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quarta-feira, 12 de junho de 2019

Nova goleada do ainda invicto Paulista na Segundona

Texto e fotos: Fernando Martinez


Desde que o Paulista de Jundiaí foi parar no Campeonato Paulista da Segunda Divisão eu queria ver uma apresentação do time no Estádio Doutor Jaime Cintra. No ano passado não deu certo, porém no sábado tive a chance de matar a vontade. O glorioso campeão da Copa do Brasil de 2005 enfrentou o Atlético Mogi pela quarta rodada do returno. Um daqueles confrontos que eram absolutamente impensáveis há dez anos atrás mas que, por conta do declínio jundiaiense, passou a ser uma incômoda realidade.

Saímos de Barueri rapidinho depois do horroroso Oeste x Figueirense e emplacarmos aquela boquinha marota já em terras jundiaienses. Completamente satisfeitos com aquela sempre bem-vinda refeição não-natural, chegamos na casa do Galo cedo e deu tempo suficiente de fazer todos os trâmites antes do apito inicial. O ainda invicto Paulista era absurdamente favorito para conquistar os três pontos. Muito pelo que ele está fazendo no certame e mais ainda pelo que não está fazendo o Atlético. Aliás, o onze da Grande São Paulo não vem fazendo muita coisa há algumas temporadas, enumerando recordes negativos na disputa da última divisão.

A última vitória do alviazul aconteceu em 17 de junho de 2017, há quase dois anos, um 1x0 em cima do afastado Real Cubatense. Desde então, disputou 26 partidas somando dois empates e inacreditáveis 24 derrotas. Se falarmos de jogos fora o negócio complica de vez. Levando em conta pelejas longe de Mogi das Cruzes, o último triunfo foi em 8 de julho de 2012, um 2x1 em cima do Jacareí. Quase SETE ANOS sem uma vitória sequer longe da sua cidade. Poucas equipes no país podem ostentar uma marca desse naipe.


Paulista Futebol Clube - Jundiaí/SP


Clube Atlético Mogi das Cruzes de Futebol Ltda. - Mogi das Cruzes/SP


O quarteto de arbitragem composto pelo árbitro Diego Augusto Fagundes, os assistentes Luis Alexandre Nilsen e Ítalo Magno Andrade e o quarto árbitro José Donizete da Silva posam para a foto junto com os capitães

Dito tudo isso, era claro que o Paulista só não derrotaria seu adversário se acontecesse uma catástrofe. Quando a bola começou a rolar, vimos que a chance dessa catástrofe rolar era nula. Logo com cinco minutos os donos da casa abriram o marcador com o camisa 11 Jeferson. Parecia que a porteira estava aberta... parecia. Os atletas locais não estavam concentrados e tiveram uma atuação abaixo da crítica. Os ataques foram dispersos e os momentos agudos de perigo foram raros. Pelo lado do Atlético, nada de novo. Foram apenas duas chegadas, uma delas em cobrança de falta. No intervalo, a vantagem mínima estava a favor do tricolor.



Detalhe do lance do gol que abriu a vitória do Paulista e a comemoração dos atletas


Mesmo com pouca inspiração, o Paulista atacou bastante no primeiro tempo


Chance do segundo gol jundiaiense pelo alto

Acompanhei a etapa inicial meio zoado já pressentindo que ia rolar uma recaída na minha gripe que peguei no começo da semana e decidi que precisava ficar num lugar tranquilo. Fui até as cabines de imprensa e dali vi as emoções do tempo final. Os garotos do Paulista devem ter tomado uma chamada nos vestiários pois retornaram ao gramado mais ligados e rapidamente marcaram duas vezes com Matheus Favali no primeiro lance e Yan aos seis.

A peleja melhorou muito e o Paulista passou a animar a sua torcida como não tinha feito no primeiro tempo. O panorama dentro de campo foi seguindo dessa forma, já fora, uma dor de cabeça cada vez pior e aquele sempre incômodo mal estar de volta ao cenário. O vento frio misturado com o sol foi determinante para que a febre voltasse forte. Eu queria mesmo que tudo acabasse logo.


