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terça-feira, 22 de agosto de 2017

Portuguesa derrota o Nacional com gol no fim e vira vice-líder

Texto e fotos: Fernando Martinez


A tarde do último domingo reservou um daqueles jogos que não podemos perder de jeito nenhum. Pela segunda rodada do returno da Copa Paulista, a Portuguesa recebeu o Nacional no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte para um duelo tradicionalíssimo e totalmente paulistano. Confronto do primeiro e terceiro times que mais vi ao vivo até hoje.

O que estragou a peleja foi o temporal que caiu durante praticamente todo o dia. Olha, fazia tempo que não chovia tanto como choveu no último domingo. Independente disso não pensei em desistir da jornada em nenhum momento tamanha a raridade da presença do onze ferroviário no Canindé.

Desde que foi inaugurado em 1972, o Nacional havia feito apenas três apresentações no campo lusitano até então: a primeira em 29 de novembro de 1987 num 1x1 contra o São José, a segunda em 3 de agosto de 2004 numa derrota para a Lusa por 4x1 pela Copa FPF e a terceira e última em 17 de março de 2007 em novo revés, agora de 5x2, também a favor do onze rubro-verde pela Série A2.

Como se isso não bastasse, essa foi a partida de número 300 da Portuguesa que acompanhei in loco em todos os tempos. Vi pela primeira vez o clube em 1990 num amistoso contra o Fluminense no Pacaembu e desde então vi de perto de momentos de glória a atual penúria da quase centenária agremiação. Para efeito de registro, desses 300 jogos, 262 foram do time profissional, 25 do sub-20, oito do sub-17, quatro do sub-15 e um da antiga categoria de aspirantes.

Apenas 343 torcedores enfrentaram as condições climáticas adversas e resolveram assistir a estreia do técnico PC Gusmão no banco de reservas local. Vindo de dois compromissos sem vitória, a Portuguesa buscava chegar mais perto do líder São Caetano no embolado Grupo 3. O vice-líder Nacional queria beliscar pelo menos um pontinho fora de casa.


Associação Portuguesa de Desportos - São Paulo/SP


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Capitães dos times junto ao árbitro Alysson Fernandes Matias, os assistentes Eduardo Vequi Marciano e Luis Felipe Prado Silva e o quarto árbitro Samuel Aguilar de Lima

Infelizmente os atletas não corresponderam e a peleja foi bem abaixo do esperado, muito diferente do 0x0 registrado no primeiro turno. O primeiro tempo praticamente se arrastou e poucos foram os momentos de perigo. Enquanto os jogadores maltratavam a pelota, eu me mantive alerta por 20 minutos debaixo do dilúvio ao lado do ataque visitante.

A Lusa teve mais a bola nos pés porém não soube o que fazer com ela. Já o onze visitante foi mais cauteloso e se aventurou pouco no campo de ataque. Mesmo assim, o time criou dois momentos importantes, ambos dos pés de Negueba. O melhor deles aos 18 minutos em bola que sobrou para ele na pequena área e que saiu pelo alto.

Aos 26 minutos, numa grande jogada pela direita, a Lusa abriu o marcador com Guilherme Queiroz. Ele recebeu um bom passe de Junior Lemos pela direita e tocou no canto esquerdo de Felipe Lacerda. Foi o primeiro gol do artilheiro da Série C de 2015 na Copa Paulista. 

Na hora do gol eu já estava nas cabines, vencido pela chuva e já molhado além da cota. Dali vi o lance mais insólito dos primeiro tempo. Decorridos 30 minutos, o árbitro Alysson Fernandes Matias sentiu uma contusão no joelho e foi substituído pelo quarto árbitro Samuel Aguilar de Lima. Foi a terceira vez que vi algo assim nessa temporada.


