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quinta-feira, 8 de março de 2018

Novo massacre do Nacional na A2, agora contra o Penapolense

Texto e fotos: Fernando Martinez


A tarde de quarta-feira reservou mais uma apresentação do Nacional no Campeonato Paulista da Série A2, o meu 28º jogo seguido do time atuando dentro de casa. Vindo de vitória contra o Juventus, o clube da Água Branca recebeu o Penapolense no Estádio Nicolau Alayon dependendo de uma vitória para entrar pela primeira vez no G4 do torneio.

A torcida estava confiante de acompanhar um novo triunfo, mas o que ninguém poderia esperar é que um raio estava prestes a cair pela terceira vez no mesmo lugar. Após destroçar o CA Votuporanguense por 5x1 e o Taubaté por 6x1, o Nacional simplesmente mostrou 20 minutos brilhantes e aniquilou uma das forças da A2 (o CAP ainda não havia saído do G4 até então).


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Clube Atlético Penapolense - Penápolis/SP


O árbitro Thiago Duarte Peixoto, os assistentes Marco Antônio Motta Junior e Leonardo Augusto Villa, a quarta árbitra Regildênia de Holanda Moura e os capitães dos times

Em quatro confrontos na história, os paulistanos nunca tinham vencido o adversário interioranos e quebraram esse mini-tabu pagaram a dívida com juros e correção. Logo aos seis minutos, a zaga visitante falhou e perdeu a bola para Bruno Xavier. Ele avançou pela direita e chutou cruzado, abrindo o placar. Pouco depois do gol, caiu um verdadeiro temporal no estádio e, sem guarda-chuva, fui obrigado a me abrigar na parte coberta.

O que se viu até os 24 minutos foi algo próximo do que podemos chamar de massacre propriamente dito. Bruno Xavier fez o segundo da tarde aos 18 num chute no canto direito. Aos 20, Emerson Mi recebeu ótimo passe da direita e chutou no canto. Quatro minutos depois Bruno Nunes deixou o dele após uma boa troca de passes do setor ofensivo.

Com o relógio marcando 24 minutos, o Nacional vencia por 4x0 e a vitória estava garantida. Não tinha como crer que o Penapolense pudesse ter forças para buscar melhor sorte dentro de campo. Jogando só na boa e se poupando, o Naça levou o restante do tempo inicial na base do banho-maria.


Chute de Bruno Xavier que originou o primeiro gol do massacre nacionalino


Chance do time da Água Branca pelo alto


O Penapolense foi completamente dominado durante todo o primeiro tempo

Na volta pro tempo final, os visitantes se mandaram na base do perdido por quatro, perdido por oito. Aos oito minutos Copetti recebeu bom passe de Branquinho e mandou na trave. Pouco tempo depois foi a vez dos paulistanos mandarem uma no travessão em lance onde um dos zagueiros do Penapolense quase faz contra.

Aos 20 minutos saiu o quinto gol com o camisa 8 Tiaguinho aproveitando belo passe de Emerson Mi. Mesmo com a enorme vantagem, parecia que quem estava vencendo era o onze visitante, tamanha a pressão dos locais. O melhor exemplo dessa brilhante atuação aconteceu aos 37. Um ataque em massa obrigou o goleiro Bruno a fazer duas belíssimas defesas em sequência, porém na terceira chance, Luiz Henrique acertou um chute no ângulo direito e deu números finais à goleada.


No segundo tempo o Nacional não diminuiu o ritmo e continuou atacando


Nesse lance quase saiu o quinto local. O zagueiro do CAP jogou contra a própria meta e a bola bateu na trave


A marcação do Penapolense deu vários espaços aos atacantes locais


Luiz Henrique chutando com estilo para fechar novo massacre do Nacional na Série A2

O placar final de Nacional 6-0 Penapolense quebrou uma série de marcas (mais uma vez) do onze ferroviário. É a primeira vez desde 1962 que a equipe fez cinco ou mais gols em três partidas no mesmo ano (e isso que estamos ainda em março), foi a primeira vitória contra o CAP em todos os tempos e foi apenas o quarto 6x0 aplicado pelo time na história, o primeiro na segunda divisão em 40 anos (o outro foi contra o Ginásio Pinhalense em 4 de junho de 1978).


Mais um jogo do Nacional no Nicolau Alayon em 2018 e mais uma goleada, a terceira

O triunfo colocou o Nacional na terceira colocação da Série A2 após 11 rodadas disputadas com 20 pontos ganhos. Faltando quatro compromissos, o clube da Água Branca tem tudo para se classificar entre os quatro melhores e disputar o acesso. Falta muito, mas estão deixando o pessoal sonhar.

Até a próxima!

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