Bola viajando dentro da área do Atlético Mogi no começo do segundo tempo


Visão geral do Jaime Cintra com público apenas razoável para outra apresentação na Segundona


Ataque do Galo pela direita no fim da peleja

Perto do crepúsculo do cotejo, o Galo ampliou a vantagem com Jeferson aos 41 minutos. O placar final ficou em Paulista 4-0 Atlético Mogi, outro compromisso invicto do classificado tricolor, que agora soma 23 pontos conquistados em sete vitórias e dois empates. O onze mogiano tem a segunda pior performance da Segundona com apenas um ponto em dez rodadas disputadas (o Elosport conseguiu a proeza de perder todas as suas partidas até aqui).

Saí rapidinho do estádio na companhia do metaleiro Bruno e dali seguimos até a rodoviária da cidade. No ônibus que nos trouxe de volta, aquele papo sempre legal e cheio de informações pertinentes para o dia a dia. De ruim, só que a saúde sumiu de novo e a recaída gripe me derrubou por toda a semana. Por pouco a minha programação para o restante de junho não foi por água abaixo.

Aliás, que programação...

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Paulista 4-0 Atlético Mogi

Competição: Campeonato Paulista da Segunda Divisão; Local: Estádio Doutor Jaime Cintra (Jundiaí); Árbitro: Diego Augusto Fagundes; Público: 695 pagantes; Renda: R$ 9.300,00; Cartões amarelos: Higor (Pau), Vinícius, Mazinho, Egino (Atl); Gols: Jeferson 6 do 1º, Matheus Favali 1, Yan 6 e Jeferson aos 41 do 2º.
Paulista: Matheus Lopes; Victor Emerson, Joaquim, Evandro e Yan (Daniel); Higor, Nenê, Pedro Demarchi (Paulo) e Matheus Favali; Edinan (Carlinhos) e Jeferson. Técnico: Edson Ferreira da Silva.
Atlético Mogi: Luís Felipe; Luciano, Egino, Guilherme (Tiago) e Carlinhos; Mazinho, Stanley (Éverton), Fiori e Natanael; Alleson (Thiaguinho) e Vinícius. Técnico: Walker de Souza.
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Manhã modorrenta em Barueri com Oeste x Figueirense

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fazia um bom tempo que não armava uma rodada dupla de final de semana e no sábado finalmente ela aconteceu. Tudo bem que a escolha feita para a sessão matutina mostrou-se terrivelmente errada, mas isso acontece. Iniciei os trabalhos bem cedo com o meu retorno ao Campeonato Brasileiro da Série B após dois anos de ausência. Na pauta, Oeste x Figueirense na Arena Barueri.

Tá certo, não era o encontro dos sonhos, muito pelo contrário, porém acompanhei os amigos Renato e Caio Buschala, o mago das Copas do Mundo, na empreitada. A outra opção da manhã era Juventus x Santos na Rua Javari pelo estadual feminino, ou seja, certeza de gol, algo que não tínhamos em se tratando do jogo da segundona nacional. (Em tempo, a certeza se confirmou depois dos 90 minutos na casa grená com a vitória santista por 8x1)

Minha última vez na Série B também tinha sido ali na cancha da Grande São Paulo, em 14 de novembro de 2017. Naquela noite de terça-feira, o fraquíssimo 0x0 foi o resultado que o Internacional de Porto Alegre precisava para retornar à primeira divisão. Foi a única vez que vi o Colorado in loco atuando nessa competição. Falando em empates, desde que o Oeste passou a jogar em Barueri a tônica do time é empatar a maioria das suas apresentações.


Times perfilados antes do apito inicial

Eu vi dez jogos do rubrão na Arena entre 2017 e 2018 e a performance é bizarra: uma vitória (1x0 contra o Brasil de Pelotas na Série B de 2017), uma derrota (3x1 a favor do Paysandu também em 2017) e absurdos OITO empates, quatro deles sem a abertura do marcador. A chance de repetir algo assim no sábado era enorme, até porquê o rubro-negro tinha empatado quatro dos seis compromissos na atual edição da segundona nacional.