Rafael Cardoso, camisa 3 da Lusa, mandando a bola pro campo de ataque


O belo contraste de uniformes do tradicional duelo paulistano


Negueba carregando a pelota na direita


Apesar de ser algo raro, foi a terceira vez que vi um árbitro ser substituído em 2017. Dessa vez, por contusão no joelho

Durante o intervalo o sono bateu mais forte e então emendei uma soneca meio sem querer que foi até cerca de quinze minutos do tempo final. Quando acordei, perguntei ao amigo fiscal da FPF que estava próximo de mim se tinha perdido algo e a resposta foi singela: "absolutamente nada". A coisa estava feia demais.

Na esteira do meu despertar finalmente a partida ficou um pouco melhor (apenas um pouco, mais do que isso era pedir muito). Aos 25 minutos o Nacional conseguiu emplacar um bom ataque pela direita e deixou tudo igual com o camisa 18 Juninho. O atleta entrou na área e chutou no canto direito de Ricardo Berna.

Com o empate o escrete ferroviário se animou e chegou muito, mas muito perto da virada. Aos 34 minutos pintou um daqueles lances aonde não dá para entender como o gol não saiu. Depois de cabeceio, Ricardo Berna deu rebote e a pelota sobrou pata Thiago Santos. Ele estava na pequena área e tinha a meta livre... só que o chute foi pra fora.

Os locais estavam assustados e aos 42 novamente quase gol nacionalino dos pés de Thiago Cunha em outro rebote do camisa 1 rubro-verde. A peleja então chegou nos acréscimos e o Nacional achava que o pontinho estava garantido. A confiança era grande, e num vacilo o ataque perdeu a bola e a Portuguesa armou contra-ataque. A bola foi levantada na esquerda e Fernandinho cruzou para Guilherme Queiroz. Ele completou meio sem jeito e recolocou a Lusa em vantagem. Agora, o que poucos disseram é que o camisa 7 estava em posição de impedimento, logo, gol irregular.


Bola levantada na área lusitana no começo do segundo tempo


Comemoração dos atletas ferroviários com o gol de Juninho


Troca de passes no ataque visitante. O time chegou muito perto da virada


Paulo Fernando num dos últimos ataques rubro-verdes da tarde

O resultado final de Portuguesa 2-1 Nacional levou o rubro-verde para a vice-liderança do Grupo 3 com 17 pontos ganhos, um atrás do São Caetano. O onze da Água Branca caiu para a quarta colocação com os mesmos 14 pontos do Santos, treze deles conquistados nos últimos cinco jogos. A classificação que parecia ser tranquila hoje está bastante ameaçada.

Foi isso. Ainda passei o restante do domingo na capital antes de pegar a estrada com destino ao litoral na tarde de segunda-feira. Como nesse momento da vida meu escritório é na praia, é o que resta, pelo menos por enquanto.

Até a próxima!

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Bernô goleia a Francana e está nas quartas da Segundona

Texto e fotos: Fernando Martinez


Subi a serra no último domingo com a missão de curtir de perto uma rodada dupla bastante especial, começando por um decisivo encontro da última rodada da segunda fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Direto do Baetão, o São Bernardo recebeu a Francana precisando fazer a lição de casa para se garantir nas quartas-de-final.

O Bernô começou essa fase fazendo sete pontos no primeiro turno, porém perdeu dois compromissos seguidos fora de casa (1x2 contra o VOCEM e 1x3 contra o Osvaldo Cruz) e chegou à última rodada ameaçado de eliminação. O onze do ABC jogava por um empate, enquanto a Francana, que disputa a quarta divisão pela primeira vez na sua história, jogava por uma vitória simples.


Esporte Clube São Bernardo - São Bernardo do Campo/SP


Associação Atlética Francana - Franca/SP


Quarteto de arbitragem com o árbitro Daniel Bernardes Serrano, os assistentes Risser Jarussi Corrêa e Leonardo Tadeu Pedro e o quarto árbitro Danilo da Silva junto aos capitães dos clubes

Não foi fácil estar no tradicional e (quase) abandonado estádio às dez da matina, mas fui firme e forte na minha escolha e faltando meia hora pro apito inicial já estava dentro de campo. O dia nasceu com sol, só que pouco antes do jogo começar as nuvens carregadas chegaram em peso e me acompanharam por todo o domingo.

