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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

JP na Olimpíada (parte 3): Duelo de campeões olímpicos e mundiais em Salvador

Texto e fotos: Fernando Martinez


A competição era outra, mas é fato que deu pra lembrar um pouquinho da Copa do Mundo logo na primeira rodada do futebol masculino da Olimpíada 2016. Tudo por conta de um cansativo porém muito prazeroso bate-volta São Paulo-Salvador só para curtir de perto a jornada inicial do Grupo C na belíssima Arena Fonte Nova

Saí da terra de garoa na hora do almoço e menos de três horas depois já pisava em solo baiano, na minha terceira visita à primeira capital do Brasil. Por sorte não estava muito calor e como aconteceu durante o Mundial de 2014, ainda peguei bastante chuva durante o curto período em que estive por lá.

Deixei as coisas no hotel e sem tempo de descansar segui dali até o palco da genial rodada dupla. Abrindo os trabalhos, o encontro do atual campeão olímpico contra a atual campeã do mundo: México x Alemanha. Como perdi o selecionado germânico na Copa, apostava as últimas fichas para vê-los agora em 2016. Tudo deu certo e eles foram o time de número 636 a entrar na minha Lista.


Fachada da Arena Fonte Nova


México e Alemanha perfilados na estreia de ambos na Olimpíada

Se dois anos atrás chegar ali foi um inferno, felizmente dessa vez foi a maior moleza. O táxi me deixou praticamente na porta do estádio e não demorei nem quinze minutos para percorrer o caminho até o meu lugar. O público pagante de 16.500 pessoas deixou a Fonte Nova relativamente vazia... ou seja, uma bênção, já que não teve aperto ou muvuca, tirando a luta - perdida, por sinal - na busca por algum produto nas lanchonetes.

Esse foi o segundo encontro entre mexicanos e alemães na história dos Jogos Olímpicos. O primeiro, realizado em Munique-72, terminou com o empate por um gol. E por mais surreal que pareça, vale lembrar também que mesmo com toda a tradição no esporte, a atual tetra-campeã mundial não disputava uma Olimpíada desde 1988.

Chovia muito quando o árbitro iraniano Alireza Faghani apitou pela primeira vez e as duas seleções iniciaram a peleja. Os primeiros 45 minutos foram todos dos norte-americanos. O México foi melhor e a Alemanha não conseguiu criar chances objetivas contra a meta do arqueiro latino.

Hirving Lozano, camisa 8 do México, foi o autor das melhores finalizações do tempo inicial. A primeira num chute que tirou tinta da trave aos cinco minutos e o outro aos 26, quando ele apareceu livre pela direita e finalizou, obrigando Horn fazer brilhante defesa. Ao final do primeiro tempo, um jogo bem mais ou menos e o empate sem gols.


Suele, camisa 5 alemão, atacando pela esquerda


Bola cruzada para o camisa 3, Lucas Klostermann


Boa defesa de Alfredo Talavera


Julian Brandt e a marcação firme de Michael Perez e Erick Gutierrez

Após ter fracassado na simples missão de comprar um refrigerante no intervalo, voltei para o meu lugar e vi um segundo tempo muito, mas muito melhor do que o primeiro. O México saiu na frente aos sete minutos com Oribe Peralta, carrasco do Brasil em 2012, subindo sozinho entre os zagueiros e cabeceando tranquilamente no canto esquerdo.

Dois minutos depois, Gnabry perdeu a chance do empate na entrada da pequena área. Aos 13 não teve erro e ele mesmo deixou tudo igual após receber bom passe em profundidade pela esquerda e tocar com estilo no canto de Alfredo Talavera. O jogo estava eletrizante e a Alemanha não teve nem tempo de comemorar, pois aos 16 Rodolfo Pizarro colocou de novo os mexicanos na frente. Bueno tocou de peixinho, a bola bateu na trave e no rebote o camisa 7 tocou meio sem querer e fez o segundo.

Aos 29 o onze norte-americano quase amplia sua vantagem com Lozano, só que ele demorou um segundo a mais para chutar, dando tempo de Horn fazer a defesa. Aos 32, Gnabry perdeu chance clara e Talavera jogou pela linha de fundo. Na cobrança, a bola foi levantada na área e Ginter se livrou da marcação para cabecear firme e deixar novamente tudo igual.


Toljan alcançando pela direita do ataque europeu


Comemoração mexicana com o gol de Peralta, o primeiro da peleja


Hirving Lozano levantando a pelota dentro da área alemã


Disputa dentro do círculo central

O jogo continuou bom, porém sem mais nenhuma alteração no marcador. Ao final dos 90 minutos, o México 2-2 Alemanha foi justo pelo que as duas seleções apresentaram no gramado da Arena Fonte Nova. No fim das contas, foi uma boa estreia de ambas.

Muita gente se mandou do estádio depois dessa peleja, já que o jogo de fundo para muitos não tinha nenhum apelo. Não para mim, já que armei toda essa correria para ver justamente uma das seleções envolvidas na "principal" partida da rodada. Teve time novo, e raríssimo, na Arena Fonte Nova.

Até lá!

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