Quando a bola começou a rolar... meu Deus. Tirando algumas esporádicas chances do Figueirense, foi terrível acompanhar o que (não) aconteceu no gramado. A atuação do Oeste foi bisonha e consegui entender o motivo de estarem numa posição ruim na tábua de classificação. Foi de doer, sério.

O Figueira teve um bom momento aos 17 minutos em chute de Fellipe Mateus e outro aos 20 com tiro de Patrick. E só. O negócio estava tão feio que um casal que estava ao meu lado na parte alta da Arena, abandonou a peleja e passou a fazer coisa melhor. Seguiu-se então uma sessão de carícias bem ousadas sem que se preocupassem com a minha presença. O clima ficou quente e confesso que fiquei constrangido com essa série de toques lascivos da dupla.

O negócio foi tão pesado que saí dali e fui encontrar a dupla de amigos nos camarotes da cancha. Junto a eles, acompanhei a etapa final torcendo por um gol, independente do lado. Novamente quem o escrete catarinense foi melhor. Aos sete, Ruan Renato, que belo nome, chutou com perigo. Aos 18 vimos o melhor lance da manhã quando Fellipe Mateus perdeu um gol bizarro depois da bola ficar quicando em cima da linha. Ali eu tive a plena certeza que o placar ficaria em branco.


Tímida chegada do Oeste dentro da área catarinense


Uma das duas boas chances do Figueira no primeiro tempo


O Oeste até tentou, mas os atletas estavam sem nenhuma inspiração


Falha do goleiro do Oeste e o quase-gol do Figueirense. Foi o melhor momento da modorrenta manhã em Barueri

Dito e feito: nada mais aconteceu e o que valeu mesmo foi o papo sempre surreal do amigo-abelha Renato Rocha. O resultado final de Oeste 0-0 Figueirense saiu até barato para os paulistas tamanha a inoperância que mostraram. O empate colocou os catarinense em nono lugar com 10 pontos, enquanto o rubro-negro soma oito e está em 13º. O certame tem uma rodada no meio de semana e será interrompido em virtude da Copa América.

Após o apito final encontramos o amigo Bruno e dali seguimos até Jundiaí assistir um jogo bem legal da Segundona Paulista. Mal sabia que eu estava prestes a passar muito mal numa recaída monstra da minha gripe do começo do mês.

Até lá!

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Ficha Técnica: Oeste 0-0 Figueirense

Competição: Campeonato Brasileiro da Série B; Local: Arena Barueri (Barueri); Árbitro: José Mendonça da Silva Junior (PR); Público: 1.019 pagantes; Renda: R$ 17.565,00; Cartões amarelos: Thiaguinho, Betinho, Renan de Freitas (Oes), Zé Antônio; Cartão Vermelho: Salomão 44 do 2º.
Oeste: Matheus Cavichioli (Glauco); Cicinho, Kanu, Maracás e Alyson; Betinho, Guilherme (Elvis), Thiaguinho, Léo Ceará e Mazinho (Salomão); Fábio. Técnico: Renan de Freitas.
Figueirense: Denis; Alemão Teixeira, Alemão, Ruan Renato e Matheus Destro; Zé Antônio, Patrick e Tony; Fellipe Mateus (Juninho), Willian Popp (Alípio) e Matheus Lucas (Rafael Marques). Técnico: Hemerson Maria.
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terça-feira, 11 de junho de 2019

Flamengo derrota o Barcelona em ótimo jogo na Javari

Texto e fotos: Fernando Martinez


Outra vez o dever cívico pediu passagem na tarde da última sexta-feira. Fui novamente ao Estádio Conde Rodolfo Crespi ver o Barcelona Capela atuando "em casa" no Campeonato Paulista da Segunda Divisão. O adversário da vez foi o bom time do Flamengo de Guarulhos. O encontro valeu pela quarta rodada do segundo turno do Grupo 6 e foi a 34ª vez consecutiva em que batemos cartão nos compromissos do Elefante como mandante na última divisão.

O Corvo vinha de quatro jogos sem vencer com direito a derrota contra seu grande rival, o Guarulhos, na semana anterior. Nada melhor do que atuar contra uma equipe da parte de baixo da tabela tentando a reabilitação. Já o clube da capital... bom, é aquela coisa. No fim do turno até pareceu que lutariam pela classificação, mas acredito que no fim tenha sido apenas alarme falso. Acho totalmente improvável que tenham forças para estarem na segunda fase.


