacleto, consumimos a iguaria desde os tempos primórdios.


Cruzamento do time paraibano para dentro da área do time do ABC. Foto: Fernando Martinez.

A partida parecia que seguiria com o 2x1 no marcador, mas aos 46 minutos o jogador do Azulão Artur chutou de longe e contou com a preciosa ajuda do goleiro Fabiano para levar a partida para o intervalo em 3x1. No intervalo tentamos beber algo, mas de forma estranha, os bares do estádio não estavam liberados para a torcida que estava na parte coberta. Alguma "ordem superior" foi dada, e a galera que quis se proteger da chuva não teve nada para beber. Organização nota 0.


Mais uma chegada do time visitante pela direita. Foto: Fernando Martinez.

O segundo tempo então veio e o jogo seguiu sossegado para os donos da casa. Tão sossegado que a molecada que estava por lá aproveitou para brincar de esconde-esconde e pega-pega no meio da torcida. Eram cerca de 30 moleques zanzando por ali e importunando todo mundo. O David sofreu de forma particular, já que serviu como um "biombo humano", ajudando algumas das crianças a não serem descobertas. O nosso amigo fez a boa ação do dia.


Nessa foto vemos o David servindo de "biombo humano" no animado esconde-esconde do parque de diversões que virou a arquibancada coberta no segundo tempo de jogo. Notem a animação do David com as crianças quase em cima dele. Fotos: Fernando Martinez.

Mas o jogo seguia, e o Azulão marcou o quarto gol aos 18 minutos. Vandinho recebeu dentro da área, fez o giro e tocou no canto esquerdo, marcando um golaço. Dali até o final, o time da casa teve mais chances de ampliar, mas o placar ficou assim mesmo.


Boa defesa do goleiro do Campinense na segunda etapa. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: São Caetano 4-1 Campinense. O Azulão sai da zona de rebaixamento e vai para 15ºlugar, mas mostrando uma evolução animadora no seu futebol. Para o Campinense, com suas 12 derrotas em 14 jogos, resta acontecer alguma coisa mais contundente para que o time consiga o que parece impossível: sua permanência na Série B em 2010.

Após a partida voltamos à capital debaixo de chuva, e eu ainda fui fazer uma boa refeição no Centro de São Paulo antes de ir para meu segundo jogo do dia, e para o melhor jogo que vi nesse ano de 2009.

Até lá

Fernando

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Ituano empata e se complica na Série D do Brasileiro

Olá,

Finalizando a minha jornada tripla do último final de semana, após ter conferido uma partida da Segundona paulista em Porto Feliz, segui viagem com destino à turística cidade de Itu, para acompanhar no Estádio Dr. Novelli Júnior, a partida Ituano F.C. x Uberlândia E.C., válida pela quarta rodada da primeira fase do Grupo 7 do Campeonato Brasileiro da Série D.

Cheguei ao meu novo destino com tempo suficiente para almoçar e dar um giro pelo Centro Histórico, sendo que depois de tudo isso, rumei para o estádio, indo diretamente para o interior do gramado visando fazer as tradicionais fotos oficiais da partida que estão abaixo:


Ituano F.C. - Itu/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Uberlândia E.C. - Uberlândia/MG. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem. Foto: Orlando Lacanna.

A conquista dos três pontos era de vital importância para o Ituano continuar com boas chances de classificação à próxima fase e, por conta disso, saiu logo para o ataque, tendo no primeiro minuto criado uma boa chance nos pés de Alemão, que invadiu a área pela meia direita e disparou um foguete que foi desviado pelo goleiro Felipe.


Difícil defesa do goleiro Felipe no primeiro minuto de partida. Foto: Orlando Lacanna.

Depois do susto, os mineiros passaram a controlar as ações criando alguns lances mais agudos, que exigiram maior atenção do setor defensivo da equipe paulista. Após o vigésimo minuto, o Ituano reassumiu o controle da partida e crio dois bons momentos, aos 22 e 23 minutos, em jogadas que foram concluídas por Rafael Dias, de cabeça e por Alemão que, bem perto da pequena área, pegou mal na bola desperdiçando a oportunidade.

A insistência do Ituano no campo de ataque, foi recompensada com a abertura da contagem, aos 27 minutos, através de Adriano na cobrança de uma penalidade máxima muito contestada pelo time mineiro.


Gol do Ituano marcado por Adriano cobrando pênalti. Foto: Orlando Lacanna.