O bom público que foi ao estádio viu uma peleja com todos os ingredientes tensos de uma decisão. Nos primeiros 15 minutos só deu Veterana, e os atletas do Bernô não conseguiram passar do meio de campo. Aos quatro pintou uma jogada polêmica que pode ter mudado o rumo da história. Erick, camisa 11 local, deu uma cotovelada num jogador da Francana numa jogada pela lateral e levou apenas o amarelo quando merecia ser expulso.

Após sofrer pressão, na primeira chegada local ao campo de ataque saiu o gol. Denis cobrou falta pela esquerda e Tauã apareceu entre os zagueiros e fez o primeiro aos 15. No minuto seguinte o atleta visitante Radsley tomou cartão amarelo e aos 20, depois de reclamar demais com a arbitragem, ele tomou o segundo e deixou sua equipe com um a menos no gramado.

Mesmo com dez a Francana deixou tudo igual aos 30 minutos. Num lançamento meio sem querer, a pelota sobrou pro camisa 9 Erick na direita. Ele driblou um dos zagueiros e chutou cruzado, marcando seu quarto gol na Segundona. A Veterana continuou equilibrando as ações e aos 46 Tiziu quase virou o marcador em ótima cabeçada.


Bernô se recompondo no campo de defesa


Jogador da Francana tentando se desvencilhar da marcação


Bola levantada na área local


Lance do primeiro gol da manhã, marcado por Tauã aos 15 do tempo inicial

No intervalo chegou a chuva, e com ela a inspiração da agremiação visitante foi embora. A Francana simplesmente não voltou pro tempo final e o São Bernardo foi senhor absoluto da peleja. Aos sete minutos Lucas Gomes avançou pela direita e cruzou a pelota na área. Eric surgiu livre no segundo pau e recolocou o Bernô na frente.

A partida estava fácil e novamente Eric marcou aos 23. Denis cruzou da direita, o zagueiro Victor Mendes falhou e o camisa 7 fez o seu segundo gol na manhã e o terceiro do Cachorrão. Sem tempo da Francana respirar, aos 26 Allan fechou a fatura e marcou de cabeça o quarto do São Bernardo.

Com a Veterana entregue, os locais tiveram a chance de emplacar uma grande goleada, porém as oportunidades criadas foram desperdiçadas. Menos mal que ao final do tempo regulamentar elas nem fizeram falta e, na base da raça, o escrete do ABC conquistou a sonhada e esperada vaga entre os oito melhores clubes da competição. Apenas a segunda vez que isso acontece desde 2010.


Uma improvisada cabine de imprensa de uma rádio de Franca. Parabéns pelo profissionalismo!


Uma tímida chegada da Veterana dentro da área local no segundo tempo


Um dos vários momentos de confusão de um jogo tenso


Allan subindo sozinho e fechando a goleada do São Bernardo em cima da Francana

O São Bernardo 4-1 Francana fez com que o Bernô encerrasse sua participação na segunda fase como líder do Grupo 7 com dez pontos ganhos, à frente do Osvaldo Cruz no saldo de gols. Na próxima fase o alvinegro pega o Taquaritinga num confronto absolutamente genial e que, se tudo der certo, espero estar presente. O primeiro duelo será domingo no Taquarão.

Debaixo de chuva saí do Baetão e contei com uma muito bem vinda carona do seu Natal até a capital. A pedida foi bater aquela xepa esperta antes de acompanhar o segundo jogo do domingo. Mesmo debaixo de muita água, não desanimei e conferi mais uma vez em 2017 um tradicionalíssimo duelo paulistano.

Até lá!