Barcelona Esportivo Capela Ltda - São Paulo/SP


Associação Atlética Flamengo - Guarulhos/SP


Capitães dos times junto ao árbitro Flávio Roberto Ribeiro, os assistentes Paulo de Souza Amaral e Renan Franklin Rio Grejo e o quarto árbitro Eleandro Pedro da Silva

O que valeu mesmo foi ver um atuação realmente boa do escrete paulistano, algo ultra raro. Isso apagou um pouco a péssima impressão deixada no cotejo contra o Mauaense na rodada anterior (derrota pela contagem mínima). Não que a atuação local tenha dado resultado prático após os 90 minutos, mas pelo menos os atletas estavam muito mais inspirados no relvado da Rua Javari.

O que complicou mesmo foi que o Flamengo também emplacou uma boa atuação e, por conta da maior qualidade técnica, isso foi fundamental para o triunfo rubro-negro. Os times iniciaram o duelo criando boas chances e alterando momentos de perigo. Aos poucos os visitantes passaram a se destacar e aos 25 minutos abriram o placar com um gol de cabeça de Wallace, camisa 8.

Mostrando uma capacidade de reação até certo ponto inédita em muito tempo, o Barcelona não desanimou e conseguiu equilibrar as ações. O bom momento resultou no gol de empate marcado por Léo, camisa 4, aos 39 minutos. Quando o intervalo chegou, o marcador não-eletrônico da casa grená mostrava um inesperado 1x1. Para a maioria dos presentes na casa juventina, uma grata surpresa.


Chegada do Flamengo pelo alto e voa defesa de Alexandre


Outra chegada flamenguista no campo de ataque


De tanto insistir, o Fla abriu o marcador nesse lance com Wallace de cabeça

No tempo final o Flamengo voltou melhor, porém pecando no último toque. A melhor chance nesse período saiu dos pés do camisa 7 Bruno Freitas aos sete minutos, só que o atleta desperdiçou. O Barcelona estava na boa até o goleiro Alexandre derrubar o atacante Denílson Piauí dentro da área aos 15 minutos. O árbitro não teve dúvidas e marcou pênalti e nem a reclamação dos atletas locais o fez mudar de ideia, claro. Bruno Freitas não quis nem saber e fez o segundo tento visitante batendo com classe aos 17.

Ambas as agremiações continuaram mostrando bastante serviço e o Barcelona não desanimou em nenhum momento. A peleja foi seguindo nessa toada e com oportunidades de ambos. O Flamengo acabou definindo seu triunfo com o golpe de misericórdia aos 41 minutos. Após falta pela direita, a bola foi alçada na área e encontrou a cabeça de Denílson Piauí. O camisa 9 estava livre de marcação e só teve o trabalho de deslocar o goleiro.



Na primeira foto, os jogadores do Barcelona reclamando do pênalti marcado a favor do Flamengo aos 15 do tempo final. Depois, a bela cobrança de Bruno Freitas que recolocou o Corvo em vantagem


Troca de passes no campo de defesa do escrete paulistano


Exato momento em que Denílson Piauí colocava a cabeça na bola no terceiro gol do Flamengo

Apesar de ter feito a melhor atuação dentro de casa, o placar de Barcelona 1-3 Flamengo fez o onze da capital bandeirante sair de campo sem nenhum ponto e colocou o Corvo na terceira colocação do Grupo 6, agora com 17 pontos. O líder é o União Suzano com 18 e o Guarulhos é vice-líder com a mesma pontuação e um saldo de gols melhor. O Elefante continua na penúltima posição com sete. Será que ainda conseguirão somar algum ponto até a última rodada?

Voltei aos gramados no sábado emplacando uma rodada dupla bem interessante, pelo menos no papel. Pena que no fim, ela se mostrou uma escolha bem errada da minha parte e fez minha gripe do começo da semana voltar ainda pior. Acontece nas melhores famílias.

Até lá!