Nos últimos quinze minutos, a tônica da partida foi o equilíbrio, com um ou outro lance de ataque das duas equipes que não resultaram em gol e, dessa maneira, o placar de 1 a 0 a favor do "Galo de Itu" foi mantido até o fim do primeiro tempo.


Jogada de ataque do Ituano pela esquerda. Foto: Orlando Lacanna.

Durante o intervalo aproveitei para, mais uma vez, fazer um lanche na cantina do estádio que normalmente serve excelentes salgados, porém dessa vez não estavam tão bons como de costume. Faz parte.

Na volta do descanso regulamentar, me instalei nas dependências cobertas do estádio e presenciei uma segunda etapa em que o Uberlândia mandou na partida, tendo criado a primeira grande chance, aos 9 minutos, através de uma jogada pelo lado direito, numa penetração do avante Souza, que chutou cruzado e errou o alvo para alívio da pequena torcida ituana presente.


Avante Souza desperdiçando ótima oportunidade. Foto: Orlando Lacanna.

A partir dos dez minutos, começou uma sucessão de ataques do Uberlândia, com os mais perigosos acontecendo aos 13 e 20 minutos, em jogadas envolvendo o meia Mateus e que acabaram em duas excelentes defesas do goleiro Pitarelli.


Jogada de ataque dos mineiros que acabou nas mãos do goleiro do Ituano. Foto: Orlando Lacanna.

O Ituano teve a sua situação piorada, aos 24 minutos, por conta da expulsão do seu avante Romão que recebeu o segundo cartão amarelo. Nos últimos vinte minutos, o time da casa se recolheu ainda mais no seu campo de defesa, praticamente renunciando ao ataque e, com isso, o domínio dos mineiros ficou mais evidente, tanto que, aos 44 minutos, o empate só não aconteceu numa cabeçada de Carlão, graças a mais uma incrível defesa de Pitarelli.

Quando tudo indicava que o Ituano sairia com a vitória, eis que, nos acréscimos, o Uberlândia chegou ao empate, num gol de cabeça de Bruno Maranhão, aproveitando um levantamento na área feito por Marcel. Nesse lance, o goleiro da casa não conseguiu evitar que a bola fosse para o fundo da sua meta.


Bola no fundo da meta paulista no empate mineiro. Foto: Orlando Lacanna.

Fim de jogo com o marcador mostrando Ituano 1 - 1 Uberlândia que deixou o time da casa na terceira colocação com apenas três pontos e sem nenhuma vitória, sendo que dessa maneira, a classificação para a próxima fase ficou muito mais difícil. Por outro lado, o ponto conquistado pelo Uberlândia o colocou na segunda posição com seis pontos e com grandes chances de avançar na competição.

Mais um jogo terminado e mais uma viagem de retorno para São Paulo já planejando o roteiro da próxima semana.

Abraços,

Orlando

terça-feira, 28 de julho de 2009

JP pela primeira vez em Porto Feliz

Olá,

Seguindo com o acompanhamento de partidas da segunda fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, no domingo pela manhã, debaixo de muita chuva, viajei com destino à cidade de Porto Feliz, indo até o antigo Estádio Joulien Fouque, para conferir o que rolou durante a partida Desportivo Brasil P.L. x Paulínia F.C., válida pela primeira rodada do Grupo 8 da competição.

Chegando ao meu destino, pintou um clima de nostalgia, pois nesse estádio, no período de 1948 a 1968, a tradicional A.A. Portofelicense disputou campeonatos de acesso em 18 oportunidades. Além disso, ainda me lembrei com saudade dos jogos do Estrela E.C. que fui assistir nos anos de 1991 a 1993.

Voltando ao presente, também senti uma sensação de ter perdido a viagem, uma vez que, parte do gramado mais parecia uma piscina do que um campo de futebol. Graças ao esforço do pessoal ligado ao time da casa, que trabalhou duro com rodos e baldes, foi possível diminuir o volume de água no gramado, permitindo ao árbitro decidir pela realização da partida. Ainda bem!


Apesar do tempo, ainda existem marcas da Portofelicense no estádio e detalhe do gramado com muita água antes do início da partida. Fotos: Orlando Lacanna.

Mesmo com o gramado muito encharcado, fui para o campo para fazer as tradicionais fotos oficiais da partida, de forma exclusiva, as quais apresento abaixo:


Desportivo Brasil P.L. - Porto Feliz/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Paulínia F.C. - Paulínia/SP. Foto: Orlando Lacanna.


O árbitro Marco de Oliveira Sá, os assistentes Edvânio Ferreira Duarte e Renato de Oliveira Cardoso e o quarto árbitro Giuliano Dutra Pellegrini junto com os capitães dos times. Foto: Orlando Lacanna.