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Virada do Taubaté contra o Moleque Travesso no sub-20

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fechando a primeira visita à capital bandeirante como morador no litoral sul, fui mais uma vez até o Estádio Conde Rodolfo Crespi, agora para um joguinho do Campeonato Paulista sub-20 da Primeira Divisão em seu Grupo 3 em plena segunda à tarde. O Juventus recebeu o Taubaté, em encontro de duas equipes que provavelmente não estarão na próxima fase do certame, pela terceira rodada do segundo turno.

A chave vem sendo dominada pelo ótimo time do Palmeiras, sendo seguido por Corinthians e Red Bull. Juventinos e taubateanos vem fazendo apenas campanhas medianas. Os paulistanos até aqui venceram três confrontos, empataram quatro e foram derrotados seis vezes. O Burrão venceu o mesmo número de jogos, empatou seis e perdeu quatro. Nada brilhante ou digno de registro. No primeiro turno, o alvi-azul venceu por 2x0.


Clube Atlético Juventus (sub-20) - São Paulo/SP


Esporte Clube Taubaté (sub-20) - Taubaté/SP


Quarteto de arbitragem e capitães dos times

Aquela galera que sempre prestigia as categorias de base foi até a Javari e viu o Juventus iniciar os trabalhos atuando bem. Os atacantes conseguiram impor um bom ritmo e a zaga visitante sofreu. Aos 14 minutos o árbitro marcou falta na entrada da área a favor dos locais. Fernando bateu de forma primorosa e a pelota entrou no ângulo direito de Felipe. Consegui captar o exato momento em que ela ultrapassava a linha do gol, numa das imagens mais legais que fiz nos últimos tempos.

No decorrer do tempo inicial o Taubaté não fez muito, porém os locais não foram eficientes para converterem as chances criadas em gols. No tempo final a peleja não mudou muito de cenário e o Juventus parecia que conquistaria a primeira vitória depois de quatro rodadas. Só que o Taubaté estragou os planos do seu adversário, iniciando o processo aos 32 minutos com o gol de empate de Glauber.


Juventus atacando pela direita, no bom começo de partida do time paulistano


Outra investida grená pela direita, de novo com o camisa 11



Sem reação, o goleiro Felipe olha a bola entrar no ângulo direito no primeiro tento juventino marcado por Fernando, que sai para comemorar o golaço. Uma das fotos mais legais dos últimos tempos


De longe, o Burrão tenta o empate no tempo final


Muvuca dentro da área local

Lance pra lá, lance pra cá e o cotejo seguiu com boa movimentação até os acréscimos. Já contávamos com a igualdade quando o Burro da Central aprontou. Primeiro Erik virou a partida aos 48 e, na saída de bola, Maykon fez o terceiro aos 49. Com dois tentos absolutamente inacreditáveis e o placar final de Juventus 1-3 Taubaté, o onze visitante conseguiu uma improvável vitória, a primeira fora de casa. Como disse antes, nenhum dos dois deve se classificar, mas se rolar a revelação de algum atleta, um só que seja, a missão 2018 terá sido concluída com sucesso.

Depois de cinco jogos em quatro dias seguidos, voltei ao meu lar, doce lar, o litoral sul. A ideia é retornar à capital no final de semana para uma rodadinha no domingo. Vamos ver se os astros - e a condição financeira - permitirão.

Até a próxima!

© 2018

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

América goleia o Juventus na Rua Javari pelo sub-17

Texto e fotos: Fernando Martinez


Seguindo na rota de partidas desde sexta-feira na minha primeira visita à capital sendo morador do litoral, na tarde do domingo fui até o Estádio Conde Rodolfo Crespi para o duelo entre Juventus e América de São José do Rio Preto pelo Campeonato Paulista sub-17 valendo pela terceira rodada da segunda fase. Ambos fazem parte do Grupo 10 junto com São Paulo e José Bonifácio. Jogo com cheirinho de velhos confrontos dos estaduais dos anos 60 a 80.

