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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

JP na Olimpíada (parte 15): Luta Greco-Romana (!), Basquete e Handebol

Texto e fotos: Fernando Martinez


Ainda estasiado por ter marcado presença na grande final dos 100 metros rasos, iniciei a segunda e última semana dos Jogos Olímpicos 2016 sediado no Rio de Janeiro e com a programação cheia durante toda a segunda-feira, 15 de agosto. Debaixo de um calor desumano, fiz minha segunda visita ao magnífico Parque Olímpico da Barra.

Junto com dois dos meus três irmãos, fui bem cedo até a Barra para passar o dia na base da diversão. Na Disneylândia dos esportes fiz a minha estreia num dos mais antigos esportes olímpicos no qualifying das categorias 85 e 130 quilos da Luta Greco-Romana dos homens. Apesar do esporte não ser popular por aqui, o público apareceu em peso na Arena Carioca 2.


Instalações do belo Estádio Aquático Olímpico


Vista das instalações para a imprensa estrangeira, Arena do Futuro e Arena Carioca 3 mais ao fundo


Arena Carioca 3, palco do torneio de basquete masculino no Rio 2016



Vista interna da Arena Carioca 2 e a competição masculina da Luta Greco-Romana. Sim, foto de Luta Greco-Romana no Jogos Perdidos... taí algo que não acontece todo dia!

Vários tablados foram montados no centro da Arena e por conta disso várias lutas aconteceram ao mesmo tempo. Com isso, acabamos prestando atenção apenas no que ficava mais próximo de nós. O ambiente é tão legal que não rola torcer para alguém específico, além disso, genial ver pessoas de países perdidaços como por exemplo Tonga. Nem bem saímos dali e já era hora de emendar o segundo compromisso do dia, o último jogo da seleção de basquete do Brasil comandada pelos astros da NBA.

Até então a seleção tinha perdido três partidas e vencido apenas uma (o sensacional confronto contra a Espanha, que por sinal também contou com minha presença), o que complicou demais o sonho de uma vaga nas quartas-de-final. A equipe precisava vencer a lanterninha Nigéria e torcer por uma vitória da Argentina em cima da Espanha.

O Brasil fez um joguinho burocrático mas venceu até com certa facilidade pelo placar de 86x69. Só que a vaga ficou no "quase", pois na sessão seguinte os hermanos não fizeram nenhum esforço e foram derrotados pelo quinteto ibérico. Resumo da ópera: os bi-campeões do mundo passaram vergonha dentro de casa e foram eliminados ainda na primeira fase. De positivo, pelo menos pra mim, é saber que eu estive em todos os triunfos tupiniquins no basquete nas duas categorias no Rio-2016.



Dois momentos da vitória brasileira em cima da Nigéria, a segunda em cinco jogos disputados na Olimpíada. A fraca campanha deixou o time de fora das quartas-de-final

Do final desse jogo até o começo da rodada dupla de Handebol Masculino deu tempo de fazer uma boquinha e agradecer demais o desaparecimento do sol e a chegada de um verdadeiro vendaval, fator que aliviou bastante o calor. Ficamos um bom tempo zanzando sem direção por todo o Parque até chegar o momento de ir até a Arena do Futuro.

O primeiro jogo reuniu as seleções da Croácia e da Tunísia. Os croatas confirmaram o favoritismo e venceram por 41 a 26. O placar fez os europeus terminarem a primeira fase na liderança da chave. Nas quartas, a seleção foi eliminada pela Polônia. Os tunisianos terminaram a competição com a pior campanha entre as doze participantes.



Dois momentos do jogo entre Croácia e Tunísia pelo handebol masculino da Rio-2016

Já o jogo de fundo foi genial. A legião estrangeira do Qatar duelou contra a Argentina e o vencedor garantiria a última vaga entre os oito da segunda fase. A Arena do Futuro estava apinhada de gente: metade de hermanos torcendo como malucos (pra variar) e a metade restante torcendo a favor o time asiático.

Assistir um jogo de handebol ao vivo é uma das coisas mais sensacionais relacionadas ao esporte, sem sombra de dúvida. O ritmo é intenso e alucinante e não dá tempo de respirarmos. As duas seleções não eram nada disso, tanto que lutavam somente pela quarta vaga da chave. Independente da posição na tabela, a peleja foi emocionante do começo ao fim.

Os hinchas do país vizinho fizeram muito barulho, muito mesmo, só que não foram capazes de inflamar suficientemente o time em busca da classificação. A "seleção mundial" do Qatar jogou pro gasto e manteve uma distância mínima no marcador, segura o suficiente para garantir a vaga. No fim, o jogo ficou 22x18 a favor dos catarianos.



Qatar e Argentina fizeram um jogo emocionante em busca da última vaga na segunda fase do handebol. No fim, o time asiático se deu melhor

O relógio já apontava quase meia-noite quando a overdose esportiva se encerrou. Cansado, mas extasiado com a jornada ainda tive tempo de encontrar o mito Carl Lewis no meio do Parque Olímpico antes de seguir até Copacabana. Ali o lance foi jogar uma água no rosto e pegar a estrada de volta para a capital bandeirante. Foi uma viagem tensa, repleta de sono e com direito a quatro horas parado no meio da Dutra por conta de um acidente. Tudo levado de boa, afinal, aqui é sempre tudo pelo social.

Cheguei em casa na hora do almoço e passei a maior parte da terça-feira dormindo, pois era um dia sem programação olímpica in loco. Voltei à ativa na quarta-feira à tarde com uma das semi-finais do torneio de futebol masculino na minha despedida da Arena Corinthians nos Jogos.

Até lá!

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