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Ficha Técnica: Barcelona 1-3 Flamengo

Competição: Campeonato Paulista da Segunda Divisão; Local: Estádio Conde Rodolfo Crespi (São Paulo); Árbitro: Flávio Roberto Ribeiro; Público: 252 pagantes; Renda: R$ 2.030,00; Cartões amarelos: Rodrigo, Félix, Johnny, Léo, Cristopher, Caíque (Bar), Naílton (Fla); Gols: Wallace 25 e Léo 39 do 1º, Bruno Freitas (pênalti) 17 e Denílson Piauí 41 do 2º.
Barcelona: Alexandre; Rodrigo, Alessandro, Léo e Caíque; Romílson, Wesley (Edilson), Félix e Guilherme (Vitor Hugo); Johnny e Felipe (Cristopher). Técnico: Murilo Souza.
Flamengo: Zé Carlos; Thomas, Gustavo Machado, João Paulo e Vinícius Araújo (Naílton); Renato, Bruno Freitas, Wallace e Higor Custódio (Gustavo Oliveira); Denílson Piauí e Matheus Alves (Vitinho). Técnico: João Batista.
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segunda-feira, 10 de junho de 2019

De virada, Galo surpreende e elimina o Santos no Pacaembu

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na quinta-feira passada, ainda me recuperando de uma gripe fortíssima, voltei a acompanhar um jogo da Copa do Brasil depois de dois anos. A pedida foi encarar uma sessão noturna de futebol no velho Estádio Paulo Machado de Carvalho. Na pauta livre do JP, o duelo de volta das oitavas de final entre Santos e Atlético Mineiro. Foi a centésima vez que as duas equipes se enfrentaram em todos os tempos.

O surreal é que duas horas antes da peleja eu nem sabia da existência da mesma. Como desde meados de 2018 não tenho as noites livres na maior parte da semana, nem me dou ao trabalho de saber o que está rolando, futebolisticamente falando. Para terem uma exata noção do meu estado atual, eu não sabia nem quanto tinha sido o encontro de ida em Belo Horizonte. Do nada resolvi dar aquela olhada marota no site da CBF e voilà... achei o que fazer.

Minha última presença na Copa do Brasil, que faz 30 anos em 2019, tinha sido no Ponte Preta 1x1 Cuiabá em 2 de maio de 2017. Por não ter visto o certame no ano passado, quebrei uma série que vinha desde 1999 com pelo menos um joguinho visto in loco a cada temporada. Enfim, acontece nas melhores famílias. Nas 58 partidas que acompanhei, coloquei 34 clubes de vinte estados diferentes na Lista, uma média absolutamente sensacional.

O Peixe chegou para essa decisão eliminando nas fases anteriores Altos/PI, América de Natal, Atlético/GO e Vasco da Gama com cinco vitórias e uma derrota. No Independência, o empate sem gols deixou tudo em aberto. Como o onze mineiro estava na Libertadores fez sua estreia no torneio apenas semana passada. Vale destacar que não via o time principal do Galo desde uma derrota contra a Portuguesa por 2x0 no Brasileirão de 2013.

O Pacaembu recebeu um público tímido, exatamente 16.857 presentes, que viu um cotejo bom e bastante animado. Nem bem a ação tinha começado e o Santos saiu em vantagem. Quem marcou foi Gustavo Henrique, de cabeça, escorando escanteio cobrado por Marinho aos cinco minutos. O Peixe foi melhor até metade do tempo inicial. Somente após esse período o Atlético passou também a incomodar.

O primeiro bom momento visitante saiu aos 22 numa finalização do colombiano Chará. Agora melhor em campo, o Galo deixou tudo igual aos 36 minutos com o mesmo Chará aproveitando lançamento primoroso de Cazares. O 1x1 ficou de ótimo tamanho quando o intervalo chegou. Agora sem gol qualificado, a igualdade estava levando a decisão da vaga para os pênaltis.