Na primeira fase as duas equipes tiveram a mesma performance: 23 pontos ganhos. Enquanto os americanos foram terceiros do Grupo 2, os grenás ficaram em quarto no Grupo 7. Nessa fase o Diabo venceu de forma surpreendente o São Paulo na estreia e empatou com o José Bonifácio fora de casa. O Moleque Travesso derrotou o Tricolor do Vale na Javari e tomou uma sonora goleada de 5x1 do onze do Morumbi atuando em Cotia.


Clube Atlético Juventus (sub-17) - São Paulo/SP


América FC (sub-17) - São José do Rio Preto/SP


Capitães dos times e quarteto de arbitragem

Um público diminuto foi até a Rua Javari e o fato de ter sido realizado num horário incomum na categoria deixou o clima ainda mais legal. O que não foi legal, pelo menos para a torcida local, foi a forma com que a molecada grená entrou em campo. O América não tomou conhecimento do sonolento adversário e definiu seu triunfo em menos de meia hora. 

Sendo mais preciso, o alvirrubro levou 27 minutos para abrir uma confortável vantagem de 3x0 sem sofrer praticamente nenhum susto. O primeiro tento foi marcado por Gabriel aos nove, Matheus Nardin ampliou aos 21 e Thiago Henrique fez o terceiro aos 27. Para não dizer que os locais não chegaram perto da área visitantes, eles até chegaram e criaram um ou dois momentos agudos, o melhor deles no primeiro ataque. Só que ambas finalizações foram pela linha de fundo.

O Moleque Travesso tentou emplacar uma pressão no início do segundo tempo e até diminuiu o placar com Matheus Camargo aos sete. Só que dois minutos depois o camisa 9 Gustavo fez o quarto do América e freou qualquer chance de reação local. A peleja seguiu na boa, sem maiores momentos incríveis. Nos acréscimos, o árbitro marcou pênalti pro Juventus; Thailor bateu bem e fechou o marcador.


O primeiro bom lance da peleja foi grená logo no começo, mas o camisa 9 chutou pra fora


Bola no fundo das redes no primeiro gol americano, marcado por Gabriel


O outro bom momento juventino no tempo inicial


Matheus Nardin saindo pra comemorar o segundo do América, aos 21 do primeiro tempo


Thiago Henrique tocando na saída do goleiro grená... era o terceiro gol do alvirrubro


Defensor local tentando se livrar da marcação


No fim, Thailor diminuiu o marcador e fez o segundo do onze paulistano

O placar de Juventus 2-4 América deixou o escrete interiorano na liderança da chave com sete pontos na virada do turno. O José Bonifácio, que derrotou o São Paulo, está em segundo com quatro. Os dois clubes da capital paulista estão com três pontos dividindo a lanterna. O Tricolor tem a faca e o queijo na mão para conquistar uma das vagas e parece que o Diabo será o outro classificado, pelo menos com o que mostrou até aqui.

Antes de voltar ao litoral emplaquei mais uma cobertura, no insólito horário de segunda-feira à tarde, também pela Javari, mas pelo Paulista sub-20.

Até lá!

© 2018

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Oeste perde a primeira na Arena Barueri na Série B

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de acompanhar o triunfo nacionalino em cima do Água Santa, emplaquei o esquema "embalos de sábado à noite" indo até a Arena Barueri para mais uma apresentação do Oeste no Campeonato Brasileiro da Série B. Pela primeira rodada do returno, o rubro-negro recebeu o Paysandu tentando chegar mais perto do G4.

Os dois não fizeram um primeiro turno de encher os olhos. O escrete paulista terminou na 11ª colocação com 27 pontos, quatro atrás do G4. De positivo, a performance invicta em casa com cinco vitórias e quatro empates. O Papão foi 15º com 23, apenas três acima da zona de rebaixamento. Da minha parte, voltei a ver o Paysandu ao vivo depois de quatro anos. As últimas vezes tinham sido em dois jogos da Série B de 2013: Uma derrota num jogo incrível contra o Palmeiras e outro revés, agora para o São Caetano.


