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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Clima quente e empate entre Nacional e Bafo no Alayon

Texto e fotos: Fernando Martinez


No sábado passado dei continuidade ao processo de ressocialização futebolística e fui novamente ao Estádio Nicolau Alayon ver o Nacional em ação pela segunda fase da Copa Paulista. Abrindo o segundo turno do Grupo 7, o onze ferroviário recebeu o Comercial em tarde quente na capital bandeirante.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Comercial Futebol Clube - Ribeirão Preto/SP


Capitães dos times junto com o árbitro Norberto Luciano da Silveira, os assistentes Alex Alexandrino e Ricardo Luis Buzz e o quarto árbitro Ricardo Bittencourt da Silva

No jogo de ida realizado na semana anterior o Naça venceu o alvinegro de virada - o primeiro triunfo paulistano no Palma Travassos desde 1992 - com gols no apagar das luzes, gerando confusão dentro e fora de campo. Algo me dizia que a peleja do sábado ainda veria reflexos de tudo o que rolou em Ribeirão Preto.

Diferente do que aconteceu contra o Red Bull, dessa vez o número de amigos presentes surpreendeu. Desde que entrei na quarentena pós-Olimpíada, foi a primeira vez que vi a maior parte dos presentes, o que é sempre um grande prazer. Essa rapaziada descolada acabou vendo um jogo bastante interessante.

No tempo inicial o Bafo foi levemente superior, mas não traduziu em gols esse pequeno domínio. O goleiro Matheus mostrou bastante serviço e impediu que o Comercial saísse na frente. O Nacional não conseguiu se desvencilhar da boa marcação alvinegra e passou os primeiros 45 minutos em branco.


Ataque nacionalino pela direita


Boa saída do arqueiro do Bafo em bola alçada na área


Chance pelo alto do Comercial

Já no segundo tempo a história foi outra. Nem bem a partida tinha sido reiniciada e o Comercial abriu o marcador com Matheus Totô. Ele recebeu bom passe de Everton e tocou na saída do goleiro paulistano. Com o 1x0 a seu favor, o Bafo recuou e chamou o Nacional para o seu campo.

Os locais passaram a jogar melhor e criaram boas oportunidades para deixar tudo igual. Só que o tempo foi passando, passando, passando e o empate que era bom nada. O injusto resultado parcial parecia que se confirmaria quando o árbitro da peleja deu seis minutos de acréscimos.

O relógio já marcava 50 minutos quando saiu o lance de maior emoção da tarde. Carrara cruzou pela esquerda e Magrão cabeceou. A bola bateu na trave, no goleiro Márcio e, do ãngulo em que me encontrava, pareceu que também entrou dentro do gol. O assistente número 1 Alex Alexandrino teve a mesma impressão e deu o gol. Lance polêmico, pois quem estava atrás da meta teve a impressão que a pelota não ultrapassou a linha.

Os atletas e a comissão técnica do onze de Ribeirão Preto ficaram inconformados com a marcação e foram pra cima do trio de arbitragem. Vimos alguns minutos de muito bate-boca e muita reclamação, tudo em vão. Na saída de bola o clima continuou quente e Renato, camisa 8 do Comercial, foi expulso por dar uma cotovelada em Jáder. Mais muvuca e mais confusão, naquelas cenas lamentáveis que sempre fazem nossa cabeça.


Disputa de bola na intermediária


Mais um ataque local e cruzamento na área


O Nacional foi melhor durante o tempo final



Os jogadores comercialinos reclamaram bastante, mas o gol do Nacional foi validado assim mesmo

Antes do apito final o onze local ainda teve a chance da virada, mas o gol não saiu. No fim, a peleja ficou mesmo em Nacional 1-1 Comercial. O pessoal do time visitante ainda permaneceu um bom tempo dentro de campo, primeiro xingando o quarteto de arbitragem, depois xingando a torcida ferroviária. O empate colocou o Naça na vice-liderança da chave com cinco pontos, enquanto o Bafo é o lanterna com dois.

O pós-jogo teve passeio no centro da cidade e uma visita de parte dos amigos ao meu humilde lar. Aproveitamos e vimos o acesso bugrino para a Série B do nacional depois de quatro anos.

Até a próxima!

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