A partida começou e, no início foi um festival de tombos, chutões e um tremendo esforço das equipes tentando fazer um passe, porque na maioria das jogadas, a redondinha acabava parando numa poça de água. O jeito então era lançar bolas pelo alto e, numa dessas, aos 9 minutos, o Paulínia criou o primeiro momento de perigo, através de uma cabeçada perigosa de Cristiano que assustou o goleiro Vagner.


Luta pela bola e contra a água. Foto: Orlando Lacanna.

Ao longo dos primeiros vinte minutos, o Paulínia foi mais atuante no campo de ataque, mesmo com as más condições do gramado, tanto que, chegou à marcação do seu gol aos 26 minutos, por intermédio de Jailton, num chute cruzado, aproveitando vacilo geral da defesa do Desportivo Brasil.


Goleiro do Desportivo Brasil desolado com a bola no fundo da sua meta. Foto: Orlando Lacanna.

O desempenho ofensivo dos donos da casa não era nada bom, tanto que, o primeiro arremate ao gol adversário somente ocorreu aos 31 minutos, num chute de Edu Bayer, que exigiu a primeira defesa do goleiro Fabrício.

Diante do baixo rendimento do ataque dos anfitriões, o técnico Claudemir Peixoto fez uma substituição ainda na primeira etapa, sacando o meia-atacante Zaidan e colocando o meia Jaú que deu maior movimentação ao ataque do Desportivo Brasil e, com isso, houve uma melhoria na sua produção ofensiva, tendo criado dois bons momentos em jogadas com as participações de Jaú e Bruno, porém as conclusões não resultaram em gol e, dessa maneira a primeira etapa foi concluída com a vantagem de 1 a 0 a favor dos visitantes.


Um dos poucos ataques do Desportivo Brasil no primeiro tempo. Foto: Orlando Lacanna.

Com o término do primeiro tempo, fui fazer uma boquinha na cantina do estádio que serve um excelente pastel de camarão. Além disso, tive a oportunidade de ver algumas fotos antigas da Portofelicense que estão penduradas numa das paredes da cantina.

Após o intervalo, fui acompanhar o segundo tempo devidamente acomodado nas arquibancadas e vi um Desportivo Brasil se atirando ao campo de ataque, empurrando o Paulínia para o seu campo de defesa e, dessa forma, algumas chances foram criadas e desperdiçadas, como aconteceu aos 16 e 24 minutos em lances envolvendo as participações de Serginho e Bruno, que não foram felizes nas conclusões.


Uma das várias defesas do goleiro do Paulínia na segunda etapa. Foto: Orlando Lacanna.

O time da casa se mantinha no ataque, até que, aos 32 minutos, teve a maior chance de chegar ao empate, numa cobrança de pênalti executada por Peter Júnior, mas o goleiro Fabrício defendeu espetacularmente, fazendo com que a torcida do seu time explodisse de alegria.


Pênalti cobrado por Peter Júnior e defendido por Fabrício. Foto: Orlando Lacanna.

Depois do sufoco, foi a vez do Paulínia ir com perigo ao ataque, numa penetração do atacante Jailton, que obrigou o goleiro Vagner a praticar um verdadeiro milagre, impedindo o aumento da contagem. Tudo isso aconteceu na marca dos 36 minutos.

Refeito do susto, o Desportivo Brasil voltou a atacar e, aos 38 minutos, aconteceu o lance mais polêmico da partida, quando o árbitro marcou outro pênalti contra o Paulínia, gerando muitas reclamações e revolta dos atletas, comissão técnica e torcida. Bola na marca da cal, com a cobrança agora ficando a cargo do atacante Serginho, que chutou e, mais uma vez, o ótimo goleiro Fabrício fez mais uma espetacular defesa, levando sua pequena torcida ao delírio.


Segundo pênalti defendido por Fabrício do Paulínia.Foto: Orlando Lacanna.

A não conversão do segundo pênalti abateu demais a jovem equipe local, que não conseguiu mais chegar com perigo ao gol dos visitantes e, dessa forma, a partida foi encerrada com o placar final de Desportivo Brasil 0 - 1 Paulínia que premiou a equipe que melhor se adaptou às condições adversas do gramado e que contou com uma atuação de gala do seu goleiro que defendeu dois pênaltis.

Fim de jogo e início de uma nova viagem, agora com destino a uma cidade turística, para dar um passeio, almoçar e acompanhar mais uma partida que seria realizada na parte da tarde, mas essa história fica para depois.

Abraços,

Orlando