Times perfilados no gramado da Arena Barueri

Como na Série B não fico dentro de campo, fui até a parte alta da Arena e dali vi um jogo relativamente bom. O Papão confirmou sua razoável performance atuando longe de Belém (ganhou 40% dos seus pontos assim) e logo aos doze minutos abriu o marcador. Lucas Taylor avançou pela direita e cruzou rasteiro. Rodrigo Sam tentou afastar e marcou um gol contra. O Oeste, que já não tinha começado bem, sentiu o golpe.

Jogando na boa e sem sofrer nenhum susto, o escrete visitante fez o segundo aos 29 num bonito gol. Bérgson acertou um tirambaço da entrada da área, sem nenhuma chance para Rodolfo. Antes do tempo inicial terminar o técnico Roberto Cavalo mexeu no time e no último lance quase os locais sofrem o terceiro quando Marcão ficou cara-a-cara com o camisa 1 local, só que chutou em cima dele.

O comandante rubro-negro certamente deve ter soltado os cachorros nos vestiários por conta da fraquíssima atuação dos seus pupilos. E na volta pro tempo final eles tomaram uma injeção de ânimo, equilibrando as ações. Não que o Paysandu tivesse voltado pior, pelo contrário, tanto que aos nove minutos o time teve outra chance de fazer o terceiro com Peri, porém Rodolfo fez uma defesa sensacional.

O melhor futebol deu resultado aos 17 minutos quando o Oeste diminuiu. Tudo bem que foi depois de uma bisonha falha da zaga visitante, mas vale igual. Lucas Taylor recuou para Gualberto, o zagueiro escorregou e a pelota sobrou livre para Robert. Ele invadiu a área na boa e tocou na saída de Emerson. Esse seria o lance da ressurreição rubro-negra, certo? No papel poderia ser, porém na prática isso não aconteceu.

Três minutos depois de sofrer o primeiro, Marquinhos Santos colocou Magno em campo. A decisão se mostrou acertada pois aos 24 ele fez o terceiro do Bicolor. No seu primeiro toque na bola, ele recebeu cruzamento de Gualberto da direita e cabeceou livre de marcação dentro da área. Esse tento foi aquela famosa ducha de água fria em todos do onze local.

O rubro-negro não teve mais forças para equilibrar as ações e por muito pouco não sofreu ainda mais gols. Aos 30 o árbitro deixou de marcar um pênalti claríssimo em cima de Bérgson. No minuto seguinte, o mesmo Bérgson chutou de longe e Rodolfo salvou a pátria de novo. Nesse cenário, o Oeste não teve como manter a invencibilidade atuando dentro da Arena Barueri nessa Série B.


Aquela movimentação marota no meio de campo


Comemoração dos atletas do Papão num dos gols do primeiro tempo


Bololô dentro da área visitante


Grande chance de gol do Oeste


Rodolfo em boa intervenção


Cobrança de falta no ataque do onze paulista

O placar final de Oeste 1-3 Paysandu colocou o Papão subisse no 14º lugar da tábua de classificação, agora com 26 pontos. O ex-clube de Itápolis está uma posição acima com os mesmos 27 de antes da rodada. Na próxima rodada, os paulistas visitarão o Criciúma e os paraenses receberão o Paraná. 

Como ficaria em São Paulo mais alguns dias, no domingo fui em mais uma partida, agora pelo Paulista sub-17 na Rua Javari. Um confronto que lembrou os campeonatos paulistas dos anos 60/70.

Até lá!

