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segunda-feira, 19 de março de 2018

Nacional empata mas ainda depende de si para se classificar

Texto e fotos: Fernando Martinez


Um "jogo de seis pontos". Essa é a melhor definição do duelo entre Nacional e XV de Piracicaba que aconteceu na tarde do sábado passado no Estádio Nicolau Alayon. Com 12 rodadas realizadas do Campeonato Paulista da Série A2, ambos estavam com 21 pontos ganhos e um triunfo de qualquer lado era fundamental na luta pela classificação.

Essa foi minha 29ª partida seguida do time ferroviário dentro de casa e o segundo encontro entre paulistanos e piracicabanos que assisti em todos os tempos (o primeiro foi um 0x0 pela A3 de 2009, também na capital, no até então último confronto entre eles). Não está fácil, mas estou mantendo os 100% de aproveitamento desde setembro de 2016.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Esporte Clube XV de Novembro - Piracicaba/SP


Capitães dos times junto ao árbitro Thiago Luis Scarascati, os assistentes Ricardo Pavanelli Lanutto e Rafael Tadeu de Souza e o quarto árbitro Camilo Morais Zarpelão

Falando em história, essa foi a 30ª peleja em torneios oficiais da FPF e até aqui há uma grande particularidade: apenas uma vez o visitante saiu de campo com a vitória. Isso aconteceu no longínquo 29 de setembro de 1957, quando o XV fez 4x0 jogando na Comendador Souza ainda pelo Paulistão. Poderíamos então dizer que o Nacional era favorito por atuar na sua casa? Com certeza não.

Na quente tarde de final do verão o Alayon recebeu um público ótimo de 834 pagantes, metade deles adeptos do Nhô Quim, algo que sempre acontece longe do Barão de Serra Negra. Todos os presentes viram um primeiro tempo eletrizante e com nível altíssimo, muito diferente do que estamos acostumados a ver na atual temporada.

Mais uma vez a dupla local Bruno Xavier/Bruno Nunes levou enorme perigo para a zaga adversária. Os dois foram responsáveis pelas melhores chances de gol nacionalinas. Aos 22 minutos foi Bruno Nunes quem abriu o marcador com um belíssimo chute no canto direito do goleiro Samuel Pires.

O Naça continuou melhor, só que aos 35 minutos sofreu um duro golpe quando o árbitro marcou um pênalti que não aconteceu a favor do XV. André Cunha bateu bem e deixou tudo igual. Antes do primeiro tempo acabar foi o outro Bruno, o Nunes, que recolocou o clube ferroviário em vantagem com um belíssimo gol aos 43.


Bom corte da zaga piracicabana dentro da área


Atleta ferroviário tentando roubar a bola do defensor do XV


Outro bom ataque local no ótimo primeiro tempo


André Cunha deixou tudo igual de pênalti aos 35 do tempo inicial


Bruno Nunes comemorando o segundo gol do Nacional

Conversei bastante com os amigos presentes - um quórum de enorme respeito - sobre os primeiros 45 minutos e a opinião foi unânime: nem na Série A1 vimos um jogo tão bom quanto o que vimos no gramado histórico da casa nacionalina. Tirando o Santos x Corinthians no Pacaembu, nenhuma outra peleja da elite chegou perto da emoção e qualidade técnica do tempo inicial.

A empolgação era enorme, porém no tempo final o Nacional não quis ajudar e praticamente não voltou a campo. Os comandados de Tuca Guimarães recuaram demais e chamaram o onze piracicabano pro seu campo. O resultado foi um novo empate aos 11 minutos num tento de cabeça de Vinícius. A falha de marcação local foi absurda, já que tomar gol de cabeça no primeiro pau é inadmissível.

A partir daí o duelo caiu demais de produção. Parecia que os jogadores paulistanos tinham degustado uma imensa feijoada nos vestiários, tamanha foi a preguiça e falta de inspiração. As substituições locais não deram resultado positivo algum e o XV foi levando tudo em banho-maria, se contentando com um bom empate fora de casa.


O Nacional esqueceu o futebol nos vestiários e no segundo tempo pouco criou


Troca de passes no ataque local


Ataque aéreo dos paulistanos no final da partida. Mais dois pontos foram desperdiçados na luta pela classificação

O resultado final de Nacional 2-2 XV de Piracicaba mantém o escrete da Água Branca dependendo apenas de si para se classificar. Resta vencer o lanterna Água Santa e o Rio Claro que a vaga estará assegurada sem depender de ninguém. Já o Nhô Quim precisa vencer as duas e torcer por um tropeço paulistano. Teremos muita emoção nas duas rodadas restantes.

Foi isso. No domingo a pedida foi ir ao Pacaembu mais uma vez, agora com um confronto alvi-negro pelas quartas de final do Paulistão 2018.

Até lá!

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