Bola zanzando dentro da área santista em ataque do Galo no tempo inicial


Chegada visitante pela esquerda e bola alçada na área

Quando a segunda etapa começou, vi um lance histórico na minha longa carreira em estádios: uma decisão revista através do VAR, o famoso árbitro de vídeo. o atleticano José Welison recebeu cartão vermelho por acertar o rosto de Marinho, porém o juizão foi chamado pelo pessoal da cabine e resolveu dar aquela conferida no lance. A maior autoridade em campo acabou voltando atrás, dando apenas o amarelo. É, amigo... o progresso pede passagem.

Os times mostraram um futebol animado com boas chances em série. Aos 15, Cazares chutou e a bola passou perto. Aos 16, Victor fez grande defesa em tiro de Marinho. Na sequência, Jean Lucas quase faz o segundo local. Ricardo Oliveira teve a chance da virada aos 20, mas perdeu. Chará jogou fora uma oportunidade de ouro a favor do Galo aos 25. Emoção atrás de emoção.

Aos 37 o Peixe criou o melhor momento em cabeçada de Lucas Veríssimo. A finalização tirou tinta da trave de Victor, arrancando aquele "uuhh" famoso da torcida que ocupava a velha cancha. Torcida que ficou desolada dois minutos depois com o gol da virada visitante. Num contra-ataque primoroso, Geuvânio tocou para Cazares e ele repassou a pelota para Chará. O colombiano, numa noite inspiradíssima, finalizou com precisão.


Olha o VAR, amigo! Cena que se fará presente em jogos grandes a partir de agora


Um Pacaembu com pouco mais de 16 mil pagantes viu a frustrante eliminação do Santos na Copa do Brasil

O tento foi um banho de água fria nas pretensões santistas. Os comandados de Sampaoli se abateram e quase tomaram o terceiro em bela jogada de Geuvânio aos 44. No fim, o Santos 1-2 Atlético/MG foi um duro golpe para a sequência de temporada do Peixe, que foca a atenção apenas no Brasileirão a partir de agira. O Galo está entre os oito melhores da Copa do Brasil e o adversário será definido semana que vem. Foi apenas a oitava vez em 59 jogos que vi uma vitória visitante nessa competição.

No dia seguinte, ainda me recuperando da gripe, retornei à ativa com a penúltima apresentação do Barcelona Capela como mandante na Segundona Paulista. Não estava nem perto de me sentir 100% bem, porém, não tinha como ficar de fora.

Até lá!
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Ficha Técnica: Santos 1-2 Atlético/MG

Competição: Copa do Brasil; Local: Estádio Paulo Machado de Carvalho (São Paulo); Árbitro: Bruno Arleu de Araújo (RJ); Público: 16.857 pagantes; Renda: R$ 828.070,00; Cartões Amarelos: Lucas Veríssimo, Jean Lucas, Soteldo (San), José Welison, Adilson, Fábio Santos (Atl); Gols: Gustavo Henrique 5 e Chará 36 do 1º. Chará 39 do 2º.
Santos: Everson; Lucas Veríssimo, Aguilar (Jean Mota) e Gustavo Henrique; Victor Ferraz, Jean Lucas, Diego Pituca e Jorge; Sánchez (Soteldo), Marinho e Uribe (Eduardo Sasha). Técnico: Jorge Sampaoli. 
Atlético/MG: Victor; Patric, Réver, Igor Rabello e Fábio Santos; Zé Welison (Adilson), Elias, Cazares e Luan (Geuvânio); Chará e Ricardo Oliveira (Alerrandro). Técnico: Rodrigo Santana.
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segunda-feira, 3 de junho de 2019

Em jogo fraco, Mauaense derrota o Barcelona na capital

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na última sexta-feira fechamos o mês de maio no JP com mais uma apresentação do Barcelona Capela "em casa" no Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Na terceira rodada do segundo turno, o Elefante recebeu o Grêmio Mauaense no Estádio Conde Rodolfo Crespi. Foi o 33º jogo seguido dos paulistanos como mandantes que teve cobertura do blog. Não há como negar que certamente estamos entre cinco ou seis almas, no máximo, que acompanhou tudo isso de perto.