© 2018

Nacional vence o Água Santa e vira vice-líder do Grupo 3

Texto e fotos: Fernando Martinez


A Copa Paulista chegou ao segundo turno da primeira fase e na tarde do sábado o Nacional fez sua quinta apresentação no Estádio Nicolau Alayon, agora contra o Água Santa em compromisso do Grupo 3. Com essa peleja, alcancei a marca de 21 jogos seguidos do onze ferroviário atuando na sua casa, um recorde. Com meu novo status social, não sei até quando seguro a onda... mas felizmente até o momento ainda dá.

Antes desse duelo, o time de Diadema era vice-líder da chave com 14 pontos ganhos, enquanto os paulistanos estavam em quarto com 11. Ambos vinham de vitória na rodada anterior, as duas pela contagem mínima: o Naça contra o Taubaté e o Netuno contra a Portuguesa. Falando de história, três confrontos entre os dois e duas vitórias diademenses e um empate.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Esporte Clube Água Santa - Diadema/SP


Capitães dos times e quarteto de arbitragem composto pelo árbitro Danilo da Silva, os assistentes Wellington Bragantim Caetano e William Rogério Turola e o quarto árbitro Pietro Dimitrof Stefanelli


Trio de peso nos bancos de reservas do Nicolau Alayon: Betinho, técnico do Nacional, Ânderson Lima, auxiliar técnico, e Jorginho, técnico do Água Santa

Um bom quórum de amigos marcou presença na Comendador Sousa, só que infelizmente a partida não foi tão boa quanto o esperado. O Nacional, que estreou o técnico Betinho com o mando de campo, não se mostrou muito inspirado e o Água Santa também não teve uma atuação de encher os olhos de ninguém.

No tempo inicial, dois momentos distintos. Na primeira metade os donos da casa foram melhores porém não conseguiram criar momentos efetivos para a abertura do marcador. Na segunda metade, o Netuno passou a colocar as manguinhas de fora, também sem oportunidades claras.

O melhor momento do primeiro tempo aconteceu aos 45 minutos quando Jadson invadiu a área pela esquerda e mandou um chutaço que bateu na trave antes de sair pela linha de fundo. Foi com o placar em branco que o árbitro encerrou a primeira etapa no Alayon.


Tentativa de finalização no ataque local travada pela zaga do Água Santa


Grande chegada do Nacional pelo alto


Bruno Xavier protegendo a bola do marcador

No tempo final a coisa até que melhorou. Coube ao camisa 16 Thiago Santos, que havia entrado no intervalo, tirar o zero do placar. O Água Santa perdeu a bola na esquerda e Murilo, camisa 5 local, lançou para o autor do gol. Ele surgiu livre dentro da área e tocou na saída de Erivelton.

Com a derrota parcial o Netuno até que tentou emplacar aquela famosa pressão na equipe da capital. Só que os comandados de Jorginho não foram felizes nas suas investidas. A melhor e única chance pro empate saiu dos pés de Gabriel Duarte aos 33 minutos, mas a pontaria falhou por pouco e a pelota saiu pela linha de fundo tirando tinta da trave.


Maurício mandando a pelota pra longe da área


A comemoração de Thiago Santos pelo gol aos dez do tempo final


Corte da zaga local após cruzamento


A grande chance do empate do Netuno aconteceu nesse lance, mas Gabriel Duarte tirou demais do goleiro e viu a pelota sair tirando tinta da trave

No fim, o Nacional 1-0 Água Santa foi o resultado merecido para quem foi mais efetivo no gramado. O triunfo colocou os ferroviários na vice-liderança do Grupo 3 com 14 pontos, mesma pontuação de Portuguesa e do próprio onze de Diadema. O líder é o São Caetano com 15. Pensando no futuro e numa possível vaga, vale lembrar que dos seis compromissos restantes pro Nacional, quatro serão fora de casa.

Não tive muito tempo tranquilo após o apito final, já que precisava correr para a sessão noturna. Os amigos Bruno e Espina se despediram da caravana, enquanto o trio Mário, Pucci e Mílton seguiu comigo pelos trilhos da CPTM até a Arena Barueri e a Série B do Brasileirão.

Até lá!