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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

JP na abertura da genial Copa Rubro-Verde no Canindé

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na quinta-feira dei uma pausa na cobertura da Copinha por um motivo muito nobre. A prioridade total era a presença na rodada inicial da genial Copa Rubro-Verde, um dos momentos mais alternativos do futebol em 2018. Abrindo a competição, um duelo de "pai e filho" no gramado do Estádio Osvaldo Teixeira Duarte: Portuguesa Santista x Portuguesa do Rio de Janeiro.


Logo da genial Copa Rubro-Verde, uma das competições mais legais de 2018

Antes de qualquer coisa, vale deixar os parabéns a quem idealizou essa pequena competição. Em tempos que só vemos os nefastos jogos-treino sendo realizados, ter a chance de acompanhar um torneio oficial amistoso tão legal merece todos os elogios. Espero que isso se repita nos próximos anos.

Fundada em dezembro de 1924, a Associação Atlética Portuguesa da Ilha do Governador foi fundada depois de alguns negociantes cariocas e portugueses disputaram uma partida de futebol na cidade de Santos, mais especificamente no campo da Briosa. Nascida em 1917, a Associação Atlética Portuguesa de Santos foi homenageada ao usarem a mesma denominação. Desde então há um inevitável laço histórico entre as duas agremiações.


Associação Atlética Portuguesa - Santos/SP


Associação Atlética Portuguesa - Rio de Janeiro/RJ


Os capitães das duas equipes e o quarteto de arbitragem da partida


Troca de camisas entre os presidentes dos dois times

Tive a chance de presenciar o carinho de uma com a outra durante a Série C de 2004, quando vi o confronto entre as duas no Ulrico Mursa. Foi muito legal poder ver esse duelo recheado de história mais uma vez. Junto comigo, um enorme quórum de amigos querendo curtir o espetacular quadrangular. Dentro de campo, um sem número de pessoas credenciadas (ou não) e um clima que lembrou os tempos mais antigos do nosso futebol.

Para melhorar o cenário, a peleja foi ótima e muito movimentada. A Briosa começou a mil e logo aos oito minutos Rodriguinho abriu o marcador com um chutaço no canto esquerdo de Jefferson Romário. Até a metade do tempo inicial, só deu o time paulista.

A partir do 25º minuto a Lusa da Ilha passou a deixar tudo mais equilibrado e pouco antes do término do tempo inicial fez o seu primeiro gol. Decorridos 43 minutos, Thiago Moura tocou com a mão na bola dentro da área e o árbitro marcou pênalti. Alexandro bateu bem e empatou.

A Portuguesa Carioca voltou bem melhor pro segundo tempo e aos 17 minutos virou o placar com um gol de Marcão. Com o 2x1, os "visitantes" sossegaram e tudo ficou equilibrado novamente. Rodriguinho, ele de novo, acabou fazendo seu segundo gol na noite aos 30 minutos.

O empate após o apito final fez com que a vaga na final fosse decidida na cobrança de pênaltis. Michael, Jonathan, Cássio, Sassá e Fabinho fizeram para a Portuguesa da Ilha e Rômulo, Rodriguinho e Wendel converteram a favor da Briosa. Thiago Moura acabou sendo o vilão da noite ao perder seu pênalti.


Jogador da Portuguesa da Ilha levitando no gramado do Canindé


Gol de Alexandro, o primeiro da Portuguesa Carioca


Troca de passes no ataque da Portuguesa Santista


Zagueiro da Briosa se preparando para mandar a pelota longe


Ataque do rubro-verde do Rio de Janeiro no final da peleja

O placar final de Portuguesa Santista 2 (3) - 2 (5) Portuguesa Carioca colocou o time do Rio de Janeiro na decisão da Copa Rubro-Verde. A outra vaga foi definida no jogo de fundo, uma verdadeira volta ao passado no Canindé.

Até lá!

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