Barcelona Esportivo Capela Ltda - São Paulo/SP


Grêmio Esportivo Mauaense - Mauá/SP


Capitães dos times, o árbitro Marcelo de Jesus Santos, os assistentes Marco Antonio Motta Junior e Fabrício da Silva Costa e o quarto árbitro Camilo Morais Zarpelão posando para as lentes do JP

Depois de abrir o returno tomando um 4x0 do Guarulhos fora de casa, o Barcelona descansou na segunda rodada e precisava voltar a vencer para chegar perto do G4. Do outro lado, a Locomotiva, que atuou apenas pela segunda vez na sua história na Rua Javari, ainda não tinha perdido dentro de campo (o único revés foi contra o USAC por WO) e apostava na conquista dos três pontos.

É, só que diferente das pelejas anteriores, essa foi horrível e muito abaixo da crítica. As duas equipes tiveram pouquíssima inspiração e o que vimos foi uma série de passes errados, ataque ruins e jogadas sem nexo. O Barcelona até começou tentando impor uma pressão, porém nada digno de registro. O Mauaense foi levemente superior, mas nada do tipo "nossa, que atuação memorável", pelo contrário. Um cenário tenebroso e com completa ausência de emoções positivas.

Aos 30 o escrete visitante acabou abrindo o marcador meio sem querer em jogada de bola parada. Thiago cobrou falta, a zaga falhou e o camisa 10 fez o dele. Nos minutos restantes o Barça ficou mais tempo dentro da área visitante e nada fez. A ruindade foi tão grande que desisti de ver sozinho uma partida tão fraca e subi até a numerada acompanhar a etapa final junto com Milton Haddad, grande comunista da Aclimação.


Troca de passes no campo de ataque visitante


Bola estufando as redes do Barcelona. Mauaense na frente do placar


Atleta da Locomotiva tentando se desvencilhar da marcação local


Boa defesa do goleiro visitante em chute de longe

Como desgraça pouca é bobagem, os últimos 45 minutos foram ainda piores. Os 22 atletas poderiam estar no histórico gramado da Rua Javari até agora que seguramente nada teria acontecido. Como sempre o papo com o amigo decano foi o melhor momento da tarde. Eu precisava ter saído antes do apito final por conta de compromissos profissionais, mas de teimoso fiquei, ainda acreditando no milagre de rolar algum momento decente. Claro, nada aconteceu.


Investida do escrete da Grande São Paulo pelo alto


Bola perigosamente zanzando dentro da área do Barcelona


Vinícius, camisa 14 do Elefante, tentando de longe


No fim, o Grêmio conseguiu segurar sua vantagem e conquistar importante triunfo

O placar final de Barcelona 0-1 Mauaense deixou o Elefante a cinco pontos do G4 e aposto um sorvete que o panorama não irá mudar nas rodadas restantes. Cravo que será outro campeonato em que os paulistanos não passarão de fase, assim como nunca aconteceu nas dez temporadas disputadas no profissionalismo. Bom, no fim, o que vale mesmo é estarem em campo. A Locomotiva de Mauá foi a 14 e ocupa a quarta colocação... lembrando que o time perdeu seis pontos e por enquanto essa decisão está suspensa.

Maio se encerrou e agora estamos em junho. A programação para esse mês é ousada e promete bastante. Ainda faltam vários detalhes a serem acertados e uma coisa é certa: se tudo der certo, será sensacional.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Barcelona 0-1 Mauaense

Competição: Campeonato Paulista da Segunda Divisão; Local: Estádio Conde Rodolfo Crespi (São Paulo); Árbitro: Marcelo de Jesus Santos; Público: 350 pagantes; Renda: R$ 3.075,00; Cartões amarelos: Léo, Cristopher, Guilherme Novaes (Bar), Marcelo (Mau); Gol: Thiago 30 do 1º.
Barcelona: Alexandre; Rodrigo, Pereira, Guilherme Novaes e João Pereira (Wesley Vieira); Luís Vinícius (Johnny), Felipe, Léo e Félix (Guilherme); Romilson e Cristopher. Técnico: Murilo Silva.
Mauaense: Mathias; Marco Antônio, Emerson, Alefe e Ariel (Wanderson); Felipe, Diego (Denilson), Guilherme Martins e Thiago; Teixeira e Weberth (Marcelo). Técnico: Tássio Lopes.
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