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segunda-feira, 20 de março de 2017

Tarde molhada e tudo igual entre Guarani e Penapolense no Brinco

Texto e fotos: Fernando Martinez


O Projeto 40 está próximo de ser concluído e no último domingo fiz a derradeira viagem do cronograma. O destino foi a cidade de Campinas, mas dessa vez com uma visita ao belo Estádio Brinco de Ouro da Princesa. Na pauta, o encontro entre Guarani e Penapolense pela 12ª rodada do Campeonato Paulista da Série A2.

Essa partida não estava na programação original do Projeto, já que a ideia era ver os dois aqui perto da capital. Como a televisão mudou várias pelejas de dia e horário e eu mudei meu planejamento algumas vezes, não restou outra alternativa a não ser colocar as figurinhas 34 e 35 de uma vez do álbum indo até a terceira maior cidade do estado.


Guarani Futebol Clube - Campinas/SP


Clube Atlético Penapolense - Penápolis/SP


O árbitro Adriano de Assis Miranda, os assistentes Fabrício Porfírio de Moura e Luís Alexandre Nilsen e o quarto árbitro Luiz Carlos Ramos Júnior junto com os capitães dos times

Esse foi apenas o segundo confronto entre Guarani e Penapolense na história do estadual. No primeiro, acontecido na A2 do ano passado, o CAP se deu melhor e venceu por 2x0 jogando no Tenente Carrico. Jogando na sua casa, o Bugre precisava vencer para não se afastar ainda mais do G4.

Desisti de fazer a sessão matutina de futebol para não ter problema com o horário do ônibus. A viagem foi feita de boa, sem problema e dentro do tempo estipulado. Na rodoviária encontrei o "amigo do JP" Luciano Claudino e seguimos pro Brinco com o sol desaparecendo e em seu lugar surgindo inúmeras nuvens carregadas. A promessa era de chuva.

Falando do tempo, graças a uma sensacional frente fria o final de semana teve frio e chuva, mas dizer simplesmente que choveu é pouco perto do volume absurdo de água que caiu durante os 90 minutos. Fazia muito tempo que não via um jogo ser disputado debaixo de um dilúvio tão intenso e que não deu trégua por um minuto sequer. O que me salvou foi ter ficado no túnel de entrada do time da casa por cortesia dos fiscais da FPF. Se não fosse isso, estaria perdido.

O gramado do Brinco segurou a onda apenas nos primeiros minutos. Depois o que se viu foram os atletas tentando driblar seus adversários e as poças d'água. A primeira chance da peleja aconteceu logo no primeiro minuto quando PV, camisa 5 do Penapolense, tocou de cabeça e a bola bateu na trave.

No decorrer do tempo inicial não vimos muita chance de gol e as ações ficaram concentradas no meio-campo. As maiores emoções aconteceram em lances com Bruno Nazário. Por duas vezes ele caiu dentro da área visitante e todos pediram pênalti, porém o árbitro nada marcou. Foi com o placar em branco que o primeiro tempo se encerrou.


Choveu muito durante todo o jogo no Brinco de Ouro. Os times sofreram com o gramado encharcado


Crystian (2) cruza com a marcação firme de Uederson (19)


Penapolense trocando passes pela direita


Alef (13) passa, mas a bola fica parada na poça d'água


Fumagalli cobra falta no final do primeiro tempo

No segundo tempo o temporal continuou firme e forte e no primeiro momento de perigo o placar foi inaugurado. Só que para a tristeza da maioria dos 3.736 pagantes, foi um gol do escrete visitante. Léo Carvalho cobrou falta da direita, a bola passou por todo mundo dentro da área e foi morrer no fundo do gol de Luís Henrique.

Ao invés de se abater com o tento sofrido, o Guarani foi pra cima e passou a ocupar o campo de defesa da Pantera da Noroeste. Se não dava pra chegar pertinho da meta defendida por Samuel Pires graças ao gramado molhado e por conta da boa atuação do setor defensivo, a alternativa era chutar de longe.

Depois de tanta insistência, quando o relógio marcava 26 minutos a equipe campineira deixou tudo igual. Fumagalli, sempre ele, avançou com a pelota pela esquerda e tocou para o camisa 9 Eliandro. Ele driblou o zagueiro e chutou forte no canto para finalmente vencer o arqueiro da Pantera.

O empate não sossegou o ímpeto bugrino e dali até o fim rolou mais pressão em cima da zaga do CAP. Samuel apareceu bem e no último lance da molhada tarde, a virada não aconteceu por milagre. Após chute de longe, a bola bateu na trave, voltou na pequena área e os atacantes não conseguiram finalizar. Apesar de merecer a vitória, não teve jeito pro Bugre.



Jogadores dentro da área do Bugre no lance do primeiro gol do Penapolense, marcado por Léo Carvalho. Na segunda foto, a comemoração pelo tento


Samuel Pires faz grande defesa em chute de longe



Bola estufando as redes do CAP no gol de Eliandro e a alucinada comemoração pelo empate no Brinco


Nessa imagem, a bola quase se perde em meio à água presente no gramado da casa alviverde


Último ataque do Bugre e por muito pouco o time não virou o marcador... a bola bateu na trave

No fim, o Guarani 1-1 Penapolense não foi bom para nenhum dos times. O Bugre continua em oitavo, agora com 16 pontos, e o CAP está uma posição acima com 17. Ambos não estão longe do G4 e tudo ainda é possível faltando oito jogos para o final da primeira fase da competição.

Por obra divina a chuva que castigou quem estava em campo parou exatamente na hora do apito final e com isso pude finalizar a jornada na boa. A viagem SP-Campinas foi feita no sossego e cheguei em casa um pouco além do esperado, mas nada assim tão grave. Na segunda teve mais futebol pela Série A2, dessa vez bem do lado de casa.

Até lá!

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