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sexta-feira, 17 de março de 2017

A volta da Libertadores ao JP com o genial Jorge Wilstermann

Texto e fotos: Fernando Martinez


O dia é 21 de abril de 1999. Na tarde daquela quarta-feira, feriado em todo o país, o Corinthians recebeu o genial Jorge Wilstermann no Pacaembu na volta das oitavas da Libertadores. Infelizmente não consegui um mísero ingresso mesmo ficando mais de três horas numa das inúmeras filas que cercavam a Praça Charles Müller. No fim, fui obrigado a voltar pra casa e fiquei sem ver o time boliviano.

Dezoito anos depois, eis que pintou a oportunidade de finalmente tirar essa pedrinha do sapato, mesmo sabendo que seria muito difícil conseguir um ingresso para o confronto dos aviadores contra o Palmeiras pela atual edição da Taça Libertadores da América. Difícil porque ver o alviverde no Allianz Parque não sendo sócio-torcedor é praticamente impossível.

Contando com uma enorme sorte consegui adquirir meu ingresso online muito tempo depois do início da venda oficial. Mesmo com mais de 32 mil bilhetes já vendidos, comprei um no setor mais barato sem nenhum percalço. Essa foi minha segunda visita ao estádio, a primeira numa apresentação do Palmeiras (a estreia oficial ali foi o amistoso entre Brasil e México antes da Copa América do Chile 2015).


Visão geral de Palmeiras x Jorge Wilstermann, minha segunda visita ao Allianz Parque

Um leitor mais novo do blog pode achar estranho rolar uma matéria do torneio mais importante do continente por aqui, afinal, ele não é nada perdido. Realmente, nos últimos anos não tivemos muitas coberturas, só que de 2005 até 2009 vira e mexe pintava algum post, quase sempre, claro, com times novos para a Lista.

Tanto isso é verdade que o próprio time da Zona Oeste foi alvo de coberturas nos nossos primeiros anos. A primeira matéria em todos os tempos foi o confronto contra o falecido Tacuary do Paraguai na primeira fase de 2005. Depois vieram confrontos contra o Deportivo Tachira e Rosario Central em 2006, uma epopeia pessoal contra o genial Real Potosí pela primeira fase de 2009 (a última vez que vi um jogo da SEP como mandante no seu campo até então) e vitórias contra Sporting Cristal e Tigre em 2013.

Voltando ao presente, depois que cobri Nacional x Atibaia na parte da tarde fui até a casa palestrina e retirei minha entrada sem muvuca. Pena que na hora da partida a "ótima" organização tenha feito uma lambança monstro criando corredores e mais corredores e isso tenha atrapalhado demais a entrada de todos que foram ao Gol Norte. O negócio demorou, porém felizmente consegui entrar antes do apito inicial para colocar o time número 651 na minha Lista.


Bola zanzando dentro da área do genial Jorge Wilstermann, time com um dos nomes mais legais do continente


Gol palmeirense que foi anulado no segundo tempo


Disputa de bola no meio-campo em um jogo sofrido para a torcida do time brasileiro

Nem preciso falar muito sobre o que aconteceu durante os quase 100 minutos de futebol, pois todos viram o que aconteceu. O Palmeiras sofreu, suou a camisa e conseguiu derrotar o onze boliviano com um gol do colombiano Mina aos 50 do segundo tempo. Que o time foi mal, não há como negar, mas é fato também que o Jorge Wilstermann mostrou ser uma equipe muito bem armada e que os 6x2 contra o Peñarol na semana anterior não aconteceu por obra do acaso. Aliás, parabéns para o pessoal da "mídia especializada" que colocou como certa uma goleada palmeirense.

O placar final de Palmeiras 1-0 Jorge Wilstermann colocou os paulistanos na liderança isolada do Grupo 5 da Libertadores com quatro pontos ganhos após duas rodadas disputadas. Contra o Peñarol deixarei quieto, porém na última peleja dessa fase contra o Atlético Tucumán tentarei repetir o milagre de conseguir um ingresso.

Terminei a jornada saindo correndo em meio aos alucinados torcedores do verde pois o que mais queria era meu sofá. É, não é fácil, mas quando falamos de time novo, vale o sacrifício de acompanhar um jogo nada perdido. Ossos do ofício!

Até a próxima!

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